quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

ONÉSIMO, DE ESCRAVO A COLABORADOR DE PAULO

 

ONÉSIMO, DE ESCRAVO A COLABORADOR DE PAULO

Onésimo, na Bíblia, foi um escravo fugitivo de Filemom, um cristão, que encontrou o apóstolo Paulo enquanto este estava preso em Roma, converteu-se a Cristo e se tornou "útil" (seu nome significa "útil") para Paulo e para o Evangelho, sendo enviado de volta a Filemom com uma carta pedindo que fosse recebido não como escravo, mas como irmão em Cristo, um exemplo de perdão, reconciliação e transformação pelo Evangelho. 

Quem foi Onésimo?

  • Escravo Fugitivo: Ele fugiu de seu senhor, Filemom, possivelmente causando algum prejuízo ou roubo, o que o tornava um escravo rebelde.
  • Encontro com Paulo: Em Roma, ele conheceu Paulo, que estava preso, e através da pregação do apóstolo, creu em Jesus e se converteu.
  • Transformação: O nome "Onésimo" (útil) tornou-se irônico, pois ele era "inútil" para Filemom, mas se tornou "útil" para Paulo e o evangelho após sua conversão, gerando um trocadilho com sua situação. 

A Epístola a Filemom:

  • Intercessão de Paulo: Paulo escreveu a Epístola a Filemom, uma carta pessoal, para interceder por Onésimo, pedindo que Filemom o recebesse de volta como um "irmão amado", não mais como escravo.
  • Reconciliação e Amor: A carta é um apelo ao amor cristão e à reconciliação, pedindo que Filemom perdoe Onésimo e o receba com fraternidade, com Paulo se oferecendo para cobrir qualquer dívida.
  • Símbolo: A história de Onésimo é vista como um poderoso retrato da experiência humana de fuga do pecado e da redenção e liberdade encontradas em Cristo, que une senhores e escravos como irmãos. 

Tradição Cristã:

  • Segundo a tradição, Onésimo se tornou um seguidor de Paulo e, mais tarde, foi bispo de Éfeso, sendo martirizado por sua fé. 

 

Onésimo, era um escravo que pertencia a um homem chamado Filemom, que era um cristão e residente em Colossos.

O nome Onésimo quer dizer “útil “, e Filemom quer dizer “afetuoso” ou “aquele que é bondoso”.

Para entender essa história, precisamos lembrar que o Apóstolo escreveu uma carta a Filemom quando estava preso em Roma. Sendo que durante sua prisão, conheceu Onésimo, um escravo fugitivo (Fl 1:1-3).

PAULO, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador, 2 E à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa: 3 Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Filemom 1:1-3

Além disso, precisamos entender que questão de escravidão era comum naquela época e alguém que fugisse, se capturado, recebia sérias punições, incluindo a morte.

O texto, no entanto, relata que Paulo anunciou o evangelho a Onésimo e este creu. Após algum tempo, por algum motivo, enviou o homem de volta ao seu senhor. “Solicito-te em favor do meu filho Onésimo, que gerei entre algemas.” (Fl 1:10)

No versículo 13 deste mesmo capítulo, ele diz que poderia conservá-lo com ele, mas não queria fazê-lo sem o seu consentimento. 

Como Filemom também era um servo de Deus, provavelmente, o objetivo desse encontro era eliminar os ressentimentos e promover a união e reconciliação entre os dois (Filemon 1: 8-22).

O Contexto de Filemom

Paulo estava detido em Roma, enquanto seu amigo Filemom residia em Colossos. O vínculo entre os dois era um escravo fugitivo chamado Onésimo.

É plausível que Tíquico e Onésimo tenham entregado esta carta em Colossos juntamente com a Epístola aos Colossenses (Cl 4:7-9).

Nesses textos, testemunhamos Paulo desempenhando três papéis fundamentais na tentativa de auxiliar Filemom a resolver sua situação.

