VENCENDO GIGANTES
Você e eu sabemos que os gigantes ainda existem e eles são muitos; e eles são insolentes; eles tentam nos humilhar, nos assustar, nos fazer recuar com as pernas bambas de medo. Gigante é tudo aquilo que parece ser maior do que você, tudo aquilo que desafia você, assusta você. Há gigantes fora de nós e há gigantes dentro de nós. Há gigantes que nós os criamos no laboratório do próprio medo e eles se levantam como fantasmas para nos assustar. Um gigante pode ser uma circunstância, pode ser um sentimento, pode ser um relacionamento, pode ser um pecado, um vício, pode ser algo que você não consegue administrar. O texto que nós lemos fala-nos de uma batalha travada entre o exército de Israel e o exército filisteu. Naquela época as batalhas eram conflagrações de enfrentamento físico; um exército de um lado, o outro do outro, eles entravam então em um grande embate físico. Diz o texto que do lado dos filisteus surge um gigante chamado Golias, o homem media 3 metros de altura; só a ponta da sua lança pesava oito quilos; trajado de uma armadura que pesava mais de 60 quilos; e este homem afrontam os soldados de Israel dizendo: “não precisa lutar, dê-me um homem para lutar comigo, se eu vencer, vocês nos servirão, se ele vencer, nós serviremos vocês”. E durante 40 dias, duas vezes por dia, esse gigante afrontou os soldados de Israel, e eles fugiram com as pernas bambas de medo. Pois é neste momento da debandada geral, que chega neste acampamento o jovem Davi; ele quer saber que burburinho é esse, e informam a ele que é um gigante imbatível. E ele então pergunta: “mas quem é esse incircunciso filisteu que está afrontando os exércitos do Deus vivo?”. E Davi se dispõe a enfrentar o gigante e a vencê-lo. Bom, então eu preciso saber quais são as marcas de um vencedor de gigantes.
Primeiro lugar, o
vencedor de gigantes é aquele que não escuta a voz dos pessimistas. Quando Davi
chega, todo mundo está dizendo para ele: não, esse gigante é imbatível, esse
gigante não cai, é melhor fugir, não dá para enfrentar esse gigante; os
pessimistas vão sempre dizer para você: “é melhor
fugir, não é seguro enfrentar”. Mas um vencedor não tem os seus ouvidos
abertos a voz dos pessimistas, ele crê que se Deus for por ele, ele triunfará;
essa luta não é minha, essa luta é de Deus, e Deus vai me dar a vitória.
Segundo lugar,
um vencedor é aquele que não fica supervalorizando as dificuldades do passado,
mas olha as oportunidades do presente. O texto diz que quando os filhos de
Jessé foram convocados para aquela guerra, foram convocados os três mais
velhos, Davi era o caçula, ninguém pensou nele, ninguém se lembrou dele, ele
foi desprezado, rejeitado, o nome dele nem mencionado foi. Mas o único homem
que tinha coragem de enfrentar um gigante, nem convocado foi para a guerra.
Talvez as pessoas olhem para você e não acreditem em você, no seu potencial,
nos seus talentos, nos seus dons; mas o que importa é que você confia em Deus,
espera em Deus, e sabe que se Deus lutar as suas guerras, você vai vencer, você
vai triunfar, e foi isso que Davi fez.
Terceiro, o vencedor
gigante é aquele que primeiro vence os seus críticos. Quando Davi se dispõe a
enfrentar aquele gigante, a primeira pessoa que se levanta para criticá-lo foi
o seu irmão mais velho. Não há vitória sem lidar com críticas, antes de você
vencer os seus gigantes, você precisa aprender a lidar vitoriosamente com seus
críticos. Os críticos são aqueles que, de forma contumaz, querem desanimar
você, querem rebaixar você, querem humilhar você, querem colocar você numa
situação de constrangimento diante dos seus pares, mas Davi não se deixou
vencer pelas críticas amargas de seu irmão; ele não gastou tempo, nem energia,
discutindo com seus críticos, ele tinha um foco: era vencer aquele gigante para
que a glória de Deus se manifestasse.
