quarta-feira, 13 de maio de 2026

A MORTE DE JESUS, O CORDEIRO DE DEUS

 


A MORTE DE JESUS, O CORDEIRO DE DEUS

TEXTO BÍBLICO: Lucas 23:44-50

 “E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou (Lc 23:46).

A morte de Jesus, sob a perspectiva teológica do "Cordeiro de Deus", é o evento central da narrativa cristã, unindo o simbolismo do Antigo Testamento à consumação do Novo Testamento.

O texto de Lucas 23:46 captura o exato momento em que o sacrifício se completa, não como uma derrota, mas como uma entrega voluntária.

1. O Simbolismo do Cordeiro


Para entender a morte de Jesus, é preciso olhar para a tradição do Cordeiro Pascal. No Antigo Testamento, o sangue do cordeiro nos portais protegia os hebreus da morte no Egito.

  • A Substituição: Assim como o cordeiro morria no lugar do primogênito, Jesus é apresentado como aquele que assume a culpa da humanidade.
  • A Pureza: O animal deveria ser "sem defeito", refletindo a crença na natureza impecável de Cristo.

2. A "Grande Voz" e a Entrega Voluntária

Diferente de uma vítima comum de crucificação, que geralmente morreria por asfixia lenta e exaustão, Lucas enfatiza que Jesus clamou com "grande voz".

  • Isso sugere que Ele ainda detinha autoridade e força vital.
  • A morte não o "tomou"; Ele a entregou. Como Ele mesmo disse em outras passagens: "Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo" (João 10:18).

3. "Nas tuas mãos entrego o meu espírito"

Esta frase é uma citação do Salmo 31:5. Ao proferi-la, Jesus demonstra:

  • Confiança Absoluta: Mesmo no momento de maior dor e abandono aparente, Ele se dirige a Deus como "Pai".
  • Comunhão Restaurada: O ato de entregar o espírito simboliza que a missão de reconciliação entre a humanidade e o divino estava cumprida.

O Significado Teológico da Expiração

Quando o texto diz que Ele "expirou", encerra-se o ciclo do sacrifício vicário. Para o cristianismo, esse momento representa:

Elemento

Significado

O Véu Rasgado

O acesso direto a Deus, sem necessidade de intermediários humanos ou rituais antigos.

A Vitória sobre o Pecado

A dívida da humanidade é considerada paga ("Está consumado").

O Início da Nova Aliança

O sangue do Cordeiro estabelece um novo relacionamento entre Criador e criatura.

"Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro..." (Isaías 53:7)

A morte de Jesus, portanto, é lida não como o fim de um mestre, mas como o cumprimento de uma promessa milenar de redenção.

INTRODUÇÃO

A morte de Jesus Cristo na cruz não foi um acidente, foi uma agenda estabelecida por Deus. Você e eu não podemos desconsiderar a grandeza e a profundidade desta verdade, porque na mente de Deus, nos decretos de Deus, o Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo. Ele nasceu para morrer. Ele nasceu para ser o nosso substituto, nosso representante, nosso fiador. Na verdade, a cruz sempre esteve incrustada na mente de Deus, em Seu coração amoroso. Jesus Cristo jamais recuou diante dessa cruz. Ele caminhou resoluto para ela como um rei caminha para sua coroação. Portanto, a cruz de Cristo além de ser um fato já planejado na eternidade, expressa para você e para mim o gesto do maior amor de Deus por nós.

Se você ainda tem dúvida do amor de Deus, entenda que não há possibilidade de nós expressarmos de forma mais eloquente e mais profunda o amor de Deus por nós do que a manifestação da cruz. Ali aconteceu o maior de todos os sacrifícios. O Filho de Deus deixou o Céu, deixou a companhia dos anjos, deixou a glória do Pai, e veio e se humilhou, se fez servo; foi perseguido, foi preso, foi insultado, foi cuspido, foi zombado, foi escarnecido, foi pregado na cruz.

Com a morte de Jesus, ativou-se o contato da criatura com o Criador que fora quebrado no Éden e se tornou visível a ação de Deus na vida dos homens, de maneira que o céu, que parecia ser inatingível, tornou-se acessível aos homens por meio de Cristo Jesus. A morte de Jesus na cruz, que seria uma vitória do diabo, na verdade representou a própria derrota de Satanás.

I. AS ÚLTIMAS ADVERTÊNCIAS E RECOMENDAÇÕES

1. Aflição interior. Na plena certeza de que era chegado o momento que seria entregue nas mãos de seus inimigos, Jesus trata de dar as últimas advertências e recomendações aos seus discípulos. Citando o profeta Zacarias, Ele fala que todos os apóstolos, sem exceção, iam se escandalizar com Ele, quando Ele fosse ferido (Mc 14:27). Todos disseram que isso nunca aconteceria (Mc 14:31). Um pouco mais tarde, todos o abandonaram e fugiram (Mc 14:50). Mas Jesus se apressa em acrescentar que nem sua morte nem a fuga dos discípulos seriam definitivas. Ele ressuscitaria e iria antes deles para a Galileia. O lugar do começo deles (Mc 3:14) haveria de ser também o lugar do novo começo deles (Mc 16:7). Ser cristão é seguir a Cristo. Ele vai adiante de nós. Ele nos encontra e nos restaura nos lugares comuns da nossa vida.

Mas Pedro não concordou que isso aconteceria com Ele, isto é, que se escandalizaria em Jesus. Ele disse: “Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu” (Mc 14:29). Foi uma pretensão vaidosa. Pedro julgou-se melhor que os seus colegas. Ele pensou ser mais crente, mais forte, mais confiável que seus pares. Ele queria ser uma exceção na totalidade apontada por Jesus. Pensou que jamais se escandalizaria com Cristo. Achou que estava pronto para ir para a prisão e até para a morte (Lc 22:33). Jesus, entretanto, revela a Pedro que naquela mesma noite, sua fraqueza seria demonstrada e suas promessas seriam quebradas – “Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces” (Lc 22:34). Isso ocorreu como Jesus falou (cf Lc 22:54-62). Os outros falharam, mas a falha de Pedro foi maior. A Palavra de Deus alerta: “O que confia no seu próprio coração é insensato” (Pv 28:26). O apóstolo Paulo adverte: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia” (1Co 10:12).

