MALTA A ILHA DE REFÚGIO
Texto Bíblico: Atos 28.1–10 -Paulo em Malta
1- Estando
já salvos, soubemos então que a ilha se chamava Malta.
2- Os
indígenas usaram conosco de não pouca humanidade; pois acenderam uma fogueira e
nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio.
3- Ora
havendo Paulo ajuntado e posto sobre o fogo um feixe de gravetos, uma víbora,
fugindo do calor, apegou-se lhe à mão.
4- Quando
os indígenas viram o réptil pendente da mão dele, diziam uns aos outros:
Certamente este homem é homicida, pois, embora salvo do mar, a Justiça não o
deixa viver.
5- Mas ele,
sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum.
6- Eles,
porém, esperavam que Paulo viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas
tendo esperado muito tempo e vendo que nada de anormal lhe sucedia, mudaram de
parecer e diziam que era um deus.
7- Ora, nos
arredores daquele lugar havia umas terras que pertenciam ao homem principal da
ilha, por nome Públio, o qual nos recebeu e hospedou bondosamente por três
dias.
8-
Aconteceu estar de cama, enfermo de febre e disenteria, o pai de Públio; Paulo
foi visitá-lo, e havendo orado, impôs-lhe as mãos, e o curou.
9- Feito
isto, vinham também os demais enfermos da ilha, e eram curados;
10- E estes
nos distinguiram com muitas honras; e, ao embarcarmos, puseram a bordo as
coisas que nos eram necessárias.
A ilha de Malta ocupa um lugar de destaque e fascínio na história cristã antiga por ter sido o cenário do dramático naufrágio e dos extraordinários milagres do apóstolo Paulo, narrados no livro de Atos dos Apóstolos (capítulos 27 e 28). Conhecida na época greco-romana como Melite, a ilha tornou-se um verdadeiro porto seguro — um refúgio providencial em meio a uma das piores tempestades do mar Mediterrâneo.
O
Naufrágio e a Chegada a Malta
Por volta
do ano 60 d.C., Paulo estava sendo levado como prisioneiro de Cesareia para
Roma, a fim de ser julgado perante César. Durante a viagem, um violento
vendaval conhecido como Euroaquilão atingiu o navio, arrastando-a à
deriva por dias. Sem esperança de sobrevivência, a embarcação encalhou e
despedaçou-se na costa maltesa.
Todos os 276
ocupantes — tripulação, soldados e prisioneiros — conseguiram nadar ou
chegar à praia em pedaços do navio, cumprindo a promessa que um anjo havia
feito a Paulo: nenhuma vida seria perdida.
Os Milagres de Paulo em Malta
A
recepção inicial pelos habitantes locais (chamados de "bárbaros"
pelos romanos por não falarem grego ou latim, mas descritos na Bíblia como
possuidores de “incomum humanidade”) foi marcada por atos de
acolhimento. A presença de Paulo na ilha foi rapidamente atestada por eventos
extraordinários:
1. A
Viperina Inofensiva
Enquanto
Paulo ajudava a recolher gravetos para acender uma fogueira e aquecer os
náufragos encharcados e congelados, uma víbora venenosa, atraída pelo
calor, saiu do fogo e prendeu-se à sua mão.
- O Milagre: Os nativos esperavam que Paulo caísse morto imediatamente devido ao inchaço ou ao veneno letal. Contudo, ele simplesmente sacudiu o animal no fogo e não sofreu dano algum. Esse feito fez com que os malteses mudassem de ideia a seu respeito, passando a considerá-lo um Deus.
2. A Cura
do Pai de Públio
Públio, a
principal autoridade da ilha (o "primeiro homem de Malta", cujo
título romano era Procônsul ou Prôtos), hospedou generosamente o
grupo de náufragos por três dias.
- O Milagre: O
pai de Públio estava acamado, gravemente enfermo com febre alta e
disenteria. Paulo entrou no quarto, orou, impôs as mãos sobre ele e o
curou instantaneamente.
