sexta-feira, 25 de setembro de 2026

COMO VENCER OS INIMIGOS

COMO VENCER OS INIMIGOS

Texto Bíblico: Neemias 4:8-20; 1João 4:4; 5:5

 “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm.8:37). 

Vencer os inimigos e as oposições da vida exige uma combinação de estratégia espiritual, vigilância e união. A história de Neemias e os ensinamentos do apóstolo João trazem lições profundas e práticas de como superar adversidades e adversários.

1. Vigilância e Oração (Neemias 4:8-9)

Quando Neemias começou a reconstruir os muros de Jerusalém, Sambalate, Tobias e seus aliados conspiraram para atacar a cidade e causar confusão. A primeira atitude de Neemias foi clara:

  • Não ignore a ameaça: Reconheça que a oposição existe, seja ela física, profissional ou espiritual.
  • Equilíbrio entre fé e ação: Os líderes não apenas oraram a Deus, mas também estabeleceram uma guarda dia e noite para se protegerem. A fé genuína não anula a prudência.

2. Fortalecer a Confiança em Deus (Neemias 4:14)

Diante do medo e do desânimo do povo, que dizia já não ter forças para continuar, Neemias os lembrou de quem estava no controle:

  • Foco no Senhor: Ele disse: "Não temais os seus rostos; lembrai-vos do Senhor, grande e terrível".
  • O tamanho do seu Deus deve ser sempre maior do que o tamanho do seu inimigo ou do problema que você enfrenta.

3. Trabalho em Equipe e Solidariedade (Neemias 4:15-18)

A estratégia de defesa de Neemias envolvia toda a comunidade:

  • Cada um no seu posto: Os construtores trabalhavam com uma mão na obra e a outra segurando a arma.
  • União na crise: Neemias posicionou o povo por famílias, com espadas, lanças e arcos, mostrando que a vitória coletiva depende do apoio mútuo e de que cada um faça a sua parte.

4. A Certeza da Vitória Espiritual (1 João 4:4 e 5:5)

O Novo Testamento nos dá a garantia fundamental de que a nossa batalha diária já tem um vencedor assegurado:

  • Maior é o que está em nós (1 Jo 4:4): "Filhinhos, sois de Deus e tendes vencido os vossos adversários, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo". A nossa força não vem de nós mesmos, mas da habitação do Espírito Santo.
  • A fé que vence o mundo (1 Jo 5:5): "Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?". A vitória sobre as pressões, tentações e oposições do mundo é fruto de uma fé perseverante em Cristo.

Resumo prático para vencer os inimigos:

  1. Ore constantemente e entregue a causa nas mãos de Deus.
  2. Seja prudente, vigiando e tomando atitudes sensatas diante dos problemas.
  3. Mantenha-se firme no propósito que Deus colocou em suas mãos, sem desanimar com as críticas ou ataques.
  4. Lembre-se da sua identidade: Você já está do lado do Vencedor.

Qual dessas áreas (oração, estratégia ou fortalecimento da fé) você sente que precisa aplicar mais na sua situação atual?

INTRODUÇÃO

Neste estudo falaremos da oposição dos inimigos à obra realizada. Logo que a reconstrução dos muros de Jerusalém começou, a oposição se levantou. O capítulo 4 de Neemias é um resumo do que aconteceu durante os 52 dias de reconstrução. Sempre que o povo de Deus se levanta para fazer a Sua obra, isso incomoda o inimigo. Variados foram os métodos do inimigo para tentar paralisar a obra, mas Neemias resistiu a cada investida, porque ele confiava na vitória de Deus. Ainda hoje, sempre que a Igreja de Deus se levanta para fazer a obra de Deus, o inferno se agita, o mundo se levanta e há uma conspiração contra ela de todas as forças aliadas. A vida cristã é uma guerra contínua, é uma batalha sem trégua. É impossível realizar a Obra de Deus sem oposição.

I. QUAL A PROCEDÊNCIA DESSES ATAQUES?

A procedência era maligna. Satanás usou os seus fantoches dos quatro pontos cardeais do território de Israel para atacar o povo de Deus. Do Norte: Sambalate (governador de Samaria); do Leste, Tobias (da nobreza dos amonitas) e Gesém (o árabe – possível rei de Quedar, segundo descobertas arqueológicas); do Sul, os arábios, os amonitas e os asdoditas (Ne.4:7) se uniram a estes para se oporem ao povo de Deus. Houve uma orquestração maligna contra o povo de Deus. Como não bastasse, os judeus que moravam fora de Jerusalém trouxeram notícias de um ataque iminente. Neemias rapidamente colocou o povo por detrás do muro e entregou armas aos trabalhadores, encorajando-os com as palavras: “lembrai-vos do Senhor[...] e pelejai” (ler Ne.4:7-14).

1. A ira dos adversários

“E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito...” (Ne.4:1).

A restauração de Jerusalém provocou a ira dos adversários. Isso ocorreu desde o início. Quando Neemias teve permissão e recursos para voltar a Jerusalém, a oposição ficou profundamente perturbada (Ne.2:9,10); quando o povo declarou sua intenção de reconstruir os muros, a oposição zombou dele e o desprezou (Ne.2:18,19); quando o povo de fato começou a recons­truir os muros, a oposição “ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus” (Ne.4:1); quando o povo continuou a reconstruir os muros, a oposição ficou muito irada e conspirou atacá-lo e criar confusão (Ne.4:6-8); e, por fim, quando o povo concluiu a re­construção dos muros, a oposição fingiu aceitar, mas queria prejudicá-lo (Ne.6:1-9).

Sambalate, o líder opositor, mobilizou seu exército e procurou incitar o povo contra os judeus (Ne.4:2; ler Ne.4:7). Esses inimigos não queriam a restauração do povo de Deus. Enquanto Jerusalém estava debaixo de opróbrio, eles estavam calmos, mas bastou a disposição para a reforma, e eles se agitaram e se levantaram com grandes insultos.

Da mesma forma, hoje, os nossos inimigos não ficam sossegados quando alguém luta pela Igreja e se levanta para reconstruir a Casa de Deus. Onde o povo de Deus busca restauração, avivamento, ocorre a fúria do inimigo.

2. A falsa acusação

“O que ouvindo Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, e Gesém, o arábio, zombaram de nós, e desprezaram-nos, e disseram: Que é isso que fazeis? Quereis rebelar-vos contra o rei?” (Ne 2:19).

Sambalate e Tobias rotularam a reconstrução dos muros de Jerusalém como uma rebelião contra o rei Artaxerxes e não uma reforma, provavelmente ameaçando denunciar os construtores como traidores. Mas Neemias tinha uma resposta para eles que revelava não apenas a sua própria determinação de realizar o trabalho até à sua conclusão, porém mais significativamente a sua fé em Deus, que tinha o poder de ajudá-lo a executar o trabalho para o qual o próprio Senhor o havia chamado.

3. A resposta à insinuação caluniosa

A calúnia foi uma arma de ataque usada pelos inimigos. Neemias confiou em Deus, e recusou dar ouvidos às falsas acusações dos inimigos. Neemias, sempre prudente e sábio, respondeu-lhes:

“O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos...” (Ne.2:20).

A confiança em Deus é o maior incentivo à obra. Isso sugere poderosa proteção: "O Deus dos céus..." (Ne.2:20). Isso sugere também providencial vitória: "[...] é quem nos fará prosperar [nos dará êxito –ARA]" (Ne.2:20). Quem confia em Deus não teme os adversários, não se rende diante de suas ameaças e falsas acusações.

Sem a ajuda de Deus, o nosso trabalho é vão - "Se o Senhor não edificar a cidade, em vão trabalham os que a edificam" (Sl.127:1). A Obra de Deus é feita não por força nem por violência, mas pelo Espírito de Deus (Zc.4:6). Jesus disse: "Sem mim, nada podeis fazer" (João 15:5). Paulo pergunta: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm.8:31). João foi contundente: "Maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo” (1João 4:4).

A vitória vem de Deus, mas nós precisamos empunhar as ferramentas de trabalho e as armas de combate. É preciso se dispor e reedificar. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Neemias foi contundente diante da oposição: “... nos levantaremos e edificaremos...”.

Quando a reconstrução dos muros de Jerusalém terminou em cinquenta e dois dias, até mesmo os inimigos dos judeus tiveram de reconhecer que essa obra fora concluída com a ajuda de Deus (cf.Ne.6:15,16). Deus sempre cumpre a sua parte quando os fiéis cumprem a sua, com fé perseverante.

Aprendemos aqui que o verdadeiro líder não se deixa desencorajar por ataques pessoais injustos; o verdadeiro líder se preocupa com a causa em que está envolvido. O líder de Deus não se cansa enquanto não vê a obra das suas mãos concluída.

II. O INIMIGO PROCURA ATINGIR A NOSSA FÉ

Os inimigos usaram a ridicularização para tentar dissuadir o povo de realizar a obra de Deus. Usaram os meios mais diabólicos para causar desespero e desânimo no povo de Deus.

