EU
E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR
Texto Bíblico: Josué 24:14-18,22,24
A frase "Eu e a minha casa serviremos
ao Senhor" é uma das declarações de fé e liderança espiritual mais
conhecidas e repetidas do mundo cristão. No contexto de Josué 24, ela não é
apenas um lema bonito para colocar em uma placa na parede da sala; é uma
decisão radical, um posicionamento público e um pacto de fidelidade.
Vamos analisar o contexto histórico, o
significado profundo dessa escolha e como ela se aplica às nossas famílias
hoje.
O Contexto Histórico: O Momento da Decisão
Josué já estava velho e se aproximava do fim
de sua vida. Ele reúne todas as tribos de Israel em Siquém para um discurso de
despedida. Siquém era um lugar de memória espiritual profunda (foi ali que Deus
fez as primeiras promessas a Abraão).
Antes de lançar o desafio do versículo 15,
Josué faz uma retrospectiva histórica (Js 24:1-13). Ele lembra o povo de onde
eles vieram:
- Deus tirou Abraão da idolatria do outro lado do Rio
Eufrates.
- Libertou o povo do Egito com sinais e prodígios.
- Entregou a Terra Prometida, com cidades que eles não
edificaram e vinhas que não plantaram.
É com base nessa gratidão e na fidelidade
de Deus que Josué fundamenta o seu apelo.
Os Três Pilares de Josué 24
O texto bíblico sugerido nos traz lições
cruciais sobre o que significa, de fato, servir a Deus em família:
1. O Temor e a Sinceridade (v. 14)
"Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e
com verdade..."
Servir a Deus não pode ser um teatro social
ou uma mera tradição religiosa herdada. Josué exige sinceridade
(integridade, de coração inteiro) e verdade. Além disso, ele dá uma
ordem clara: "deitai
fora os deuses".
Não dá para servir ao Deus verdadeiro mantendo "estimimação"
por velhos ídolos ou velhos hábitos que desagradam a Deus.
2. A Liberdade de Escolha (v. 15)
"Escolhei hoje a quem sirvais..."
Deus não força ninguém a amá-Lo ou servi-Lo.
O serviço a Deus é um ato de livre arbítrio. Josué expõe as opções da
época:
- Os deuses do outro lado do rio (o passado idólatra dos
antepassados).
- Os deuses dos amorreus (a cultura pagã do presente, onde
eles habitavam).
Hoje, o cenário é parecido. As famílias
enfrentam a pressão do "passado" (padrões familiares disfuncionais) e
a pressão do "presente" (os valores de uma sociedade que ignora a
Deus). A neutralidade não é uma opção. Não escolher já é uma escolha.
3. A Liderança e o Posicionamento Individual
(v. 15b)
"...porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor."
Repare na ordem das palavras: "Eu e a
minha casa".
- "Eu":
Josué assume a sua responsabilidade como líder. Ele não pode obrigar o
coração de todo o Israel a mudar, mas ele tem autoridade e influência
sobre si mesmo e sobre o seu lar. A transformação da família começa pelo
posicionamento individual dos pais ou líderes do lar.
- "Minha casa": No conceito bíblico, "casa" vai além das
paredes físicas; representa a família, a posteridade, o legado. Josué
estava definindo a cultura e a identidade da sua família para as próximas
gerações.
A Resposta do Povo e a Responsabilidade (v. 22, 24)
O povo, impactado pelas palavras de Josué,
responde com entusiasmo: "Longe de nós deixarmos o Senhor para servir a outros
deuses".
No entanto, Josué os adverte (v. 22) de que
eles seriam testemunhas contra si mesmos. Dizer "amém" na
igreja ou na comunidade é fácil; o desafio é manter a palavra no dia a dia. No
versículo 24, o povo reitera o compromisso: "Ao Senhor, nosso Deus,
serviremos e obedeceremos à sua voz". Servir e obedecer caminham
juntos.
Aplicação Prática para os Dias de Hoje
Trazer Josué 24:15 para a realidade atual
exige três atitudes práticas da família:
- Definição de Prioridades: O que governa a rotina da sua casa? O
trabalho, o lazer, as telas ou a busca pelo Reino de Deus? Servir ao
Senhor significa que Ele tem a palavra final sobre as decisões do lar.
