EU SEI O DEUS EM QUEM TENHO CRIDO
TEXTO BÍBLICO: 2Tm 1:3-8; 2:1-4
Esta é uma das passagens mais profundas e consoladoras de toda a Bíblia. Escrita por Paulo enquanto ele estava preso em Roma, aguardando o seu martírio, ela não é o grito de alguém desesperado, mas a declaração de alguém que possui uma convicção inabalável.
Aqui está uma reflexão sobre o
significado desta passagem e como ela se conecta com o contexto de 2 Timóteo:
1. O Contexto: Uma fé testada
pelo sofrimento
Quando Paulo
escreve a 2 Timóteo, ele está no "corredor da morte". A maioria
dos seus amigos o abandonou e ele enfrenta a solidão da prisão. No entanto, o
tom da carta não é de derrota, mas de encorajamento para o jovem Timóteo.
Paulo usa a sua própria vida como
exemplo: a fé não é anulada pelo sofrimento; ela é provada por ele.
2. "Eu
sei em quem tenho crido"
A grande força de Paulo não
estava na teologia acadêmica, nem na sua capacidade intelectual, mas em um relacionamento
pessoal.
- Não é o que, mas quem:
Paulo não diz "eu sei no que tenho crido" (um conjunto de
doutrinas), mas "eu sei em quem tenho crido". A fé cristã
não é uma filosofia abstrata, é uma confiança depositada em uma Pessoa:
Jesus Cristo.
- Conhecimento experimental: O
verbo "saber" aqui no original grego sugere um conhecimento que
vem da experiência, da intimidade. Paulo conheceu a Cristo na estrada de
Damasco e caminhou com Ele por anos. Ele não estava "apostando";
ele tinha certeza baseada na história de sua vida com Deus.
3. "Poderoso para guardar o
meu depósito"
A palavra "depósito" (paratheke)
no grego refere-se a algo valioso entregue a alguém de confiança para ser
guardado.
- O que é o depósito?
Pode ser interpretado de duas formas que se complementam:
- A vida e a alma de Paulo: Ele está entregando o seu destino eterno, a
sua própria vida que estava prestes a ser tirada, nas mãos de Deus.
- O Evangelho: A
mensagem que Deus confiou a Paulo para pregar.
- A garantia: Paulo estava certo
de que, mesmo que ele morresse, o Evangelho não morreria e a sua própria
salvação estava segura. A segurança não dependia da força de Paulo, mas da
fidelidade e do poder de Deus.
4. Aplicação Prática (2Tm 1:3-8;
2:1-4)
O texto não é apenas uma reflexão
teológica, é uma convocação à ação:
- Não se envergonhe (1:8):
Porque Paulo sabia em quem cria, ele não sentia vergonha das correntes. A
convicção nos dá coragem para enfrentar o escárnio do mundo.
- Suporte os sofrimentos
(2:3): Como
um "bom soldado de Cristo Jesus", o cristão deve estar preparado
para o desconforto. A certeza de que Deus guarda o nosso
"depósito" nos liberta do medo de perder o que é terreno.
- O foco no essencial (2:4): O
soldado que quer agradar ao seu comandante não se embaraça com negócios
desta vida. Quando você sabe em quem crê, você prioriza o que é eterno.
Refelxão:
A declaração de Paulo em 2
Timóteo 1:12 é o antídoto contra a ansiedade. Vivemos em um mundo incerto, onde
muitas vezes nos sentimos desamparados. A mensagem de Paulo nos convida a
transferir o peso da nossa segurança para as mãos de Deus.
Como Paulo, podemos declarar que,
não importa o que aconteça conosco ou com as nossas circunstâncias externas, o
nosso "depósito" (nossa vida e nossa eternidade) está guardado pelo
Deus que é Todo-Poderoso.
