OS FALSOS PROFETAS !
O tema dos falsos profetas é recorrente em toda a Bíblia, cruzando o Antigo e o Novo Testamento. Tanto na história de Israel quanto no início da Igreja Cristã, essas figuras são descritas como indivíduos que afirmavam falar em nome de Deus, mas cujas mensagens vinham de suas próprias mentes, de interesses políticos ou de influências enganosas.
Abaixo, estão os principais pontos sobre como a Bíblia caracteriza, adverte e ensina a identificar os falsos profetas.
1. CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS PROFETAS
A Bíblia aponta vários comportamentos e motivações que denunciam um falso profeta:
Mensagens de Falsa Paz (Ganância e Popularidade): Eles costumavam dizer o que o povo e os reis queriam ouvir, em vez da verdade de Deus. Em Jeremias 6:14, o profeta denuncia: "Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: ‘Paz, paz’, quando não há paz."
Motivação Financeira: Muitas vezes agiam por interesse próprio ou por dinheiro. O profeta Miqueias (3:11) criticou os líderes da época dizendo que “os seus profetas adivinham por dinheiro”.
Aparência Enganosa: No Novo Testamento, Jesus alerta sobre a dissimulação dessas pessoas. Em Mateus 7:15, Ele diz: "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores."
2. Como a Bíblia Ensina a Identificá-los?
As Escrituras oferecem critérios claros para discernir se um profeta é verdadeiro ou falso:
O Teste do Cumprimento (Antigo Testamento)
No livro de Deuteronômio, Deus estabelece um critério prático: se a palavra dita em nome do Senhor não se cumprir, aquela mensagem não veio Dele.
"Se você perguntar a si mesmo: 'Como poderemos saber se uma mensagem não vem do Senhor?', saiba que, se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor." — Deuteronômio 18:21-22
O Teste dos Frutos (Novo Testamento)
Jesus expande esse critério para além do cumprimento de previsões, focando no caráter e na conduta do profeta.
"Por seus frutos vocês os reconhecerão. (...) A árvore boa produz frutos bons, mas a árvore má produz frutos ruins." — Mateus 7:16-17
Na primeira carta de João, a fidelidade à verdade sobre Jesus Cristo é o padrão de validação:
"Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus." — 1 João 4:2-3
3. Exemplos Marcantes na Bíblia
Balaão (Números 22-24): Embora tenha ouvido a Deus, seu nome tornou-se sinônimo de alguém que usa o dom profético ou religioso para obter lucro e que induz o povo ao erro (mencionado em 2 Pedro 2:15 e Apocalipse 2:14).
Hananias (Jeremias 28): Ele confrontou o profeta Jeremias publicamente, profetizando que o exílio na Babilônia duraria apenas dois anos, contradizendo a mensagem de julgamento que Deus havia dado a Jeremias. Como consequência de sua falsa profecia, Hananias morreu naquele mesmo ano.
Os 400 profetas de Acabe (1 Reis 22): O rei Acabe, de Israel, cercou-se de centenas de profetas que apenas aprovavam seus planos de guerra. O único que falou a verdade foi Micaías, que previu a derrota do rei.
4. O Alerta para os Últimos Dias
No Novo Testamento, as advertências sobre falsos profetas ganham um tom de urgência escatológica (sobre o fim dos tempos).
Jesus avisou em Mateus 24:24 que surgiriam "falsos cristos e falsos profetas" operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, até os escolhidos. O livro de Apocalipse também descreve a figura do "Falso Profeta" (Apocalipse 19:20), uma entidade ou liderança que trabalha em conjunto com o Anticristo, operando milagres visuais para fazer com que a humanidade adore o sistema corrompido.
1. Os samaritanos observaram que os judeus davam muito valor à palavra dos profetas.
Os judeus, sabiamente, sempre deram muito valor à palavra dos profetas, pois sabiam que eram vindas de DEUS.
O povo Hebreu, depois, judeus, sempre foram guiados por DEUS por profetas que eram porta-vozes do que DEUS queria dizer ao seu povo.
Alguns exemplos de Profetas do AT
Abraão - Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é e rogará por ti, para que vivas; porém, se não lhe restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu. Gênesis 20:7
Moisés - E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera face a face; Deuteronômio 34:10
Davi - Sendo, pois, ele profeta e sabendo que DEUS lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o CRISTO, para o assentar sobre o seu trono, Atos 2:30
Samuel - E, depois disto, por quase quatrocentos e cinquenta anos, lhes deu juízes, até ao profeta Samuel. Atos 13:20
Jeremias - E fez o que era mau aos olhos do Senhor, seu DEUS; nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor. 2 Crônicas 36:12
Isaías - regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías. Atos 8:28
Daniel - Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda), Mateus 24:15
A Igreja também é fundada sobre o ministério dos profetas - edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que JESUS CRISTO é a principal pedra da esquina; Efésios 2:20
2. Neemias tinha o dever de examinar a profecia recebida.
A profecia deve ser analisada de duas formas - Intelectualmente e espiritualmente.
Intelectualmente (Intelecto humano)
O líder deve ser profundo conhecedor da Palavra de DEUS - Leitura e estudo da bíblia são importantíssimos - frequência na EBD é de suma importância para um pastor ou obreiro (assim se destacaram grandes líderes). Vemos compensar a falta de líderes na EBD na atualidade (parecem saber tudo e não precisarem mais aprender - falta de humildade e sabedoria).
A leitura total da Bíblia uma vez ao ano deve ser colocada como prioridade na vida ministerial. Para julgar uma profecia é preciso ter base Bíblica.
Examinai tudo. Retende o bem. 1 Tessalonicenses 5:21
Análise de si próprio - “Um homem como eu fugiria?”
Análise da Palavra de DEUS - Não tinha o direito de entrar no templo, só sacerdotes poderiam.
Espiritualmente (revelação do ESPÍRITO SANTO - Sobrenatural)
Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de DEUS, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. 1 João 4:1
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 1 Coríntios 2:15 Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal. Hebreus 5:14
Discernimento da procedência da mensagem - Compreendeu que vinha o ardil de Tobias e Sambalate, para atemorizá-lo e seduzi-lo a pecar.
Discernimento - “Conheci que não era de DEUS” (Ne 6.12).
A BÍBLIA REVELA A EXISTÊNCIA DOS FALSOS PROFETAS
1. No Antigo Testamento:
OS FALSOS PROFETAS.
Há numerosas referências no AT aos falsos profetas. Por exemplo: quatrocentos falsos profetas foram reunidos pelo rei Acabe (2Cr 18.4-7); um espírito mentiroso achava-se na boca deles (2Cr 18.18-22). Segundo o AT, o profeta era considerado falso:
(1) se desviasse as pessoas do DEUS verdadeiro para alguma forma de idolatria (Dt 13.1-5);
(2) se praticasse adivinhação, astrologia, feitiçaria, bruxaria e coisas semelhantes (ver Dt 18.10,11);
(3) se suas profecias contrariassem as Escrituras (Dt 13.1-5);
(4) se não denunciasse os pecados do povo (Jr 23.9-18); ou
(5) se predissesse coisas específicas que não se cumprissem (Dt 18.20-22).
a. O trágico exemplo relatado em 1 Reis 13.
E eis que, por ordem do Senhor, um homem de DEUS veio de Judá a Betel; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso. E clamou contra o altar com a palavra do Senhor e disse: Altar, altar! Assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimam sobre ti incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti.
E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza que nele está se derramará.
Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de DEUS que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a mão de sobre o altar, dizendo: Pegai nele. Mas a mão que estendera contra ele se secou, e não a podia tornar a trazer a si.
E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de DEUS apontara pela palavra do Senhor.
