quarta-feira, 3 de junho de 2026

DAVI DO CAMPO AO TRONO DE ISRAEL


DAVI DO CAMPO AO TRONO DE ISRAEL

Deus Transformou um Pastor no Rei de Israel

1. A Preparação no Anonimato (O Campo)

Antes de governar uma nação, Davi governou sobre ovelhas.

  • Fidelidade nas pequenas coisas: Enquanto cuidava do rebanho de seu pai Jessé, Davi desenvolveu habilidades de coragem (enfrentando ursos e leões) e intimidade com Deus (através do louvor com sua harpa).
  • A escolha divina: Quando o profeta Samuel foi ungir o novo rei, os critérios de Deus foram diferentes dos humanos: "O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração" (1 Samuel 16:7). Davi, o mais novo e menos provável, foi o escolhido.

2. O Processo: Entre a Promessa e o Trono

A unção de Davi não significou uma ascensão imediata ao poder. Pelo contrário, ela deu início a um longo período de provação.

  • O "deserto" como escola: Fugindo de Saul, Davi viveu em cavernas e desertos. Esse tempo não foi um castigo, mas um processo de forjar seu caráter e liderança. Foi ali que ele aprendeu a depender inteiramente de Deus e a liderar um grupo de homens que se tornariam seus guerreiros mais leais.
  • Integridade e paciência: Davi teve chances de matar Saul e tomar o trono pela força, mas recusou-se a "tocar no ungido do Senhor". Ele demonstrou que, para quem confia nos planos de Deus, não é necessário forçar o próprio caminho.

3. O Trono e o Legado

Davi assumiu o trono não por ambição pessoal, mas pelo cumprimento do tempo de Deus.

  • Um líder segundo o coração de Deus: Davi é lembrado por sua busca constante em conhecer a vontade divina. Mesmo falhando (como no episódio com Bate-Seba), ele se diferenciava pela capacidade de se arrepender e buscar o perdão com sinceridade.
  • Conquistas: Ele unificou as tribos de Israel, estabeleceu Jerusalém como capital e trouxe a Arca da Aliança para o centro da vida nacional, consolidando o reino.

Lições Espirituais da Jornada

"O líder segundo o coração de Deus não é aquele que chega rápido ao topo, mas o que chega preparado".

  • A espera não é tempo perdido: O intervalo entre a promessa e o cumprimento serve para o amadurecimento.
  • O caráter é o que importa: Deus valoriza quem mantém a integridade quando ninguém está olhando.
  • Confiança soberana: A história de Davi nos convida a confiar que Deus cumpre Suas promessas no momento exato, e que a nossa fidelidade nas tarefas simples de hoje é o fundamento para as responsabilidades de amanhã.

 


DAVI UNGIDO TRÊS VEZES:

1ª Unção: Samuel - UNÇÃO PROFÉTICA - (I Samuel 16:13) - Davi tinha 12 anos.

Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o ESPÍRITO do Senhor se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá. 1 Samuel 16:13


2ª Unção: A CAPACITAÇÃO - UNÇÃO DE AUTORIDADE REAL - (II SAMUEL 2:4)

18 anos depois da 1ª unção, Davi foi ungido pela 2ª vez. Aceito como rei de Judá

Então, vieram os homens de Judá e ungiram ali a Davi rei sobre a casa de Judá. E deram avisos a Davi, dizendo: Os homens de Jabes-Gileade são os que sepultaram Saul. 2 Samuel 2:4)


3ª Unção - O ESTABELECIMENTO - UNÇÃO SACERDOTAL - (II SAMUEL 5:3)

Após a 2ª unção, se passaram 7 anos e 6 meses (II Samuel 2:11), e Davi foi ungido pela 3ª vez com 37 anos e meio de idade.

Desta vez ele estava assumindo o trono de todo o Israel e definitivamente sendo estabelecido Rei de seu povo.

Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, a Hebrom; e o rei Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram Davi rei sobre Israel. Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou. Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses; e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá. 2 Samuel 5:3-5

 


I – DAVI É CONSTITUÍDO REI

1. Três motivos para sua escolha.

Davi "preenchia as condições da realeza". Por que?

Davi só assumiu 18 anos após ser ungido por Samuel.
Agora, com 30 anos seria ungido como rei de Judá, e depois com 37 anos e meio, ungido rei sobre todo o Israel, pois:
Já tinha vencido o gigante Golias,
Já tinha sido chefe de 1000 no exército de Saul, Já tinha reunido, organizado em exército e ensinado 600 homens de guerra,
Já tinha se introduzido entre Amalequitas e Filisteus (conhecia portanto suas táticas de guerra),
Era amado pelo povo de Israel,
Era esposo da filha de Saul,
Consultava sempre a DEUS sobre o que fazer, Tinha consigo um sacerdote da linha de Arão,
Tinha dois excelentes generais, etc...

Busque-se os Requisitos bíblicos:

1 Timóteo 3:1 ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.2 Convém pois que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sério, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; 4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia; 5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de DEUS?) 6 Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. 7 Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.
FIQUEMOS ATENTOS.

 2. Davi como pastor e chefe.

O pastor de ovelhas era o símbolo de um rei em Israel - Davi foi designado por DEUS para lhes ser pastor. A maioria dos reis posteriores a Davi não se comportaram assim.

PASTOR - (Strong Português) -  רעה ra Ìah
1) apascentar, cuidar de, pastar, alimentar
2) cuidar de, apascentar
3) pastorear
4) referindo-se ao governante, mestre (fig.)
5) referindo-se ao povo como rebanho (fig.)
6) pastor, aquele que cuida dos rebanhos (substantivo)
7) alimentar, pastar
8) referindo-se a vacas, ovelhas, etc. (literal)
9) (Hifil) pastor, pastora
10) associar-se com, ser amigo de (sentido provável)
11) associar-se com
12) (Hitpael) ser companheiro
13) (Piel) ser um amigo especial

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho um Pastor. João 10:11-16.

Além de Pastor Davi deveria ser chefe do povo.

Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado. 2 Samuel 6:21

 CHEFE - (Strong Português) -

 נגיד nagiyd ou נגד nagid
1) líder, governante, capitão, príncipe
2) governante, príncipe
3) príncipe superintendente
4) governante (em outras capacidades)

5) coisas principescas

Naturalmente a palavra chefe aqui indica liderança por exemplo, amor, inteligência e sabedoria.
O apóstolo Pedro diz que o pastor deve pastorear o rebanho sem qualquer exibição de domínio, mas sendo o exemplo do rebanho (1 Pe 5.3). Eis o que nos falta hoje. Exemplo de homem de DEUS. Exemplo na integridade, no jejum, na oração, no ensino, na pregação, na santidade, na instrumentalidade do ESPÍRIITO SANTO.

