sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

ACABE E O DEUS DO PROFETA ELIAS

 


ACABE E O DEUS DO PROFETA ELIAS

 

Texto Bíblico: 1 Reis 16:29,30; 17:1-7; 18:17-21

“Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos” (Dt.7:9).

 

V.P.: Deus é pai de amor, bondade e misericórdia abundantes, contudo, todo pecado e desobediência ao Senhor trazem consequências inevitáveis à vida humana”.

A relação entre o profeta Elias e o rei Acabe é um dos embates mais dramáticos de toda a Bíblia. Ela representa o conflito direto entre a fidelidade a Deus e a apostasia estatal.

Aqui está um resumo desse cenário inicial em 1ª Reis 16 e o desdobramento imediato:

O Contexto de Corrupção (1ª Reis 16)

O capítulo 16 de 1º Reis estabelece o cenário para a entrada de Elias. Acabe assume o trono de Israel e é descrito como o rei que "fez o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele".

Os pontos cruciais desse período foram:

  • Casamento com Jezabel: Acabe casou-se com a filha do rei dos sidônios, uma adoradora fervorosa de deuses pagãos.
  • Institucionalização da Idolatria: Ele construiu um templo e um altar para Baal em Samaria e levantou um poste-ídolo (Aserá).
  • Abandono da Fé: Sob a influência de Jezabel, o culto ao Deus de Israel foi substituído pelo culto à fertilidade e às divindades cananeias.

O Surgimento de Elias

Embora Elias apareça fisicamente apenas no início do capítulo 17, sua missão é a resposta direta às abominações listadas no capítulo 16.

Ele surge como um "contraponto" vivo a Acabe.

Personagem

Papel

Representação

Acabe

Rei de Israel

O poder terreno corrompido e a complacência espiritual.

Elias

Profeta Tisbita

A autoridade divina e o julgamento sobre a idolatria.

 

1 Reis 16:

29.E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Asa, rei de Judá; e reinou acabe, filho de Onri, sobre Israel em Samaria, vinte e dois anos.

30.E fez acabe, filho de Onri, o que era mal aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele.

1 Reis 17:

1.Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.

2.Depois, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:

3.Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

4.E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.

5.Foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR, porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

6.E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.

7.E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.

1 Reis 18:

17.E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel?

18. - Então, disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR e seguistes os baalins.

19.Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel.

20.Então, enviou acabe os mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo.

21.Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada.

INTRODUÇÃO

Acabe sucedeu seu pai, Onri, no trono de Israel (1Rs.16:28). Ele reinou sobre Israel vinte e dois anos (1Rs.16:29). O período do seu reinado é considerado uma das eras mais sombrias da história do Reino do Norte. O texto de 1Reis 16:30-33 faz um resumo sobre os atos desastrosos desse rei durante o seu reinado:

“E fez Acabe, filho de Onri, o que era mal aos olhos do Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. E sucedeu que (como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele. E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. Também Acabe fez um bosque, de maneira que Acabe fez muito mais para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele”.

Acabe governou entre os anos de 874 e 853 a.C., e o seu reinado marcou a conciliação dos elementos do culto cananeu com a adoração a Jeová. Uma primeira leitura dos capítulos 16:30 a 22:40 do livro de 1Reis, revela que essa mistura provou ser desastrosa ao povo de Israel. Na prática, o culto ao Deus verdadeiro foi substituído pela adoração ao deus falso Baal, trazendo como consequência uma apostasia sem precedentes, pondo em risco até mesmo a identidade do povo de Deus. Os estudiosos estão de acordo em dizer que pela primeira vez a verdadeira fé no Deus vivo corria real perigo. A apostasia, que teve raízes no final do reinado de Salomão, que cresceu durante o reinado de Jeroboão, e que havia se generalizado no reinado de Acabe, tornara-se a razão principal do Senhor ter levantado o profeta Elias, um dos maiores profetas da história bíblica.

Acabe foi grandemente influenciado por Jezabel, sua malévola esposa, os quais fizeram de tudo para eliminar a adoração a Deus em Israel. Mas o próprio Deus, usando o profeta Elias, entrou no conflito e decisivamente derrotou os deuses pagãos, trazendo o povo de volta à fé verdadeira, e dizer: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!” (1Reis 18:39).

I. O CASAMENTO DE ACABE COM JEZABEL



1. Consequências de escolhas erradas

O Casamento do rei Acabe com Jezabel, filha do rei de Sidom (1Rs.16:31), trouxe consequências nefastas ao povo do Reino do Norte. Jezabel ocupa o lugar de esposa mais ímpia na Bíblia. Ela era devota de Baal e Aserá, dois falsos deuses adorados pelas nações vizinhas de Israel (1Rs.16:31; 18:19). A Bíblia até usa seu nome como um exemplo das pessoas que rejeitam completamente o Senhor (Ap.2:20,21).

Muitas mulheres pagãs casaram-se em Israel sem reconhecer o Deus que seus maridos adoravam; elas trouxeram consigo as suas religiões. Mas, nenhuma foi tão determinada quanto Jezabel para fazer com que todo o Israel adorasse os seus falsos deuses; ela transformou o rei Acabe num adorador de Baal. Esse casamento levou quase todo o Israel à apostasia, num dos períodos mais críticos da história de Israel. Esse casamento foi tão nefasto que acabou por levar o rei de Judá, Josafá, a casar seu filho Jeorão com uma das filhas de Acabe, Atalia (2Cr.18:1; 2Rs.8:18), casamento este que, além de ter desvirtuado Jeorão, tornando-o um péssimo rei para Judá (2Cr.21:1,20), também gerou outro rei muito ruim, Acazias (2Cr.22:2,3), pondo em sério risco a própria descendência de Davi à frente do povo de Judá, o que significou o próprio risco à ascendência de Cristo (2Cr.22:10).

Assim como seu pai, Onri, Acabe se entregou a uma vida pecaminosa e idólatra que, certamente, ofuscou tudo aquilo que conseguiu realizar. O seu exemplo de iniquidade teve continuidade na vida de seu filho e filha, que governaram os dois reinos. A Bíblia diz que “ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o incitava” (1Reis 21:25).