Foram momentos de muita aflição na vida dos discípulos, mas para Pedro deve ter sido um verdadeiro terror, com os verdugos da sua consciência lhe acusando de traição. Ainda bem que horas antes Jesus tinha rogado por ele para que a sua fé não desfalecesse (Lc 22:32). Jesus, porém, jamais desistiu de Pedro. No primeiro dia da semana, Jesus ressuscita dentre os mortos e dá um recado: “ide e dizei aos meus discípulos e a Pedro que eu quero encontrar com eles na Galileia” (Mc 16:7). Jesus faz menção especial a Pedro. Jesus nunca desiste de nós!

2. Aflição exterior. O texto de Lc 22:35-38 mostra a grande tensão que passou Jesus e os discípulos nos momentos que antecederam a prisão de Jesus. Os discípulos ainda não percebiam que Jesus seria contado com os transgressores, isto é, entre os criminosos sociais. O caminho de Jesus exigia resistência e luta. E Jesus já tinha treinado os seus discípulos. Eles tinham constatado que, tanto na primeira como na segunda missão, nada lhes tinha faltado (Lc 9:6;10:17). Aquelas primeiras experiências foram alegres e compensadoras. Mas as consequências sempre seriam duras: perseguição, traição, prisão, tortura e morte.

Chegara a hora de lutar, mas não com a espada que fere e mata (Lc 22:36). A espada a que Jesus se referiu neste versículo era simbólica, lembrando a resistência e a ousadia de não voltar atrás. Por isso é possível entender por que Jesus tinha dito que o reino seria conquistado pelo esforço (Lc 16:16). Não se trata de esforço que produz mérito diante de Deus. Não! Nenhum mérito pode nos levar à salvação. O esforço refere-se à atitude daqueles que estão convencidos de que vale a pena lutar para que outros também conquistem a liberdade e a vida.

Lucas 22:37 é uma prova de que Jesus estava bem consciente do seu sacrifício, pois citou Isaías 53:12 como uma profecia a seu respeito que estava para se cumprir – “pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido”.

Os discípulos pareciam não entender nada do que estava acontecendo. Arranjaram duas espadas normais, as mesmas armas que os poderosos usavam. Mas Jesus, entendendo a falta de visão espiritual deles, certamente com amor e talvez com sorriso levemente irônico no rosto, disse: “Basta!” (Lc 22:38). Os discípulos só entenderiam mais tarde que Jesus, sabendo que as perseguições a eles iriam começar, estava apenas alertando-os para os sofrimentos que teriam que enfrentar. Os discípulos só entenderiam, mais tarde, através do Espírito Santo que viria e os conduziria a toda a verdade (João 14:16,26).

II. JESUS É ATRAÍDO E PRESO

 

1. A ambição. A traição de Jesus é um dos relatos mais dramáticos que o Novo Testamento registra. O evangelista Mateus aponta a motivação de Judas em procurar os principais sacerdotes: “que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata(Mt 26:15). A motivação de Judas em entregar Jesus era o amor ao dinheiro. Seu deus era o dinheiro. Ele vendeu sua alma, seu ministério, suas convicções, sua lealdade. Tornou-se um traidor. O dinheiro recebido por Judas era o preço de um escravo ferido por um boi (Êx 21:32). Por essa insignificante soma de dinheiro, Judas traiu o seu Mestre!

Antes dissoJudas participou da Páscoa com Jesus e os demais apóstolos. No Cenáculo, Jesus demonstrou seu amor por Judas, lavando-lhe os pés (João 13:5), mesmo sabendo que o diabo já tinha posto no coração de Judas o propósito de traí-lo (João 13:2). Nesse momento, na hora da Páscoa, Jesus acentua a ingratidão de Judas, de estar traindo a seu Mestre (Mc 14:20,21). Jesus declara que ele sofrerá severa penalidade por atitude tão hostil ao seu amor: “[...] ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” (Mc 14:21). Judas não se quebranta nem se arrepende, ao contrário, finge ter plena comunhão com Cristo, ao comer com Ele (Mc 14:18). Nesse momento, o próprio Satanás entra em Judas (João 13:27) e ele sai da mesa para unir-se aos inimigos de Cristo e entregá-lo a eles. Judas trai a Jesus na surdina, na calada da noite.

Segundo alguns estudiosos, Judas traiu Jesus por livre vontade, não como um robô. A soberania divina não diminui a responsabilidade humana. Somos responsáveis pelos nossos próprios pecados. Judas foi seduzido pelo amor ao dinheiro. A sua indisposição de arrepender-se e de orar pela renovação da sua vida casou-lhe a sua ruína. “Quando o responsabiliza por seu ato, as Escrituras mostram que Judas não estava predestinado a ser o traidor de Jesus (Mc 14:21). Ele o fez porque não vigiou (Lc 6:13; 22:40). Quem não vigia termina vendendo ou negociando a sua fé”.

No Getsêmani, o Senhor Jesus ainda falava com os discípulos sobre o valor da oração quando os inimigos chegaram, tendo Judas Iscariotes à frente como guia. O beijo era um gesto de cumprimento entre pessoas íntimas. Mas o gesto de afeto se transformara em instrumento de traição. Judas estava sendo instrumento do diabo.

2. A negociação. Os principais sacerdotes e os escribas conspiravam incessantemente sobre como poderiam matar o Senhor Jesus, mas reconheceram que deveriam fazê-lo sem causar tumulto, porque temiam o povo e sabiam que muitos ainda tinham Jesus em alta estima (Lc 22:2). Sabendo que Judas estava dominado pela ambição, Satanás incita-o a procurar os líderes religiosos para vender Jesus. Judas entendeu-se com os principais sacerdotes e os capitães (Lc 222:4), isto é, os comandantes da guarda do templo judaico. Cuidadosamente ele formou um plano pelo qual ele poderia entregar Jesus nas suas mãos sem causar tumulto. O plano era inteiramente aceitável, e eles combinaram em lhe dar dinheiro: trinta moedas de prata (Mt 26:15). Portanto, Judas saiu para formular os detalhes de seu esquema traiçoeiro e maligno. Como era bastante natural, os inimigos se alegraram com esta apostasia de Judas. Isto simplificava a tarefa deles. Visto que Jesus desfrutava de tanto apoio popular, era importante que fosse preso quando não havia multidões presentes para começar um tumulto. Judas negociou a sua fé com os inimigos para trair o seu Mestre que só lhe fez bem. Porventura muitos hoje não estão fazendo a mesma coisa com Jesus?

