sexta-feira, 5 de junho de 2026

UMA VIDA DE FRUTIFICAÇÃO COM JESUS

 

UMA VIDA DE FRUTIFICAÇÃO COM JESUS

Texto Bíblico: João 15:1-16

“Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (João 15:2).

Viver uma vida frutífera em Jesus é um dos temas mais profundos e transformadores das Escrituras. A passagem de João 15:2 não é apenas uma sentença sobre produtividade, mas um convite ao relacionamento, à dependência e à transformação do caráter.

Aqui está uma reflexão sobre o significado dessa poda e do fruto que Deus deseja ver em nós:

1. O Alicerce: Estar "Nele"

O versículo começa com a condição fundamental: "Toda vara em mim". A frutificação não é fruto de esforço humano, técnicas de autodesenvolvimento ou força de vontade própria. O fruto é o resultado natural da seiva (a vida de Cristo) fluindo através do ramo (nós) que está conectado à videira (Jesus).

  • A lição: Se não estamos conectados a Ele, não há vida. A nossa produtividade espiritual é, antes de tudo, uma consequência da nossa proximidade com Jesus.

2. A Disciplina do Vinhateiro: A Poda

Muitos temem a "poda" mencionada no versículo ("limpa toda aquela que dá fruto"), mas ela é, na verdade, uma prova de amor e valor. O Agricultor (Deus Pai) não poda o que é inútil, Ele poda o que tem potencial.

  • Por que somos podados? Para remover aquilo que retém a nossa energia — distrações, vícios, orgulho, excesso de atividades ou apegos desnecessários — para que toda a nossa energia seja canalizada para o que realmente importa.
  • O processo: A poda pode ser dolorosa. Muitas vezes ela vem na forma de dificuldades, frustrações ou mudanças de planos que nos obrigam a confiar mais em Deus. Porém, o objetivo final é sempre o mesmo: que dê mais fruto.

3. O Que é o "Fruto"?

Embora o fruto possa incluir o impacto que causamos no mundo e o serviço que prestamos, o fruto primário de uma vida em Jesus é a natureza de Cristo se formando em nós.

  • O Fruto do Espírito: Conforme descrito em Gálatas 5:22-23 (amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio).
  • A Métrica de Deus: Para Deus, o sucesso não é medido por "quantidade de resultados" aos olhos humanos, mas pela semelhança com Cristo. Uma vida frutífera é aquela em que o caráter de Jesus se torna cada vez mais evidente no nosso dia a dia.

4. A Dinâmica da Produtividade (Mais Fruto)

O texto apresenta um ciclo de crescimento contínuo:

  1. Dá fruto: A vida de fé começa a transbordar.
  2. É limpa (podada): O processo de amadurecimento e purificação ocorre.
  3. Dá mais fruto: A colheita se torna maior, mais madura e mais consistente.

"Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos." — João 15:8

Reflexão para o seu momento

A vida frutífera é, em última análise, uma vida de entrega. Não se trata de carregar o peso de "produzir resultados" para Deus, mas de permitir que Ele remova de nós o que nos impede de crescer, para que a vida Dele seja o que as pessoas veem em nós.

INTRODUÇÃO

Estudaremos a respeito da frutificação na vida do crente. Um aspecto importante que observamos na botânica é que o fruto é o fim, o término de todo um processo fisiológico, é o resultado de todo um ciclo vital. Desde o momento que a semente germina e passa a formar um novo ser (morrendo, como nos fala Jesus), há somente um objetivo, uma finalidade: a formação do fruto. Espiritualmente falando, também vemos que o fim último da vida cristã é a produção do fruto do Espírito Santo. Todo o processo de concessão da vida espiritual tem como finalidade a formação deste fruto. Jesus foi claro ao afirmar que nos escolheu para que vamos, demos fruto e o nosso fruto permaneça (João 15:16). Quem não dá fruto do Espírito Santo não pode ser mantido no meio do povo de Deus e, por isso, é extirpado dele (João 15:2). Jesus deixou isto bem claro tanto na parábola da vinha (Lc.13:6-9), quanto no episódio da figueira infrutífera, que secou mediante a maldição do Senhor (Mt.21:18-22; Mc.11:12-14). Aliás, esta é a única oportunidade do ministério de Jesus Cristo em que O vemos lançando uma maldição, a demonstrar o quanto desagrada ao Senhor a existência de vidas infrutíferas no meio do seu povo. Para agradar a Deus em tudo é indispensável que frutifiquemos em toda a boa obra (Cl.1:10).

 

I. A VIDEIRA E SEUS RAMOS


Jesus é a Videira Verdadeira; os ramos são os seus discípulos (João 15:5). Ao dizer que era a Videira Verdadeira, Jesus nos indica que havia outra videira, que não seria verdadeira, que não seria frutífera. Por algumas vezes, a Bíblia registra a existência de espécies de árvores frutíferas que eram “bravas”, ou seja, por algum problema, pela própria natureza ou por uma deficiência peculiar, não produziam frutos, não serviam como fonte de alimento, como fonte de vida; é o caso da parra brava (2Rs.4:39), da figueira brava (1Rs.10:27; 1Cr.27:28; 2Cr.1:15; 2Cr.9:27; Is.9:10; Lc.19:4), bem como da uva brava (Is.5:2,4).

1. A parábola da vinha (João 15:1-11). No capítulo 15 de João Jesus trata da parábola da vinha. Nesta parábola, Jesus se descreve como a “Videira Verdadeira” e aqueles que se tornaram seus discípulos, como “os ramos”. Nesta parábola, Jesus mostra quão profundamente estamos ligados a Ele. Essa união é moral, mística e espiritual. A união mística com Cristo, ilustrada pela união entre o pastor e as ovelhas, a cabeça e o corpo, o noivo e a noiva, o fundamento e o edifício, recebe agora uma nova imagem, a videira e os ramos. Trata-se de uma união orgânica, vital, profunda. Ao permanecermos ligados Nele como a fonte da vida, frutificamos. Deus é o lavrador que cuida dos ramos, para que deem fruto (João 15:2,8). Deus espera que todo crente dê fruto.