Um casamento de um crente com um ímpio pode causar muitos males! Os casamentos mistos trazem a destruição da Igreja, mesmo efeito que tem ocorrido com a proliferação de divórcios que hoje contagia o povo de Deus. Não há arma mais eficaz para se retirar a santidade das igrejas locais; não há instrumento mais poderoso para comprometer o povo de Deus com o pecado e o mundo. Tomemos cuidado, pois as consequências de escolhas erradas podem trazer sérios danos a si mesmos e a todos que o cercam!

2. A rainha perversa

A história de Jezabel encontra-se em 1Reis 16:31 a 2Reis 9:37. Seu nome é usado como um simbolismo para a grande iniquidade em Apocalipse 2:20. Ela era uma mulher muito má e de um feminismo extremada. No reino, seu marido praticamente nada mandava; era ela que ditava as regras. Não só controlava seu marido, Acabe, mas tinha também 850 sacerdotes pagãos sob seu controle. Estava comprometida com seus deuses e a conseguir o que desejava.

Depois de seu casamento com o rei Acabe, Jezabel surge como o poder por trás do trono. Sua união representou uma aliança política, na intenção de trazer vantagens para ambas as nações. Também foi uma oportunidade para ela promover a propagação da sua religião maligna, tendo como deus principal o ídolo Baal; em seus cultos era praticado o sexo ritual com muitas prostituas no ambiente de culto. 

Pela sua influência e de seus ímpios sacerdotes, o povo fora ensinado que os ídolos que haviam sido erguidos eram divindades que regiam por seu místico poder os elementos da terra, fogo e água. Todas as dádivas do Céu – os riachos, as fontes de águas vivas, o suave orvalho, as chuvas que refrigeravam a terra e faziam que os campos produzissem com abundância – eram atribuídos ao favor de Baal e Astarote, em vez de tributar ao Doador de toda boa dádiva e todo dom perfeito. O povo esqueceu-se de que montes e vales, rios e fontes, estão no controle do Deus vivo, que controla o Sol, as nuvens do céu e todos os poderes da Natureza.

Jezabel odiava a religião hebraica monoteísta, e quando ela se tornou rainha, os israelitas foram impedidos de adorar o Deus Jeová e forçados a adorar os falsos deuses Baal e Aserá. Como sinal da aversão à religião judaica, ela destruiu os profetas do Senhor (1Rs.18:4), procurou de forma determinada matar o profeta Elias (1Rs.19:2), ordenou injustamente a morte de Nabote para satisfazer a ganância do marido (1Rs.21:10), e ainda praticou a prostituição e a feitiçaria (2Rs.9:22). Portanto, era uma mulher extremamente perversa.

Porém, sua perversidade não ficou impune. O profeta Elias predisse que ela não seria sepultada, mas que os cães a devorariam, pois sua maldade e abominação contrariaram a justiça divina (1Rs.21:23-27). Antes de morrer, sofreu a perda do seu marido em combate e seu filho nas mãos de Jeú, que tomou o trono à força. A morte de Acabe veio comprovar a profecia de Elias (1Reis 21:19) e de outros profetas (1Reis 20:22,20) – “E, lavando-se o carro no tanque de Samaria, os cães lamberam o seu sangue” (1Rs.22:38). Jezabel faleceu da mesma maneira hostil e desdenhosa como viveu. “Deus é misericordioso, mas julga com rigor aqueles que insistem em permanecer na prática do mal”.

II. ELIAS PREVÊ A GRANDE SECA



A idolatria e a insistente desobediência do rei de Israel provocaram, da parte de Deus, uma grande seca que durou muito tempo (1Rs.17:1). A total falta de discernimento espiritual para perceber o que Deus estava fazendo através de Elias, e a impossibilidade de se arrepender, mesmo com todas as evidências de que ele era o culpado de todos os males que estavam acontecendo (1Rs.18:17,18), trouxeram consequências ainda mais danosas sobre Israel.

1. A intervenção divina

Chegou o momento da intervenção divina. A idolatria, a imoralidade e a injustiça social foram uma tríade pecaminosa que atraiu a justa ira de Deus. O cálice da Sua ira foi se enchendo até que os pecados do rei Acabe e de toda a sua casa, e do povo, atraíram inevitavelmente o juízo divino.

Elias, profeta do Senhor, foi o homem que Deus usou para falar contra as perversidades do reinado de Acabe e de sua mulher - a malévola Jezabel. A punição de Deus sobre as atrocidades desta mulher tinha chegado ao extremo. Ela praticamente havia eliminado quase todos os profetas; os que ainda restavam, estavam no ostracismo. O terror foi espalhado sobre o reino. Baal tinha sido decretado como o deus de Israel. Para Jezabel, a lei era seu desejo, a ordem era seu pensamento. Mas, a Palavra de Deus veio a Elias para decretar a sentença:

“Então Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra” (1Reis 17:1).

A ordem de Deus foi imperativa, Elias tinha que chegar até o rei Acabe e dizer as palavras que o Senhor havia ordenado. Imagine a revolta de Jezabel, por ter sido desacreditada, pois, quem mandava no reino era ela!

Quando Deus dá uma ordem aos seus servos, não precisamos se preocupar com o futuro, pois Ele está no controle de tudo. Começava, assim, a punição de Deus através da seca; foram três anos e meio sem chover (Tg.5:17). Animais mortos, a plantação não existia mais, a fome e as doenças proliferavam todo Israel. Nem mesmo diante de tal situação, Acabe se arrependeu dos seus vis pecados. A apostasia causa esse tipo de transtorno: a cauterização da mente do ser humano (Pv.29:1).

2. O preço da obediência a Deus

Obedecer de coração a Deus é melhor do que qualquer forma exterior de adoração, serviço a Deus, ou abnegação pessoal. O culto, a oração, o louvor, os dons espirituais e o serviço a Deus não têm valor aos seus olhos, se não forem acompanhados pela obediência explícita e consciente, a Ele e aos seus padrões de retidão. A obediência é o que Deus requer do ser humano, é a sua única exigência (Dt.10:12,13). É uma das condições para termos nossas orações respondidas (1João 3:22). Está escrito que obedecer é melhor do que sacrificar e o atender é melhor do que a gordura de carneiros (1Sm.15:22).