Paulo não tinha estabelecido a igreja em Colossos nem a visitado pessoalmente (Cl 1:1-8; 2:1). É provável que essa comunidade tenha surgido como resultado do seu ministério em Éfeso (At 19:10, 20, 26), sendo Epafras o líder inicial (Fm 23).

A congregação se reunia na casa de Filemom e Áfia, sua esposa. Alguns sugerem que Arquipo era filho de Filemom, embora isso não seja confirmado.

Possivelmente, ele era o presbítero substituto de Epafras, que estava em Roma para auxiliar Paulo. Essa hipótese explicaria a severa advertência de Paulo a Arquipo em Colossenses 4:17, dirigida à igreja como um todo.

Nesta saudação, Paulo expressa seu profundo amor pelos seus amigos cristãos e lembra que está encarcerado por causa de Jesus Cristo (ver também Fm 9, 10, 13, 23).

Apesar de o foco principal da carta ser a relação entre Paulo e Filemom, ele inclui Timóteo na saudação. O ministério de Paulo era colaborativo, e ao escrever suas cartas, ele frequentemente mencionava seus parceiros de trabalho, utilizando termos como “cooperador” e “companheiro”.

O que Onésimo roubou e por que ele fugiu?

Ao que parece, Onésimo havia cometido um ato de roubo contra seu senhor e, consequentemente, fugiu para Roma, buscando se perder na vasta multidão da metrópole.

No entanto, por obra da providência divina, ele cruzou o caminho de Paulo e teve sua vida transformada pela conversão.

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Paulo intercede por Onésino

Ao interceder por Onésimo, Paulo apresenta cinco apelos persuasivos.

Ele começa destacando a reputação de Filemom como alguém que abençoava os outros. O uso da expressão “pois bem” em Filemom 8 sugere uma conclusão lógica: uma vez que Filemom era conhecido por encorajar os outros, Paulo desejava dar-lhe a oportunidade de também encorajar seu próprio coração ao receber Onésimo, agora convertido.

Paulo poderia ter usado sua autoridade apostólica para exigir a obediência de Filemom, mas optou por implorar em nome do amor cristão (Fm 9). Ele demonstra tato ao mencionar sua própria condição de prisioneiro por Cristo Jesus, tornando o pedido irrecusável. Nessa época, Paulo provavelmente tinha cerca de 60 anos, uma idade avançada para os padrões da época.

Paulo apela também para a conversão de Onésimo (Fm 10). Onésimo não era mais apenas um escravo; ele se tornara um filho na fé para Paulo e um irmão para Filemom em Cristo. Paulo destaca que, em Jesus Cristo, não há distinção entre escravo e livre (Gl 3:28), embora a conversão de Onésimo não alterasse sua situação legal como escravo.

No quarto apelo, Paulo relata como Onésimo foi útil para ele em seu ministério em Roma (Fm 11-14). Paulo amava Onésimo e teria mantido ele consegue em Roma como colaborador, mas preferiu deixar a decisão a Filemom, destacando a importância do sacrifício e serviço voluntário motivado pelo amor.

O quinto apelo refere-se à providência de Deus (Fm 15,16). Paulo não é dogmático, mas expressa sua convicção de que Deus está no controle, mesmo nas situações mais difíceis da vida. Ele interpreta a ida de Onésimo a Roma como parte do plano divino, permitindo que ele se encontrasse com Paulo e se convertesse, culminando em sua reconciliação com Filemom.

A diferença das relações servo e senhor no Novo Testamento

Ao iniciar a carta Paulo elogia o receptor dela. Em seguida, compartilha como Onésimo foi útil para ele e pede que o receba não mais como escravo, mas como um irmão em Cristo Jesus

A intenção do Apóstolo era expressar sua esperança de que o amor e compreensão, vencesse as diferenças; e o perdão prevalecesse nos corações.

Nesse contexto, Paulo se propõe, inclusive, a pagar algum prejuízo ou dívida do ex-escravo. Paulo enfatiza também o seu desejo de que haja livre vontade, não obrigação.

As diferenças nessas relações entre senhor e servo, não poderiam afetar a vida espiritual e o desenvolvimento da palavra de Deus. 

