segunda-feira, 30 de março de 2026

A ÚLTIMA CEIA

 


A ÚLTIMA CEIA

A Última Ceia é um dos eventos mais significativos e carregados de simbolismo na história do Cristianismo. Mais do que uma simples despedida, ela estabeleceu as bases da fé cristã e transformou um ritual antigo em algo inteiramente novo.

O Contexto: A Páscoa Judaica

Jesus e os discípulos se reuniram no "Cenáculo" em Jerusalém para celebrar o Pessach (a Páscoa Judaica). Originalmente, essa festa celebrava a libertação dos hebreus da escravidão no Egito.

  • O Cordeiro: Na tradição antiga, sacrificava-se um cordeiro. Naquela noite, Jesus se apresentou como o novo e definitivo "Cordeiro de Deus".
  • O Ambiente: Era um momento de tensão política e religiosa, pois as autoridades já planejavam a prisão de Jesus.

Os Três Pilares da Última Ceia

1. A Instituição da Eucaristia

Este é o momento central para a teologia cristã. Jesus tomou o pão e o vinho, mas deu a eles um novo significado:

  • O Pão: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós".
  • O Vinho: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue". Com essas palavras, Ele estabeleceu o sacramento da Comunhão (ou Eucaristia), pedindo que os discípulos repetissem o gesto em sua memória.

2. O Lava-pés: A Lição de Humildade

Relatado detalhadamente no Evangelho de João, Jesus levantou-se da mesa e lavou os pés dos discípulos.

  • O Significado: Naquela época, lavar os pés era tarefa do escravo mais humilde. Jesus inverteu a hierarquia, ensinando que liderar é servir.
  • O Mandamento: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

3. A Revelação da Traição e a Negação

A ceia também foi marcada por momentos de melancolia e choque:

  • Judas Iscariotes: Jesus anunciou que um dos presentes o entregaria. Ao molhar o pão e entregá-lo a Judas, o destino da traição foi selado.
  • Pedro: Foi durante essa noite que Jesus predisse que Pedro o negaria três vezes antes que o galo cantasse.

O Significado Teológico e Cultural

A Última Ceia marca a transição da Antiga Aliança (baseada na Lei de Moisés) para a Nova Aliança (baseada na graça e no sacrifício de Cristo).

"Não existe maior amor do que dar a vida pelos seus amigos." — João 15:13


Curiosidades e Arte

  • A Disposição na Mesa: Ao contrário da famosa pintura de Leonardo da Vinci (onde todos estão de um lado só da mesa para fins artísticos), na época era comum que as pessoas se reclinassem em almofadas ao redor de uma mesa baixa em formato de "U" (triclínios).
  • O Cálice: Conhecido como o "Santo Graal", o cálice usado por Jesus tornou-se objeto de inúmeras lendas e buscas históricas ao longo dos séculos.

A IMPORTÂNCIA DA SANTA CEIA

A Ceia do Senhor é um ato de suma importância, em si mesmo e na vida do crente.

O QUE É A SANTA CEIA

A Santa Ceia não é apenas um ato celebrado pela igreja, mas também uma proeminente doutrina bíblica.

O que nos lembra a Santa Ceia?

A Santa Ceia lembra as refeições dos discípulos em companhia de JESUS, lembra o arrebatamento de CRISTO em sua primeira vinda e lembra a paixão e a morte de CRISTO em nosso lugar, bem como a sua segunda vinda.

1. Definição e designações.

Paulo recebeu o ensino da Santa Ceia, segundo a bíblia, diretamente do Senhor: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei". 1 Co 11

Paulo provavelmente recebeu instruções sobre a ceia durante o tempo em que estivera a sós com DEUS no monte, na Arábia, sobre os quais as Escrituras silenciam (Gl 1.11,12, 15-17).

2. Ordenança ou sacramento.

A Ceia do Senhor é conhecida pelos evangélicos como ordenança, por constituir-se numa ordem dada por CRISTO aos santos apóstolos.

A Santa Ceia é um sacramento da Igreja para os católicos romanos e certas alas do protestantismo.

OS ELEMENTOS DA SANTA CEIA

Elementos da Santa Ceia: o pão e o vinho.

O pão e o vinho por representarem, respectivamente, o corpo e o sangue do Senhor JESUS. O pão e o vinho são, biblicamente, o memorial do Calvário; representam o corpo e o sangue de CRISTO.

1. O pão. "Eu sou o pão da vida..."

Por que o pão é um dos elementos da Santa Ceia do Senhor?

