quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

JESUS, O SACERDOTE ETERNO

 

 JESUS, O SACERDOTE ETERNO

Jurou o senhor e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de melquisedequesalmo 110.4

 

 JESUS – SUMO SACERDOTE DE UMA ORDEM SUPERIOR

Texto Bíblico: Hebreus 7:1-19

"Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, efeito mais sublime do que os céus" (Hb.7:26).

O sacerdócio de CRISTO é superior ao de Arão porque ele mesmo apresentou-se como sacrifício pelos pecados da humanidade e, além disso, esse sacrifício foi único, perfeito e com validade eterna. A ideia de um Messias sacerdote vinha desde o Antigo Testamento tanto de maneira direta como nos vários tipos e figuras. Uma leitura preliminar na epístola aos Hebreus será de grande ajuda para melhor compreensão do assunto.

A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO

O sacrifício é o tema central do Antigo Testamento, isso salta à vista de qualquer leitor assíduo da Bíblia. Essa prática é tão antiga quanto a humanidade (Gn 4.48.20). Todo o sistema sacrificial fundamenta-se na idéia de substituição e isso implica expiação redenção, perdão e sacrifício vicário à base de sangue (Lv 17.11). Porém, qualquer observância exterior, destituído de significado interior, não passa de mera cerimônia, porém os sacrifícios do tabernáculo eram simbólicos e típicos: “havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei, os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais” (Hb 8.45).

O cordeiro pascoal foi sacrificado no Egito para a redenção de Israel. Depois do êxodo DEUS mandou Moisés oferecer o sacrifício do concerto ou da aliança, em que foram aspergidos o altar e o povo:

E enviou certos jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao SENHOR sacrifícios pacíficos de bezerros. E Moisés tomou a metade do sangue e a pôs em bacias; e a outra metade do sangue espargiu sobre o altar. E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e obedeceremos. Então, tomou Moisés aquele sangue, e o espargiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue do concerto que o SENHOR tem feito convosco sobre todas estas palavras (Êx 24.5-8).

Com esse “sangue do concerto” Israel veio a ser povo de DEUS (Sl 50.5). Esses sacrifícios foram depois classificados e organizados na lei para serem aceitos por DEUS. O sacerdócio arônico, com todo o sistema de sacrifício, tinha a função de construir uma ponte entre DEUS e os seres humanos. Segundo Levítico 4, o sistema levítico mostra o rito quando alguém violava a lei, que implicava a quebra ou interrupção da comunhão com DEUS. O sacrifício expiava essa ofensa e a comunhão era reestabelecida, porém, na prática isso nunca funcionou. O sistema era incapaz de estabelecer a relação com DEUS, perdida desde o Éden, por isso o sacerdócio de Arão foi removido: “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” (Hb 7.11); “porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo” (Hb 8.7).

DEUS prometeu um novo concerto e um novo sistema sacerdotal, o concerto com toda a humanidade (Jr 31.31-33). A Aliança anunciada por JESUS, por ocasião do estabelecimento da Ceia do Senhor: “Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22.20) e passagens paralelas (Mt 26.28Mc 14.24), é o cumprimento das promessas de DEUS. A expressão grega é  καινή διαθήκη (hē kainē diathēkē), diathēkē significa “pacto, aliança, testamento” e é o mesmo termo empregado pela Septuaginta [Jr 38.31-33]. A ARA e a TB usam “aliança”. Em Hebreus 8.8-11 temos a confirmação do cumprimento da profecia de Jeremias, concluindo que o sistema arônico envelheceu: “Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro” (8.13).

O novo concerto é conseqüência da mudança da ordem de Arão para o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque, que DEUS também prometeu por meio do rei Davi: “Jurou o SENHOR e não se arrependerá: Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110.4), confirmado em Hebreus 7.21. O sacerdócio segundo a ordem de Arão foi estabelecido com uma estrutura transitória. Foi exercido em Israel com a promulgação da lei que determinava ser exercido pelos levitas. Há relatos no Antigo Testamento que os sacerdotes precisavam provar sua origem genealógica, sob pena de expulsão da ordem (Ne 7.64). Foi exercido por uma linhagem, de 83 sumos sacerdotes, segundo Josefo, de Arão até à destruição do templo de Jerusalém, em 70 d.C. (Antiguidades, Livro 20.8.864), pois morriam e eram substituídos por outros. Por causa do seu caráter provisório, DEUS já havia prometido uma ordem imutável, um sacerdócio livre no tocante às questões tribais (Hb 7.13-16).

A ORDEM DE MELQUISEDEQUE



A narrativa de Gênesis 14 relata que uma confederação de quatro reis babilônicos guerreou contra cinco reis palestínicos, no vale do mar Morto, região onde Ló habitava. Os reis da região da Babilônia venceram e levavam os vencidos, com seus despojos, para sua terra. Quando Abraão soube que seu sobrinho estava entre os derrotados, foi no encalço deles, com alguns aliados e seus pastores, e conseguiu surpreender os caldeus e trouxe de volta Ló com os demais vizinhos e seus despojos. Na volta, encontra-se com Melquideseque, sacerdote do DEUS Altíssimo e rei de Salém:

E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do DEUS Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do DEUS Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o DEUS Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo (Gn 14.18-20).

Isso é tudo o que temos da vida de Melquisedeque. A maneira súbita como esse personagem surge nesse cenário parece indicar que era conhecido na época e não precisava de pormenores. O escritor da epístola aos Hebreus trouxe muitas informações inexistentes no Antigo Testamento, isso se deve, certamente, às fontes que desconhecemos na atualidade ou à revelação direta de DEUS.

A expressão “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias e nem fim de vida” (Hb 7.3) tem levado alguns a pensarem num ser celestial, outros defendem a idéia de uma manifestação pré-encarnada de CRISTO, uns como uma teofania semelhante a aparições do anjo de Javé, mas o relato histórico original fala de um Melquisedeque de carne e sangue. Fílon de Alexandria considerava como alegoria, afirmava ser o Logos Divino, Josefo referiu-se a ele como o primeiro sacerdote e fundador do templo de Jerusalém. Muitos rabinos da antiguidade afirmam ser ele sem o mais velho sobrevivente do Dilúvio, pois recusam-se a admitir a ideia de Abraão ter dado os dízimos a um estrangeiro. Isso significa que a sua genealogia não foi registrada para tipificar o sacerdócio eterno de CRISTO e mostrar que a ordem de Melquisedeque independe de questões tribais (Hb 7.13-15).

Melquisedeque apareceu na história de maneira tão misteriosa como desapareceu dela. O breve relato a seu respeito registrado em Gênesis 14.18-20 não nos revela muita coisa. O seu nome é mencionado na profecia messiânica do Salmo 110.4 e em Hebreus 5.6-106.20-7.28, em que apresenta relevância espiritual, transcendendo o contexto histórico original. Ele é apresentado como rei de Salém, que significa “paz”, antigo nome de Jerusalém (Sl 76.2). Seu nome vem de duas palavras hebraicas מֶלֶךְ (melek), “rei”, e צֶדֶק (tsedeq), “justiça, retidão”. Trata-se de um Rei de Justiça reinando na Cidade de Paz (Hb 7.2). Assim, desde o limiar da história, DEUS já havia escolhido Jerusalém para ser o palco da redenção.

O escritor aos Hebreus chama a atenção, ainda, para alguns detalhes do curto relato do encontro de Abraão com Melquideseque, como a menção dos dízimos e o fato de Abraão ser abençoado por ele (Gn 14.1920Hb 7.6), revestindo de significado espiritual extraordinário. No sistema arônico, o dízimo é estabelecido pela lei e era tomado do povo (Nm 18.21Hb 7.5), mas Abraão o fez espontaneamente. Nesse ato até Levi, bisneto de Abraão, pagou dízimo “porque ainda ele estava nos lombos de seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro” (Hb 7.9). Assim, o patriarca, fundador da nação de Israel, foi abençoado, isso revela sua estatura espiritual visto que “o menor é abençoado pelo maior” (Hb 7.7), mostrando a superioridade da ordem de Melquisedeque.

 

O SACERDÓCIO DE CRISTO



Antes do sacerdócio levita, a Bíblia menciona Jetro, sogro de Moisés, como “sacerdote de Midiã” (Êx 2,1618.1), apesar de não se saber muito a seu respeito, o contexto parece tratar de um sacerdote do DEUS de Israel, pois Moisés sacrificou e ofereceu holocausto junto com ele (Êx 18.12). Os sacerdotes mencionados em Êxodo 19.2224 não eram levitas, porque a ordem de Arão ainda não havia sido fundada, isso só aconteceu posteriormente (Êx 28.141), mas o Comentário Bíblico Beacon afirma que os primogênitos exerciam as funções sacerdotais. A menção dos jovens que sacrificaram ao Senhor, em Êxodo 24.5, parece indicar uma escolha exclusiva de Moisés só para essa finalidade.

