“TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”
Texto
Bíblico: Filipenses
4:10-19
“Posso todas as coisas naquele que me fortalece”
(Fp 4:13)
Carta aos Filipenses - Autor: Paulo - Data: Cerca de 61 dC
Antecedentes
At 16.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Paulo estabeleceu a igreja
durante sua segunda viagem, por volta de 51 dC. Desde o começo, a igreja
apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao
ministério de Paulo (4.15-16; 2Co 11.8-9). Paulo desfrutou de uma amizade mais
próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja.
Ocasião
e Data
É, mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão
romana, por volta de 61 dC, para agradecê-los pela contribuição que tinha
recebido deles. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito, que tinha trazido
a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta.
Características
Em muitos aspectos, esta é a mais bela cara de Paulo, cheia de ternura, calor e
afeição. Seu estilo é espontâneo, pessoal e informal, apresenta-nos um diário
íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo.
A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Paulo, embora
prisioneiro, era muito feliz, e invocava seus leitores para sempre regozijarem
em Cristo. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em
Jesus. Para Paulo, Cristo era mais do que um exemplo; ele era a própria vida do
apóstolo.
Conteúdo
A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria
cristã. Para Paulo, a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que
dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. A alegria cristã é
independente de condições externas, e é possível mesmo em meio a circunstâncias
adversas, como sofrimento e perseguição.
A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado.
Por toda a carta, Paulo fala da alegria do Senhor, enfatizando que somente
através de Cristo se alcança a alegria, como ocorre com todas as outras graças
cristãs. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de
Cristo, baseada na experiência do poder de sua ressurreição. Devido essa
convicção, a vida de Paulo ganhou sentido. Mesmo a morte tornou-se uma amiga,
pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1.21-23)
A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta
eminente de Cristo. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de
Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. No contexto de cada
referência há uma nota de alegria (1.6,10; 2.16; 3.20; 4.5).
Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do
evangelho. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses por sua parceria na
propagação dos evangelhos através de suas ofertas monetárias. As ofertas,
entretanto, são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão, ou como ele
coloca em 4.17, “o fruto que aumente nossa conta”. Sendo assim, a alegria
cristã é uma consequência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.
Cristo Revelado
Para
Paulo, cristo é a soma e a substância da vida. Pregar Cristo era sua grande
paixão; conhecê-lo era sua maior aspiração; sofrer por ele era um privilégio.
Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de
Cristo. Para sustentar sua exortação de humildade, o apóstolo descreve a
atitude de Cristo, que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por
nossa salvação (2.5-11). Ao fazê-lo, ele apresenta a declaração mais concisa do
NT em relação à pré-existência, à encarnação e à exaltação de Cristo. São
realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo.
O Espírito Santo em Ação
A
obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. Primeiro, Paulo declara
que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus
própria experiência (1.19). O Espírito Santo também promove unidade comunicação
com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de
propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a
observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona
o louvor dos verdadeiros crente (3.3)
INTERAÇÃO
“Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Com certeza este é um dos textos mais
conhecidos e citados das Escrituras Sagradas. Todavia, na maioria das vezes é
mencionado de forma equivocada, fora do seu contexto. Paulo escreveu à igreja
de Filipos quando se encontrava preso em Roma. Ele queria agradecer os irmãos
filipenses pela oferta generosa que eles haviam enviado. O apóstolo dos gentios
estava atravessando um momento difícil, todavia, ele conforta os irmãos
mostrando que durante seu ministério aprendeu tanto a ter fartura como a
padecer necessidades. Os adeptos da Teologia da
Prosperidade tomam esse texto fora do seu contexto e utilizam-no indevidamente,
fazendo com que muitos crentes acreditem que podem possuir o que quiserem, já
que é DEUS quem lhes garante isso.
