ISMAEL E ISAQUE - 2 IRMÃOS EM CONFLITO
Aqui
está um resumo dessa dinâmica familiar complexa:
1.
As Origens: Promessa vs. Impaciência
A
raiz do conflito não começou com os meninos, mas com seus pais, Abraão e Sara.
Deus havia prometido um filho a Abraão, mas os anos passaram e Sara continuava
estéril.
- Ismael: Fruto
da tentativa humana de "ajudar" a Deus. Sara sugeriu que Abraão
tivesse um filho com sua serva egípcia, Agar. Ismael nasceu quando Abraão
tinha 86 anos.
- Isaque: O
"filho da promessa". Nasceu milagrosamente quando Abraão tinha
100 anos e Sara 90, conforme a profecia divina.
2.
O Ponto de Ruptura
O
conflito explodiu durante a festa de desmame de Isaque. A Bíblia narra que Sara
viu Ismael (então um adolescente de cerca de 14 anos) caçoando ou zombando de
Isaque.
Para
Sara, aquilo não era apenas uma brincadeira de criança, mas uma ameaça à
herança de seu filho. Ela exigiu que Abraão expulsasse Agar e Ismael. Embora
Abraão tenha ficado muito abalado, Deus o instruiu a ouvir Sara, garantindo que
Ismael também se tornaria uma grande nação por ser descendente de Abraão.
3.
Paralelos e Diferenças
Embora
irmãos, seus caminhos foram drasticamente diferentes:
|
Característica |
Ismael |
Isaque |
|
Significado do
Nome |
"Deus
ouve" |
"Ele
ri" (ou "Riso") |
|
Mãe |
Agar (serva
egípcia) |
Sara (esposa
legítima) |
|
Legado
Espiritual |
Considerado o
ancestral dos povos árabes. |
Considerado o
ancestral do povo de Israel. |
|
Natureza |
Descrito como um
"jumento selvagem" (homem livre/indômito). |
O herdeiro da
Aliança estabelecida com Abraão. |
4.
O Reencontro e o Legado
Apesar
da separação traumática no deserto, há um momento de trégua narrativa: a Bíblia
registra que Ismael e Isaque se uniram para sepultar o pai, Abraão, na caverna
de Macpela (Gênesis 25:9). Isso sugere que, em algum nível, houve um
reconhecimento mútuo de sua linhagem comum.
A
Visão Teológica
No
Novo Testamento, o apóstolo Paulo usa a história desses dois irmãos como uma alegoria:
- Ismael
representa a escravidão e o esforço humano (a Lei).
- Isaque
representa a liberdade e a promessa divina (a Graça).
Essa história mostra como decisões familiares podem moldar a história da humanidade.
TEXTO
BIBLICO:
“Não são os filhos da carne que são filhos de DEUS, mas os
filhos da promessa são contados como descendência” (Rm 9.8).
Gl 4.22 ABRAÃO TEVE DOIS FILHOS. Paulo emprega uma ilustração para demonstrar a
diferença entre o antigo e o novo concerto. Agar representa o antigo concerto,
firmado no monte Sinai (v. 25); os seus filhos vivem agora sob esse concerto e
nascem segundo a carne (v.23), i.e., não têm o ESPÍRITO SANTO. Sara, a outra
esposa de Abraão, representa o novo concerto; os seus filhos, i.e., os crentes
em CRISTO, têm o ESPÍRITO e são verdadeiros filhos de DEUS.
Filhos
da carne: significa que nasceram da união física entre Abrão e Agar, união
essa, perfeitamente passível de gerar filhos, pois Agar era mulher jovem
(Geração natural).
Filhos
da promessa: São os filhos que DEUS prometeu a Abraão que seriam gerados a
partir de Sara, sua esposa, que não podia mais ter filhos e então seria
necessário um milagre ou intervenção de DEUS para que viesse a ser gerado o
filho da promessa, Isaque, de quem nasceria Esaú e Jacó, de Jacó os doze
patriarcas e daí para frente a nação de Israel e daí o messias, JESUS CRISTO e
deste os filhos de DEUS que são todos aqueles que o aceitam como senhor e
salvador.
VERDADE
PRÁTICA:
A fidelidade de DEUS é imutável e independente dos fracassos
humanos.
Rm
11.29 Porque os dons e a vocação de DEUS são sem
arrependimento.