Então, respondeu o rei e disse ao homem de DEUS: Ora à face do Senhor, teu DEUS, e roga por mim, para que a minha mão se me restitua. Então, o homem de DEUS orou à face do Senhor, e a mão do rei se restituiu e ficou como dantes.
13.2 JOSIAS. Esta profecia foi proferida 300 anos antes de Josias nascer. Para o seu cumprimento, ver 2 Rs 23.15-20.
E também o altar que estava em Betel e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, que tinha feito pecar a Israel, juntamente com aquele altar, também o alto derribou; queimando o alto, em pó o desfez e queimou o ídolo do bosque.
E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte, e enviou, e tomou os ossos das sepulturas, e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do Senhor, que apregoara o homem de DEUS, quando apregoou estas palavras. 2 Reis 23:15,16
E o rei disse ao homem de DEUS: Vem comigo à minha casa e conforta-te; e dar-te-ei um presente. Porém o homem de DEUS disse ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar.
Porque assim me ordenou o Senhor pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água e não voltarás pelo caminho por onde foste. E foi-se por outro caminho e não voltou pelo caminho por onde viera a Betel.
E morava em Betel um profeta velho; e vieram seus filhos e contaram-lhe tudo o que o homem de DEUS fizera aquele dia em Betel e as palavras que dissera ao rei.
... E foi-se após o homem de DEUS, e o achou assentado debaixo de um carvalho, e disse-lhe: És tu o homem de DEUS que veio de Judá? E ele disse: Eu sou. Então, lhe disse: Vem comigo à minha casa e come pão.
.... E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe). E voltou ele, e comeu pão em sua casa, e bebeu água.
.... E clamou ao homem de DEUS que viera de Judá, dizendo: Assim diz o Senhor: Visto que foste rebelde à boca do Senhor e não guardaste o mandamento que o Senhor, teu DEUS, te mandara; antes, voltaste, e comeste pão, e bebeste água no lugar de que te dissera: Não comerás pão, nem beberás água, o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais. E sucedeu que, depois que comeu pão e depois que bebeu água, albardou ele o jumento para o profeta que fizera voltar.
Foi-se, pois, e um leão o encontrou no caminho e o matou; e o seu cadáver estava lançado no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e o leão estava junto ao cadáver.
13.9 ASSIM ME ORDENOU O SENHOR PELA SUA PALAVRA. O profeta, como porta-voz de DEUS, tinha a máxima responsabilidade de observar toda a palavra do Senhor. Esse profeta, a seguir, desobedeceu às determinações de DEUS, e pagou com a sua vida (vv. 11-24). O PROFETA JÁ HAVIA EXECUTADO SUA TAREFA, ERSTAVA TUDO MUITO BEM. ATÉ MILAGRE DEUS AHVAIA FEITO PARA COMPROVAR A PALAVRA DO PROFETA. PORÉM, A ORDEM - Não comerás pão, nem beberás água e não voltarás pelo caminho por onde foste - DEIXOU DE SER CUMPRIDA. ERA UMA PALVAR DITA POR DEUS A ESTE PROFETA, NÃO FOI ESCRITA NA TORÁ PARA ELE LER, FOI DIRETAMENTE DADA POR DEUS A ELE. UM PROFETA RECEBE DIRETAMENTE DE DEUS A MENSAGEM QUE DEVE DAR E COMO DEVE SE COMPORTAR.
13.21,22 FOSTE REBELDE À BOCA DO SENHOR. A história do profeta anônimo, desobediente, foi registrada como um exemplo e advertência para os crentes de nossos dias (cf. 1 Co 10.1-13).
(1) As Escrituras são a autoridade suprema do crente, em tudo o que diz respeito à vontade de DEUS para a sua vida. As palavras e ensinos de notáveis ministros de DEUS, ou até mesmo de anjos, o crente não deve aceitar, caso contradigam os preceitos e padrões da revelação divina escrita, a saber: os ensinos de CRISTO e dos apóstolos (1 Co 14.29, Gl 1.8,9; ver 1 Jo 4.1).
(2) A desobediência às determinações de DEUS, resulta em castigo, mesmo que a pessoa tenha sido fiel e servido bem (vv. 20-25).
(3) A situação mais perigosa para o crente é ele ser desobediente à Palavra de DEUS. A maior causa de fracassos entre os crentes é quando deixam de ter a Palavra de DEUS como uma questão de viver ou perecer espiritualmente (Ver Gn 3.4).
(4) DEUS requer fidelidade total aos seus mandamentos por parte dos que são chamados a proclamarem a sua Palavra (cf. 1 Tm 3.1-11; Tt 1.5-9; Tg 3.1). Desses é requerido serem exemplos para o povo de DEUS.
13.24 UM LEÃO... O MATOU. Ninguém vá pressupor que o profeta morreu sem salvação. Sua desobediência enquadra-se na mesma categoria que Moisés (ver Nm 20.12).
b. Nos dias de Jeremias havia falsos profetas, os quais com suas profecias combatiam a palavra que DEUS havia enviado a Israel, por meio de Jeremias (Jr 29.21-23).
Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles. 18 Porque, eis que hoje te ponho por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. 19 E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar. (Jr. 1:17-19)
E feriu Pasur ao profeta Jeremias, e o colocou no cepo que está na porta superior de Benjamim, na casa do SENHOR. Jr. 20:2
2 Ora, nesse tempo o exército do rei de Babilônia cercava Jerusalém; e Jeremias, o profeta, estava encerrado no pátio da guarda que estava na casa do rei de Judá; 3 Porque Zedequias, rei de Judá, o tinha encerrado, dizendo: Por que profetizas tu, dizendo: Assim diz o SENHOR: Eis que entrego esta cidade na mão do rei de Babilônia, e ele a tomará; (Jr 32:2-3)
Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém! Assim faça o SENHOR; confirme o SENHOR as tuas palavras, que profetizaste, e torne ele a trazer os utensílios da casa do SENHOR, e todos os do cativeiro de Babilônia a este lugar. (Jr 28:6)
E os príncipes se iraram muito contra Jeremias, e o feriram; e puseram-no na prisão, na casa de Jônatas, o escrivão; porque a tinham transformado em cárcere. (Jer 37:15)
E disseram os príncipes ao rei: Morra este homem, visto que ele assim enfraquece as mãos dos homens de guerra que restam nesta cidade, e as mãos de todo o povo, dizendo-lhes tais palavras; porque este homem não busca a paz para este povo, porém o mal. (Jer 38:4)
19 E eu era como um cordeiro, como um boi que levam à matança; porque não sabia que maquinavam propósitos contra mim, dizendo: Destruamos a árvore com o seu fruto, e cortemo-lo da terra dos viventes, e não haja mais memória do seu nome. 20 Mas, ó SENHOR dos Exércitos, justo Juiz, que provas os rins e o coração, veja eu a tua vingança sobre eles; pois a ti descobri a minha causa. 21 Portanto, assim diz o SENHOR acerca dos homens de Anatote, que buscam a tua vida, dizendo: Não profetizes no nome do SENHOR, para que não morras às nossas mãos. (Jer 11:19-21)
PALAVRAS de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes que estavam em Anatote, na
terra de Benjamim; (Jer 1:1)
Porque até os teus irmãos, e a casa de teu pai, eles próprios procedem deslealmente contigo; eles mesmos clamam após ti em altas vozes: Não te fies neles, ainda que te digam coisas boas. (Jr. 12:6)
PERSEGUIDO POR SACERDOTES E PROFETAS E AMIGOS- 1 E PASUR, filho de Imer, o sacerdote, que havia sido nomeado presidente na casa do SENHOR, ouviu a Jeremias, que profetizava estas palavras. 6 E tu, Pasur, e todos os moradores da tua casa ireis para o cativeiro; e virás a Babilônia, e ali morrerás, e ali serás sepultado, tu, e todos os teus amigos, aos quais profetizaste falsamente. (Jer. 20:1,6)
Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto? (Jer 5:31)
Porque ouvi a murmuração de muitos, terror de todos os lados: Denunciai, e o denunciaremos; todos os que têm paz comigo aguardam o meu manquejar, dizendo: Bem pode ser que se deixe persuadir; então prevaleceremos contra ele e nos vingaremos dele. (Jr. 20:10).