- Altar Familiar:
Onde não há oração, leitura da Palavra e comunhão em casa, dificilmente
haverá serviço sincero a Deus. A fé precisa ser praticada no ambiente mais
íntimo: o lar.
- Exemplo Prático:
Os filhos e aqueles que vivem conosco aprendem mais com o que vemos
fazer do que com o que ouvimos dizer. O "Eu" de Josué
mudou a sua "casa" porque o seu exemplo era legítimo.
Resumo: "Eu e minha casa
serviremos ao Senhor" é uma declaração de independência cultural. É
dizer que, não importa o que o mundo lá fora esteja adorando ou valorizando,
dentro das portas do nosso lar, o único Deus vivo, que nos libertou e nos
abençoou, é Quem será soberano.
INTRODUÇÃO
“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR,
escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que
estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém
eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”.
Este
versículo expressa o coração de um grande líder espiritual no final de sua
vida. Nestas palavras simples encontramos a vontade de Deus expressamente
afirmada. Josué é o exemplo de um homem que persistiu em ser fiel a Deus e que
foi recompensado por sua fé. Mas ele fez questão de reafirmar a fé em Deus para
a sua família.
Josué
tomou a decisão junto com sua família para servir ao Senhor. Será que você e
sua casa servirão ao Senhor? Precisamos estar cientes de que nossas decisões
têm consequências boas ou más, não só sobre nós, mas também sobre outras
pessoas. A decisão egoísta afeta nossas famílias de forma negativa. Da mesma
forma, a decisão de servir a Deus influencia positivamente nossas
famílias. A família que serve fielmente ao Senhor jamais será
destruída. Devemos servir ao Senhor e fazer tudo ao nosso alcance para ver que
a nossa família siga o nosso exemplo. Que possamos dizer com ousadia: “Eu e a
minha casa serviremos ao Senhor”.
I. JOSUÉ – UMA DECISÃO EXEMPLAR
1. A firme tomada de posição. Josué, ao término de seu governo,
tomou uma posição firme e resoluta ao lado de sua família. Quando exortava o
povo a se definir, ante a idolatria, ele disse: “Porém,
se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem
sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou
os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa
serviremos ao SENHOR” (Js 24:15). Ele deixou patente aos olhos do povo
que a vida de adoração e fidelidade a Deus não pode dispensar a dimensão
familiar.
A vida espiritual de Josué era tal que não bastava que ele, individualmente, servisse a Deus, mas se fazia necessário que fosse acompanhado de sua família e, por isso, havia se dedicado a cuidar para que sua casa também lhe seguisse. Obviamente que o fato de os seus filhos e demais descendentes serem fiéis a Deus era consequência de uma opção própria, mas a fidelidade, a obediência e o exemplo de Josué tinham sido fundamentais, preponderantes para que os seus resolvessem seguir-lhe no serviço e adoração ao Senhor. Certamente, Josué reforçara esta necessidade ao vislumbrar o triste caso de Acã que, no seu desatino, acabou levando toda a sua família à perdição (Js 7:24-26). Acã pecara e levara toda a sua família a pecar com ele, pois, do modo como procedeu, fica claro que sua família estava ciente do pecado e com ele consentiu, dele se fazendo participante. É realmente triste quando a família deixa a graça de Deus (“Acã” significa “desgraça”) e se deixa levar pelo pecado. Pense nisso!
Paulo nos adverte: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm 5:8). O sacerdote Eli viu a glória de Israel desvanecer-se porque não corrigiu com energia os seus filhos néscios. Por não ter cuidado dos seus, teve sua casa amaldiçoada, perdeu os dois filhos num único dia e morreu com a péssima notícia do roubo da arca da aliança.
II. O EXEMPLO DECISIVO E CORAJOSO DE NOÉ
Não seria maravilhoso se um dia Deus dissesse de você: "este é um homem justo e reto." Ou: "esta é uma mulher reta(íntegra)”. Não é isto que você gostaria de ser? Mas por que Noé foi considerado um homem justo e reto? A Bíblia afirma: "Noé andava com Deus".