Por ser este alimento o símbolo da vida, JESUS assim identificou-se aos seus discípulos (Jo 6.35). Quando o pão é partido, vem-nos à memória o sacrifício vicário de CRISTO. ELE deu sua vida em resgate da humanidade caída e escravizada pelo Diabo.

2. O vinho. "fruto da vide" e "cálice do Senhor"

Por que o vinho é um dos elementos da Santa Ceia do Senhor?

Porque lembra-nos o sangue de CRISTO vertido na cruz para redimir a todos os filhos de Adão.

Lições ou ensinos doutrinários da Ceia do Senhor até a volta de JESUS.

1. A Santa Ceia é um mandamento do Senhor.

Ele ordenou por duas vezes: "fazei isto em memória de mim" (vv.24,25

2. É um memorial divino.

"Em memória de mim" (vv.24,25). É um memorial da morte do Cordeiro de DEUS em nosso lugar (1 Pe 1.18,19; Jo 1.29). Como tal, a Santa Ceia comemora algo já realizado (Lc 22.19).

Assim como a sociedade, o governo, o povo, as instituições particulares têm seus memoriais, aos quais estimam, honram e preservam, nós temos muito mais razão, dever, direito e prazer de sempre participar da Ceia do Senhor.

3. É uma profecia a respeito da volta de JESUS.

"Anunciais a morte do Senhor até que venha" (v.26). A igreja ao celebrar a Ceia do Senhor, está também anunciando a todos a sua vinda. "E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai" (Mt 26.29).

4. Deve ser precedida de autoexame do participante (v. 25).

Trata-se do autojulgamento do cristão diante de DEUS, quanto ao seu estado espiritual (v.31). Esse autoexame deve ser feito com o auxílio do ESPÍRITO SANTO e tendo a nossa consciência alinhada às Escrituras.

 5. A ceia do Senhor e o discernimento espiritual do crente.

Participar da Ceia sem discernir "o corpo do Senhor" (v. 29), é ter os santos elementos da Ceia como coisas comuns, e não como emblemas do corpo e do sangue de CRISTO.

6. É uma ocasião propícia ao recebimento de bênçãos.

"O cálice de bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de CRISTO? O pão que partimos não é, porventura, a comunhão do corpo de CRISTO?" (10.16). Portanto, DEUS pode derramar copiosas bênçãos no momento da ceia. Houve milagres na preparação da primeira Ceia (Lc 22.10-13).

7. A Santa Ceia é um momento de gratidão a DEUS.

Na Ceia do Senhor todo crente deve ser agradecido. "E tendo dado graças" (v.24). Em todos os registros da Ceia vemos ação de graças a DEUS: 1 Co 11.24; Mt 26.27; Mc 14.23; Lc 22.19.

8. A Santa Ceia é para os discípulos do Senhor.

Conforme Lucas 22.14, JESUS levou apenas os Doze para a mesa da Páscoa, seguida da Ceia do Senhor. Se a Ceia fosse para qualquer um, Ele teria chamado a todos sem distinção. A Santa Ceia é para os santos em CRISTO JESUS.

9. É um momento de profunda e solene devoção e louvor a DEUS.

"E, tendo cantado um hino" (Mt 26.30). Como JESUS cantou à sombra da sua cruz, não podemos compreender, nem explicar!

10. A Santa Ceia é alimento espiritual.

Toda ceia destina-se a alimentar. Devemos participar desse SANTO Memorial convictos, pela fé e esperança de que seremos novamente alimentados espiritualmente.

11. A Ceia do Senhor condena a duplicidade religiosa.

"Não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios" (10.21). A Santa Ceia é incompatível com a duplicidade da vida espiritual do cristão (Sl 119.113; Mt 6.24; 2 Co 6.14).

CONCLUSÃO - A ceia é o Memorial da paixão e morte de Nosso Senhor JESUS CRISTO.

 

Estudo sobre a Santa Ceia


A ORDEM DOS EVENTOS NA ÚLTIMA CEIA DO SENHOR
 (H.M.S. abril/98)

Tenho visto muitos estudos sobre o assunto, mas todos eles me parecem obedecer mais a “pontos de partida lógicos” do que a simples e somente a sequência que emerge mais naturalmente da Bíblia. (Estes pontos de partida, a meu ver desnecessários, são que: (1) o lava-pés deve ter ocorrido antes de tudo; (2) o pão e o cálice só foram repartidos após o definitivo encerramento e retirada de tudo da refeição pascal; e (3) não é admissível que Judas tenha participado do pão e do cálice).