No Antigo Testamento, a videira é um símbolo comum para Israel, o povo da aliança de Deus (Sl.80:9-16; Is.5:1-7; Jr.2:21; 12:10ss.; Ez.15:1-8; 17:1-21; 19:10-14; Is.10:1,2). Mais notável ainda é o fato de que, sempre que o Israel histórico é referido sob essa figura, enfatiza-se o fracasso da videira em produzir bom fruto, junto com a correspondente ameaça do julgamento de Deus sobre a nação. Nesse momento, em contraste a tal fracasso, Jesus declara: “Eu Sou a videira verdadeira”, isto é, aquela Videira para quem Israel apontava, aquela que produz bom fruto. Jesus, em princípio, já substituiu o templo, as festas judaicas, Moisés, vários lugares santos; nesse ponto, ele substitui Israel como o próprio local do povo de Deus. A Videira Verdadeira não é, portanto, o povo apóstata, e sim o próprio Jesus, e aqueles que são incorporados a ele.

2. Condição para ser produtivo. A condição imprescindível é: os ramos (os discípulos de Cristo) precisam estar ligados à Videira (Cristo). Jesus é a Videira, o tronco no qual os ramos precisam buscar sua seiva para frutificar. Quanto maior a conexão do ramo com o tronco, maior é a capacidade de produção desse ramo. A vida, a força, o vigor, a beleza e a fertilidade do ramo estão na sua permanência no tronco. Longe dele não temos vida, nem força, nem poder espiritual, apenas morte. Tudo o que somos, sentimos e fazemos vem de Cristo. Ele é a fonte. Jesus disse: “[...) sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Portanto, permanecer em Cristo é vital para produzir fruto (João 15:4,5). Disse mais Jesus: “(...) O ramo não pode dar fruto por si mesmo [...] porque sem mim nada podeis fazer”.

Em João 15:1-11, o verbo "permanecer" aparece dez vezes. Este é o pensamento central de Jesus. O segredo para uma vida transbordante não é fazer mais por Jesus, mas estar mais com Jesus. O desafio da permanência é passar dos deveres para um relacionamento vivo com Deus. Fora da videira, o ramo é estéril e inútil. Contudo, quando o ramo está ligado à videira, sendo podado na hora certa, ele produz muito fruto. Que fruto é esse? No contexto dos versículos 13 a 17 do capítulo 15 de João, o fruto é o amor, característica fundamental de Deus. Este amor tem de ser desenvolvido pelo processo da poda.

Portanto, permanecer em Cristo é um imperativo, e não uma opção (João 15:4). Deus está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho. Deus está mais interessado em relacionamento do que em atividade. Ele quer você mais do que suas obras. Permanecer em Cristo não equivale a quanto você conhece de teologia, mas a quanto você tem sede de Deus. Ao permanecer, você busca, anseia, aguarda, ama, ouve e responde a Jesus. Permanecer significa ter mais de Jesus em sua vida, mais dele em suas atividades, seus pensamentos e desejos.

3. A poda. Podar é aparar os ramos que estão atrapalhando o desenvolvimento da planta. A poda ajuda a produzir novos ramos, fazendo com que a produção de frutos seja maior. Na vida espiritual, também somos podados e cuidados pelo Senhor.

Um viticultor usa quatro expedientes na poda: (a) remove os brotos mortos e prestes a morrer; (b) garante que o sol chegue aos galhos cheios de frutos; (c) corta a folhagem luxuriante que impede a produção de frutos; (d) corta os brotos desnecessários, independentemente de quanto pareçam viçosos. Como viticultor, Deus segue o mesmo processo conosco: ele corta as partes da nossa vida que nos roubam a vitalidade e nos impedem de frutificar. O viticultor procura tanto a quantidade quanto a qualidade.

Os cristãos mais frutíferos são aqueles que mais têm sido podados pela tesoura de Deus. Os viticultores podam as vinhas com maior frequência com o passar dos anos. Sem a poda, a planta enfraquece, a colheita diminui. Deus jamais aplicaria a poda se um método mais suave provocasse o mesmo resultado. A dor da poda vem agora, mas o fruto virá depois.

Portanto, a poda é o meio que Deus usa em nossa vida para frutificarmos mais. Deus nos disciplina para darmos frutos; ele nos poda para darmos mais frutos. Na disciplina, o que precisa ser retirado é o pecado; na poda, o que precisa ser retirado é o eu. A disciplina termina quando nos arrependemos do pecado; a poda só terminará quando Deus concluir sua obra em nós na glorificação.

 

II. FUNDAMENTO DA FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL


O fundamento da frutificação espiritual é ser cheio do Espírito Santo, de amor ágape e estar ligado à Videira. “Em João 15:1-8, Jesus deixou claro aos seus seguidores que, para darem fruto exuberante para Deus, necessário é que antes cresçam em Cristo e nisso perseverem seguindo os ensinos da Palavra de Deus. Boas condições de crescimento e desenvolvimento da planta no reino vegetal, sem esquecer da boa saúde da semente e do meio ambiente ideal e da limpeza, são elementos indispensáveis para a boa frutificação. É também o que ocorre no reino espiritual, na vida do crente, na Igreja, para que haja em todos nós fruto abundante para Deus.

De que tipo de fruto Jesus estava falando em João 15:1-8? A resposta nos é dada em Gálatas 5:22: “O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança”. Em outras palavras, o Fruto do Espírito é no crente a existência de um caráter semelhante a Cristo; um caráter que testemunha de Jesus e que o revela em seu viver diário; é a breve vida de Cristo manifestada no cristão. Como é que o povo à nossa volta está vendo Cristo em nós? Em família, no emprego, nas viagens, na escola, na igreja, nos relacionamentos pessoais, nos tratos, no lazer, no porte em geral, na vida cristã?" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1723).

