A SABEDORIA DIVINA DE SALOMÃO
Salomão:
O Rei Sábio e o Templo de Jerusalém
Salomão,
filho do rei Davi e de Bate-Seba, é uma das figuras mais intrigantes e
complexas da Bíblia. Conhecido por sua sabedoria, riqueza e pelas grandiosas
construções, seu reinado marcou um período de grande prosperidade e esplendor
para o reino de Israel.
A
Sabedoria de Salomão
Uma
das características mais marcantes de Salomão foi a sua sabedoria. Em uma
famosa história, ele pediu a Deus não riquezas nem poder, mas sim sabedoria
para governar o povo de maneira justa e sábia. Deus atendeu ao seu pedido, e
Salomão se tornou conhecido por sua capacidade de julgar com sabedoria e
resolver disputas complexas.
Seus
juízos, registrados nos livros de Reis, são exemplos de sua perspicácia e de
sua capacidade de enxergar além das aparências. A história das duas mães que
disputavam um bebê é um dos exemplos mais conhecidos de sua sabedoria.
O
Templo de Jerusalém
O
ponto alto do reinado de Salomão foi a construção do Templo de Jerusalém, um
lugar sagrado para o culto a Deus. Este templo era considerado a casa de Deus
na Terra e um símbolo da união entre Deus e o povo de Israel. A construção do
templo foi um empreendimento grandioso, que envolveu a utilização de materiais
nobres e a mão de obra de artesãos habilidosos.
A
Prosperidade e a Decadência
Durante
o reinado de Salomão, o reino de Israel viveu um período de grande
prosperidade. O comércio floresceu, a riqueza aumentou e a influência de Israel
se estendeu por toda a região. No entanto, essa prosperidade também trouxe
consigo um lado negativo. Salomão acumulou grande riqueza pessoal e permitiu
que a adoração a outros deuses se espalhasse por seu reino.
O
Legado de Salomão
O
legado de Salomão é complexo e ambíguo. Por um lado, ele é lembrado como um rei
sábio e justo, que construiu o Templo de Jerusalém e uniu o povo de Israel. Por
outro lado, é visto como um rei que se desviou dos mandamentos de Deus e
permitiu que a adoração a outros deuses se espalhasse por seu reino.
A
história de Salomão nos ensina sobre a importância da sabedoria, da justiça e
da fidelidade a Deus. Também nos mostra que a prosperidade pode levar à
corrupção e que o poder pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal.
Texto BÍBLICO: 1Rs 4:29-34
"Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem o
conhecimento e o entendimento" Pv.2:6
INTRODUÇÃO
Nos últimos dias do reinado de
Davi e a tumultuada escolha de seu sucessor. Como nessa vida tudo é passageiro,
chegou o momento de o rei apresentar o seu sucessor; o “homem
segundo o coração de Deus” devia passar o bastão da liderança do reino
de Israel. Precisou da direção divina para tomar esta decisão. Foi um momento
difícil, pois envolveu muitos interesses. O poder sempre fascinou o homem e não
seria agora que este estigma da personalidade humana deixaria de manifestar-se
naqueles que são obcecados pelo poder e o querem a qualquer custo. Salomão foi
o sucessor de Davi no trono, à revelia de muitos, como, por exemplo, Adonias (o
filho de Davi), Joabe (comandante do exército), Abiatar (um dos principais
conselheiros de Davi) e vários outros. Era um tempo de forte crise na família
de Davi, mas Deus abençoou o novo rei, concedendo-lhe sabedoria para reinar com
justiça e equidade. Seu reino foi um dos mais prósperos e abençoados de Israel.
I. CRISE FAMILIAR NO REINO
DAVÍDICO
1. A velhice do rei
(1Rs.1:1-4). O rei Davi havia envelhecido, estava no fim da sua
vida, e Israel ainda não sabia quem lhe sucederia no trono; essa demora gerou
uma crise entre os filhos de Davi e no reino. Adonias,
seu filho indisciplinado, considerava a si mesmo como o herdeiro
legítimo do trono. Cheio de orgulho, dizia ao povo: “depois de meu pai, eu serei o rei”. Diante da fragilidade
de Davi, Adonias intitulou-se rei (1Rs.1:5) antes mesmo do seu pai
falecer, e à revelia de muitos.
