ONÉSIMO,
DE ESCRAVO A COLABORADOR DE PAULO
Onésimo, na Bíblia, foi um escravo fugitivo de Filemom, um cristão, que encontrou o apóstolo Paulo enquanto este estava preso em Roma, converteu-se a Cristo e se tornou "útil" (seu nome significa "útil") para Paulo e para o Evangelho, sendo enviado de volta a Filemom com uma carta pedindo que fosse recebido não como escravo, mas como irmão em Cristo, um exemplo de perdão, reconciliação e transformação pelo Evangelho.
Quem
foi Onésimo?
- Escravo Fugitivo: Ele
fugiu de seu senhor, Filemom, possivelmente causando algum prejuízo ou
roubo, o que o tornava um escravo rebelde.
- Encontro com Paulo:
Em Roma, ele conheceu Paulo, que estava preso, e através da pregação do
apóstolo, creu em Jesus e se converteu.
- Transformação: O
nome "Onésimo" (útil) tornou-se irônico, pois ele era
"inútil" para Filemom, mas se tornou "útil" para Paulo
e o evangelho após sua conversão, gerando um trocadilho com sua situação.
A
Epístola a Filemom:
- Intercessão de Paulo: Paulo
escreveu a Epístola a Filemom, uma carta pessoal, para interceder por
Onésimo, pedindo que Filemom o recebesse de volta como um "irmão
amado", não mais como escravo.
- Reconciliação e Amor: A
carta é um apelo ao amor cristão e à reconciliação, pedindo que Filemom
perdoe Onésimo e o receba com fraternidade, com Paulo se oferecendo para
cobrir qualquer dívida.
- Símbolo: A
história de Onésimo é vista como um poderoso retrato da experiência humana
de fuga do pecado e da redenção e liberdade encontradas em Cristo, que une
senhores e escravos como irmãos.
Tradição
Cristã:
- Segundo a
tradição, Onésimo se tornou um seguidor de Paulo e, mais tarde, foi bispo
de Éfeso, sendo martirizado por sua fé.
Onésimo, era um escravo que pertencia a um homem chamado Filemom, que
era um cristão e residente em Colossos.
O
nome Onésimo quer dizer “útil “, e Filemom quer dizer “afetuoso”
ou “aquele que é bondoso”.
Para
entender essa história, precisamos lembrar que o Apóstolo escreveu uma carta a
Filemom quando estava preso em Roma. Sendo que durante sua prisão, conheceu
Onésimo, um escravo fugitivo (Fl 1:1-3).
PAULO,
prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso
cooperador, 2 E à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à
igreja que está em tua casa: 3 Graça a vós e paz da parte de Deus nosso
Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Filemom 1:1-3
Além
disso, precisamos entender que questão de escravidão era comum naquela época e
alguém que fugisse, se capturado, recebia sérias punições, incluindo a morte.
O
texto, no entanto, relata que Paulo anunciou o evangelho a Onésimo e este creu.
Após algum tempo, por algum motivo, enviou o homem de volta ao seu senhor. “Solicito-te em favor do meu filho Onésimo, que
gerei entre algemas.” (Fl 1:10)
No
versículo 13 deste mesmo capítulo, ele diz que poderia conservá-lo com ele, mas
não queria fazê-lo sem o seu consentimento.
Como
Filemom também era um servo de Deus, provavelmente, o objetivo desse encontro
era eliminar os ressentimentos e promover a união e reconciliação entre os dois
(Filemon 1: 8-22).
O
Contexto de Filemom
Paulo
estava detido em Roma, enquanto seu amigo Filemom residia em Colossos. O
vínculo entre os dois era um escravo fugitivo chamado Onésimo.
É
plausível que Tíquico e Onésimo tenham entregado esta carta em Colossos
juntamente com a Epístola aos Colossenses (Cl 4:7-9).
Nesses
textos, testemunhamos Paulo desempenhando três papéis fundamentais na tentativa
de auxiliar Filemom a resolver sua situação.
Paulo
não tinha estabelecido a igreja em Colossos nem a visitado pessoalmente (Cl
1:1-8; 2:1). É provável que essa comunidade tenha surgido como resultado do seu
ministério em Éfeso (At 19:10, 20, 26), sendo Epafras o líder inicial (Fm 23).