3. A Onda de Cura na Ilha
A notícia
do milagre na casa de Públio espalhou-se rapidamente por toda a ilha de Malta.
Como resultado:
- Todos os enfermos da ilha
vieram ao encontro de Paulo e foram sarados.
- Em sinal de gratidão e respeito, os malteses cobriram Paulo e seus companheiros de honras e proveram generosamente tudo o que necessitavam para quando retomaram a viagem rumo a Roma, meses depois.
- Legado de Malta
A
passagem de Paulo transformou profundamente a identidade espiritual de Malta.
Até hoje, os malteses orgulham-se de sua herança cristã apostólica.
- Baía de São Paulo (San
Pawl il-Baħar): O local tradicionalmente aceito como o
ponto do naufrágio é um golfo na costa norte da ilha.
- Ilha de São Paulo: Um
pequeno ilhéu desabitado na baía marca o local onde a tradição diz que o
navio encalhou.
- Fé Enraizada: O
cristianismo em Malta é professado por mais de 90% da população, e o
naufrágio de Paulo é lembrado em feriados nacionais e em inúmeros
monumentos, igrejas e obras de arte espalhadas pelo arquipélago.
1 — MALTA NÃO ESTAVA NO MAPA, MAS ESTAVA NO PLANO DE DEUS
a) Deus
conduz mesmo em meio à desorientação
- O navio se perdeu, mas Deus
manteve o controle.
- Aplicação: Você pode estar perdido nos seus mapas, mas
nunca fora da rota de Deus.
b) O
acaso não existe para quem anda com propósito
- Malta não era o destino
planejado, mas era o cenário do plano divino.
- Exemplo: Jonas fugiu para
Társis e Deus o reposicionou para Nínive.
c) Deus
permite rupturas para realinhar direções
- O naufrágio não destruiu —
apenas redirecionou.
- Aplicação: Às
vezes Deus afunda o navio que não te levaria ao destino d’Ele.
2 — DEUS
USA PESSOAS IMPROVÁVEIS PARA NOS ACOLHER
a) Os
bárbaros foram mais humanos que os religiosos
- Eles acendem fogo, acolhem
com bondade.
- Aplicação: Às
vezes quem menos esperamos, é canal de Deus.
b) Quando
o povo de Deus precisa, Deus envia socorro de onde Ele quer
- O mesmo Deus que abriu o Mar
Vermelho, também acende fogueira em Malta.
- Exemplo: Corvos alimentaram
Elias.
c) Aprenda
a reconhecer a mão de Deus por trás de rostos estranhos
- Aplicação: Nem todo socorro vem com Bíblia na mão. Às
vezes vem com lenha, fogo e cuidado.
3 — O
FOGO DE DEUS EXPÕE O QUE ESTÁ ESCONDIDO
a) A
víbora só apareceu quando o fogo acendeu
- O calor revelou o que estava
oculto.
- Aplicação: O
fogo do Espírito expõe serpentes no ambiente.
b) Nem
todo ataque é sinal de derrota — pode ser revelação
- A serpente morde, mas Paulo
não morre.
- Exemplo: Ataques em tempos
de avanço revelam o que está no ambiente espiritual.
c) Quem
carrega propósito, não morre por picada
- Paulo sacode a víbora e
segue firme.
- Aplicação:
Sacuda o que tentou te parar!
4 — QUEM
SUPORTA O VENENO, GANHA AUTORIDADE
a) A
expectativa era que ele morresse
- Todos observam esperando o
colapso.
- Aplicação:
Tem gente só esperando você cair. Mas Deus vai surpreender.
b) O
milagre muda a percepção pública
- Passa de criminoso para
“deus”.
- Aplicação:
Deus vai inverter julgamentos humanos por meio do Seu poder.
c) Sobreviventes
de crises se tornam referência de fé
- Você não é vítima do
naufrágio — você é sobrevivente com missão.
5 — A
FIDELIDADE LIBERA MILAGRES NA VIDA DE OUTROS
a) Paulo
cura o pai de Públio — o líder da ilha
- Ele ora e impõe as mãos.