1. Firmados no amor de Cristo. O Amor é a suprema virtude do Fruto do Espírito, é o Fruto excelente (Gl.5:22). O seu contínuo desenvolvimento deve ser buscado pelo cristão a cada dia, até o dia do arrebatamento da Igreja. Um amor que não é meramente teórico, que não é somente um belo discurso ou um estado mental, mas, sim, um amor prático, que faz boas obras e que faz os homens glorificarem a Deus que está nos céus (Mt.5:16).

O amor não é uma realidade que se possa atingir com o intelecto ou com a mente. Somente aqueles que se convertem e recebem o Espírito Santo em suas vidas é que podem, efetivamente, ter o amor de Cristo e, assim, desenvolver as nove qualidades apontadas nas Escrituras como sendo o fruto do Espírito. Jesus deixou-nos muito claro ao dizer que seus discípulos seriam reconhecidos pelo amor (João 15:12; 1João 2:10,11; 3:10,11).

Esta virtude é a essência da vida cristã, é a expressão do próprio Deus (1João 4:8). Como Deus, Jesus é amor; como humano, Jesus é o próprio amor encarnado. Sendo essencialmente amor, Jesus não tinha como deixar de amar o ser humano; por isso veio a este mundo para se entregar pelo ser humano. Como Ele próprio afirmou: “ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13). Deus provou o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm.5:8), diz-nos Paulo, ele mesmo um eloquente exemplo de quão grande é o amor de Jesus. João, o apóstolo mais próximo a Cristo, a ponto de o Senhor lhe confiar o cuidado de sua própria mãe, é cabal ao dizer que Cristo “como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13:1b).

2. Por que o amor é a base da frutificação? Porque ele é o alicerce de todas as virtudes. É o fruto excelente. Ele é extensivo nas nove virtudes do Fruto do Espírito. Vejamos:

AmorÉ o amor visando o interesse dos outros (altruísmo).

Alegria É o amor em estado de contentamento.

PazÉ o amor em estado de quietude.

Paciência É o amor esperando.

Benignidade É o amor agradando.

Bondade É o amor ajudando.

Fidelidade É o amor confiando e com Lealdade.

Mansidão É o amor pacificando.

TemperançaÉ o amor equilibrando.

Paulo explica que o amor é maior que a fé e a esperança (1Co.13:13), é maior do que os dons espirituais (1Co.12:31; 13:8-10). Com efeito, o amor é eterno, enquanto a fé e a esperança não mais existirão quando houver a glorificação dos salvos, pois a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem (Hb.11:1) e, com a glorificação, teremos cessado de esperar Cristo, bem como O veremos como Ele é (1João 3:2). Ora, por isso mesmo terá cessado a esperança, pois esta esperança é a esperança da glória e a glória já terá chegado - “…esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê, como o esperará?” (Rm.8:24b).

Não podemos nos esquecer que o amor não consiste apenas em palavras, não é um mero sentimento; o amor é uma ação, uma entrega, a expressão de um sacrifício. O amor precisa ser visto mediante as nossas obras. Não somos, portanto, o que falamos nem o que sentimos, mas o que fazemos. Quem ama se esquece de si mesmo e se empenha pelo outro. O empenho mais sublime é o da própria vida.

3. Cheios do Espírito e de amor. O amor é gerado em nossos corações pela ação do Espírito Santo. O Espírito Santo restaura no homem a imagem de Deus, devolvendo-lhe a capacidade de Amar – “Mas o fruto do Espírito é: amor...”(Gl.5:22). Biblicamente, a vida cristã tem que começar com o Novo Nascimento. Paulo afirmou: “assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co.5:17). Neste novo homem o Espírito Santo pode habitar – “...Porque vós sois o templo do Deus vivente...” (2Co.6:16). Assim, na medida em que o homem vai dando lugar ao Espírito Santo, ele vai moldando nesse novo homem a imagem de Deus. Na proporção em que a imagem de Deus vai sendo restaurada, mais e mais a natureza de Deus vai sendo devolvida ao homem, e, “Deus é amor”. É assim que o homem poderá chegar à capacidade plena de amar: de amar a Deus, de amar a si mesmo, de amar o próximo. Deus não pede o que o homem não tem para dar; Deus não exige o que o homem não pode fazer; Deus sabe que os seus filhos têm amor para dar; Deus sabe que seus filhos podem amar até os seus inimigos. Este era o comportamento dos cristãos no princípio da Igreja: levava os crentes a amarem, mesmo sofrendo perseguição e morte (cf. At.7:60).

III. CHAMADOS PARA FRUTIFICAR


"Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça..."
(João 15:16).

Deus não está interessado em salvar o pecador simplesmente para usufruir de suas bênçãos. Ele requer de cada cristão uma vida frutífera. Fomos chamados para frutificar.

1. Propósito da frutificação. O propósito da frutificação: expressar o caráter de Cristo, evidenciar o discipulado e glorificar a Deus. Jesus disse: “Meu Pai é glorificado nisto: em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” (João 15:8).

a) expressar o caráter de Cristo. Todo fruto revela sua árvore de origem. Da mesma maneira, como membros do corpo de Cristo, devemos refletir naturalmente o seu caráter para que o mundo o veja em nós. Quando as pessoas tomam conhecimento de nossa confissão cristã, podemos vir a ser a única Bíblia que muitas delas "lerão".

b) evidenciar o discipulado. Dar “muito fruto” é uma condição imposta por Jesus para aquele que quiser ser seu discípulo. Ele ressaltou que todo discípulo bem instruído será como seu mestre (Lc.6:40). Isto significa que não é o bastante aceitar Jesus para afirmar: "veja, sou crente!". Ele deseja que produzamos muito fruto. Se assim fizermos, demonstraremos que verdadeiramente somos seus discípulos. Quem não dá fruto não pode dizer que é discípulo de Jesus. Mas, se não nos deixarmos guiar e se não formos ajudados pelo Espírito Santo, não daremos fruto, nem muito, nem pouco.

c) glorificar a Deus (João 15:8). Quando a videira natural produz muitos frutos Deus é glorificado, porque Ele diariamente envia a luz solar e a chuva para fazer a plantação crescer, e constantemente alimenta cada planta pequena, preparando-a para florescer. Que momento de glória será para o Senhor da colheita quando ela for trazida aos celeiros, madura e pronta para usar! Ele fez isto acontecer. Esta analogia agrícola mostra como Deus é glorificado quando estamos em um relacionamento correto com Ele e começamos a “dar muito fruto” em nossas vidas.