III. JULGAMENTO E CONDENAÇÃO DE JESUS


Lucas nos mostra que Jesus se tornou um grande problema para as autoridades religiosas judaicas. Eles perseguiam Jesus querendo julgá-lo e condená-lo à morte, mas havia um problema para atingir esse objetivo: eles não tinham autorização para executar um condenado à morte. João 18:31 mostra que o Sinédrio podia julgar qualquer pessoa do povo, e até condená-la à morte, porém, não podia executar a sentença. Isso era reservado ao poder romano. Obviamente Roma não permitiria que um povo súdito usasse seus próprios processos legais para matar os apoiadores dele, de modo que o poder de aplicar a pena de morte permaneceu nas mãos do governador. Do ponto de vis­ta dos judeus, o crime de Jesus era blasfêmia, a alegação de que era o Filho de Deus. Aos olhos dos romanos, esta não era uma transgressão que merecia a pena de morte. Desta feita, os judeus tinham uma grande questão a dirimir: como despertar interesse do poder romano pela causa contra Jesus? A desculpa de um motivo “religioso” não era suficiente. Diante do poder político romano a causa devia ser política e contra Roma. Então, logo no início do capítulo 23 de Lucas, vemos a mobilização dos judeus para confirmar a condenação de Jesus.

O Sinédrio não po­dia ter uma reunião juridicamente válida à noite. Por isso, logo pela manhã, fizeram uma sessão para legalizar a decisão que já tinham tomado durante a noite, mesmo que baseada em falsas testemunhas. Logo depois, ainda nas primeiras horas da manhã, tiveram que levar Jesus perante Pilatos. Porque o Sinédrio havia sido destituído da possibilidade de executar um condenado à morte, seus membros tiveram que ir até o palácio de Pilatos.

Os membros do Sinédrio levaram Jesus a Pilatos, junta­mente com a acusação. Claro, uma acusação falsa. O motivo fundamental apresentado foi que Jesus era um subversivo e havia provocado distúrbios nas três áreas fundamentais da sociedade: (a) Ideológica - "Ele alvoroça o povo com seu ensinamento" (Lc 23:30). Aqui, eles alegaram que Jesus provocara uma sedição con­tra a "ordem romana"; (b) Econômica - "Ele proíbe pagar tributo ao imperador". Isto era uma distorção das palavras de Lucas 20:20-25, quando Jesus disse para dar a César o que era de César e a Deus o que era de Deus; (c) Política - "Ele afirma ser Messias, o Rei". Isto era um crime capital de usurpação de poder contra o imperador roma­no. Mas, de acordo com Lucas 22:67, Jesus não confirmou essa acusação.

Estas acusações davam real motivo para classificar Jesus de indivíduo sedicioso. Desviar os judeus de sua fé não era crime para Roma, mas a sedição, fazer o povo se levantar contra o império, era. Os romanos não toleravam nenhuma forma de levante contra o Estado e estipulavam para esse tipo de crime a pena capital.

Jesus, com seu ensino e suas ações servindo aos excluídos da sociedade, tinha abalado os privilégios dos poderosos e a na­ção inteira (Galileia, Judéia e Jerusalém), pois valorizava os que a sociedade rejeitava. O fato de Ele comer com os publicanos e pecadores, valorizar as mulheres e crianças, perdoar prostitutas, curar e aceitar os samaritanos, e ainda exigir arrependimento e fé para entrar no reino de Deus, causava grande incômodo às autori­dades religiosas dos judeus. Tudo isso era acobertado pela más­cara da religião, atitude que Jesus também denunciou direta­mente. Por não terem o poder de determinar a morte, os religiosos foram buscar o braço do governo romano que podia promover a execução. Usando a falsidade os judeus julgaram e condenaram, injustamente, Jesus à pena capital.

 

IV. A CRUCIFICAÇÃO E A MORTE DE JESUS

1. A crucificação de Jesus (Lc 23:33-38). O momento culminante do plano de Deus para salvar o ser humano tinha chegado. Não houve nenhuma reação de sua parte, a despeito do injusto julgamento e condenação. Ele era cônscio de que para esse momento havia sido enviado pelo Pai, numa demonstração do seu grande amor por todos nós (João 3:16). Jesus já tinha realizado seu ministério, preparado os discípulos para continuar a obra de evangelização e lutado até o fim contra as tentativas do diabo de afastá-lo da cruz. Agora, Ele sabia que a hora da sua morte havia chegado.

a) Os soldados levaram Jesus para ser crucificado. Jesus foi forçado a carregar a cruz, porém, estava sem condições físicas para isso, pois tinha ficado a noite inteira acordado, provavelmente em pé, e ha­via sofrido maus tratos e muitas torturas. Estava esgotado fisicamente. No caminho, Simão, cireneu, provavelmente uma pessoa de pele escura, vindo de fora dos termos de Israel para a celebração da Páscoa, foi obrigado a levar a cruz de Jesus (Lc 23:26). Nesse Simão foi revelado o que deve ser o discípulo, pois, conforme Jesus disse em Lc 14:27, “qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo”. A cruz que o discípulo deve carregar é a da humilhação, como a de Jesus, pois naquela cultura só os condenados a carre­gavam. Há muitos cristãos que se envergonham de levar a cruz de Cristo. Mas os verdadeiros seguidores de Cristo consideram uma bênção serem identificados com Ele, levando a cruz alegre e esponta­neamente. Você está disposto a isso? Ou de vez em quando se envergonha de dizer que é cristão, que é discípulo de um crucifi­cado?

b) Jesus segue para o Calvário (Lc 23:27-32). No trajeto para a cruz, Jesus atraiu numerosa multidão. A mesma multidão que alguns dias antes o tinha aclamado, cha­mando-o de Filho de Davi, agora o seguia por causa do espetáculo da crucificação. E seguiam, também, para serem crucificados dois criminosos que, provavelmente, não eram revolucionários como Barrabás, mas malfeitores, bandidos comuns (Lc 23:32). Mas isto ocorreu para se cumprir a profecia de Isaías 53:12 que diz: “Foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeuVocê tem carregado a sua cruz? Mas qual é a sua cruz? A da condenação por suas más ações, por suas práticas iníquas, ou a do discipulado de Jesus? Não se envergonhe nunca da cruz do evangelho!

Finalmente chegaram ao lugar chamado Gólgota, talvez um pouco antes do meio-dia. Lá, Jesus foi crucificado entre dois malfeitores (Lc 23:33). Seus inimigos estavam presen­tes e o insultavam, mas Ele orou ao Pai pedindo que Ele lhes perdoasse o pecado, pois não sabi­am o que estavam fazendo (Lc 23:34). Presente também estava o povo, as autoridades religiosas e os soldados romanos que, zombando dele, mandavam que descesse da cruz para provar que era o Cristo, o escolhido de Deus (Lc 23:35-37). Era horrível estar pendurado numa cruz, cercado de inimigos que persistiam em zombar e insultar. Mas, se Jesus tivesse descido da cruz, certamente, todos nós desceríamos ao inferno.