 
3. Entrando em aliança com o povo.

PARECE QUE DAVI NÃO ENTENDEU QUE DEVERIA CONTINUAR A GUERREAR, VENCER E DESTRUIR TODOS OS EXÉRCITOS QUE OCUPAVAM AS TERRAS DADAS POR DEUS A ISRAEL. ANTES, COM ALGUMAS NAÇÕES FEZ ALIANÇA. POR ISSO MESMO CAIU EM PECADO, COMO VEREMOS A SEGUIR. (AO INVÉS DE LUTAR FOI OLHAR PELA JANELA).
POVO DE DEUS NÃO FAZ ALIANÇA COM O INIMIGO.

Davi fez aliança com o povo israelita das tribos do norte - Assim reinou sobre Israel unida. ESTA É UMA BOA ALIANÇA FIRMADA ENTRE DAVI E O POVO, TENDO DEUS COMO TESTEMUNHA.
Também vieram todos os anciãos de Israel ao rei, a Hebrom, e Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram Davi rei sobre Israel, conforme a palavra do Senhor pelo ministério de Samuel. 1 Crônicas 11:3

 
II. A CONSOLIDAÇÃO DO REINO DE DAVI

1. A edificação de Jerusalém.

Era de vital importância ao reinado de Davi uma cidade bem fortificada e estratégica. Jerusalém reunia todas as condições necessárias para uma capital em sua época. Cidade murada com muros quase que indestrutíveis e intransponíveis. Construída em um monte, com difícil acesso aos inimigos, bem abastecida de água.

Davi já estivera entre os filisteus e cananeus em geral quando fugia de Saul, portanto já conhecia suas cidades e táticas de guerra. Não era difícil para um soldado, general e estrategista como Davi planejar uma invasão em Jerusalém, sempre orientado por DEUS.
Davi, orientado por DEUS, diz ao exército como entrar em Jerusalém - Pelos canais de entrada de água da cidade desde Giom. Diziam os inimigos que Davi seria vencido facilmente e nem precisariam de soldados para isso.

2 Samuel 5:6 O rei e seus soldados marcharam para Jerusalém para atacar os jebuseus que viviam lá. E os jebuseus disseram a Davi: "Você não entrará aqui! Até os cegos e os aleijados podem se defender de você". Eles achavam que Davi não conseguiria entrar, 7, mas Davi conquistou a fortaleza de Sião, que veio a ser a Cidade de Davi. 8 Naquele dia disse Davi: "Quem quiser vencer os jebuseus terá que utilizar a passagem de água para chegar àqueles cegos e aleijados, inimigos de Davi". É por isso que dizem: "Os 'cegos e aleijados' não entrarão no palácio". 9 Davi passou a morar na fortaleza e chamou-a Cidade de Davi. Construiu defesas na parte interna da cidade desde o Milo. 10 E ele se tornou cada vez mais poderoso, pois o Senhor, o DEUS dos Exércitos, estava com ele.

 
A Fonte de Giom (Ha Gihon) localizada numa caverna natural no vale do Cédron, foi a principal fonte de água para Ofel, local original de Jerusalém. Três sistemas principais de água permitiram que a água desta fonte fosse conduzida à cidade:

Ofel e o monte das Oliveiras

O canal médio da idade do bronze. É conhecido por este nome (devido a sua idade estimada); Determinou-se que foi construído por volta de 1 800 a.C. (na Idade do Bronze). É essencialmente uma vala profunda de 20 pés na terra, onde depois a construção foi coberta por grandes lajes da rocha ( escondidas na folhagem). É mais estreito, mas ainda pode-se andar em grande parte de todo seu comprimento. Além disso à saída, perto do túnel de siloé, a canaleta tinha diversas saídas pequenas que molhavam os jardins do Vale da torrente do Cédron.[1] O túnel de Ezequias age como substituto para este canal, mas a facilidade para que um assaltante descubra as lajes da cobertura é um ponto fraco.

O Canal de Warren - um túnel íngreme, um canal de água que penetrava no fundo da caverna na qual surge a fonte de Giom, e, depois de uns 20 metros, terminava num reservatório. Datado um pouco depois do tempo do canal médio da idade do bronze, conduzindo a entrada de Ofel descendo à fonte de Giom. Uma passagem inclinada que se estendia da fonte para trás até o interior de Jerusalém. Esta passagem era para que quaisquer pessoas que desejassem, pudessem usar para coletar água da fonte.

O túnel de Ezequias - O túnel,[2] que conduzia[3] a Fonte de Giom[4] até a piscina de Siloé, foi projetado para agir como um Aqueduto para abastecer de água a Jerusalém durante um sítio organizado pelos assírios, conduzidos por Senaqueribe.


Em 1997, quando um centro de visitantes era construído, a fonte foi descoberta fortalecendo a datação desde a idade média do bronze, visto que os arqueólogos também descobriram inesperadamente as torres[5] - uma que protege a base do canal de Warren, e a outra que protege a própria fonte de Giom. Visto que a área em torno do local ainda que está sendo habitado, é desconhecido se existem quaisquer fortificações adicionais. Passagens bíblicas indicam que no período do rei Ezequias esta fonte foi escondida, para que os assírios não soubessem dela. - II Crônicas 32:2-4

Diante de muralhas do inimigo nunca nos prostemos ou desanimemos, pois temos um DEUS que dá sabedoria a todo o que lhe pedir crendo e não duvidando.

DEUS nos dá estratégias de evangelismo, de conquista de milhares de almas. A Igreja deve marchar confiante na vitória em nome de JESUS.

2. As reformas religiosas.

Saul nunca buscou uma capital para sede de seus governos e nunca intentou colocar a arca em um local adequado, nem mesmo a devolver para onde estava anteriormente antes dos filisteus a tomarem. Em Siló - 1 Samuel 1:3

Já Davi, ao contrário, está buscando uma cidade para estabelecer sua capital e é profundo seu desejo de trazer para junto de si a presença e a glória de DEUS representadas pela Arca da Aliança.