Porém, em muitas situações, há um preço a pagar. No caso de Elias, ele teve de enfrentar a perseguição insistente do rei e de sua mulher, Jezabel, e de seus asseclas, que o ameaçaram de morte (1Rs.19:2); enfrentou as dificuldades da falta d’água e de alimento. Muitos profetas contemporâneos de Elias pagaram com a própria vida por terem sido obedientes e fiéis ao Deus de Israel (1Rs.19:14).

Mas, Deus cuidou de seu servo em todos os momentos. Ele deu uma ordem explícita a Elias: “Retira-te daqui, e vai para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. Partiu, pois, e fez conforme a palavra do Senhor; foi habitar junto ao ribeiro de Querite, que está ao oriente do Jordão” (1Reis 17:2-5). Ao receber a ordem de Deus para esconder-se junto ao ribeiro de Querite, Elias não hesitou, obedeceu-a prontamente.

Contudo, denunciar o pecado e anunciar o juízo divino não é uma tarefa fácil; o serviço a Deus traz inevitável aborrecimento do mundo e dos pecadores. Não pensemos nós que servir ao Senhor é alcançar popularidade, respeito e medo dos ímpios. Não. Mas bem ao contrário, é acirrar os ânimos das hostes espirituais da maldade contra nós. Deus mandou que Elias fugisse e fosse até a um ribeiro, provavelmente situado na região de Gileade, para que ali ficasse protegido e não sofresse os danos da seca que havia anunciado.

Certamente não foi fácil para Elias acatar a ordem divina de desafiar o próprio rei, mas, ao fazê-lo, Deus, que bem sabia os riscos que o profeta passaria a correr, encarregou-se de providenciar ao profeta proteção e sustento, já que o juízo divino afetaria a própria subsistência do povo.

Deus passou a sustentar o profeta junto a um ribeiro, onde havia água necessária à sua sobrevivência; ali, passou a ser alimentado por corvos, que lhe traziam pão e carne pela manhã e pela noite (1Rs.17:6). Como diz o apóstolo Paulo, “…Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias, e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, e Deus escolheu as coisas vis deste mundo e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são: para que nenhuma carne se glorie perante Ele” (1Co.1:27-29).

Como poderia Elias ser alimentado por corvos, animais que se alimentam daquilo que estão apodrecendo, daquilo que está se desfazendo, e num momento em que passou a haver escassez de alimentos? Como ser alimentado por um animal tão asqueroso, tão repugnante? Entretanto, como disse o Senhor, Ele havia dado uma ordem aos corvos para alimentar o profeta e, ante a ordem divina, não há como haver recusa. Elias, toda manhã e toda noite, era servido pelos corvos, que, pontualmente, cumpriam a ordem do Senhor. Deus, assim, mostrava ao profeta, duas vezes ao dia, que Ele estava no controle de todas as coisas, e que toda a natureza estava sob as Suas ordens.

Quando estamos abrigados em Deus, podem vir as maiores pestes, fome, doenças etc., pois Deus é quem nos sustenta. Hoje passamos por momentos difíceis, salário baixo, desemprego, assistência médica sendo insuficiente, educação deficitária, isolamento social etc. O mundo atravessa maus momentos, mas assim como Deus sustentou e protegeu Elias, Ele também pode nos sustentar, desde que sejamos obedientes à Sua Palavra.

A desobediência foi sempre a razão do fracasso de todos quantos decidiram servir a Deus (Dt.8:20; Dn.9:11; Atos 7:39). O pecado é desobediência e a desobediência gera a indignação e a ira divinas (Rm.2:8). Aos desobedientes é negado o repouso divino (Hb.3:18), bem como reservado um triste fim (1Pd.4:17). É válido ressaltar que obedecer é um princípio fundamental da vida cristã. Lembremo-nos de que Jesus foi obediente até a morte, pelo que Deus, o Pai, o exaltou soberanamente (Fp.2:5-8).

3. Deus sempre cuida dos seus filhos

Apesar das dificuldades pelas quais passou o profeta, a bondade e o cuidado de Deus o acompanharam, pois foi alimentado com pão e carne duas vezes ao dia (1Rs.17:6). E, quando a água do ribeiro de Querite secou, Deus deu novamente uma ordem ao profeta para ir até a cidade de Zarefate, que pertencia a Sidom, pois ali o Senhor havia ordenado a uma viúva que sustentasse o profeta (1Rs.17:9). Vemos, aqui, que Deus, depois de mostrar que tinha controle sobre a natureza, estava agora a mostrar ao profeta que também era o controlador da humanidade e das estruturas sociais.

Ao mandar que Elias fosse para Zarefate, uma cidade sob o domínio de Sidom, o Senhor dava mais uma demonstração de sua superioridade em relação a Baal. Ora, Sidom era, precisamente, o reino que cultuava a Baal. Jezabel era filha do rei de Sidom e, portanto, Deus iria providenciar, nas próprias terras dedicadas a Baal, a sobrevivência do seu profeta. Deus mostrava que tinha domínio sobre todas as estruturas políticas do mundo, passando a sustentar o seu profeta na “terra do inimigo”. Por isso, não devemos temer “as investidas do vil tentador”, porque, mesmo neste mundo que repousa no colo do diabo, quem tem o controle da situação é o nosso Deus. Aleluia!

Ao chegar naquele lugar, o profeta encontrou a viúva apanhando lenha, e pediu-lhe que trouxesse um vaso com pouco d’água para que bebesse e, depois, lhe pediu um bocado de pão. Ante a afirmativa da mulher de que não tinha senão o suficiente para uma última refeição, o profeta mandou-lhe que, primeiro, fizesse um bolo pequeno para ele e, depois, então, preparasse alimento para ela e para seu filho, pois, enquanto houvesse seca, haveria alimento para eles (1Rs.17:14,15). Elias já sabia que Deus garantiria a sua sobrevivência, e se havia ordenado que aquela viúva lhe sustentasse, esta garantia se estendia também a casa dela.