I. PROSPERIDADE NA ADVERSIDADE
1. Escassez e abundância. Quantas
vezes já pensamos e falamos: "Senhor por que
estou sofrendo? Por que o Senhor ainda não agiu?". Meus irmãos
e amigos, o que determina a vida de um indivíduo não é o que lhe acontece, mas
como reage ao que lhe acontece. Há pessoas que são infelizes tendo tudo; há
outras que são felizes não tendo nada. A felicidade não está fora, mas dentro
de nós. Há pessoas que pensam que a felicidade está nas coisas: casa, carro,
trabalho, renda. Mas Paulo era feliz mesmo passando por toda sorte de
adversidades (2Co 11:24-27). Mesmo passando por todas essas lutas, é capaz de
afirmar: "Pelo que sinto prazer nas fraquezas,
nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de
Cristo. Porque, quando sou fraco, então é que sou forte" (2Co
12:10). O mesmo Paulo comenta em sua carta aos filipenses: "Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi
a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como
também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência,
tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez" (Fp
4:11,12). Aos crentes de Roma escreve: “...
também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência”
Rm5:3).
O
apóstolo Paulo jamais deixou de confiar em Deus, sejam quais fossem as
circunstâncias. O Senhor
Jesus era a sua contínua suficiência. Ele sabia estar humilhado, isto é, quando
não tinha suprimento para as necessidades básicas da vida, e sabia ser honrado,
ou seja, quando recebia mais do que necessitava. Em todas as circunstâncias, já
tinha experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de
escassez.
Como Paulo aprendeu tal lição? Simplesmente porque tinha a certeza de estar na
vontade de Deus onde quer que estivesse, fossem quais fossem as circunstâncias.
Assim, se passasse fome, era porque Deus queria que ele passasse fome. Se
tivesse fartura, era porque Deus planejou que fosse assim. Enfim, o
contentamento de Paulo não dependia da abundância ou da escassez de bens
materiais, mas da suficiência em Cristo. Estando ocupado fielmente no serviço
do rei Jesus, ele podia dizer; “Sim, ó Pai,
porque assim foi do teu agrado”. Certamente, a vida do apóstolo Paulo
não serve como modelo para os insanos propagadores da “teologia da Prosperidade”.
2. Perseguição e rejeição. Os falaciosos pregadores da “teologia da prosperidade”, em sua maioria, por
incentivar os incautos de que “tudo pode”, irresponsavelmente, negam o
sofrimento na vida do cristão. Todavia, o apóstolo Paulo mostra em suas
epístolas que a vida cristã não é ausência de luta. Não há amenidades no
cristianismo. Ele não é uma redoma de vidro. Estamos expostos à fraqueza da
nossa natureza decaída, a este mundo tenebroso e à fúria de Satanás. As
perseguições e as rejeições estão sempre às espreitas.
Paulo suportou todo tipo de perseguição: foi
açoitado, apedrejado, fustigado com varas e preso (2Co 11:25). Embora
Satanás tenha intentado contra ele, nunca Paulo o considerou como o agente de
seus sofrimentos. Quem estava no comando de sua agenda não era o inimigo,
mas Deus. Paulo não acreditava em casualidade nem em determinismo. Ele sabia
que a mão da Providência o guiava até mesmo na prisão. Ele foi perseguido,
odiado, caluniado, açoitado, enclausurado, mas jamais viu os seus adversários
como agentes autônomos nessa empreitada. Ele sempre olhou para os
acontecimentos na perspectiva da soberania e do propósito de Deus. Considerava-se embaixador em cadeias. Estava preso, mas a
Palavra de Deus estava livre. Paulo considerava o evangelho mais importante que
o evangelista; a obra, mais importante que o obreiro. A divulgação do evangelho
mais importante que o mensageiro. Por isso, na prisão Paulo foca sua atenção na
proclamação do evangelho, e não em si mesmo.
Paulo foi perseguido, rejeitado, esquecido, apedrejado, fustigado com varas,
preso, abandonado, condenado à morte, degolado, mas, em vez de fechar as
cortinas da vida com pessimismo, amargura e ressentimento, termina erguendo ao
céu um tributo de louvor ao Senhor: "A
Ele [o Senhor Jesus Cristo], glória pelos séculos dos séculos. Amém" (2Tm
4:18b). Podemos, também, fazer este louvor ao Senhor nos momentos em que as
perseguições e rejeições batem à nossa porta?