 

A presença de crentes frutíferos leva os ímpios a glorificarem a Deus (Mt.5:16). A Igreja em perfeita consonância com o Espírito Santo, faz com que os homens glorifiquem ao Pai que está nos céus. O trabalho do Espírito Santo é o de glorificar a Jesus (João 16:14), assim como o trabalho de Cristo na Terra foi o de glorificar o Pai (João 17:4). Nós, como corpo de Cristo, temos de prosseguir neste trabalho de glorificação do Pai e isto só será possível através das nossas boas obras.

2. O perigo de uma vida infrutífera (Lc.13:6-9). Uma vida frutífera é a melhor evidência para o nosso coração de que somos realmente discípulo de Cristo. Jesus disse que se conhece a árvore pelo fruto. Uma árvore boa precisa produzir bons frutos, mais frutos (João 15:2) e muito fruto (João 15:5,8).

Assim como a figueira, o cristão infrutífero na vida espiritual corre o risco de ser cortado; é o que Jesus mostra na parábola da figueira infrutífera (cf. Lc.13:6-9). O que contribuiu para que a figueira infrutífera não fosse cortada foi a pronta e amorosa atitude do vinhateiro (Lc.13:8,9). No entanto, nada se sabe sobre o seu fim. Mas, uma coisa é certa, ela teve a oportunidade de continuar plantada, para apresentar os frutos ao seu senhor. Aprendemos, aqui, que embora Deus dê a todos ampla oportunidade de se arrependerem, Ele não tolerará para sempre o pecado. O tempo virá quando a graça e a misericórdia de Deus serão removidas e os impenitentes castigados sem misericórdia.

Outro exemplo que podemos enfatizar é o da figueira sem fruto, em Mateus 21:18-20. Certa feita, Jesus estava indo para Jerusalém e teve fome. Olhou para uma figueira e viu muitas folhas. Foi procurar fruto e não achou. Aquela figueira anunciava fruto, mas não tinha fruto; então, Jesus a fez secar; a árvore nunca mais produziu fruto (cf. Mt.21:19,20). Fruto é o que o Senhor espera de nós, e não folhas. Ele não se contenta com aparência; Ele quer fruto.

Na metáfora da videira, exarada em João 15:1-11, Jesus se apresenta como sendo a “videira verdadeira”; seus discípulos são os ramos e só frutificam se estiverem ligados a Ele, fonte verdadeira de vida. Nesse processo divino, todo ramo que não dá fruto é cortado e lançado fora (cf. João 15:2).

CONCLUSÃO

Se entregarmos todo o controle de nossa vida ao Espírito Santo, Ele infalivelmente vai produzir o seu fruto em nós através de uma ação contínua e abundante. O povo escolhido no Antigo Testamento não correspondeu ao chamado de Deus, foi infrutífero em suas realizações como uma planta que ocupa a terra inutilmente. Muitas igrejas hoje assemelham-se ao Israel daquela época; a cada ano Deus tem procurado frutos, mas só tem encontrado folhas. Todavia, fruto é o que o Senhor espera de nós, e não folhas. Que venhamos a frutificar em todas as áreas da nossa vida, a fim de que o nome de Jesus, o nosso amado, seja glorificado e exaltado.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

DAVI DO CAMPO AO TRONO DE ISRAEL


DAVI DO CAMPO AO TRONO DE ISRAEL

Deus Transformou um Pastor no Rei de Israel

1. A Preparação no Anonimato (O Campo)

Antes de governar uma nação, Davi governou sobre ovelhas.

  • Fidelidade nas pequenas coisas: Enquanto cuidava do rebanho de seu pai Jessé, Davi desenvolveu habilidades de coragem (enfrentando ursos e leões) e intimidade com Deus (através do louvor com sua harpa).
  • A escolha divina: Quando o profeta Samuel foi ungir o novo rei, os critérios de Deus foram diferentes dos humanos: "O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração" (1 Samuel 16:7). Davi, o mais novo e menos provável, foi o escolhido.

2. O Processo: Entre a Promessa e o Trono

A unção de Davi não significou uma ascensão imediata ao poder. Pelo contrário, ela deu início a um longo período de provação.

  • O "deserto" como escola: Fugindo de Saul, Davi viveu em cavernas e desertos. Esse tempo não foi um castigo, mas um processo de forjar seu caráter e liderança. Foi ali que ele aprendeu a depender inteiramente de Deus e a liderar um grupo de homens que se tornariam seus guerreiros mais leais.
  • Integridade e paciência: Davi teve chances de matar Saul e tomar o trono pela força, mas recusou-se a "tocar no ungido do Senhor". Ele demonstrou que, para quem confia nos planos de Deus, não é necessário forçar o próprio caminho.

3. O Trono e o Legado

Davi assumiu o trono não por ambição pessoal, mas pelo cumprimento do tempo de Deus.

  • Um líder segundo o coração de Deus: Davi é lembrado por sua busca constante em conhecer a vontade divina. Mesmo falhando (como no episódio com Bate-Seba), ele se diferenciava pela capacidade de se arrepender e buscar o perdão com sinceridade.
  • Conquistas: Ele unificou as tribos de Israel, estabeleceu Jerusalém como capital e trouxe a Arca da Aliança para o centro da vida nacional, consolidando o reino.