Naquele tempo, homens que se converteram ao cristianismo eram donos de escravos. Por outro lado, também havia muitos escravos cristãos. 

Assim, promover o perdão e a reconciliação, promoveria a quebra de um sistema de injustiça e relações abusivas.

Na verdade, os novos convertidos, servos ou senhores precisavam se dispor a viver em novidade de vida. Levando uma vida de amor e justiça perante Deus e os homens. (Rm 6:4)

Um companheiro preocupado

O termo traduzido como “companheiro” é “koinonia“, que significa “ter em comum“. Em Filemom 6, é traduzido como “comunhão”.

Paulo se oferece para ser um “sócio” de Filemom e ajudá-lo a resolver o problema com Onésimo. Ele faz duas sugestões: “recebê-lo como se fosse a mim” “lançar tudo o que ele roubou de ti em minha conta”.

Paulo não podia ir pessoalmente de Roma a Colossos, mas poderia enviar Onésimo como seu representante pessoal. “Trate Onésimo como você me trataria”, diz o apóstolo. “Eu o envio de volta em pessoa, ou seja, o meu próprio coração” (Fm 12).

O termo “receber“, no v.17, significa “receber no seu círculo familiar”. Imagine um escravo sendo aceito na família de seu senhor!

Paulo não sugere que Filemom ignore os crimes do escravo e esqueça o que Onésimo lhe devia. Pelo contrário, ele se oferece para pagar essa dívida do próprio bolso: “lança tudo em minha conta e eu pagarei”.

A linguagem que Paulo usa em Filemom 19 é muito semelhante à de uma nota promissória legal da época. Essa é a garantia do apóstolo ao seu amigo de que a dívida seria paga.

O v. 19 sugere que foi Paulo quem levou Filemom à fé em Cristo. O apóstolo utiliza esse relacionamento especial para incentivar o amigo a receber Onésimo. Filemom e Onésimo não eram apenas irmãos espirituais no Senhor, mas também tinham o mesmo “pai espiritual” – Paulo!

Quanto ao v. 21, é possível que Paulo esteja sugerindo que Filemom vá além e liberte Onésimo.

Por que Onésimo enfrentou uma morte por apedrejamento?

Assim como muitos outros santos nos primeiros quatro séculos, a vida de Onésimo foi marcada por um trágico desfecho antes de ascender aos céus.

É uma questão que frequentemente nos intriga: o que leva as pessoas a perpetrarem atrocidades tão cruéis? Todavia, é essencial recordar que o Evangelho possui uma natureza ofensiva que atravessa todas as barreiras de tribos, idiomas e nações. Sua mensagem frequentemente contraria e incita a ira nas pessoas, a ponto de motivar assassinatos.

No contexto de Onésimo, ele estava sob a jurisdição do imperador Trajano, que permitia a perseguição aos cristãos. Vale mencionar que, dentre os imperadores, Trajano se destacava por ser relativamente mais tolerante nesse aspecto. Ainda assim, durante o seu reinado, diversos cristãos notáveis, incluindo Inácio, enfrentaram execução.

Ao ser julgado, Onésimo recusou-se a renunciar à sua fé. Após um período de 18 dias, o imperador teve a oportunidade de testemunhar a força inabalável da fé de Onésimo, o que o levou a ordenar sua tortura e subsequente morte.



O que podemos aprender com Onésimo?

1. Não perca a oportunidade de elogiar (v. 4-7): Paulo inicia sua carta elogiando Filemom por seu amor e fé demonstrados para com o Senhor e para com todos os santos. Devemos valorizar e reconhecer as virtudes e boas ações dos outros, expressando gratidão e encorajamento sempre que possível.

2. Você não é tão grande quando é humilde (v. 1, 8, 14, 19): Apesar da posição de autoridade e influência de Paulo como apóstolo, ele se coloca em uma posição de humildade ao se dirigir a Filemom. Ele não exerce seu poder de forma arrogante, mas pede por amor, reconhecendo sua própria condição de prisioneiro de Jesus Cristo. A verdadeira grandeza está na humildade e na disposição de servir aos outros.