Jesus, portanto, sofreu os horrores da cruz. De acordo com os evangelistas, Ele foi açoitado, escarnecido, ridicularizado, blasfemado, torturado, forçado a levar a cruz e por fim crucificado (João 19:1-28). Cícero, historiador romano, ao se referir à crucificação, afirmou que não havia palavra para descrever ato tão horrendo.

2. A morte de Jesus. Segundo Lucas 23:44, Jesus morreu ao meio-diaFoi um dia de escuridão. Foram horas em que o Sol parou de brilhar. Foi um dia em que a própria natureza expressou a sua dor pela morte do Criador.

Segundo Lucas 23:45, o véu do santuário se rasgou. Isto significava que Deus não estaria mais encerrado num templo nacional. Deus es­taria presente em ação, através dos cristãos verdadeiros e guiados pelo Espírito Santo, nos lugares em que fosse dado o testemunho de Jesus.

Jesus morreu pronunciando as palavras do Salmo 31:5: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou” (Lc 23:46). Nessa frase está o ponto culminante do Evange­lho de Lucas.

A morte de Jesus teve sete aspectos que devem ser compreendidos por todos nós para que a valorizemos corretamente. A morte de Jesus foi:

a) Amorosa, pois revela o supremo amor de Deus por todos nós – “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8).

b) Expiatória, pois ela foi a oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave – “e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef 5:2).

c) Vicária, pois Ele morreu por nós – “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5:15).

d) Substitutiva, pois Ele que não co­nheceu pecado, o fez pecado por nós - “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21).

e) Propiciatória, pois Ele satisfez a Deus que tinha sido ofendido pelo pecado do ho­mem – “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3:24-25).

f) Redentora, pois Ele nos resgatou, nos re­miu, nos comprou com Seu próprio sangue - “o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu Tempo” (1Tm 2:6); “o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2:14).

g) Triunfante, pois Ele foi vitorioso sobre todos os poderes cósmi­cos, bons ou maus, triunfando sobre eles na cruz – “E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Cl 2:15).

3. Reações diversas. Várias foram as reações diante da morte de Jesus:

a) A reação do centurião. Lucas 23:47 diz: “Vendo o centurião o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: verdadeiramente este homem era justo”. Um destaque importante em relação a esse centurião foi o louvor que prestou a Deus. Mas só declarar que Jesus é justo não é suficiente. Temos que louvar a Deus e declarar que Jesus é Deus, o nosso Salvador, o nosso Senhor pessoal! Aquele centurião estava su­bordinado ao poder que matou Jesus através de suas mãos. Mas ele reconheceu a perversidade do sistema que estava servindo e declarou quem, de fato, era Jesus: “Verdadeiramente este era Filho de Deus” (Mt 27:54).

b) A reação das multidões. Lucas 23:48 relata que “todas as multidões reu­nidas para este espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se a lamentar, batendo nos peitos”As pessoas, batendo no peito, lastimaram aquele desfecho. Perceberam o grande engano que haviam cometido ao rejeitar aquele que lhes propunha a liberdade e a vida. Caindo em si, perceberam que tinham sido enganadas pelas autoridades. Mas só o choro não era suficiente. Era necessário que tivessem se arrependido e crido em Jesus, recebendo-o como Salvador e Senhor! Era ne­cessária uma mudança de rumo! Era necessário trilhar o novo e único caminho!

c) A reação dos seguidores de Cristo. Todos os conhecidos de Jesus, as mulhe­res e os discípulos que o tinham seguido desde a Galileia, permaneceram a contemplar de longe estas coisas (Lc 23:49). Eles ficaram à distância, num ponto em que podiam testemunhar tudo. Mas naquele momento não fizeram nada. Estavam perplexos. O Mestre deles estava morto. Obser­varam todos os detalhes para tentar compreender. Na verdade, seriam as futuras testemunhas que continuariam o que Jesus co­meçou e, principalmente, contariam a todos que houve morte para o perdão dos pecados, para que todos pudessem novamente se relacionar com Deus. O chamado de se colocar à disposição para ser uma teste­munha fiel dessa morte singular é para todos nós. Temos que anunciar essa morte que nos dá vida. Esse é um grande privilégio que temos.


CONCLUSÃO

Jesus morreu, mas é o Rei da nossa vida!  Jesus morreu, mas ressuscitou. Ele disse: “fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” Ap 1:18). Valorizemos a morte do Justo pelos injustos! Alegremo-nos por essa tão grande salvação! “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação” (Hb 2:3).

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

 


ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

 Texto Bíblico: Esdras 5:1,2; Ageu 1:1,12; Zacarias 4:6-10

 “Ao vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: [...] Ponde, pois, eu vos rogo, [...] desde o dia em que se fundou o templo do SENHOR, ponde o vosso coração nestas coisas” (Ag.2:10,18).

Esdras 5:

1.E Ageu, profeta, e Zacarias, filho de Ido, profeta, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.

2.Então, se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles os profetas de Deus, que os ajudavam.

Ageu 1:

1.No ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

12.Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do SENHOR, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do SENHOR.

Zacarias 4:

6.E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos. 

7.Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel, serás uma campina; porque ele trará a primeira pedra com aclamações: Graça, graça a ela.

8.E a palavra do SENHOR veio de novo a mim, dizendo:

9.As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa, também as suas mãos a acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós.

10.Por que quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vendo o prumo na mão de Zorobabel; são os sete olhos do SENHOR, que discorrem por toda a terra que discorrem por toda a terra.

 

Essa passagem em Zacarias 4:6 é um dos pilares de encorajamento em toda a literatura bíblica. Para entender o peso dessa frase, precisamos olhar para o cenário de "obra parada" e desânimo que Zorobabel enfrentava.

1. O Contexto Histórico: O Peso de Zorobabel

Zorobabel era o governador de Judá após o retorno do exílio na Babilônia. Ele tinha a missão hercúlea de reconstruir o Templo de Jerusalém.

  • O Obstáculo: Os recursos eram escassos, a oposição política era feroz e o povo estava desanimado.
  • A Crise de Identidade: Diante da grandiosidade do antigo Templo de Salomão, a nova construção parecia "pequena" e insignificante aos olhos de muitos.

2. A Visão do Candelabro

Antes dessa frase, Zacarias vê em visão um candelabro de ouro com dois ramos de oliveira que fornecem azeite diretamente para as lâmpadas. O azeite na Bíblia é um símbolo clássico do Espírito Santo.