INTRODUÇÃO
Neste Estudo falaremos a respeito
da Segunda Epístola de Timóteo. Esta é a última carta de Paulo, escrita na
penumbra do martírio. Era um tempo de graves ameaças à fé cristã. De um lado, o
fogo da perseguição soprava com indomável violência. Por outro lado, o assédio
dos falsos mestres era assaz audacioso. Muitos crentes estavam abandonando as
fileiras do evangelho. Outros esquivavam-se de qualquer ligação com o apóstolo
Paulo, o qual estava preso como um malfeitor, sob pesadas acusações, numa
insalubre masmorra romana, na antessala do martírio. Apesar de estar velho e
cheio de cicatrizes, tendo de suportar o rigor do inverno e o abandono de
muitos amigos, Paulo não está, prioritariamente, preocupado consigo mesmo, mas
em manter acesa a chama da fé e incontaminado o evangelho de Cristo para as
gerações pósteras. O evangelho é maior que os obreiros. Estes passam; o
evangelho permanece.
Diante de um mundo que marcha
resoluto rumo à mais desavergonhada corrupção, Timóteo deve permanecer fiel às
Escrituras, pois são inspiradas por Deus e úteis para levar o povo de Deus à
maturidade. A igreja se alimenta da Palavra e cumpre sua missão por intermédio
dela. Longe de ser levado pelas ondas revoltas da impiedade ou abraçar as
sedutoras novidades, Timóteo deve manter-se firme nas mesmas verdades que
aprendera desde sua infância. O evangelho é insubstituível. É sempre atual.
Sempre vivo. Sempre poderoso. Sempre eficaz. Podemos, então, dizer como disse o
apóstolo Paulo: “Eu sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12)?
I. ORAÇÕES E AÇÃO DE GRAÇAS (2Tm
1:3-5)
1. “Ao amado filho”
(2Tm1:2). Aqui, Paulo reafirma seu profundo amor por
Timóteo. Apesar de Paulo se referir a Timóteo como “amado filho”, não se pode
provar que Timóteo tenha se convertido por meio do ministério de Paulo. O
primeiro encontro deles registrado está em Atos 16:1, em que Timóteo já é
descrito como discípulo antes de Paulo chegar à Listra. De qualquer forma, o
apóstolo o via como um “amado filho” na fé cristã.
“Paulo sabia que logo morreria, talvez por isso, tenha demonstrado, de uma
forma tão intensa e emotiva, sua afeição e amor por Timóteo. Isso nos mostra
que o líder precisa ter afeição, amor e saber demonstrá-los por aqueles que
estão ao seu lado, cooperando na obra do Senhor”.
Em 2Tm 1:3, Paulo
fala das incessantes intercessões por Timóteo em suas orações de noite e de dia
– “...porque, sem cessar, me lembro de ti nas
minhas orações, noite e dia”. Sempre que se dirigia ao Senhor em
oração, o grande apóstolo se lembrava de seu querido e jovem colega de trabalho
e colocava o nome dele diante do trono de graça. Paulo sabia que seu tempo de
serviço se esgotava rapidamente e que Timóteo seria deixado só, humanamente
falando, para executar seu testemunho de Cristo. Ele sabia das dificuldades que
esse jovem guerreiro da fé enfrentaria e, então, orava continuamente por ele. “Precisamos de pastores que conheçam a intimidade
de Deus pela oração e sejam exemplo de piedade para o rebanho”.
2. A sensibilidade de
Paulo (2Tm 1:4). “Lembrado das
tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria”.
Estas palavras mostram que Paulo
sentia uma nostálgica saudade de ver Timóteo. Isto é, sem dúvida, um sinal
especial de amor e de estima e que traduz expressamente a graça, a ternura e a
humildade de Paulo.
Paulo se lembrava das lágrimas de
Timóteo quando da despedida deles. Suas lágrimas deixaram uma profunda
impressão em seu velho colega de serviço. Alguns estudiosos sugerem que isso
ocorreu quando Paulo fora apartado dele pela polícia ou pelos soldados romanos,
provavelmente quando Paulo foi preso e levado a Roma para o seu segundo
aprisionamento. Paulo não poderia se esquecer e desejava estar com Timóteo de
novo para que ele pudesse transbordar de alegria. Ele desejava muito ver
Timóteo outra vez, de modo que mais de duas vezes nesta carta ele pediu que
Timóteo fizesse o possível para vir vê-lo logo (cf 2Tm 4:9,21). Hoje,
infelizmente, os relacionamentos estão cada vez mais escassos e tímidos. Alguém disse: “corações sem lágrimas jamais podem ser
mensageiros do amor. Quando nossa compaixão perde o calor, deixamos de ser
servos do amor”.