Foi nesse lugar, na casa dessa viúva, que aconteceu o primeiro caso de “ressurreição de mortos” registrado nas Escrituras Sagradas, e teve como objetivo a glorificação do nome do Senhor e a demonstração de que Ele é o verdadeiro Deus, e não Baal, que, como considerado deus da saúde, não tinha podido impedir o filho da viúva de adoecer, nem tampouco pôde restituir a vida ao moço, algo que também era atribuído a Baal, que dizia ser o responsável pelo “renascimento” da natureza após o inverno, após uma luta em que sempre conseguia vencer o “deus da morte”. Vemos, assim, que a experiência inédita de Elias tinha como propósito a exaltação do nome do Senhor e a consolidação da necessária experiência pessoal que Elias tinha de ter com Deus, para ter plena certeza de que “Javé é Deus”.

III. O ENCONTRO DE ELIAS COM ACABE

1. Um coração endurecido

Decorridos mais de três anos, Elias recebera uma nova ordem do Senhor: teria de comparecer novamente perante o rei Acabe. Então, resignado, lá estava o servo do Senhor obedecendo-lhe (1Rs.18:1,2). Foi nessa ocasião que ocorreu o grande desafio entre Elias e os profetas de Baal (1Rs.18:19). O encontro entre Elias e Acabe bem mostra como não há comunhão entre a luz e as trevas (2Co.6:14).

Elias havia profetizado e a profecia se cumpriu integralmente, o que mostrava ser ele um profeta que vinha da parte de Deus (Dt.18:21,22). Deveria, pois, o rei Acabe respeitá-lo, considerá-lo. Mas, a total falta de discernimento espiritual para perceber o que Deus estava fazendo através Elias, e a impossibilidade de se arrepender, mesmo com todas as evidências de que ele era o culpado de todos os males que estavam acontecendo (1Rs.18:17,18), com consequências graves sobre a nação, não trouxeram arrependimento ao rei Acabe. Pelo contrário, ao se encontrar com Elias, o rei o chamou de “o perturbador de Israel” (1Rs.18:17). O seu coração estava tão endurecido em razão da recorrência do pecado, que não havia mais jeito de ele voltar atrás e rever seu deplorável estado espiritual.

Sem temer por sua própria vida, Elias respondeu ao rei num tom condenatório; culpou-o pelo sincretismo do culto a Jeová e a Baal, e o desafiou a reunir os profetas idólatras para um confronto no monte Carmelo, a fim de determinar quem era o Deus verdadeiro (cf. 1Reis 18:16-19) - “Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins. Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem da mesa de Jezabel” (1Reis 18:18,19). Mesmo vendo bem de perto Deus operar de forma extraordinária, o rei Acabe não se arrependeu da sua idolatria; o seu coração estava inflexível. Os apóstatas são assim mesmo!

2. A sequidão espiritual do rei

A seca espiritual sobrevém sobre uma pessoa quando ela atinge o ápice da falta de comunhão com Deus. Foi o que ocorreu com o rei Acabe; ele apostatou-se, abandonou o Deus de Israel e os seus mandamentos de modo precipitado e consciente. Um apóstata dificilmente se volta novamente para Deus, sua mente está cauterizada (Pv.29:1). O escritor aos Hebreus faz um relato sobre isto: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento...” (Hb.6:4-6).

O pior de tudo é que, no caso do rei Acabe, sua apostasia levou também o povo de Israel à sequidão material e espiritual (1Rs.17:1). Por causa dessa situação, Deus impediu que chovesse durante três anos e meio (Tg.5:17) nas terras de Israel e vizinhanças. Muito antes, Deus tinha advertido sobre este tipo de juízo, caso o povo se desviasse de Deus (cf. Dt.11:13-17). Esse juízo humilhou o deus falso Baal, pois seus adoradores criam que ele controlava a chuva e que era responsável pela abundância nas colheitas. A verdade é inconteste: “Só o Senhor é Deus, só o Senhor é Deus”.

CONCLUSÃO

No reinado de Acabe, o culto a Baal substituiu o verdadeiro culto a Deus. Havia uma idolatria institucionalizada e financiada pelo poder estatal. Desde a sua criação como nação eleita, Israel foi identificado como povo de Deus (Ex.19:5). A identidade dessa nação como povo escolhido é algo bem definido nas Escrituras Sagradas. Todavia, nos dias do rei Acabe o povo estava dividido. As palavras de Elias: “até quando coxeareis entre dois pensamentos?” (1Rs.18:21), revela a crise de identidade dos israelitas do Reino do Norte. A adoração a Baal havia sido fomentada com tanta força pela casa real que o povo estava totalmente dividido em sua adoração. Quem deveria ser adorado, Baal ou o Senhor? Sabemos pelo relato bíblico que Deus havia preservado alguns verdadeiros adoradores, mas a grande massa estava totalmente propensa à falsa adoração. A nação que sempre fora identificada pelo nome do Deus a quem servia, estava agora perdendo essa identidade.

A fim de que a nação não viesse a perder de vez a sua identidade espiritual e até mesmo deixar de ser vista como povo de Deus, o Senhor enviou o seu mensageiro para trazer um tratamento de choque à nação. Sem dúvida, Elias se distinguia dos falsos profetas, porque enquanto estes prediziam o que o povo gostaria de ouvir, aquele anunciava o que estava na mente de Deus. E hoje, que tipo de profecia estamos ouvindo? Parece que os “profetas” de hoje se renderam à inspiração triunfalista, pois somente “profetizam” o que é bom. Um verdadeiro profeta de Deus não se rende aos apelos da cultura que o cerca!

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

PROMESSA E GRANDEZA DA SALVAÇÃO

 



A PROMESSA E GRANDEZA DA SALVAÇÃO

Texto Bíblico: Gênesis 3.9-15

 "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre atua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn.3-15).

Falar sobre a salvação na Bíblia é percorrer uma narrativa que vai do "paraíso perdido" ao "paraíso restaurado". De forma breve, podemos entender esse conceito através de quatro momentos fundamentais:

1. A Necessidade (A Queda)

Tudo começa com a ruptura do relacionamento entre a humanidade e Deus. Segundo o relato de Gênesis, o pecado introduziu a separação espiritual e a morte física. A Bíblia apresenta a ideia de que o ser humano, por seus próprios esforços, não consegue preencher esse abismo, pois "todos pecaram".