Lembra-se de Abraão? Ele é chamado "o Pai da Fé". Um dia Deus Se apresentou a ele e disse-lhe: "...Eu sou o Deus Todo-poderoso, anda na minha presença e sê perfeito" (Gn 17:1). Tudo que Deus esperava de Abraão era que ele andasse com Deus. O resultado disso seria uma vida de perfeição.
O que dizer de Davi? A Bíblia afirma que: "... achei a Davi filho de Jessé, varão conforme o meu coração..." (Atos 13:22). Ah se um dia Deus pudesse dizer isso de nós! O que mais poderíamos esperar? Mas, por que foi que Davi tornou-se "o homem conforme o coração de Deus"? Qual era a maior obsessão da vida de Davi? Nos Salmos 116 encontramos: "Andarei perante a face do Senhor, na terra dos viventes" (Salmos 116:9).
Você percebeu que existe uma frase que é denominador comum na vida de todos os homens mencionados? Isso mesmo! A frase é: "Andou com Deus". Todos eles foram perfeitos porque andaram com Deus. Existia um relacionamento maravilhoso de amor entre Deus e eles. Em sua experiência, tinham chegado ao ponto de não conseguirem mais viver separados de Deus. Por isso Deus os considerou perfeitos, santos, justos, íntegros e retos.
O interessante é que há sempre alguma coisa curiosa na vida de todos eles:
- Noé um dia ficou embriagado a tal ponto que tirou a roupa e ficou nu, dando um vexame para toda sua família. A despeito disso, Deus diz que ele era justo e reto entre seus contemporâneos.
- Abraão um dia foi tão covarde que teve medo de dizer que Sara era sua mulher e afirmando que era sua irmã, quase empurrou Faraó ao adultério. Os resultados teriam sido terríveis se Deus não interviesse milagrosamente. Mas, sabe o que Deus diz dele? "Abraão era perfeito". O apóstolo São Paulo até o chama de "o pai da fé".
-
E o que dizer de Davi? Um
dia ele mergulhou nas águas turvas do assassinato, da intriga e do adultério. E
sabe o que a Bíblia diz dele? Que Davi era um homem "conforme o coração
de Deus".
Para os seres humanos, uma pessoa é perfeita, santa, justa, íntegra, quando nunca comete nenhum erro, quando faz tudo certinho, quando cumpre todas as normas, leis e regulamentos. Para Deus, uma pessoa é perfeita quando se dispõe a andar com Ele, quando faz de Cristo o mais importante da vida. Quando compreende tudo o que Cristo fez na cruz por ele e clama por um novo coração capaz de amar, quando sente dor por todo o sofrimento que causou a Cristo com seus erros passados. Para Deus uma pessoa é perfeita quando olha para a cruz e se apaixona por Cristo a ponto de dizer: Ó Senhor Jesus, eu Te amo. Eu Te amo tanto que sem ti a vida não tem sentido. Ajuda-me, por favor a andar contigo!
Nesse instante, o maravilhoso Deus de amor derrama lágrimas de alegria e segura a fraca mão do homem com Sua mão poderosa. E no instante daquele toque, o passado fica apagado para sempre, não importa se fomos bêbados ou covardes, adúlteros ou assassinos, tudo fica enterrado. Porque naquele momento passamos a ocupar o lugar de Cristo. Ele nos oferece Seus méritos, sua vida vitoriosa, seu caráter perfeito e ao mesmo tempo toma sobre Si os nossos pecados e sofre a punição que merecemos por causa deles.
Enfim, Noé andou com Deus fielmente num mundo todo entregue ao pecado; nós devemos e podemos também. Ele é um exemplo significante para os pais de família de hoje, que vivem num mundo cujas características morais são semelhantes às do mundo na época de Noé. Os pais precisam andar com Deus para poderem ver sua família salva.
2. Vivendo numa sociedade corrompida. “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gn 6:5,11,12). Noé viveu numa das épocas mais terríveis, em termos morais e espirituais, um mundo corrompido, como o mundo atual, que desdenha da santidade, e valoriza a promiscuidade pecaminosa do homem sem Deus. A corrupção, a violência, a depravação sexual e outros males eram globais. Em toda a história, houve pecaminosidade, mas atualmente essa pecaminosidade tem sido aumentada em índices muito elevados que ultrapassam o que havia no tempo do patriarca do Dilúvio. Este é o tempo que precede a volta de Jesus (Mt 24:37,39). Pais de família estão perplexos quando veem seus filhos sendo levados pela onda avassaladora de imoralidade e corrupção. O que fazer? O exemplo de Noé é marcante e inspira confiar no Deus Todo-Poderoso.
