VIVER E TOMAR DECISÃO SEMPRE NA DIREÇÃO DE DEUS
Texto
Bíblico: “Então, aqueles homens
israelitas tomaram da sua provisão e não pediram conselho à boca do SENHOR” (Js 9:14).
Este
é um dos episódios mais intrigantes do livro de Josué. Ele nos ensina lições
profundas sobre discernimento espiritual, a santidade de um juramento
e como Deus pode transformar uma situação de engano em um propósito de serviço.
1.
O Contexto e a Estratégia (Josué 9:1-6)
Após
as vitórias de Israel sobre Jericó e Aí, o medo se espalhou por Canaã. Enquanto
outros reis se uniram para a guerra, os habitantes de Gibeão (heveus) decidiram
usar a astúcia.
- O
Disfarce: Eles usaram
sandálias velhas, roupas gastas e pão bolorento para parecerem viajantes
de terras distantes.
- A
Mentira: Afirmaram
que vieram de longe para honrar o nome do Senhor, quando, na verdade, eram
vizinhos imediatos de Israel.
- O
Objetivo: Obter um
tratado de paz, já que sabiam que Israel tinha ordem de destruir as nações
de Canaã, mas poderia fazer aliança com povos distantes (Deuteronômio
20:10-15).
2.
O Erro de Josué e dos Líderes (Josué 9:14-15)
Este
é o ponto central do estudo. O texto bíblico é muito específico sobre onde
Israel falhou:
"Então os israelitas examinaram as provisões deles, mas
não consultaram o Senhor." (Josué 9:14)
- A
Dependência da Visão Humana:
Josué e os líderes confiaram em seus próprios sentidos (olharam o pão,
viram as roupas) em vez de buscar a direção divina.
- A
Pressa: A decisão foi
tomada com base em evidências externas imediatas.
- A
Aliança: Josué fez um
acordo de paz e selou-o com um juramento.
3.
As Consequências Imediatas (Josué 9:16-27)
Três
dias depois, a verdade apareceu: os gibeonitas eram vizinhos.
- A
Murmuração do Povo: O
povo de Israel ficou indignado com os líderes, mas o juramento não podia
ser quebrado. No pensamento bíblico, invocar o nome de Deus em um
juramento tornava-o irrevogável.
- A Maldição que virou Serviço: Josué poupou a vida deles, mas os
condenou à servidão perpétua. Eles se tornaram "rachadores de
lenha e tiradores de água" para a casa de Deus.
- Proteção
Compulsória: Por
causa da aliança, Israel foi obrigado a defender Gibeão quando cinco reis
amorreus os atacaram (Josué 10). Foi nessa batalha que o sol parou.
4.
Consequências a Longo Prazo (2 Samuel 21)
O
erro de Josué repercutiu centenas de anos depois. O rei Saul, em seu zelo
religioso mal direcionado, tentou aniquilar os gibeonitas, quebrando o pacto de
Josué.
- A Fome
em Israel: Durante o
reinado de Davi, houve uma fome de três anos. Ao consultar o Senhor, Davi
descobriu que era por causa do sangue derramado dos gibeonitas por Saul.
- A
Reparação: O pecado
contra um juramento feito em nome de Deus (mesmo que baseado em um erro lá
atrás) trouxe juízo sobre a nação gerações depois.
5.
Lições Práticas para Hoje
- Consulte
a Deus em Tudo: O
sucesso anterior (Jericó) pode nos tornar excessivamente confiantes. Nunca
somos maduros o suficiente para deixar de orar antes de decisões
importantes.
- Cuidado
com as Aparências: O
inimigo nem sempre ataca como um "leão que ruge"; muitas vezes
ele vem como um "viajante cansado" buscando um acordo.
- A
Palavra Empenhada é Sagrada:
Para Deus, a integridade de um juramento é fundamental. Mesmo quando o
acordo nos prejudica, o caráter de um servo de Deus é mantido pela sua
palavra (Salmo 15:4).