Lições Espirituais da Jornada

"O líder segundo o coração de Deus não é aquele que chega rápido ao topo, mas o que chega preparado".

  • A espera não é tempo perdido: O intervalo entre a promessa e o cumprimento serve para o amadurecimento.
  • O caráter é o que importa: Deus valoriza quem mantém a integridade quando ninguém está olhando.
  • Confiança soberana: A história de Davi nos convida a confiar que Deus cumpre Suas promessas no momento exato, e que a nossa fidelidade nas tarefas simples de hoje é o fundamento para as responsabilidades de amanhã.

 


DAVI UNGIDO TRÊS VEZES:

1ª Unção: Samuel - UNÇÃO PROFÉTICA - (I Samuel 16:13) - Davi tinha 12 anos.

Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o ESPÍRITO do Senhor se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá. 1 Samuel 16:13


2ª Unção: A CAPACITAÇÃO - UNÇÃO DE AUTORIDADE REAL - (II SAMUEL 2:4)

18 anos depois da 1ª unção, Davi foi ungido pela 2ª vez. Aceito como rei de Judá

Então, vieram os homens de Judá e ungiram ali a Davi rei sobre a casa de Judá. E deram avisos a Davi, dizendo: Os homens de Jabes-Gileade são os que sepultaram Saul. 2 Samuel 2:4)


3ª Unção - O ESTABELECIMENTO - UNÇÃO SACERDOTAL - (II SAMUEL 5:3)

Após a 2ª unção, se passaram 7 anos e 6 meses (II Samuel 2:11), e Davi foi ungido pela 3ª vez com 37 anos e meio de idade.

Desta vez ele estava assumindo o trono de todo o Israel e definitivamente sendo estabelecido Rei de seu povo.

Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, a Hebrom; e o rei Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram Davi rei sobre Israel. Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou. Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses; e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá. 2 Samuel 5:3-5

 


I – DAVI É CONSTITUÍDO REI

1. Três motivos para sua escolha.

Davi "preenchia as condições da realeza". Por que?

Davi só assumiu 18 anos após ser ungido por Samuel.
Agora, com 30 anos seria ungido como rei de Judá, e depois com 37 anos e meio, ungido rei sobre todo o Israel, pois:
Já tinha vencido o gigante Golias,
Já tinha sido chefe de 1000 no exército de Saul, Já tinha reunido, organizado em exército e ensinado 600 homens de guerra,
Já tinha se introduzido entre Amalequitas e Filisteus (conhecia portanto suas táticas de guerra),
Era amado pelo povo de Israel,
Era esposo da filha de Saul,
Consultava sempre a DEUS sobre o que fazer, Tinha consigo um sacerdote da linha de Arão,
Tinha dois excelentes generais, etc...

Busque-se os Requisitos bíblicos:

1 Timóteo 3:1 ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.2 Convém pois que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sério, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; 4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia; 5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de DEUS?) 6 Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. 7 Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.
FIQUEMOS ATENTOS.

 2. Davi como pastor e chefe.

O pastor de ovelhas era o símbolo de um rei em Israel - Davi foi designado por DEUS para lhes ser pastor. A maioria dos reis posteriores a Davi não se comportaram assim.

PASTOR - (Strong Português) -  רעה ra Ìah
1) apascentar, cuidar de, pastar, alimentar
2) cuidar de, apascentar
3) pastorear
4) referindo-se ao governante, mestre (fig.)
5) referindo-se ao povo como rebanho (fig.)
6) pastor, aquele que cuida dos rebanhos (substantivo)
7) alimentar, pastar
8) referindo-se a vacas, ovelhas, etc. (literal)
9) (Hifil) pastor, pastora
10) associar-se com, ser amigo de (sentido provável)
11) associar-se com
12) (Hitpael) ser companheiro
13) (Piel) ser um amigo especial

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho um Pastor. João 10:11-16.

Além de Pastor Davi deveria ser chefe do povo.

Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado. 2 Samuel 6:21

 CHEFE - (Strong Português) -

 נגיד nagiyd ou נגד nagid
1) líder, governante, capitão, príncipe
2) governante, príncipe
3) príncipe superintendente
4) governante (em outras capacidades)

5) coisas principescas

Naturalmente a palavra chefe aqui indica liderança por exemplo, amor, inteligência e sabedoria.
O apóstolo Pedro diz que o pastor deve pastorear o rebanho sem qualquer exibição de domínio, mas sendo o exemplo do rebanho (1 Pe 5.3). Eis o que nos falta hoje. Exemplo de homem de DEUS. Exemplo na integridade, no jejum, na oração, no ensino, na pregação, na santidade, na instrumentalidade do ESPÍRIITO SANTO.

 
3. Entrando em aliança com o povo.

PARECE QUE DAVI NÃO ENTENDEU QUE DEVERIA CONTINUAR A GUERREAR, VENCER E DESTRUIR TODOS OS EXÉRCITOS QUE OCUPAVAM AS TERRAS DADAS POR DEUS A ISRAEL. ANTES, COM ALGUMAS NAÇÕES FEZ ALIANÇA. POR ISSO MESMO CAIU EM PECADO, COMO VEREMOS A SEGUIR. (AO INVÉS DE LUTAR FOI OLHAR PELA JANELA).
POVO DE DEUS NÃO FAZ ALIANÇA COM O INIMIGO.

Davi fez aliança com o povo israelita das tribos do norte - Assim reinou sobre Israel unida. ESTA É UMA BOA ALIANÇA FIRMADA ENTRE DAVI E O POVO, TENDO DEUS COMO TESTEMUNHA.
Também vieram todos os anciãos de Israel ao rei, a Hebrom, e Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram Davi rei sobre Israel, conforme a palavra do Senhor pelo ministério de Samuel. 1 Crônicas 11:3

 
II. A CONSOLIDAÇÃO DO REINO DE DAVI

1. A edificação de Jerusalém.

Era de vital importância ao reinado de Davi uma cidade bem fortificada e estratégica. Jerusalém reunia todas as condições necessárias para uma capital em sua época. Cidade murada com muros quase que indestrutíveis e intransponíveis. Construída em um monte, com difícil acesso aos inimigos, bem abastecida de água.