3. A salvação de Noé e sua família. Apesar de todo o clima de rebeldia e de maldade reinantes na face da Terra, Noé alcançou graça aos olhos do Senhor. E como era um homem justo e temente ao Senhor, Deus revelou a Noé o Seu propósito de destruir o mundo, mas também o de salvá-lo da destruição, não somente a ele, como também a toda a sua família (Gn 6:18). Após essa revelação divina, Noé se esforçou para que o propósito divino se tornasse realidade.
Deus prometeu que salvaria Noé, mas Noé teve de construir a arca, como sinal de sua fé e obediência. Além de fé na palavra do Senhor e da obediência à ordem divina, o gesto de Noé em construir a arca revelou, também, o amor que tinha aos seus familiares (Hb 11:7). Esse amor de Noé também se evidencia pelo fato de ter propagado a mensagem divina a todos os homens de seu tempo durante a construção da arca (2Pe 2:5). Esta pregação, naturalmente, começou com a sua própria família, pois Noé tinha o propósito de salvar a sua família e, ao iniciar a construção da arca, deu conhecimento aos seus familiares do que se tratava.
A família de Noé foi salva, mas porque creu na mensagem pregada por ele. A salvação da família de Noé estava no propósito de Deus e a arca foi construída de forma a acolhê-la durante o dilúvio, porém esta salvação somente foi possível porque cada integrante da família de Noé entrou na arca (Gn 7:7). Caso os filhos e noras não tivessem entrado na arca, não teriam se salvado do dilúvio.
Assim é que devemos também fazer com relação a nossas famílias: crer na palavra do Senhor, obedecer às ordens divinas, pregar a palavra aos nossos familiares e vivê-la para servirmos de exemplo. A decisão de se salvar é individual, depende de cada integrante da família, mas, se nos esforçarmos, seremos um elemento preponderante na escolha pela vida de nossos familiares. Deus tem interesse em salvar nossas famílias e devemos agir de modo a que isto se torne uma realidade.
III.
O EXEMPLO DOS RECABITAS
Na história Deus sempre teve um remanescente fiel que lhe agradava e não se conformava com o sistema vil do mundo. Esses lhe eram peculiares pelo fato de servirem de modelo para os povos contemporâneos e futuros. Foi assim que aconteceu com a família dos recabitas.
1. Uma família exemplar. Os recabitas eram nômades, provavelmente descendentes dos quenitas (ou queneus). Moisés era casado com uma quenita (Juízes 1:16), filha de Jetro. Este povo se juntou aos hebreus em sua caminhada para a terra de Canaã.
O ascendente direto dos recabitas foi Recabe (1Cr 2:55), sobre quem pouco sabemos. Sabemos mais sobre um de seus descendentes, Jonadabe (Jr 35:6).
O rei Saul demonstrou bondade para com eles (1Sm 15:6), pela simpatia que sempre demonstraram para com os hebreus.
Jonadabe trabalhou com Jeú, no século 9 a.C., quando o rei, contemporâneo de Eliseu, se empenhou na destruição dos seguidores de Baal em Israel (cf 2Rs 10:15-28).
A maioria dos quenitas morava em cidades, adotando um estilo de vida urbano (1Sm 30:29). No entanto, Jonadabe convocou seus descendentes a um novo tipo de vida, renovando-lhes o sentido de sua existência. Jonadabe pediu ao seu clã que conservasse uma vida simples, sem consumo de bebida alcoólica (vinho), sem construção de casas e sem a formação de fazendas. Até à época de Jeremias permaneciam fiéis ao estilo de vida implantado pelo fundador: Jonadabe, filho de Recabe. Eram miais de 200 anos de fidelidade.