- A
Graça no Meio do Erro:
Apesar do engano, os gibeonitas acabaram servindo no Tabernáculo e, mais
tarde, seus descendentes (os netinins) ajudaram na reconstrução dos muros
de Jerusalém com Neemias. Deus pode redimir até aqueles que se aproximam
d'Ele pelo medo.
DEIXANDO
DE BUSCAR A DIREÇÃO DE DEUS
INTRODUÇÃO
Um
dos maiores problemas na vida cristã é a ausência de oração por parte de um
cristão. É necessário que ele esteja ciente dos efeitos adversos na vida de
quem é relapso nessa área. O crente que não ora: não cresce espiritualmente (Os
6:3); Deus não está em primeiro lugar em sua vida (Mt 6:33); não é submisso ao
Senhor (Rm 8:28); não reconhece a Deus em todos os seus caminhos (Pv 3:6); não
aprende a confiar no Senhor (Sl 118:8). Portanto, não se pode conceber a
comunhão com Deus sem que haja diálogo com Ele, pois consultar ao Senhor em
oração mostra o nosso grau de dependência dele.
1. Josué. Após
a conquista da cidade de Aí, um grupo de moradores da cidade de Gibeão vai ao
acampamento dos hebreus e pede que lhes seja feito um tratado de paz (Josué
9:1-15). Os gibeonitas sabiam perfeitamente que jamais derrotariam Israel,
então a única alternativa era dolosamente esconderem sua identidade e tentar um
concerto com os israelitas. Deu certo para eles, porém, foi péssimo para o povo
de Israel, pois infringiu uma determinação do Senhor: lançar fora da terra
prometida todos os moradores de Canaã (Dt 7:1-6), inclusive os gibeonitas, que
eram heveus (9:1,7), descendentes de Cão-filho de Noé (Gn 10:6-20).
A
astúcia dos gibeonitas foi
bem elaborada. Eles usaram roupas, odres e sandálias velhas, dando a entender
que fizeram uma viagem desgastante e que seus provimentos não tinham mais
condição de serem consumidos, devido à passagem de tempo entre a saída deles de
sua terra e o encontro com os hebreus. Isso comoveu o coração de Josué e dos
príncipes dos filhos de Israel, pois os “viajantes” disseram que vinham por
causa do nome do Senhor e das notícias que haviam recebido sobre os
acontecimentos no Egito, e também aos reinos que ficaram do outro lado do
Jordão. Eles sabiam que o mesmo lhes sucederia e queriam uma aliança com os
hebreus. Os israelitas não enxergaram a trapaça.
Assim, sem orar e buscar a direção divina, fizeram um concerto com os
gibeonitas. Depois da promessa ter sido feita e o tratado ratificado,
surgiram os fatos: os líderes de Israel foram enganados. Deus dera instruções
especificas para que os israelitas não fizessem tratado algum com os habitantes
de Canaã (Ex 23:32; 34:12; Nm 33:55; Dt 7:2; 20:17,18).
Como estrategista, Josué sempre buscou a Deus antes de conduzir suas tropas a
qualquer batalha. Mas aquele tratado de paz com os gibeonitas pareceu inocente,
e Josué e os líderes tomaram esta decisão sem consultar ao Senhor. Ao deixarem
de buscar a de Deus e apressar-se com seus próprios planos, tiveram que lidar
com pessoas desonestas e uma aliança desajeitada. Cremos que Deus permitiu tal
situação para mostrar a Josué e ao povo que não tomassem determinadas decisões
sem que antes consultassem a Ele. Essa decisão imprudente trouxe os cananeus
para dentro de Israel, e os judeus continuaram pelas gerações que se sucederam
convivendo com as consequências daquela aliança (Js 9:27). Além disso, o povo
de Deus precisou entrar em guerra para honrar o pacto que havia feito fora da
direção do Senhor, a fim de proteger aqueles que os haviam enganado (Js
10:6-11).