O JUGO DE JEREMIAS
“ouve agora, hananias: o senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. pelo que assim diz o senhor: eis que te lançarei de sobre a face da terra, morrerás este ano, porque pregaste rebeldia contra o senhor”:
Introdução: O Senhor DEUS chamou Jeremias para ser um poderoso profeta perante as nações. Quando DEUS o chamou, lhe disse: "Eu te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares, e para edificares e para plantares" (Jr 1:10). Mas DEUS também avisou ao profeta que seu ministério seria um ministério de muita dor, sofrimento e rejeição. Um dos maiores problemas que Jeremias enfrentou foram os muitos falsos profetas que havia entre o povo de DEUS e que profetizavam mentiras seduzindo os judeus ao erro e à desobediência. Neste estudo vamos aprender com o episódio no qual o profeta Jeremias se depara com a oposição do falso profeta Hananias.
A. UM MINISTÉRIO DE MUITAS PROVAÇÕES
1. Naqueles dias, o poderoso rei da Babilônia tinha levado muitos judeus cativos para a Babilônia. Em suas pregações, o profeta Jeremias tinha deixado bem claro que isso aconteceu em decorrência dos pecados do povo de DEUS. Eles pecaram tanto, que o próprio Senhor DEUS os entregou nas mãos da Babilônia. Era uma época de grandes tensões e incertezas. O país estava quebrado e arruinado. A economia estava destruída.
2. Naquela situação tão lamentável, Jeremias pregou a Palavra do Senhor e anunciou que o povo de Israel, como também os povos vizinhos (que tentavam fazer uma aliança contra o rei da Babilônia), ficariam debaixo do jugo do rei da Babilônia.
3. Esta profecia de Jeremias falando em nome do Senhor deixou o povo e seus líderes espirituais revoltados. Jeremias teve a ousadia de profetizar uma mensagem ruim numa época ruim. Ele falou em pecado e castigo, como se a miséria enfrentada pelo povo não fosse suficiente.
4. Todo mundo ficou irritado com Jeremias. Todo o povo se ajuntou contra ele (Jr 26:9). Os líderes espirituais até queriam tirar-lhe a vida (Jr 26:16).
B. A ORDEM DO SENHOR
1. DEUS deu uma ordem incômoda e estranha ao profeta: "Faça correias e uma canga e coloque-as ao pescoço. E envia também correias e cangas aos reis de Edom, ao rei de Moabe, e a outros reis, anunciando-lhes que todos aqueles povos irão ficar debaixo do jugo do rei da Babilônia" (Jr 27:1-7).
2. Jeremias cumpriu esta ordem do Senhor DEUS. Ele pôs uma canga ao seu pescoço, mostrando ao povo de DEUS que este continuaria servindo ao rei da Babilônia, o qual foi enviado por DEUS para castigar seu povo. Também avisou aos diplomatas de Edom, Moabe e outros povos, que vieram à Jerusalém para fechar uma aliança política com o rei Zedequias contra o rei da Babilônia, que todos aqueles povos permaneceriam debaixo do jugo do rei da Babilônia.
3. Assim Jeremias cumpriu a ordem do Senhor, dirigindo-se às nações e reinos, confirmando a supremacia do rei da Babilônia, ao mesmo tempo confirmando o castigo de DEUS sobre os pecados de seu povo.
C. A OPOSIÇÃO DO FALSO PROFETA HANANIAS
1. Mas um profeta chamado Hananias, se levantou e desafiou o profeta Jeremias. Ele quebrou a canga que estava sobre o pescoço de Jeremias e falou, na presença de todo o povo, uma profecia mentirosa, v.12. Ou seja, o profeta Hananias falou, em nome, não do Senhor, uma mensagem totalmente contrária à mensagem de Jeremias. Jeremias disse: “Vocês continuarão servindo ao rei da Babilônia”. Hananias disse: “Isso não vai acontecer de modo algum! Dentro de dois anos vocês estarão libertos do domínio do rei da Babilônia”.
2. Além de mentir, o profeta Hananias deu uma demonstração de determinação e força. Ele falou como se fosse em nome do Senhor, na presença de todos e sem nenhuma hesitação. Ele contrariou e desmanchou abertamente as palavras do profeta Jeremias, e até mesmo arrancou a canga do pescoço dele e a quebrou.
3. O profeta Jeremias não reagiu. A Bíblia relata que "Jeremias, o profeta, se foi tomando o seu caminho" (v.11). Jeremias sentiu muito, e aceitou a derrota, calado. Saiu do meio do povo, depois do incidente, cabisbaixo, abalado e machucado. Aquele homem era o mesmo Jeremias que fora chamado pelo Senhor DEUS para ser um poderoso profeta, um profeta que abalaria nações e reinos, mas que, contudo, isso ficou de boca fechada. Ele não disse mais nada. Diante do “show” dado pelo profeta Hananias, que falou com a maior autoconfiança, profetizando um futuro glorioso para o povo de DEUS, Jeremias parecia um fracasso.
4. O profeta Jeremias foi afrontado dentro da Casa do Senhor (v.1). Ou seja, o profeta Hananias desmentiu o profeta Jeremias na presença de DEUS, na presença do povo e dos sacerdotes. E não só isso! Hananias falou "em nome do Senhor".
5. Vejamos a confusão. Jeremias tinha falado e agido em nome do Senhor. Mas outro profeta se levantou e falou "em nome do Senhor" para contradizer a mensagem falada por Jeremias. Qual deles realmente falou em nome do Senhor? A mensagem de Jeremias não agradou. A mensagem de Hananias agradou muito, pois ele só falava em paz e bom futuro.
6. Será que Jeremias, que era um homem de DEUS, não devia ter respondido com convicção e determinação? Reagir não era o dever dele, uma vez que ele estava com a verdadeira palavra profética? Jeremias não fez nada disso. Quando respondeu a Hananias ele se reportou aos demais profetas que profetizaram antes dele, v.6-9. Jeremias também advertiu, com humildade, dizendo: “Agora, o profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor" (v.9).
D. AS LIÇÕES PARA A IGREJA HOJE
1. O que devemos pensar dessa história, onde um profeta do Senhor, que falou a Palavra do Senhor e cumpriu as suas ordens, passou vergonha e foi desacreditado?
2. Gritar palavras de ordem e dizer frases ensaiadas não significa ter unção e falar em nome do Senhor. Hananias falou com toda convicção "em nome do Senhor, mas era mentira. Nada do que ele disse aconteceu.
3. Mas DEUS, que é tremendo, deu uma outra ordem a Jeremias. Ele recebeu uma mensagem de juízo para o povo (a canga não será mais de madeira e sim de ferro) e uma para Hananias (você morrerá, porque pregou rebelião contra o Senhor), vs15-17. Hananias morreu dias depois.
4. Não devemos ficar impressionados quando o pregador só fala o que o povo quer ouvir. Numa época de crise e desemprego, muitos se aproveitam, pregando prosperidade e bênçãos, enganando até multidões. A nossa época é também uma época muito propícia a isso. Os problemas financeiros, de saúde, de educação são extremamente graves para grande parte da população. Existe um clima de insegurança muito forte. Mas que o povo de DEUS não se engane e não seja ignorante. Importa ouvirmos a pura e verdadeira Palavra de DEUS.