- Aplicação: A mão que foi picada, agora é instrumento de
cura.
b) O
milagre se espalha — outros vêm e são curados
- Deus usa Paulo como canal
para uma ilha inteira.
- Exemplo: Onde há um servo
disponível, o céu se manifesta.
c) Quem
não parou no trauma, flui no sobrenatural
- A crise virou plataforma.
- Aplicação:
Sua dor será território de cura para muitos.
6 — QUEM
SERVE COM FIDELIDADE, É HONRADO COM PROVISÃO
a) Eles
os honraram com tudo o que precisavam
- Deus levanta honra para quem
serve com pureza.
- Aplicação: Há recompensa para quem serve mesmo cansado.
b) A provisão foi suficiente para
continuar a jornada
- O que Malta entregou,
sustentou até Roma.
- Exemplo: Deus não para na
ilha — Ele te leva ao destino final.
c) Quem abençoa se torna fonte —
quem recebe se torna flecha
- Paulo abençoa Malta — e
Malta retribui com recursos.
- Aplicação: Honre quem carrega a unção que te abençoa.
7 — MALTA
NÃO É O FIM, É O PORTAL PARA UM NOVO TEMPO
a) A
jornada não acabou — ela foi atualizada
- Malta não é pausa, é
reprogramação.
- Aplicação:
Não pare no lugar onde Deus te curou — prossiga!
b) Roma ainda viria — mas Malta foi o
laboratório
- Paulo chega em Roma mais
forte, mais curado, mais cheio de graça.
- Exemplo: Jesus passou pelo
deserto antes do ministério público.
c) O
que parecia um atraso, era Deus preparando sua voz para novos territórios
- Aplicação: Malta não é o fim. É a lapidação do vaso que
será usado com poder.
CHAMADA PARA AÇÃO
Você pode
ter perdido o navio, mas não perdeu o chamado. Pode ter naufragado,
mas não foi descartado. Malta parece fim, mas é onde Deus
te cura, te revela e te prepara.
Sacuda a
víbora. Acenda o fogo. Cure os que te cercam. Porque Malta é o chão onde Deus
te levanta para a próxima estação.
Atos
28:10 — “Eles nos prestaram muitas honras e, quando
estávamos para embarcar, nos forneceram os suprimentos de que necessitávamos.”
Agora é
com você: Malta é o seu recomeço. Você vai parar ou prosseguir?
Introdução
O apóstolo Paulo, ele estava
nadando em direção à praia e em meio a um furacão. Duzentos e setenta e seis
passageiros, agora naufragados por essa tempestade, nadavam para salvar suas
vidas, enquanto outros se seguravam em destroços de madeira, deixando que as
ondas os conduzissem até a praia. E, a propósito, essa praia não era uma praia
conhecida; na verdade, eles saberão somente depois que chegaram à ilha de
Malta.
Acho interessante que a palavra “Malta” significa, “lugar de refúgio; abrigo seguro.” Paulo e os demais passageiros sobreviveram ao
naufrágio. E, agora, apesar de deitados na areia da praia extremamente exaustos
e completamente encharcados e o com muito frio por causa do vento gelado que
soprava, a palavra do Senhor por intermédio de Paulo havia se cumprido. Ninguém
havia morrido ou se afogado no naufrágio. Todos haviam chegado são e salvos à
“ilha do refúgio.”
Talvez você ache
interessante saber que, em 1964, essa pequena ilha, que tem aproximadamente
trinta quilômetros de extensão, ganhou sua independência da Grã-Bretanha.
Muitos anos antes, contudo, vários cidadãos de Malta ganhariam independência do
império das trevas pelo poder do evangelho de Jesus Cristo.
Essa ilha reserva aventuras
fascinantes para Paulo e nos revelará algumas surpresas também.
Uma Revelação de Hospitalidade
Convido você a nos reunir com
esses náufragos em Atos 28. Veja os versos 1 e 2.