Baseamo-nos na sequência de Lucas porque, dos escritores dos 4 evangelhos, é ele quem se prende rigorosamente à sequência, à cronologia dos fatos Lc 1:1-3.

A ordem dos acontecimentos da última ceia do Senhor com seus apóstolos e que me parece emergir do relato bíblico, simplesmente tomado, é a seguinte:

 

1. CRISTO pôs-se à mesa, com os 12 apóstolos

Mt 26:20

Mc 14:17

Lc 22:14

 

2. CRISTO: “Desejei muito ... não a comerei mais até que...”

 

 

Lc 22:15-16

 

 

3. Tomam a ceia pascal. Conforme Ex 12: cordeiro sem mácula, separado por 4 dias, sacrificado ao anoitecer, assado na brasa, servido com pães asmos e ervas amargosas, nada ficando para o amanhecer; todos com lombos cingidos, sapatos nos pés, cajado nas mãos, apressadamente, memorialmente, por estatuto perpétuo. Parece que CRISTO comeu apressadamente e terminou a ceia antes dos apóstolos. Houve um cálice Lc 22:17-18 (e, talvez, pão) nesta ceia pascal, antes da Ceia do Senhor, que teve lugar logo a seguir.

 

4.  Tomam a Ceia do Senhor: Em 1o. lugar, CRISTO abençoa o pão, explica-o, reparte-o.

Mt 26:26

Mc 14:22

Lc 22:19

1Co 11:23-24,26

 

5. Em 2o. lugar, CRISTO abençoa o cálice, explica-o, reparte-o, “não mais beberei dele até que...”

Mt 26:27-29

Mc 14:23-25

Lc 22:20

1Co 11:25-26

 

6. CRISTO, turbado em espírito: “Um de vós me há de trair.”

Mt 26:21

Mc 14:18

João 13:21

 

7.  Apóstolos: “Sou eu, Senhor?”

Mt 26:22

Mc 14:19

João 13:22

 

8. CRISTO: “O que põe comigo a mão no prato ... ai daquele ...”

Mt 26:23-24

Mc 14:20-21

Lc 2:21-23

João 13:18-20

 

9. João: “Quem é?”

João 13:23-25

 

10. CRISTO, só a João: “É aquele ... bocado molhado” (comiam os restos das duas ceias)

João 13:26

 

11. Satanás se apossa de Judas.

João 13:27a

 

12. Judas Iscariotes: “Sou eu, Rabi?”

Mt 26:25a

 

 

13. CRISTO: “Tu o disseste.”

Mt 26:25b

 

 

14. CRISTO: “... faze-o depressa.”

João 13:27b-29

 

15. Judas sai.

João 13:30

 

16. Apóstolos: “Quem de nós será o maior?”

Lc 22:24

 

 

17. CRISTO repreende os apóstolos.

Lc 2:25-27

 

 

18. CRISTO revela aos apóstolos que eles reinarão.

Lc 2:28-30

 

 

19. CRISTO lava os pés dos apóstolos.

João 13:2-17

 

20. Hino.

Mt 26:30a

Mc 14:26a

 

 

21. Saída para o Monte das Oliveiras.

Mt 26:30b

Mc 14:26b

 

 

22. (no caminho) CRISTO anuncia Sua glorificação, ausência, e novo mandamento.

João 13:31-35

 

23. CRISTO adverte a Pedro.

Mt 26:31-35

Mc 14:27-31

Lc 22:31-34

João 13:36-38

 

24. As duas espadas.

 

Lc 2:35-38

 

 

 



1. CRISTO pôs-se à mesa, com os 12 apóstolos Mt 26:20; Mc 14:17; Lc 22:14.

(Mat 26:20) E, chegada à tarde, assentou-se à mesa com os doze.

(Mc 14:17) E, chegada à tarde, foi com os doze.

(Lc22:14) E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.

 

2. CRISTO: “Desejei muito ... não a comerei mais até que...” Lc 22:15-16.

(Lc 22:15-16) E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça; (16) Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de DEUS.

3. Tomam a ceia pascal. Conforme Ex 12: cordeiro sem mácula, separado por 4 dias, sacrificado ao anoitecer, assado na brasa, servido com pães asmos e ervas amargosas, nada ficando para o amanhecer; todos com lombos cingidos, sapatos nos pés, cajado nas mãos, apressadamente, memorialmente, por estatuto perpétuo. Parece que CRISTO comeu apressadamente e terminou a ceia antes dos apóstolos. Houve um cálice Lc 22:17-18 (e, talvez, pão) nesta ceia pascal, antes da Ceia do Senhor, que teve lugar logo a seguir.