Conclusão:
A Palavra profética é esta: CRISTO crucificado. Para o mundo tal pregação é uma demonstração de fraqueza. Todos querem ouvir promessas lindas, seja de políticos, seja de pastores. Qualquer engano é bem-vindo, desde que seja doce. A nossa pregação é diferente. Pregamos a PALAVRA E O PODER DE CRISTO. O Senhor nos guarde de pregarmos um outro evangelho, pois assim pregaremos rebelião contra o Senhor e o juízo será certo. Vamos seguir pregando a mensagem da salvação, pois ela nos leva à cruz de CRISTO e revela o poder de DEUS para todos que foram chamados para a eterna
(glória. http://www.revdionildodantas.com/2011/11/um-estudo-em-jeremias-capitulo- 28.html)
2. No Novo Testamento:
No NT, o profeta é um dos cinco dons ministeriais da igreja (possui dons de revelações sobrenaturais, inclusive o elemento preditivo). São pessoas escolhidas por JESUS e colocadas na Igreja como um dos líderes "querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. Efésios 4:12-14"
Os profetas no NT são considerados pela Igreja com posição bem inferior do que os judeus consideravam seus profetas. Por isso mesmo a advertência de Paulo - Não desprezeis as profecias. 1 Tessalonicenses 5:20.
Talvez, devido à falta de preparo e experiência prática de nossos líderes com os dons e suas manifestações, os profetas atuais foram deixados de lado pela Igreja.
Já no caso da profecia (dom do ESPÍRITO SANTO), as manifestações são passíveis de serem julgadas pela igreja no momento de suas manifestações, já que não possuem elemento preditivo.
a. Jezabel.
2.2 QUE DIZEM SER APÓSTOLOS. Um dos principais cuidados de JESUS, ao dirigir sua mensagem final às sete igrejas, foi preveni-las da apostasia por tolerar falsos mestres, profetas ou apóstolos, que distorciam a Palavra de DEUS ou enfraqueciam seu poder e autoridade nas igrejas. (1) CRISTO ordena que as igrejas testem todos os que alegam autoridade espiritual. (2) Note que CRISTO censurou as igrejas de Pérgamo (vv. 14-16) e Tiatira (v. 20) por acolherem, ao invés de resistirem, os que eram desleais à verdade e padrões da Palavra de DEUS.
2.20 TOLERARES... JEZABEL, MULHER QUE SE DIZ PROFETISA. Um pecado prevalecente na igreja de Tiatira era a tendência de tolerar o pecado, a iniquidade o ensino antibíblico entre seus líderes (vv. 14,20). João cita uma pessoa específica: Jezabel, nome este derivado da Jezabel do AT e que representa a idolatria e a perseguição aos santos (1 Rs 16.21; 19.1-3; 21.1-15; ver 21.25). Alguns em Tiatira provavelmente aceitaram os falsos mestres, pelo fato de falarem em nome de DEUS e terem grande popularidade e influência. CRISTO condena o pecado da transigência com o erro. Devemos rejeitar qualquer preletor que coloca suas próprias palavras acima da revelação bíblica (ver 1 Co 14.29) e declara que DEUS aceita, na igreja, a quem comete atos imorais, participando dos prazeres pecaminosos do mundo. Alguns, na igreja, costumam tolerar tais falsos ensinos, por indiferença, medo de confronto, amizade pessoal ou pelo desejo de paz, harmonia, autopromoção ou dinheiro. DEUS excluirá tal igreja, juntamente com os seus líderes (vv. 20-23; ver também Lc 17.3,4).
JESUS advertiu o anjo da Igreja em Tiatira, por este ter permitido que uma mulher, por nome Jezabel, falsa profetisa, ensinasse e enganasse os membros daquela igreja, prostituindo-os (Ap 2.20-23).
b. A Bíblia adverte que nos últimos tempos aparecerão falsos profetas (Mt 24.11,24).
24.11 SURGIRÃO MUITOS FALSOS PROFETAS. À medida que os últimos dias se aproximarem, surgirão muitos falsos mestres e pregadores entre o povo. Grande parte do cristianismo se tornará apóstata. A lealdade total à Palavra de DEUS, bem como santidade bíblica, serão coisas raras.
(1) Crentes professos aceitarão novas revelações, mesmo que elas conflitem com a Palavra revelada de DEUS. Isto motivará oposição à verdade bíblica dentro da igreja (ver 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.8; 4.3).
Homens pregando um evangelho misto ocuparão posições estratégicas de liderança nas denominações e nas escolas teológicas (ver 7.22 - veja a entrada do calvinismo na direção das EBDs hoje em dia, em várias igrejas). Os tais enganarão e desviarão a muitos dentro da igreja (ver Gl 1.9; 2 Tm 4.3; 2 Pe 3.3,4).
(2) Em todas as partes do mundo, milhões de pessoas praticarão ocultismo, astrologia, feitiçarias, espiritismo e satanismo. A influência dos demônios e espíritos malignos multiplicar-se-á sobremaneira (ver 1 Tm 4.1).
(3) Para não ser enganado, cada crente deverá crescer em fé e amor para com CRISTO, e ter como autoridade absoluta em sua vida a Palavra (vv. 4,11,13,25), conhecendo-a bem na sua totalidade (ver 1 Tm 4.16).
O espírito do Anticristo estará então operando grandemente (1 Jo 2.18; 4.2,3), e fará esses falsos profetas operarem sinais e prodígios de mentira, com todo engano e injustiça (2 Ts 2.9,10). Veja que sinais e prodígios serão fabricados, talvez pela mídia. Não são provindos de DEUS, mas dos homens.
III – DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS
O profeta é julgado por seu porte cristão e pela veracidade e o cumprimento de suas mensagens, já os que são usados pela profecia terão suas mensagens julgadas pela igreja, já que são para edificação, exortação e consolação.
Dom de Profecia, devido à falta de integridade do vaso (crente) usado, pode vir de três fontes diferentes: De Satanás, Do homem e de DEUS. Pode uma mesma pessoa trazer uma profecia que tem essas três fontes ao mesmo tempo. por isso mesmo temos como regra na Palavra de DEUS o julgamento de tais profecias. "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. 1 Coríntios 14:29"
1. DEUS quer a sua Igreja revestida com todos os dons do ESPÍRITO SANTO.
Em todas as igrejas temos os salvos e os não salvos, os santos e os hipócritas, os verdadeiros e os falsos irmãos. Não é por Corinto ser berço de uma igreja com diversos problemas, como divisão e pecados diversos, que devemos deixar de buscar os Dons do ESPÍRITO SANTO, por eles os terem em abundância. Não devemos pensar que os que estavam em pecado sejam os mesmos que eram usados em dons.
"nenhum dom lhe faltava (1 Co 1.7). O conselho bíblico para nós é: “Segui o amor, e procurai com zelo (ou ardentemente, ou diligentemente) os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1).
Todos os crentes podem e devem ser usados em dons do ESPÍRITO SANTO. A Igreja seria e teria muito maior êxito na evangelização e na vida cristã cotidiana, se todos os dons operassem em seu meio. Quase não haveria doentes e enfermos. A grande maioria estaria edificada, exortada e consolada, portanto, fortes espiritualmente e aptos para evangelizarem a todos os necessitados de salvação.
A listagem resumida dos dons se encontra na carta do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12. Separando-os por função, são eles:
Dons de Revelação (Revelam algo oculto) - Palavra de Sabedoria (revelação do futuro), Palavra de Conhecimento (revelação de algo do passado ou presente oculto aqui), Discernimento de espíritos (revelação da fonte de uma mensagem ou de uma manifestação).
Dons de Poder (São explosões de poder - Dunamis) - Fé (sobrenatural para ressuscitar mortos), Milagres (ação sobrenatural na natureza) e dons de Curar (doenças e enfermidades).