3. A fé de Timóteo (2Tm
1:5). “Pela recordação que
guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente,
habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em
ti”.
Timóteo era um jovem obreiro de
caráter exemplar. Sua fé era sincera, verdadeira e não usava máscaras. Era uma
“fé sem fingimento”. Observe que é dito que a fé habitou em Lóide e Eunice. A
fé não estava nelas como visitante ocasional, mas como moradora permanente.
Paulo estava certo de que assim também era com Timóteo. Era a fé não fingida
que Timóteo sustentaria, apesar de todas as lutas que teria de enfrentar por
causa dela. A educação familiar de Timóteo serve de modelo para as famílias
cristãs atuais.
II. A CONVICÇÃO EM DEUS (2Tm
1:6-14).
1. “Despertes o dom de
Deus” (2Tm 1:6). “Por este
motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição
das minhas mãos”.
Timóteo é incentivado a reativar
o dom de Deus que há nele. Não nos é relatado que dom de Deus é esse. Alguns
entendem ser uma habilidade especial conferida pelo Senhor para alguma forma de
serviço cristão, como, por exemplo, o dom de evangelizar, pastorear ou de
ensinar. Parece claro que Timóteo foi chamado para o serviço cristão e a ele
foi concedida habilidade especial (vide 1Tm 4:14).
Em vez de pedir a Timóteo que
reacendesse um fogo apagado, Paulo o estava estimulando a atiçar um fogo que já
estava aceso, para mantê-lo ardendo em labaredas viva. Timóteo não precisava de
novas revelações ou novos dons; ele precisava apenas “atiçar” o dom que já
tinha recebido, como também ter coragem e autodisciplina para se apegar à
verdade nos dias vindouros (vide 2Tm 1:13,14). Ele não deveria desanimar com o
fracasso geral ao seu redor (cf 2Tm 1:7). Nem se tornar profissional no serviço
ao Senhor e cair em uma confortável rotina. Ao contrário, ele deveria se
preocupar em usar cada vez mais seu dom à medida que os dias se tornassem cada
vez mais sombrios (2Tm 1:8). Quando Timóteo usasse este dom, o Espírito Santo
estaria com ele e lhe daria poder. Deus nunca nos dá uma tarefa sem nos
capacitar para realizá-la.
Esse “dom” foi concedido a
Timóteo “pela imposição das mãos” do apóstolo Paulo. Isso não deve ser
confundido com o ritual de ordenação praticado hoje nas convenções de obreiros.
O significado é exatamente o que as palavras expressam, isto é, que o “dom” foi
concedido a Timóteo quando Paulo impôs as mãos sobre ele. O apóstolo foi o
canal pelo qual o dom foi outorgado.
2. “Espírito de fortaleza,
e de amor, de moderação” (2Tm 1:7). “Porque
Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de
moderação”.
Parece que Timóteo estava
enfrentando uma grande oposição à sua mensagem e à sua liderança (veja 1Tm
4:12). Talvez Timóteo se sentisse intimidado, irado e até mesmo desamparado,
face à oposição dos falsos ensinadores. Qualquer que fosse o grau das suas dificuldades,
Paulo incentivou a ousadia de Timóteo, lembrando-o do seu chamado e do seu dom
(2Tm 1:6). O medo paralisa e acaba por neutralizar as nossas ações em favor da
obra de Deus. O Espírito Santo nos ajuda a superar o medo e nos encoraja a
prosseguir. Por isso, o líder precisa ser alguém cheio do Espírito Santo (Ef
5:18).