(Lc 22:17) E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; (18) Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de DEUS.          Este 1o. cálice, em Lc, fez parte da Ceia Pascal (profetizando a morte do Messias, para os judeus), não da Ceia do Senhor (memorial da morte do CRISTO, para a Igreja), que teve lugar logo a seguir.

4. (Começam a tomar a Ceia do Senhor:) O pão: CRISTO o abençoa, explica simbolismo memorial, reparte. Mt 26:26; Mc 14:22; Lc 22:19; 1Co 11:23-24,26.

(Mat 26:26) E, quando comiam, JESUS tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.

(Mc14:22) E, comendo eles, tomou JESUS pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lhe, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.

(Lc 22:19) E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lhe, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.

(1Co 11:23) Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor JESUS, na noite em que foi traído, tomou o pão; (24) E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.    (26) Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

5. O cálice: CRISTO o abençoa, explica simbolismo memorial, reparte, “não mais dele beberei até que...”. Mt 26:27-29; Mc 14:23-25; Lc 22:17-18,20; 1Co 11:25-26.

(Mat 26:27) E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lhe, dizendo: Bebei dele todos; (28) Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.    (29) E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai.

(Mc 14:23) E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lhe; e todos beberam dele.    (24) E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado.    (25) Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele dia em que o beber, novo, no reino de DEUS.

 (20) Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

(1Co 11:25) Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.    (26) Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.

6. CRISTO, turbado em espírito: “Um de vós me há de trair.” Mt 26:21; Mc 14:18; João 13:21.

(Mat 26:21) E, comendo eles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair.

 (Mc 14:18) E, quando estavam assentados a comer, disse JESUS: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me.

(João 13:21) Tendo JESUS dito isto, turbou-se em espírito, e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair

7. Apóstolos: “Sou eu, Senhor?” Mt 26:22; Mc 14:19; João 13:22.

(Mat 26:22) E eles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, Senhor?

(Mc 14:19) E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Sou eu? E outro disse: Sou eu?

(João 13:22) Então os discípulos olhavam uns para os outros, duvidando de quem ele falava.

8. CRISTO: “O que põe comigo a mão no prato ... ai daquele ...” Mt 26:23-24; Mc 14:20-21; Lc 22:21-23.

(Mat 26:23) E ele, respondendo, disse: O que põe comigo a mão no prato, esse me há de trair.    (24) Em verdade o Filho do homem vai, como acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido.

(Mc 14:20) Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que põe comigo a mão no prato.    (21) Na verdade o Filho do homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para o tal homem não haver nascido.

(Lc 22:21) Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa.    (22) E, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!    (23) E começaram a perguntar entre si qual deles seria o que havia de fazer isto.

9. João: “Quem é?” João 13:23-25.

(João 13:23) Ora, um de seus discípulos, aquele a quem JESUS amava, estava reclinado no seio de JESUS.    (24) Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava.    (25) E, inclinando-se ele sobre o peito de JESUS, disse-lhe: Senhor, quem é?

10. CRISTO, só a João: “É aquele ... bocado molhado” João 13:26. (estavam comendo os restos das duas ceias)

(João 13: 26) JESUS respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão

11. Satanás se apossa de Judas. João 13:27a

(João 13:27a) E, após o bocado, entrou nele Satanás. ...

12. Judas Iscariotes: “Sou eu, Rabi?” Mt 26:25a.

(Mat 26:25a) E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura sou eu, Rabi.

13. CRISTO: “Tu o disseste.” Mt 26:25b.

(Mat 26:25b) Ele disse: Tu o disseste.

14. CRISTO: “... faze-o depressa.” João 13:27b-29.

(João 13:27b-30) ... Disse, pois, JESUS: O que fazes, faze-o depressa. (28) E nenhum dos que estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto.    (29) Porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que JESUS lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa; ou que desse alguma coisa aos pobres.

15. Judas sai. João 13:30.

 (João 13:30) E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite.

16. Apóstolos: “Quem de nós será o maior?” Lc 22:24.

(Lc 22:24) E houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior

17. CRISTO repreende os apóstolos. Lc 22:25-27.

(Lc 22:25) E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores.    (26), mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.    (27) Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve

18. CRISTO revela aos apóstolos que eles reinarão. Lc 22:28-30.

(Lc 22:28) E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações.    (29) E eu vos destino o reino, como meu Pai mó destinou, (30) Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel.