2. A Promessa (A Antiga Aliança)

No Antigo Testamento, a salvação é apontada através de promessas, sacrifícios simbólicos e profecias. Deus estabelece alianças com figuras como Abraão e Davi, sinalizando que um Redentor viria para restaurar o que foi quebrado. O sistema de leis e sacrifícios servia como um "tutor" para mostrar a santidade de Deus e a insuficiência humana.

3. A Realidade (Jesus Cristo)

O ápice da narrativa está no Novo Testamento. A salvação cristã é centrada na pessoa de Jesus. O conceito-chave aqui é a Graça: um presente imerecido.

  • A Substituição: Acredita-se que Jesus assumiu a culpa da humanidade na cruz.
  • A Ressurreição: A vitória sobre a morte, oferecendo a esperança de vida eterna.
  • A Condição: Diferente de outros sistemas religiosos de "obras", a Bíblia enfatiza que a salvação é recebida pela .

4. A Restauração Final

A salvação bíblica não é apenas sobre "ir para o céu", mas sobre a restauração de todas as coisas. Ela envolve a transformação do caráter no presente e a promessa de um futuro em que a dor e a morte não existirão mais (o novo céu e a nova terra).

Em resumo: A salvação é o plano divino de resgate da humanidade, onde Deus toma a iniciativa de se aproximar do homem através do sacrifício de Jesus, oferecendo reconciliação e vida plena.

 

INTRODUÇÃO

trataremos a respeito da maior e mais importante dádiva divina aos homens: a Salvação. O homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criador não o deixou entregue à sua própria sorte, já no Éden o Senhor providenciou a sua redenção mediante o sacrifício de Jesus Cristo. A promessa da Salvação é a que abre a porta para todas as demais promessas direcionadas à Igreja e individualmente a todas os crentes. Esta promessa estava no coração de Deus antes mesmo da fundação do mundo (Ap.13:8). Deus na sua onisciência sabia que o homem ia pecar, por isso arquitetou o plano mais precioso de todos os demais planos, e isto Ele deixou claro logo após a consumação do pecado pelo homem (Gn.3:15). Satanás sabia que o homem era a obra prima de Deus (Gn.1:27) e que iria substituí-lo no Éden (Ez.28:13), assim sendo intentou destituí-lo, mas o Senhor fê-lo saber a maior promessa: a Promessa da Salvação.

 

I. O CONCEITO BÍBLICO DE SALVAÇÃO

1. O conceito. A palavra “Salvação” significa, em primeiro lugar, ser tirado de um perigo, livrar-se, escapar. A Bíblia fala da Salvação como libertação do perigo de uma vida sem Deus (At.26:18; Cl.1:13). A tradução da palavra grega “Soterion” tem o sentido de “tornar ao estado perfeito”, ou “restaurar o que a queda causou”. Segundo o Pr. Antônio Gilberto, Salvação é uma milagrosa transformação espiritual, operada na alma e na vida – no caráter – de toda pessoa que, pela fé recebe Jesus Cristo como seu único Salvador pessoal (Ef.2:8,9; 2Co.5:17; João 1:12;3:5).

 


“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

“Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome”.

“Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”.

Observe as afirmações bíblicas: “é nova criatura” (conversão) e; “tudo se fez novo” (nova vida, novo e íntegro caráter).

A Salvação não se trata apenas de livramento da condenação do Inferno; a Salvação abarca todos os atos e processos redentores, bem como transformadores da parte de Deus para com o ser humano e o mundo (isto é, a criação), através de Jesus Cristo, nesta vida e na outra (Rm.13:11; Hb.7:25; 2Co.3:18).

 

“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé”.

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”.

“Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”.

Pessoalmente - isto é, em relação à pessoa -, a Salvação que Cristo realiza abrange:

 

- A Regeneração da pessoa, aqui e agora (Tt.3:5; 2Co.3:18).

 

“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”.

 

“Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”.

- A Redenção do corpo do crente, no futuro (Rm.8:23; 1Co.15:44).

“E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”.

“Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual”.

 

 - A glorificação integral do crente, também no futuro (Cl.3:4; Ef.5:27).

“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, também vós vos manifestareis com ele em glória”.

“Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

 

2. A Promessa da Salvação no Antigo Testamento. Os 39 livros do Antigo Testamento descrevem muito mais do que a origem do universo, do homem, e da nação de Israel. Eles descrevem também as promessas divinas de redenção da humanidade. Vejamos alguns exemplos:

a) A promessa no Éden. Podemos dizer que, biblicamente, a primeira promessa messiânica deu-se no Éden, quando os nossos pais pecaram. Disse o Senhor:” E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15).

b) A promessa tipificada na morte de um animal inocente. Um animal inocente foi morto, para cobrir a nudez de Adão e de sua mulher:” E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu” (Gn.3:21). A morte deste animal, já tipificava a morte do Senhor Jesus. Os animais que eram obrigatoriamente sacrificados para expiar os pecados, apontavam para o sacrifício substitutivo de Jesus Cristo na cruz do Calvário (Hb.10:11,12).

“Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados”.

Era o oferecimento de um inocente no lugar de um culpado; uma morte não merecida, mas aceita diante de Deus para remir os pecados do povo de Deus (Hb.9:22) – “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão”.

c) A promessa na chamada de Abraão. Deus prometeu a Abraão que, através de sua descendência, seriam benditas todas as famílias da terra: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn.12:3).

d) A Promessa por intermédio dos profetas. Diversos profetas do Antigo Testamento falaram acerca da salvação, principalmente Isaías, o profeta messiânico (Is.25:9; 45:17; 33.2; 49:8; 56:1; 62:11; Mq.7:7). O ápice da salvação no Antigo Testamento se deu com a profecia de Isaías sobre a vida e a morte do "Servo Sofredor" (Is.cap.53).

 

3. Salvação no Novo Testamento. No Novo Testamento, a Salvação não é apenas prometida, mas também explicada:

a) Nos EvangelhosOs quatro primeiros livros do Novo Testamento descrevem o nascimento, vida, ministério, morte e ressurreição do Senhor Jesus. Neles encontramos as promessas divinas da salvação para a humanidade (Mt.1:21; Lc.1:69; 2:30; 3:6; 19:9; João 4:22).

b) No livro de Atos. O livro dos Atos dos Apóstolos descreve a fundação da Igreja e a expansão do cristianismo no primeiro século; nele, a promessa da salvação também está presente (At.4:12; At.13:47; 28:28).

c)  Nas Epístolas. Nas Epístolas as Doutrinas Bíblicas são fundamentadas e explicadas, principalmente, a Doutrina da Salvação (Rm.1:16; 2Co.6:2; Ef.1:13; Fp.2:12; Jd.1:3).

d) No Livro de Apocalipse. O livro de Apocalipse descreve a consumação de todas as coisas, dentre elas, a Salvação (Ap.5:9; 7:10; 12:10; 19:1).