Estas palavras se referem aos privilégios de Israel mencionados em 9.4,5 e
11.26. O contexto desta passagem tem a ver com Israel e os propósitos de DEUS
para aquela nação e não aos dons espirituais ou à vocação ministerial
relacionados com a obra do ESPÍRITO SANTO na igreja (cf. 12.6-8; 1 Co 12).
O DESPEDIMENTO DE AGAR E ISMAEL
21.5
NASCEU ISAQUE, SEU FILHO.
Isaque, o filho da promessa, finalmente nasceu no lar de Abraão e Sara. Através
de Isaque, DEUS continuaria seu concerto com Abraão (v. 12; 17.19). O
cumprimento da promessa de DEUS a Abraão teve lugar depois de vinte e cinco
anos (12.4). Bom é o Senhor para os que se atêm a ele (Lm 3.25); no tempo
determinado por Ele, suas promessas fielmente se cumprem.
21.17 DEUS OUVIU. DEUS sabia que era melhor que Agar e Ismael se
separassem de Abraão. Nem por isso DEUS desamparou os dois, pois permaneceram
na sua presença e sob seus cuidados (vv. 17-21). DEUS tinha um propósito para
Ismael, paralelo ao seu propósito para com Isaque, a saber: que dele faria uma
grande nação (v. 18).
Leitura bíblica: Gn 21.1-13
1
E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha
falado.2 E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo
determinado, que DEUS lhe tinha dito.3 E chamou Abraão o nome de seu filho que
lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.4 E Abraão circuncidou o seu filho
Isaque, quando era da idade de oito dias, como DEUS lhe tinha ordenado.5 E era
Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.6 E disse
Sara: DEUS me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.7 Disse
mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um
filho na sua velhice?8 E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um
grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.9 E viu Sara que o filho de
Agar, a egípcia, que está tinha dado a Abraão, zombava.10 E disse a Abraão:
Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com
meu filho, com Isaque.11 E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por
causa de seu filho.12 Porém DEUS disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus
olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a
sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.13 Mas também do filho
desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.
INTRODUÇÃO
Um
conflito entre irmãos tem influenciado gerações. Se os pais não educarem seus
filhos dentro da palavra de DEUS, ensinando-os a se amarem, se respeitarem e se
perdoarem mutuamente, nunca teremos sossego e nem harmonia dentro dos lares e
consequentemente entre as nações. A história familiar de Abraão e seus filhos
Ismael e Isaque provoca nos leitores mais assíduos da Bíblia, arrepios. São
árabes (Descendentes de Ismael) e judeus (Descendentes de Isaque), lutando por
uma terra que de direito espiritual pertence a Isaque e de direito material, de
possessão pela força, pertence a Ismael. Gênesis caps.16 a 25.
I. OS DOIS FILHOS DE ABRAÃO
1. ISMAEL (GN 16.1-5,15, 16).
Filho de Abrão com Agar (Escrava egípcia), filho de adultério
consentido por sua esposa Sara, que sem fé preferiu arriscar a desgraça de sua
família ao invés de crer em DEUS e esperar com paciência pelas suas promessas.
Abrão sendo tentado caiu na mesma cilada de Satanás.
Tg
1.13 Ninguém, sendo [tentado], diga: Sou [tentado] por DEUS; porque DEUS não
pode ser [tentado] pelo mal e ele a ninguém tenta.14 Cada um, porém, é
[tentado], quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;
Obs.
Ev. Henrique - Essa Agar era jovem e bonita hein! Veja que Ismael é filho de
Abrão e não de Abraão. - Tem muita diferença. (Na verdade falta um
"H" no nome de Abrahão, esse "H" é importante - vem do nome
de DEUS)
2. ISAQUE (GN 18.9-14; 21.1-3).
Aos
cem anos de idade Abraão vê o milagre do nascimento de Isaque acontecer (Gn
17.19). Ler Gálatas 4.22-31.
Filho de Abraão com Sara, filho da promessa.
Gn
17.19 E DEUS lhe respondeu: Na verdade, Sara, tua
mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás [Isaque]; com ele estabelecerei
o meu pacto como pacto perpétuo para a sua descendência depois dele.
Abraão,
no início da narração de sua vida, na Bíblia, era chamado simplesmente
"Abrão" (em hebraico Abram), que significa “Grande Pai”. Era um
nome irônico, pois ele não tinha filhos. A partir de Gênesis 17 o seu nome se
transforma em Abraão (em hebraico Avraham), que significa "pai de
muitos". Isso aconteceu porque lhe foi prometida, por DEUS, uma grande
descendência.