A mensagem da visão era clara: o combustível para que a luz brilhasse não vinha de esforço humano de reabastecimento, mas de uma fonte divina contínua.

3. "Não por força, nem por violência"

Deus estava redefinindo a estratégia de sucesso para Zorobabel:

  • "Não por força" (chayil): Refere-se à força militar, exércitos ou recursos financeiros. Deus diz que o Templo não seria erguido pelo poder do "braço" humano.
  • "Nem por violência" (koach): Refere-se à força física individual, energia ou vigor.
  • "Mas pelo meu Espírito": O sucesso da obra dependeria da capacitação sobrenatural de Deus, que move corações e remove montanhas de impedimentos.

4. A Montanha que se torna Planície

Logo após o versículo 6, o texto continua dizendo: "Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma planície" (Zacarias 4:7).

A lição central: Quando Deus designa uma tarefa, os obstáculos que parecem montanhas intransponíveis são nivelados não pela truculência humana, mas pela presença do Espírito.

Aplicação Prática

Essa passagem é frequentemente citada para lembrar que:

  1. Dependência é Força: Reconhecer que não temos o controle total é o primeiro passo para o agir de Deus.
  2. Equilíbrio: Não significa que Zorobabel não precisaria trabalhar (ele teve que colocar as mãos na obra), mas que o resultado final e a sustentação vinham do alto.

Em resumo, é um "pare de tentar carregar o mundo nos ombros". Se a obra é de Deus, o fôlego para completá-la também vem d'Ele.

INTRODUÇÃO

Neste estudo falaremos da reconstrução do segundo Templo, o de Zorobabel, que ficou parado por muitos anos. A reconstrução fora interrompida pelo rei da Pérsia, o rei Artaxerxes, atendendo uma carta dos samaritanos (Ed.4:24). Estes se sentiram ameaçados, por isso armaram, traiçoeiramente, emboscadas contra o povo de Deus, atrapalhando assim a obra; eles alugaram conselheiros e aparentemente deram uma impressão enganosa sobre os judeus ao rei da Pérsia. Isso desanimou o povo e os líderes de tal forma que parecia que o Templo jamais iria ser reconstruído novamente. O povo ficou sem fé, sem coragem e sem esperança. Ficou evidente que somente Deus poderia ajudá-los.  Então, o Senhor usou os profetas Ageu e Zacarias para incentivar e exortar o Seu povo a concluir a Sua Casa.

Por que a reconstrução do Templo era tão importante? Como fora previsto na lei de Moisés, o Templo era o lugar onde o povo deveria se reunir para adorar ao Senhor, trazer ofertas e sacrifícios, bem como Deus manifestar-se perante o povo, cobrindo os pecados e ouvindo o clamor do povo. O Templo, que é chamado de “casa” ou “casa de Deus”, era apenas um local escolhido por Deus para que se tornasse visível a Sua aliança com o Seu povo, jamais representando o local onde Deus estivesse, pois o Senhor jamais poderia ser contido em um edifício, como reconheceu o próprio Salomão, que, no dia da dedicação do primeiro Templo, afirmou que “…os céus e a terra não Te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado…” (2Cr.6:18b). O Templo, portanto, era um local onde Deus manteria fixos os Seus olhos e o Seu coração todos os dias, a fim de que o Seu nome fosse perpetuamente estabelecido em Israel (2Cr.7:16).

Sabemos que aquilo que é estabelecido por Deus não pode ser alterado pelo homem nem pela história. Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que Se arrependa (Nm.23:19), de modo que, a partir da construção do Templo por Salomão, esta edificação passaria a acompanhar a própria história de Israel e isto continuará ocorrendo ao longo dos séculos.

I. DEUS SUSCITA OS PROFETAS AGEU E ZACARIAS


1. Deus levantou dois profetas

Quando as circunstâncias adversas chegam, pode causar grande estrago na vida espiritual do povo de Deus, caso ele não esteja debaixo do sobrenatural de Deus. A fé e a esperança podem sofrer reveses ou a até ruir, se o povo não buscar ajuda de Deus.

O povo regresso do cativeiro, após receber permissão do rei Ciro para voltar à sua terra e de obter provisão para reconstruir o Templo (Esdras 1:1-4), enfrentou algumas dificuldades: a primeira foi a estrema miséria e opróbrio em que se encontrava o território de Israel, e a pobreza extrema dos restantes que tinham ficado na terra (Ne.1:3); a segunda foi a oposição amarga dos samaritanos depois que foram descartados como parceiros da reconstrução (Ed.4:1-23); a terceira foi o decreto de Artaxerxes ordenando paralisar a obra de reconstrução (Ed.4:24). A confluência desses fatores levou os judeus a abandonarem o projeto da reconstrução e dedicarem-se somente aos seus interesses. É nesse contexto que dois profetas, Ageu e Zacarias, se levantaram para exortar o povo, denunciar seus pecados e encorajá-lo a fazer a Obra de Deus. Primeiro veio Ageu (Ag.1:1); depois levantou-se Zacarias (Zc.1:1,2; 4:1,6).

“No ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor, pelo ministério do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote” (Ageu 1:1).

“No oitavo mês do segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ido, dizendo: O Senhor tem estado em extremo desgostoso com vossos pais” (Zc.1:1,2).

“E tornou o anjo que falava comigo, e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono. Então, respondeu o anjo que falava comigo e me disse: Não sabes tu o que isto é? E eu disse: Não, Senhor meu. E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:1,5,6).

Note que os profetas foram enviados pelo Senhor para proferir “a palavra do Senhor”. Eles se dirigiram ao povo não com uma mensagem de sua autoria, mas “segundo a mensagem do Senhor” (Ag.1:13). O profeta não é a fonte da mensagem; ele não cria a mensagem, apenas a transmite. A mensagem não é do profeta, é de Deus por meio do profeta. O profeta é o instrumento e o canal, e não o reservatório, de onde emana a mensagem.  O profeta de Deus deve ser escravo da Palavra de Deus; seu lema deve ser o do profeta Micaías: “O que o SENHOR me disser, isso falarei” (1Rs.22:14).

“Ageu e Zacarias foram enviados do Senhor, e não profetas da conveniência. Não pregaram o que o povo quis ouvir, mas o que Deus os mandou falar. Não deram ao povo a palha seca de seus sonhos, mas o trigo nutritivo da Palavra de Deus. Eles não pregaram para encorajar o povo a buscar prosperidade e riqueza, mas para denunciar sua ânsia por conforto e luxo. Não pregaram amenidades, mas a verdade absoluta. Eles não foram um alfaiate do efêmero, mas escultores do Eterno” (Dias Lopes, Hernandes. Obadias e Ageu).