II. PROSPERIDADE NA HUMILDADE
1. O exemplo de Paulo.
Como imitador de Cristo (1Co 11:1), foi um grande exemplo de humildade. É claro
que se ele estivesse vivo hoje os seus ensinos seriam censurados pelos réprobos
“teólogos da prosperidade”. Quem serve a Deus com humildade e integridade
desperta animosidade e muita hostilidade no arraial do inimigo. Paulo servia a
Deus com lágrimas. A vida ministerial não lhe foi amena. Em vez de ganhar
aplausos do mundo, recebeu ameaças, açoites e prisões. Paulo manteve sua
consciência pura diante de Deus e dos homens, mas os judeus tramaram ciladas contra
ele. Viveu num campo minado. Enfrentou inimigos reais, porém, às vezes,
ocultos. Nem sempre Deus nos poupa dos problemas. Às vezes, ele nos treina nos
desertos mais tórridos e nos vales mais profundos e escuros.
A Bíblia nos orienta a vivermos satisfeitos em Cristo: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o
que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb
13:5). O Apóstolo Paulo assim descreve o seu contentamento: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi
a contentar-me com o que tenho” (Fp 4:11).
Ao demonstrar contentamento, independentemente das circunstâncias, Paulo não
manifesta orgulho. Ele demonstra, sim, que a sua felicidade era o resultado
de sua total dependência de Deus. Para ele, tanto a humilhação quanto a honra,
tanto a riqueza quanto a pobreza, tanto a fartura quanto a fome, não eram
impedimento para o seu estado de contentamento. Para
ele, a satisfação era um estado de alma que não dependia das coisas que possuía
ou experimentava. O contentamento que ele experimentava, quer na riqueza ou
pobreza, na fartura ou miséria, eram reflexos de uma mesma realidade vivida na
presença de Deus. Paulo era grato por tudo que Deus lhe havia concedido.
Ele se afastava daquilo que não era essencial para poder se concentrar naquilo
que é eterno. Muitas vezes, o desejo de ter mais ou melhores posses é, na
verdade, o desejo de preencher uma lacuna existente na vida da pessoa.
É bom saber que a ambição ou o simples desejo de ganhar mais, de obter além
das necessidades é o que movimenta o pecado no ser humano. Desejar mais um
pouco é a circulação sanguínea que conduz o ser humano a grandes realizações ou
a crimes hediondos por quantias pequenas e até mesmo por simples objetos.
Enfim, estar contente com o que possui a ponto de a satisfação recusar um pouco
mais é um dom que bem poucos conseguiram e conseguem viver.
Os principais fundamentos do contentamento do crente são: A
provisão divina, a ausência de cobiça e a disposição de suportar a privação.
Que Deus molde o nosso contentamento em sua graça e em seu amor sem par. Amém!
2. O exemplo de Cristo. Jesus foi o maior exemplo de humildade,
pois sendo Deus, fez-se homem, assumindo a forma de servo (Fp 2:5-7). Cristo
sempre existiu, mas entrou neste mundo em semelhança de homem. Isso quer dizer
que Ele era “verdadeiramente Homem”. A
humanidade do Senhor é tão real quanto sua divindade. Ele
é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Que grande mistério!
Embora rico e dono de todo o Universo, fez-se pobre por amor a nós (Fp
2:6; 2Co 8:9). Ele se humilhou para ser obediente até a morte. Isso é
maravilhoso! Ele obedeceu ao custo da própria vida. Ser obediente até a morte
significa que Cristo obedeceu até o fim. Ele era verdadeiramente o negociante
que vendeu tudo quanto possuía para comprar uma pérola de grande valor (Mt
13:46).
O salvador humilhou-se, mas “Deus Pai o exaltou
sobremaneira”. Se Cristo não procurou um nome para si, “Deus Pai lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Fp2:9).
Se Ele dobrou os joelhos para servir aos outros, Deus já decretou que “todo joelho se dobre” perante Ele.
O que aprendemos com isso? Aprendemos que para subir é preciso descer. Não
devemos nos exaltar: devemos ser servos dos outros para que Deus nos exalte no
devido tempo. Paulo nos recomenda: “Tendo em vós
o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp2:5).
III.
PROSPERIDADE NA CARIDADE E NA UNIDADE
1. O amor e caridade –
“E peço isto: que a vossa caridade aumente mais e
mais em ciência e em todo o conhecimento” (Fp 1:9). Aqui, Paulo destaca
o caráter dos irmãos de Filipos que, sensibilizados com a sua situação,
resolveram ajudá-lo generosamente.