Dons de Inspiração - Profecias (edificação, exortação e consolação), Variedade de Línguas (pelo menos 4 tipos de línguas faladas - de oração para edificação própria, língua para falar com o estrangeiro, língua de oração intercessora - Rm 8, língua para ser interpretada), Interpretação de Línguas (equivale a uma profecia a interpretação de línguas na língua materna da congregação).
2. O despertamento renova os dons.
Quando acontece um avivamento espiritual legítimo, da igreja legítima, todos os dons são distribuídos entre os crentes que estão buscando-os, pois é o desejo de DEUS que todos tenham dons, isso torna a evangelização eficiente. É o ESPÍRITO SANTO que está conosco para nos capacitar a vencer todos os poderes das trevas. Por isso mesmo a arma utilizada por Satanás na igreja atual é o calvinismo, pois este sufoca os dons por crerem que eram só para a época dos primeiros apóstolos. Não aceitam o falar em línguas, pois o diabo sabe que o crente é edificado e fortalecido orando em línguas.
A falta de avivamentos espirituais legítimos tem impedido que os dons se manifestem. Os líderes atuais, muito ocupados com os bens materiais, não se preparam e não têm prática nessas manifestações sobrenaturais. Por isso mesmo proíbem ou inibem as manifestações do ESPÍRITO SANTO na igreja. Preferem que não haja tais manifestações para não terem o trabalho de corrigir possíveis erros. Não percebem que estão se colocando contra o ESPÍRITO SANTO e impedindo o crescimento do número de salvos. Na verdade, estão ajudando o trabalho de Satanás.
É importante que haja profecias e profetas, mas para isso nossos líderes devem buscar o avivamento juntamente com a igreja e participar das orações, jejum e estudos da Bíblia.
IV – POR QUE DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS?
1. Porque a Palavra de DEUS nos manda julgá-las (1 Ts 5.19-21; 1 Co 14.29).
Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda aparência do mal. 1 Tessalonicenses 5:19-22
5.19,20 NÃO EXTINGAIS O ESPÍRITO.
(1) Paulo compara o extinguir o fogo do Espírito com o desprezo e rejeição às manifestações sobrenaturais do Espírito SANTO, tais como a profecia (vv. 19,20). Reprimir ou rejeitar o uso correto e ordenado da profecia, ou de outros dons espirituais, resultará na perda em geral da manifestação do Espírito (1 Co 12.7-10,28-30). O ministério do Espírito SANTO a favor dos crentes é descrito em Jo 14.26; 15.26,27; 16.13,14; At 1.8; 13.2; Rm 8.4,11,16,26; 1 Co 2.9-14; 12.1-11; Gl 5.22-25.
(2) Estes dois versículos mostram com clareza que outras igrejas tinham em seu meio a manifestação de dons espirituais nos cultos de oração. Note-se bem que as mensagens proféticas não desprezadas, mas também aceitas após exame cuidadoso (v. 21; ver 1 Co 14.29).
Na análise devemos escolher o que nos aproveita para crescimento na graça e no conhecimento de DEUS e jogar fora o que não é aproveitável. Até o que pode ser para o mal no futuro devemos rejeitar.
2. Porque os que profetizam são sujeitos a falhas.
A história da Igreja é testemunha melancólica ao fato de que a extinção do Espírito de DEUS, inevitavelmente leva ao desprezo dos meios ordenados por DEUS e da substituição de dispositivos humanos para funções divinas dentro da Igreja. Não é raro nos dias de hoje para a mente carnal dentro da igreja, em lugares altos ou na cena local, para tentar manipular prioridades divinas! Aqui o Apóstolo refere-se, em particular, ao dom da profecia para que ele posteriormente atribua um lugar prioritário na vida da igreja (1 Cor. 14: 1-5). O termo profecias refere-se especialmente a: "... forthtelling (prophemi - profetizar) ao invés de predizer que é o carro chefe do ministério de Profeta (Ef 4.1; 1 Cor 14.), e era, evidentemente, depreciados em Tessalônica como em Corinto depois. "De modo geral," a profecia, na Igreja Apostólica foi diretamente inspirada como instrução, exortação e advertência. "A palavra aqui, diz Milligan, claramente aponta para" as declarações apaixonadas em relação as coisas profundas de DEUS, que tão frequentemente se mostraram no início da igreja sob a influência direta do Espírito, cf. Atos 02:17; 19: 6; 1 Cor. 12:1110; Rev.1:10. "
A palavra desprezo (exoutheneo) denota uma atitude quase de desprezo de Espírito. Não era simplesmente que alguns homens estavam inclinados a subestimar a forthtelling - profecia da verdade; eles realmente vieram para prendê-lo e o mensageiro com desprezo! Paulo aqui adverte a igreja e quem mais possa interessar "parar apagar o Espírito", mantendo no desprezo os meios que DEUS designou para a edificação espiritual do homem.
Por outro lado, o apóstolo também exorta os irmãos para colocar todas as coisas, quer milagres, línguas ou profecias, à prova para ver se estes carregam a marca da autoridade divina (v. 21). Francamente, Paulo não quer que a igreja a aceite passivamente ou cegamente como verdade tudo o que se oferece em nome da verdade. Colocá-lo à prova, provar todas as coisas. Mediante a iluminação do Espírito SANTO, o crente está habilitado a separar entre a verdade e o erro. Vamos, portanto, colocar todas as coisas a prova de fogo pela visão concedida a nós pelo Espírito SANTO! E vamos reter o que é bom, o que leva o selo da autoridade divina!
Com que critério deve as coisas cristãs serem julgadas certas ou erradas? Nosso Senhor repreendeu os líderes religiosos de seu tempo, dizendo: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de DEUS “(Mateus 22:29.). O Apóstolo, por outro lado, elogiou os crentes de Bereia porque eles examinaram " as escrituras diariamente, se estas coisas eram assim “(Atos 17:11). O profeta Isaías em seu dia desafiou Israel para irem "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva. (Isaías 8:20). Um dos crimes dos escribas e fariseus foi o fato de que eles "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de DEUS. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Mateus 15:6; 9). O homem natural, é claro, não é competente para provar as coisas espirituais, pois ele não tem a visão, bem como os critérios necessários de julgamento espiritual (1 Cor. 2:14). O custo para abster-se de toda forma de mal, é feita para aqueles que têm "a unção do SANTO e sabe todas as coisas" (1 João 2:20).
Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de DEUS, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 1 Coríntios 2:14
3. Porque pode haver conhecimento prévio dos fatos.
Pode alguém, quando for transmitir uma mensagem de DEUS, colocar também uma mensagem sua própria no meio da mensagem total. O prévio conhecimento da pessoa que vai receber a mensagem e de sua realidade, pode interferir na veracidade da mensagem, pois o transmissor pode colocar seu conhecimento no meio da mensagem. O mensageiro pode até colocar uma ideia sua ou um julgamento seu próprio na mensagem.
Exemplo disso:
Natā, profeta de DEUS, homem íntegro, acabou transmitindo sua própria maneira de ver e julgar e entregou, por conta própria, uma “mensagem profética” ao rei Davi (2 Sm 7.2), porém DEUS mandou que ele corrigisse a palavra dada (2 Sm 7.4-6).