Os sacerdotes segundo a ordem de Arão eram limitados aos descendentes de Eleazar e Itamar, ambos filhos de Arão (Nm 3.3,41 Cr 24.2), visto que Nadabe e Abiú morreram fulminados por trazerem “fogo estranho perante a face do SENHOR” (Lv 10.12). Mesmo para os filhos de Eleazar e Abiú havia requisitos, exigiam-se santidade e perfeição física, como condição para o sacerdócio, conforme o capítulo 21 de Levítico, assim, não bastava ser membro da família. Apesar da incapacidade do sistema arônico, no tocante à salvação, o sistema sacrificial era sombra da obra salvadora de CRISTO, no Calvário (Hb 9.910.1).

A ordem de Melquisedeque, representada por CRISTO, é sui generis por várias razões. Trata-se de um sacerdócio perpétuo: “mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo” (Hb 7.24). JESUS é antes do sacerdócio arônico e pertence a uma ordem que não depende de genealogia, e a ausência da genealogia de Melquisedeque serve para tipificar o sacerdócio eterno de CRISTO: “mas, sendo feito semelhante ao Filho de DEUS, permanece sacerdote para sempre” (Hb 7.3). A palavra grega para “perpétuo”, nesse versículo, é παράβατος (aparabatos), “imutável, imperecível, inviolável, intransferível”, e só aparece aqui, em todo o Novo Testamento: “DEUS pôs a CRISTO neste sacerdócio, e ninguém mais pode introduzir-se nele” (ROBERTSON, tomo 5, 1989, p. 419).

O sistema levita era repetido, os sacerdotes arônicos ofereciam sacrifícios a cada dia para tirar os pecados, um animal era sacrificado em cada ritual, sendo esse sacrifício ineficaz para a salvação, mas JESUS, “havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de DEUS” (Hb 10.1112), o Senhor JESUS ofereceu um sacrifício perfeito. A vítima do sacrifício foi ele mesmo: “o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) e não um animal, pois o sangue de animais não era suficiente para pagar tão alto preço, por isso JESUS submeteu-se a si mesmo com o sacrifício, expiação como seu próprio sangue (Hb 9.11-141 Jo 2.1,2). Na sua morte “o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (Mt 27.51). Os demais evangelhos sinóticos registraram o fenômeno do véu rasgado (Mc 15.38Lc 23.45). Trata-se de um sacrifício perfeito porque o próprio JESUS foi a oblação pelos nossos pecados, seu sacrifício foi único e resolveu para sempre o problema do pecado e entrou no santuário celeste, não desta criação: “porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de DEUS” (Hb 9.24); “Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre’ (Hb 7.28).

O nosso sumo sacerdote preenche todos os requisitos como Cordeiro Imaculado, Sacerdos Impeccabilis:

SANTO, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo (Hb 7.2627).

A santidade de JESUS é única e real, absoluta e perfeita, não se trata, pois, de uma santidade cerimonial, como muitas vezes a lei exigia dos sacerdotes levitas. Realizou um único sacrifício e resolveu para sempre o problema do pecado, seu sacerdócio é perfeito, por isso pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS” (Hb 7.25).

Uma vez envelhecido o sacerdócio levita e removido o sistema arônico, JESUS torna-se o Sumo Sacerdote, Mediador e Intercessor em favor do pecador diante de DEUS-Pai. O Novo Testamento apresenta todos os cristãos como sacerdotes e isso em virtude na nossa relação íntima com DEUS em CRISTO: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz’ (1 Pe 2.9). Isso tem raízes no Antigo Testamento, pois DEUS disse o mesmo com relação a Israel pouco antes do Concerto do Sinai, DEUS prometeu fazer de Israel: “propriedade peculiar dentre todos os povos; ... reino sacerdotal e povo santo” (Êx 19.56). Porém, o sacerdócio dos crentes não está limitado a uma família, casta ou grupo especial na igreja, é um sacerdócio universal (Ap 1.65.10). Assim, como havia um sumo sacerdote sobre o sacerdócio em Israel, da mesma forma, CRISTO é o Sumo Sacerdote sobre a Igreja.

 

JESUS – SUMO SACERDOTE DE UMA ORDEM SUPERIOR

INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo da Epistola aos Hebreus, estudaremos nesta Aula o capítulo 7. Trataremos a respeito do ofício sumo sacerdotal eterno e perfeito de Cristo, cuja ordem é muito superior à ordem levítica (Hb.7:17). O sacerdócio de Jesus é superior ao sacerdócio levítico porque Jesus jamais pecou e, por isso, pôde oferecer um sacrifício perfeito, único e que não cobriu, mas tira o pecado de todos os que o aceitarem como Senhor e Salvador. Na Cruz do Calvário, quando ele declarou “está consumado” (João 19:30), o preço da redenção foi pago; a punição exigida pela justiça de Deus estava concretizada sobre Jesus. Agora, Nele o homem pode ser justificado.

Todo o sistema de sacrifício levítico, apresentado no Antigo Testamento, deu lugar ao sacrifício completo de Jesus no Calvário. Dia após dia, um sacerdote levita entrava no templo e oferecia sacrifícios de animais para a remissão de pecados, conforme determinava a Lei de Moisés. Mas o fato é que nenhum de seus sacrifícios podia torná-los perfeitos ou livrá-los da consciência do pecado (Hb.9:9). Por quê? “Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb.10:4). O sangue de animais não tinha o poder de efetuar a redenção; a imolação ritual não podia purificar a carne, isto é, realizar a purificação cerimonial (Hb.9:13).

Deus Pai enviou Seu Filho Jesus para ser o sacrifício perfeito pelo pecado. Jesus tomou parte na obra da redenção e tornou-se o sacrifício da expiação, com profundo e total envolvimento, e não em resignação passiva. Obedecendo à vontade do Pai, Cristo entregou Seu corpo como uma oferta definitiva, permitindo que o pecado do homem fosse removido (Hb.10:5-10). A conclusão é óbvia: Deus revogou o primeiro sacrifício, que dependia da morte de animais, para estabelecer o segundo sacrifício, que dependia da morte de Cristo.

 

I. QUANTO AO ASPECTO DE SUA TIPOLOGIA

1. Um sacerdócio com realeza. Na ordem sacerdotal arônico, proveniente da tribo de Levi, não era previsto a existência de um sacerdote-rei. No contexto bíblico, isto só poderia ocorrer se fosse de outra ordem. Na ordem sacerdotal levítico, a função sacerdotal de oferecer sacrifícios e representar o povo diante de Deus, cabia somente aos sacerdotes (1Sm.13:9,13; 2Cr.26:16-18); aos reis de Israel não lhes era dada esta nobre função; aqueles que quiseram usurpar esta função sagrada, como Saul e o rei Uzias, foram repreendidos severamente pelo Senhor (1Sm.13:8-14; 2Cr.26:16-23).

A Bíblia diz que Melquisedeque era, ao mesmo tempo, rei e sacerdote (que era impossível sob a Lei de Moisés), e como rei governava sobre Salém (cf. Gn.7:2). A figura histórica de Melquisedeque como rei de Salém aparece em Gênesis 14:18-20 no contexto da guerra de cinco reis contra quatro no vale do rei. Ele parece ter sido um homem extraordinário que serviu ao seu povo tanto no ofício de rei como no de sacerdote. Salém se tornou posteriormente a cidade de Jerusalém.

Durante anos, muitos acreditavam que Melquisedeque fosse o próprio Cristo aparecendo em forma humana a Abraão – o que é tecnicamente chamado de “cristofania” (um aparecimento de Cristo no Antigo Testamento); isto, porém, parece improvável porque foi dito que Melquisedeque se assemelhava a Cristo (Hb.7:3). O texto não diz que Jesus se assemelhava a Melquisedeque, mas que Melquisedeque se assemelhava a Jesus, de forma que o seu sacerdócio continuou sem interrupção. Uma antiga interpretação judaica dizia que Melquisedeque era um ser angelical, mas não há qualquer evidência em Gênesis, em Salmos 110:4 ou em Hebreus para apoiar esta teoria. A melhor interpretação é que Melquisedeque era um sacerdote-rei histórico, não-judeu, que viveu nos tempos antigos. Estudiosos da Bíblia supõem que Melquisedeque pertencia a uma dinastia de reis-sacerdotes, que tiveram conhecimento do Deus Altíssimo pela tradição oral inspirada, transmitida desde o princípio, quando a religião era única e monoteísta e que conservava a esperança do Redentor da raça humana, prometido por Deus, após a queda do homem, conforme Gn.3:15. Ele era uma figura e um tipo de Cristo (Sl.110:4).