Uma vez em terra, verificamos que
a ilha se chamava Malta. Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade,
porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que
caía e por causa do frio.
Creio que uma das maiores
surpresas de Paulo e dos demais foi a hospitalidade dos nativos. Cansados e
encharcados depois do longo nado, Paulo e os demais sobreviventes poderiam ter
facilmente morrido por causa do frio. Os ventos gelados e a chuva de novembro
eram seus inimigos. Tudo indica que Lucas foi tocado de forma especial pela
bondade dessas pessoas da ilha, o que o levou a escrever em seu diário, como
vemos no verso 2: Os bárbaros nos trataram com singular humanidade.
Essa é outra forma de dizer: “Não pude acreditar na maneira como essas pessoas
trataram estranhos.”
Não se esqueça que, dentre os
náufragos, havia criminosos, prisioneiros do governo vigiados por soldados. Os
nativos da ilha ajudaram esses prisioneiros; eles demonstraram total
hospitalidade para com estranhos.
Uma ilustração da igreja
Foi impossível para mim não
pensar nessa cena como uma ilustração da igreja. Romanos 12, verso 13b,
diz: praticai a hospitalidade.
Você somente prática algo no qual
pode melhorar. Então ele nos diz para praticar a hospitalidade porque ninguém é
naturalmente bom nisso. Uns são melhores que outros, mas todos precisam
praticar.
A palavra poderia ser traduzida
como, “caçar, buscar uma oportunidade; demonstrar cuidado por outros.”
É impossível não nos impressionar
com a última parte do verso 2:
...acendendo uma fogueira,
acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio.
Eles fizeram isso igualmente para
prisioneiros, comandantes, soldados e marinheiros. Que hospitalidade incrível!
Uma Revelação de Caráter
Note no verso 3 uma revelação do
caráter de Paulo.
Tendo Paulo ajuntado e atirado à
fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se lhe à
mão.
Agora, a revelação do caráter de
Paulo não se encontra no fato de ele ter sido mordido por uma cobra e não ter
gritado ou desmaiado. Não, a revelação de seu caráter se encontra nas primeiras
palavras do verso 3, onde lemos: Tendo Paulo ajuntado e atirado à
fogueira um feixe de gravetos.
O que Paulo está fazendo juntando
gravetos enquanto todos estão se aquentando à beira da fogueira?
Paulo se sente responsável pela
segurança deles. Se forma bem prática, ele havia se tornado o líder deles. Ele
deveria ser o primeiro da fila para assar um milho ou uma linguiça naquela
fogueira e não estar juntando gravetos.
A verdade é que Paulo tinha
caráter. Alguém escreveu certa vez: “Somente os
pequenos homens recusam as pequenas tarefas.”
Paulo revela sua humildade com
esse ato de serviço.
Nunca me esqueço da história de
um homem que desejava desenvolver mais humildade diante das pessoas. Então, ele
pegou duas placas, escreveu versos bíblicos nelas, pendurou uma na sua frente e
outra nas suas costas e saiu na avenida de principal da cidade. Ele disse que,
enquanto andava na rua, suportando os olhares e risadas das pessoas, ele se viu
dizendo ao Senhor: “Tu sabes, Senhor, que não
existem mais pessoas dispostas a fazer isso para Ti.”
Esse é o problema com a
humildade. Quando você pensa que é humilde, você prova que não é.
Por isso é que é impossível
chegarmos à humildade; nós apenas agimos com humildade. 1 Pedro 5, verso 5,
diz: no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade.
A palavra “cingi-vos” se refere
ao ato de você amarrar um avental de escravo ao redor da sua própria cintura ao
se preparar para servir alguém.
Aqui está o grande apóstolo com o
avental amarrado à sua cintura. E, no caso de você não ter notado, foi quando
ele estava servindo que foi mordido por uma serpente venenosa.