A casa de DEUS e a casa de Davi (7.1-29; cf. lCr 17.1-27)
v. 1-27. O desejo de Davi. Essa história difere pouco da sua correspondente em 1 Cr 17; o rei Davi já morava em seu palácio e o Senhor lhe dera descanso de todos os seus inimigos ao redor (v. 1). Ele se angustiou diante da comparação entre o seu palácio de cedro (v. 2) e a tenda temporária que abrigava a arca. Ele falou com Natã, o profeta, “um sucessor digno de Samuel”, que lhe garantiu a aprovação divina do seu plano de construir uma casa digna para Javé. Mas à noite veio uma mensagem divina a Natã instruindo-o a anular o conselho que tinha dado a Davi. Natã foi lembrado de que DEUS não havia morado em nenhuma casa desde o dia em que tirara os israelitas do Egito (v. 6). Tampouco tinha instruído o seu povo a construir para ele uma casa. Houve ainda uma mensagem pessoal para Davi, que o lembrou do seu chamado para liderar o seu povo como pastor e para derrotar todos os seus inimigos. Israel terá o seu próprio lar e não será mais incomodado (v. 10). DEUS não permitiu a Davi construir o Templo em Jerusalém. A mensagem dada por Natã foi dele e não de DEUS. DEUS o mandou corrigir, dizendo que Salomão é que construiria tal prédio.
Veja que mesmo sendo um homem de DEUS, Natã se deixou levar por sua amizade com Davi e entregou uma falsa mensagem ao rei Davi. Por isso mesmo, devemos tomar muito cuidado ao recebermos alguma mensagem de um profeta.
4. Existe a possibilidade de que o “profeta”, ao enunciar a “mensagem profética”, esteja sendo influenciado por um espírito maligno, disseminador de mentiras.
A morte de Acabe (1 Rs 22.1-40)
Depois de três anos de cordialidade (v. 1), a hostilidade com a Síria recomeça (v. acima comentário de 20.1). A ocasião é uma visita de Josafá, rei de Judá (v. 2) que é introduzida na história antes da observação cronológica do v. 41. As relações entre Norte e Sul têm sido muito debatidas, mas a sugestão de que Josafá era praticamente um vassalo de Acabe é equivocada. O casamento de Jeorão (filho de Josafá) com Atalia (2 Rs 8.16-18) selou o acordo entre semelhantes — e significou problemas para Judá quando a piedade sólida de Josafá desapareceu. A estabilidade dinástica do Sul contrastava com a do Norte, e, em vista da pressão síria, a unidade era politicamente essencial de todo modo. Talvez convicções políticas semelhantes fizeram Josafá fazer parcerias muito estranhas do ponto de vista religioso (v. 2Rs 3.14). Quaisquer que tenham sido as causas, Josafá não é alguém bem-vindo na corte de Acabe, e a sua frase: Sou como tu (v. 4) é timidamente modificada pelo pedido: Peço-te que busques primeiro o conselho do Senhor (v. 5).
Assim, o rei de Israel reuniu quatrocentos profetas (v. 6), um grupo variado de homens com a mesma perspectiva nacionalista que tinha o indivíduo citado anteriormente (inspirados por demônios - cap. 20). Não eram necessariamente homens oportunistas, mas impregnados de um zelo pela guerra santa — o que era bom para Israel tinha de ser a vontade de Javé — e aparentemente inconscientes de questões morais mais profundas, v. 6. Ramote-Gileade era parte do território de Javé, de modo que eles aconselharam em uníssono: Sim, pois o Senhor a entregará nas mãos do rei. Talvez foi a forma, ou até a quantidade de profetas, que trouxe desconforto a Josafá, e assim ele pede que tragam um profeta em que lhe possa mesmo confiar - Micaías, filho de Inlá para o cenário, com o comentário de Acabe: mas eu o odeio [...] porque [...] profetiza [...] coisas ruins sobre mim (v. 8). No entanto, Micaías parece estar em liberdade, e um dos oficiais é enviado para achá-lo, enquanto continua a cena pateticamente esplêndida na porta de Samaria (v. 10-12). O mensageiro, de forma característica, dá breves instruções a Micaías e lhe aconselha de forma diplomática a também [...] ser favorável (v. 13). O tom da sua expressão: Ataca, e serás vitorioso (v. 15) deve ter sido sarcástico, e o rei o pressiona a dizer a verdade em nome do Senhor (v. 16). Micaías prossegue com a comovente visão do desastre e a intenção divina de enganar Acabe para que ataque Ramote-Gileade e morra lá (v. 20). O mistério da providência de DEUS não pode ser diminuído, e os autores hebreus acima de tudo o deixam inflexível e atemorizador (18.37). O NT não é menos contundente (e.g., 2Ts 2.11,12): Qualquer tentativa de excluir DEUS do processo resulta em dualismo — as duas opiniões (18.21) com que Acabe brincou a vida toda.
A réplica óbvia: Por qual caminho foi o espírito da parte do (ou Espírito do) Senhor, quando saiu de mim para falar a você?, suscitando assim a questão do discernimento entre profecias contrárias. A sua própria contribuição (v. 11) dá sinais de premeditação, possivelmente uma visão da sua própria mente (Jr 23.16). Micaías faz o teste prescrito por Moisés (Dt 18.22). Os eventos vão provar quem está certo: Você descobrirá (v. 25). A ordem do rei: Ponham este homem na prisão (v. 27) pode ter sido dada em parte para preservar a dignidade e mostrar determinação em ir à guerra e em parte para expressar ódio contido contra Micaías, que mais uma vez afirma que os eventos vão provar se ele está certo ou não: Se você de fato voltar em segurança, o Senhor não falou por meu intermédio (v. 28).
A apreensão de Acabe transparece por ele ir disfarçado para o combate (v. 31; não há insinuação de que ele esperasse que Josafá sofresse no lugar dele, como sugere a versão grega: “mas tu usa as minhas vestes”). O texto não apresenta a razão de o rei da Síria ordenar: Não lutem contra ninguém [...] senão contra o rei de Israel (v. 31). Ele provavelmente considerava a campanha um ato de traição. O disparo do arco ao acaso (v. 34) causou a ferida fatal. O rei ordena: Tire-me do combate e com bravura continua orientando as operações em pé no seu carro (v. 35). ao cair da tarde, ele morreu, e a batalha acabou, v. 36. Cada homem para a sua cidade; cada um para a sua terra, “pois o rei está morto”. Levaram-no para Samaria [...] e os cães lamberam o seu sangue (v. 38), considerado um cumprimento parcial da palavra do Senhor em 21.19. A referência às prostitutas é ambígua, e algumas versões seguem uma emenda textual: “e limparam as armas”. Acabe descansou com os seus antepassados: uma frase incomum para a morte na batalha. E assim acabou a história.
22.6 QUATROCENTOS HOMENS. Esses quatrocentos profetas de Acabe (vv. 22,23) eram falsos profetas; profetizavam aquilo que o rei queria ouvir, e não as verdadeiras profecias do Senhor.
22.15 SOBE E SERÁS PRÓSPERO. Micaías, por zombaria, imitou a predição dos falsos profetas, Acabe logo notou que ele não estava falando sério (cf. v. 16). Micaías passou, então, a comunicar a real visão profética que recebera (v. 17). O significado era claro: Acabe morreria, e Israel bateria em retirada.
22.23 O ESPÍRITO DA MENTIRA. O espírito da mentira, neste caso aqui, é um dos agentes de Satanás, i.e., um espírito maligno por permissão de DEUS, para destruir Acabe e os falsos profetas, no seu pecado. Seus corações estavam endurecidos contra a verdade, de tal maneira que DEUS, por fim, os entregou à mentira, como a justa penalidade pelo seu pecado (cf. Rm 1.21-27). Esse mesmo tipo de julgamento ocorrerá nos últimos dias da nossa era quando, então, DEUS "enviará a operação do erro" (2 Ts 2.11) sobre todos aqueles que "não receberam o amor da verdade... antes, tiveram prazer na iniquidade" (2 Ts 2.10,12). O engano será "segundo a eficácia de Satanás... para que sejam julgados todos os que não creram a verdade" (2 Ts 2.9,12; ver 2 Ts 2.10-12).
V – COMO DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS?
1. Examinando as Escrituras.
FALSOS MESTRES OU PROFETAS
Mc 13.22: “Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos”.