Satanás
sempre usou duas táticas para combater o Povo de Deus e cada crente,
individualmente. Ora ele
lança mão do ataque externo, pelo emprego da força, ora ele usa o ataque
interno, através de suas sutilezas. Pela força, quase sempre é seu método
preferido. Através das perseguições, lutas, dificuldades. Ele gosta de ver um
crente sofrer. Porém, ele sabe que esse processo não leva a muitos bons
resultados. Então ele procura usar a inteligência, e ele é mestre na arte das
sutilezas. Com estas, para ele, tem dado melhores resultados, porque sendo a
sutiliza a arte de agir sem ser notado, ou de conseguir um objetivo sem ter que
revelar a verdadeira intenção basta apenas uma insinuação ou despertamento da
curiosidade da possível vítima, principalmente àqueles crentes incautos, que
não estudam a Palavra de Deus. É no momento da distração, como aconteceu com
Josué e os príncipes de Israel no episódio com os gibeonitas, ou mesmo quando
os fiéis da Igreja estão imaturos no conhecimento da Palavra de Deus, como
aconteceu com a Igreja de Colossos, que ele mais opera para introduzir seus
ardis. O povo que quer, realmente, servir a Deus, as igrejas “Evangélicas” que
querem ser Evangélicas por dentro, não apenas ter uma placa por fora com o nome
de Evangélica, e estarem preparadas para as sutilezas de Satanás, precisam,
hoje, como nunca, da direção de Deus e do conhecimento da sua Palavra.
2. Davi. Davi
foi reconhecido por Deus como um grande homem - conforme diz a Bíblia: “o homem
segundo o coração de Deus” (Atos 13:22). Todavia, como qualquer outro ser
humano, cometeu muitas falhas, que feriram a santidade de Deus. Dentre as que a
Bíblia relata, destacamos para explicar este item, o pecado da
autodeterminação, do orgulho, da arrogância e da falta de confiança em Deus,
quando do recenseamento do povo de Israel e de Judá (2Sm 24:1-25). Davi não
consultou ao Senhor quando resolveu fazer aquele censo. Talvez ele quisesse
orgulhar-se do seu poderio militar. A reação de Joabe, o comandante do exército
de Davi, resistindo à ordem do rei, faz-nos entender que o recenseamento tinha
uma motivação reconhecidamente pecaminosa e, portanto, traria juízo contra
Israel (1Cr 21: 3).
Quando o recenseamento foi concluído, Deus castigou Israel, e Davi reconheceu
que a culpa era dele (1Cr 21.7,8). Ele caiu em si e declarou: “Muito pequei no
que fiz” (2Sm 24:10). Então, clamou ao Senhor pedindo-lhe seu perdão.
Deus permitiu que Davi escolhesse entre três castigos (1Cr 21:9-12): três anos de fome na terra
da Palestina; três meses fugindo dos seus adversários; ou três dias de praga em
Israel. Davi escolheu a terceira opção e, em um só dia,
“setenta mil homens de Israel morreram” (2Sm 24:15; 1Cr 21: 14). Ao ver
o anjo destruidor sobre Jerusalém, Davi suplicou então que o Senhor deixasse a
sua mão cair sobre ele, que era o único responsável pelo que estava ocorrendo.
Ao verificar o autêntico arrependimento de Davi, o anjo destruidor ordenou que
Davi oferecesse um sacrifício, e a praga cessou (1Cr 21: 18,27).
Como bem disse o pr. Eliezer de Lira e Silva, “quando
um homem não busca a direção de Deus, coloca-se em situações bastante
desagradáveis e perigosas causando prejuízo a outras pessoas”.
3. Sara. Sara,
que dantes era conhecida como Sarai, vendo que não gerava filhos a Abrão, a
despeito da promessa feita (Gn 15:4), ao fim de dez anos em que estavam em
Canaã, usando de um direito que possuía enquanto mulher, seguindo o costume de
seu tempo, dá a Abrão a sua escrava egípcia Agar, a fim de que ele tivesse, com
ela, um filho. Sara não orou buscando a direção de Deus ao prover um filho para
Abrão através de Agar, sua serva. Essa precipitação de Sara causou-lhe uma
série de problemas desde o início (Gn 16:5). Sem dúvida, foi o maior erro de
Sara, erro este que se apresenta todos os dias como fatal e fonte de sofrimento
e dor, pois foi graças a esta atitude de Sarai que tivemos o surgimento dos
árabes, que se constituem, na atualidade, nos maiores inimigos dos judeus.