3. Seja um pacificador (v. 7-16): Paulo intercede por Onésimo e encoraja Filemom a recebê-lo não apenas como um escravo, mas como um irmão amado. Ele busca reconciliar os relacionamentos e promover a paz entre os irmãos. Devemos promover a paz e a unidade trabalhando para resolver conflitos e restaurar relacionamentos.

4. Acredite no poder transformador do evangelho (v. 17-25): Paulo destaca o poder transformador do evangelho na vida de Onésimo, que antes era inútil, mas agora se tornou útil não apenas para Filemom, mas também para Paulo. O evangelho é capaz de transformar vidas e reconciliar pessoas, trazendo redenção e restauração. Devemos confiar no poder do evangelho para mudar corações e não em nossas forças.

 

FELEMOM, A PRÁTICA DO PERDÃO CRISTÃO

Esta Carta é um manual de relacionamento. Trata de amor, perdão, restituição e reconciliação. Embora essa tenha sido escrita há quase vinte séculos, seus ensinos continuam vivos, atuais e absolutamente oportunos.

Essa breve carta está repleta de sabedoria. A abordagem de Paulo é cheia de ternura e sensibilidade. Ele não ordena, roga. Ele não critica, elogia. Ele não prevalece pela força da autoridade, mas pela eloquência da brandura.

1. Data. A carta foi enviada juntamente com a Epístola aos Colossenses (por volta de 60 d.C), ou seja, cerca de trinta anos após a ascensão de nosso Senhor.

2. O propósito da Carta. Paulo escreve essa carta para enviar Onésimo, o escravo fugitivo, agora convertido a Cristo, de volta ao seu senhor, Filemom. O Evangelho o havia libertado espiritualmente, mas não o dispensava de seus deveres sociais. O Evangelho não alforriou os escravos de seus deveres, mas quebrou suas algemas espirituais e os libertou para uma nova vida em Cristo. Não bastava a Onésimo estar arrependido de seu delito. A restituição era o passo seguinte a ser dado. E ambos, Paulo e Onésimo, decidiram por isso.

Possivelmente, Onésimo, além de fugir da casa de seu senhor, também havia subtraído alguns pertences de Filemom. Era duplamente culpado. Segundo a lei romana, ele podia ser preso, torturado e morto. Contudo, Onésimo fugindo da escravidão, encontra sua verdadeira liberdade em Cristo. Torna-se um novo homem. Agora, mesmo sob o jugo da escravidão, está verdadeiramente livre. Mesmo sendo útil a Paulo em Roma, o velho apóstolo resolve devolvê-lo ao seu dono. Antes, porém, roga em nome do amor, para que Filemom receba o escravo como a um irmão. Se antes Onésimo lhe parecia inútil, agora seria útil. Se antes ele era alvo de severa disciplina, agora deveria ser recebido como se fosse o próprio apóstolo Paulo em pessoa.

A tônica dessa carta é o perdão. Filemom deveria perdoar aquele a quem Deus já havia perdoado. Filemom não deveria punir aquele por quem Cristo já havia sido castigado na cruz. Filemom deveria receber como a um filho o escravo que o havia desonrado.

3. As principais ênfases de Filemom. A carta de Paulo a Filemom é uma jóia de raro valor. Há tesouros inestimáveis que devem ser explorados nessa pequena Epístola. Vamos destacar algumas de suas ênfases.

a) O poder do Evangelho. O Evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Ele transforma o rico e o pobre; o escravo e o livre; o patrão e o empregado; o rei e o vassalo. O Evangelho rompe todas as barreiras, quebra todos os preconceitos, alcança todas as estratificações sociais e transforma o homem do palácio e também o da choupana, o da casa grande e também o da senzala.