 

Ainda que o pecador não mereça, por intermédio do Filho de Deus, o Pai o justifica, o perdoa, o reconcilia consigo (Rm.5:11), o adota em sua família (Gl.4:5) e faz dele uma nova criatura (2Co.5:17). Assim, o Espírito Santo capacita o crente a viver em santidade, mortificando a força do pecado, assemelhando-o com Cristo, a fim de que o nascido de novo espere, com confiança, pela salvação plena e gloriosa (Fp.3:21).

 

4. A Salvação - a Rainha de todas as bênçãos. A Salvação é oferecida ao homem como uma bênção, e, de forma gratuita. Porém, para Deus ela teve um preço, um altíssimo preço. Ela custou a vida de seu Filho Unigênito. Assim, para que a Salvação, a Rainha de todas as bênçãos, se tornasse possível “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Foi, pois, em Jesus, que Deus preparou a bênção da Salvação para “todo aquele que crê”. Deus quer que todo pecador receba esta bênção - “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo Salvação a todos os homens” (Tito 2:11).

 

Afirmamos que a Salvação é a Rainha de todas as bênçãos porque ela é a maior de todas as bênçãos que Deus preparou para o pecador. Ela é a que teve o custo mais alto para Deus. Por isto o Senhor Jesus afirmou: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” (Mt.16:26).

Se você, meu irmão, já tomou posse desta tão grande Salvação, dê glória a Deus, e zele por ela, pois ela custou a vida do Filho de Deus.

 

II. A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DA SALVAÇÃO

1. A grandeza da Salvação. Exorta o escritor aos Hebreus: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram” (Hb.2:3). Na redenção da humanidade, o Pai planejou a salvação, no céu (João 3:16; Gl.4:4,5); o Filho consumou-a, na Terra (João 17:4,5; 19:30); e o Espírito Santo realiza e aplica essa tão grande salvação à pessoa humana (João 16:8-11; Tt.3:5).

 

Por que a Salvação é grande? João 3:16 explica claramente o porquê de ela ser tão grande: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Explicando melhor:

a) A Salvação é grande por causa da sua Procedência - “Por que Deus amou...”. A Salvação procede do coração de Deus, do seu íntimo. O Criador do universo, o Senhor dos céus e da terra, o Deus eterno, colocou o seu coração em nós e nos amou desde a fundação do mundo. Deus nos amou não por causa dos nossos méritos, mas Deus nos amou apesar dos nossos deméritos.

b) Por causa do seu Alcance. A Salvação, também, é tão grande por causa de seu alcance – “por que Deus amou o mundo…”. Deus ama a todos indistintamente. Deus não faz acepção de pessoas. Deus ama o pobre, o rico, o analfabeto, o doutor, o homem do campo e da cidade, o religioso e o não religioso. O amor de Deus não tem a sua causa em nós, tem a sua causa em seu próprio coração amoroso.

c) Por causa de sua Intensidade. Também, essa Salvação é tão grande por causa de sua intensidade – “porque Deus amou o mundo de tal…”. Deus não amou o mundo de uma maneira pequena, limitada. Deus amou o mundo ao ponto de se dar por nós, de se sacrificar por nós. Observe o que a Bíblia diz: “mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8);

“nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1João 4:10). O apóstolo Paulo diz que Deus não poupou o seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou (Rm.8:32). Essa é a grandeza, esta é a intensidade do amor de Deus por você e por mim.

d) Por causa do seu Sacrifício. A Salvação, outrossim, é grande por causa do sacrifício de Cristo. O texto sagrado prossegue dizendo: “por que Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito…”. Deus não amou você a ponto de dar ouro e prata. Deus não amou você a ponto de dar as riquezas das entranhas da terra. Deus não amou a você a ponto de dar um anjo. Deus amou a você de tal maneira que deu o seu Filho, o seu Filho unigênito. E deu para vir ao mundo e se esvaziar de sua glória. E deu para entrar neste mundo e vestir pele humano, e aqui ser humilhado, ser esbofeteado, ser pregado na cruz. Deus jamais retrocedeu neste amor imenso, eterno, imutável, sacrifical, incondicional a nós, nesta dádiva do seu próprio Filho.

e) Por causa da sua Oportunidade. A Salvação, também, é mui grande por causa da sua oportunidade. O texto sagrado prossegue e diz: “porque Deus amou......para que todo aquele que nele crer...”. Deus providenciou a Salvação, e oferece esta Salvação: não aqueles que são religiosos; não aqueles que são sinceros; não aqueles que praticam boas obras; não aqueles que fazem penitências e sacrifícios. Diz o texto sagrado que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho para todo aquele que nele crer”. A condição única para nós sermos salvos, para nós obtermos a vida eterna, para nós irmos para o Céu, para que o nosso nome seja escrito no livro da vida é que creiamos em Jesus Cristo. Não há outro caminho; não há outra alternativa; não há outra porta; não há outra possibilidade para nós sermos salvo.

f) Por causa do seu Livramento. A Salvação, outrossim, é mui grande por causa do seu livramento. Diz o texto sagrado: “porque deus amou o mundo de tal maneira........não pereça. Jesus estar nos alertando acerca de um perigo enorme: perecer eternamente. O que é perecer neste texto? Não é apenas morrer fisicamente; não é apenas, como muitos imaginam, serem extintos, não. Jesus fala de uma condenação eterna, de trevas exteriores, de banimento para sempre da presença de Deus. Jesus fala de uma condenação eterna. Jesus fala de um fogo que não se paga, de um bicho que não para de roer. Jesus fala de choro e ranger de dentes. Jesus fala de inferno, de condenação para sempre. Aquele que não crer vai perecer. Cristo não morreu na cruz para que os incrédulos sejam salvos, para aqueles que se rebelam contra a graça de Deus sejam salvos, mas Cristo morreu na cruz para que todo aquele que nele crer não pereça.