1. O Inimigo ataca com a arma do escárnio (Ne.4:1,3)

“Tendo Sambalate ouvido que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus” (Ne.4:1).

“Estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra” (Ne.4:3).

Esta é uma arma poderosa que os inimigos sempre usaram para destruir a obra de Deus e para desanimar o Seu povo, e os inimigos a usaram para enfraquecer o ânimo do povo de Deus. Quando os servos de Deus sofrem escárnio, são tentados a ficarem desanimados.

A obra de Deus sempre foi alvo de zombaria e escárnios. Constantemente, os féis de Deus enfrentam este tipo de agressão, pelo fato de, a cada dia, procurarem viver uma vida de retidão entre os que não conhecem a Deus. Mas, isto está escrito nas Escrituras que aconteceriam ao povo de Deus. Podemos lembrar aqui de alguns exemplos de escárnios e zombarias registradas nas Escrituras Sagradas:

a) Escarneceram do próprio Senhor Jesus. Jesus estava iniciando sua dolorosa caminhada rumo à cruz, e Satanás, usando pessoas, utilizou a zombaria para atacar o Senhor de maneira vil:

“E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate. E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, em sua mão direita, uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus! E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana e batiam-lhe com ela na cabeça. E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado” (Mt.27:28-31).

O Senhor era de fato Rei, porém seu reino não era terreno (João 18:36). Aproveitando a situação, o inimigo tentou humilhá-lo, através do escárnio e da violência! Contudo, o diabo não conseguiu afastá-lo de seu objetivo que foi a morte na cruz pelos nossos pecados. O "justo morreu pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1Pd.3:18).

b) Escarneceram da mensagem de Paulo. Certa feita, o apóstolo Paulo pregava no areópago, um centro de convenções na cidade de Atenas. Nesse lugar, havia altares para os mais diversos deuses. Ali, ele aproveitou o momento e, partir de um altar erigido ao "Deus desconhecido", mostrou-lhes o caminho da salvação. Porém, quando falou sobre a questão da ressurreição dos mortos, o clima de curiosidade foi transformado num clima de zombaria! O desprezo tomou conta dos presentes, que não queriam mais ouvi-lo:

“E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez” (At.17:32).

Como povo do Deus vivo, não podemos perder de vista o fato de que sempre houve e sempre haverá escarnecedores da obra de Deus. Tanto Pedro, como Judas nos alertam que esta artimanha diabólica tenderá a crescer nos últimos dias.

  • 2Pedro 3:3: “sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências”.
  • Judas 18: “os quais vos diziam que, no último tempo, haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências”.

Esses escarnecedores terão um estilo próprio e, escorados em suas tendências carnais pecaminosas, investirão contra os servos de Deus e sua obra. Isto faz parte da cruz que devemos aceitar quando seguimos a Jesus (Mt.10:38,39; 16:24,25). Os que são carnais procuram escapar do escândalo da cruz (Gl.5:11).

2. O Inimigo ataca com a arma do desprezo

“Que fazem estes fracos judeus?” (Ne.4.2).

Os inimigos tentaram diminuir a autoestima do povo de Deus, chamando-o de fraco. A força de um povo é constatada pelas suas atitudes que, na verdade, são reflexos da ação do seu líder, ou seja, a ação do líder determina a reação de um povo. Um líder fraco enfraquece a forte gente; um líder forte fortalece a fraca gente, e esta é uma realidade bíblica. Se Neemias tivesse demonstrado fraqueza naquele momento de escárnio e zombaria, o povo tinha recuado e a liderança de Neemias estaria arruinada.

Entre os pastores da Palestina contava-se uma história interessante e autodidática:

Certo pastor de ovelhas, no seu pastoreio diário, cumpria uma rotina de caminhada e, nesta caminhada, no início da tarde, chegava com suas ovelhas ao pasto que considerava ele ser o melhor, um extenso gramado a beira de um raso e calmo rio.

Certo dia, ao analisar minuciosamente o comportamento do rebanho, percebeu que, mesmo parecendo, ele não estava fazendo o melhor por suas ovelhas. Erguendo então os olhos, vislumbrou além do rio um pasto muito melhor e decidiu fazer as ovelhas atravessarem o rio a fim de alcançarem melhor pasto. Enfileirou-as e as instigava a atravessarem. Entretanto, a fila não andava, pois não havia ovelha que ousasse entrar nas correntes mansas e rasas do rio.

Então o pastor pensou e decidiu: “Vou colocar a mais robusta e saudável no início da fila. Assim, ao fazê-la atravessar, todas as outras a seguirão. Não adiantou, o rebanho não andou. Insistindo nisto várias vezes, sem êxito, se irritou e disse consigo mesmo: eu vou atravessar, e quem quiser o melhor me seguirá!”. As ovelhas o observaram atentamente.

O pastor empunhou o cajado com firmeza, olhou fixamente a outra margem e entrou nas rasas e mansas águas do rio e para sua surpresa, nenhuma das ovelhas deixou de atravessar. Até aquelas que ele julgava serem as mais fracas seguiram-no; e todas atravessaram e alcançaram o melhor pasto. Moral da história: se o líder quer que o povo faça, basta-lhe apenas dar o exemplo, agindo corretamente, pois a ação do líder determina a reação do povo.

Quando lemos o livro de Josué e sua trajetória de virtuosa liderança nos capítulos 3 e 4, na travessia do rio Jordão, nós compreendemos que as ações de Josué foram determinantes. Ele se levantou de madrugada, foi com os sacerdotes o primeiro a pisar nas águas transbordantes do Jordão. Parou no meio do rio e, enquanto o povo a pés enxutos atravessava, Josué ordenou que dali de perto das plantas dos pés dos sacerdotes se tirassem doze pedras para com elas erigir um monumento para memorial (ver Js.4:3).

Em toda a história de Josué você não o encontra se lamentando, se lastimando, desanimado, cabisbaixo ou coisa parecida. Desde Êxodo 17, nós o vemos lutando, e no final de sua carreira, o encontramos dizendo: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor!” (cf. Js.24:15).

3. O inimigo tenta atacar a comunhão do povo e o culto a Deus

“...Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão?” (Ne.4:2).

Esta é uma tática corriqueira de Satanás. Quando ele vê que o povo de Deus está em comunhão, em consagração a Deus, fará de tudo para desfazer isso; por isso, o povo de Deus precisa estar sob alerta e discernente com relação aos ardis de Satanás.

4. O inimigo tenta desunir o povo de Deus

Percebendo Sambalate, o líder dos opositores, que o povo de Deus estava unido, indagou:

” acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?” (Ne.4:2).

A desunião e a divisão entre o povo de Deus são armas muito utilizadas por Satanás, talvez as mais usadas contra a Igreja do Senhor. Atualmente, o adversário de nossas almas tem conseguido causar grande prejuízo à obra de Deus porque tem criado, no meio do povo de Deus, o espírito de divisão, o ânimo da competição, gerando brigas, disputas e lutas entre quem deveria ser irmão. Este espírito faccioso tem origem diabólica (Tg.3:15,16), gerando tão somente perversão e animosidade. Fujamos, pois, de tal comportamento; busquemos estar debaixo da mão potente de Deus, em comunhão com Ele e com o Príncipe da Paz; enquanto depender de nós, devemos ter paz com todos os homens (Rm.2:13), o que significa termos, sempre, paz com os irmãos (1Ts.5:13).

5. O inimigo zomba do povo de Deus, ridicularizando o valor e a consistência do seu trabalho

“... Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra” (4:3).

O mundo continuamente despreza os padrões morais do cristão e zomba da sua dedicação a Cristo. O desprezo e a zombaria atacam nossas emoções e podem provocar reações das mais diversas - como ira, ódio, agressão etc. Porém, não podemos nos deixar levar por estes sentimentos, pois o desequilíbrio da Igreja é o que Satanás mais quer. Nossa confiança e nossa resposta devem ser as mesmas de Neemias: “o Deus dos céus nos ajudará e por fim vindicará os justos” (Ne.2:20).

Apesar de todos esses ardis dos inimigos do povo de Deus, Neemias não vacilou; em vez de trocar insultos, se revestiu da maior arma: a oração (Ne.4:4,5). A oração é a coisa mais prática que podemos fazer nos momentos que os inimigos escarnecem de nós, zombam de nós, criticam-nos. Todavia, ela não é um substituto da ação.

Neemias faz uma oração imprecatória por duas razões: Primeiro, porque os inimigos estavam provocando a própria ira de Deus. Segundo, porque os inimigos estavam desprezando o próprio povo de Deus. A oração nos capacita a dar vazão ao que sentimos e nos capacita a olhar o problema da perspectiva de Deus. Quando oramos, nossa ira e nossos ressentimentos se dissipam. Revestido desta arma, Neemias recobrou o ânimo para trabalhar (Ne.4:6) - “Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar”.