Numa primeira tentativa, frustrada pela falta de conhecimento ainda de como proceder, não conseguiu trazer a si a Arca, pois a tentativa foi segundo a maneira que o mundo tenta transportar a presença de DEUS (carro de bois e sem sacrifício, mas com muita música e danças carnais). Mas, agora, já inteirado das normas de DEUS para que fosse conduzida a Arca (nos ombros dos sacerdotes e com sacrifícios), consegue seu intento. Um tabernáculo provisório é montado em Jerusalém para que no devido tempo seja tudo transferido para uma casa ou templo. Fato que ocorre somente no reinado de seu filho Salomão
 
O capítulo 6 de 2 Samuel trata da ação de Davi em busca da Arca para Jerusalém. Davi era um adorador - dançava no ESPÍRITO SANTO (2 Sm 6.20), isso causava em muitos a admiração, mas também o desprezo por parte de alguns como sua esposa Mical, que com ciúmes, criticou negativamente seu marido que vinha dançando perante a Arca.
Embora o texto pareça indicar que Davi estivesse nú, não é bem assim - Davi se despojou de suas roupas de rei (em sinal de humildade e de submissão a DEUS) e se vestiu de um Éfode, vestimenta que era usada na adoração a DEUS. Capa que descia abaixo dos joelhos e era em forma de colete, sem mangas.

Esta mesma vestimenta Davi já havia usado para consultar a DEUS sobre uma batalha contra os Amalequitas onde suas esposas haviam sido sequestradas.

E disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me, peço-te, aqui o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi. Então, consultou Davi ao Senhor, dizendo: Perseguirei eu a esta tropa? Alcançá-la-ei? E o Senhor lhe disse: Persegue-a, porque, decerto, a alcançarás e tudo libertarás. 1 Samuel 30:7,8

 
3. A suprema aliança davídica.

Davi era homem de Aliança - tanto que cumpriu fielmente sua aliança com Jônatas. Sabia que se não cumprisse suas alianças aqui, DEUS não cumpriria também sua aliança com ele.
E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto. 1 Samuel 18:3,4

ALIANÇA ENTRE DAVI E JONATAS (Mefibosete).

Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, a Hebrom; e o rei Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram Davi rei sobre Israel. 2 Samuel 5:3

A aliança de DEUS com Davi

a) a firmeza da sua família na terra;

b) seus sucessores teriam a presença de DEUS; e

c) uma dinastia eterna (2 Sm 7.11-16).

 
ALIANÇA DE DEUS COM DAVI


Porque Davi era um homem segundo o coração de DEUS, um homem com uma consciência sensível ao seu Criador, DEUS fez uma aliança separada e distinta com ele, além da aliança que fizera com Israel. Assim, quando Davi quis construir uma casa para DEUS, o Todo-Poderoso lhe enviou uma mensagem através do profeta Natã:


“Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha benignidade se não apartará dele, como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” (2 Samuel 7:12-16).

 
ALIANÇA CONFIRMADA COM SALOMÃO

O Senhor tornou a aparecer a Salomão, como lhe tinha aparecido em Gibeão.

E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que, suplicando, fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.


E, se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei e guardares os meus estatutos e os meus juízos,

então, confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como falei acerca de Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará varão sobre o trono de Israel. 1 Reis 9:2-5


III. A GRANDEZA POLÍTICA DO REINADO DE DAVI

1. As realizações militares.

Não demorou para que importantes possessões gentílicas estivessem sob o controle de Davi. Como é maravilhoso ter um líder cujo coração e força são dominados pelo Senhor! DEUS deseja levantar líderes segundo o seu coração!

E sucedeu, depois disso, que Davi feriu os filisteus e os sujeitou; e Davi tomou a Metegue-Amá das mãos dos filisteus. Também feriu os moabitas, e os mediu com cordel, fazendo-os deitar por terra, e os mediu com dois cordéis para os matar, e com um cordel inteiro para os deixar em vida; ficaram, assim, os moabitas por servos de Davi, trazendo presentes. Feriu também Davi a Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, indo ele a virar a sua mão para o rio Eufrates. E tomou-lhe Davi mil e seiscentos cavaleiros e vinte mil homens de pé; e Davi jarretou todos os cavalos dos carros e reservou deles cem carros. E vieram os siros de Damasco a socorrer a Hadadezer, rei de Zobá; porém Davi feriu dos siros vinte e dois mil homens. E Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os siros ficaram por servos de Davi, trazendo presentes; e o SENHOR GUARDOU a Davi por onde quer que fosse. (GRIFO NOSSO). E Davi tomou os escudos de ouro que havia com os servos de Hadadezer e os trouxe a Jerusalém. Tomou mais o rei Davi uma quantidade mui grande de bronze de Betá e de Berotai, cidades de Hadadezer. Ouvindo, então, Toí, rei de Hamate, que Davi ferira a todo o exército de Hadadezer, mandou Toí seu filho Jorão ao rei Davi, para lhe perguntar como estava e para lhe dar os parabéns por haver pelejado contra Hadadezer e pôr o haver ferido (porque Hadadezer de contínuo fazia guerra a Toí); e na sua mão trazia vasos de prata, e vasos de ouro, e vasos de bronze, os quais também o rei Davi consagrou ao Senhor, juntamente com a prata e ouro que já havia consagrado de todas as nações que sujeitara: da Síria, e de Moabe, e dos filhos de Amom, e dos filisteus, e de Amaleque, e dos despojos de Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá. Também Davi ganhou nome, voltando-o de ferir os siros no vale do Sal, a saber, a dezoito mil. E pôs guarnições em Edom, em todo o Edom pôs guarnições, e todos os edomitas ficaram por servos de Davi; e o Senhor ajudava a Davi por onde quer que fosse. Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi julgava e fazia justiça a todo o seu povo. E Joabe, filho de Zeruia, era sobre o exército; e Josafá, filho de Ailude, era cronista. E Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes, e Seraías, escrivão. Também Benaia filho de Joiada, estava com os quereteus e peleteus; porém os filhos de Davi eram príncipes. (2 Samuel 8:1-18).

Davi é considerado um tipo de CRISTO por causa de suas guerras e vitória e por causa de sua constante adoração a DEUS e obediência, sendo um homem que sabia se arrepender de seus pecados e de nunca ter se dobrado à idolatria. A aliança que fez com DEUS lhe proporcionou a manutenção de sua família no governo de Judá até a vinda do rei dos reis para governar por mil anos sobre Jerusalem e todas as nações.

A profecia de Miqueias (5.2), mencionada pelos escribas nos dias de Herodes, para os astrólogos que seguiam a estrela, confirma a descendência e reinado do Messias vindouro. (E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Miquéias 5:2).