O mundo ergue muralhas entre as pessoas, mas Jesus destrói esses muros. O mundo hoje divide e separa as pessoas pela cor de sua pele, pelo seu status social, econômico, cultural e religioso. Jesus veio ao mundo para derrubar a parede de separação. Ele abraçou aqueles que todos escorraçavam. Ele acolheu aqueles que todos expulsavam. Ele amou aqueles que todos repudiavam. Jesus tocou os leprosos, conversou com as mulheres, abençoou as crianças, recebeu os publícanos e pecadores e abriu a porta do reino até mesmo para as prostitutas. Jesus estendeu sua graça aos odiados samaritanos e trouxe esperança para os gentios.

O apóstolo Paulo mostra nessa Epístola, seguindo os passos do Mestre, que um rico senhor de escravos e um escravo fugitivo, convertidos a Cristo, são rigorosamente iguais perante os olhos de Deus. São membros da mesma família. Devem ser vistos como irmãos e amar-se como tal.

b) A igualdade do EvangelhoO Evangelho de Cristo alcança senhores de escravos e também os escravos. Transforma homens de fina estirpe e também os que procedem das classes sociais mais humildes. Na família de Deus, o senhor de escravos não é melhor do que os escravos. No reino de Deus todos são iguais. Eles são membros da mesma família, são irmãos. Filemom deveria receber Onésimo não mais como um escravo, mas como um irmão amado.

O Evangelho de Cristo não apenas torna as pessoas iguais, mas também as aproxima. Num tribunal secular, Filemom seria colocado de um lado e Onésimo do outro. De um lado estaria o patrão espoliado e do outro, o empregado ladrão. Porém, o Evangelho transforma os corações, as circunstâncias e aproxima aqueles que as leis humanas só poderiam separar. Por meio da fé comum em Cristo Jesus, Filemom e Onésimo são unidos. Deus ainda reconcilia pessoas apesar de suas diferenças e ofensas.

c) A providência do Evangelho. Onésimo fugia de seu patrão, mas não conseguiu fugir de Deus. Nessa fuga, ele é capturado por Deus e encontra o real sentido da vida. Nessa corrida rumo à liberdade, ele encontra o Evangelho de Cristo, que o liberta do pecado, sua escravidão mais opressiva.

d) A graça do Evangelho. O Evangelho de Cristo é maravilhoso. Não há casos irrecuperáveis para Deus. Não há poço tão fundo que o Evangelho não seja mais profundo. A graça é maior do que o nosso pecado. Onésimo roubou, fugiu, escondeu-se, foi capturado e encarcerado, mas quando pensou que havia chegado ao fim da linha Deus lhe abriu a porta da esperança. Não há casos perdidos para Deus. Não há casos irrecuperáveis para o Deus de toda a graça. Deus ainda continua transformando escravos em livres. Deus ainda continua encontrando os fugitivos para lhes trazer de volta ao lar; não como cativos, mas, como livres, filhos e herdeiros.

e) O Perdão do Evangelho. A carta de Paulo a Filemom é um grande compêndio acerca do perdão. Aqueles que foram perdoados devem perdoar. Aqueles que foram libertados por Cristo devem despedaçar todo jugo. Aqueles que foram alvos da graça precisam ser canais dela. Aqueles que experimentaram o amor de Deus devem distribuir com generosidade esse amor. Filemom era amigo

de Paulo, mas também o senhor de Onésimo. Ele poderia punir Onésimo como um ladrão fugitivo. Porém, Paulo roga a Filemom que o receba não com punição, mas com perdão, como a um verdadeiro irmão na família da fé (v. 17).

f) A vitória do Evangelho. A carta a Filemom mostra de forma eloquente a vitória do Evangelho. O pecado afasta, o Evangelho aproxima. O pecado destrói relacionamentos, o Evangelho reconcilia. O pecado traz prejuízo, o Evangelho faz restituição. O pecado produz tristeza e decepção, o Evangelho promove alegria e contentamento. O pecado torna as pessoas prisioneiras, o Evangelho as faz livres.

CONCLUSÃO

O apóstolo Paulo foi um homem iluminado pelo Espírito Santo, e seus escritos devem ser considerados oráculos de Deus. A única função que os líderes da Igreja têm, hoje, é ensinar o que foi fornecido e selado nas Escrituras Sagradas.

 

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