Quarto, um
vencedor gigante é aquele que não usa armas alheias, mas especializa-se no que
faz. Quando Saul colocou armadura dele sobre Davi, ele nem conseguiu andar, ele
tirou aquela tralha de cima dele, foi lá, pegou uma pedra, colocou na sua
funda, e diz assim: com essa pedra aqui eu sou um doutor, eu sou capaz de
acertar um fio de cabelo, quanto mais a testa de um gigante. Davi não tinha só
coragem, Davi tinha preparo; os vencedores de gigantes são aqueles que confiam
em Deus, mas são zelosos em fazer o que fazem para a glória de Deus.
Finalmente, um vencedor de
gigantes é aquele que compreende que apesar e a despeito do seu preparo,
reconhecem que a vitória vem de Deus. Davi disse para aquele gigante insolente:
você vem contra mim com espada, com o escudo, mas eu vou contra você em nome do
Senhor dos exércitos, para que toda a terra saiba que há Deus em Israel, o
Senhor entregar você nas minhas mãos. A nossa vitória não decorre da nossa
inteligência, a nossa vitória não decorre da nossa força, a nossa vitória não
decorre das nossas estratégias, a nossa vitória vem de Deus, é Deus quem lutas
nossas batalhas, é Deus que nos conduz em triunfo, é Deus que nos dá a vitória.
Talvez a maior de todas as
batalhas que você enfrenta, é contra o seu próprio pecado, contra suas
fraquezas, contra os seus deslizes morais, contra suas quedas repetidas; e você
que talvez tem vigor, você que tem saúde, você que tem dinheiro, você que tem
amigos, você que tem família, tantas vezes tem sido derrotado fragorosamente
neste campo da moral, da ética; você tem sido dominado por vícios, por pecados,
por mazelas morais; eu quero dizer para você que Jesus Cristo é aquele que
fortalece as nossas mãos para a batalha, é ele quem nos dá a vitória, é ele
quem traz pra nós retumbante vitória, é nele que você é mais do que vencedor.
Essa luta não pode ser vencida com armas carnais, você precisa de armas
poderosas, armas espirituais, poderosas em Deus para destruir fortalezas e
anular sofismas. Você precisa, eu também, da pessoa de Jesus Cristo, porque ele
é quem nos conduz em triunfo, é dele que vem a nossa vitória.
“Davi, porém, disse
ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu,
porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de
Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas
mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus
darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra
saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não
com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas
nossas mãos”
Na Palavra de Deus podemos
ver que o povo de Israel, que entra em guerra com os filisteus, tinha um grande
problema, que era um Gigante que lutava do lado de seus inimigos. (1Samuel
17:1-11). Muitos temeram o gigante, e não quiseram guerrear com ele, mas quando
Davi resolve guerrear, os seus familiares o menosprezam e zombam dele. Mas Davi
não vê somente o insulto que o gigante fazia, mas também o que ele ganharia
para enfrentar aquele problema (1Samuel 17:23-31). E não somente isso, Davi
também mostra seu valor e seu espírito de coragem ao enfrentar aquele gigante
(1Sm 17.32-37). E mesmo assim, aqueles que estavam ao redor de Davi, tentaram
mostrar para ele o problema, e dizer que ele não era capaz de enfrentar aquele gigante
(1Sm 17.38-39). E pela orientação do Espírito, Davi escolhe pedras do ribeiro
(1Sm 17.40), e não somente isso, além de escolher bem sua arma de guerra, ele
vai em direção ao seu inimigo com a certeza da vitória (1Sm 46-47). E depois
disso, enfrenta o inimigo em Nome do Senhor. Vence e volta mostrando sua
vitória para todos (1Samuel 17:48-54).