No passado, os filipenses excederam na graça de dar e receber. Nos
primeiros dias do ministério de Paulo, quando ele partiu da Macedônia, nenhuma
igreja se associou a ele financeiramente, a não ser os filipenses (Fp 4:15).
Mesmo quando Paulo estava em Tessalônica, os filipenses mandaram “não somente
uma vez, mas duas, o bastante para as suas necessidades” (Fp 4:16). É evidente
que os filipenses mantinham tão estreita comunhão com o Senhor que Deus podia
orientá-los com respeito às suas contribuições. O Espírito Santo fez pesar o
coração deles com relação às necessidades do apóstolo Paulo, e eles responderam
enviando-lhe dinheiro “não somente uma vez, mas duas”. A generosidade deles
torna-se ainda mais notável pelo fato de Paulo haver ficado muito pouco tempo
em Tessalônica. É importante observamos a seguinte
lição: o crente, seja rico, seja pobre, sempre dependerá do Senhor, porque sem
Ele nada podemos fazer. Isso é verdadeira prosperidade!
É interessante que esses pormenores, que parecem ser de pouca importância,
foram eternamente registrados na preciosa Palavra de Deus. O Senhor registra tudo que é feito para Ele e nos
recompensa em boa medida, recalcada, sacudida e transbordante.
2.
Provisão e gratidão. Os
falsos ensinadores e mestres da falaciosa “teologia
da prosperidade” têm defendido um comportamento totalmente distinto do
que ensinam as Escrituras. Eles sugerem um sem-número de fórmulas mágicas e de
procedimentos para que tudo seja “conquistado”, pois seria promessa de Deus ao
crente tudo possuir, tudo ter. “Não se contente em
ser empregado, pois você foi chamado para ser o patrão”, afirmam eles,
como se ser empregado fosse algo incompatível para o cristão. Devemos ter muito
cuidado com estes ensinamentos triunfalistas e egoístas que sempre acompanham
as pregações impregnadas das doutrinas da
“confissão positiva” e da “teologia da prosperidade”. Muitos serão
chamados por Deus e, apesar de estarem salvos, permanecerão como empregados.
A ingratidão é um dos maiores pecados contra Deus. A vontade de Deus
para conosco é que lhe sejamos gratos, que sejamos agradecidos por tudo que Ele
fez para nós. Por mais que padeçamos nesta vida, por mais que não obtenhamos
êxito e sucesso nas coisas desta vida, devemos sempre entender que temos a vida
eterna e tal posse nos foi dada de graça, ou seja, sem qualquer merecimento de
nossa parte.
Nada nesta vida tem qualquer valor quando comparado com o que está reservado
para nós, por causa do amor de Deus demonstrado através de Jesus
Cristo. As doenças, as dificuldades financeiras, as tentações, as mais diversas
adversidades nada representa ante a certeza de que moraremos eternamente com o
Senhor na glória. Como, então, podemos deixar de ser gratos a Deus por tudo que
nos tem feito? Somente um insensato, somente um louco poderia ter um
comportamento diverso, poderia ser ingrato com Deus a ponto de não admitir nem
tolerar as adversidades da vida -” Em tudo daí
graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1Ts
5:18).
Querido irmão e amigo, você é capaz de dar graças a
Deus e manter-se contente perante qualquer circunstância que tenha de
enfrentar? Paulo sabia como permanecer contente, quer tivesse
abundância, quer estivesse passando necessidades (Fp 4:10-14). O segredo estava
em aproveitar o poder de Cristo para obter a força necessária. Aprenda a
confiar nas promessas de Deus e no poder de Cristo para ajudá-lo a manter-se
contente. Se você está sempre querendo mais, peça ao Senhor para retirar esse
desejo e ensiná-lo a estar contente em todas as circunstâncias. Ele suprirá
todas as suas necessidades, mas de uma forma que só Ele sabe ser a melhor para
você.