Os recabitas entram na história do povo de Deus de maneira heróica. Jonadabe, fundador do clã, participou com Jeú (rei de Israel) do extermínio da casa de Acabe e dos sacerdotes de Baal, conforme 2Reis 10:15ss. Jonadabe identificou-se com aquele que zelava pelo Senhor e por fazer cumprir as palavras proféticas contra a casa de Acabe. Apesar dos desvios de Jeú e de outros líderes em Israel, os recabitas mantiveram-se fiéis à Lei de Deus, embora não passassem de forasteiros entre os hebreus.
Honravam a tradição de seus antepassados. Os recabitas foram obedientes e demonstraram respeito às tradições de seus pais -” Assim, ouvimos e fizemos conforme tudo quanto nos mandou Jonadabe, nosso pai" (Jr 35:10). Jonadabe é um exemplo de pai. Ele deixou uma instrução. Certamente, não falou apenas uma vez, mas ensinou com palavras e com atos de compromisso, e com tal intensidade, que marcou seus filhos, netos e bisnetos. É uma família exemplar. Se quisermos agradar ao Senhor, precisamos obedecer-lhe. A obediência é uma prova do nosso amor a Deus.
2. Um exemplo de fidelidade. Quando Nabucodonozor invadiu a terra de Judá, os recabitas se refugiaram em Jerusalém (Jr 30:11), e lá Jeremias foi encontrá-los, enviado por Deus. Talvez Jeremias já os conhecesse, porque eles exerciam a profissão de metalúrgicos, tão importantes à época. Talvez Jeremias deva ter pensado: "vamos ver se esse pessoal resiste ao meu convite". Imagino que Jeremias sabia que aquela gente era cônscia de que ele era um profeta de Deus; logo, eles iam levar a sério sua palavra. Muitos, talvez, duvidassem que aqueles nômades resistissem a prova de Jeremias. Quem sabe se muitos não faziam até mesmo apostas, semelhantes àquelas que ainda são feitas quando há um desafio a enfrentar por parte de alguém que será provado. Todavia, a resposta deles foi de uma fidelidade a toda prova (cf Jr 35:6-11). Os recabitas permaneceram fiéis às suas convicções, e não desobedeceram aos princípios estabelecidos por seu antepassado (Jonadabe). Com essa dramatização, Deus queria exortar ao povo de Judá que o exemplo de fidelidade e temperança dos recabitas era digno de ser imitado. Por meio dessa dramatização Jeremias chamou a atenção para fidelidade e obediência dessa família à ordem do seu antepassado.
Por
sua fidelidade, Deus recompensa os recabitas: “E à casa dos recabitas
disse Jeremias: Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Visto que
obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus
mandamentos, e fizestes conforme tudo quanto vos ordenou, assim diz o SENHOR
dos Exércitos, Deus de Israel: Nunca faltará varão a Jonadabe, filho de Recabe,
que assista perante a minha face todos os dias” (Jr 30:18,19). Todos os crentes que conhecem os ensinos
divinos e os praticam fielmente para honrarem ao Senhor, à igreja e aos pais
receberão a bênção e a recompensa do Senhor.
Os recabitas tornaram-se um singular exemplo de moderação, prudência e fidelidade a todo o povo de Deus. Isto nos mostra que, mesmo em tempos de grande apostasia, Deus tem servos fiéis, que não se afastam de seus mandamentos. A fidelidade aos princípios divinos fez a diferença no caso dos recabitas, e o mesmo acontece com aqueles que insistem em ser fiéis ao Senhor em tempos de esfriamento espiritual.
A fidelidade e a temperança dos recabitas ficaram gravadas para sempre nos anais da literatura bíblica como um exemplo vivo de uma devoção completa que Deus procura no homem. O propósito dos recabitas viverem separados do mal deve ser o alvo dos verdadeiros seguidores de Cristo. Todos os pais crentes devem, da mesma maneira que Jonadabe, ensinar aos filhos os princípios santos que os ajudarão a permanecer fiéis a Deus e à sua Palavra. Pense nisto!
CONCLUSÃO
Assim como Josué deu um bom exemplo para sua família seguir a Deus, cada homem cristão deve fazer uma declaração semelhante à família que o Senhor lhe deu. A quem você servirá hoje? “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Que
as bênçãos espirituais e o Grande Amor de Deus esteja sobre sua Família “O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça
resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti
levante o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6:24-26).