Concluindo,
o novo nome, na bíblia é uma metáfora da missão a qual o personagem é chamado:
Abrão, homem sem filhos, ironicamente chamado de "grande pai", se
torna Abraão, o pai efetivo de uma multidão, do povo de Israel!
Diferente
da nossa cultura, onde o nome é escolhido pela "estética", o povo
israelita e descendentes atribuem um pesado significado ao nome. DEUS também
utiliza esse raciocínio em Apocalipse: Quem tem ouvidos, ouça o que o ESPÍRITO
diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma
pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão
aquele que o recebe. Apocalipse 2:17 Aqui diz que somente nós conheceremos o
novo nome porque só nós mesmo saberemos o sentido do nosso novo nome,
justamente porque apenas cada um de nós, e DEUS, conhece nossas lutas e
vitórias mais íntimas.
Gerado
milagrosamente de uma mãe de 90 anos e um pai de 100 anos; esse é o cumprimento
das promessas de DEUS a Abrão.
Gn
17.21 O meu pacto, porém, estabelecerei com [Isaque], que Sara te dará à luz
neste tempo determinado, no ano vindouro.
II. O SURGIMENTO DO CONFLITO ENTRE OS DOIS IRMÃOS
Porque
está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre.
Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre,
por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças;
uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar
é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois
é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe
de todos nós. Gálatas 4:22-26
O apressamento de Sara e Abrão pela resposta de DEUS quanto a um filho fê-los
agir sem fé. Por isso, o filho de Agar é o filho da carne, e o filho de Sara é
o filho da promessa (Gl 4.22-31).
1.
O começo do conflito (Gn 16.4-6).
Do
ponto de vista da Bíblia, Ismael não é o filho da fé, e sim da
incredulidade.
O COMEÇO DO CONFLITO É ESPIRITUAL, POIS ISMAEL NASCEU DE UM
ADULTÉRIO MASCARADO E PERMITIDO POR SARA QUE SEGUIU OS COSTUMES DOS POVOS AO
INVÉS DE PERGUNTAR A DEUS QUAL SUA OPINIÃO.
PARA
SERMOS POVO DE DEUS TEMOS QUE SABER SUA VONTADE E NÃO O QUE DIZ A CARTILHA
MUNDANA.
Do
ponto de vista apenas humano o conflito teve início quando Sara se sentiu
humilhada por sua escrava egípcia que a estava tratando como subalterna e não
como patroa.
2. A razão do conflito (Gn 21.9-12).
Esse
texto bíblico não deixa dúvidas. A rivalidade entre os dois povos nunca foi
totalmente amenizada.
A PRINCIPAL RAZÃO PARA O CONFLITO É ESPIRITUAL,
POIS SATANÁS SABENDO DA PROMESSA DE DEUS TENTOU POR TODOS OS MEIOS FAZER COM
QUE ISMAEL FICASSE EM POSIÇÃO SUPERIOR À DE ISAQUE PARA QUE AS PROMESSAS DE
DEUS NÃO SE CUMPRISSEM CABALMENTE E ASSIM DEUS FOSSE PROCLAMADO MAL-SUCEDIDO.
Do
ponto de vista apenas humano a razão do conflito era o tratamento de Ismael ao
seu irmão menor, humilhando-o perante os outros. O perigo da herança estava em
jogo também, pois o costume do povo era que o filho primogênito (mais velho),
ficasse com a herança de seu pai quando ele morresse ou ficasse muito velho
para administrá-la, não se baseava ainda na lei, pois ela ainda não havia sido
dada. Toda administração ficava por conta do primogênito. Labão é um exemplo
disso.
III. A JUSTIÇA IMPARCIAL DE DEUS
1. DEUS não abandonou Ismael no deserto (Gn
21.14, 15).
Agar
e seu filho Ismael tomaram o caminho do deserto sem saber para onde ir,
mas diz a Bíblia que ela tomou o caminho do deserto de Berseba.
Creio
que DEUS ouviu a oração de seu servo Abraão novamente. No meu entender Abraão
intercedeu por seu filho que seguiu em direção ao deserto com Agar sua mãe;
então a benção de DEUS veio sobre Ismael e os olhos de Agar se abriram para ver
o que não havia visto ainda, um poço bem pertinho; é assim mesmo, às vezes
nossa bênção está tão próxima e não a vemos, só precisamos de abrir nossos
olhos espirituais para tomar posse das bênçãos que DEUS já nos tem dado, mas
elas só são nossas pela fé. A bíblia diz que DEUS ouviu a voz do menino, não de
sua mãe.