19. CRISTO lava os pés dos apóstolos. João 13:2-17.

(João 13:2) E, acabada a ceia, tendo o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, JESUS, (3) sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de DEUS e ia para DEUS, (4) Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.    (5) Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.    (6) Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?    (7) Respondeu JESUS, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.    (8) Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe JESUS: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.    (9) Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. (10) Disse-lhe JESUS: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos.    (11) Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos.    (12) Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?    (13) Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.  (14) Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.    (15) Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.    (16) Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.    (17) Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.

20. Hino. Mt 26:30a; Mc 14:26a.

(Mat 26:30a) E, tendo cantado o hino, ...

(Mc 14:26a) E, tendo cantado o hino, ...

21. Saída para o Monte das Oliveiras. Mt 26:30b; Mc 14:26b; Lc 22:39.

(Mat 26:30b) ... saíram para o Monte das Oliveiras.

(Mc 14:26b) ... saíram para o Monte das Oliveiras.

22. (no caminho) CRISTO anuncia Sua glorificação, ausência, e novo mandamento. João 13:31-35.

(João 13:31-35) Tendo ele, pois, saído, disse JESUS: Agora é glorificado o Filho do homem, e DEUS é glorificado nele.    (32) Se DEUS é glorificado nele, também DEUS o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar.    (33) Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde eu vou não podeis vós ir; eu vo-lo digo também agora.    (34) Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.  (35) Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

23. CRISTO adverte a Pedro. Mc 14:27-31; Lc 22:31-34; João 13:36-38.

(Mc 14:27) E disse-lhes JESUS: Todas vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.    (28), mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.    (29) E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.    (30) E disse-lhe JESUS: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.    (31), mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também.

(Lc 22:31) Disse também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; (32) Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.    (33) E ele lhe disse: Senhor, estou pronto a ir contigo até à prisão e à morte.    (34), mas ele disse: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces

(João 13:36-38) Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? JESUS lhe respondeu: Para onde eu vou não podes agora seguir-me, mas depois me seguirás.    (37) Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida.    (38) Respondeu-lhe JESUS: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes.

24. As duas espadas. Lc 22:35-38.

(Lc 22:35) E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.    (36) Disse-lhes pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; (37) Porquanto vos digo que importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que está escrito de mim terá cumprimento.    (38) E eles disseram: Senhor, eis aqui duas espadas. E ele lhes disse: Basta.


CONCLUSÃO:

No ano 32 segundo nosso calendário, CRISTO foi traspassado e verteu todo Seu sangue ao anoitecer de uma quarta-feira (nossa). Para os judeus, esta ocasião foi o fim do dia 14 de Nissan, portanto foi a hora da imolação do cordeiro da Páscoa e o início do quinto dia da semana. Este quinto dia da semana foi também considerado um sábado (que significa dia de cessação dos trabalhos), pois, sendo o primeiro dia da festa dos pães asmos, era dia religioso a ser guardado em descanso. CRISTO ressuscitou durante a noite do sábado para o domingo. Portanto, como tinha profetizado, CRISTO ficou exatamente 3 dias completos e 3 noites completas no seio da terra, com a porta do túmulo fechada, até que ressuscitou e dele saiu.

Por tudo isso, a última ceia do Senhor com seus apóstolos ocorreu numa noite da terça para a quarta-feira, noite que chamaríamos 13 de abril, mas que, para CRISTO, já era 14 de Nissan e, para outros judeus, era 13 de Nissan.

Notemos que, devido a diferenças na determinação da hora exata da uma lua cheia, em certos anos havia alguns judeus que começavam a contar o 1o. dia do ano antes dos demais. Isto ocorreu naquele ano. Para CRISTO e seus discípulos, aquela terça-feira era 14 de Nissan, enquanto para os demais era somente 13 de Nissan. Por isso, CRISTO guardou a Páscoa 1 dia antes dos demais.

Julgue se assim mesmo e aproveite o que for bom.

 

sexta-feira, 27 de março de 2026

LÁZARO, O AMIGO DE JESUS

A Familia de Lazaro

LÁZARO, O AMIGO DE JESUS

Falar sobre Lázaro, aqui vemos o lado mais humano de Jesus — sua dor, seu cansaço e seu amor profundo por uma família comum de Betânia.

1. O Atraso Proposital (O Tempo de Deus)

Quando as irmãs de Lázaro, Marta e Maria, enviaram o recado: "Senhor, aquele a quem amas está doente", Jesus não correu. Ele esperou dois dias.

  • A Lição: O atraso de Deus não é indiferença, é estratégia. Jesus queria que a situação saísse do campo da "cura" (algo que ele já fazia muito) para o campo da "ressurreição", para que a Glória de Deus fosse inquestionável.
  • O Versículo Chave: "Esta doença não é para morte, mas para a glória de Deus" (João 11:4).