Vencedores de gigantes triunfam em público, porque já tiveram
importantes vitórias privadas. Saul destacava-se do ombro para cima de todos os
demais guerreiros de Israel, mas não tinha estatura suficiente para lutar
contra o gigante Golias. Davi enfrentou e venceu o gigante porque já triunfara
sobre um leão e um urso na solidão das montanhas de Belém. O que você é quando
está sozinho determina o que você será publicamente. O caráter precede a
performance. Ser é mais importante do que fazer.
Vencedores de gigantes não olham para os obstáculos, mas para as
oportunidades. Henry Ford estava coberto de razão quando afirmou:
“Obstáculos são aquelas coisas tenebrosas que vemos quando desviamos os olhos
do nosso objetivo”. Na Bíblia, vemos o grande exemplo de Calebe, contemporâneo
de Josué. Ele foi um dos únicos de uma geração a alcançar as promessas de Deus
para a sua vida. Ele era um homem de visão e não temia obstáculos que surgissem
à sua frente como empecilhos para que alcançasse a benção de Deus, mesmo que
esses obstáculos fossem gigantes de quase três metros de altura, os anaquins.
Calebe, assim como Davi era um vencedor de gigantes. Muitos de nós também
enfrentamos todos os dias, situações que parecem gigantes que se levantam
contra nós. Problema financeiro; problema de saúde na família; crise conjugal;
desemprego; pecados... E muitas vezes nos sentimos como “gafanhotos” diante dos
problemas. Mas o relato da vida de Calebe nos serve como inspiração para
enfrentarmos todas as situações que nos são propostas em nossas vidas.
Vencedores de gigantes mantém seus olhos em Deus e nunca nas circunstâncias.
Pedro afundou no mar quando tirou os olhos de Jesus para colocá-los no fragor
das ondas. Enquanto ele manteve os olhos em Jesus foi capaz de caminhar em meio
à tormenta, mas no instante em que reparou na força do vento, teve medo e
começou a ser engolido pelos vagalhões. Andar sobre as águas é algo impossível
para o homem, mas quando nossos olhos estão fitos no Criador do Céu e da terra,
podemos experimentar o sobrenatural e pisar no solo firme dos milagres.
Vencedores de gigantes não ouvem a voz dos pessimistas. Tenhamos cuidado
com o vozerio dos pessimistas, eles olham para a vida com lentes embaraçadas.
Eles perdem a vida por medo de viver. Eles correm até da sombra. Eles pensam
que os gigantes são invencíveis. O gigante Golias julgava-se invencível. Era um
guerreiro inveterado, assombroso, experiente, que infundia medo em todo o
exército de Saul. Ele desafiou os exércitos de Israel e fez Saul e seus
soldados recuarem, empapuçados de medo. Durante quarenta dias, duas vezes por
dia, Golias afrontou os exércitos do Deus vivo e não apareceu ninguém com
coragem para enfrentá-lo. Mas, em meio à orquestra do medo, ouve-se o clarinete
da esperança. Entre o povo circulou a notícia de que o jovem pastor Davi, que
acabara de chegar de Belém, estava disposto a enfrentar o gigante. Essa notícia
espalhou-se rapidamente e foi parar no palácio do rei. Davi tapou os ouvidos à
voz dos embaixadores do caos; ele não ouviu os profetas do pessimismo, nem
inclinou os seus ouvidos ao vozerio desolador da multidão apavorada.
Um vencedor de gigantes não segue
o caminho dos medrosos. Os prognósticos agourentos dos covardes só
infundem desespero. Eles olham para a vida com lentes cinzentas e só enxergam
dificuldades. A voz da multidão quase sempre infunde medo e conduz ao fracasso.
Aqueles que nunca mataram um gigante vão lhe dizer que os gigantes são
invencíveis. Aqueles que correm até da sombra dirão que a estrada da vida está
cheia de fantasmas. Aqueles que fracassam justificarão suas retiradas do campo
de batalha.