E
ouviu DEUS a voz do menino, e bradou o anjo de DEUS a Agar desde os céus, e
disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque DEUS ouviu a voz do menino desde o
lugar onde está. Gênesis 21:17
2. DEUS fez da semente de Ismael uma grande nação.
Diz
a Bíblia que Ismael cresceu no deserto, tornou-se arqueiro ou
flecheiro. (Gn 16.12; Jó 39.5-8).
A
nação Árabe que são o resultado da bênção de DEUS sobre Ismael é hoje um povo
imenso e muito rico que tem influenciado todas as nações do mundo com sua
religião (Islamismo = 2ª ou 1ª maior religião do planeta?), sua cultura e sua
extraordinária capacidade empresarial. Também o petróleo dos Árabes tem
alimentado os veículos e fábricas em todo o mundo, petróleo esse que tem
sido motivo de cobiça por parte principalmente dos Estados Unidos.
3. A injustiça humana não anula a justiça
divina.
Aprendemos
na Bíblia que a justiça divina tem sua base na misericórdia.
Embora
nos pareça injusta a atitude de Sara e de Abraão em expulsar Agar e Ismael,
devemos lembrar de que DEUS sendo consultado por Abraão disse que esta era a
medida correta a ser tomada. DEUS já tinha um plano para Ismael e esse plano
não o incluía na promessa dada a Abraão, portanto DEUS abençoou a Ismael porque
não pode ser injusto e nem mal, mas é misericordioso e bondoso para com todos.
IV. O CONFLITO NÃO RESOLVIDO HOJE
1. A realidade desse conflito hoje.
Os
descendentes de Ismael reivindicam não só o direito de posse daquela terra
que o Senhor deu aos descendentes de Isaque, mas também a origem Abraâmica de
seu pai, Ismael.
Hoje
Israel possui aproximadamente o tamanho do território de Sergipe no Brasil -
aproximadamente 20.000 Km².
Origem dos povos:
Palestina: corresponde à Judéia e à Canaã do mundo antigo. Os romanos se
referiam à Síria Palestina, que era a terra dos filisteus (philistinos). Os
britânicos e a ONU foram os responsáveis por esse nome Palestina, que
biblicamente não existe, pois, todo esse território pertence a Israel, dado por
DEUS.
Israel: em hebraico a palavra Israel significa “Vencedor de DEUS”, de isra
(venceu) e el (DEUS). Em 1948, foi instituído o Medinat Israel (Estado de
Israel). Lembre-se que as palavras Judeus e hebreus são sinônimos.
OS HERDEIROS
O nome
da legítima mulher de Abraão era Sara. Foi dela que ele obteve tardiamente um
filho, cujo nome era Isaque. Este é o filho da promessa, o legítimo herdeiro
dos vínculos sagrados existentes entre DEUS e o seu povo Israel. O DEUS que
tudo criou em seis dias e descansou no sétimo, o proprietário deste planeta
originalmente informe e vazio, o DEUS e Senhor de todo o Universo, fez
promessas sob o conserto estabelecido com Abraão, respeitantes à possessão de
um território bem demarcado. E essas promessas de caráter eterno seriam
extensivas à posteridade do patriarca Abraão. Antes de Isaque ser concebido,
Sara entendeu, porque era estéril, que o seu marido deveria gerar um filho
através de sua escrava Agar. É assim que nasce Ismael, o primeiro filho de
Abrão. Embora para ele DEUS não tivesse reservado nem intenções nem promessas,
é-lhe dada em possessão também uma área geográfica demarcada e um destino divinamente
estabelecido. Depois da morte de Sara, Abraão volta a casar. Desta vez com
Quetura. Com Quase 140 anos o velho patriarca ainda gera desta mulher 6 filhos:
Zamrã, Jocsã, Madã, Madiã, Jesboc e Suá. Também para estes DEUS reserva um
destino e um lugar na Terra. YAHWEH - o DEUS de Abraão, Isaque e Jacó - o
criador e proprietário deste planeta onde habitamos - é quem estabelece e
determina o destino dos homens e dos povos. É Ele pois a única entidade que nos
pode esclarecer na nossa pesquisa das origens, História e futuro de todos os
povos e nações. Na Sagrada Escritura é possível encontrar todos esses planos,
História e ditames divinos.
AS HERANÇAS
Desde
o grande rio Egito (entenda-se Nilo) até ao grande rio Eufrates - esta é a
possessão total da semente de Abraão.