DESCRIÇÃO. O crente da atualidade precisa estar informado de que pode haver, nas igrejas, diversos obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de DEUS, nos dias de JESUS (Mt 24.11,24). JESUS adverte, aqui, que nem toda pessoa que professa a CRISTO é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser. Vemos, por exemplo, o calvinismo ensinando e pregando contra as manifestações do falar em línguas e dos dons do ESPÍRITO SANTO, uma clara demonstração de heresias e afronta ao ESPÍRITO SANTO. Nenhuma igreja, verdadeiramente cristã e bíblica, pode suprimir do evangelho as manifestações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO.
(1) Esses obreiros “exteriormente pareceis justos aos homens” (Mt 23.28). Aparecem “vestidos como ovelhas” (Mt 7.15).
Podem até ter uma mensagem firmemente baseada na Palavra de DEUS e expor altos padrões de retidão. Podem parecer sinceramente empenhados na obra de DEUS e no seu reino, demonstrar grande interesse pela salvação dos perdidos e professar amor a todas as pessoas. Parecerão ser grandes ministros de DEUS, líderes espirituais de renome, ungidos pelo ESPÍRITO SANTO. Outros poderão parecer realizar milagres, ter grande sucesso e multidões de seguidores (ver Mt 7.21-23; 24.11,24; 2Co 11.13-15, mesmo assim serem falsos profetas, falsos obreiros.
(2) Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos (ver Dt 13.3; 1Rs 18.40; Ne 6.12; Jr 14.14; Os 4.15), e aos fariseus do NT.
Longe das multidões, na sua vida em particular, os fariseus entregavam-se à “rapina e de iniquidade” (Mt 23.25), “cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mt 23.27), “cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23.28). Sua vida na intimidade é marcada por cobiça carnal, imoralidade, adultério, ganância e satisfação dos seus desejos egoístas.
(3) De duas maneiras, esses impostores conseguem uma posição de influência na igreja.
(a) Alguns falsos mestres, profetas e obreiros, em geral, iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pureza e genuína fé em CRISTO. Mais tarde, por causa do seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal e amor a CRISTO desaparecem lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do reino de DEUS (1Co 6.9,10; Gl 5.19-21; Ef 5.5,6) e se tornam instrumentos de Satanás, disfarçados em ministros da justiça (ver 2Co 11.15).
(b) Outros falsos mestres, profetas e obreiros, em geral nunca foram crentes verdadeiros. A serviço de Satanás, eles estão na igreja desde o início de suas atividades (Mt 13.24-28,36-43). Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influência para minarem a autêntica obra de CRISTO. Se forem descobertos ou desmascarados, Satanás sabe que grandes danos ao evangelho advirão disso e que o nome de CRISTO será menosprezado publicamente.
"Quando o tal profeta falar em nome do SENHOR, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou o tal profeta; não tenhas temor dele". (Dt 18.22).
Não é apenas essa condição que estabelece se o profeta é falso ou não:
Veja que DEUS pode enviar um profeta para transmitir uma mensagem de juízo, mas caso esse povo ou pessoa se arrependa, o juízo pode ser revogado.
Veja o caso de Jonas que levou a Nínive uma dura mensagem de juízo divino, mas que não se cumpriu devido ao arrependimento desse povo.
A PROVA. Quatorze vezes nos Evangelhos, JESUS advertiu os discípulos a se precaverem dos líderes enganadores (Mt 7.15; 16.6,11; 24.4,24; Mc 4.24; 8.15; 12.38-40; 13.5; Lc 12.1; 17.23; 20.46; 21.8). Noutros lugares, o crente é exortado a pôr à prova mestres, profetas, pregadores e dirigentes da igreja (1Ts 5.21; 1 Jo 4.1). Seguem-se os passos para testar falsos mestres ou falsos profetas:
(1) Discernir o caráter da pessoa. Ela tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma devoção sincera e pura a DEUS?
Manifesta o fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23), ama os pecadores (Jo 3.16), detesta o mal e ama a justiça (Hb 1.9) e fala contra o pecado (Mt 23; Lc 3.18-20)?
(2) Discernir os motivos da pessoa. O líder cristão verdadeiro procurará fazer quatro coisas:
(a) honrar a CRISTO (2Co 8.23; Fp 1.20);
(b) conduzir a igreja à santificação (At 26.18; 1Co 6.18; 2Co 6.16-18);
(c) salvar os perdidos (1Co 9.19-22); e
(d) proclamar e defender o evangelho de CRISTO e dos seus apóstolos (ver Fp 1.16; Jd 3).
(3) Observar os frutos da vida e da mensagem da pessoa. Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem em seguidores que não obedecem a toda a Palavra de DEUS (ver Mt 7.16).
(4) Discernir até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. Este é um ponto fundamental. Ela crê e ensina que os escritos originais do AT e do NT são plenamente inspirados por DEUS, e que devemos observar todos os seus ensinos (ver 2Jo 9-11)? Caso contrário, podemos estar certos de que tal pessoa e sua mensagem não provêm de DEUS.
(5) Finalmente, verifique a integridade da pessoa quanto ao dinheiro do Senhor. Ela recusa grandes somas para si mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade, e procura realizar a obra de DEUS conforme os padrões do NT para obreiros cristãos? (1Tm 3.3; 6.9,10).
2. Através do dom de discernimento de espíritos.
Discernimento de ESPÍRITO
"[...] O fato é que a palavra discernimento significa formar um juízo e se relaciona com a palavra usada para julgar profecias. Envolve uma percepção que é dada de modo sobrenatural, para diferenciar entre os espíritos, bons e maus, genuínos ou falsos, a fim de chegarmos a uma conclusão.
João diz que não devemos crer em todos os espíritos, mas prová-los (1 João 4.1). [...] A Bíblia, na realidade, fala em três espíritos: o de DEUS, o do homem e o do Diabo (com os maus espíritos ou demônios com ele associados). Na operação deste dom na congregação, parece que o espírito do homem talvez cause mais problemas. Mesmo com as melhores intenções, é possível que algumas pessoas tenham a impressão de que seus próprios sentimentos são a voz do ESPÍRITO SANTO. Ou por causa do zelo excessivo ou da ignorância espiritual de como a pessoa se rende ao ESPÍRITO SANTO, seu espírito possa intrometer-se"
(HORTON, Stanley. A doutrina do ESPÍRITO SANTO no Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, pp.300-1).
Apesar de tudo que o crente fiel venha a fazer para avaliar a vida e o trabalho de tais pessoas, não deixará de haver falsos mestres nas igrejas, os quais, com a ajuda de Satanás, ocultam-se até que DEUS os desmascare e revele aquilo que realmente são.
OS FALSOS PROFETAS.
Há numerosas referências no AT aos falsos profetas. Por exemplo: quatrocentos falsos profetas foram reunidos pelo rei Acabe (2Cr 18.4-7); um espírito mentiroso achava-se na boca deles (2Cr 18.18-22). Segundo o AT, o profeta era considerado falso:
(1) se desviasse as pessoas do DEUS verdadeiro para alguma forma de idolatria (Dt 13.1-5);
(2) se praticasse adivinhação, astrologia, feitiçaria, bruxaria e coisas semelhantes (ver Dt 18.10,11);
(3) se suas profecias contrariassem as Escrituras (Dt 13.1-5);
(4) se não denunciasse os pecados do povo (Jr 23.9-18); ou
(5) se predissesse coisas específicas que não cumprissem (Dt 18.20-22).
Note que os profetas, do novo concerto não falavam de modo irrevogável e infalível como os profetas do AT, que eram a voz primacial de DEUS no que dizia respeito a Israel. No NT, o profeta é apenas um dos cinco dons ministeriais da igreja.
Os profetas no NT tinham limitações que os profetas do AT desconheciam (cf. 1Co 14.29-33), por causa da natureza multifacetada e interdependente do ministério nos tempos do NT.