2. A Humanidade e a Divindade de Jesus

O encontro de Jesus com as irmãs em luto nos revela o versículo mais curto e um dos mais profundos da Bíblia: "Jesus chorou" (João 11:35).

  • A Empatia: Ele sabia que ressuscitaria Lázaro em minutos, mas ainda assim chorou ao ver a dor de Maria. Isso mostra que Ele se importa com o nosso sofrimento presente, mesmo sabendo que o final será feliz.
  • A Autoridade: Logo após chorar como homem, Ele age como Deus. Ele não pede permissão à morte; Ele dá uma ordem.

3. O Milagre e a Participação Humana

Um detalhe fascinante na ressurreição de Lázaro é que Jesus pede para os homens fazerem o que estava ao alcance deles: "Tirai a pedra".

  • Remover a Pedra: Jesus poderia ter feito a pedra desaparecer, mas Ele exige participação. Para o milagre acontecer, precisamos remover os obstáculos humanos (incredulidade, medo, orgulho).
  • Desatai-o: Depois que Lázaro sai do túmulo, ele ainda está preso nas faixas de linho. Jesus ordena: "Desatai-o e deixai-o ir". Isso nos ensina que, após a "vida nova", precisamos de ajuda da comunidade para nos livrar dos velhos costumes da morte.

Resumo para Reflexão

Personagem

Reação/Papel

Lição Espiritual

Marta

Racional e Prática

Fé que precisa de entendimento.

Maria

Emocional e Devota

Fé que se expressa na adoração e entrega.

Lázaro

Passivo (O milagre)

Testemunho vivo de que a morte não tem a última palavra.

Jesus

O Ressurreitor

Ele é a solução, mesmo quando parece tarde demais.

Dica de Estudo: Leia também João 12:1-11. Lá vemos que, após ser ressuscitado, Lázaro se tornou um "problema" para os fariseus, porque muitos criam em Jesus por causa do seu testemunho. Sua vida recuperada falava mais que qualquer sermão.

Um amigo é alguém de quem gostamos e em quem confiamos e com quem compartilhamos alegrias e tristezas. Lázaro teve o privilégio de ser considerado por JESUS um amigo (Jo 11.11), o que significa que ele tinha qualidades e virtudes segundo os padrões do Mestre.

1.1. A história de Lázaro   


Não sabemos muita coisa sobre Lázaro, apenas que tinha duas irmãs, Marta e Maria, e experimentou o milagre de ter sido ressuscitado por JESUS após quatro dias de morto. Ele era de Betânia da Judeia, onde morava com suas irmãs. Seu nome é uma forma abreviada do nome hebraico Eleazar, que significa “aquele a quem DEUS ajudou”.

Novo Dicionário da Bíblia: “Os estudiosos do Novo Testamento conhecem bem as duas irmãs da casa de Betânia, onde JESUS era sempre bem recebido, mas nada em absoluto sabem sobre o caráter e o temperamento de Lázaro. […J Ele aparece na história evangélica não por causa de quaisquer qualidades excelentes em sua personalidade, nem por causa de qualquer grande realização, mas unicamente por causa do maravilhoso milagre que foi operado nele. Talvez fosse do tipo mais comum possível de homem, dificilmente conhecido além de um quilômetro de sua casa; e, no entanto, foi com ele que aconteceu esse fato maravilhoso’.

1.2. A melhor parte    

JESUS foi visitar seu amigo Lázaro, onde foi recebido por Marta. Ela, então, disse a JESUS que sua irmã, Maria, não queria ajudá-la a preparar as refeições nem servir as visitas, e ela estava cuidando de tudo sozinha (Lc 10.38-40). Maria, por sua vez, estava aos pés de JESUS, ouvindo a Sua Palavra. Diante do embate, JESUS ressaltou o excesso de zelo de Marta e explicou a ela que Maria escolheu a melhor parte: aprender Seus ensinamentos.

Pr. Valdir Oliveira, no livro Ouro Refinado, comenta: “JESUS visita Marta e Maria em Betânia, uma pequena aldeia na encosta oriental do Monte das Oliveiras, cerca de 3km de Jerusalém. Ele se depara com uma situação desconfortável entre as duas irmãs anfitriãs, uma reclamando da outra por assuntos domésticos. JESUS tem uma saída digna, sem ofender nenhuma delas”.