Precisamos olhar não para a
altura dos gigantes, mas por sobre seus ombros e agarrar a crise pelo pescoço. Precisamos
olhar não para a carranca da crise, mas para as possibilidades que se ocultam para
trás delas. A crise é um tempo de oportunidade, um terreno fértil de milagres.
A crise é o cemitério dos covardes e a porta de entrada da terra prometida para
os vencedores. Enquanto todos se assentam para chorar, os vencedores empunham
as armas e triunfam. Enquanto os covardes só se encolhem de medo diante das
dificuldades, os vencedores permanecem com os olhos fixos na recompensa e
obcecados pela vitória. Por isso, não dê atenção aos medrosos. Você pode
derrubar os gigantes e ser um vencedor.
O vencedor de gigantes não tira os olhos de Deus para colocá-los nas circunstâncias.
Os dez espias de Israel foram esmagados pela síndrome do gafanhoto porque
tiraram os olhos de Deus para colocá-los na fortaleza dos gigantes. Isso lhes
deu uma perspectiva falsa do problema, fazendo com que dissessem: os gigantes
são fortes e nós fracos; são muitos e nós poucos; são guerreiros e nós nômades;
são gigantes e nós gafanhotos. Porque duvidaram da promessa de Deus,
sentiram-se menos do que homens, sentiram-se insetos, gafanhotos. Eles não só
introjetaram um sentimento de fracasso na alma, mas também contaminaram todo o
arraial de Israel com o seu pessimismo. Como resultado, toda aquela geração
pereceu no deserto e não pôde entrar na Terra Prometida. Apenas Josué e Calebe
olharam para as circunstâncias com os olhos da fé. Note o que eles disseram:
“Certamente o Senhor nos deu toda esta terá em nossas mãos. E todos os seus
moradores estão desmaiados diante de nós” (Josué 2:24). Eles creram e venceram.
Por terem crido, eles tomaram posse da Terra Prometida.
Vencedores de gigantes triunfam sobre as críticas. Os críticos são como
erva daninha, florescem em qualquer lugar. São os inimigos de plantão, que
sempre estão à nossa espreita. Estão espalhados por toda parte, esperando para
nos morder sem piedade. Eles estão dentro de casa, nas ruas, no trabalho, na escola
e até na igreja. Davi foi duramente criticado pelo seu próprio irmão Eliabe. A
raiz da crítica era a inveja. Davi foi criticado também por Saul, que o julgou
incapaz de enfrentar o gigante Golias. Saul subestimou Davi. Finalmente, Davi
foi criticado pelo próprio duelista, o gigante Golias, que o desprezou,
escarnecendo dele e do seu Deus. A motivação foi o sentimento de superioridade.
Você não pode ser um vencedor de gigantes sem antes vacinar-se contra o
veneno dos críticos. O objetivo deles é sempre querer nos nivelar à sua
mediocridade. Eles são medrosos e covardes e não toleram ver em nós uma atitude
de confiança diante dos desafios da vida. Os críticos questionam nossas
motivações, julgam nossos propósitos e assacam contra nós acusações pesadas e
levianas, tentando macular a nossa honra e desbaratar nossos objetivos.
Os críticos são movidos pelo combustível da inveja. O invejoso é aquele
que se sente infeliz por não ser como você e por não ter o que você tem. Caim
matou Abel por inveja, em vez de seguir seu exemplo. Os irmãos de José tentaram
se livrar dele por inveja, em vez de seguir os seus passos. Os fariseus, por
inveja de Jesus, preferiram persegui-lo a seguir os seus ensinos. O invejoso é
um egoísta inveterado, dono de uma autoimagem doentia. Ele sofre de um
avassalador complexo de inferioridade. É capaz de chorar com os que choram, mas
jamais se alegrar com os que se alegram.