Esse procedimento de Neemias nos traz duas belas lições:

·         Primeiro, quando formos escarnecidos por causa de nossa fé ou criticados por fazermos o que sabemos ser correto, recusemo-nos a responder da mesma maneira ou a tornarmo-nos desencorajados; digamos a Deus como nos sentimos e lembremo-nos de que a promessa dEle está conosco; isto nos dará encorajamento e força para continuarmos.

·         Segundo, não fomos chamados para contar os inimigos nem os temer; fomos chamados para fazer a obra de Deus apesar da oposição. Concentremo-nos, pois, em Deus e na sua obra, e não teremos tempo para sermos distraídos pelas críticas do inimigo.

6. O Inimigo usa como arma as ameaças

“Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali (Ne.4:7,8).

Os inimigos dos judeus ameaçaram guerrear contra eles, a fim de espalharem medo e pânico entre o povo de Deus. Porém, Neemias disse: “Oramos ao nosso Deus e pusemos guarda contra eles!” (Ne.4:9). Os judeus não atacaram os samaritanos, mas defenderam a sua área de trabalho (Ne.4:13-20).

Ao perceberem que as sutilezas utilizadas não surtiram quaisquer efeitos sobre Neemias e seus comandados, os inimigos ficaram tremendamente irados - "...iraram-se sobremodo..." (Ne.4:7). Então, formaram uma grande coligação e ensaiaram uma guerra contra o povo de Deus – "...coligaram-se todos, para virem guerrear contra Jerusalém e fazer confusão ali" (Ne.4:8).

A confusão é tão perigosa quanto a violência do inimigo. A confusão visava a distrair o povo e tirar os seus olhos do foco. Eles queriam não apenas causar confusão, mas matar os judeus (Ne.4:11), obtendo, assim, o seu verdadeiro objetivo: paralisar a obra (Ne.4:11).

Esta é uma tática diabólica que assusta, mete medo! Muitos desistem dos planos de restauração, quando a resistência atinge este nível ameaçador. Porém, olhando para o texto bíblico, podemos perceber como Neemias orientou seu povo a não se intimidar com as ameaças, mas preparou-se para um possível ataque. Ele usou duas armas infalíveis contra Satanás: a oração e a vigilância – “Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles” (Ne.4:9).

7. Os inimigos se orquestraram para paralisar a Obra de Deus (Ne.4:10-12)

10.Então, disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e os escombros são muitos; de maneira que não podemos edificar o muro.

11.Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra.

12. Quando os judeus que habitavam na vizinhança deles, dez vezes, nos disseram: De todos os lugares onde moram, subirão contra nós,

Os nossos inimigos estão sempre procurando uma brecha para nos atingir e assim paralisar a obra de Deus. Eles usaram três expedientes para impedir o avanço da obra de Deus:

a) Em primeiro lugar, os inimigos tentaram paralisar a obra provocando desânimo interno (Ne.4:10). Os problemas internos são mais perigosos do que os problemas externos. Os carregadores estavam sem forças, os escombros eram muitos e a conclusão óbvia era: "não podemos edificar o muro". Eles sentiram que não tinham capacidade para concluir a obra. Muitas vezes, o nosso maior problema somos nós mesmos. O maior obstáculo da obra são os obreiros, dizia Dwight Moody. Um povo desanimado sempre olha para as circunstâncias em vez de olhar para o Senhor; escuta mais a voz do inimigo do que a voz de Deus.

b) Os inimigos tentaram paralisar a obra espalhando boatos... (Ne.4:12). Aqueles que moravam fora de Jerusalém, próximos desses inimigos, traziam comentários assustadores e os espalhavam no meio do povo. Eles diziam:

"De todos os lugares onde moram, subirão contra nós. Estamos completamente cercados, não temos a mínima chance".

O boato visa destruir o espírito de coragem e cooperação. Boatos são setas do inimigo. Onde prospera a boataria, os obreiros de Deus ficam alarmados e a obra de Deus é paralisada. Os boatos sempre superdimensionam os problemas. Parecia uma invasão avassaladora, irresistível. O povo estava guardando os muros, mas não estava guardando seus ouvidos do que os inimigos diziam. Neemias enfrentou esse problema do desânimo de três formas diferentes:

1·    Advertiu o povo: "Não os temais".

2·    Animou o povo: "Lembrai-vos do Senhor".

3·    Motivou o povo: "Pelejai pelas vossas famílias”.

“E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, e aos magistrados, e ao resto do povo: Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e terrível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas” (Ne.4:14).

c) Os inimigos tentaram paralisar a obra destruindo o povo de Deus (Ne.4:11). A Bíblia diz que a nossa luta não é contra carne e sangue. O nosso inimigo é ladrão e assassino. Ele veio roubar, matar e destruir. Ele tem arruinado muitas vidas, destruído muitos lares, debilitado muitas igrejas, paralisado em muitos lugares a obra de Deus. O povo de Deus precisa ter sabedoria e discernimento nestes momentos de perseguição do inimigo, e tomar posse das armas adequadas de ataque e defesa contra as potestades do mal. É o que Paulo recomenda em Efésios 6:11-18).

III. QUAIS SÃO AS ARMAS DE COMBATE ÀS AMEAÇAS E SUTILEZA DO INIMIGO?

Neemias nos ensina cinco princípios (Adaptado do Livro Neemias, de Hernandes Dais Lopes):

1. Cada um deve defender sua própria família (Ne.4:13,14b)

13.então, pus o povo, por famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos;

14.inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.

Um líder precisa saber como repreender, encorajar e motivar os outros. Não podemos ter uma Igreja forte se não protegermos nossa própria família das investidas do inimigo. Neemias era sábio o suficiente para saber que cada um devia defender prioritariamente sua própria família. Neemias exorta: "[...] pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa".

2. Precisamos empunhar as armas de defesa e combate (Ne.4:13)

Não podemos enfrentar os inimigos sem usarmos nossas armas de defesa e combate. Cada obreiro é um soldado. Estamos em guerra. Nessa batalha espiritual enfrentamos inimigos invisíveis e tenebrosos. Nessa batalha não há trégua nem pausa. Nossos adversários não descansam, não tiram férias nem dormem. Eles vivem nos espreitando e buscando uma oportunidade para nos atacar. Precisamos vigiar e empunhar as armas.

As principais armas que Neemias utilizou para enfrentar a pressão e o ataque dos inimigos foram: a Oração e a vigilância:

 “Porém nós oramos ao nosso Deus e pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles” (Ne.4:9).

O apóstolo Paulo, também, exorta a Igreja a tomar posse destas armas: “orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).

a) A oração – “Porém nós oramos ao nosso Deus...”. Neemias era um homem prático, um administrador por excelência. Ele tinha a capacidade de fazer as perguntas certas, de contatar as pessoas certas, de mobilizar essas pessoas, levantar seu ânimo e desafiá-las para uma grande obra. Mas, Neemias sabia que o sucesso da obra de Deus dependia também e, sobretudo, de oração. Esse grande líder sabia que fé (oração) e obra (puseram guarda) andam juntas. A oração não é um substituto da ação. Não podemos enfrentar os inimigos sem o socorro de Deus, sem a ajuda do céu.

b) Vigilância – “...pusemos uma guarda contra eles, de dia e de noite, por causa deles”. Neemias era um sujeito prático. Ele não era uma dessas pessoas de quem algumas vezes dizemos que são tão religiosas que não têm qualquer utilidade terrena. Ele mantinha os seus pés no chão. Ele sabia como organizar e atuar. Mas ele decidiu que, enquanto orava e trabalhava, deveria haver uma sentinela que vigiasse dia e noite, e que cada seção do muro deveria ser guardada pela vigília de um homem atento ao inesperado ataque do inimigo. Portanto, não basta orar, é preciso vigiar. É preciso manter os olhos abertos. É preciso existir estreita conexão entre o céu e a terra, confiança e boa organização, fé e obras. É preciso estar atento aos ardis, laços e ciladas do inimigo. Muitos caem porque deixam de vigiar.

3. Precisamos ter uma liderança firme e exemplar (Ne.4:14)

Neemias não abandonou o povo na hora da pressão. Ele inspecionou a obra. Ele tomou a frente. Ele desafiou os líderes. Ele deu exemplo.

A liderança ocupa uma posição de absoluta importância na hora do combate. Uma liderança fraca, medrosa, vacilante e sem vida não transmite segurança para o povo na hora da crise. Só líderes fortes e incorruptos podem conduzir o povo a grandes vitórias.

4. Precisamos colocar os olhos em Deus e não no inimigo (Ne.4:14)

O ponto básico do desafio de Neemias é: "Lembrai-vos do Senhor". Observe o que Deus já fez. Olhe para a sua fidelidade no passado. Veja os livramentos que Ele já deu ao Seu povo. Não será diferente agora.