A
congregação se reunia na casa de Filemom e Áfia, sua esposa. Alguns sugerem que
Arquipo era filho de Filemom, embora isso não seja confirmado.
Possivelmente,
ele era o presbítero substituto de Epafras, que estava em Roma para auxiliar
Paulo. Essa hipótese explicaria a severa advertência de Paulo a Arquipo em
Colossenses 4:17, dirigida à igreja como um todo.
Nesta
saudação, Paulo expressa seu profundo amor pelos seus amigos cristãos e lembra
que está encarcerado por causa de Jesus Cristo (ver também Fm 9, 10, 13, 23).
Apesar
de o foco principal da carta ser a relação entre Paulo e Filemom, ele inclui
Timóteo na saudação. O ministério de Paulo era colaborativo, e ao escrever suas
cartas, ele frequentemente mencionava seus parceiros de trabalho, utilizando
termos como “cooperador” e “companheiro”.
O
que Onésimo roubou e por que ele fugiu?
Ao
que parece, Onésimo havia cometido um ato de roubo contra seu senhor e,
consequentemente, fugiu para Roma, buscando se perder na vasta multidão da
metrópole.
No
entanto, por obra da providência divina, ele cruzou o caminho de Paulo e teve
sua vida transformada pela conversão.
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Paulo
intercede por Onésino
Ao
interceder por Onésimo, Paulo apresenta cinco apelos persuasivos.
Ele
começa destacando a reputação de Filemom como alguém que
abençoava os outros. O uso da expressão “pois bem” em Filemom 8 sugere uma
conclusão lógica: uma vez que Filemom era conhecido por encorajar os outros,
Paulo desejava dar-lhe a oportunidade de também encorajar seu próprio coração
ao receber Onésimo, agora convertido.
Paulo
poderia ter usado sua autoridade apostólica para exigir a obediência de
Filemom, mas optou por implorar em nome do amor cristão (Fm
9). Ele demonstra tato ao mencionar sua própria condição de prisioneiro por
Cristo Jesus, tornando o pedido irrecusável. Nessa época, Paulo provavelmente
tinha cerca de 60 anos, uma idade avançada para os padrões da época.
Paulo apela
também para a conversão de Onésimo (Fm 10). Onésimo não era mais
apenas um escravo; ele se tornara um filho na fé para Paulo e um irmão para
Filemom em Cristo. Paulo destaca que, em Jesus
Cristo, não há distinção entre escravo e livre (Gl 3:28), embora a
conversão de Onésimo não alterasse sua situação legal como escravo.
No
quarto apelo, Paulo relata como Onésimo foi útil para ele em seu
ministério em Roma (Fm 11-14). Paulo amava
Onésimo e teria mantido ele consegue em Roma como colaborador, mas preferiu
deixar a decisão a Filemom, destacando a importância do sacrifício e serviço
voluntário motivado pelo amor.
O
quinto apelo refere-se à providência de Deus (Fm 15,16). Paulo
não é dogmático, mas expressa sua convicção de que Deus está no controle, mesmo
nas situações mais difíceis da vida. Ele interpreta a ida de Onésimo a Roma
como parte do plano divino, permitindo que ele se encontrasse com Paulo e se
convertesse, culminando em sua reconciliação com Filemom.
A
diferença das relações servo e senhor no Novo Testamento
Ao
iniciar a carta Paulo elogia o receptor dela. Em seguida, compartilha
como Onésimo foi útil para ele e pede que o receba não mais como escravo, mas
como um irmão em Cristo Jesus
A
intenção do Apóstolo era expressar sua esperança de que o amor e compreensão,
vencesse as diferenças; e o perdão prevalecesse nos corações.
Nesse
contexto, Paulo se propõe, inclusive, a pagar algum prejuízo ou dívida do
ex-escravo. Paulo enfatiza também o seu desejo de que haja livre vontade, não
obrigação.
As
diferenças nessas relações entre senhor e servo, não poderiam afetar a vida
espiritual e o desenvolvimento da palavra de Deus.