2. Ageu e Zacarias animam povo a prosseguir com a reconstrução (Ag.5:1,2)

Estes dois profetas incentivaram os israelitas a retornar as obras do Templo, em vez de ficarem construindo casas luxuosas para si (Ag.1:4). Continuar o projeto era um ato de fé, pois, nessa época, a comunidade trabalhadora dificilmente sobreviveria (cf.Ag.1:5-11). As mensagens vieram aos dois principais líderes, Zorobabel e Josué, e ao povo. A resposta dos líderes e do povo à Palavra de Deus foi pronta e imediata:

“Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do SENHOR, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do SENHOR” (Ag.1:12).

A pregação que não suscita reações é inútil. A pregação deve produzir efeitos. Três verdades merecem destaque (adaptado do livro “Obadias e Ageu, de Hernandes Dias Lopes):

a) A resposta à Palavra de Deus começa pela liderança (Ag.1:12). Zorobabel e Josué - O líder político e o líder religioso, o governador e o sumo sacerdote, o poder civil e o poder religioso -, receberam uma mensagem pessoal. Estes dois líderes deram exemplo e foram os primeiros a aceitar a Palavra de Deus; eles obedeceram ao Senhor e ordenaram o início das obras do Templo. Observe que não foi por força do decreto do rei que a construção foi retomada, mas pelo poder do Espírito Santo, que falava por meio dos profetas de Deus (Zc.4:6).

Os líderes precisam ser o exemplo e dar o primeiro passo, precisam ser modelos para o povo. Quando a liderança acerta sua vida com Deus, os liderados seguem seus passos. Se de um lado a vida do líder é a vida de sua liderança, por outro lado os pecados do líder são os mestres do pecado do povo. O líder é um influenciador; ele influencia sempre, para o bem ou para o mal. Zorobabel e Josué foram líderes que influenciaram para o bem.

b) A resposta à Palavra de Deus manifesta-se pela obediência (Ag.1:12).  Quando a liderança obedece a Deus, os liderados seguem seus passos. Quando o povo viu seus líderes atendendo à voz de Deus, eles prontamente se dispuseram a também obedecer. A obediência é a única evidência de que alguém de fato ouviu a voz de Deus. A obediência à Sua Palavra é o que Deus mais espera do Seu povo. Deus diz através do profeta Samuel: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros” (1Sm.15:22).

c) A resposta à Palavra de Deus passa pela reverência (Ag.1:12) – “...e temeu o povo diante do SENHOR”.  Isto quer dizer que o povo manifestou reverência para com o Senhor. Em lugar de fugirem ao cumprimento da sua tarefa por recearem a hostil oposição dos vizinhos, o povo, agora, começa a temer àquele cujo poder é infinitamente maior, que faz abalar os céus e a terra e destrói reinos e nações (Ag.2:6,22).

A falta de temor diante do Senhor havia levado o povo ao cativeiro e agora os desviara da obra de reconstrução do Templo. Mas o temor os fez voltar para Deus e colocar as mãos na Obra de Deus. É impossível ouvir a Deus sem temê-lo. É impossível temer a Deus sem obedecer-lhe.

Onde não há temor de Deus, a vida espiritual é decadente. Uma postura sem temor em relação a Deus esposada por muitos crentes é responsável pela inanição espiritual de tantas igrejas locais em nossos dias. A falta de temor de Deus, de reverência, tem desembocado em decadência espiritual em todo o mundo; veja o exemplo das igrejas nos Estados Unidos e na Europa; lá, o cristianismo verdadeiro está em falência, exatamente porque o povo, sob uma liderança secularizada e liberal, tem demonstrado falta de temor a Deus.

3. O povo recebeu também uma mensagem de Deus

O profeta Ageu mostrou ao povo que os prejuízos materiais, que haviam sofrido, eram consequência da omissão frente ao dever que tinham com a Casa do Senhor (Ag.1:6,9). Ageu falou-lhes do prejuízo que sofre o homem que busca somente a sua prosperidade material, e deixa a Casa de Deus deserta (Ag.1:4). O profeta deu ao povo uma ordem estimulante:

“Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e eu serei glorificado” (Ag 1.8).

O profeta Ageu falou em nome do Senhor dos Exércitos, trazendo algumas verdades solenes para o povo (adaptado do livro “Obadias e Ageu, do reverendo Hernandes Dias Lopes):

a) Antes de investir na obra de Deus, precisamos rever nossas motivações” (Ag.1:7) – “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai o vosso passado”.

Antes de ordenar que o povo suba ao monte e traga madeira a fim de reconstruir o Templo, o profeta ordena que eles novamente considerem o seu passado. Na construção do primeiro Templo, houve uma atitude oposta à atitude que eles estavam adotando. Davi pensou em fazer o melhor para Deus (2Sm.7:2); mas, o povo que estava sob a liderança de Zorobabel estava pensando em fazer o melhor para si mesmo. Davi colocou Deus e sua casa em primeiro lugar; mas, o povo estava colocando a si mesmo e suas casas em primeiro lugar. O problema deles não era falta de recursos, mas falta de prioridade.

O capital do povo de Deus é a fé. O povo de Deus que se propõe a dar glória ao nome de Deus realiza coisas extraordinárias para Deus; porém, sempre que colocamos os nossos interesses à frente dos interesses de Deus, deixamos Sua Casa em ruinas.

b) Deus se agrada e é glorificado quando investimos em Sua Casa (Ag.1:8) – “Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e eu serei glorificado”.

O povo estava usando as madeiras nobres para embelezar com requinte e luxo suas casas, ao mesmo tempo que abandonava a Casa de Deus. Agora, Deus ordena o povo a subir ao monte, trazer madeira e edificar a Casa. Duas coisas o Senhor afirma:

ü Deus se agradava de Sua Casa (Ag.1:8). Deus tomou a decisão de habitar no meio do Seu povo (Ex.25:8). Quando o Templo de Salomão foi consagrado, Deus afirmou ter escolhido aquele lugar para habitar. Deus tem prazer em habitar no meio do Seu povo, por isso se agradava da Sua Casa.