Davi já estivera entre os filisteus e cananeus em geral quando fugia de Saul, portanto já conhecia suas cidades e táticas de guerra. Não era difícil para um soldado, general e estrategista como Davi planejar uma invasão em Jerusalém, sempre orientado por DEUS.
Davi, orientado por DEUS, diz ao exército como entrar em Jerusalém - Pelos canais de entrada de água da cidade desde Giom. Diziam os inimigos que Davi seria vencido facilmente e nem precisariam de soldados para isso.

2 Samuel 5:6 O rei e seus soldados marcharam para Jerusalém para atacar os jebuseus que viviam lá. E os jebuseus disseram a Davi: "Você não entrará aqui! Até os cegos e os aleijados podem se defender de você". Eles achavam que Davi não conseguiria entrar, 7, mas Davi conquistou a fortaleza de Sião, que veio a ser a Cidade de Davi. 8 Naquele dia disse Davi: "Quem quiser vencer os jebuseus terá que utilizar a passagem de água para chegar àqueles cegos e aleijados, inimigos de Davi". É por isso que dizem: "Os 'cegos e aleijados' não entrarão no palácio". 9 Davi passou a morar na fortaleza e chamou-a Cidade de Davi. Construiu defesas na parte interna da cidade desde o Milo. 10 E ele se tornou cada vez mais poderoso, pois o Senhor, o DEUS dos Exércitos, estava com ele.

 
A Fonte de Giom (Ha Gihon) localizada numa caverna natural no vale do Cédron, foi a principal fonte de água para Ofel, local original de Jerusalém. Três sistemas principais de água permitiram que a água desta fonte fosse conduzida à cidade:

Ofel e o monte das Oliveiras

O canal médio da idade do bronze. É conhecido por este nome (devido a sua idade estimada); Determinou-se que foi construído por volta de 1 800 a.C. (na Idade do Bronze). É essencialmente uma vala profunda de 20 pés na terra, onde depois a construção foi coberta por grandes lajes da rocha ( escondidas na folhagem). É mais estreito, mas ainda pode-se andar em grande parte de todo seu comprimento. Além disso à saída, perto do túnel de siloé, a canaleta tinha diversas saídas pequenas que molhavam os jardins do Vale da torrente do Cédron.[1] O túnel de Ezequias age como substituto para este canal, mas a facilidade para que um assaltante descubra as lajes da cobertura é um ponto fraco.

O Canal de Warren - um túnel íngreme, um canal de água que penetrava no fundo da caverna na qual surge a fonte de Giom, e, depois de uns 20 metros, terminava num reservatório. Datado um pouco depois do tempo do canal médio da idade do bronze, conduzindo a entrada de Ofel descendo à fonte de Giom. Uma passagem inclinada que se estendia da fonte para trás até o interior de Jerusalém. Esta passagem era para que quaisquer pessoas que desejassem, pudessem usar para coletar água da fonte.

O túnel de Ezequias - O túnel,[2] que conduzia[3] a Fonte de Giom[4] até a piscina de Siloé, foi projetado para agir como um Aqueduto para abastecer de água a Jerusalém durante um sítio organizado pelos assírios, conduzidos por Senaqueribe.


Em 1997, quando um centro de visitantes era construído, a fonte foi descoberta fortalecendo a datação desde a idade média do bronze, visto que os arqueólogos também descobriram inesperadamente as torres[5] - uma que protege a base do canal de Warren, e a outra que protege a própria fonte de Giom. Visto que a área em torno do local ainda que está sendo habitado, é desconhecido se existem quaisquer fortificações adicionais. Passagens bíblicas indicam que no período do rei Ezequias esta fonte foi escondida, para que os assírios não soubessem dela. - II Crônicas 32:2-4

Diante de muralhas do inimigo nunca nos prostemos ou desanimemos, pois temos um DEUS que dá sabedoria a todo o que lhe pedir crendo e não duvidando.

DEUS nos dá estratégias de evangelismo, de conquista de milhares de almas. A Igreja deve marchar confiante na vitória em nome de JESUS.

2. As reformas religiosas.

Saul nunca buscou uma capital para sede de seus governos e nunca intentou colocar a arca em um local adequado, nem mesmo a devolver para onde estava anteriormente antes dos filisteus a tomarem. Em Siló - 1 Samuel 1:3

Já Davi, ao contrário, está buscando uma cidade para estabelecer sua capital e é profundo seu desejo de trazer para junto de si a presença e a glória de DEUS representadas pela Arca da Aliança.

Numa primeira tentativa, frustrada pela falta de conhecimento ainda de como proceder, não conseguiu trazer a si a Arca, pois a tentativa foi segundo a maneira que o mundo tenta transportar a presença de DEUS (carro de bois e sem sacrifício, mas com muita música e danças carnais). Mas, agora, já inteirado das normas de DEUS para que fosse conduzida a Arca (nos ombros dos sacerdotes e com sacrifícios), consegue seu intento. Um tabernáculo provisório é montado em Jerusalém para que no devido tempo seja tudo transferido para uma casa ou templo. Fato que ocorre somente no reinado de seu filho Salomão
 
O capítulo 6 de 2 Samuel trata da ação de Davi em busca da Arca para Jerusalém. Davi era um adorador - dançava no ESPÍRITO SANTO (2 Sm 6.20), isso causava em muitos a admiração, mas também o desprezo por parte de alguns como sua esposa Mical, que com ciúmes, criticou negativamente seu marido que vinha dançando perante a Arca.
Embora o texto pareça indicar que Davi estivesse nú, não é bem assim - Davi se despojou de suas roupas de rei (em sinal de humildade e de submissão a DEUS) e se vestiu de um Éfode, vestimenta que era usada na adoração a DEUS. Capa que descia abaixo dos joelhos e era em forma de colete, sem mangas.