1.3. O perigo do excesso de atividades       

Às vezes, estamos tão atarefados com as coisas deste mundo que deixamos a vida espiritual de lado. Devemos ter a organização e o empenho de Marta no serviço ao Mestre, mas também cultivar um coração disponível como o de Maria. JESUS não condenou Marta, apenas ressaltou que a ansiedade estava roubando o lugar da Palavra, algo que Maria estava priorizando (Mt 6.33).

Pr. Valdir Oliveira em Ouro Refinado: “O que fazer para ter o coração de Maria nos dias de Marta? Não deixe que a vida sufoque você ao ponto de perder JESUS de vista; não dê mais valor às ocupações na igreja do que a sua vida de integridade e intimidade com DEUS; não fique prestando atenção no seu irmão, faça o que é certo e desempenhe o seu papel; escolha sempre que possível a melhor parte, a qual não lhe será tirada. Invista mais no espiritual, que a ferrugem não corrói nem o ladrão rouba’.

Estamos tão atarefados com as coisas deste mundo que, por vezes, deixamos a vida espiritual de lado.

2- QUEM CRER VERÁ A GLÓRIA DE DEUS


Ao ver a tristeza de Marta pela morte de Lázaro, que estava morto há quatro dias, JESUS lhe disse: “Se creres verás a glória de DEUS’; Jo 11.40. Ele, então, mandou remover a pedra do túmulo de Lázaro. Enquanto todos esperavam ver para crer, JESUS ensina o contrário: é preciso crer para ver.

2.1. Presença do Senhor   

As irmãs de Lázaro ficaram apreensivas com a demora de JESUS após ter sido avisado que Lázaro, Seu amigo, estava doente. Quando JESUS chegou, elas disseram que se Ele estivesse ali, Lázaro não teria morrido (Jo 11.21,32). Realmente, se JESUS estivesse presente, o irmão delas não teria morrido, mas a incredulidade permaneceria: “Eu não estava aqui por amor a vós, para que acrediteis’; Jo 11.15.

Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento: “Nisto, Marta, como também Maria (Jo 11.32), são muito parecidas com você e comigo. Nós estamos convencidos de que JESUS tem poder para realizar milagres. Estamos convencidos de que Ele pode fazer qualquer coisa. Sabemos e estamos convencidos de que Ele morreu e ressuscitou por nós e, quando retornar, JESUS conduzirá os crentes que morreram à vida eterna. Mas será que uma grande parte de nossa fé no poder que JESUS tem para atuar limita a Sua obra a um passado distante, ou a um futuro longínquo? Quanto da nossa fé se concentra no agora? Com que frequência esperamos que Ele trabalhe em nós e para nós em nosso hoje?”

 

2.2. JESUS chorou    


Na Bíblia, encontramos registros sobre o choro de JESUS em duas ocasiões: na entrada triunfal em Jerusalém, quando disse que dias viriam em que os inimigos os cercariam com trincheiras, os sitiariam e os apertariam de todos os lados, porque não aproveitaram a oportunidade que DEUS concedeu para salvá-los (Lc 19.28-44); e quando chegou ao túmulo de Lázaro e viu as pessoas chorando. Isso nos mostra que JESUS se importa com o sofrimento humano, seja como consequência de rebeldia ou atitudes impensadas, seja pelas contingências da vida.

Comentário na Bíblia de Estudo Pentecostal: “JESUS Chorou. Neste pequeno versículo da Bíblia, está revelado o profundo pesar de DEUS pelas tristezas do seu povo. O verbo “chorou” (gr. dakruo) indica que, a princípio, JESUS derramou lágrimas e a seguir pranteou em silêncio. Que esse fato seja um consolo para todos aqueles que sofrem. CRISTO sente por você o mesmo pesar que Ele sentiu pelos parentes de Lázaro. Ele ama você de igual modo. E note-se que este versículo faz parte do livro da Bíblia que mais ressalta a divindade de JESUS. Aqui vemos JESUS, o DEUS feito homem, i.e., o próprio DEUS chorando. DEUS realmente tem amor profundo, emotivo e compassivo por você e pelos outros (Lc 19.41)’.

2.3. JESUS manda remover a pedra     

JESUS manda remover a pedra, um tipo de tampa do sepulcro naqueles dias. Na cultura judaica, o corpo deveria ser sepultado o mais breve possível, de preferência no mesmo dia da morte. Àquela altura, com certeza, já estava em estado de decomposição (Jo 11.39). Para o Senhor JESUS, o estado do corpo não era impedimento; mas, sim, a incredulidade. E Ele disse a Marta: “Se creres verás a glória de DEUS?”: Jo 11.40.