ü Deus era glorificado em Sua Casa (Ag.1:8). Quando o povo de Deus ia à Casa de Deus para adorá-lo, Deus era glorificado. Esse Templo era apenas um tipo do verdadeiro templo em que Deus habita, a Igreja. Nós somos a habitação de Deus; nós, povo remido pelo sangue do Cordeiro, somos o verdadeiro santuário do Espírito Santo (1Co.6:19). Quando investimos na obra de Deus, isso agrada e glorifica o Seu glorioso nome.

c) O Deus que abençoa é também o Deus que retém as bênçãos (Ag.1:10,11). O profeta Ageu conclui:

“Por isso, retêm os céus o seu orvalho, e a terra retém os seus frutos. E fiz vir a seca sobre a terra, e sobre os montes, e sobre o trigo, e sobre o mosto, e sobre o azeite, e sobre o que a terra produz, como também sobre os homens, e sobre os animais, e sobre todo o trabalho das mãos”.

O pecado produz amargas consequências; jamais ficará impune aquele que não confessa o seu pecado e não o abandona. O desprezo pelos mandamentos de Deus e as racionalizações humanas para retardar a Obra de Deus produziram resultados trágicos para o povo. Destacamos dois pontos importantes:

a) Deus é o Agente da disciplina (Ag.1:10,11). A natureza está a serviço de Deus para trazer juízo sobre o povo. Os céus e a terra são instrumentos da disciplina de Deus.  Os céus retiveram o orvalho e a terra reteve seus frutos. E por quê? Para disciplinar o povo de Deus, que estava retendo em suas mãos o que deveria investir na Casa de Deus. É Deus quem faz vir a seca sobre a terra, sobre os montes, sobre o cereal, sobre o vinho, sobre o azeite e sobre o que a terra produz, bem como sobre os homens, os animais e todo o trabalho das mãos. A seca castigou as pessoas, os animais e todas as plantações. Não foi um acidente ou o acaso de uma natureza caprichosa, foi ação divina (leia Dt.28:22-24).

b) Deus impediu o povo de usufruir o que deixaram de investir em Sua Casa (Ag.1:10,11). A retenção do orvalho dos céus e a escassez de frutos da terra, bem como a seca que atingiu as lavouras, os homens, os animais e todo seu trabalho, são provas de que, quando retemos o que é de Deus, isso de nada nos aproveita. Quando deixamos de entregar o que pertence a Deus, na Casa de Deus, isso vaza pelos dedos, é o mesmo que colocar salário num saco furado. Deus não deixa sobrar! Foi isto que ocorreu com o povo de Israel daquela época. Em suma, a ordem divina é: coloque Deus em primeiro lugar (Ag.1:1-4); creia nas promessas de Deus (Ag.1:5,6,9-11); glorifique o nome de Deus (Ag.1:7,8).

II. O DESPERTAMENTO DE DEUS AO SEU POVO (Ag.1:14,15)


“O Senhor despertou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito do resto de todo o povo; eles vieram e se puseram ao trabalho na Casa do Senhor dos Exércitos, seu Deus, ao vigésimo quarto dia do sexto mês”.

Despertado pelo Senhor, através dos seus profetas, o povo retomou a construção do Templo. Três verdades nos chamam a atenção neste texto (Adaptado do livro “Obadias e Ageu, de Hernandes Dias Lopes):

1. Deus trabalha em nós antes de trabalhar por nosso intermédio (Ag.1:14)

“E o Senhor levantou o espírito de Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e o espírito do resto de todo o povo...” (Ed.1:14).

O Eterno deu ânimo e coragem aos dois líderes. O impacto do ânimo divino não ficou apenas no coração; desceu às mãos. Antes de Deus trabalhar por nosso intermédio, Ele trabalha em nós. Na verdade, é o próprio Deus quem faz a Sua obra por nosso intermédio. Deus é o Agente, somos apenas os instrumentos. Um planta, outro rega, mas só Deus pode dar o crescimento (1Co.3:6). Deus é quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar (Fp.2:13).

2. Um povo motivado demonstra entusiasmo coletivo (Ed.1:14)

“...eles vieram e se puseram ao trabalho...”.

Quando Deus despertou o espírito dos líderes e dos liderados, todos se ergueram para o trabalho. O que faltava era motivação e entusiasmo. Um povo motivado é um povo ativo. Um povo despertado por Deus é um povo dinâmico e operoso. Onde falta entusiasmo e motivação, há acomodação espiritual e cada um começa a correr atrás apenas de seus interesses.

Na construção do segundo Templo, depois de motivados, todos colocaram as mãos na obra. Os líderes na frente e em seguida todo o povo. O trabalho é grande e precisa da participação de todos. Hoje, infelizmente, cerca de vinte por cento dos membros realizam a obra enquanto os demais assistem. Precisamos entender que somos um corpo no qual cada membro tem sua função. Somos uma família na qual cada um exerce o seu papel. Somos um exército onde cada soldado tem seu campo de luta. Somos construtores do santuário de Deus no qual cada um deve trabalhar com zelo e alegria. Pense nisso!

3. Um povo despertado por Deus engaja-se na obra de Deus (Ed.1:14,15)

“...eles vieram e se puseram ao trabalho na Casa do Senhor dos Exércitos, seu Deus, ao vigésimo quarto dia do sexto mês”.

A Casa de Deus havia sido abandonada por, aproximadamente, quinze anos. Os fundamentos tinham sido lançados, mas a Casa ainda estava sem teto. Os escombros, os obstáculos, a oposição e o edito do rei persa lançaram uma pá de cal na disposição do povo. Porém, ao ouvir a voz de Deus, o povo se encheu de entusiasmo e todos se puseram ao trabalho na Casa do Senhor.

Vinte e quatro dias após a mensagem do Senhor ter sido transmitida ao povo pela instrumentalidade de Ageu, a obra da reconstrução do Templo teve início. Esse intervalo de tempo decorrido não indica uma demora em responder ao desafio lançado; antes, constituiu o tempo necessário para planejamento e organização. O material tinha de ser reunido (Ed.1:8) e técnicos competentes precisavam ser contratados (Ed.3:7).

Somente quando o povo obedece à Palavra de Deus é que pode chamar-lhe de “seu Deus” (Ed.1:14). Eles não tinham o direito de chamar-lhe de “seu Deus” enquanto não começassem a escutá-lo e a aproximar-se dEle.

III. UMA NOVA OPOSIÇÃO EXSURGE (Ag.5:3-17)

Os inimigos novamente não deixaram escapar a oportunidade de utilizar as suas artimanhas para impedir a obra de Deus. Certamente sabiam do êxito logrado há, aproximadamente, 15 anos atrás, e agora se levantam novamente para opor-se à obra de Deus. Porém, agora, os líderes e o povo não usaram da força própria para debelar a oposição; agora, era o Espírito Santo quem lutava pelo povo; agora, os profetas de Deus os motivavam a continuar a obra.