Naquele
tempo, homens que se converteram ao cristianismo eram donos de escravos. Por
outro lado, também havia muitos escravos cristãos.
Assim,
promover o perdão e a reconciliação, promoveria a quebra de um sistema de
injustiça e relações abusivas.
Na
verdade, os novos convertidos, servos ou senhores precisavam se dispor a viver
em novidade de vida. Levando uma vida de amor e justiça perante Deus e os
homens. (Rm 6:4)
Um
companheiro preocupado
O termo traduzido como “companheiro” é “koinonia“,
que significa “ter em comum“. Em Filemom 6, é traduzido como
“comunhão”.
Paulo
se oferece para ser um “sócio” de Filemom e ajudá-lo a resolver o
problema com Onésimo. Ele faz duas sugestões: “recebê-lo
como se fosse a mim” e “lançar
tudo o que ele roubou de ti em minha conta”.
Paulo
não podia ir pessoalmente de Roma a Colossos, mas poderia enviar Onésimo como
seu representante pessoal. “Trate Onésimo
como você me trataria”, diz o
apóstolo. “Eu o envio de volta em pessoa, ou seja, o meu próprio
coração” (Fm 12).
O
termo “receber“, no v.17, significa “receber no seu círculo
familiar”. Imagine um escravo sendo aceito na família de seu senhor!
Paulo
não sugere que Filemom ignore os crimes do escravo e esqueça o que Onésimo lhe
devia. Pelo contrário, ele se oferece para pagar essa dívida do próprio
bolso: “lança tudo em minha conta e eu pagarei”.
A
linguagem que Paulo usa em Filemom 19 é muito semelhante à de uma nota
promissória legal da época. Essa é a garantia do apóstolo ao seu amigo de que a
dívida seria paga.
O
v. 19 sugere que foi Paulo quem levou Filemom à fé em Cristo. O apóstolo
utiliza esse relacionamento especial para incentivar o amigo a receber Onésimo.
Filemom e Onésimo não eram apenas irmãos
espirituais no Senhor, mas também tinham o mesmo “pai espiritual” – Paulo!
Quanto
ao v. 21, é possível que Paulo esteja sugerindo que
Filemom vá além e liberte Onésimo.
Por
que Onésimo enfrentou uma morte por apedrejamento?
Assim
como muitos outros santos nos primeiros quatro séculos, a vida de Onésimo foi
marcada por um trágico desfecho antes de ascender aos céus.
É
uma questão que frequentemente nos intriga: o que leva as pessoas a perpetrarem
atrocidades tão cruéis? Todavia, é essencial recordar que o Evangelho possui
uma natureza ofensiva que atravessa todas as barreiras de tribos, idiomas e
nações. Sua mensagem frequentemente contraria e incita a ira nas pessoas, a
ponto de motivar assassinatos.
No
contexto de Onésimo, ele estava sob a jurisdição do imperador Trajano, que
permitia a perseguição aos cristãos. Vale mencionar que, dentre os imperadores,
Trajano se destacava por ser relativamente mais tolerante nesse aspecto. Ainda
assim, durante o seu reinado, diversos cristãos notáveis, incluindo Inácio,
enfrentaram execução.
Ao
ser julgado, Onésimo recusou-se a renunciar à sua fé. Após um período de 18
dias, o imperador teve a oportunidade de testemunhar a força inabalável da fé
de Onésimo, o que o levou a ordenar sua tortura e subsequente morte.
O
que podemos aprender com Onésimo?
1. Não
perca a oportunidade de elogiar (v. 4-7): Paulo inicia sua carta elogiando
Filemom por seu amor e fé demonstrados para com o Senhor e para com todos os
santos. Devemos valorizar e reconhecer as virtudes e boas ações dos outros,
expressando gratidão e encorajamento sempre que possível.
2. Você
não é tão grande quando é humilde (v. 1, 8, 14, 19): Apesar da posição de
autoridade e influência de Paulo como apóstolo, ele se coloca em uma posição de
humildade ao se dirigir a Filemom. Ele não exerce seu poder de forma arrogante,
mas pede por amor, reconhecendo sua própria condição de prisioneiro de Jesus
Cristo. A verdadeira grandeza está na humildade e na disposição de servir aos
outros.