Temos de ter muito cuidado com a festa da vitória. Nunca somos tão vulneráveis quanto depois de uma grande vitória. A tendência depois de uma consagradora vitória é ensarilhar as armas. Elias, depois de retumbante vitória no Monte Carmelo sobre os profetas de Baal, tirou os olhos de Deus e fugiu amedrontado diante das ameaças insolentes de Jezabel. O segredo da vitória contínua é mantermos continuamente nossos olhos em Deus em vez de colocá-los nas circunstâncias ou nas pessoas.

5. Precisamos redirecionar o foco do nosso temor (Ne.4:14)

“...lembrai-vos do Senhor, grande e temível”.

Em vez de temer o inimigo, devemos nos voltar para o nosso Senhor, grande e temível. Quem teme a Deus, não teme aos homens. Quando colocamos os nossos olhos em Deus, Ele frustra os desígnios do nosso inimigo. Muitos líderes naufragam porque em vez de temer a Deus, temem os homens; em vez de agradar a Deus, tentam agradar os homens; em vez de servir a Deus, tentam bajular os homens.

CONCLUSÃO

Em cada época existem aqueles que odeiam o povo de Deus e tentam impedir a realização dos seus propósitos. Mas, Deus é mais forte do que todos os seus adversários. Se confiarmos nele, teremos bom êxito no trabalho. Neemias sabia que o Senhor o havia enviado para Jerusalém, e que pelejava por eles. Esta certeza, acompanhada do compromisso com a oração foram importantes para que o servo do Senhor alcançasse êxito na sua missão.

“Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia” (1João 3:13).

 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CONHECENDO DEUS E O SEU NOME DIVINO.

 

CONHECENDO DEUS E O SEU NOME DIVINO.


1.     O NOME DE DEUS (YHWH)

O estudo sobre "Conhecendo a Deus e o seu Nome Divino" e, em especial, o estudo do Nome de Deus (YHWH) é um dos temas mais profundos e ricos da teologia bíblica. O nome de Deus não é apenas um rótulo de identificação, mas a revelação do Seu caráter, da Sua essência, da Sua eternidade e do Seu relacionamento com a humanidade.

Abaixo, destacam-se os principais pontos sobre este tema fundamental:

1. A Importância do Nome nas Escrituras

Na cultura bíblica antiga, o nome de uma pessoa representava a sua verdadeira identidade, a sua reputação e a sua natureza. Quando a Bíblia fala sobre o "Nome de Deus", ela está se referindo ao próprio Deus em toda a Sua autorrevelação. Conhecer o nome de Deus significa conhecê-Lo como Ele realmente é, e não apenas de forma abstrata.

2. O Tetragrama Sagrado: YHWH (Javé / Jeová)

O nome mais importante e sagrado de Deus no Antigo Testamento é representado por quatro consoantes do hebraico antigo: YHWH (יְהֹוָה / יהוה), conhecido como o Tetragrama.

·        Significado e Origem: Esse nome é derivado do verbo hebraico hayah (ser, existir). Ele se manifesta de forma marcante em Êxodo 3:14, quando Deus responde a Moisés sobre o Seu nome dizendo: "EU SOU O QUE SOU" (em hebraico, Ehyeh asher ehyeh). Isso indica que Ele é o Deus autoexistente, que não depende de nada nem de ninguém, eterno, sem começo nem fim.

·        A Pronúncia: Por causa de um profundo respeito e temor reverente ao mandamento de não tomar o nome de Deus em vão (Êxodo 20:7), os escribas e o povo judeu antigo cessaram de pronunciar o Tetragrama em voz alta. Quando liam as Escrituras, em vez de YHWH, eles diziam Adonai ("Senhor"). Por isso, a pronúncia original exata acabou gerando debates acadêmicos, sendo traduzida tradicionalmente como Javé (mais aceita por estudiosos) ou Jeová (formada pela junção das consoantes de YHWH com as vogais de Adonai).

3. O Sentido Teológico de YHWH

Chamar a Deus de YHWH revela verdades cruciais sobre a Sua divindade:

·        Eternidade e Imutabilidade: Ele é o Deus que era, que é e que há de vir. O Seu ser está ancorado nele mesmo; Ele é o Eterno Presente.

·        Aliança (O Deus Relacional): YHWH é o nome aliançal de Deus. É o nome usado quando Ele se relaciona de perto com o Seu povo, resgatando-os da escravidão no Egito e estabelecendo com eles um pacto de amor e fidelidade.

4. Os Nomes Compostos de YHWH (Títulos de Revelação)

Para que o ser humano pudesse compreender melhor as Suas múltiplas facetas e o Seu cuidado, YHWH frequentemente aparece associado a outros termos no Antigo Testamento, revelando o que Ele faz pelo Seu povo:

·        YHWH-Jireh: "O Senhor Proverá" (Gênesis 22:14) - Revelado quando Deus providenciou um cordeiro no lugar de Isaque.

·        YHWH-Rafa: "O Senhor que te Cura" (Êxodo 15:26) - A promessa de restauração física e espiritual.

·        YHWH-Shalom: "O Senhor é a nossa Paz" (Juízes 6:24) - Erguido por Gideão em um momento de crise.

·        YHWH-Raah (ou Rohi): "O Senhor é o meu Pastor" (Salmos 23:1) - O cuidado íntimo, a guia e a proteção.

·        YHWH-Tsidkenu: "O Senhor é a nossa Justiça" (Jeremias 23:6) - A esperança messiânica de redenção.

Resumo

Conhecer o nome YHWH é transitar do conhecimento intelectual sobre um Criador distante para a intimidade com um Deus pessoal, eterno e presente, que sustenta todas as coisas e mantém Suas alianças de geração em geração.

O hebraico não tem vogais e estas foram acrescentadas ao longo dos anos, exatamente para se permitir a pronúncia. Em virtude disto, as variações que surgiram fazem com que se tenham diferentes formas para o nome. Com relação ao nome de DEUS, então, como os judeus não o pronunciam, não houve, por parte deles, qualquer interesse em fazê-lo. De qualquer modo, a forma mais antiga e considerada mais próxima da realidade é Javé, embora, repitamos, a forma impronunciável seja a única aceita pelos judeus. A forma Jeová, entretanto, é bem mais recente e foi utilizada como um estratagema para se permitir a pronúncia do nome impronunciável de DEUS, utilizando-se das vogais do nome "Adonai", que quer dizer Senhor. Portanto, Jeová não é, em absoluto, o nome originariamente dado ao tetragrama, residindo aí, até um dos grandes equívocos dos seguidores de Charles Russell.

‘El Shaddai: DEUS todo poderoso e protetor." QUE NOS TOMA EM SEUS BRAÇOS E NOS PROTEGE" (FIGURA DE UMA GALINHA CHOCANDO SEUS PINTINHOS, MÃE QUE AMAMENTA E NUTRE SEU FILHO)

CONHECENDO A DEUS

OSÉIAS 4. 6- O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu DEUS, também eu me esquecerei de teus filhos. 6.6 Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de DEUS, mais do que os holocaustos.

ROMANOS 1. 28- E assim como eles rejeitaram o conhecimento de DEUS, DEUS, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm;

             Para se conhecer uma pessoa precisamos andar com essa pessoa, falar com ela, ouvi-la e analisá-la; mas para conhecermos a DEUS, precisamos de fé, pois DEUS é ESPÍRITO, sendo discernido e compreendido somente espiritualmente, pela fé.

            Os nomes de DEUS revelam algumas de suas qualidades, pois nunca poderíamos compreender tudo a respeito d`ELE:

Os nomes de DEUS em relacionamento com o ser humano:

‘El Shaddai: “DEUS todo poderoso”

‘El Elyon: “DEUS Altíssimo”

‘El Ròi: “O DEUS que vê”

‘El Olam: “O DEUS eterno”

‘El Elohe Yisráel: “DEUS, o DEUS de Israel”

Yawehw-Ropheka: “O Senhor teu médico”

Yaweh- Nissi: “O Senhor minha bandeira”

Yaweh- Shalon: “O Senhor é minha paz”  

Yaweh Rafá: "O senhor que Sara (ou cura)"

Yaweh- Ròi: “O Senhor é o meu pastor”

Yaweh- Tsidkenu: “O Senhor justiça nossa”

Yaweh- Shammah: “O Senhor está ali”

Yaweh- Sabaoth: “O Senhor dos exércitos”

Qedosh Yisráel: “O santo de Israel”

Tsur: “Rocha”

Abba: “Pai” ou “O Pai”

Melek: “Rei”

Gòel: “Redentor”

Rishoh Wa-Acharon: “O 1º e o último”

Elohe ‘Emeth: “O Verdadeiro”

EL = DEUS

Os atributos de DEUS revelam alguns aspectos d`ELE que não são vistos em nenhum outro ser:

Soberania: Deus é supremo, chefe, dono.