1. O governador daquela região enviou carta ao rei, informando sobre a construção (Ed.5:3-5).

“Naquele tempo, veio a eles Tatenai, governador daquém do rio, e Setar-Bozenai, e os seus companheiros e disseram-lhes assim: Quem vos deu ordem para edificardes esta casa e restaurardes este muro? Então, assim lhes dissemos: E quais são os nomes dos homens que construíram este edifício?  Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, e não os impediram, até que o negócio veio a Dario, e, então, responderam por carta sobre isso”.

O governador persa e seus companheiros vieram a Jerusalém para saber que autoridade os judeus tinham para retornar as obras e quais os nomes dos homens encarregados da reconstrução (cf.Ed.5:9,10). Os trabalhadores informaram os nomes dos líderes judeus ao governador. Em vez de ordenarem a interrupção imediata dos trabalhos, esses oficiais persas foram mais sensatos que os mencionados em Esdras capítulo 4, e enviaram uma carta ao rei Dario para verificar a legalidade das obras. Por terem voltado a obedecer à Palavra de Deus, os olhos do Senhor voltaram-se para os judeus a fim de cumprir Sua vontade.

Tatemai e Setar-Bozenai escreveram uma carta ao rei Dario relatando toda a conversa com os judeus (cf. Ed.5:6-17). Em primeiro lugar, os anciãos judeus falaram sobre a autoridade divina e se declararam servos do Deus verdadeiro que haviam sido entregues aos babilônios por causa de seus pecados, mas Deus os trouxera de volta e ordenara que reconstruíssem o Templo. Na esfera da autoridade humana, declararam que Ciro deu ordem, autorizando a reconstrução do Templo, e contribuiu generosamente para o projeto. Em vista dessas informações, o governador solicitou uma busca nos arquivos reais, a fim de verificar se de fato o rei Ciro autorizara a reconstrução. Além disso, pediu ao rei Dario que comunicasse o que deveria ser feito sobre isto.

2. O rei Dario autoriza a continuidade das obras do Templo (Esdras capítulo 6)


Após uma busca nos arquivos do rei, encontraram um decreto de Ciro na antiga capital, em Acmetá (ou Ecbatana, cf. NVI). O decreto era muito mais detalhado que a versão resumida apresentada em Esdras capítulo 1. O documento fornecia especificações para o Templo, junto com uma ordem para que fossem devolvidos todos os utensílios de ouro e de prata capturados por Nabucodonosor (cf. Esdras 6:1-5).

Em seguida, Dario transmitiu ordens a Tatenai e a seus companheiros informando como proceder com os judeus: além de não interromper a obra, deveriam pagar a despesa da reconstrução com o dinheiro dos tributos guardados na tesouraria real. Além disso, deveriam abastecer o serviço do templo segundo a determinação dos sacerdotes (Ed.6:9), a fim de que os judeus voltassem a desfrutar do favor de Deus e, desse modo, suas orações fossem ouvidas quando intercedessem pelo rei e por sua família. Dario também acrescentou que interromper as obras seria considerado crime sujeito à pena de morte e invocou o Senhor para que tomasse providências contra qualquer pessoa, incluindo reis, que tentasse destruir esta Casa de Deus no futuro (cf. Esdras 6:6-12).

As ordens de Dario foram cumpridas com presteza, e os judeus retornaram as obras de reconstrução do Templo. Com o incentivo dos profetas, além dos suprimentos fornecidos por Dario, a obra terminou quatro anos depois (cerca de dezenove de dezembro ou vinte anos após o término da fundação. O rei Artaxerxes reinou depois de Dario e contribuiu para a manutenção do Templo, não para a construção (estudaremos sobre isto na próxima Aula).

“Então, Tatenai, o governador de além do rio, Setar-Bozenai e os seus companheiros assim fizeram apressuradamente, conforme o que decretara o rei Dario. E os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia do profeta Ageu e de Zacarias, filho de Ido; e edificaram a casa e a aperfeiçoaram conforme o mandado do Deus de Israel, e conforme o mandado de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. E acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar, que era o sexto ano do reinado do rei Dario” (Ed.6:13-15).

3 A Dedicação do Templo (Ed.6:16-22)

16.E os filhos de Israel, e os sacerdotes, e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a consagração desta Casa de Deus com alegria.

17.E ofereceram para a consagração desta Casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros e doze cabritos, por expiação do pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos de Israel.

18.E puseram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões, para o ministério de Deus, que está em Jerusalém, conforme o escrito do livro de Moisés.

19.E os que vieram do cativeiro celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês;

20.porque os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem, e todos estavam limpos; e mataram o cordeiro da Páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos.

Os israelitas e seus líderes celebraram com regozijo a dedicação do Templo. Após anos de fracassos, dificuldades, frustrações e tristezas, finalmente as obras do Templo terminaram. Foi com esse objetivo que voltaram da Babilônia e, se alguns semearam com lágrimas, foi com alegria que colheram. Depois disso, o povo celebrou a “Páscoa e a Festa dos Pães Asmos com regozijo” (Ed.6:22), pois percebeu claramente a mão de Deus por meio dos favores que recebera de Dario.

“E celebraram a Festa dos Pães Asmos os sete dias com alegria, porque o Senhor os tinha alegrado e tinha mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da Casa de Deus, o Deus de Israel” (Ed.6:22).

O texto se refere a Dario como rei da Assíria porque este passou a governar sobre o antigo Império Assírio.

CONCLUSÃO

Pela graça motivadora de Deus ao seu povo, pela instrumentalidade dos profetas Ageu e Zacarias, o povo foi despertado a reconstruir o Templo, a Casa do Senhor. O Templo construído e o culto verdadeiro praticado eram a declaração de que a vida religiosa estava normalizada. Uma nova etapa na vida de Judá tinha começado. No futuro, algo glorioso aconteceria naquele Templo: “A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag.2:9). O próprio Senhor da glória entraria nessa Casa e daria a ela um novo significado. Seu corpo oferecido na cruz seria o santuário que seria destruído para ser reconstruído pelo poder da ressurreição e, então, o santuário vivo de Deus seria sua Igreja (1Co.6:19). Deus Pai habita na Igreja (Ef.3:19). O Deus Filho habita na Igreja (Ef.1:23). O Espírito Santo habita na Igreja (Ef.5:18). A Trindade excelsa habita em nós (João 14:23). Deus faz morada em nós. A Trindade tem sua morada no cristão. Isso é maravilhoso? Pense nisso!

 

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