Paulo, a despeito de estar na
antessala do martírio, lembra a Timóteo que:
- “Deus não nos
deu espírito de temor, mas de fortaleza...”. Uma força
ilimitada está à nossa disposição. Por meio da capacidade do Espírito Santo, o
cristão pode servir bravamente, resistir pacientemente, sofrer vitoriosamente
e, se necessário, morrer gloriosamente.
- “Que Deus não nos
deu espírito de temor, mas de...amor...”. É o nosso amor por Deus que expulsa o medo e faz
com que nos entreguemos voluntariamente a Cristo a qualquer preço. É o amor
pelos nossos semelhantes que nos estimula a suportar todos os tipos de
perseguições e retribuí-los com brandura.
- “Que Deus não nos
tem dado espírito de temor, mas de…moderação” ou
disciplina. Deus nos deu um espírito de autocontrole e de autodomínio. Devemos
ser discretos e não agir sem refletir, de maneira precipitada ou tola.
Independente das circunstâncias adversas, devemos cultivar um juízo equilibrado
e comportarmos sobriamente.
Nós podemos ficar impressionados
com um líder que exibe ousadia e poder, mas sem amor ou domínio próprio, esse
líder não passa de um “valentão”.
3. Apóstolo dos gentios
(2Tm 1:11). “Para o que
fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios”.
Para proclamar o evangelho
glorioso, referido em 2Tm 2:8-10, Paulo sofreu prisão e solidão, mas não
hesitou em declarar a verdade de Deus. Nenhum temor por sua segurança pessoal
fechou-lhe a boca. Agora, mesmo aprisionado em uma cela insalubre, ele não se
envergonhava, porque sabia em quem tinha crido e estava certo de que Cristo é
poderoso para guardar o seu tesouro até àquele Dia (2Tm 1:12). E ele pede a
Timóteo que “não se envergonhes do testemunho de
nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições
do evangelho [...] para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor
dos gentios” (2Tm 1:8-11).
Paulo diz que foi designado
pregador, apóstolo e doutor (ou mestre) do evangelho. Pregador é
o mensageiro que tem por função proclamar publicamente uma mensagem. Apóstolo é
aquele que foi divinamente enviado, preparado e autorizado. Doutor
(ou mestre) é quem tem como função doutrinar os outros, explicar a
verdade de forma compreensível para que possam responder pela fé e obediência. A expressão “doutor dos gentios” enfatiza o seu
ministério especial para as nações não-judaicas.
Concordo com o argumento de John
Stott “de que hoje não temos mais apóstolos. A
igreja apostólica é aquela que segue o ensinamento dos apóstolos. Hoje, temos
pregadores e mestres, aqueles que proclamam e aqueles que ensinam o evangelho
anunciado pelos apóstolos” (Stott, John. Tu, porém: a mensagem
de 2Timóteo, p. 33).
III. UM CONVITE AO SOFRIMENTO POR
CRISTO (2Tm 2:1-13)
1. O fortalecimento na
graça (2Tm 2:1). “Tu, pois, meu filho,
fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus”.
À época de Timóteo viver como
cristão era um grande desafio. Havia uma crudelíssima perseguição política, uma
invasora perturbação dos falsos mestres e uma debandada geral dos crentes. Num
cenário tão cinzento, Timóteo, que era jovem, tímido e doente, não poderia
permanecer firme sem uma capacitação da graça. A graça não está em Paulo nem na
igreja, está em Cristo Jesus. Não há vida cristã vitoriosa sem poder
sobrenatural. Esse poder não vem da terra, mas do céu; não vem dos talentos
humanos, mas da graça de Cristo Jesus. Jesus já havia deixado isso claro: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). Paulo também já havia escrito: “A nossa capacidade vem de Deus” (2Co 3:5).
Portanto, a capacitação do obreiro, não vem do conhecimento intelectual nem da influência,
vem da graça que está em Cristo Jesus. Os recursos para a realização do
ministério não estão em nós mesmos, estão em Cristo. Dele emana todo o poder.