Sarai achou que poderia usar os “costumes dos povos”, os “costumes do mundo”
para atingir o propósito do Senhor. Negou, assim, na prática, o seu próprio
nome, esquecendo-se que “Yahweh é príncipe” e,
portanto, enquanto Senhor de todas as coisas, tem o controle de tudo, não
precisando de “mãozinhas” humanas. Lamentavelmente, são muitos os que, na
atualidade, por pura incredulidade (que foi o problema de Sarai), acham que
Deus precisa de uma “ajudazinha” para fazer cumprir a Sua Palavra. O resultado
disto é só tormento e embaraço, nada mais.
O que faltou na sugestão de Sara a Abrão foi a consulta a Deus, a
correspondência entre o consenso dos cônjuges e a vontade do Senhor. É este o
sentido, aliás, da enigmática expressão de Salomão, a respeito do “cordão de
três dobras” (Ec 4:12). No casamento, indispensável e necessário é o diálogo
entre os cônjuges, para que sejam tomadas decisões corretas e consistentes, mas
o diálogo é insuficiente, pois deve ser acompanhado da consulta à vontade de
Deus. Quando cônjuges vão ao altar e pedem orientação a Deus, tudo dará certo,
não se terá como quebrar facilmente a estrutura e os fundamentos do lar. Há
cordão de três dobras em seus casamentos, queridos irmãos casados?
I.
QUANDO O HOMEM ORA, MAS NÃO OBEDECE
Muitos oram, mas não obedecem ao Pai. Veja o caso do profeta Jonas; ele tinha uma vida de comunhão com o Senhor, porém quando recebeu de Deus uma difícil tarefa, recuou e procurou fazer a sua própria vontade. Decidiu, por conta própria, ir para outro lugar, longe da presença do Senhor (Jn 1:3). É de se esperar que um homem chamado por Deus dependa exclusivamente dele para realizar o trabalho proposto. Todavia, como Jonas, muitos decidem por si mesmos o que fazer e o modo como fazer. Esquecem-se de buscar a direção do Senhor que os chamou, pois querem seguir a sua própria vontade.
A desobediência de Jonas quase causou a morte de todos no navio, por causa
da tempestade que Deus mandou. O pior é que ele era cônscio disso. Ele
sabia que a tempestade era por sua causa, por isso, não hesitou em dizer:
“lançai-me ao mar”. Jonas tentava fugir da presença de Deus (Jn 1:12). Deus
permitiu que Jonas fosse engolido por um grande peixe para aprender a respeito
da obediência. Depois de um grande sofrimento, no auge do aperto, nas entranhas
do grande peixe, voltou-se para Deus, arrependeu-se, clamou por misericórdia. E
o Senhor que é grande em misericórdia, e está sempre disposto a perdoar, ouviu
sua oração (Jn 2:1-9). Jonas foi perdoado, socorrido e voltou ao Plano de Deus,
para fazer a Sua Vontade
Devemos parar e refletir: “O que é
necessário acontecer em nossa vida para que venhamos a obedecer a Deus e ter
uma vida de oração?” Não sejamos como Jonas! Pois a desobediência a
Deus pode trazer sofrimentos a nós e àqueles que estão próximos. Portanto,
obedeçamos à Palavra de Deus.