Vencedores de gigantes não são covardes. Eles não fogem e nunca
desistem. São perseverantes. Eles não se contentam com nada menos que a
vitória. Fazem das derrotas do passado experiências indispensáveis para
construírem as vitórias do futuro. Experiência não é simplesmente aquilo que
acontece na vida de uma pessoa, mas como ela lida com o que lhe acontece. Os
vencedores nunca desviam os olhos do alvo. Eles são determinados e obcecados
pela vitória, não importa o quanto possa lhes parecer difícil alcançá-la.
Quando
Thomas Alva Edison inventou
a lâmpada elétrica, foram necessárias mais de duas mil experiências antes de
obter sucesso. Certa vez, um jovem repórter perguntou como ele se sentia tendo
fracassado tantas vezes. Ele respondeu: “Eu nunca fracassei. Inventei a lâmpada
elétrica. Só que para chegar lá, foi preciso uma caminhada de dois mil passos”.
John Milton ficou cego aos quarenta e quatro anos de idade.
Dezesseis anos depois, escreveu o clássico “Paraíso Perdido”. Após uma perda
progressiva da audição, o compositor alemão Ludwig
Van Beethoven ficou
totalmente surdo aos quarenta e seis anos. Apesar disso, continuou compondo, e
algumas de suas melhores composições, inclusive cinco sinfonias, foram escritas
durante seus últimos anos. Vencedores de gigantes não desistem, mesmo diante
dos maiores obstáculos.
A revista Time de abril de
1986 publicou um artigo sobre algumas pessoas que foram
consideradas sem perspectiva de futuro. Todas foram vistas pelos
críticos como condenadas ao fracasso. Quer saber os nomes de algumas dessas
pessoas?
Beethoven – Seu professor
certo feita fez o seguinte comentário sobre ele: “Esse jovem tem uma maneira
estranha de manusear o violino. Prefere tocar suas próprias composições ao
invés de aprimorar sua técnica”. Esse mesmo professor avaliou que não havia
esperança para ele como compositor. Beethoven não aceitou esse prognóstico
pessimista a seu respeito. Ele superou todas as dificuldades e triunfou. Mesmo
tendo ficado completamente surdo, ele se tornou um dos músicos mais excelentes
e consagrados de toda a história. Seus críticos tiveram que engolir suas
previsões negativas e ver o sucesso desse gigante da música clássica. Mesmo
carregando o fardo da surdez, compôs músicas timbradas pelo mais alto grau de
excelência.
Thomas Alva Edison – Sua professora o devolveu à mãe por
considerá-lo inapto para o aprendizado. Sua mãe, sem perder o ânimo, resolveu
investir em sua educação. Certa feita, ele perguntou à sua mãe por que a escola
o recusara, e ela lhe respondeu: “Porque você é muito inteligente e a escola
não consegue acompanhar seu ritmo de aprendizado”. Thomas Edison superou as
dificuldades e galgou o honroso posto de maior cientista do mundo, tendo
registrado mais de mil invenções, entre elas a lâmpada elétrica. No dia de sua
morte, como forma de homenageá-lo, desligaram todas as luzes por alguns
minutos, mostrando como seria o mundo sem ele.
Albert Einstein – Sua tese de doutorado em Bonn foi considerada
irrelevante e sofisticada. Alguns anos depois, foi expulso da Escola
Politécnica de Zurich. Alguns de seus críticos acharam que não havia futuro
para ele, mas Einstein galgou as alturas excelsas, fazendo vôos altaneiros em
suas conquistas cientificas. Tornou-se mundialmente conhecido por ter
descoberto a teoria da relatividade, que lhe valeu o Prêmio Nobel de Física.
Luiz Pasteur – Foi um
estudante medíocre. Em uma turma de vinte e dois alunos de química, obteve
apenas a décima quinta colocação. Mas devemos a ele a descoberta da penicilina,
que tanto tem contribuído para o tratamento dos males que afligem a humanidade.
Portanto, não permita que os críticos roubem as suas forças ou tirem de você a
sede da vitória. Enfrente os gigantes e vença-os!