Portanto, Melquisedeque foi um homem real, um servo de Deus, cuja história é registrada no Livro de Gênesis de forma a fazê-lo semelhante Àquele que viria e cumpriria completamente os ofícios de sacerdote e rei, e que seria verdadeiramente um Sacerdote para sempre. Jesus, que era da tribo de Judá, é levantado por Deus como Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Diz o autor aos Hebreus: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb.7:17). Sendo da ordem de Melquisedeque, Jesus Cristo era tanto sacerdote como rei.

 

2. Um sacerdócio firmado na justiça. Uma das razões pelas quais Melquisedeque é tão significativo é que o seu nome significa “rei de justiça” (o sufixo deste nome, “quisedeque”, significa “justiça”). Ele é também o “rei de paz”, porque Salém significa “paz” (o termo “Salém” pode ser traduzido como “paz”). No nome e na posição de Melquisedeque, a justiça e a paz andam juntas. Portanto, Melquisedeque representa os mesmos traços de caráter do Messias, o Senhor Jesus Cristo, que revelou a justiça e a paz de Deus; Ele brevemente reinará com justiça e cujo reinado não terá fim (cf.Is.32:1; Jr.23:5; Lc.1:33).

3. Um sacerdócio com legitimidade divina. Afirma o texto sagrado: “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre” (Hb.7:3). Aqui, o autor sagrado não fornece uma genealogia para Melquisedeque, nem um registro de sua morte. Conquanto a Bíblia não forneça detalhes sobre a vida de Melquisedeque, é muito provável que ele tenha sido um rei e um sacerdote humano que realmente teve pais e que, portanto, nasceu e por fim morreu.

 

Por não haver nenhum registro de pai, ou mãe, ou genealogia, no texto bíblico, é como se ele não os tivesse. Pelo fato de o texto não registrar princípios de dias nem fim de dias, é como se Melquisedeque nunca tivesse nascido ou morrido. A comparação é feita entre a ordem sacerdotal de Melquisedeque e a de Arão, que dependia inteiramente da genealogia. Os sacerdotes na família de Arão sucediam-se por ocasião da morte do sacerdote anterior, tornando a data da morte extremamente importante. Nenhum dos aparatos do sacerdócio de Arão (Êxodo 39) foi aplicado a Melquisedeque, exceto a sua nomeação por parte de Deus. Desta forma, Melquisedeque prefigura o Senhor Jesus Cristo, que é o emissário especial de Deus, cujo sacerdócio é dotado de plena legitimidade divina.

 

II. QUANTO AO ASPECTO DE SUA NATUREZA

“A natureza do sacerdócio de Cristo é expressa pela sua imutabilidade, perfeição e eternidade”.

1. Um sacerdócio perfeito. Diz o autor de Hebreus: “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?” (Hb.7:11). Aqui, o autor destaca que o problema do relacionamento do homem com Deus só pôde ser resolvido por um sacrifício perfeito, algo que o sistema levítico não tinha possibilidade de realizar.

 

Em Hb.7:11-19, o autor procura mostrar como o sacerdócio levítico e o sistema ritual de sacrifícios eram insuficientes para salvar o povo de seus pecados. Portanto, este sistema era meramente preparação, uma figura, do que viria e se cumpriria. Se o sacerdócio levítico tivesse sido suficiente, o autor pergunta: “que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse?”. O sacerdócio levítico não poderia permitir que o povo se aproximasse de Deus, porque apenas os sacrifícios de animais realmente não poderiam fazer nada para remover os pecados. Assim, os propósitos de Deus não poderiam ser alcançados através do sacerdócio do Antigo Testamento, porque, desde o princípio, este tinha o propósito de ser uma sombra daquilo que estava por vir. Quando viesse esse caminho melhor, o antigo caminho se tornaria obsoleto (veja Hb.8:7-13). Um novo caminho significaria uma nova lei e um novo sistema (Hb.7:12). Deus não poderia simplesmente prover um outro sacerdote humano antes; Ele proveu algo novo.

O fato é que a perfeição não era realizável mediante o sistema levítico. Os pecados nunca eram aniquilados, e os adoradores nunca obtinham descanso de consciência. Mas outro tipo de sacerdócio está agora em vigor. O sacerdote perfeito veio, e seu sacerdócio não é reconhecido “segundo a ordem de Arão”, mas, “segundo a ordem de Melquisedeque”. Como Sacerdote, Ele não oferece sacrifícios a Deus, mas sim ofereceu-se em sacrifício, e mediante este sacrifício vicário é que podemos ser chamados de filhos de Deus. Jesus é verdadeiramente o Sumo Sacerdote superior e perfeito.

 

2. Um sacerdócio imutável. O Espírito Santo havia falado pela boca de Davi que seria levantado um sumo sacerdote de outra ordem, a ordem de Melquisedeque (Sl.110:4). Se uma nova ordem se instauraria, consequentemente a antiga passaria. Isto se cumpriu literalmente em Jesus Cristo. Diz o texto sagrado:

“Porque aquele de quem essas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar, visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio. E muito mais manifesto é ainda se, à semelhança de Melquisedeque, se levantar outro sacerdote, que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível” (Hb.7:13-16).

 

O fato de que o sacerdócio mudou reforça a conclusão de que também mudou toda a estrutura legal sobre a qual ele era baseado, a lei mosaica. Diz o texto sagrado:

“Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hb.7:12).

Este é um anúncio bastante radical. Na verdade, a lei não foi mudada, mas foi cumprida; deste modo, as suas partes cerimoniais tornaram-se obsoletas (tais como o sistema de sacrifícios de animais). As leis cerimoniais foram substituídas pelo próprio Cristo, que foi o sacrifício final e suficiente.

Cristo não é apenas um outro sacerdote no antigo sistema; antes, o sistema inteiro foi mudado, com Cristo como o Sumo Sacerdote no novo sistema. Para os cristãos que estavam se inclinando ao judaísmo, estas palavras serviriam como um lembrete de que os seus antigos caminhos judaicos tinham sido cumpridos e substituídos pelo precioso Cristo.

Portanto, o sacerdócio de Cristo não há interrupção em sua eficácia (Hb.7:24). Ele é imutável e intransferível.

 

3. Um sacerdócio eterno. Diz o autor sagrado: “Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hb.7:17). Deus Pai declarou Jesus Cristo sacerdote para sempre. O pensamento destacado aqui é o fato de que, diferente do sacerdócio de Arão, o sacerdócio de Cristo é para sempre. Seu ministério nunca cessará porque sua vida nunca terá fim. Aquele que nunca morre tornou-se o Sumo Sacerdote final, e o seu sacrifício consertou para sempre a ruptura que o pecado humano criou entre o Deus Todo-poderoso e a humanidade pecadora.

O historiador Josefo estimou que oitenta e três sumos sacerdotes serviram a Israel, desde o primeiro sumo sacerdote, Arão, até a queda do segundo Templo, em 70 d.C. Cada um serviu em seu ofício, e por fim morreu; mas, Jesus permanece eternamente. Ele é imortal, cumprindo a profecia de Salmos 110:4. O antigo sacerdócio era incompleto e agora está abolido.

“E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer; mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb.7:23-25).

 

III. QUANTO AO ASPECTO DE SEUS ATRIBUTOS


“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus”
(Hb.7:26).

1. Um sacerdócio santo (Hb.7:26). O Sacerdote era uma pessoa que deveria viver separada do pecado, tanto que as regras relativas à separação eram muito mais rigorosas para os sacerdotes do que para os demais israelitas, a ponto, mesmo, de Arão ter sido chamado “o santo do Senhor” (Sl.106:16). A lei mosaica exigia que o sumo sacerdote não apresentasse nenhum defeito, inclusive físico (Lv.21:16-23). Até suas vestes eram santas (Êx.28:2,4; 29:29). Contudo, eram homens falhos, imperfeitos, sujeitos ao pecado.

O sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão por causa da excelência pessoal. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, era e é santo no sentido pleno da palavra. Ele sempre viveu separado do pecado - é o Santo (Lc.1:35), o Santo e o Justo (At.3:14), o Santo de Deus (Mc.1:24; Lc.4:34) -, de forma que, como tal, também preenchia este requisito para ser sacerdote. Ele cumpriu perfeitamente tudo o que Deus Pai exigia em um sumo sacerdote que traria a salvação para pessoas pecadoras.