Eternidade: sem princípio e sem fim. sempre existiu e sempre existirá.

Onisciência: sabe de tudo, todas as coisas; sabe quantos fios de cabelo tem em nossa cabeça, sabe o que precisamos antes de pedirmos.

Onipresença: está em toda parte ao mesmo tempo, ninguém se esconde de deus; sabe o nosso deitar e levantar.

Onipotência: pode tudo, é autossuficiente, cria o que quer e destrói o que quer; ele mesmo faz a ferida e ele mesmo a sara.

Imutável: o mundo vai ser destruído, mas a palavra de deus permanece para sempre; deus sempre foi esse mesmo deus, ele nunca mudará; o que deus pensava há 5.000 anos, ele pensa hoje do mesmo jeito e vai continuar pensando pela eternidade, por isso a bíblia é sempre atual.

No relacionamento de DEUS conosco também conhecemos mais d`ELE: 

RETIDÃO: DEUS NUNCA ERRA.

JUSTIÇA: DEUS JAMAIS É DESONESTO.

AMOR: DEUS AMA COM AMOR DESINTERESSADO, PURO.

Amor ágape = amor de DEUS. veja 1 Coríntios 13

VERDADE: DEUS NÃO É HOMEM PARA QUE MINTA. TUDO QUE DEUS FALA É VERDADE. 

OS JUDEUS NÃO PRONUNCIAM O IMPRONUNCIÁVEL NOME DE DEUS, POIS POR MAIS QUE COLOQUEMOS ADJETIVOS AO NOME DE DEUS, NUNCA CONSEGUIREMOS CHEGAR À TOTALIDADE DE BONDADE, AMOR, MISERICÓRDIA, PODER etc., DE DEUS.

SÓ O VOCÁBULO "EL" JÁ QUER DIZER "O TODO PODEROSO".

7 nomes de DEUS - ou melhor - Contatos de DEUS com o homem que O denominou assim

DEUS se revela através de sete nomes redentores, demonstrando assim Sua natureza Sétupla (sete é o número perfeito e completo nas Sagradas Escrituras) que transmite à nossa vida Suas bênçãos sétuplas quando nós O recebemos.

OS SETE NOMES REDENTORES DE JEOVÁ SÃO:

Yaweh-TSIDKENU – “O Senhor é a nossa Justiça” (Jr. 23:6) - este nome de Yaweh aparece em uma profecia referente a futura restauração e conversão de Israel, então Israel O clamará como Yaweh-TsidKenu o Senhor Nossa Justiça.

Yaweh-SHALOM – “O Senhor nossa paz” ou “O Senhor envia paz” (Jz 6:23 e 24). Quase todo o Ministério de Yaweh encontra expressão e ilustração neste capítulo. Yaweh odeia e julga o pecado.

Yaweh-RAAH – “DEUS é nosso Guia” ou Pastor (Sl. 23:1) - O Senhor é meu pastor e nada me faltará.

Yaweh-RAFÁ – “DEUS é nosso médico ou aquele que cura” (Êxodo 15:26). O Contexto mostra que se refere à cura física, mas está implícita a cura mais profunda da enfermidade da alma.

Yaweh-JIRÉ – “DEUS é nosso provedor” ou fonte (Gn. 22:14) - O Senhor proverá, isto é, proverá para si o holocausto ou o sacrifício, Abraão viu o dia do Senhor.

Yaweh-SHAMÁ – “DEUS está sempre presente” (Ez. 48:35) - O Senhor está sempre presente, este nome significa a presença permanente do Senhor Jeová no meio do Seu povo.

Yaweh-NISSI – “DEUS é nossa vitória” (Êx. 17:15) - O Senhor é a nossa bandeira; o nome é interpretado pelo contexto. De maneira um pouco familiar, depois da derrota dos amalequitas, Moisés ergueu um altar e o denominou de Yhweh Nissi o senhor é a minha bandeira. Esses, entretanto não são nomes de DEUS; mas, apenas, comemoram certos acontecimentos.

Uma lista dos vários nomes de DEUS a partir das Escrituras.

DEUS (el, elah, elohim, eloah)

Jeová (Yahweh)

DEUS (tsur — ‘rocha’) (Is 44.8)

DEUS (theos) (NT)

Senhor (kurios) (NT) (acionai) (AT) Divindade (theotes) (Cl 2.9)

(theios) (At 17.29)

(theiotes) (Rm 1.20)

Altíssimo (elion) (SI 18.13, etc.)

(Impsistos) (Mt 21.9, etc.)

SANTO (de Israel) (qadosh) (SI 71.22, etc.) Poderoso {el) (SI 50.1)

(gibbor) (Dt 10.17, etc.)

DEUS dos deuses (Dt 10.17)

Senhor dos senhores (Dt 10.17)

Doador de luz (Maor) (Gn 1.16)

Pai (ab) (AT: SI 89.26, etc.)

(pater) (NT: Jo 5.17, etc.)

Juiz (shafat) (Gn 18.25, etc.)

Redentor (gaal) (Jó 19.25)

Salvador (yasha) (AT: Is 43.3)

(soler) (NT: Lc 1.47)

Libertador (palat) (SI 18.2, etc.)

Escudo (magen) (SI 3.3, etc.)

(também Broquel, SI 18.30)

Força (eyaluth) (SI 22.19)

Todo-poderoso (shaddai) (Gn 17.1, etc.) DEUS que vê (el roi) (Gn 16.13)

Justo (tsaddiq) (SI 7.9, etc.)

Senhor dos exércitos

(elohim tsebhaoth) (Jr 11.20)

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 125.

Respeito pelo Nome Divino. Acima de todos os outros povos, os hebreus respeitavam e temiam a DEUS. Por essa razão, não usavam o nome de DEUS frivolamente. Eles pronunciavam os nomes de DEUS com alterações que lhes permitiam não terem de verbalizar os sons exatos desses nomes. Os escribas registravam os nomes de DEUS lavando frequentemente as mãos. Um dos mandamentos mosaicos, o terceiro, proibia o uso frívolo do nome divino (Êxo. 20.7). Sabemos que as culturas antigas acreditavam no poder espiritual dos nomes. Saber qual o nome de uma divindade, ou de um demônio, supostamente dava à pessoa certo poder sobre essa divindade ou demônio, em momentos de necessidade. No caso dos demônios, o conhecimento dos nomes deles poderia ser um meio de expeli-los. Esses fatos demonstram o respeito que algumas pessoas tinham pelos nomes, e talvez esse fosse um dos motivos pelo extremo respeito que os judeus tinham pelo nome divino. No judaísmo posterior, encontramos o uso espiritual de nomes; mas não temos evidências a esse respeito quanto à primitiva cultura judaica, embora isso deva ter existido em algum grau e de alguma maneira.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 4131.

É característico do sistema hebraico-cristão o uso dos nomes para a deidade como instrumentos para a revelação divina. Os vários nomes, simples e compostos, empregados tanto no AT quanto no NT, não são meras construções ou designações humanas. Antes, são instrumentos reveladores, aparecendo como pontos centrais na carreira do povo israelita, e refletindo a autorrevelação de DEUS.

A simpatia de Israel por nomes refletia a atitude geral para com a nomenclatura que era comum aos povos antigos. Com eles o nome de uma pessoa não era apenas uma designação de uma relação familiar — não uma simples posse — mas algo distintivamente pessoal. Embora não haja nenhuma evidência de que no uso israelita dos nomes estes eram considerados (como em algumas culturas) por conter poderes espirituais, todavia os nomes eram vistos com muito respeito. Isto era verdadeiro acerca dos nomes pessoais; e a mesma seriedade é aparente no emprego das designações para a divindade entre os povos do AT.

Na cultura semita, os nomes eram frequentemente usados para designar uma característica da pessoa nomeada. O sentimento parece ter sido o de nominar sua personalidade. Um exemplo deste tipo de uso é encontrado no caso do nome de Jacó, que significa “suplantador”, cujo sujeito era de fato uma pessoa astuta e egocêntrica.

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag.123. 

2. NOMES GENÉRICOS.

O nome Elohim apresenta os primeiros vislumbres da Trindade. A declaração de Gênesis 1.1; traz o verbo no singular, "criou", e o sujeito no plural Elohim, "DEUS", o que revela a unidade de DEUS na Trindade. Construção similar aparece em várias partes do Antigo Testamento: "E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gn 1.26); "Então disse o SENHOR DEUS: Eis que o homem é como um de nós" (Gn 3.22); "Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua" (Gn 11.7). A Trindade é vista em Elohim à luz do contexto bíblico. O Novo Testamento explicitou o que antes estava implícito no Antigo Testamento. Quando Elohim refere-se às divindades falsas traz no plural o verbo, o pronome ou o adjetivo, representando a multiplicidade. Quando, porém, aplicado ao DEUS de Israel, o verbo e o seus complementos vêm geralmente no singular.