g) Por causa da Oferta que Deus oferece: “a vida eterna”. O texto sagrado termina dizendo: “porque Deus amou o mundo...tenha a vida eterna”. O que é a vida eterna? Não é apenas uma vida que nunca vai acabar, porque aqueles que vão para o inferno também nunca vão cessar de existir, com tormento. Vida eterna é muito mais que uma vida que nunca vai acabar. Vida eterna é uma qualidade superlativa excelente de vida, de santidade, de contentamento, de alegria, de pureza, que nunca vai terminar. É quando Deus vai enxugar de nossos olhos toda lágrima; é quando não haverá mais dor; é quando não haverá mais luta; é quando não haverá mais tristeza; é quando não haverá mais despedida; é quando não haverá mais velhice; é quando não haverá mais tropeço; é quando não haverá mais cortejo fúnebre; é quando não haverá mais cansaço; é quando estaremos com Deus e para Deus eternamente. Sem dúvida, a Salvação em Cristo é de uma grandeza sem par! Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande Salvação?

 


Disse o Pr. Antônio Gilberto, e concordo com ele: “Se todos os crentes tivessem uma plena visão da Salvação, se todos pudessem ver plenamente ao longe a tão grande salvação que receberam, com certeza teriam atitudes diferentes no seu dia a dia. Teríamos tanto regozijo, tanta motivação, tanto entusiasmo, tanta convicção, tanto anseio e enlevo pelo Céu, que não haveria na Terra um só salvo descontente, descuidado, negligente e embaraçado com as coisas desta vida e deste mundo. Ademais, teríamos uma tão profunda compreensão do que é o Céu – e, por isso, teríamos tanto desejo de ir para lá -, que o Diabo não teria na igreja um só fã, um só admirador de suas coisas, um só aliado” (Pr. Antônio Gilberto. Soteriologia – a Doutrina da Salvação. CPAD).

2. Para compreender o que Jesus fez. A Doutrina da Salvação é importante para compreendermos o grande feito de Jesus por toda a humanidade: sua morte vicária na Cruz por toda a humanidade. Jesus nasceu para morrer. Ele nasceu para ser o nosso substituto, nosso representante, nosso fiador. Na verdade, a cruz sempre esteve incrustada na mente de Deus, em Seu coração amoroso. Jesus Cristo jamais recuou diante dessa cruz. Ele caminhou resoluto para ela como um rei caminha para sua coroação. Portanto, a cruz de Cristo além de ser um fato já planejado na eternidade, expressa para você e para mim o gesto do maior amor de Deus por nós.

Se você ainda tem dúvida do amor de Deus, entenda que não há possibilidade de nós expressarmos de forma mais eloquente e mais profunda o amor de Deus por nós do que a manifestação da cruz. Ali aconteceu o maior de todos os sacrifícios. O Filho de Deus deixou o Céu, deixou a companhia dos anjos, deixou a glória do Pai, e veio e se humilhou, se fez servo; foi perseguido, foi preso, foi insultado, foi cuspido, foi zombado, foi escarnecido, foi pregado na cruz. Com a morte de Jesus, ativou-se o contato da criatura com o Criador que fora quebrado no Éden e se tornou visível a ação de Deus na vida dos homens, de maneira que o céu, que parecia ser inatingível, tornou-se acessível aos homens por meio de Cristo Jesus. A morte de Jesus na cruz, que seria uma vitória do diabo, na verdade representou a própria derrota de Satanás.

Qualquer pecador pode ser salvo aqui e agora. Basta apenas arrepender-se de seus pecados e crer na suficiência da graça manifestada em Cristo Jesus (Rm.10:8-10). Infelizmente, há em alguns segmentos ditos evangélicos uma mentalidade herética de que é preciso o pecador cumprir algum tipo de ritual para alcançar os benefícios da graça de Deus. Alguns desses rituais são: listar todos os pecados conhecidos, confessá-los nome por nome a algum preposto sacerdote, “queimar” esses pecados em fogueiras, quebrar as chamadas maldições hereditárias e passar por um processo de purificação emocional, como se esse, sim, fosse o grande segredo guardado a sete chaves para a obtenção da salvação. Ora, a obra completa da salvação já foi consumada na cruz, é perfeita e não precisa de nenhum adendo (1Pd.2:24; Cl.1:20; Is.53:4,5,12).

3. Para se apropriar dos benefícios da Salvação. A Doutrina da Salvação também é importante para aprendermos e experimentarmos as bênçãos da Salvação. Por si só, a Salvação já é uma grande bênção, mas como promessa-mãe ela é força geratriz de muitas outras bênçãos. O apóstolo Paulo descreve com muita inspiração as muitas bênçãos da Salvação, na carta aos Efésios 1:3-14. Muitos são os benefícios da Salvação, tais como a libertação da culpa e do poder do pecado. Todavia, outros benefícios se apresentam diante de nós que aceitamos a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador:

 

- A bênção da Regeneração. Regeneração ou o Novo Nascimento significa o ato sobrenatural em que o homem é gerado por Deus para ser filho (João 1:12) e participante da natureza divina (2Pd.1:4).

Significa vida renovada (1João 3:13,14): “Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte”.

Significa mente renovada (Rm.12:2): “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Significa propósitos renovados (2Co.5:17): “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

Significa a vontade de Deus em nossa vida (João 1:12,13): “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Significa despir-se do velho homem (1Co.6:20): “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”.

O Novo Nascimento é essencial para que o homem entre no Reino de Deus, e não ocorre por ocasião do batismo em águas nem pela vontade humana, e sim pela vontade de Deus. O homem regenerado recebe de Deus coração e espírito novos (Ez.36:26), podendo assim ter comunhão com Deus e a garantia de viver com Ele na eternidade.