2. Um sacerdócio inculpável (Hb.7:26). Cristo é inculpável ou inacusável em sua conduta perante os homens. Ele é completamente irrepreensível. Durante a sua vida terrena, mesmo quando enfrentou a tentação, Jesus permaneceu completamente obediente a Deus e completamente sem pecado. Ele guardou-se da corrupção do mundo. O apóstolo Pedro afirmou que Jesus "não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" (1Pd.2:22). Portanto, não havia culpa nem imperfeição no sacerdócio de Cristo Jesus.

3. Um sacerdócio imaculado. O cordeiro, na antiga Lei, tinha que ser sem mancha (Lv.9:3; 23:12; Nm.6:14). Cristo é sem mácula em seu caráter pessoal. Ele, como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), não tinha qualquer mancha moral ou espiritual. Ele permanece puro mesmo quando lida com pessoas pecadoras em um mundo corrompido. Diferentemente dos sacerdotes arônicos, Jesus é “separado dos pecadores”. O Filho de Deus assumiu a condição humana e se fez pecado pelos homens (2Co.5:21), mas sem pecar. Cristo é o sacerdote imaculado e sem manchas.

 

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta Aula que, a partir da semelhança de Cristo com Melquisedeque, o sacerdócio de Cristo é superior ao sacerdócio da ordem levítica. Enquanto o sacerdócio de Arão e a ordem levítica eram imper­feitos, a superioridade do sacerdócio de Cristo se revela na sua perfeição como Filho de Deus. Com isto, devemos ser gratos a Deus por fazermos parte de sua linhagem espiritual.

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

JESUS, O EXEMPLO DE LÍDERANÇA

 


JESUS, O EXEMPLO DE LÍDERANÇA 

Jesus é frequentemente citado em cursos de gestão e liderança moderna não apenas pelo viés religioso, mas pela eficácia extraordinária de sua metodologia. Ele transformou um grupo improvável de pescadores e cobradores de impostos em um movimento que mudou o curso da história.

Aqui estão os pilares centrais que fazem de Jesus o exemplo máximo de Liderança Servidora:

1. Liderança pelo Exemplo (O Líder Servo)

Diferente dos líderes de sua época que buscavam status, Jesus inverteu a pirâmide. O momento mais icônico disso é o Lava-pés (João 13:1-17).

  • A lição: Ele não pediu nada aos seus seguidores que ele mesmo não estivesse disposto a fazer. Ele demonstrou que a autoridade real vem do serviço, e não da imposição.

2. Visão e Propósito Claros

Jesus tinha uma missão bem definida e a comunicava com clareza. Ele não vendia apenas "tarefas", ele vendia um propósito: "Pescar homens".

  • A lição: Um bom líder dá sentido ao trabalho da equipe. Quando as pessoas entendem o "porquê", elas se tornam muito mais resilientes e engajadas.

3. Gestão de Talentos e Desenvolvimento (Mentoria)

Jesus escolheu 12 discípulos com perfis completamente diferentes (o impulsivo Pedro, o cético Tomé, o político Mateus) e investiu tempo neles.

  • O método: Ele usava a técnica do "Eu faço, você vê; nós fazemos juntos; você faz, eu vejo".
  • A lição: O sucesso de um líder é medido pelo sucesso de seus sucessores. Ele preparou a equipe para que o projeto continuasse mesmo após sua ausência.

4. Inteligência Emocional e Empatia

Ele sabia lidar com crises e com as falhas de sua equipe. Quando Pedro o negou, em vez de demiti-lo ou puni-lo severamente, Jesus o restaurou com uma conversa focada no propósito (João 21).

  • A lição: Líderes eficazes sabem que pessoas cometem erros. O foco deve ser o aprendizado e a recuperação, não apenas a culpa.

5. Comunicação Adaptativa (Parábolas)

Jesus falava a linguagem do seu público. Se falava com agricultores, usava sementes como metáfora; se falava com pescadores, usava redes.

  • A lição: A responsabilidade da comunicação é do emissor. Um líder precisa adaptar sua mensagem para que cada liderado a compreenda perfeitamente.

Resumo das Competências

Competência

Prática Bíblica

Aplicação no Mundo Real

Humildade

Lavar os pés dos discípulos

Estar "no chão de fábrica" com a equipe

Resiliência

Enfrentar a oposição e a cruz

Manter o foco sob pressão extrema

Delegação

Enviar os 70 discípulos à frente

Confiar tarefas importantes aos liderados

Feedback

Corrigir Tiago e João sobre poder

Alinhar comportamentos com os valores do grupo

 

"Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos." (Marcos 10:45)

 
ESBOÇO DO ESTUDO


1- JESUS, UM LÍDER PLENO EM HUMILDADE, EMPATIA E COMPAIXÃO
1.1. JESUS, o maior de todos os líderes, dava atenção ao clamor dos necessitados
1.2. JESUS, o maior de todos os líderes, era movido pela compaixão
1.3. JESUS, o maior de todos os líderes, sabia como lidar com os bons e com os maus
1.4. JESUS, o maior de todos os líderes, era objetivo

2- JESUS, UM LÍDER CHEIO DE AUTORIDADE
2.1. JESUS, o maior de todos os líderes, exercia autoridade com humildade
2.2. JESUS, o maior de todos os líderes, exercia autoridade com verdade

3- JESUS, UM LÍDER MULTIPLICADOR

3.1. JESUS, o maior de todos os líderes, preparou doze homens

3.2. JESUS, o maior de todos os líderes, tinha um propósito universal

 
TEXTO BÍBLICO - Mateus 9.35-38


35 - E percorria JESUS todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
36 - E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor.

37 - Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros.
38 - Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.

 
OBJETIVOS
- Em toda a Bíblia, não há modelo maior de liderança do que o de JESUS;
- JESUS foi um líder pleno em humildade, empatia e compaixão;
- A liderança de JESUS foi exercida em demonstração de poder e autoridade.
 
  
TEXTO ÁUREO - Disse-lhe JESUS:

Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. João 14.6
 
 
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO
Apocalipse 19.6- JESUS, o maior líder de todos
João 2.25- JESUS sabe tudo sobre os homens
Hebreus 4.15 - JESUS, um líder compassivo
Marcos 1.22-   JESUS, um líder cheio de autoridade
Mateus 11.29 - JESUS, um líder humilde
João 7.46 - JESUS, um líder admirado

  
1- JESUS, UM LÍDER PLENO EM HUMILDADE, EMPATIA E COMPAIXÃO

JESUS nunca liderou uma instituição. Sendo o sumo sacerdote da nossa confissão (Hb 3.1), Ele jamais carregou sobre os ombros as chaves do Templo (Is 22.22). Embora fosse um rabi (mestre), em tempo algum escreveu um livro, tampouco liderou a Grande Congregação de Israel, a qual existe até hoje em Jerusalém. Nosso Salvador recusou ser declarado rei pelo povo; antes, respondeu: O meu reino não é deste mundo (Jo 18.36). Ele lidou com gente o tempo todo e usava a linguagem do coração; por isso, falava em parábolas (Mc 4.34). O Filho de DEUS entendia de gente. Como declarou João: Ele não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem (Jo 2.25).


1-1- JESUS, o maior de todos os líderes, dava atenção ao clamor dos necessitados
JESUS parava para ouvir o clamor dos necessitados. Observe:


- O cego Bartimeu, na entrada de Jericó, clamava pelo Senhor, e Ele, parando, mandou que lhe trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, dizendo: Que queres que te faça

(Lc 18.39,40)?


- Uma mulher cananeia, na Fenícia, clamou por sua filha endemoninhada. Quando os discípulos sugeriram que JESUS a despedisse, Ele disse: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres (Mt 15.28 ARA).


- Jairo, o príncipe da sinagoga, rogou por sua filha enferma que acabara de morrer. Diz o texto bíblico que um da casa do príncipe da sinagoga disse que não haveria razão de Jairo incomodar o Mestre, pois sua filha já havia falecido, JESUS, no entanto, afirmou: Não temas; crê somente, e será salva (Lc 8.49,50).


- Um leproso aproximou-se de JESUS, dizendo: Se queres, bem podes limpar-me. JESUS, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo (Mc 1.40,41).
 

1-2- JESUS, o maior de todos os líderes, era movido pela compaixão


O Salvador não era movido por qualquer desejo de autopromoção; antes, preferia trabalhar com discrição, proibindo, muitas vezes, as pessoas beneficiadas por Ele de contarem o que lhes havia sido feito. Como morador da Galileia, ao Norte do país, JESUS convivia com uma população pobre e carente (Mt 4.23). Ele enxergava com profundidade a realidade social do Seu povo e era movido de íntima compaixão pelas pessoas. Observe:


- Na cidade de Naim, JESUS enxergou uma mãe enlutada, que chorava à frente do cortejo fúnebre de seu filho. Movido de íntima compaixão por ela, o Senhor ressuscitou o morto e entregou-o à sua mãe (Lc 7.13,14).