Esta mesma vestimenta Davi já havia usado para consultar a DEUS sobre uma batalha contra os Amalequitas onde suas esposas haviam sido sequestradas.

E disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me, peço-te, aqui o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi. Então, consultou Davi ao Senhor, dizendo: Perseguirei eu a esta tropa? Alcançá-la-ei? E o Senhor lhe disse: Persegue-a, porque, decerto, a alcançarás e tudo libertarás. 1 Samuel 30:7,8

 
3. A suprema aliança davídica.

Davi era homem de Aliança - tanto que cumpriu fielmente sua aliança com Jônatas. Sabia que se não cumprisse suas alianças aqui, DEUS não cumpriria também sua aliança com ele.
E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto. 1 Samuel 18:3,4

ALIANÇA ENTRE DAVI E JONATAS (Mefibosete).

Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, a Hebrom; e o rei Davi fez com eles aliança em Hebrom, perante o Senhor; e ungiram Davi rei sobre Israel. 2 Samuel 5:3

A aliança de DEUS com Davi

a) a firmeza da sua família na terra;

b) seus sucessores teriam a presença de DEUS; e

c) uma dinastia eterna (2 Sm 7.11-16).

 
ALIANÇA DE DEUS COM DAVI


Porque Davi era um homem segundo o coração de DEUS, um homem com uma consciência sensível ao seu Criador, DEUS fez uma aliança separada e distinta com ele, além da aliança que fizera com Israel. Assim, quando Davi quis construir uma casa para DEUS, o Todo-Poderoso lhe enviou uma mensagem através do profeta Natã:


“Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha benignidade se não apartará dele, como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” (2 Samuel 7:12-16).

 
ALIANÇA CONFIRMADA COM SALOMÃO

O Senhor tornou a aparecer a Salomão, como lhe tinha aparecido em Gibeão.

E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que, suplicando, fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias.


E, se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei e guardares os meus estatutos e os meus juízos,

então, confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como falei acerca de Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará varão sobre o trono de Israel. 1 Reis 9:2-5


III. A GRANDEZA POLÍTICA DO REINADO DE DAVI

1. As realizações militares.

Não demorou para que importantes possessões gentílicas estivessem sob o controle de Davi. Como é maravilhoso ter um líder cujo coração e força são dominados pelo Senhor! DEUS deseja levantar líderes segundo o seu coração!

E sucedeu, depois disso, que Davi feriu os filisteus e os sujeitou; e Davi tomou a Metegue-Amá das mãos dos filisteus. Também feriu os moabitas, e os mediu com cordel, fazendo-os deitar por terra, e os mediu com dois cordéis para os matar, e com um cordel inteiro para os deixar em vida; ficaram, assim, os moabitas por servos de Davi, trazendo presentes. Feriu também Davi a Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, indo ele a virar a sua mão para o rio Eufrates. E tomou-lhe Davi mil e seiscentos cavaleiros e vinte mil homens de pé; e Davi jarretou todos os cavalos dos carros e reservou deles cem carros. E vieram os siros de Damasco a socorrer a Hadadezer, rei de Zobá; porém Davi feriu dos siros vinte e dois mil homens. E Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os siros ficaram por servos de Davi, trazendo presentes; e o SENHOR GUARDOU a Davi por onde quer que fosse. (GRIFO NOSSO). E Davi tomou os escudos de ouro que havia com os servos de Hadadezer e os trouxe a Jerusalém. Tomou mais o rei Davi uma quantidade mui grande de bronze de Betá e de Berotai, cidades de Hadadezer. Ouvindo, então, Toí, rei de Hamate, que Davi ferira a todo o exército de Hadadezer, mandou Toí seu filho Jorão ao rei Davi, para lhe perguntar como estava e para lhe dar os parabéns por haver pelejado contra Hadadezer e pôr o haver ferido (porque Hadadezer de contínuo fazia guerra a Toí); e na sua mão trazia vasos de prata, e vasos de ouro, e vasos de bronze, os quais também o rei Davi consagrou ao Senhor, juntamente com a prata e ouro que já havia consagrado de todas as nações que sujeitara: da Síria, e de Moabe, e dos filhos de Amom, e dos filisteus, e de Amaleque, e dos despojos de Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá. Também Davi ganhou nome, voltando-o de ferir os siros no vale do Sal, a saber, a dezoito mil. E pôs guarnições em Edom, em todo o Edom pôs guarnições, e todos os edomitas ficaram por servos de Davi; e o Senhor ajudava a Davi por onde quer que fosse. Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi julgava e fazia justiça a todo o seu povo. E Joabe, filho de Zeruia, era sobre o exército; e Josafá, filho de Ailude, era cronista. E Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes, e Seraías, escrivão. Também Benaia filho de Joiada, estava com os quereteus e peleteus; porém os filhos de Davi eram príncipes. (2 Samuel 8:1-18).

Davi é considerado um tipo de CRISTO por causa de suas guerras e vitória e por causa de sua constante adoração a DEUS e obediência, sendo um homem que sabia se arrepender de seus pecados e de nunca ter se dobrado à idolatria. A aliança que fez com DEUS lhe proporcionou a manutenção de sua família no governo de Judá até a vinda do rei dos reis para governar por mil anos sobre Jerusalem e todas as nações.

A profecia de Miqueias (5.2), mencionada pelos escribas nos dias de Herodes, para os astrólogos que seguiam a estrela, confirma a descendência e reinado do Messias vindouro. (E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Miquéias 5:2).