Ele é a fonte de toda a capacitação.
2. Soldado de Cristo (2Tm
2:3). “Sofre, pois, comigo, as
aflições, como bom soldado de Jesus Cristo”.
O apóstolo Paulo neste texto
mostra o soldado como uma figura do cristão. Ele já havia ensinado que a vida
cristã é uma luta sem trégua contra os principados e potestades e que, por essa
razão, todo cristão deve estar revestido com a armadura de Deus, equipado com
as armas espirituais.
“Sofre, pois,
comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo”. O serviço do Senhor é bastante duro; não é um
papel indicado para qualquer pessoa. Pelos relatos exarados nas Escrituras
Sagradas, parece que as pessoas que são mais usadas por Deus como instrumentos
na obra dEle passam por grandes aflições. Não é de admirar então que Paulo
exortasse Timóteo para que se fortalecesse a fim de passar por
tribulações: " Sofre, pois,
comigo, as aflições...”.
Segundo o Rev. Hernandes Dias
Lopes, a vida cristã não é um parque de
diversões, mas um campo de batalha. O obreiro não é um turista, mas um soldado.
Não vive buscando deleites e prazeres, mas está pronto a sofrer. Muitas vezes,
o papel do soldado é colocar seu corpo como parede viva entre o inimigo e
aqueles a quem ele ama. É sacrificar-se por aqueles a quem defende. Não há
ministério indolor. Não há vida cristã sem sofrimento. Não há cristianismo
genuíno sem dor. Sua fidelidade a Cristo certamente lhe acarretará oposição e
escárnio.
A palavra de Deus desmente as
doutrinas de ''parar de sofrer'', que são promulgadas por determinadas igrejas
de nossa época. A realidade das duras provações na vida cristã tem assustado
vários discípulos que ficam abalados ao ponto de deixar de trabalhar para o
Senhor.
3. O lavrador (2Tm 2:6). “O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar
dos frutos”.
Somente o lavrador que trabalha
irá gozar dos frutos do seu trabalho: uma boa colheita. O lavrador sabe que as
sementes não se plantam sozinhas; a colheita não irá andando até o celeiro. O
lavrador precisa ir ao campo para plantar as sementes, regá-las, protegê-las,
arrancar as ervas daninhas, e, finalmente, fazer a colheita. O lavrador não
apenas tem o direito aos frutos, mas lhe cabe o privilégio das primícias. Ele
não apenas semeia com lágrimas, mas colhe com júbilo.
A que colheita Paulo se
refere? Primeiro, pode ser à colheita da santidade. Se
semearmos no Espírito, colhemos o fruto do Espírito e avida eterna (Gl 5:22;
6:8). Segundo, à colheita de conversões. Cabe
ao agricultor semear e regar e compete ao Senhor dar o crescimento (1Co 3:6,7).
Quando o semeador semeia com lágrimas, volta com júbilo, trazendo os seus
feixes (Sl 126:5,6).
Nenhum lavrador preguiçoso
consegue resultados abundantes na lavoura. Dizem as Escrituras: “O
preguiçoso não lavra por causa do inverno, pelo que, na sega, procura e nada
encontra” (Pv 20:4). Ainda diz a Palavra de Deus “Passei
pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; eis
que tudo estava cheio de espinhos, a sua superfície, coberta de urtigas, e o
seu muro de pedra, em ruinas” (Pv 24:30,31).
Há muitos obreiros que fazem a
obra do Senhor relaxadamente. Aquele que exerce o ministério deve fazê-lo com
excelência, e isto precisa ser demonstrado tanto no caráter pessoal quanto no
exercício de sua função.
CONCLUSÃO
Não importa a dureza dos momentos
aqui, são leves e momentâneos em comparação com a "glória eterna que pesa mais do que todos eles" (2Co 4:17). Que aprendamos com o
apóstolo Paulo a suportar sofrimentos sem queixa, e que possamos expressar como
ele: “por cuja causa padeço também isto, mas não
me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo
de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia” (2Tm
1:12).



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