- Quando multiplicou cinco pães e dois peixes e os deu para saciar a fome de uma grande multidão, JESUS o fez, possuído de íntima compaixão para com ela (Mt 14.14).


1-3- JESUS, o maior de todos os líderes, sabia como lidar com os bons e com os maus
Os seres humanos não são todos iguais: há pessoas boas, generosas e solidárias, como o bom samaritano; mas há também as de má índole, insensíveis, cruéis, sem afeto natural (2 Tm 3.1-5). JESUS foi odiado por muitos, principalmente pelos religiosos que compunham o grupo dos fariseus, saduceus e escribas. O Senhor não os poupou; antes, chamou-os de hipócritas, iníquos, serpentes e raça de víboras (Mt 23.13-33).


- No entanto, Ele atendeu pessoas desses grupos, quando esses o procuraram com honestidade, como foi o caso de Nicodemos, príncipe dos judeus (Jo 3.1). - JESUS mostrou compaixão para com a mulher que fora apanhada em adultério, perdoando-a, enquanto se mostrou austero com os que a julgavam (Jo 8.1-11).


- JESUS sabia defender-se dos maus e não guardava rancor ou espírito de vingança em relação a quem quer que fosse. Ele amava a todos e deixou claro que devemos amar, inclusive, os nossos inimigos (Lc 6.27).


1-4- JESUS, o maior de todos os líderes, era objetivo

O Mestre era focado. Ele sabia o que queria e onde pretendia chegar. Ninguém jamais conseguiu desviá-lo dos Seus propósitos. Observe:

- Quando começou a falar sobre Sua morte, Pedro achou que poderia repreender JESUS; e recebeu como resposta: (...) Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de DEUS, mas só as que são dos homens (Mt 16.23).
- Quando os samaritanos se recusaram a oferecer uma noite de repouso a JESUS, os discípulos, revoltados, propuseram que Ele fizesse descer fogo do céu para consumir aquela gente má. JESUS, no entanto, não os atendeu e seguiu o Seu caminho (Lc 9.53-56).
 


 
2- JESUS, UM LÍDER CHEIO DE AUTORIDADE

Autoridade é o poder que alguém possui para exercer domínio sobre outros; trata-se, portanto, de uma arma poderosa, que pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. A autoridade está diretamente relacionada ao respeito e à submissão.

2-1- JESUS, o maior de todos os líderes, exercia autoridade com humildade
JESUS disse aos discípulos: É-me dado todo o poder no céu e na terra (Mt 28.18). Considerando Sua essência e origem, JESUS poderia ter sido um déspota, mas Ele foi um kyrios. Qual a diferença? Ambos os termos, no grego, significam senhor. Porém, déspota (em português) é um senhor arbitrário, tirano; enquanto kyrios é um senhor que abre o diálogo. JESUS é chamado de kyrios, porque Ele era acessível às pessoas. Todos podiam aproximar-se dele e falar com Ele. O Rabi da Galileia ensinava com humildade e não evocava títulos ou publicidades para si (Jo 5.31). Quando chamado de “grande”, Ele dizia: Meu Pai é grande. Quando chamado de “bom”, Ele dizia que somente DEUS é bom. JESUS era odiado pelos religiosos, mas amado pelos pecadores. Seu exemplo de vida Confirma os Seus ensinamentos de que a evocação do “eu” é autodestrutiva (Jo 7.18). O Mestre deixou claro que veio ao mundo para fazer a vontade de DEUS, não a Sua própria (Jo 4.32,34); e, para isso, esvaziou--se de si mesmo (Fp 2.6,7).


2-2- JESUS, o maior de todos os líderes, exercia autoridade com verdade
JESUS nunca ludibriou pessoa alguma. Ele jamais verbalizou uma frase da qual pudesse arrepender-se depois. De igual modo, em tempo algum, esteve preocupado em agradar a quem quer que fosse. Do mesmo modo como falou do céu para os que nele cressem, falou do inferno para os que preferiam permanecer no pecado (Jo 8.23,24).


Certa vez, um grupo formado por fariseus e herodianos procurou JESUS para surpreendê-lo quanto à questão dos impostos que eram pagos a Roma. Para chegarem à pergunta, iniciaram com uma declaração: (...) Mestre, bem sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de DEUS, segundo a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas à aparência dos homens (Mt 22.16). Embora não houvesse sinceridade no que diziam, fizeram uma declaração baseada no que realmente notavam em JESUS: a verdade era o Seu retrato. JESUS, sem ser ríspido, respondeu a verdade de modo didático, apresentando a Seus interlocutores os dois lados de uma mesma moeda e perguntando: De quem é esta efígie e está inscrição? E eles disseram: De César. Então, ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a DEUS, o que é de DEUS (Mt 22.19-21). Um verdadeiro líder responde com a verdade sem arrogância ou grosseria.

3- JESUS, UM LÍDER MULTIPLICADOR


JESUS não precisou mais do que 33 anos para cumprir cabalmente a Sua missão. O Seu ministério consistiu em ensinar, pregar e curar (Mt 4.23).
Sua missão final consistiu na Sua morte expiatória por toda a humanidade na cruz do Calvário.

3-1- JESUS, o maior de todos os líderes, preparou doze homens


JESUS escolheu homens de perfil controverso para que o seguissem em Seu ministério terreno: quatro pescadores; dois homens chamados de filhos do trovão, devido ao temperamento intempestivo deles; um pessimista, Tomé; um com o apelido de menor, esse era Tiago, filho de Alfeu, propenso a um complexo de inferioridade; um de espírito revolucionário, chamado Simão Zelote; um Natanael, que desconfiou de JESUS por morar no pobre vilarejo de Nazaré; um que trabalhava como cobrador de impostos; e o mais preparado de todos, intelectualmente, ao qual JESUS confiou a tesouraria, Judas, que o traiu.
JESUS não colocou os discípulos sentados em uma sala de aula. Ele usou a estrada. Ensinou mais com Sua própria vida do que com regras e teorias. O Mestre conversava com eles; mostrava-lhes as situações; respondia às suas perguntas; e provocava o raciocínio deles. Mais tarde, João escreveu sobre isso (1 Jo 1.1).


3-2- JESUS, o maior de todos os líderes, tinha um propósito universal


Em Suas últimas palavras, JESUS recomendou aos discípulos que dessem continuidade a tudo quanto Ele lhes havia ensinado, ou seja, que se reproduzissem em outros, dizendo: Portanto, ide e ensinai a todas as nações... ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho mandado (...) (Mt 28.19,20). Em Sua oração sacerdotal, JESUS deixou bem claro que o Seu propósito abrangia o mundo inteiro: Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim (Jo 17.20). Dois mil e vinte anos depois, os discípulos de JESUS continuam a reproduzir a mesma mensagem, com o mesmo poder e oferecendo a mesma esperança salvífica. Qual outro líder na História jamais obteve tamanho êxito?
 
 
CONCLUSÃO:


Depois de havermos estudado sobre exemplos bíblicos de liderança, culminando no maior de todos eles, JESUS — embora conscientes de que não esgotamos os modelos bíblicos de liderança —, temos de admitir que cada personagem elencado nesta revista nos transmite um incontrolável entusiasmo, que nos encorajam a repetir seus gestos. Mesmo acreditando que estamos muito aquém de qualquer um deles, a Palavra de DEUS nos encoraja. Nos exemplos estudados, observa-se que DEUS levantou pessoas como nós, cheias de defeitos, fraquezas e incapacidades. Apesar disso, Ele exigiu que seus eleitos dessem frutos permanentes (Jo 15.16). Fica aqui, então, o desafio: acredite no seu potencial; submeta-se à vontade de DEUS; tenha um objetivo na vida, ponha foco nele e deixe o resto por conta do Senhor!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

JOSÉ, E A REALIZAÇÃO DE UM SONHO

 


 JOSÉ, E A REALIZAÇÃO DE UM SONHO           

Falar sobre José é mergulhar em uma das narrativas mais inspiradoras da Bíblia. A história dele não é apenas sobre o sucesso final, mas sobre a preparação necessária para carregar o peso de um sonho realizado.

1. O Nascimento do Sonho (Gênesis 37)

O sonho de José não nasceu de uma ambição pessoal, mas de uma revelação divina. No entanto, o erro inicial foi a imaturidade ao compartilhá-lo.