2. As administrações de Davi.

NO TEMPO DE DAVI QUASE TODA A TERRA DADA AOS ISRAELITAS FOI DOMINADA POR DAVI
E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão; e eis um forno de fumaça e uma tocha de fogo que passou por aquelas metades. Naquele mesmo dia, fez o Senhor um concerto com Abrão, dizendo: À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates, e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o ferezeu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:17-21.

Na verdade Salomão teve o maior território que Israel já teve, mas a totalidade só será de Israel no milênio, sob o governo de JESUS CRISTO, cumprindo a Aliança com Davi.


Davi supervisionava tudo - Política, Religião, Administração.

Foram muitas as mudanças realizadas por Davi, que o fizeram destacar-se no campo militar, político, administrativo e religioso. Lendo o capítulo 8.15-18 e 20.23-26, observamos como Davi fez importantes mudanças na área administrativa.

No comando de suas tropas, estava à frente Joabe; havia uma guarda real, um superintendente da corveia (trabalho árduo, penoso - soldados que combatem sem pagamento), que lidava com os estrangeiros. No campo religioso, Davi tinha dois sacerdotes: Zadoque e Aimeleque, filho de Abiatar (2 Sm 8.17); um cronista, um escrivão (1 Cr 24.3), os quais eram responsáveis pelos registros e documentos do Estado, dentre outras nuanças administrativas.
Davi procurou montar um setor administrativo que o pudesse auxiliar no seu reinado. O sucesso de um obreiro depende de oração, pregação, ensino, mas também de saber administrar com eficiência as coisas de DEUS; para isso são chamados (Tt 1.5). Paulo diz que dois tipos de obreiro precisam ser bem remunerados: os que se afadigam na Palavra e os que administram bem (1 Tm 5.17).

3. O culto público.

A ARCA TINHA QUE SER CONDUZIDA NOS OMBROS DOS SACERDOTES COATITAS - DEVERIA HAVER SACRIFÍCIOS.

Havendo, pois, Arão e seus filhos, ao partir do arraial, acabado de cobrir o santuário e todos os instrumentos do santuário, então, os filhos de coate virão para levá-lo; mas no santuário não tocarão para que não morram; este é o cargo dos filhos de Coate na tenda da congregação. Números 4:15.

Davi organizou todo setor religioso com sacerdotes descendentes de Arão, organizou também o setor musical com salmos escritos e instrumentos fabricados.

o qual também a Jacó ratificou por estatuto, e a Israel, por concerto eterno, Dizendo: A ti te darei a terra de Canaã, quinhão da vossa herança. Sendo vós em pequeno número, poucos homens, e estrangeiros nela; andavam de nação em nação e de um reino para outro povo. A ninguém permitiu que os oprimisse e, por amor deles, repreendeu reis, dizendo: Não toqueis os meus ungidos e aos meus profetas não façais mal. Cantai ao Senhor em toda a terra; anunciai de dia em dia a sua salvação. Contai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. Porque grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado, e mais tremendo é do que todos os deuses. Porque todos os deuses das nações são vaidades; porém o Senhor fez os céus. Majestade e esplendor hão diante dele, força e alegria, no seu lugar. Dai ao Senhor, ó famílias das nações, daí ao Senhor glória e força. Daí ao Senhor a glória de seu nome; trazei presentes e vinde perante ele; adorai ao Senhor na beleza da sua santidade. Trema perante ele, trema toda a terra; pois o mundo se firmará, para que se não abale. Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O Senhor reina. Brama o mar com a sua plenitude; exulte o campo com tudo o que há nele. Então, jubilarão as árvores dos bosques perante o Senhor; porquanto vem a julgar a terra. Louvai ao Senhor, porque é bom; pois a sua benignidade dura perpetuamente. E dizei: Salva-nos, ó DEUS da nossa salvação, e ajunta-nos, e livra-nos das nações; para que louvemos o teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor. Louvado seja o Senhor, DEUS de Israel, de século em século. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao Senhor. Então, Davi deixou ali, diante da arca do concerto do Senhor, a Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente perante a arca, segundo se ordenara para cada dia. E mais a Obede-Edom, com seus irmãos, sessenta e oito; a este Obede-Edom, filho de Jedutum, e a Hosa, ordenou por porteiros. E mais a Zadoque, o sacerdote, e a seus irmãos, os sacerdotes, diante do tabernáculo do Senhor, no alto que estava em Gibeão, Para oferecerem ao Senhor os holocaustos sobre o altar dos holocaustos continuamente pela manhã e à tarde; e isso segundo tudo o que está escrito na Lei que o Senhor tinha prescrito a Israel. E com eles deixou a Hemã, e a Jedutum, e aos mais escolhidos, que foram apontados pelos seus nomes, para louvarem ao Senhor, porque a sua benignidade dura perpetuamente. Com eles, pois, estavam Hemã, e Jedutum, e trombetas, e címbalos para os que os faziam ouvir, e instrumentos de música de DEUS; porém os filhos de Jedutum estavam à porta. Então, se foi todo o povo, cada um para a sua casa; e tornou Davi, para abençoar a sua casa. 1 Crônicas 16:1-43

A organização do culto é algo que deve ser pensado com todo cuidado, pois os que o fazem de qualquer jeito, por vontade própria, sem a prescrição das normas divinas, poderão sofrer consequências da parte de DEUS. Foi o que aconteceu com Nadabe e Abiú, que, querendo fazer culto por conta própria, foram fulminados pelo fogo do Senhor (Lv 10.1,2).
 

CONCLUSÃO
O reinado de Davi, e de seu filho, Salomão, ficou conhecido como a era de ouro de Israel. Mas na verdade, o rei Davi sabia que a fonte verdadeira de toda a grandeza do reino vinha de DEUS: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos” (1 Cr 29.14).
Lutemos as lutas do Senhor JESUS, desfazendo as obras do Diabo, sabendo que temos de DEUS uma linda cidade onde estaremos para sempre - A Nova Jerusalém.


 

 


 

 


terça-feira, 2 de junho de 2026

CONHECENDO LAMEQUE

 


CONHECENDO LAMEQUE

Texto Bíblico: Gênesis 6:1-6

“E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6:5).

Na Bíblia, o nome Lameque é atribuído a dois personagens distintos, ambos mencionados no livro de Gênesis. É muito importante não os confundir, pois suas trajetórias e legados são opostos.