Os rabinos reconheceram a pluralidade neste nome, mas, como o judaísmo é uma religião que defende o monoteísmo absoluto, e não admite JESUS CRISTO como o Messias de Israel, fica difícil para eles entenderem essa pluralidade. Para explicá-la, argumentam ser um plural de majestade, mas isso é uma determinação rabínica posterior. A definição de plural de majestade ou de excelência, como disse, foi dada pelo rabinato posterior. Disse Shlomo ibn Yitschaki, conhecido pela sigla RASHI, grande rabino e erudito judeu (nascido em 1040): "O plural de majestade não significa haver mais de uma pessoa na divindade". Essa declaração serviu para o judaísmo prosseguir sua marcha mantendo o monoteísmo absoluto sem JESUS e sem o ESPÍRITO SANTO.

No relato da criação e em muitas outras passagens do Antigo Testamento, Elohim é nome próprio usado como forma alternativa de Javé. Segundo Umberto Cassuto, esse nome é usado para se referir à ideia obscura e mais abstrata da deidade, de um DEUS universal e Criador do mundo, indicando a transcendência da natureza de DEUS; ao passo que Javé aparece quando as características estão claras e concretas e sugere um DEUS pessoal que se relaciona diretamente com o povo.

No capítulo um de Gênesis, DEUS aparece como o Criador do universo físico e como o Senhor do mundo, exercendo domínio sobre todas as coisas. Tudo quanto existe veio à existência por causa exclusiva de Seu fiat (poder criador), sem qualquer contato direto entre Ele e a natureza. Portanto, aplicando-se aquelas regras, aqui cabe o uso do nome Elohim (CASSUTO, 1961, p. 32).

Elohim é um dos nomes próprios de DEUS, mas aparece como apelativo no Antigo Testamento quando se refere a divindades falsas, por exemplo os deuses do Egito (Êx 12.2) e de outras nações (Dt 13.7,8; Jz 6.10). A palavra é usada com relação às imagens dos cultos pagãos (Êx 20.23). As Escrituras fazem uso irregular de Elohim em referência a seres sobrenaturais (1 Sm 28.13) e juízes (SI 82.6). Aparece também, cerca de 20 vezes, com relação às divindades pagãs individuais.

Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 51-53.

1. El, um termo para indicar DEUS (deus), ou seja, a deidade verdadeira ou falsa, ou mesmo um ídolo que os homens chamem de «deus» (Gên. 35:2), como o DEUS de Betel (Gên. 31:13). El era o nome do deus supremo da religião Cananéia, cujo filho era Baal. O plural de El é Elohim, palavra que também pode significar deuses, ou que pode ser usada como um aumentativo para referir-se a um elevado poder, o DEUS supremo. O sentido básico de El, é «força».

2. Elyon, El Elyon, o DEUS Altíssimo, título usado em conexão com a adoração de Melquisedeque (ver Núm. 24:16). Em Salmos 7:17 a palavra aparece composta com Yahweh. Em Daniel 7:22,25 há um plural aramaico dessa palavra.

3. Elohim, embora seja plural, podendo ser traduzida por «deuses», essa palavra pode indicar o Ser supremo, sendo usado o plural para enobrecer a palavra, e não para que pensemos no verdadeiro plural. A própria palavra é um plural de El e retém, por isso mesmo, o sentido básico de «força», «poder». A presença desse nome, na narrativa da criação (no plural), tem dado origem à interpretação trinitariana da palavra, ali; mas isso é uma cristianização da passagem, e não uma verdadeira interpretação. Gênesis 1-1 faz com que esse seja o primeiro nome de DEUS na Bíblia.

4. Eloah, uma forma singular de Elohim, e com o mesmo sentido de El. Essa forma variante encontra-se principalmente na linguagem poética, pelo que aparece, com mais frequência, no livro de Jó.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 4131.

O nome El é uma das mais antigas designações para deidade no mundo antigo. Ele forma o componente básico do termo geral para DEUS na Babilônia e na Arábia, assim como com o povo israelita. É evidente que os conceitos que algumas vezes estavam vinculados ao termo El, no mundo da antiguidade, eram indignos do DEUS da Bíblia, mas isto não diminui a importância da ocorrência do termo no tronco racial do Oriente Médio. É um termo muito antigo, e muitos consideram razoável deduzir que o termo foi conservado como revelação primitiva, um Uroffenbarung (revelação original).

O termo El parece sugerir poder e autoridade. Nesta conexão, John P. Lange diz: Poder, grandeza, imensidão, altura, de acordo com o que eles representam pelas concepções do dia, levados até a extensão mais completa permitida pelo conhecimento do dia; este é o ideal de El e Elohim, como visto na congruência etimológica dos epítetos ligados àqueles de Gênesis. (Commentary on the Holy Scriptures, I, 109n.)

Assim, o significado original de El pode ter sido: (a) ser forte; (b) ter aumentado as esferas de controle; ou (c) possuir força de ligação. Walther Eichrodt sugere que: é válido observar que qualquer um destes significados que adotamos enfatiza a distância entre DEUS e o homem. Nisto eles estão em conformidade básica com a característica básica do conceito semita de DEUS, a saber, aquilo que é de primeira importância não é o sentimento de parentesco com a deidade, mas o temor e tremor em face a sua majestade irresistível. Um outro ponto que é necessário observar é que eles não identificam a Divindade como algum objeto natural, mas o descreve como o poder que fica por trás da Natureza, ou a vontade dominante manifesta nela (Theology of the OT, p. 179).

O nome El, quando aplicado a DEUS, é geral e inclusivo, e inclui o significado primário de poder ou capacidade (Gn 17.1; 28.3; 35.11; Js 3.10; 2Sm 22.31,32; Ne 1.5; 9.32; Is 9.6; Ez 10.5). Muitos se sentem justificados ao concluir que o seu emprego e a vasta ocorrência testemunha em favor um monoteísmo primitivo, do qual o politeísmo representou um desvio. Certa atenção será dada posteriormente ao uso frequente da forma plural, Elohim. no AT. Agora, é necessário dizer que o nome El carrega não apenas a conotação de poder, mas também a idéia da transcendência da Deidade.

Se o nome El era um termo geral para a divindade no pensamento dos antigos povos das Terras Bíblicas e do Oriente Médio da antiguidade, o nome Yahweh (transliterado Jeová) era um nome especificamente israelita para DEUS. O significado básico do termo parece ser: “Aquele que é” ou “Aquele que está verdadeiramente presente.”

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 2. pag. 124.

O termo genérico. DEUS (Elohim). O livro de Genesis imediatamente atribui a criação do universo e do homem a Elohim, (um nome genérico para divindade, cujo equivalente é theos em grego, DEUS em latim, e DEUS também em português). O substantivo plural ('eloah, 'elohim) no uso pagão significava a pluralidade de deuses, ao passo que o Antigo Testamento exclui o politeísmo de uma forma bastante específica: (a) Na prosa, a forma plural elohim era normalmente usada para divindade (monoteísta ou politeísta), e a rara forma singular eloah era especialmente reservada para a poesia (cf. Jó, onde eloah aparece mais frequentemente do que em todo o resto do Antigo Testamento), (b) Exceto quando usada em relação a deuses pagãos (por exemplo, em Gn 31.30; Êx 12.12), a forma plural elohim é uniformemente usada no Antigo Testamento, mas, com um adjetivo no singular, para excluir a má interpretação politeísta. A intenção, ou o conteúdo é, portanto, mais importante do que a etimologia ou a derivação para determinar o significado. (c) A narrativa da criação no livro de Genesis atribui a criação do universo e, especialmente do homem, a Elohim, cuja atividade criadora o diferencia dos mitos pagãos de divindades múltiplas que competem entre si. (d) Embora algumas vezes a doutrina da Trindade tenha sido atribuída à forma plural Elohim, é mais provável que o termo seja uma expressão hebraica que sugere pluralidade de majestade, ou plenitude de poder, em vista da criação de DEUS e da sua soberania sobre o homem e o mundo. Quando, no Antigo Testamento, elohim traz a ideia da pluralidade de pessoas, a referência é ao politeísmo pagão, e não às distinções pessoais dentro de uma única divindade. Sem outras indicações no Antigo Testamento, e sem os ensinos explícitos do Novo Testamento, o Trinitarismo dificilmente poderia ser subentendido a partir do termo elohim. (e) Como resultado das suas associações com o Antigo Testamento, elohim não continua sendo simplesmente um termo genérico para divindade, mas se torna também um nome próprio.

PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 540.

3. NOMES ESPECÍFICOS.

O Antigo Testamento emprega outros nomes para identificar o DEUS Javé de Israel. São eles: ‘elyôn, "Altíssimo"; shadday, "Todo-poderoso" e ’ãdhonãy, "Senhor".