Interrompido pelo sofrimento
Quando os bárbaros viram a víbora
pendente da mão dele, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é
assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver. Porém ele,
sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum;
Agora, entre os versos 5 e 6,
creio que o Dr. Lucas correu até Paulo e disse: “Paulo,
está tudo bem? Espere aí, deixe-me dar uma olhada na sua mão... Hum, que
estranho... sua mão não está inchada, Paulo. Está doendo? Não?! Isso é
incrível!”
Essa é uma demonstração da
revelação de poder predita por Cristo aos apóstolos anos antes. Eles poderiam
ser mordidos por serpentes, de acordo com Marcos 16, verso 18, e não sofreriam
nada.
Você pode dizer: “Quero fazer isso hoje também!”
Bom, vai em frente e pegue uma Cascavel
pelo rabo, mas sua história será bem diferente. Você se esqueceu – você não é
um apóstolo.
Existem pessoas em movimentos que
mexem com serpentes e acabam morrendo. Quase todos os anos leio casos de morte.
Essa revelação de poder validava
o apóstolo de Deus que, sem a confirmação das Escrituras como teste final,
poderia, assim, provar que ele vinha, de fato, da parte de Deus.
Mas, nessa ilha, as pessoas ainda
estavam confusas – elas pensaram que ele era Deus. Note o verso 6.
mas eles esperavam que ele viesse
a inchar ou a cair morto de repente. Mas, depois de muito esperar, vendo que
nenhum mal lhe sucedia, mudando de parecer, diziam ser ele um Deus.
Eles não sabem se Paulo é um
assassino ou um Deus.
Você percebeu que, nessa
história, Paulo foi chamado para sofrer um pouco mais ainda? Ah, a mão dele não
inchou e nem ele morreu, mas imagine o choque e a dor de ter suas mãos
perfuradas pelos dentes de uma serpente venenosa.
Por que Paulo teve que sofrer
nesse ponto? Será que Deus já não tinha permitido sofrimento suficiente na vida
do apóstolo?
Um comentarista bíblico refresca
a nossa memória a respeito dos diferentes tipos de sofrimento com os quais os
crentes se surpreendem e têm que suportar. Acompanhe comigo.
- Existe o sofrimento comum.
Esse é, simplesmente, o resultado
do nosso pecado. Doenças, dores e funerais são lembretes constantes e comuns de
que fazemos parte de uma raça caída. E aguardamos um novo céu e uma nova terra
onde não mais haverá sofrimento comum.
- Existe também o sofrimento corretivo.
Essa é a disciplina do crente,
conforme ensinado em Hebreus, capítulo 12.
- Daí, existe o sofrimento construtivo.
Esse é o sofrimento que produz
crescimento e maturidade espiritual no crente, conforme Tiago capítulo 1 nos
mostra. Até mesmo o Senhor Jesus, quando homem, de acordo com Hebreus 5, verso
8b: aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu
- Finalmente, existe o sofrimento para a glória
de Cristo.
Esse é o sofrimento que permite
com que a glória de Deus seja revelada. E foi esse tipo de sofrimento que Paulo
teve aqui em Atos 28.
Uma Revelação de Poder
Agora, prepare-se para mais uma
revelação de poder apostólico que glorificou a Cristo. Veja os versos 7 a 10.
Perto daquele lugar, havia um
sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos
recebeu e hospedou benignamente por três dias. Aconteceu achar-se enfermo de
disenteria, ardendo em febre, o pai de Públio. Paulo foi visitá-lo, e, orando,
impôs-lhe as mãos, e o curou.
(A propósito, esse poder de curar
também era uma validação do apóstolo, como vemos em Hebreus 2, verso 4, e
Marcos 16, verso 18.)
À vista deste acontecimento, os
demais enfermos da ilha vieram e foram curados,
(Em outras palavras, quando Paulo
deixou a ilha de Malta, o hospital ficou vazio; a doença havia sido
erradicada.)
os quais nos distinguiram com
muitas honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o
que era necessário.
Então, Paulo executou seus dons
apostólicos:
- Mordida de serpente não lhe causou danos;
- Pessoas doentes foram curadas.