BUSCANDO CONSELHOS EM OUTRO LUGAR
1. Acazias. Este
rei foi o sucessor imediato do seu pai, o iníquo rei Acabe, esposo da cruel
Jezebel. Ele seguiu as mesmas iniqüidades dos seus pais, fazendo pecar o povo
de Israel - “E Acazias, filho de Acabe, começou a
reinar em Samaria, no ano dezessete de Josafá, rei de Judá; e reinou dois anos
sobre Israel. E fez o que era mau aos olhos do Senhor; porque andou nos
caminhos de seu pai, como também nos caminhos de sua mãe.... E serviu a Baal, e
se inclinou diante dele, e indignou ao Senhor, Deus de Israel, conforme tudo
quanto fizera seu pai” (1Rs 22:52-54).
Certa feita, Acazias caiu do alto de sua casa em Samaria e ficou doente.
Devido à demora de sua recuperação, levou-o a recorrer a Baal-Zebube, deus de
Ecrom, a quem mandou perguntar se sararia de sua doença (2Rs 1:2). A palavra
Baal-Zebube significa literalmente “Baal das moscas”, o deus que supostamente
havia afastado as doenças que atraiam os insetos. Não está explicado por que
Acazias desejava dirigir essa pergunta ao deus de Ecrom, embora a falta de fé
em Deus por parte do rei esteja claramente implícita nas palavras de Elias:
“Mas o Anjo do SENHOR disse a Elias, o tesbita: Dispõe-te, e sobe para te
encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura, não
há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (2Reis
1:2,3).
Elias ficou profundamente perturbado pela escolha de Acazias de procurar a
Baal, e não a Deus. Como é que ele podia ignorar que aquela divindade era um
deus sem sentido e impotente? Só havia, portanto, uma única mensagem de Deus
para Acazias a respeito da recuperação de sua saúde: “certamente morrerás” (2Rs
2:16).
Aqui está demonstrada a cegueira e a tolice de todos aqueles que procuram uma
alternativa diferente para servir a Deus.
2. Saul. Saul, no final de sua vida, em vez de abandonar os
seus maus caminhos, afundou-se ainda mais no lamaçal do pecado. A Bíblia diz em
1Samuel 28:7 que Saul procurou uma necromante, isto é, uma mulher que
consultava os mortos, porque ele estava ansioso por uma palavra do Senhor, que
viesse por intermédio do profeta Samuel, já falecido. Dantes, Deus condenou
veementemente essa prática demoníaca: “Quando,
pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou espírito
de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles”
(Lv 20:27). Mesmo assim, Saul foi imprevidente, desobedeceu ao Senhor de forma
deliberada e consciente, o que caracteriza apostasia. Mais uma vez, pode-se
depreender o profundo abismo no qual o homem sem Deus cai, de modo que aceita
buscar conselhos em qualquer lugar, inclusive de agentes do inferno.
Horóscopos, espiritismo, adivinhações, isso tudo é condenado pela Palavra de
Deus (Dt 18.9-14; Lv 19.26,31; 20.6).
Os espíritas têm usado esta passagem para justificar que houve a comunicação
com o espírito de Samuel. Enganam-se, pelos seguintes motivos: (1) Deus não
iria favorecer uma prática por Ele próprio condenada, em função da qual
condenou Saul, conforme Deuteronômio 18:10-12, e 1Crônicas 10:13-14; (2) Se
Samuel fora enviado por Deus - o espiritismo ensina que Deus só se comunica com
os homens através dos bons espíritos - teria cumprido com prazer sua missão, e
não teria dito a Saul: "Por que me
inquietaste, fazendo-me subir"? (3) O espírito maligno que se
incorporou na pitonisa (médium) mentiu ao profetizar que no dia seguinte Saul e
seus filhos morreriam (1Sm 28:19). A morte de Saul não ocorreu no dia seguinte,
e somente três de seus filhos morreram (1Sm 31:2, 6; 1Cr 10:2, 6). Os outros
filhos, Is-Bosete (2Sm 4:7), Armoni e Mefibosefe (2Sm 21:8) não foram mortos na
batalha contra os filisteus.
"Assim morreu Saul (primeiro rei de
Israel) por causa da sua infidelidade ao Senhor. Não guardou a palavra do
Senhor, e até consultou uma adivinhadora, e não buscou ao Senhor, pelo que ele
o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé"(1Cr
10:13.14).