Aqui estão os detalhes sobre cada um deles:

1. Lameque, o descendente de Caim

Este é o personagem mencionado em Gênesis 4:18-24. Ele faz parte da linhagem de Caim (o primeiro assassino da Bíblia) e representa a decadência moral daquela linhagem.

  • O primeiro polígamo: Lameque é o primeiro homem na Bíblia a quebrar o padrão da monogamia original, casando-se com duas mulheres: Ada e Zilá.
  • A "Canção de Lameque": Em um poema registrado na Bíblia, ele confessa ter matado um homem e um jovem pôr o terem ferido. Ele usa essa confissão para se gabar de uma violência ainda maior que a de Caim, declarando que, se Caim seria vingado sete vezes, ele seria "setenta vezes sete" (Gênesis 4:23-24). Isso reflete uma cultura de orgulho e sede de vingança desenfreada.
  • Família notável: Apesar da sua natureza violenta, seus filhos foram muito influentes no desenvolvimento da civilização primitiva:
    • Jabal: Pai dos que habitam em tendas e criam gado.
    • Jubal: Pai dos que tocam harpa e flauta.
    • Tubalcaim: Mestre na forja de objetos de bronze e ferro.

2. Lameque, o descendente de Sete

Este personagem é mencionado em Gênesis 5:25-31. Ele pertence à linhagem piedosa de Sete, o terceiro filho de Adão.

  • Pai de Noé: Ele é filho de Matusalém e pai de Noé, tornando-se um ancestral direto de Jesus Cristo (como citado na genealogia de Lucas 3:36).
  • Um homem de esperança: Ao contrário do seu homônimo da linhagem de Caim, este Lameque demonstrou fé. Ao nascer seu filho, ele o chamou de Noé (que significa "descanso" ou "consolo"), dizendo: "Este nos consolará do nosso trabalho e do sofrimento de nossas mãos, causados pela terra que o Senhor amaldiçoou" (Gênesis 5:29). Ele via em seu filho uma esperança de alívio para a humanidade.
  • Longevidade: Segundo o relato bíblico, ele viveu 777 anos e faleceu pouco antes do Dilúvio.

Resumo Comparativo

Característica

Lameque (linhagem de Caim)

Lameque (linhagem de Sete)

Pai

Metusael

Matusalém

Principal marca

Poligamia e violência

Fé e esperança

Legado

Orgulho e artes/indústria

Pai de Noé (ancestral de Jesus)

Referência Bíblica

Gênesis 4:18-24

Gênesis 5:25-31

 

O Lameque da linhagem de Sete é uma figura de transição crucial no livro de Gênesis. Ele representa a ponte entre a humanidade pré-diluviana e a nova era que teria início com seu filho, Noé.

Aqui estão os pontos principais sobre sua vida e significado bíblico:

1. Uma Linhagem de Esperança

Enquanto a linhagem de Caim (o outro Lameque) ficou marcada pelo desenvolvimento tecnológico e artístico, mas também pela violência e arrogância, a linhagem de Sete, da qual este Lameque faz parte, é caracterizada pela busca por Deus. Ele é o nono patriarca na genealogia de Adão a Noé, ocupando um lugar de destaque entre figuras como Enoque (seu avô) e Matusalém (seu pai).

2. A Profecia sobre Noé

O aspecto mais marcante da vida de Lameque está na esperança que ele depositou no nascimento do seu filho. Ao nomear a criança como Noé (Noach), que significa "descanso" ou "consolo", ele expressou um desejo profundo de alívio:

"Este nos consolará do nosso trabalho e do sofrimento de nossas mãos, causados pela terra que o Senhor amaldiçoou." (Gênesis 5:29)

Esta frase revela que, mesmo na linhagem piedosa, a vida era extremamente difícil. A maldição imposta à terra após a queda de Adão tornava a agricultura um fardo penoso. Lameque reconhecia a condição caída do mundo e ansiava por um tempo de paz e restauração.

3. Conexão com o Dilúvio

Lameque viveu durante um período em que a corrupção humana se espalhava rapidamente. Ele teve uma vida muito longa — 777 anos — segundo a narrativa bíblica.

  • Ele nasceu 182 anos após o nascimento de Matusalém.
  • Ele faleceu cinco anos antes do início do Dilúvio, aos 777 anos de idade.
  • Sua morte, portanto, marcou o fim de uma era. Ele foi um dos últimos sobreviventes daquela geração a testemunhar o mundo antes da catástrofe que purificaria a terra.

4. Importância Genealógica

Além de seu papel profético, ele é uma figura fundamental na linhagem messiânica. Ele é o pai direto de Noé, e através de Noé, a humanidade foi preservada. Seu nome aparece na genealogia de Jesus em Lucas 3:36, ligando o Salvador da humanidade diretamente aos patriarcas do Gênesis.

Em síntese: O Lameque da linhagem de Sete simboliza a expectativa messiânica. Ele não viveu para ver o arco-íris da aliança ou o fim das águas do dilúvio, mas ele teve a percepção espiritual de que Deus traria um descanso para o sofrimento humano, visão que se concretizou através da obediência de seu filho Noé.

 

INTRODUÇÃO

Lameque, no Hebraico significa vigoroso. Na descendência de Caim, ele constitui a quinta geração que deu origem a uma geração corrupta de homens preocupados com o "ter" (Jabal), com o entretenimento (Jubal), com as armas de guerra (Tubal-Caim) e com o prazer sensual (Naamá). Ele cometeu o segundo homicíido mencionado na Bíblia, que seria duplo (um varão por tê-lo ferido e um mancebo por tê-lo pisado). Na história da humanidade, segundo a Bíblia, ele foi o primeiro homem a praticar a bigamia, manchando a instituição divina do casamento.  Lameque teve duas esposas: o nome da primeira era Ada, que teria sido mãe de Jabal e de Jubal; o nome da segunda esposa chamava-se Zilá, que foi mãe de Tubal-Caim e de Naamá.

 

Segundo a Bíblia, Jabal ficou conhecido como o pai dos construtores de tendas e criadores de gado (Gn 4:20); Jubal, irmão de Jabal, destacou-se como o inventor de instrumentos musicais. Por isso, ficou conhecido como “o pai dos músicos” (Gn 4:21); Tubal-Caim teria sido o primeiro homem a fazer uso do cobre e do ferro nas construções da humanidade (Gn 4:22); Naamá, seu nome quer dizer “agradável", "desejável". Ela é irmã de Tubal-Caim e é citada, de modo especial, em Gn 4:22, pois não se mencionava nomes de mulheres nas genealogias antigas. Segundo estudiosos, esta citação não vem como um elogio, mas como uma denúncia do começo da prostituição no meio da humanidade.