Vencedores de gigantes não dão ouvidos aos arautos do pessimismo. Eles
não olham para as dificuldades, mas para as possibilidades. Eles não gastam
tempo medindo a altura do inimigo, mas fortalecem os braços para vencê-lo. Eles
não fogem assustados com o rugido do inimigo, mas correm para a linha de
frente, para a zona de combate, porque estão obcecados pela vitória.
Saul enxergou três empecilhos em Davi:
Primeiro, ele considerou Davi incapaz – Saul disse: “Você não
pode...”. Nunca diga para uma pessoa que ela não pode. Aquele que confia em
Deus pode o impossível. O apóstolo Paulo, mesmo preso, na antessala do
martírio, disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:13).
Segundo ele considerou-o inexperiente – Saul disse: “Você não tem
experiência”. O sucesso de uma pessoa não está na sua idade cronológica, mas na
sua confiança em Deus. Há jovens sábios e velhos tolos. Há jovens cansados e
velhos cheios de sonhos e projetos. Davi nunca tinha estado numa guerra, mas
tinha intimidade com o Senhor dos Exércitos. Ele nunca tinha empunhado uma
espada, mas tinha matado um urso e agarrado um leão pela barba e vencido. Davi
nunca tinha usado uma armadura nem empunhado um escudo, mas manejava com
perícia sua funda. Ele não tinha performance para fazer parte do exército de
Saul, mas tinha determinação para enfrentar e vencer o gigante.
Terceiro, ele considerou-o muito jovem – Saul disse: “Você é
ainda muito jovem”. Davi era jovem, mas corajoso. Era jovem, mas confiava em
Deus e possuía a fibra de um vencedor de gigantes. Os jovens também podem ser
heróis e vencedores. Eles podem triunfar sobre os gigantes. Se você é jovem,
não permita que os críticos contaminem seu coração e deixem você desanimado por
causa da sua pouca idade.
Os gigantes pensam que são invencíveis. Eles jamais contam com a
derrota. Eles são convencidos. Eles sofrem de um grande complexo de
inexpugnabilidade. São megalomaníacos. Mas quem se exalta será humilhado. Quem
tenta ficar de pé estribado no bordão da autoconfiança precisa beijar o chão e
se alimentar com o pó da derrota. A maldição imprecada a Davi voltou-se contra
Golias. Ele mesmo sofreu o golpe fatal de suas medonhas previsões. Ao afrontar
Davi, ele estava afrontando o Deus de Davi. Quem toca nos filhos de Deus toca
na menina dos olhos de Deus. Quem declara guerra contra os filhos de Deus chama
o próprio Deus Todo-Poderoso para a briga. Naquele combate, o gigante caiu.
Davi, com uma só pedra, jogou o gigante ao chão. A cabeça de Golias foi cortada
pela sua própria espada. Ele pereceu através de suas próprias armas. Golias
morreu. Davi prevaleceu. Israel ficou livre e o nome de Deus foi glorificado.
Davi não se intimidou porque tinha paixão em promover a glória de Deus; tinha
seus olhos na recompensa e sabia que o próprio Deus é quem estava pelejando por
ele.
Os tempos mudaram. Nós mudamos. Os gigantes se travestiram e usam novas
roupagens, mas eles ainda rondam a nossa vida e nos espreitam com insolentes
ameaças. Muitos ainda estão com medo, dando as costas ao inimigo e fugindo
acovardados. Muitos estão desacreditados aos seus próprios olhos, enfileirados
apenas para fugir ao sonido do próximo estardalhaço do gigante. Volte seus
olhos para Deus em vez de inclinar os seus ouvidos às bravatas dos gigantes.
Você não foi criado para viver debaixo das botas dos gigantes. Ponha sua fé naquele
que está assentado no alto e sublime trono. Enfrente o seu gigante em nome do
Senhor dos Exércitos. Não deixe que a insolência dos gigantes tire de você a
certeza da vitória e a pressa para vencer. Não desista
de ser um vencedor de gigantes.
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