3. Seja
um pacificador (v. 7-16): Paulo intercede por Onésimo e encoraja Filemom a
recebê-lo não apenas como um escravo, mas como um irmão amado. Ele busca
reconciliar os relacionamentos e promover a paz entre os irmãos. Devemos
promover a paz e a unidade trabalhando para resolver conflitos e restaurar
relacionamentos.
4. Acredite
no poder transformador do evangelho (v. 17-25): Paulo destaca o poder
transformador do evangelho na vida de Onésimo, que antes era inútil, mas agora
se tornou útil não apenas para Filemom, mas também para Paulo. O evangelho é
capaz de transformar vidas e reconciliar pessoas, trazendo redenção e restauração.
Devemos confiar no poder do evangelho para mudar corações e não em nossas
forças.
FELEMOM,
A PRÁTICA DO PERDÃO CRISTÃO
Esta
Carta é um manual de relacionamento. Trata de amor, perdão, restituição e
reconciliação. Embora essa tenha sido escrita há quase vinte séculos, seus
ensinos continuam vivos, atuais e absolutamente oportunos.
Essa
breve carta está repleta de sabedoria. A abordagem de Paulo é cheia de ternura
e sensibilidade. Ele não ordena, roga. Ele não critica, elogia. Ele não
prevalece pela força da autoridade, mas pela eloquência da brandura.
1. Data. A carta foi enviada juntamente com a
Epístola aos Colossenses (por volta de 60 d.C), ou seja, cerca de trinta anos
após a ascensão de nosso Senhor.
2. O propósito da Carta. Paulo escreve essa carta para enviar Onésimo, o escravo
fugitivo, agora convertido a Cristo, de volta ao seu senhor, Filemom. O
Evangelho o havia libertado espiritualmente, mas não o dispensava de seus
deveres sociais. O Evangelho não alforriou os escravos de seus deveres, mas
quebrou suas algemas espirituais e os libertou para uma nova vida em Cristo.
Não bastava a Onésimo estar arrependido de seu delito. A restituição era o
passo seguinte a ser dado. E ambos, Paulo e Onésimo, decidiram por isso.
Possivelmente,
Onésimo, além de fugir da casa de seu senhor, também havia subtraído alguns
pertences de Filemom. Era duplamente culpado. Segundo a lei romana, ele podia
ser preso, torturado e morto. Contudo, Onésimo fugindo da escravidão, encontra
sua verdadeira liberdade em Cristo. Torna-se um novo homem. Agora, mesmo sob o
jugo da escravidão, está verdadeiramente livre. Mesmo sendo útil a Paulo em
Roma, o velho apóstolo resolve devolvê-lo ao seu dono. Antes, porém, roga em
nome do amor, para que Filemom receba o escravo como a um irmão. Se antes Onésimo lhe parecia inútil, agora seria útil. Se
antes ele era alvo de severa disciplina, agora deveria ser recebido como se
fosse o próprio apóstolo Paulo em pessoa.
A
tônica dessa carta é o perdão. Filemom
deveria perdoar aquele a quem Deus já havia perdoado. Filemom não deveria punir
aquele por quem Cristo já havia sido castigado na cruz. Filemom deveria receber
como a um filho o escravo que o havia desonrado.
3. As principais ênfases de Filemom. A carta de Paulo a Filemom é uma jóia
de raro valor. Há tesouros inestimáveis que devem ser explorados nessa pequena
Epístola. Vamos destacar algumas de suas ênfases.
a) O
poder do Evangelho. O Evangelho de Cristo é o poder de Deus
para a salvação de todo o que crê. Ele transforma o rico e o pobre; o escravo e
o livre; o patrão e o empregado; o rei e o vassalo. O Evangelho rompe todas as
barreiras, quebra todos os preconceitos, alcança todas as estratificações
sociais e transforma o homem do palácio e também o da choupana, o da casa
grande e também o da senzala.