Os pecados de Lameque e seus descendentes se alastraram de tal maneira que viriam a depravar, inclusive, a linhagem piedosa de Sete, provocando o juízo divino sobre aquela impiedosa humanidade. Mas em todos os modos de Deus tratar com a humanidade Ele nunca deixou de ter um povo remanescente. Dentre toda aquela humanidade corrupta, havia uma família que não se rendeu ao pecado: a família de Noé. Este era justo e temente a Deus, não tendo se corrompido como os demais (Hb 11:7). Noé e sua família foram salvos, e isso nos mostra que Deus tem um compromisso com aqueles que pela fé lhe obedecem. Estudaremos com mais detalhe sobre Noé na Aula nº sete.

I. CONTRASTE ENTRE OS LAMEQUES (1)

1. Os dois Lameques e suas diferenças. Nos capítulos 4 e 5 de Gênesis é mencionado dois “Lameques”: um em Gn 4:18,19 e outro em Gn 5:25,28,29.

- O Lameque do capítulo 4 é o da linhagem de Caim. Trata-se, pois, de um homem violento e odioso, conforme o autor sagrado descreveu: “... vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete" (Gn 4:23,24). Este Lameque cantava, entoava a impiedade e a violência. A intenção de fazer o mal pulsava em seu coração.

- O Lameque do capítulo 5 é o da geração de Sete. A geração que começou a buscar a face do Senhor Deus. Esse Lameque é o pai de Noé. Diferentemente das palavras do Lameque do capítulo 4, o pai de Noé se referiu ao seu amado filho, quando o nomeou, assim: "E chamou o seu nome Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou" (Gn 5.29). Este Lameque conhecia bem o Senhor e sabia que a terra estava cheia de violência. Entretanto, ele depositou a sua esperança no seu filho, pois sabia que Noé agradaria o Senhor seu Deus.

- O Lameque do capítulo 4 simboliza a violência, o ódio, a desesperança, o mundo entregue ao mal, a devassidão moral, a violência ilimitada e a terrível resistência à graça divina. Ele é o primeiro compositor de poema musical - “E disse Lameque [...] escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou” (Gn 4.23). Lameque tinha sido insultado ou injuriado por alguém, e então ele lhe tirou a vida. Ao invés de sentir remorso, ele se orgulhou disto perante suas esposas, compondo o que no texto em hebraico é conhecido como um poema ou uma canção. Esta canção é conhecida como "insulto" ou "canção da espada". As palavras desta canção revelam quão ímpio Lameque era. Ele não se orgulha somente de sua vingança, mas diz que faria mais para se vingar do que Deus poderia ter feito para vingar Caim se ele tivesse sido morto – Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete” (Gn 4:24). Isto é um escárnio ao juizo divino. Infelizmente, há muitas pessoas hoje que usam de chocarrice e escárnio com as coisas de Deus, com a Bíblia ou com aqueles que servem a Deus. Muitos são os que, por pecarem tanto, já estão tão acostumados com eles que não acreditam num juízo divino ou, mesmo que ele venha, não atentando que sofrerão eternamente pelas coisas que andam fazendo.

- O Lameque do capítulo 5 representa a esperança, o consolo de Deus a uma geração. Este é o Lameque que não prosperou em maldade, mas em bondade, misericórdia e consolação. Por intermédio dele, chegou o livramento de Deus para a humanidade. No Dilúvio, o plano de Deus apontava para o Seu plano superlativo para o mundo: a Cruz do Calvário.

2. Lameque, descendente de Caim, um exemplo a não ser seguido. Lameque é um exemplo a não ser seguido pelas seguintes razões. (3)

a) Ele se vangloria de ser um homem violento. Lameque tem prazer em alardear sua violência. Leia novamente suas palavras: “... escutai o que passo a dizer-vos: matei...(Gn 4:23).

b) Ele banaliza a vida humana “... Matei [...] um rapaz porque me pisou”. Para Lameque as pessoas não valiam nada. A violência é a demonstração mais vil de que a vida humana não tem valor. Matar um jovem por causa de uma pisada no pé é não ter nenhum respeito com a vida humana.

c) Ele não gosta de sentir dor, mas fere as pessoas. Lameque não gosta de ser pisado, mas pisa as pessoas. Lameque tipifica aquelas pessoas que não gostam de ser machucadas, mas têm prazer em machucar os outros.

d) Ele é avesso ao perdão. Perdão é uma palavra desconhecida no vocabulário de Lameque. Infelizmente, muitos à semelhança de Lameque preferem retribuir a ofensa na mesma intensidade ou em grau superior do que liberar perdão. Alguém pode alegar que não tem nada a ver com Lameque, afinal nunca matou ninguém. Mas a Bíblia diz que se você odiar a seu irmão é considerado assassino - “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino” (João 3:15). Portanto, tornamo-nos semelhantes à Lameque quando não perdoamos, antes odiamos ao nosso irmão. Jesus foi mais enfático e contundente quando disse: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus... (Mt 5:44,45).

II. UMA TERRA PERFEITA PARA UMA GERAÇÃO IMPERFEITA 


1. Um planeta farto e pródigo. Apesar do pecado, a Terra pré-diluviana era um habitat perfeito. Havia fartura de pão, saúde perfeita, beleza perfeita, tecnologia avançada. Por isso, a população antediluviana dava-se ao luxo de viver irresponsável e impiamente. Jesus Cristo fez uma descrição desse período, quando ele falava aos seus discípulos acerca de sua segunda vinda: Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mt 24:38,39).

2. Vida longa e próspera. A longevidade era um marco desse glorioso período, contavam a vida em séculos, não em décadas. Além disso, a geração antediluviana era bastante próspera, não se angustiava com os problemas que, hoje, nos afligem. Ninguém se preocupava com a escassez. Havia água e comida em abundância.

Como possuir tudo em abundância, e sem o temor de Deus, a natureza carnal os levava a orgias e truculências. Sua lógica era o pecado. Com uma vida quase milenar, os pré-diluvianos viviam pendularmente entre a eternidade e a impunidade. Como um homem de quase mil anos haveria de temer a morte? E se Deus já os entregara aos próprios erros, não lhes castigando de imediato a iniquidade, por que temer o Juizo Final se a história mal havia começado? Por essa razão, os contemporâneos de Noé viviam para pecar e pecavam para viver. Não era incomum deparar-se com um adúltero de seiscentos anos, com um assassino de oitocentos ou um corrupto de quase mil anos.