Aplicação
Vamos fazer algumas aplicações
desse texto especialmente para aqueles que se encontram naufragados em ilhas
desconhecidas e eventos imprevistos ou não planejados que afetam suas vidas.
- Às vezes, Deus envia encorajamento no
ambiente que menos esperamos.
Paulo esperou ser encorajado na
sua chegada a Roma e não num naufrágio na ilha de Malta.
Se estivéssemos no lugar de
Paulo, estaríamos nos aquentando ao lado do fogo, dizendo: “Certo, Senhor, me diga quais os teus planos – não estou
entendendo.”
Não houve nenhuma resposta do
céu, mas não demorou muito para Paulo se aquecer nessa hospitalidade fenícia e
descobrir que o povo estava pronto para ouvir o evangelho de Cristo.
Se olharmos para o
ministério passado de Paulo, veremos que, cada cidade em que Paulo entrou, ele
foi expulso, apedrejado, espancado, maltratado..., mas, não em Malta. E os momentos
finais de Paulo com esses fenícios são facilmente ignorados por nós. Vamos
voltar, então, a esse momento raro na vida de Paulo. Veja o verso 10.
os quais nos distinguiram com
muitas honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o
que era necessário.
Esse foi um encorajamento enviado
por Deus num local mais inusitado e de uma fonte menos esperada.
- Às vezes, Deus exige disposição e confiança
nos momentos em que estamos mais despreparados.
Confiança foi posta em Deus
durante a tempestade e depois da mordida da serpente. Agora, creio que a
maioria de nós não passaria por aquela cena da mesma forma como Paulo passou;
mas, a pergunta permanece: o que em sua vida desafia sua fé no cuidado e providência
de Deus? Quando é que você se sente mais despreparado para as manobras e
mudanças da vida?
Suponha que Paulo tivesse
colocado na porta de seu quarto a mensagem: “Não incomode!” ou “Deixe-me em paz
– não quero estar aqui nesta ilha – eu quero ir para Roma.” Ele teria perdido a
oportunidade; ele não teria servido as outras pessoas e, no final, não teria
sido ricamente servido.
E isso nos conduz à aplicação
final.
- Às vezes, Deus produz fruto nos campos mais
inusitados.
Paulo ministrou às pessoas nos
momentos em que poderia ter ido à praia para esperar o próximo navio chegar ou
a próxima ordem do comandante. Além disso, Deus já tinha deixado bastante claro
que Paulo chegaria a Roma – o verdadeiro ministério ocorreria diante do
imperador.
Quantos homens, em seu caminho ao
imperador, se importariam a falar aos bárbaros?
Sinceramente, Malta não fazia
parte do mapa ministerial de Paulo. Não sabemos quanto tempo as pessoas dessa
ilha passariam sem ouvir o evangelho, caso Paulo tivesse permanecido em
silêncio.
E Paulo poderia facilmente
justificar seu silêncio: “Ah, com certeza, esses
primitivos não estariam interessados no evangelho mesmo. Eles são pagãos com
suas superstições fenícias. Jamais ouviriam a conversa sobre um Deus verdadeiro
e sobre o nosso Salvador Jesus Cristo.”
Para você, talvez esses nativos
representem um familiar seu, ou um colega de trabalho, ou uma criança, ou ainda
um vizinho – jamais eles se interessariam pelo assunto. Mas Paulo se dispôs a
se envolver com pessoas num local que nunca tinha considerado antes.
De acordo com a história da
igreja, uma igreja local na ilha de Malta é datada daquele período em que Paulo
esteve na ilha. Até o presente, na verdade, o local onde Paulo e seus
companheiros nadaram até a praia é chamado de Bahia de São Paulo. E, a propósito,
os historiadores registram que o primeiro pastor da igreja em Malta foi um
homem chamado Públio.
Então, essa ilha estranha cheia
de naufragados se tornou, de fato, uma ilha de refúgio, de ministério, de
encorajamento e de fruto espiritual.


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