"Naquele mesmo dia, fez o Senhor um concerto com Abraão
dizendo: à tua semente, tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao
grande rio Eufrates;" Genesis
15.18
Isto
quer dizer que todos os oito filhos que procederam do patriarca têm direito,
por mandato divino, a toda esta extensão territorial - desde o Egito, costas do
Mediterrâneo, até à Assíria, terminando a oriente nas margens do grande rio que
deságua no Golfo Pérsico. O território dos filhos de Cam, netos de Noé - os
heteus ou hititas, os amorreus, todos os cananeus nas suas tribos, os jebuseus
e filisteus - concedeu DEUS aos descendentes de Abraão.
"E o queneu, e o queneseu, e o cadmoneu, e o heteo, e o
pereseu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o
jebuseu." Genesis
15.19-21
Existe,
porém, uma distinção entre a promessa relativa a Isaque e as promessas feitas
em relação a Ismael e aos 6 filhos de Ketura:
"E
quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei
frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e
dele farei uma grande nação. O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o
qual Sara te dará, neste tempo determinado, no ano seguinte."
"E Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Ketura; e
gerou-lhe Zimran, e Jocsan, e Medan, e Midian, e Jisbac, e Sua. E Jocsan gerou
Seba e Dedan: e os filhos de Dedan foram Assurim, e Letusim e Leumim. E os
filhos de Midian foram Efa, e Efer, e Henoch, e Abida, e Elda: estes todos
foram filhos de Ketura. Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; mas aos
filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes, e, vivendo ele
ainda, despediu-os do seu filho Isaque, ao oriente, para a terra oriental." Genesis 17.20-21/ 25.1-6
Pelo
testemunho bíblico podemos depreender que Isaque permaneceu no lugar em que
Abraão habitava, isto é, Hebrom, a ocidente do Jordão; enquanto aos outros
filhos foi dada ordem de se estenderem para oriente. Até nos é possível saber
qual a área territorial atribuída aos doze filhos de Ismael: O norte da
península arábica, envolvendo o deserto a oriente do Egito até ao sul da
Assíria.
"Estas, porém, são as gerações de Ismael, filho de Abraão,
que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão. E estes são os nomes dos
filhos de Ismael pelos seus nomes, segundo as suas gerações: o primogênito de
Ismael era Nebajoth, depois Quedar, e Abdeel, e Mibsam, e Misma, e Duma, e
Massa, Hadar, e Tema, Jetur, Nafis e Quedma. Estes são os filhos de Ismael, e
estes são os seus nomes, pelas suas vilas e pelos seus castelos: doze príncipes
segundo as suas famílias. Estes são os anos da vida de Ismael, cento e trinta e
sete anos; e ele expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo. E habitaram
desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, indo para Assur; e fez o seu
assento diante da face de todos os seus irmãos." Genesis 25.12-18
Entretanto
o juramento feito a Abraão é reiterado mais tarde a Isaque, envolvendo o
território de Gaza, onde se situam as cidades por ele edificadas no vale do rio
Gerar.
"E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos
dias de Abraão: por isso, foi-se Isaque a Abimelech, rei dos filisteus, em
Gerar. E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra
que eu te disser: peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei;
porque a ti e à tua semente darei todas estas terras, e confirmarei o juramento
que tenho jurado a Abraão, teu pai, e multiplicarei a tua semente, como as
estrelas dos céus, e darei à tua semente todas estas terras; e em tua semente
serão benditas todas as nações da terra; porquanto Abraão obedeceu à minha voz,
e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas
leis. Assim, habitou Isaque em Gerar." Gen. 26.1-6
Assim
temos, embora com algumas misturas e entrosamentos tribais, a demarcação
geográfica das possessões de Israelitas, Ismaelitas e árabes, com o respectivo
povoamento das diversas regiões. Em linhas gerais temos: no norte da Palestina,
a ocidente do Jordão, acompanhando todo o litoral do Mediterrâneo, a nação de
Israel, neto de Abraão, filho de Isaque. A sul, desde o Nilo até ao Golfo
Pérsico, também corretamente chamado Golfo Arábico, estende-se o território
concedido aos Ismaelitas. Toda a península arábica, desde Sabá (o atual Iêmen)
ao sul, até Madiã, ao norte, na parte oriental do Sinai, pertence por direito
aos árabes, isto é, aos descendentes de Abraão e Quetura.