Infiltração na igreja (Ap 2.20)
O Senhor denuncia a ação do inimigo dentro das igrejas através de pessoas com posição de liderança, simbolizadas por Balaão e Jezabel, e aparência religiosa, usando de profecias (2.20), doutrinas (2.14, 15) e sacrifícios (2.14,20) para enganar o povo. Por trás de propostas aparentemente positivas estão seus verdadeiros propósitos: a ganância financeira (Balaão - Jd.11), a idolatria e a corrupção sexual (Jezabel - Ap.2.20).
A Bíblia diz que “O que é espiritual discerne bem tudo”. Devemos buscar, incansavelmente, receber de DEUS este dom (1 Co 2.15; Jo 7.17; Fp 1.10; Lc 12.57).
Quando uma profecia é inspirada por DEUS, aquele que tem discernimento logo a reconhece (1 Jo 1.5). Todo aquele que “anda na luz, como Ele na luz está” conhece e pratica a sua Palavra, e tem comunhão uns com os outros (1 Jo 1.7). Desse modo, o espírito de mentira não o engana com suas falsas profecias. O crente, que é uma ovelha do Senhor, conhece sempre a voz do seu pastor (Jo 10.4). A noiva conhece a voz do seu amado (Ct 2.8; 5.2).
3. A profecia se conhece pelo seu “sabor” (Jó 6.6,7; 12.11).
1 João 4.1-6.
1Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de DEUS, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. 2 Nisto conhecereis o ESPÍRITO de DEUS: todo espírito que confessa que JESUS CRISTO veio em carne é de DEUS; 3 e todo espírito que não confessa que JESUS CRISTO veio em carne não é de DEUS; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. 4 Filhinhos, sois de DEUS e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. 5 Do mundo são; por isso, falam do mundo, e o mundo os ouve. 6 Nós somos de DEUS; aquele que conhece a DEUS ouve-nos; aquele que não é de DEUS não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro.
4.1 PROVAI... OS ESPÍRITOS. O motivo para provar todo espírito (i.e., pessoa impelida ou inspirada por algum espírito), é que "muitos falsos profetas" se abrigarão na igreja. Isso acontecerá, principalmente, pelo aumento da tolerância da igreja quanto a doutrinas antibíblicas, perto do fim dos tempos (ver Mt 24.11; 1 Tm 4.1; 2 Tm 4.3,4; 2 Pe 2.1,2). O cristão deve testar todos que, sendo cristãos professos, são mestres, escritores, pregadores e profetas, e mesmo todo indivíduo que afirma que sua obra ou mensagem provém do ESPÍRITO SANTO. O crente nunca deve crer que certo ministério ou experiência espiritual é de DEUS, somente porque alguém afirma isto. Além disso, nenhum ensinamento, nem doutrina, devem ser aceitos como verdadeiros somente por causa de sucesso, milagres, ou unção aparente da pessoa (Mt 7.22; 1 Co 14.29; 2 Ts 2.8-10; 2 Jo 7; Ap 13.4; 16.14; 19.20).
(1) Qualquer ensino deve ser testado, comparando-o com a revelação da verdade de DEUS, nas Escrituras (ver Gl 1.9).
(2) É o conteúdo do ensino que precisa ser testado. O ensino tem o mesmo tipo de conteúdo e sentido do ensino apostólico segundo o NT?
Deve ser recusado qualquer ensino que alguém afirma ter recebido do ESPÍRITO SANTO ou de anjo, mas que não pode ser confirmado pela sã exegese bíblica.
(3) A vida do mestre deve ser averiguada quanto ao seu relacionamento com o mundo ímpio (ver v. 5), e quanto ao senhorio de CRISTO na vida da pessoa (vv. 2,6; Rm 10.9)
4.2 JESUS CRISTO VEIO EM CARNE. O liberalismo teológico e as seitas religiosas revelam sua identidade com a "Anticristo" (v. 3) ao negarem a total deidade de JESUS CRISTO (ver Jo 1.1), seu nascimento virginal (ver Mt 1.23), ou sua morte redentora e sua ressurreição em prol da nossa salvação (2.2; 4.9,10). Todo desvio da revelação bíblica a respeito de CRISTO abre a porta para os espíritos demoníacos do engano (v. 1), pois repudia a autoridade e a total fidedignidade da Palavra de DEUS (ver 2 Pe 1.3)
4.4 MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS. As Escrituras destacam o fato de o ESPÍRITO SANTO habitar no crente (1 Co 6.19). É por meio do ESPÍRITO SANTO que podemos vencer o mal que há no mundo, inclusive o pecado, Satanás, provações, tentações, tristezas, perseguições e falsos ensinos, e podemos então vitoriosamente cumprir a vontade de DEUS para a nossa vida.
CONCLUSÃO
1. Quando as profecias são provadas, o conceito e a consideração dos dons espirituais são conservados.
Profecia:
Onde vemos no Antigo testamento a promessa do dom de profecia e quando foi iniciado no Novo testamento?
O Senhor DEUS, através do profeta Joel, prometeu derramar abundantemente do seu ESPÍRITO sobre os seus servos (Jl 2.28-32).
Tal promessa, que iniciou o seu cumprimento a partir do Dia de Pentecostes e inclui especificamente o dom de profecia (Jl 2.28-32; At 2.16-21).
Quem pode ter o Dom de Profecia, na Igreja?
Qualquer crente salvo pode ter o dom de profecia na nova dispensação (1 Co 14.24).
Independe de idade, sexo, status social e posição na igreja (At 2.17,18), tal como vemos nas quatro filhas de Filipe "que profetizavam" (At 21.9).
Definição de Dom de Profecia:
O dom de profecia, aqui abordado, é uma manifestação momentânea e sobrenatural do ESPÍRITO SANTO, como um dos dons espirituais prometidos, e não um ministério.
O maior valor da profecia é que ela, sendo de DEUS, ao contrário das línguas estranhas (quando não tem a interpretação), uma vez proferida, exorta, edifica e consola a coletividade e não unicamente o que profetiza (1 Co 14.3-5).
Características do Dom de Profecia:
A Bíblia ensina que a profecia deve ser julgada na igreja e que o profeta deve obedecer ao ensino bíblico (1 Co 14.29-33).
Não podemos esquecer que a profecia, nesse contexto, não se reveste da mesma autoridade da dos profetas e apóstolos das Sagradas Escrituras.
O dom de profecia, na presente era, não é infalível e, portanto, é passível de correção.
Pode acontecer de o profeta receber a revelação do ESPÍRITO SANTO e, por fraqueza, imaturidade e falta de temor de DEUS, falar além do que devia.
Quem profetiza, portanto, deve ter o cuidado de falar apenas o que o ESPÍRITO SANTO mandar, não alegando estar "fora de si" ou "descontrolado", pois "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas" (1 Co 14.32).
O nosso DEUS nunca deixou de se comunicar com o seu povo. Ele continua a falar conosco, inclusive por meio do dom de profecia. O Senhor sempre cuida do progresso e edificação de sua Igreja. Por essa razão, JESUS deu à sua Noiva, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores.
A profecia, como dom, pode vir de 3 fontes: De DEUS, do homem e de satanás.
Devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no culto; um depois do outro e no máximo três em cada reunião (1 Co 14.31).
Não devem ser desprezadas (1 Ts 5:20).
Vêm para edificação, exortação e consolação (1 Co 14:3).
Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co 14:27,13).
Diferente de profeta, todo profeta profetiza, nem todo que profetiza é profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11)
Profeta é ministério dado por CRISTO, profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO.
Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer, profecia não prediz nada.
Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas poucos são chamados para serem profetas.
Exemplos de profecias:
JESUS: "Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará."(Jo 16:22).
Paulo: "disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós."(At 27:31-34).