 

- A bênção de sermos “filhos de Adoção por Jesus Cristo” (Ef.1:5). A salvação torna-nos filhos de Deus (João 1:12). Como deixamos de ter pecados, como passamos a ser considerados justos, como passamos a ter comunhão com Deus, recebemos o poder de sermos filhos de Deus, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo (Rm.8:17). Enquanto estávamos nos nossos pecados, Deus não podia nos levar a essa posição tão próxima dele e marcada por tanto carinho. Por isso, o Senhor Jesus veio à Terra e, por sua morte, sepultamento e ressurreição, resolveu o problema dos nossos pecados, satisfazendo as exigências de Deus. O valor infinito do seu sacrifício no calvário providenciou a base justa sobre a qual Deus pode nos adotar como filhos. A nova vida que recebemos pelo perdão dos pecados faz com que tenhamos comunhão com Deus e o Espírito de Deus testifica com o nosso espírito, que volta a ter relacionamento com Deus, que somos filhos de Deus (Rm.8:16). Adotado por Deus, o crente é considerado como filho do Pai Celeste (1João 3:2), como irmão de Jesus (Hb.2.11), como herdeiro dos céus (Rm.8.17). De igual modo, é libertado do medo (Rm.8.15) e desfruta de segurança e certeza de vida eterna (Gl.4.5,6).

 

- A bênção da Redenção (Ef.1:7). Jesus pagou o preço da nossa Salvação e, por isso, nos comprou a liberdade. Este ato é conhecido por “redenção”, ou seja, “o ato de remir ou redimir”; o “resgate”, ou seja, “o ato de livrar (algo) de ônus por meio do pagamento”, o “ato de comprar para libertar”. Por isso, o apóstolo Pedro nos lembra que não fomos comprados com ouro, mas com o precioso sangue de Jesus (1Pd.1:18,19). O preço da Redenção é o seu sangue; nada mais serviria. Como fomos comprados por Cristo, libertamo-nos do jugo do pecado e, por isso, não mais estamos sob condenação, alcançamos a Justificação.

- A bênção de sermos propriedades exclusivas de Deus (Ef.1:13). Dantes estávamos mortos em nossos delitos e pecados, destituídos da glória de Deus. Agora, somos propriedade sua – “... fostes selados com o Espírito Santo”. Como “selo”, o Espírito Santo é dado ao crente como a marca ou evidência de propriedade de Deus. Ao outorgar-nos o Espírito, Deus nos marca como seus (2Co 1:22). Assim, temos a evidência de que somos filhos adotados por Deus, e que a nossa Redenção é real, pois o Espírito Santo está presente em nossa vida (Gl.4:6).

- A bênção da garantia da nossa Herança: o Espírito Santo - “o penhor da nossa herança” (Ef.1:14). No dia em que fomos salvos, o Espírito Santo começou a revelar-nos algumas das riquezas que serão nossas em Cristo. Ajuda-nos a entender a glória vindoura. Porém, como poderemos ter a certeza de que um dia receberemos a herança toda? O Espírito Santo é a garantia divina de que pertencemos a Deus e que Ele cumprirá o que prometeu. Ele é como um pagamento inicial, um depósito ou penhor, uma assinatura que valida um contrato. Sua presença em nós demonstra a veracidade de nossa fé, prova que somos filhos de Deus e nos garante a vida Eterna. Glórias sejam dadas a Deus por todas as bênçãos que Ele nos deu através da morte vicária de nosso Senhor Cristo Jesus!

 

III. A SALVAÇÃO PROMETIDA NO ÉDEN

 

A Queda do homem foi um desastre que afetou todo o cosmo. As consequências foram catastróficas. Deus castigou o pecado com dor, sujeição e sofrimento. Um Deus santo e justo não pode fazer vista grossa à rebelião de suas criaturas. Ele é o justo Juiz.

Com a Queda, a natureza humana corrompeu-se e o homem adquiriu a tendência para pecar. Já não era inocente como uma criança, mas sua mente se havia sujado e ele sentia vergonha de seu corpo. Outra prova da sua natureza corrompida: ele lançou a culpa sobre sua mulher. Adão chegou a insinuar que Deus era o culpado: "A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi" (Gn.3:12). Isto é uma demonstração clara da natureza decaída do homem. Os juízos de Deus eram inevitáveis.

Mas, no Éden, não houve apenas juízos inclementes. Também houve a promessa de um juízo redentivo. Ao invés de lançar apenas juízos inclementes e condenatórios sobre o casal, Deus, o justo Juiz, abriu um espaço para a Redenção. Observe a bondade de Deus ao prometer a vinda do Messias antes mesmo de decretar a sentença de juízo condenatório ao homem e a mulher: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15). Esta é a mais gloriosa promessa de Redenção, de soerguimento do homem da condenação. Este versículo é conhecido como protoevangelho, isto é, “o primeiro evangelho”. O texto anuncia a inimizade perpétua entre Satanás e a mulher (que representa toda a humanidade), e entre a descendência de Satanás (seus representantes) e o seu descendente (o descendente da mulher, o Messias). O Descendente da mulher feriria a cabeça de Satanás. Essa ferida foi infligida no Calvário, quando o Salvador triunfou sobre Satanás. Este, por sua vez, feriria o calcanhar do Messias. Essa ferida se refere ao sofrimento (incluindo morte física), mas não à derrota final. Cristo sofreu na cruz e morreu, mas ressuscitou dentre os mortos, vitorioso sobre o pecado, o inferno e Satanás.

 

Cristo esmagou a cabeça da "Serpente" provendo a solução definitiva para o estado caído do ser humano. A peçonha do pecado que Satanás tentou passar à humanidade foi aniquilada pela morte redentora de Cristo. O Criador prometeu Salvação e deseja que todo ser humano seja salvo (1Tm.2:3,4), apesar da condição de rebelado, de pecador e de inimigo de Deus.

Embora a queda tenha acarretada tanta desgraça para o ser humano, nós aprendemos que há uma esperança para o pecador, em Cristo Jesus. Através de Cristo, Deus Pai provê-nos eterna e suficiente Redenção, dispensando-nos um tratamento mui especial. Glórias a Deus pelo seu grande amor e misericórdia!


CONCLUSÃO

Devemos glorificar a Deus por nos ter dado esta oportunidade imerecida de Salvação. Devemos, pois, cumprir a nossa parte, renunciando a nós mesmos, tomando a nossa cruz e seguindo ao Senhor Jesus (Mt.16:24), para que alcancemos a Glorificação, tornando, assim, realidade em nossas vidas esta maravilhosa promessa, a promessa da Salvação.

 

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