Diante de um quadro de impunidade, de degradação moral, o Senhor resolve dar um baste a tudo isso. Primeiramente, Ele começa colocando um limite a vida biológica. Se observarmos os capitulos cinco e onze de Gênesis veremos que as genealogias descritas tiveram uma alteração drástica no cômputo das idades. Nas genealogias analisadas no capítulo 5, a vida humana era calculada em séculos. Já no capítulo 11, a vida da população é calculada em décadas. Matusalém chegou há 969 anos; já. Terá, pai de Abrão, o último dos longevos, viveu até os 205 anos (Gn 11:32). Na conclusão de Gênesis, constata-se que a fronteira biológica do ser humano já está fixada, pois José, filho de Jacó, faleceu aos 110 anos (Gn 50:26). Mais tarde, queixa-se Moisés da efemeridade da existência humana (Sl 90:10).

 

3. Harmonia ecológica. Até o Dilúvio, havia perfeita harmonia entre os reinos animal, vegetal e humano. Os animais selvagens nao representavam qualquer ameaça. A única ameaça era o próprio homem, que, por ser agressivo e irreconciliável, amedontrava até mesmo a mais brutal das feras. Após o Dilúvio, contudo, pavor e medo recairiam sobre o reino animal; sobre a natureza, gemido e angústia (Gn 9:2; Rm 8:22). Apesar do reino animal e vegetal em decadência, mesmo assim, o mundo ainda era perfeito, belo e sustentável. Mas o povo que o habitava era o antônimo de tudo isso. Ao invés de agradecer ao Criador por todas as benesses, pela sua graça comum (Gn 8:22), a população aproveitava tais favores para depravar-se totalmente. E o ser humano continua caminhando de mal a pior. Devemos estar conscientes de que um Dia toda natureza gentílica será extirpada e o reino de Cristo estabelecido para sempre. Os grandes reinos crescem, fortalecem-se, deterioram-se e caem, mas só o Reino de Deus permanece para sempre, conforme Daniel capítulos 2 e 7.


III. UM MUNDO TOTALMENTE DEPRAVADO

O mundo de Lameque era depravado e cruel. Voltando-se contra o Senhor, seus descendentes cometeram os pecados mais hediondos e abomináveis.

1. Devassidão sexual. A Bíblia relata que foi na civilização cainita que se iniciou a poligamia e os pecados da prostituição. Lameque, o primeiro polígamo, foi quem deu a cartada inicial da quebra do princípio da monogamia (ler Gn 4:19), abandonando-se o modelo divino de família. Os pecados sexuais, agora, eram cometidos como se nada fosse proibido; não havia limites à prostituição; a irmã de Tubal-Caim, Naamá, é tida como a primeira prostituta da história.

Conforme o texto sagrado, até mesmo os descendentes de Sete corromperam-se em meio àquela imoralidade abominável. Relata o autor sagrado: “viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram” (Gn 6:2). Esses “filhos de Deus”, sem dúvida, eram os descendentes da linhagem piedosa de Sete (cf. Dt 14:1; Sl 73:15; Os 1:10); eles deram início aos casamentos mistos com as “filhas dos homens”, isto é, mulheres da família ímpia de Caim.

A teoria de que os “filhos de Deus” eram anjos, não subsiste ante as palavras de Jesus, que os anjos não se casam (Mt 22:30; Mc 12:25). O que vem a reforçar essa ideia é o fato de que, após o relato inicial em Gênesis 6, o texto mostra a ira de Deus contra a corrupção humana nos versículos 6 e 7 resultando na destruição da raça humana com o dilúvio e a salvação apenas da família de Noé, porque este era justo e temente a Deus, não tendo se corrompido como os demais (Hb 11:7). Se os “filhos de Deus” fossem anjos a punição deveria vir apenas para eles e não para os homens, posto que são de maior força, podendo dominar facilmente os humanos e fazerem o que quiser, como o diabo, também, muitas vezes faz com as pessoas. Portanto, indubitavelmente, os “filhos de Deus” são aqueles descendentes de Sete que começaram a invocar o nome do Senhor, e os “filhos dos homens” são os descendentes de Caim que se afastaram de Deus e começaram a pecar.

Hoje em dia, a imoralidade, a incredulidade e a pornografia dominam a sociedade inteira (ver Mt 24:37-39).

2. Violência sem limites. “… a terra está cheia de violência…” (Gn 6:13)A palavra "violência" na Bíblia é “hamas”, que significa "injustiça, ser violento com tratar violentamente". A violência é uma das consequências da queda do homem. E é lógico que há um interesse do inferno em intensificar cada vez mais a violência, pois ela é contrária aos princípios bíblico e inútil na resolução de qualquer problema.

Em Gn 6:11 lemos: "A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência". Neste texto, a associação feita entre "corrupção" e "violência" é assustadora e demonstra que o estado do mundo determina seus aspectos vivenciais e atrai a ira de Deus.

A união conjugal indevida entre os descendentes de Sete e de Caim (jugo desigual) levou a um estado deplorável de iniquidade. A terra corrompeu-se e encheu-se de violência sem limites (Gn 6:11-13). Em Gn 6:5 está escrito: “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Os homens valentes eram cultuados como ídolos: “Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama(Gn 6:4).

Lameque espontaneamente e livremente assassinou dois homens. Um adulto, ele matou porque o feriu; e um jovem por lhe ter pisado. Logo, o seu crime, além de covarde, foi brutal. Nossos dias não diferem em nada do mundo de Lameque; a degeneração humana não mudou; o mal continua irrompendo desenfreado através da depravação e da violência. Por causa de um celular ou por uns míseros centavos, muita gente jovem perde a vida.

- Na sociedade atual, o desamor é uma constante e, em virtude disto, os dias são repletos de violência, pois a vida humana é vilipendiada, já que não há amor a Deus e, consequentemente, não há amor ao próximo. O homem é menosprezado e se desenvolve, entre os homens, uma verdadeira “cultura da morte”. Tal qual no mundo de Lameque, assassina-se banalmente. Leiam a história e verão que déspotas, como Stalin, Hitler, Mao Tsé-Tung, Kin Jong-um (ditador sanguinário da Coréia do Norte), dentre outros, não fizeram e nem fazem caso algum da vida do seu próximo, praticam impiedosamente genocídios e crimes contra a humanidade. A índole criminosa do ser humano vai de mal a pior!