  • O Favoritismo e a Inveja: José era o filho preferido, o que gerou conflito entre seus irmãos.
  • A Túnica Colorida: Simbolizava distinção, mas também o separava dos outros.
  • Lição: Deus nos dá o sonho, mas muitas vezes precisamos aprender a silenciar até que o caráter esteja pronto para sustentá-lo.

2. O Processo da "Morte" do Sonho (Gênesis 37 - 39)

Antes de subir ao trono, José desceu ao poço e à escravidão. Este é o estágio onde muitos desistem.

  • O Poço: Representa a rejeição daqueles que deveriam nos apoiar.
  • A Casa de Potifar: José prova que a integridade não depende das circunstâncias. Mesmo como escravo, ele prosperou.
  • A Calúnia: A fidelidade de José a Deus o levou à prisão.
  • Lição: O caminho para o palácio muitas vezes passa pela prisão. O "atraso" de Deus não é negação, é treinamento.

3. A Sala de Espera: A Prisão (Gênesis 40)

Na prisão, José refinou seu dom. Ele parou de olhar para os próprios sonhos e começou a interpretar os sonhos dos outros (o copeiro e o padeiro).

  • Serviço no Caos: José se tornou o administrador da prisão.
  • O Esquecimento: O copeiro esqueceu de José por dois anos.
  • Lição: Ajudar os outros a realizarem seus sonhos enquanto o seu parecer travado é o teste final de caráter.

4. O Momento da Realização (Gênesis 41)

A realização acontece no tempo de Deus ($Kairós$), não no nosso. Quando o Faraó teve um sonho que ninguém explicava, a preparação de José encontrou a oportunidade.

  • De Prisioneiro a Governador: Em um único dia, José trocou as vestes de prisioneiro pelas de governador.
  • A Sabedoria Divina: Ele não apenas interpretou o sonho, mas deu a solução para a fome do Egito.
  • Lição: Quando Deus abre a porta, ninguém pode fechar. A preparação silenciosa de anos se torna pública em segundos.

Resumo das Lições Práticas

Etapa

Experiência de José

Atitude Necessária

Revelação

Sonhos com os feixes e estrelas

Humildade e discrição

Crise

O poço e a escravidão

Confiança na soberania de Deus

Tentação

A mulher de Potifar

Integridade e temor a Deus

Espera

Os anos na prisão

Paciência e serviço ao próximo

Realização

O governo do Egito

Mordomia e espírito de perdão


Conclusão: O Propósito Maior

A realização do sonho de José não foi para sua própria glória, mas para a preservação da vida (Gênesis 45:5-7). Ele entendeu que Deus o enviou adiante para salvar sua família e as nações.

"Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida." (Gênesis 50:20)


Texto Bíblico:  Gênesis 45:1-8

“E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?” (Gn 41:38).


INTRODUÇÃO

Neste estudo falaremos a respeito da vida de José. Veremos preciosas lições que este valoroso jovem deixou como legado para todas as pessoas que sonham os sonhos de Deus. De todos os filhos de Jacó, José é, de longe, o mais focalizado pelo texto sagrado, pois, além de ter sido o instrumento de Deus para que Israel viesse a se tornar uma nação, também é um vigoroso exemplo de como deve ser o caráter de um servo do Senhor neste mundo distanciado de Deus. O seu testemunho nos mostra a possibilidade de o homem manter-se, sob a graça divina, íntegro, independentemente da idade e das circunstâncias que o envolvam.

Ele foi o mais próximo tipo de Cristo na Bíblia: amado pelo pai e invejado pelos irmãos; vendido por vinte moedas de prata; desceu ao Egito em tempos de prova; perseguido injustamente; abandonado pelo amigo; exaltado depois da aflição; salvador de seu povo.

Milhões ao longo dos séculos foram salvos com a história desse jovem valoroso. Seus atos pregam com muita contundência e penetração como deve ser o comportamento de um verdadeiro homem de Deus, mesmo que tenha que passar por dolorosas provações. José teve como principal meta não perder a comunhão com seu Deus, pois sabia que no tempo certo Deus lhe daria a recompensa pela sua fidelidade. Ele foi um homem fiel a seus pais, a seus superiores e a Deus. Ele foi fiel na adversidade e na prosperidade. Sigamos, pois, o seu exemplo!

1. A HISTÓRIA DE JOSÉ

 


José, filho de Jacó e de Raquel, ocupa a posição central na narrativa do livro do Gênesis, a partir do capítulo 37, parte conhecida pelos estudiosos das Escrituras como “o ciclo de José”.

José enfrentou terríveis provações: foi desprezado e abandonado pelos seus irmãos, vendido como escravo, exposto à tentação sexual e punido por fazer a coisa certa; suportou um longo período de encarceramento e foi esquecido por aqueles a quem ajudou. Mas José não passava muito tempo tentando saber os motivos de suas provas. Sua atitude era: “o que devo fazer agora?”. Os que conheceram José logo perceberam que Deus estava com ele em qualquer coisa que fizesse ou onde quer que fosse.

Quando você estiver enfrentado um contratempo, o primeiro passo para uma atitude semelhante à de José é reconhecer que Deus está no controle de tudo e que Ele está com você. Não há nada como a presença dele para derramar nova luz sobre a situação escura. Ao ler a história de José, note o que ele fez e cada situação. Sua atitude positiva transformou todo contratempo em progresso.

1. Filho da afeição (Gn 37:3). José é mencionado, pela vez primeira, nas Escrituras Sagradas, em Gn 30:24, quando se noticia o seu nascimento miraculoso em Padã-Arã (Gn 28:2; 30:22-24). Raquel, sua mãe e a mulher predileta de Jacó, por quem o velho patriarca havia trabalhado para Labão durante quatorze anos, era estéril. Entretanto, Deus lhe abriu a madre e José nasceu, revelando, desde logo, que se tratava de uma pessoa com uma missão especial no plano divino para a salvação do homem. Seu nome, em hebraico, significa “Deus acrescenta” ou “aquele que acrescenta”, nome dado por Raquel para expressar ao Senhor seu desejo de ter mais um filho, desejo que foi atendido, embora Raquel tenha morrido neste seu segundo parto (Gn 35:16-19).

A vida de José é narrada nos capítulos 37 a 50 de Gênesis. Jacó amava mais a José do que a todos os seus filhos (Gn 37:3), porque era filho da sua velhice, razão pela qual fez-lhe uma túnica de várias cores. Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e não lhe podiam falar pacificamente (Gn 37:4).

2. Filho dos sonhos (Gn 37:5-11). José, aos dezessete anos de idade, teve um sonho e contou a seus irmãos. Ele lhes disse: "Estávamos nós atando molhos no campo e eis que o meu molho, levantando-se, ficou em pé; e os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho". Responderam-lhe seus irmãos: "Tu, pois, reinarás sobre nós e deveras terás domínio sobre nós?". Por causa dos seus sonhos e das suas palavras o odiavam ainda mais.

Neste primeiro sonho, temos que José se dirige apenas a seus irmãos, até porque o sonho envolve tão somente ele e seus irmãos. Aqui, José revela imaturidade, o que é próprio para quem tinha a sua idade. José deveria ter guardado o sonho para si ou, quem sabe, pedir a seu pai, que, certamente, já lhe dissera a respeito das experiências que tivera com o Senhor, inclusive a visão em Betel, alguma orientação. Entretanto, José quis, com o sonho, alterar a sua posição diante de seus irmãos; não tinha percebido que não é desta maneira que alguém se impõe. Não é por força, nem por violência, mas pelo Espírito Santo que uma liderança escolhida por Deus se impõe aos demais (cf. Zc 4:6). Esta experiência José ainda não possuía e deveria aprendê-la nas diversas fases de sua vida.

Teve José outro sonho e o contou diante de seus irmãos, dizendo: "Tive ainda outro sonho; e eis que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim”. Os irmãos o odiaram por causa do sonho e seu pai repreendeu-o porque entendeu que, segundo o sonho, todos eles viriam a inclinar-se com o rosto em terra diante dele. Jacó repreendendo a José, não porque não cresse nos sonhos, mas pela própria inexperiência do filho, tanto que o velho patriarca guardou estas coisas em seu coração (Gn 37:11). Entretanto, os sonhos apenas aguçaram a beligerância entre José e seus irmãos, cuja inveja já era, então, notória e explícita.