A obstinação em persistir na iniquidade, e a recusa à direção do Espírito
Santo, nos priva do socorro divino. De nada adianta invocar a Deus, sem
abandonar nossos maus caminhos.
3. Roboão. Roboão
nasceu um ano antes do seu pai Salomão assumir o trono de Israel, quando ele
era muito jovem ainda. Sua mãe era uma amonita chamada Naamá. Embora de início
fosse aparentemente aceito por todo o povo como o legítimo sucessor de Salomão
no trono, ele não havia sido ungido rei por um profeta em nome do Senhor como
os reis anteriores.
O povo sentia que tinha sido tratado opressivamente por Salomão e, quando
Roboão chegou, exigiu primeiro que Roboão prometesse aliviar a sua carga como
condição para se submeter a ele. Roboão pediu o prazo de três dias para
deliberar o assunto, e foi consultar os velhos e sábios conselheiros do seu
falecido pai. Estes lhe disseram que, se agradasse ao povo fazendo a sua
vontade, ganharia a sua lealdade para sempre.
Roboão desprezou seu conselho e foi consultar os jovens que haviam crescido com
ele e o serviam. Estes sabiam o que ele queria e o incentivaram a dar uma
resposta dura ao povo. Roboão se agradou do conselho insensatos de seus amigos
(1Rs 12:8) e, terminado o prazo, com o povo reunido diante dele com Jeroboão,
ele declarou que, ao invés de atender ao que o povo pedia, ele exigiria muito
mais ainda dele do que Salomão.
Vendo, pois, todo o Israel que o rei não lhe dava ouvidos, reagiu, dizendo: “Que parte nós temos com Davi? Não há para nós herança
no filho de Jessé! Às vossas tendas, ó Israel! Cuida, agora, da tua casa, ó
Davi! Então, Israel se foi às suas tendas” (1Reis 12:1-16).
Esse ato imprudente de Roboão causou grandes perdas ao reino de Israel. Ele se
dividiu em duas partes: uma parte (Judá e Benjamim), sob o comando de Roboão;
outra parte (10 tribos), sob o comando de Jeroboão. Ele que poderia governar 12
tribos ficou só com duas, além de ter provocado um rumor de guerra e perigos de
morte para si e para os outros (1Rs 12:12-17).
Depois da divisão entre Judá e Israel, o povo de Deus, antes unido, começou a
seguir caminhos diferentes. Esse é o resultado maléfico quando o líder do povo
de Deus não anda nos caminhos do Senhor e não obedece aos seus mandamentos. A
bênção e o sucesso acompanham aqueles que se dirigem pelos bons conselhos. Quem
os despreza afronta a si mesmo com males que podem ser irrecuperáveis.
CONCLUSÃO
A falta da oração e da busca constante pela vontade de Deus leva o homem a
uma vida que prejudica a si próprio e aos que o rodeiam, principalmente se este
homem é um líder, como foi no caso Josué, que foi enganado pelos gideonitas.
Muitos de nós, cristãos, deixamos de consultar ao Senhor em alguma circunstância
em que, se o fizéssemos, escaparíamos de problemas antecipadamente. É o caso da
pessoa que muda de igreja ou emprego sem saber se Deus está de acordo com
aquela mudança. É o caso da moça que se casa com rapaz sem consultar ao Senhor,
e depois passa lutas com um marido sem temor a Deus. Sabedor de todas as
coisas, Deus deseja auxiliar-nos – conforme sua vontade – advertindo-nos sobre
caminhos que não devemos trilhar. Portanto, devemos orar e depender do Senhor
para receber orientações para nossas vidas. Que o Senhor, em sua infinita
misericórdia, nos dê forças espirituais para estar sempre aos seus pés, em
oração, buscando sua direção para nossa vida. Ele está sempre disposto a ouvir
e atender àquele que o busca de coração - “E
buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”
(Jr 29:13).


Nenhum comentário:
Postar um comentário