- Na sociedade atual está acontecendo muita ferocidade entre as pessoas. O apóstolo Paulo, ao descrever os últimos dias, diz que seriam dias em que os homens seriam amantes de si mesmos, sem amor para com os bons, desobedientes a pais e mães, ingratos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis, obstinados e orgulhosos (2Tm 3:2-4). Assim, são pessoas que só pensam em si próprios e cria condições múltiplas para se servirem do próximo, aproveitarem-se dele e o explorarem o máximo possível. Em virtude desta “ferocidade humana”, vivemos dias em que o individualismo, o egoísmo, a vileza com que o homem é tratado faz com que as pessoas se tornem desconfiadas, desacreditadas umas das outras, comportamento que prejudica todo e qualquer relacionamento. A consequência disto é a expansão do ódio, da raiva, da violência. As pessoas agem em relação às outras como se estas fossem, há muito, suas inimigas. Vivemos a época da insegurança e do medo indiscriminados.   

- Na sociedade atualo homem não tem a menor preocupação em prejudicar o outro, desde que isto lhe seja conveniente e contribua para que atinja os seus objetivos; objetivos estes que dizem respeito somente a si próprio. A ganância, o prazer, o bem-estar próprio, a satisfação do seu ego, é só isto que é estimulado, incentivado e almejado pelo homem dos últimos dias.

- Na sociedade atuala violência contempla todos os níveis sociais e culturais, desafiando quem quer que seja, sem vislumbre de uma solução tangível. Somente o Evangelho de Cristo é o remédio eficaz para debelar a violência sobre a Terra. Até que o Senhor Jesus retorne, faz parte da missão da Igreja fazer deste um mundo menos violento, pregando o Evangelho, praticando a justiça e amparando os menos favorecidos.

3. Resistência à graça divina. Não sabemos por quantos anos, décadas, ou séculos, a geração de Lameque resistiu ao Espírito Santo. Da resistência ao Espírito Santo de Deus, aquela humanidade antediluviana passou a blasfemar contra o SENHOR, depravando-se totalmente. Mas, chegou o tempo em que Deus deu um basta a tudo isso. Disse o Senhor: “O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos(Gn 6:3).

A Graça salvadora de Deus é inesgotável, é abundante. Por isto ela envolve todo o mundo, é suficiente para predispor toda a humanidade a tornar-se merecedora da Redenção Divina, oferecendo-lhe a oportunidade de escapar da justa e inevitável condenação; mas, tal qual o mundo antediluviano, a maioria da população mundial de hoje resiste à graça salvadora de Deus. Isso terá limite. A justiça de Deus é certa e muito rigorosa sobre o mundo corrupto e destituído de Deus. Para aquela civilização Deus disse: O fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; eis que os desfarei com a terra(Gn 6:13). A Palavra de Deus adverte: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24:37).

IV. UM MUNDO CONDENADO À DESTRUIÇÃO (Gn 6:5,7,8,11-13)

5. E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.

7. E disse o SENHOR: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.

8. Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.

11. A Terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a Terra de violência.

12. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

13. Então, disse Deus a Noé: O fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.

Nos dias que antecederam o dilúvio, a Terra encheu-se de violência e imoralidade, de forma que ficou insustentável a vida na Terra. O temor a Deus tinha quase desaparecido dos corações dos filhos dos homens. A libertinagem predominava, e quase todo o tipo de pecado era praticado. A maldade humana era aberta e ousada, e o lamento dos oprimidos alcançava os Céus. A justiça estava esmagada até o pó. Os fortes não somente usurpavam os direitos dos fracos, mas forçavam-nos a cometer atos de violência e crimes.

No versículo 13, o Deus Criador ordena o fim de todas as coisas. O motivo: a multiplicação da violência. O resultado: “... os destruirei com a terra...". Deus havia decidido acabar com tudo isso (o mal sobre a terra) e dar ao homem a retribuição por seus atos pecaminosos violentos: a morte física e morte eterna. Isso fica claro porque somente oito pessoas (Noé e sua família) são salvas da grande catástrofe que veio sobre a humanidade.

O fato de a Terra estar cheia de violência não podia continuar sem controle. Deus tomou a decisão e estava pronto para agir. A punição tinha de ser drástica. O Gênero humano e todas as demais vidas sobre a Terra seriam destruídos, no decorrer da duração do dilúvio.

Antes do Juízo de Deus sobre os ímpios, Deus proveu a Salvação para os justos. Deus mandou que Noé fizesse uma Arca. Nela somente os justos poderiam adentrar e escapar do Juízo divino. Ninguém acreditou que isso iria acontecer, até que Deus tomou a decisão drástica de destruir os ímpios.

A degeneração humana não mudou; o mal continua irrompendo desenfreado através da depravação e da violência (ver Mt 24:37-39; ver Rm 1:32). Não resta dúvida que Deus trará forte Juízo sobre todos aqueles que praticam a violência e a promove. A Palavra de Deus adverte: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24:37).

A Igreja, a Universal Assembleia dos Santos (Hb 12:23), é a Arca que Deus elegeu para colher a todos aqueles que de forma decisiva e resoluta entrar nela; seu capitão é Jesus Cristo, que nos assegura um porto seguro. Portanto, todos aqueles que adentrarem nesta Arca estão predestinados à vida eterna com Deus (Ef 5:1).

 

CONCLUSÃO

Jesus declarou profeticamente que o mundo, na ocasião da sua volta, será semelhante aos dias da geração antediluviana - “Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem(Mt 24:38,39).

O estado decadente de pecado e corrupção daqueles dias desgostou a Deus, de tal maneira, que resolveu intervir na história, trazendo o justo castigo, através do Dilúvio. O juízo de Deus destruiu todos, menos os que estavam na Arca. Estes, porém, não foram salvos por causa da sua justiça nem retidão, e sim, por causa da graça de Deus (Gn 6:8). Podemos ver que a salvação é puramente pela graça de Deus.


Postagens

DAVI DO CAMPO AO TRONO DE ISRAEL

DAVI DO CAMPO AO TRONO DE ISRAEL Deus Transformou um Pastor no Rei de Israel 1. A Preparação no Anonimato (O Campo) Antes de governar uma na...

Postagens Mais Visitadas