 

Apesar da imprudência de José no tocante às revelações recebidas da parte de Deus, verdade é que era necessário, no plano divino, que ele contasse os sonhos a seus irmãos, para que se tivesse a situação que o levou ao Egito como escravo; mas isto nos serve de lição para que tenhamos muita prudência e cuidado no que toca à divulgação de nosso relacionamento com o Senhor. Há um espaço de intimidade entre o crente e o Senhor (Mt 6:6; Ap 2:17), espaço este que não deve ser divulgado a ninguém, a menos que haja uma determinação neste sentido da parte do Senhor. Não podemos nos esquecer que vivemos num mundo mal e que nem todos são nossos amigos, bem como que o nosso inimigo sempre está ao nosso derredor, buscando a quem possa tragar (1Pedro 5:8).

Os sonhos de José eram os sonhos de Deus, mas, inicialmente, seus sonhos não o levaram ao pódio, mas à cisterna; seus sonhos não o fizeram um vencedor, mas um escravo; seus sonhos não o levaram de imediato ao trono, mas à prisão. Porém, José soube esperar pacientemente o tempo de Deus. Ele compreendia que Deus era o Senhor de seus sonhos, por isso aguardou com paciência o cumprimento da promessa.

Depois do choro, vem a alegria; depois das lágrimas, vem o consolo; depois do deserto, vem a Terra Prometida; depois da humilhação, vem a exaltação; depois da cruz, vem a coroa; depois da prisão, vem o trono. José confiou em Deus, e seus sonhos foram realizados.

3. José sofreu a dor do desprezo e do abandono (Gn 37:24,25). José era o décimo primeiro filho de Jacó e o primeiro de Raquel, sua amada (Gn 49:22). Benjamim era o mais jovem de todos (Gn 49:27). Rubens, o primogênito, era instável, imoral e intempestivo (Gn 35:22; 49:4). Simeão e Levi eram violentos, cruéis e vingativos (Gn 34:25-29; 49:5,7). Porém, uma coisa eles tinham em comum: todos invejavam José e procuravam ocasião para matá-lo (Gn 37:11,18,20). Totalmente envolvidos pela inveja, decidiram matar José (Gn 37:18) e o teriam feito se Ruben, o primogênito, não lhes tivesse demovido o intento (Gn 37:18-21). José é, então, lançado numa cova até que se resolvesse o que se faria com ele. Ele foi desprezado e abandonado por aqueles que deveriam protegê-lo.

 


José perdeu, de um momento para outro, toda a sua posição privilegiada que tinha na casa de seu pai. Perdeu a “túnica de várias cores” e é posto numa cova no deserto, uma cova vazia e sem água (Gn 37:24). Seus irmãos, insensíveis e cegos pelo ódio e pela inveja, comiam pão enquanto seu irmão estava a sofrer terrivelmente naquela cova. José estava só, abandonado pelos seus próprios irmãos.

A despeito de tudo isso, aprendemos uma lição importante: um líder precisa aprender a ficar só e a depender única e exclusivamente de Deus. Era está a primeira lição que Deus dava a José e uma lição que dá a cada um de Seus servos que tem chamado para fazer parte de Sua Igreja. Nos dias em que vivemos, muitos pregam a respeito das promessas de Deus e da sua fidelidade, mas omitem o preço que deve ser pago para se apropriar de tais promessas.

II. UM ESCRAVO CHAMADO JOSÉ

José, de filho predileto, torna-se uma mercadoria, um escravo. Mas, a Bíblia diz que Deus era com ele (At 7:9).

1. O preço de um jovem (Gn 39:28) – Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram, e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito”.

Judá livra José da morte, convencendo seus irmãos a vendê-lo a mercadores do deserto, ismaelitas e/ou midianitas (Gn.37:27,28). José foi vendido por vinte moedas de prata, abaixo da cotação do mercado para aquisição de um escravo (cf. Êx 21:32). José foi tratado como uma mercadoria, um objeto descartável, “mas Deus era com Ele” (At 7:9).

José foi levado para o Egito, a potência política da época, onde foi vendido a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda (Gn 37:36). No Egito, inicia-se a segunda fase da vida de José. Não era mais agora o filho predileto na casa de seu pai, mas um escravo em terra estrangeira. Deus já mostra a Sua presença ao fazer com que José seja comprado por um alto funcionário da corte de Faraó. Potifar era o capitão da guarda, o encarregado da segurança de Faraó e de seus palácios, de modo que José é introduzido, ainda que na condição de escravo, num ambiente privilegiado.

Apesar de ter perdido a condição de filho predileto na casa de seu pai e de, agora, ser um escravo em terra estrangeira, José não havia perdido a companhia do Senhor. O texto sagrado é enfático ao afirmar que “o Senhor estava com José” (Gn 39:2). E por que Deus estava com ele? Porque José se manteve fiel ao Senhor. Como disse o salmista: “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade” (Sl.145:18). José servia verdadeiramente a Deus, adorava a Deus pelo que Ele é, não pelo que Ele fazia ou deixava de fazer e, por isso, o Senhor estava com ele.

José decidira servir a Deus, mesmo em uma situação tão difícil, em terra estranha, longe de sua família, traído pelos seus irmãos. Apesar disso, ele mantém a posição diante de Deus: integridade e lealdade. Continuou a servi-lo, a amá-lo, pois amar a Deus é fazer o que Ele manda (João 14:5; 15:14).

Temos sido íntegros em nosso viver? Servimos a Deus tanto na alegria como na tristeza, tanto quando estamos em uma situação privilegiada, como José na casa de Jacó, quanto quando estamos como escravos em terra estrangeira, completamente sós e desamparados? Temos o mesmo sentimento que teve o patriarca Jó: “… receberemos o bem de Deus e não receberíamos o mal?” (Jó 2:10). Isto é ser íntegro; isto é ter o coração inteiramente dedicado a Deus, render-lhe exclusiva adoração, não importando com nada que esteja à nossa volta, as chamadas “circunstâncias”. É esta a ordem divina para os Seus servos: “… andai no temor do Senhor com fidelidade e com coração inteiro” (2Cr.19:9). Israel teve um rei por nome Amazias, que não serviu ao Senhor de coração inteiro (2Cr.25:2), motivo pelo qual teve grandes fracassos em sua vida.

 

2. José prospera, a despeito das adversidades (Gn 39:2) – “E o SENHOR estava com José, e foi varão próspero...”.

Em virtude de sua fidelidade a Deus em uma situação tão adversa, José foi um varão próspero (Gn 39:2,3). Ele não abandonou a Deus apesar de toda a adversidade e, por este motivo, Deus começou a trazer bênçãos materiais para a casa de Potifar, a fim de que o próprio capitão da guarda, pessoa ignorante das coisas de Deus, pudesse exaltar a pessoa de José em sua casa - Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em sua mão, José achou graça a seus olhos e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa e entregou na sua mão tudo o que tinha(Gn 39:3,4).

 

José conquistou uma posição de liderança na casa de Potifar graças ao seu trabalho, ao seu esforço. Quando aliamos esforço, dedicação e excelência de serviço a uma vida de comunhão com o Senhor, certamente seremos abençoados por Deus. Não se trata de um “toma-lá-dá-cá”, de uma barganha, como se ouve na atualidade, mas, sim, do resultado do poder de Deus em nossas vidas. As nossas boas obras fazem com que o nome do Senhor seja glorificado (Mt.5:16) e um bom testemunho nos traz reconhecimento na sociedade, no ambiente onde estamos.

 

3. A pureza de um jovem (Gn 39:7-12). Mas, quando tudo parecia estar bem na vida de José, surge a tentação. A mulher de Potifar quis deitar-se com José, pois ele era formoso de parecer e formoso à vista (Gn 39:6). José resistiu a esta oferta, não aceitando deitar-se com a mulher de seu senhor. Em primeiro lugar, porque era fiel a Deus e sabia que uma relação sexual fora do casamento estava fora da vontade divina. Em segundo lugar, José sabia o seu lugar: “estava na casa do seu senhor” e, por isso, bem sabia que a mulher de Potifar não se encontrava entre os bens que lhe haviam sido confiados (Gn 39:9). Em terceiro lugar, porque o adultério é um grande mal e um terrível pecado contra Deus (Gn 39:9). Vemos, assim, mais um sinal de integridade na vida de José.

Humanamente pensando, José nada teria a perder em aceitar esta oferta. Era rapaz jovem vigoroso e a mulher de seu senhor não devia ser feia. A tentação era realmente forte e, além do mais, Potifar lhe tinha absoluta confiança. No dia em que sofreu o ataque mais decidido da mulher de Potifar, não havia sequer uma testemunha que o pudesse incriminar. Entretanto, José não tinha a dimensão humana em vista, mas tão somente a dimensão divina.