O nome composto ’êl ‘elyôn significa "DEUS Altíssimo". Elion designa DEUS como o Alto e Excelente, o DEUS Glorioso. É um dos nomes genéricos porque ele também é aplicado a governantes, mas nunca vem acompanhado de artigo quando se refere ao DEUS de Israel. Abraão adorava a El Shadai, "DEUS Todo-Poderoso" (Gn 17.1); e Melquisedeque, rei e sacerdote de Salém, era adorador de El Elion (Gn 14.19-20). Quando Abraão se encontrou com Melquisedeque, descobriu que seu DEUS era o mesmo de Melquisedeque, apenas conhecido por um nome diferente (Êx 6.3). Em Gênesis 14.19-20, esse nome vem acompanhado de "El", mas, às vezes, aparece sozinho (Is 14.14).

O DEUS de Israel é também identificado como ’êl shadday, "DEUS Todo-Poderoso". Shadai é o "nome de uma deidade" (KO- EHLER BAUMGARTNER, vol. II, 2001, p. 1420). Segundo Holaday, é o nome de deidade identificado com Javé (2010, p. 514); e, de acordo com Gesenius, "mais poderoso, Todo-poderoso, um epíteto de Jeová, às vezes com El" (1982, p. 806). Aparece 48 vezes no texto hebraico das Escrituras, sete delas antecedido de El.

Esse era um nome apropriado para o período patriarcal, durante o qual os patriarcas viviam numa terra estranha e estavam rodeados pelas nações hostis. Eles precisavam saber que o seu DEUS era o Todo-poderoso (Gn 17.1). O termo aparece com frequência na era patriarcal; só no livro de Jó ocorre 31 vezes. Êxodo 6.3 nos mostra que DEUS era conhecido pelos patriarcas por esse nome. DEUS se revelou primeiro aos patriarcas do Gênesis com nome El Shadai e, após o Sinai, os hebreus identificaram o seu libertador Javé com o El Shadai dos seus antepassados.

As duas formas do nome hebraico ’ãdhonay ou ’ãdhônay , "o Senhor, Adonai", aparecem no Antigo Testamento com "o" breve e com "o" longo (Is 6.1; Jz 13.8). O termo ocorre quase 450 vezes no Antigo Testamento, 310 vezes em conexão com o tetragrama e 134 vezes sozinho. É um nome próprio e significa literalmente, “meu senhor”, e, segundo Gesenius, é "somente usado para DEUS" (1982, p. 12); forma "reservada como uma designação para Javé" (JENNI & WESTERMANN, vol. 1, 2001, p. 24). Adonai, "Senhor", é um nome divino e expressa a soberania de DEUS no Universo. A desinência -ay indica plural, como acontece com o nome Elohim; o judaísmo considera Adonai comopluralis excellentiae. É diferente de ’ãdhôn, "senhor, dono", referindo-se geralmente a homens, ou com o sufixo ’ãdhõní, "meu senhor", forma pela qual Sara se dirigia a Abraão e Ana se dirigia a Eli (Gn 18.12; 1 Sm 1.15, 26).

Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. Editora CPAD. pag. 53-55.

Nomes próprios. El Elyon, El Shaddai, Yahweh. A reviravolta notável na teologia bíblica é a de que o DEUS vivo é progressivamente conhecido por meio dos acontecimentos históricos reais, nos quais Ele revela tanto a si mesmo quanto os seus objetivos. Com isso, os termos genéricos para divindade ganham um conteúdo mais específico, tornam-se nomes próprios e, sucessivamente, abrem caminho para designações posteriores que refletem mais plenamente a natureza de DEUS, que é progressivamente revelada. A palavra El, termo mais comum para divindade, nas línguas semitas (mas que não é a palavra usual no Antigo Testamento), vem frequentemente associada a um substantivo ou a um adjetivo (cf. 'el 'elyon, "DEUS Altíssimo", ou 'el shaddai, "DEUS Todo-Poderoso"). Como consequência, tornou-se um nome próprio de DEUS.

El Shaddai tornou-se o nome patriarcal característico para Divindade, como consequência do concerto divino com Abraão. Enquanto Elohim representa DEUS especialmente na função do Criador, Formador e Preservador do homem e do mundo, El Shaddai se concentra nos limites divinos dos processos naturais para os propósitos da sua graça. O nascimento de Isaque, o filho prometido, na ausência de qualquer possibilidade natural, mostra DEUS como materializando de forma onipotente o seu objetivo de graça em uma criação finita e pecadora, decaída. Na LXX e no Novo Testamento, El Shaddai é traduzido como pantokrator, "O Todo-Poderoso", "O Onipotente" (cf. 2 Co 6.18; Ap 1.8; 4.8).

Com a evolução da história religiosa hebraica, os primeiros nomes de DEUS passaram para um plano secundário em vista da autorrevelação de DEUS que ocorria. Mesmo assim, o nome El Shaddai não substitui completamente Elohim, uma vez que os hebreus conservam todas as designações de Divindade, algumas vezes intercambiando-as, conforme as circunstâncias possam sugerir um ou outro. O uso literário de nomes divinos, portanto, não fornece uma indicação inequívoca do desenvolvimento literário e da autoria dos escritos sagrados. O nome por excelência para o DEUS de Israel é Jeová (Yahweh), encontrado 6.823 vezes no Antigo Testamento. Por meio da libertação de Israel da escravidão no Egito, de sua adoção como uma nação, e de sua condução até a Terra Prometida, o DEUS Redentor é especialmente conhecido por esse nome. O DEUS auto-revelado se revela de maneira redentora de uma forma especial (EU SOU O QUE SOU, Êx 3.14). Veja Eu Sou. O DEUS vivo, que havia anteriormente se manifestado aos patriarcas como El Shaddai (Êx 6.2ss.), não era totalmente desconhecido deles como Jeová, sendo esse nome encontrado frequentemente em Genesis e pronunciado pelo próprio Senhor DEUS, e mesmo na bênção de Jacó (que nenhum redator teria alterado!). A partir de Abraão, o nome de Jeová aparece periodicamente nos registros sagrados. Mas com o resgate de Israel e com o estabelecimento da teocracia, Jeová torna-se o nome inconfundível no Antigo Testamento para o DEUS vivo, que não apenas adapta a natureza pecadora à graça, mas também molda um novo tipo de graça em meio a este curso natural das coisas. Consequentemente, o nome Jeová (uma reconstrução artificial em português para a palavra hebraica YHWH, originalmente pronunciada Yahweh ou Yahveh) enfatiza, em particular, a atividade redentora de DEUS. Devido às superstições, os hebreus chegaram a evitar pronunciar a palavra de quatro letras YHWH, substituindo-a por Adonai. Nos séculos mais recentes, Jeová tem servido como o equivalente a Yahweh na literatura, nos hinos e nas traduções da Bíblia em português. A Bíblia de Jerusalém adotou o nome Yahweh. Sobrepondo uma estrutura de desenvolvimento naturalista sobre a Bíblia, a crítica elevada diz que os múltiplos nomes de DEUS, particularmente Elohim e Yahweh, refletem fontes literárias divergentes. Esta suposição foi, durante muito tempo, um alicerce da hipótese JEDP, agora desacreditada, que reduz o Pentateuco (q.v) a fontes originais conflitantes. A tentativa de explicar o nome composto Yahweh-Elohim por meio da combinação de documentos provou ser insustentável, e a hipótese JEDP é cada vez mais reconhecida como um grupo de fontes artificialmente projetadas (em um contexto preciso, sobre o qual os próprios críticos não entraram em acordo).

PFEIFFER. Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 540-541.

II. O NOME QUE SE TORNOU INEFÁVEL

1. A PRONÚNCIA DO NOME DIVINO.

O tetragrama YHWH (Yahweh) era considerado sagrado demais para ser pronunciado. As vogais de Adonai (meu Senhor) foram combinadas com as consoantes YHWH, e o resultado foi a forma Jeová. Não se trata, realmente, de um nome de DEUS, mas de uma corruptela do nome, a fim de que pudesse ser proferido, sem nenhum temor pelos judeus. Mas nunca aparece, com essa forma, no original hebraico da Bíblia. Tal forma só começou a aparecer no século XII D.C. Antes disso, —cada vez que aparecia YHWH, os judeus pronunciavam «Adonai».

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 4131.

Os esforços para se determinar o significado do tetragrama (YHWH) mediante a investigação histórica têm sido dificultados pela escassez de dados relacionados com as várias formas do nome ya nas fontes históricas fora do AT. Por esta razão, a investigação geralmente tem seguido linhas filosóficas. G. R. Driver sugeriu que a forma ya era originalmente um grito de exclamação "emitido em momentos de empolgação ou êxtase, um precedente de ya(h)wá(h), ya(h)wá(h)y ou coisa semelhante". Sugeriu, ainda mais, que o nome Javé surgiu da consonância de uma extensão deya com o "tempo imperfeito de um verbo defectivo". Deste modo, ele viu a origem do nome numa etimologia popular e asseverou que a sua forma original foi esquecida (ZAW46.24).