Certamente, Deus suprirá todas as nossas necessidades, se formos fiéis a Ele. O
apóstolo Paulo tinha plena certeza disso, por isso ele expressou assim aos
crentes de Filipos: “O meu Deus, segundo as suas
riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus”. Podemos
confiar que Deus sempre atenderá as nossas necessidades. Ele sempre proverá
tudo aquilo de que precisamos, mesmo que seja a coragem para enfrentar a morte,
como no caso de Paulo. Entretanto, devemos nos lembrar da diferença que existe
entre os nossos desejos e as nossas necessidades. A maioria das pessoas quer se
sentir bem e evitar qualquer dor ou desconforto, mas podemos não alcançar tudo
aquilo que almejamos.
Através de nossa confiança em Cristo, nossas atitudes e nossos desejos podem
ser mudados: ao invés de cobiçarmos tantas coisas, podemos passar a aceitar a
provisão e o poder que o Senhor nos oferece para que vivamos para Ele. Amém?
3. A comunhão e a sã doutrina. A verdadeira prosperidade bíblica
consolida-se na unidade e na comunhão do Espírito Santo. Paulo deixa
transparecer isso aos crentes de Filipos quando diz: “Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma
consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis
afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o
mesmo amor, o mesmo animo, sentindo uma mesa coisa” (Fp 2:1,2).
Filipos era uma cidade cosmopolita, e a composição da igreja ali
refletia sua grande diversidade, com pessoas de vários níveis, de várias
origens, formação e condições de vida. Com tantos membros de diferentes origens
e formações, deve ter sido muito difícil manter a união. Embora não existissem
evidências de divisões na igreja, a unidade precisava ser resguardada (Fp
3:2;4:2).
Muitas pessoas - e às vezes até mesmo cristãs – preocupam-se apenas em
causar boa impressão aos outros ou a agradar a si próprias. Porém, o
egoísmo traz a discórdia. Paulo nos encoraja a nos resguardar contra qualquer
forma de egoísmo, preconceito ou ciúme que podem levar à dissensão. Mostrar um
interesse genuíno pelos outros será sempre um passo positivo para manter a
unidade e a comunhão entre os crentes. Portanto, Paulo insiste na unidade
espiritual pedindo aos filipenses para amarem uns aos outros e se unirem em
espírito e propósito (ler Fp 2:3-5). Quando
trabalhamos juntos, cuidando dos problemas de nossos semelhantes como se fossem
nossos, revelamos o exemplo de Cristo, ao colocar os outros em primeiro lugar e
viver em unidade.
Com relação à sã doutrina. No Salmo 1,
o salmista diz que o varão bem-aventurado é como a árvore plantada junto ao
ribeiro de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria (Sl 1:3). Ser
uma árvore plantada junto a ribeiro de águas, com fortes e profundas raízes que
asseguram um crescimento contínuo e uma saúde tal que faz com que frutifique e
frutifique no tempo certo é tão somente ter conhecimento da Palavra de Deus, é
meditar noite e dia, dia e noite na Palavra do Senhor. Quer ser uma árvore
desta natureza? Quer ter firmeza e saúde espiritual? Basta
dedicar-se à meditação na Palavra de Deus diariamente!
Esta é a fonte da prosperidade. Tudo que se fizer será bom, trará
bem-estar se fizermos de acordo com a Palavra de Deus. Muitos têm tudo, até
dinheiro em demasia, mas não têm o bem-estar. Vivem inquietos, atribulados,
apesar e por causa das muitas riquezas, não tendo qualquer alegria ou
contentamento verdadeiro, porque não fazem as coisas de acordo com a sã
doutrina. Ser próspero é ter bem-estar em tudo o que se faz, algo muito
diferente e muito melhor do que possuir bens materiais.
CONCLUSÃO
Portanto, quando Paulo diz que “tudo posso
naquele que me fortalece” ele está afirmando que pode fazer tudo aquilo
que seja da vontade de Deus. Quando Paulo escreveu a carta aos Filipenses
estava numa prisão em Roma. Ele queria agradecer os irmãos filipenses pela
oferta generosa que eles haviam enviado. O apóstolo estava atravessando um
momento difícil, todavia, ele conforta os irmãos mostrando que durante seu
ministério aprendeu tanto a ter fartura como a padecer necessidade. Ele
aprendeu que, quando Deus nos dá uma ordem, nos dá também a capacidade de
cumpri-la. Ele sabe que Deus jamais pede que façamos algo sem providenciar a
graça necessária para sua realização.


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