José podia usar outro argumento para justificar a sua queda moral: ele era escravo. Ele podia pensar que não tinha nada a perder e, ainda, um escravo só tem que obedecer. Entretanto, José entendeu que Potifar lhe havia confiado tudo em sua casa, menos sua mulher. José sabia que a traição conjugal é uma facada nas costas, uma deslealdade que abre feridas incuráveis. Ele estava pronto a perder sua liberdade, mas não a sua consciência pura. Estava pronto a morrer, mas não a pecar. José preferiu estar na prisão, com a consciência limpa, a estar em liberdade na cama da mulher com a consciência culpada. Ele perdeu a liberdade, mas não a dignidade.

José manteve-se firme: por entender a presença de Deus em sua vida (Gn 39:2,3); por entender a bênção de Deus em sua vida (Gn 39:5); por entender que o adultério é maldade contra o cônjuge traído (Gn 39:9) e um grave pecado contra Deus (Gn 39:9).

Em relação às paixões carnais, o segredo da vitória não é resistir, mas fugir. José fugiu (Gn 39:12). E, mesmo indo para a prisão, escapou da maior de todas as prisões: a prisão da culpa e do pecado.

O exemplo de José é extremamente elucidativo nos dias de imoralidade sexual que vivemos. Ensina-se abertamente, inclusive entre “evangélicos”, que a castidade, a pureza sexual, a virgindade antes do casamento são “princípios ultrapassados”, “costumes antigos”, “falso moralismo”, pois “Deus só quer o coração”. A vida de José mostra, bem ao contrário, que a verdadeira comunhão com Deus, a integridade, está na observância das regras éticas estabelecidas pelo Senhor na Sua Palavra, em especial as relativas à moral sexual, que impõem a atividade sexual no casamento e apenas com o cônjuge.

4. A intervenção de Deus por José (At 7:10) - “e livrou-o de todas as suas tribulações e lhe deu graça e sabedoria ante faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa(At 7:10). Deus não nos livra de sermos humilhados, mas nos exalta em tempo oportuno. Deus exaltou José depois da humilhação e do sofrimento. Podemos verificar essa ação de Deus na vida de José de três formas:

 

a) Deus livrou José de todas suas aflições (At 7:10a) – “e livrou-o de todas as suas tribulações...”. Vida cristã não é ausência de aflição, mas livramento nas aflições. Depois da tempestade, vem a bonança. Depois do choro, vem a alegria.  Depois do vale, vem o monte. Depois do deserto, vem a terra prometida. Assim como Deus livrou José de todas as suas aflições, Ele é poderoso: para enxugar nossas lágrimas; para aliviar nosso fardo; para acalmar as tempestades de nosso coração; para trazer bonança para nossa vida e nos dar um tempo de refrigério.

b) Deus deu a José graça e sabedoria (At 7:10b) – “...e lhe deu graça e sabedoria ante faraó, rei do Egito...”. Deus deu graça e sabedoria a José: para entender o que ninguém entendia; para ver o que ninguém via; para discernir o que ninguém compreendia; para trazer soluções a problemas que ninguém previa. O futuro do Egito e do mundo foi revelado a José por meio do sonho do Faraó. Em José, havia o Espírito de Deus. Por meio da palavra de José, o mundo não entrou em colapso. Por expediente de José, a crise que poderia desabar sobre o Egito e as nações vizinhas foi transformada em oportunidade para Deus cumprir seus gloriosos propósitos na vida de seu povo.

c) Deus galardoou José e o fez instrumento de bênção para os outros (At 7:10c) – “...que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa”. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, diz a palavra de Deus. Deus usou José para salvar a vida de sua família. José foi o instrumento que Deus levantou para salvar o mundo da fome e da morte.

 

III – LIÇÕES DA CONDUTA DE JOSÉ PARA AS NOSSAS VIDAS

1. Prioridade na Comunhão com Deus. José, em todos os momentos de sua vida, foi uma pessoa que se preocupou em agradar, sobretudo, a Deus, em ter como prioridade o seu relacionamento com Deus. José priorizou este relacionamento com o Senhor e não esmoreceu mesmo quando foi repreendido por seu pai, por causa de um sonho que teve da parte do Senhor ou quando foi para a prisão por ter se recusado a violar a lei do Senhor ante a oferta de adultério por parte da mulher de seu senhor. Esta dedicação extrema ao Senhor, devoção, piedade e integridade é, sem dúvida, uma das mais preciosas lições que extraímos da vida de José. Pensamos nas coisas que são de cima (Cl 3:1,2)? Estamos realmente mortos para o mundo (Rm 6:2; Cl 3:3)? Não mais vivemos, mas Cristo vive em nós (Gl 2:20)?

2. Fidelidade a Deus ante as circunstâncias adversas. José foi fiel a Deus, temeu ao Senhor, não importando o que lhe aconteceu ao longo da vida. Foi fiel a Deus na casa de seu pai, como escravo em terra estranha, na casa do cárcere como preso injustiçado e no palácio de Faraó, como governador do Egito. Esta firmeza e constância é algo que devemos reproduzir no nosso andar com Cristo até que o Senhor volte ou que nos chame para a sua glória. O Senhor é bem claro em sua carta à igreja de Esmirna: “… Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:10).

3. Disposição para o perdão. José jamais se vingou daqueles que lhe prejudicaram: os seus irmãos e a mulher de Potifá. Deus não nos poupa de sofrermos injustiças, mas nos dá poder para triunfarmos sobre elas por meio do perdão. José decide perdoar seus irmãos, em vez de buscar a vingança. José resolveu pagar o mal com o bem - “agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles(Gn 50:21).

Perdoar: é cancelar a dívida e não cobrar mais; é deixar o outro livre e ficar livre; é oferecer ao ofensor o seu melhor. O perdão oferece cura para os ofensores e ofendidos.

José deu várias provas de seu perdão:

- Primeiro, deu o nome de Manasses a seu primeiro filho (Gn 41:51) – "Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai". O nome Manasses significa "perdão". José estava apagando de sua memória todo o registro de mágoa e ressentimento. Ele queria celebrar o perdão.

- Segundo, deu a melhor terra do Egito a seus irmãos (Gn 45:18,20). O amor que perdoa é generoso. Ele paga o mal com o bem. Ele busca os meios e as formas para abençoar aqueles que um dia lhe abriram feridas na alma.

- Terceiro, sustentou seus irmãos e seu pai (Gn 47:11,12). Seu perdão não foi apenas uma decisão emocional regada de palavras piedosas, mas um ato deliberado e contínuo que desaguou em atitudes práticas. Ele não apenas zerou a conta do passado, mas fez novos investimentos para o futuro.

- Quarto, tendo poder para retaliar, usa esse poder para abençoar (Gn 50:19-21). Ele olhou para a vida com os olhos de Deus e percebeu que o ato injusto dos irmãos, embora tenha sido praticado com motivações erradas, foi usado por Deus para a salvação de sua família.

4. A prioridade das bênçãos espirituais. José era governador do Egito, o segundo homem do mais poderoso país daquele tempo, homem que desfrutava da plena confiança de Faraó. Seria natural, ainda mais diante da traição sofrida na casa de seu pai, que se apegasse às riquezas do Egito, à sua posição social, ao seu poder político. No entanto, José fez seus irmãos jurarem que levariam seus ossos para Canaã assim que eles retornassem para a Terra Prometida. José não se impressionou com as bênçãos terrenas que recebera, mas mantinha sua esperança na Terra Prometida, ou seja, nas promessas dadas por Deus a Abraão, Isaque e Jacó. O que temos buscado nesta vida? Uma posição social, riqueza, poder? Se esperarmos em Cristo somente nesta vida somos os mais miseráveis dos homens (1Co 15:19).

5. A humildade de espírito. José, mesmo sendo governador do Egito, diante de seus irmãos, afirmou que era apenas um instrumento para a conservação do povo de Israel, uma peça no propósito divino. José sempre soube manter o seu lugar, seja na casa de Potifar, seja na casa do cárcere, seja no palácio de Faraó. Sempre vemos José se apresentando com lealdade e submissão aos seus superiores, consequência direta da vida de comunhão que tinha com Deus. Sabemos ocupar convenientemente o nosso lugar? Temos impedido que a vaidade e o orgulho nos dominem? Que o Senhor nos dê um caráter qual ao de José. Amém!

 

CONCLUSÃO

Em nossa vida, estamos sujeitos a passar por tentações, provações e adversidades, elas, de algum modo, servem para moldar o caráter cristão. Diante dos momentos difíceis da vida, precisamos agir com sabedoria e serenidade, sempre dependendo do auxílio divino. Se aprendermos a viver nessa dependência, poderemos confiar em Deus, certos de que Ele está no controle de tudo, sendo capaz de transformar as próprias adversidades em benção (Gn 50:20). Como bem expressa Paulo: “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).    Amém!

 


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