O
mundo ergue muralhas entre as pessoas, mas Jesus destrói esses muros. O mundo
hoje divide e separa as pessoas pela cor de sua pele, pelo seu status social,
econômico, cultural e religioso. Jesus veio ao mundo para derrubar a parede de
separação. Ele abraçou aqueles que todos escorraçavam. Ele acolheu aqueles que
todos expulsavam. Ele amou aqueles que todos repudiavam. Jesus tocou os
leprosos, conversou com as mulheres, abençoou as crianças, recebeu os
publícanos e pecadores e abriu a porta do reino até mesmo para as prostitutas.
Jesus estendeu sua graça aos odiados samaritanos e trouxe esperança para os
gentios.
O
apóstolo Paulo mostra nessa Epístola, seguindo os passos do Mestre, que um rico
senhor de escravos e um escravo fugitivo, convertidos a Cristo, são
rigorosamente iguais perante os olhos de Deus. São membros da mesma família.
Devem ser vistos como irmãos e amar-se como tal.
b) A
igualdade do Evangelho. O Evangelho de Cristo alcança senhores de
escravos e também os escravos. Transforma homens de fina estirpe e também os
que procedem das classes sociais mais humildes. Na família de Deus, o senhor de
escravos não é melhor do que os escravos. No reino de Deus todos são iguais.
Eles são membros da mesma família, são irmãos. Filemom deveria receber Onésimo
não mais como um escravo, mas como um irmão amado.
O
Evangelho de Cristo não apenas torna as pessoas iguais, mas também as aproxima.
Num tribunal secular, Filemom seria colocado de um lado e Onésimo do outro. De
um lado estaria o patrão espoliado e do outro, o empregado ladrão. Porém, o
Evangelho transforma os corações, as circunstâncias e aproxima aqueles que as
leis humanas só poderiam separar. Por meio da fé comum em Cristo Jesus, Filemom
e Onésimo são unidos. Deus ainda reconcilia pessoas apesar de suas diferenças e
ofensas.
c) A providência do Evangelho. Onésimo fugia de seu patrão, mas não conseguiu fugir de Deus.
Nessa fuga, ele é capturado por Deus e encontra o real sentido da vida. Nessa
corrida rumo à liberdade, ele encontra o Evangelho de Cristo, que o liberta do
pecado, sua escravidão mais opressiva.
d) A
graça do Evangelho. O
Evangelho de Cristo é maravilhoso. Não há casos irrecuperáveis para Deus. Não
há poço tão fundo que o Evangelho não seja mais profundo. A graça é maior do
que o nosso pecado. Onésimo roubou, fugiu, escondeu-se, foi capturado e
encarcerado, mas quando pensou que havia chegado ao fim da linha Deus lhe abriu
a porta da esperança. Não há casos perdidos para Deus. Não há casos
irrecuperáveis para o Deus de toda a graça. Deus ainda continua transformando
escravos em livres. Deus ainda continua encontrando os fugitivos para lhes
trazer de volta ao lar; não como cativos, mas, como livres, filhos e herdeiros.
e) O Perdão do
Evangelho. A carta de
Paulo a Filemom é um grande compêndio acerca do perdão. Aqueles que foram
perdoados devem perdoar. Aqueles que foram libertados por Cristo devem
despedaçar todo jugo. Aqueles que foram alvos da graça precisam ser canais
dela. Aqueles que experimentaram o amor de Deus devem distribuir com
generosidade esse amor. Filemom era amigo
de
Paulo, mas também o senhor de Onésimo. Ele poderia punir Onésimo como um ladrão
fugitivo. Porém, Paulo roga a Filemom que o receba não com punição, mas com
perdão, como a um verdadeiro irmão na família da fé (v. 17).
f)
A vitória do Evangelho. A
carta a Filemom mostra de forma eloquente a vitória do Evangelho. O pecado
afasta, o Evangelho aproxima. O pecado destrói relacionamentos, o Evangelho
reconcilia. O pecado traz prejuízo, o Evangelho faz restituição. O pecado
produz tristeza e decepção, o Evangelho promove alegria e contentamento. O
pecado torna as pessoas prisioneiras, o Evangelho as faz livres.
CONCLUSÃO
O
apóstolo Paulo foi um homem iluminado pelo Espírito Santo, e seus escritos
devem ser considerados oráculos de Deus. A única função que os líderes da
Igreja têm, hoje, é ensinar o que foi fornecido e selado nas Escrituras
Sagradas.

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