Pr. Valdir Oliveira comenta: “Pedra dá uma conotação de coração endurecido (a) A pedra da incredulidade: Sei que vai ressuscitar no último dia (Jo 11.24); Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido (Jo 11.21); Vamos nós também para morrer com ele (Jo 11.16); (b) A pedra da murmuração: Não podia Ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também que este não morresse? (Jo 11.37); (c) A pedra da insensibilidade: A trama para matar JESUS quer eliminar o profeta (Jo 11.53), mas também Lázaro; eliminando o milagre (Jo 12.10)”.

Enquanto todos esperavam ver para crer, JESUS ensina o contrário: é preciso crer para ver.

3- JESUS TRAZ LÁZARO DE VOLTA À VIDA  

Quando soube que Lázaro adoeceu, JESUS estava no lado leste do rio Jordão (Jo 10.40), região que ficava cerca de um dia de viagem de Betânia. Como JESUS não partiu de imediato, quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias. JESUS sabia do milagre que iria fazer ali, mas provou a fé daquelas pessoas antes de trazer Seu amigo à vida novamente.

3.1. JESUS é a ressurreição e a vida    

“Eu sou a ressurreição e a vida”: Jo 11.25; declarou JESUS para ensinar que somente nEle temos a Vida Eterna. Assim confortou Marta e ressaltou a necessidade de crer: “todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá”: Jo 11.26. Embora JESUS estivesse falando da Vida Eterna, Marta não compreendeu bem: “Eu sei que ele ressurgirá na ressureição, no último dia” (Jo 11.24). E Ele ressaltou que Lázaro ainda não estava partindo para a eternidade, mas seria ressuscitado.

Pr. Amador Carlos dos Santos (Revista Betel, Evangelho de João, 2002) comenta: “A ressureição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras e refere-se ao ato de DEUS de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressureição. Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de CRISTO: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor JESUS CRISTO, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Fp 3.20-21)’.

3.2. Lázaro, venha para fora              

Após removerem a pedra do sepulcro, JESUS ordenou que Lázaro viesse para fora, e ele veio, ainda envolto em faixas e com o rosto envolto num pedaço de pano (Jo 11.43,44). Esse milagre rendeu duas coisas: (1) muitos finalmente creram em JESUS como o enviado de DEUS; (2) a notícia se espalhou e, daquela hora em diante, os líderes judaicos começaram a planejar a morte de JESUS e também de Lázaro (Jo 11.45-53).

Pr. Amador Carlos dos Santos (2002): “Diante de uma caverna aberta e cheirando mal, JESUS dirigiu-se a um defunto de quatro dias e disse: “Lázaro, vem para fora” (Jo 11.43). Imediatamente, o defunto saiu ligado com faixas e o rosto envolto num lenço (Jo 11.45). Isto tem um simbolismo glorioso com o que acontecerá na ressurreição dos salvos (Jo 5.28-29; 1Ts 4.16-17). JESUS chamou a Lázaro pelo nome, com a autoridade que o Pai lhe conferiu. Tão logo JESUS falou, Lázaro surgiu à porta do sepulcro. Foi, então, que o Senhor disse: `Desatai-o e deixai-o ir”‘.

3.3. O privilégio de ser amigo de JESUS    

JESUS disse que dar a vida pelos amigos é uma grande demonstração de amor e que Seus amigos são os que obedecem aos Seus Mandamentos: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando’; Jo 15.13,14.

Comentário no Novo Testamento Interpretado versículo por versículo: …Nosso amigo… “Aqui temos uma expressão de amor e amizade de todo o coração do que os discípulos também participavam e deviam participar[…] Observamos, igualmente, o tipo de condescendência com que nosso Senhor compartilhava de sua amizade pessoal com os discípulos, JESUS chamou de “amigos” aos seus apóstolos (ver João 15.14-15 e Lucas 12.4). […] Compare-se com isso a declaração neotestamentária de que Abraão era “amigo de DEUS” (Tg 2.23). […] Essa expressão, pois, relembrou aos discípulos de JESUS que Lázaro era amigo, e precisava de sua ajuda, a despeito dos perigos que haviam sido frisados, e que envolveriam a volta de JESUS à Judeia’.

JESUS provou a fé daquelas pessoas antes de trazer Lázaro à vida novamente.

Reflexão:

A amizade com Lázaro destaca a humanidade e o cuidado de JESUS, enquanto o milagre de ressuscitar Lázaro aponta para o poder de JESUS como o Filho de DEUS.

 

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