A CADA UM O SEU DIREITO
A expansão
do povo ismaelita e árabe e a fusão destes com os persas, vindos do sul da
Rússia - os indo-europeus -sem contar com a mistura entre islamitas e
judeus, derivada dos colonialismos e hegemonias europeias no Médio-Oriente, faz
com que hoje se confundam árabes com ismaelitas, e que se perca a noção dos
direitos de cada um destes povos, nomeadamente dos israelitas. Se nos munirmos
de um mapa poderemos perceber melhor a distribuição geográfica de cada um deles
e os seus direitos territoriais. Se houvesse entre eles um verdadeiro sentido
de fraternidade, todos os conflitos entre árabes e judeus se resolveriam e
estes povos poderiam viver como no paraíso. Se cada um respeitasse o direito
dos outros, poderiam viver como uma família, em paz e prosperidade. Mas não é
isso que acontece. Hoje, palestinianos reclamam os seus direitos à terra e à
autonomia. Os israelitas endurecem em intransigência. As facções árabes -
shiitas e sunitas - combatem-se, lutam entre si, fazem e desfazem alianças. O
Líbano, devastado pela guerra mais fratricida de que há memória, é o campo de
batalha entre Israel e o mundo árabe e das facções árabes que se digladiam
entre si.
Se
Abraão voltasse à vida, veria com tristeza os seus filhos a aniquilarem-se
entre si, inspirados por um ódio demoníaco e irracional. Com a proclamação do
Estado de Israel a 15 de maio de 1948 reacendem-se lutas antigas e
estabelecem-se oficialmente inimizades que se vão a pouco e pouco avolumando,
ao ponto de hoje depararmos com um conflito generalizado naquela região. A
disputa de fronteiras que já vem desde 1967 tem mantido judeus e palestinianos
num estado constante de guerra entremeado por negociações violentas. O Iraque
não é mais do que, juntamente com a Síria, o remanescente do antigo império
Assírio. Damasco é hoje ainda a capital desse antigo e florescente reino. É aí
mesmo que podemos situar o reduto dos principais inimigos de Israel; e é daí
também que saem as ameaças abertas ou veladas contra o povo escolhido de DEUS.
Enquanto
esta mentalidade nacionalista megalômana perdurar, será difícil os filhos de
Abraão estabelecerem laços duradouros de paz e fraternidade. A intenção de DEUS
em relação a todos eles é só uma - a de que vivam como irmãos, em
tranquilidade, harmonia e segurança - uma benção no meio da Terra. Será isto possível?
Manuel José dos Santos
2. A contenção do conflito.
Por
causa do pecado dos filhos de Israel, a dispersão do povo foi
inevitável. (Os 3.4,5; Ez 37.1-28).
Ez 37.1-14 A MÃO DO SENHOR... OSSOS. Por meio do ESPÍRITO SANTO, Ezequiel vê numa visão um vale cheio de
ossos secos. Os ossos representam toda a casa de Israel (v. 11), i.e., tanto
Israel como Judá, no exílio, cuja esperança pereceu na dispersão entre os
pagãos. DEUS mandou Ezequiel profetizar para os ossos (vv. 4-6). Os ossos,
então, reviveram em duas etapas:
(1) uma restauração nacional, ligada à terra (vv. 7,8), e
(2) uma restauração espiritual, ligada a fé (vv. 9,10). Esta
visão objetivou garantir aos exilados a sua restauração pelo poder de DEUS e o
restabelecimento como nação na terra prometida, apesar das circunstâncias
críticas de então (vv. 11-14). Não há menção da duração do tempo entre essas
duas etapas. (Não sabemos quando vai se iniciar o milênio antes de
experimentarmos o arrebatamento da Igreja e da Grande tribulação vir sobre os
habitantes da terra)
3. Disputa de primazia entre irmãos.
O
filho da promessa, de quem descende JESUS CRISTO, o Salvador do mundo, é o
que foi gerado por Sara, não por Agar. (Jo 3.6).
Fiel cumprimento de uma Aliança ratificada por DEUS com Abraão e sua descendência até que viesse o seu descendente, que é CRISTO.
Gl
3.16 Ora, a Abraão e a seu [descendente] foram feitas as promessas; não diz: E
a seus [descendente]s, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu
[descendente], que é CRISTO.
Gl
3.19 Logo, para que é a lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até
que viesse o [descendente] a quem a promessa tinha sido feita; e foi ordenada
por meio de anjos, pela mão de um mediador.
CONCLUSÃO
A grande lição que
aprendemos é que em CRISTO não há acepção de pessoas, de raça, de língua ou
cor, mas todos são um só em CRISTO JESUS.