2. As administrações de Davi.

NO TEMPO DE DAVI QUASE TODA A TERRA DADA AOS ISRAELITAS FOI DOMINADA POR DAVI
E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão; e eis um forno de fumaça e uma tocha de fogo que passou por aquelas metades. Naquele mesmo dia, fez o Senhor um concerto com Abrão, dizendo: À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates, e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o ferezeu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:17-21.

Na verdade Salomão teve o maior território que Israel já teve, mas a totalidade só será de Israel no milênio, sob o governo de JESUS CRISTO, cumprindo a Aliança com Davi.


Davi supervisionava tudo - Política, Religião, Administração.

Foram muitas as mudanças realizadas por Davi, que o fizeram destacar-se no campo militar, político, administrativo e religioso. Lendo o capítulo 8.15-18 e 20.23-26, observamos como Davi fez importantes mudanças na área administrativa.

No comando de suas tropas, estava à frente Joabe; havia uma guarda real, um superintendente da corveia (trabalho árduo, penoso - soldados que combatem sem pagamento), que lidava com os estrangeiros. No campo religioso, Davi tinha dois sacerdotes: Zadoque e Aimeleque, filho de Abiatar (2 Sm 8.17); um cronista, um escrivão (1 Cr 24.3), os quais eram responsáveis pelos registros e documentos do Estado, dentre outras nuanças administrativas.
Davi procurou montar um setor administrativo que o pudesse auxiliar no seu reinado. O sucesso de um obreiro depende de oração, pregação, ensino, mas também de saber administrar com eficiência as coisas de DEUS; para isso são chamados (Tt 1.5). Paulo diz que dois tipos de obreiro precisam ser bem remunerados: os que se afadigam na Palavra e os que administram bem (1 Tm 5.17).

3. O culto público.

A ARCA TINHA QUE SER CONDUZIDA NOS OMBROS DOS SACERDOTES COATITAS - DEVERIA HAVER SACRIFÍCIOS.

Havendo, pois, Arão e seus filhos, ao partir do arraial, acabado de cobrir o santuário e todos os instrumentos do santuário, então, os filhos de coate virão para levá-lo; mas no santuário não tocarão para que não morram; este é o cargo dos filhos de Coate na tenda da congregação. Números 4:15.

Davi organizou todo setor religioso com sacerdotes descendentes de Arão, organizou também o setor musical com salmos escritos e instrumentos fabricados.

o qual também a Jacó ratificou por estatuto, e a Israel, por concerto eterno, Dizendo: A ti te darei a terra de Canaã, quinhão da vossa herança. Sendo vós em pequeno número, poucos homens, e estrangeiros nela; andavam de nação em nação e de um reino para outro povo. A ninguém permitiu que os oprimisse e, por amor deles, repreendeu reis, dizendo: Não toqueis os meus ungidos e aos meus profetas não façais mal. Cantai ao Senhor em toda a terra; anunciai de dia em dia a sua salvação. Contai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. Porque grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado, e mais tremendo é do que todos os deuses. Porque todos os deuses das nações são vaidades; porém o Senhor fez os céus. Majestade e esplendor hão diante dele, força e alegria, no seu lugar. Dai ao Senhor, ó famílias das nações, daí ao Senhor glória e força. Daí ao Senhor a glória de seu nome; trazei presentes e vinde perante ele; adorai ao Senhor na beleza da sua santidade. Trema perante ele, trema toda a terra; pois o mundo se firmará, para que se não abale. Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; e diga-se entre as nações: O Senhor reina. Brama o mar com a sua plenitude; exulte o campo com tudo o que há nele. Então, jubilarão as árvores dos bosques perante o Senhor; porquanto vem a julgar a terra. Louvai ao Senhor, porque é bom; pois a sua benignidade dura perpetuamente. E dizei: Salva-nos, ó DEUS da nossa salvação, e ajunta-nos, e livra-nos das nações; para que louvemos o teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor. Louvado seja o Senhor, DEUS de Israel, de século em século. E todo o povo disse: Amém! E louvou ao Senhor. Então, Davi deixou ali, diante da arca do concerto do Senhor, a Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente perante a arca, segundo se ordenara para cada dia. E mais a Obede-Edom, com seus irmãos, sessenta e oito; a este Obede-Edom, filho de Jedutum, e a Hosa, ordenou por porteiros. E mais a Zadoque, o sacerdote, e a seus irmãos, os sacerdotes, diante do tabernáculo do Senhor, no alto que estava em Gibeão, Para oferecerem ao Senhor os holocaustos sobre o altar dos holocaustos continuamente pela manhã e à tarde; e isso segundo tudo o que está escrito na Lei que o Senhor tinha prescrito a Israel. E com eles deixou a Hemã, e a Jedutum, e aos mais escolhidos, que foram apontados pelos seus nomes, para louvarem ao Senhor, porque a sua benignidade dura perpetuamente. Com eles, pois, estavam Hemã, e Jedutum, e trombetas, e címbalos para os que os faziam ouvir, e instrumentos de música de DEUS; porém os filhos de Jedutum estavam à porta. Então, se foi todo o povo, cada um para a sua casa; e tornou Davi, para abençoar a sua casa. 1 Crônicas 16:1-43

A organização do culto é algo que deve ser pensado com todo cuidado, pois os que o fazem de qualquer jeito, por vontade própria, sem a prescrição das normas divinas, poderão sofrer consequências da parte de DEUS. Foi o que aconteceu com Nadabe e Abiú, que, querendo fazer culto por conta própria, foram fulminados pelo fogo do Senhor (Lv 10.1,2).
 

CONCLUSÃO
O reinado de Davi, e de seu filho, Salomão, ficou conhecido como a era de ouro de Israel. Mas na verdade, o rei Davi sabia que a fonte verdadeira de toda a grandeza do reino vinha de DEUS: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos” (1 Cr 29.14).
Lutemos as lutas do Senhor JESUS, desfazendo as obras do Diabo, sabendo que temos de DEUS uma linda cidade onde estaremos para sempre - A Nova Jerusalém.


 

 


 

 


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