Mowinckel propôs a teoria de que o tetragrama deve ser entendido como palavra composta do elemento de exclamação e o pronome da terceira pessoa, hü’, com o significado de "Ó Ele!"

Outra abordagem do problema é ver no tetragrama uma forma de paronomásia. Este conceito leva em conta a representação geral do nome ya nas culturas extrabíblicas do segundo milênio a. C. O nome Javé é entendido, portanto, como uma forma quadrilateral, e o relacionamento entre o nome hãyâ ("ser"), em Ex 3.14-15, não deve ser de etimologia, mas, sim, de paronomásia.

O ponto de vista mais comum é de que 0 nome é uma forma de um verbo trilateral, hwy. É geralmente considerado um imperfeito da raiz Qal, na terceira pessoa, ou um verbo também na terceira pessoa do imperfeito de uma raiz causativa. Outra sugestão é de que se trata de um particípio causativo com um y pré-formante que deve ser traduzido "Sustentador, Mantenedor, Estabelecedor".

Com relação ao ponto de vista de que o tetragrama é urna forma alongada de um grito de exclamação, pode ser indicado que os nomes próprios semíticos tendem a abreviar-se; normalmente não são prolongados.

A teoria de que o nome é paronomástico é atraente, mas quando se apela às ocorrências das formas de ya ou yw ñas culturas antigas, surgem vários problemas. E difícil explicar como a forma original poderia se ter prolongado até chegar à estrutura familiar quadrilateral. A sugestão de Mowinckel é atraente, porém especulativa. Além disso, é difícil compreender como o nome Javé poderia ter conotações de unicidade tão forte no AT se é urna forma de um nome divino representada em várias culturas no segundo milênio a. C.

A derivação do tetragrama de uma raiz verbal também está comprometida com certas dificuldades. A raiz hwy, sobre a qual o tetragrama seria baseado segundo este ponto de vista, não é atestada nas línguas semíticas ocidentais antes dos tempos de Moisés. e a forma do nome não está de acordo com as regras que regem a formação de ver- bos lamed he’, conforme nós os conhecemos.

Fica evidente que o problema é difícil. É melhor concluir que o uso da etimologia para determinar o conteúdo teológico do nome Javé é tênue. Para se compreender o significado teológico do nome divino, é necessário que se determine o contexto teológico de que o nome era revestido na religião hebraica.

Jah, Yah. Esta forma mais curta de Javé ocorre duas vezes em Êxodo (15.2 e 17.15). A primeira destas passagens é refletida em Is 12.2 e SI 118.14. Ocorre também numerosas vezes na fórmula haPIõyâ ("louvai a yah"). Seu emprego nas passagens poéticas antigas e mais recentes e sua função de fórmula nos Salmos Halel sugerem que esta forma de Javé é um dispositivo do estilo poético.

A forma composta de yah com Javé, em Is 12.2 [yah YHWH), indica uma função separada para a forma yah e, ao mesmo tempo, sua identificação com Javé.

Walter A. Elwell. Enciclopédia Histórico-Teológica Da Igreja Cristã. Vol 1. Editora Vida Nova. pag. 445-446.

 


2. JEOVÁ OU JAVÉ?

Javé, o nome pessoal do DEUS de Israel, é escrito pelas quatro consoantes YHWH — o tetragrama. A escrita hebraica foi usada durante todo o período do Antigo Testamento sem as vogais. Elas nada mais são do que sinais gráficos diacríticos, criados pelos rabinos entre os séculos 5 e 9, e que são colocados sobre, sob e no meio de cada consoante. Até hoje, esses sinais ajudam muito na leitura de qualquer texto hebraico; todavia, quem já conhece a língua não precisa mais deles.

Êxodo 3.14 revela que DEUS é o que tem existência própria, ou seja, existe por si mesmo. É o imutável, o que causa todas as coisas, é autoexistente, aquele que é, que era e o que há de vir, o eterno. Até hoje, os judeus religiosos preferem chamar DEUS de "O ETERNO", como se encontra na edição de 1988 da Bíblia na Linguagem de Hoje e na edição da Sêfer da Bíblia Hebraica em lugar do tetragrama. Aqui, DEUS explicou a Moisés o significado do nome Iavé.

Desde o patriarca Abraão até ao período do reino dividido, era costume invocar a Javé mediante o uso do seu nome (Gn 12.8; 13.4; 21.33; 1 Rs 18.24). Era necessário conhecer o nome para que se pudesse estabelecer um relacionamento de comunhão. O que Jacó perguntou ao anjo com quem lutava? O seu nome (Gn 32.29). Manoá, o pai de Sansão, fez a mesma pergunta com o propósito de estabelecer um relacionamento espiritual (Jz 13.11- 17). Com Moisés, não foi diferente:

Então, disse Moisés a DEUS: Eis que quando vier aos filhos de Israel e lhes disser: O DEUS de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? E disse DEUS a Moisés: EU SOU O QUE SOU.

Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. E DEUS disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o DEUS de vossos pais, o DEUS de Abraão, o DEUS de Isaque e o DEUS de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração (Êx 3.13-15).

Javé estabeleceu um memorial ao seu nome, anunciado aqui, mas concretizado por ocasião da promulgação da lei, quando foi oficializado o concerto do Sinai (Êx 20.24). Aqui está a base do tetragrama YHWH. No texto hebraico, encontramos a frase ’ehyeh asher 'ehyeh; "EU SOU O QUE SOU". A substituição do “y” de ‘ehyeh pelo w do tetragrama vem de hãwãh, forma arcaica e sinônimo de hãyâh, "ser, estar, existir, tornar-se, acontecer", cuja primeira pessoa do imperfeito é ‘ehweh, e cuja terceira pessoa é YHWEH.

Na poesia hebraica, usa-se com frequência a forma reduzida Yah. "Já é o seu nome; exultai diante dele" (Sl 68.4, TB). Isso pode explicar a presença da letra "a" no nome Yahweh. "Parece provável que a pronúncia original tenha sido YaHWeH, tanto por causa da forma verbal correspondente, o imperfeito de hãwãh, arcaicamente escrito Yahweh, como de representações mais recentes desse nome em grego pelas palavras iaoue e iabe" (HAR- RIS; ARCHER, JR.; WALTKE, 1998, p. 346).

A partir de 300 a.C. o nome Adonai passou gradualmente a ser mais usado que o tetragrama até que o nome Javé se tornou completamente impronunciável pelos judeus. Para evitar a vulgarização do nome e para que a forma não fosse tomada em vão, eles pronunciavam por reverência ’ãdhonãy cada vez que encontravam o tetragrama no texto sagrado, na leitura da sinagoga. Na Idade Média, os rabinos inseriram no tetragrama as vogais de adhonay (HARRIS; ARCHER, JR.; WALTKE, 1998, p. 347).

As vogais de 'HS (adõnãy) são (, =«) ;( = o) e (., = ã). Elas foram inseridas no tetragrama sagrado, resultando na seguinte forma: nin\ O resultado disso é a pronúncia "YeHoWaH". Mas os judeus ainda hoje pronunciam "Adonai" para lembrar na leitura bíblica na sinagoga que esse nome é inefável. Esse enxerto no tetragrama resultou no nome híbrido YEHOWAH, que a partir de 1520 os reformadores difundiram como "Jeová". A forma híbrida "Jeová" não é bíblica, mas foi assim que o nome passou para a cultura ocidental; aos poucos, contudo, esse nome vem sendo substituído pela forma Iavé ou Javé.

Os nomes Adonai e Javé são tão sagrados para os judeus que eles evitam pronunciá-los na rua ou no cotidiano. O segundo nem mesmo nas sinagogas é pronunciado, e no dia a dia eles chamam DEUS de há-shêm, "o Nome" (Lv 24.11, TB; 2 Sm 6.2).

Nos manuscritos da Septuaginta, encontramos kyrios, "dono, senhor, o Senhor" (BALZ & SCHNEIDER, 2001, vol. I, p. 2437), no lugar de ’ãdõnã(y) e yhvh. Alguns fragmentos gregos de origem judaica apresentam o tetragrama, mas outros usam kyrios. Isso não é novidade. Jerônimo (347-420) "conhece a prática de, em manuscritos gregos, inserir o nome de DEUS (Yahweh) com caracteres hebraicos" (WÜRTHWEIN, 2013, p. 262). A Septuaginta, como tradução, foi submetida a revisões e recensões e, por isso, até hoje ninguém sabe qual foi exatamente o texto original ou o que foi alterado no transcorrer dos séculos. Uns afirmam que o nome kyrios é original: "Assim, no contexto de uma revisão arcaizante e hebraizante, o tetragrama parece ter sido inserido na tradução antiga no lugar de Kyrios" (op. cit., p. 262). Mas, para outros, é de origem cristã ou teria vindo dos judeus. O certo é que ambos foram usados desde a origem da tradução.

 

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