Devido ao tumulto que Adonias
causara, Davi designou seu filho Salomão como seu sucessor no trono. Não sei se
essa era a vontade de Davi, mas teve que cumprir a vontade do Senhor. O reino
de Israel pertencia ao Senhor, não a Davi ou a qualquer outro. Por essa razão,
o rei de Israel era um representante de Deus, que tinha como tarefa realizar a
sua vontade para com a nação. Deste modo, Deus pôde escolher a pessoa que Ele
mesmo quis estabelecer como rei, sem seguir as linhas habituais de sucessão.
Davi não era herdeiro de Saul, e Salomão não era o filho mais velho de Davi.
Mas isso não importou para serem escolhidos por Deus. Portanto, Salomão não
chegou ao trono por uma simples indicação de Davi, mas por uma escolha divina,
e mesmo, antes de apresentá-lo ao povo, Davi já sabia dessa revelação divina.
2. Adonias e os valentes de
Davi. A indicação de Salomão à sucessão do trono de Israel não se
deu de forma amistosa e pacífica. Muitos interesses foram manifestados de forma
vergonhosa e desrespeitosa. Os filhos mais velhos de Davi - Amnom e Absalão -
haviam morrido, e Quileabe, provavelmente, também não era mais vivo. Adonias,
vendo que seu pai demorava em indicar o seu sucessor, quis usurpar o trono,
sabendo ele que era o imediato na linha sucessória. O problema é que Deus já
havia escolhido Salomão, e já tinha orientado Davi a respeito da sucessão
(1Cr.22:9,10). Contudo, Adonias seguiu o caminho do seu irmão, Absalão, e
engendrou um golpe, através do qual passaria à frente de Salomão e reclamaria o
trono para si. Aproveitando-se da enfermidade do pai, Adonias apoderou-se do
trono pela violência, induzindo Joabe (comandante do exército) e Abiatar (um
dos principais conselheiros de Davi) a conspirar contra a vontade do rei. Estes
dois homens se renderam à busca por interesses próprios, após uma vida inteira
de lealdade a Davi. De fato, o que observamos eram homens insubmissos, ávidos
pelo poder e que desejavam sentar-se no trono a qualquer custo. Mas, o
sacerdote Zadoque, o profeta Natã e os valentes de Davi não apoiaram a atitude
de Adonias, pois ele estava desrespeitando o rei publicamente e usurpando o
trono. Certamente, eles já sabiam quem seria o sucessor de Davi, pois este, em
algum momento, já os tinha mencionado que Salomão lhe sucederia no trono de
Israel. Era Deus quem estava no comando de Israel; Ele era e é o legítimo rei e
dono dessa nação. Portanto, a competência para escolher o sucessor de Davi
pertencia a Deus. Davi apenas indicou Salomão a Israel como seu sucessor, mas
foi Deus quem o escolheu (1Cr.22:9).
3. A atitude de uma mãe em
meio à crise. Diante do movimento subversivo iniciado por Adonias,
o profeta Natã foi até a mãe de Salomão e contou-lhe o que estava acontecendo.
Ciente disso, ela relata a Davi sobre as pretensões de Adonias. Ao ouvir as
notícias, Davi ordenou todos os preparativos para a entronização de Salomão, e
proclamou-o rei sobre todo o Israel. A tentativa de golpe de Adonias fracassou
e os seus seguidores espalharam-se. Adonias teve que reconhecer que Salomão era
o rei e ele deveria submeter-se ao seu reinado.
O primeiro erro de Adonias foi
tentar antecipar um título que não lhe pertencia: “Então, Adonias, filho de
Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros e
cavalheiros e cinquenta homens que corressem adiante dele” (1Rs.1:5). O
texto deixa bem claro o desejo de Adonias em usurpar o trono de seu pai, Davi.
Ele seguiu os mesmos passos de Absalão, seu irmão. Mas Davi tomou ciência do
fato e constituiu Salomão rei, acabando assim com a rebelião de Adonias. Desta
forma, Davi cumpre a vontade de Deus, quando confirma Salomão no trono: “E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o
Senhor), escolheu Ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do
Senhor sobre Israel. E me disse: Teu filho Salomão, ele edificará a minha casa
e os meus átrios, porque o escolhi para filho e eu lhe serei por pai. E
estabelecerei o seu reino para sempre, se perseverar em cumprir os meus
mandamentos e os meus juízos, como até o dia de hoje” (1Cr.28:5-7).
Salomão foi o escolhido de Deus
para dar continuidade a linhagem davídica, de onde, séculos depois, viria o
Senhor Jesus. Portanto, Salomão chegou ao trono por uma escolha divina, e esta
escolha fora feita antes mesmo de Salomão nascer, e Davi era cônscio disso
(1Cr.22:8,9).
Quando Salomão assumiu o trono,
seu pai ainda estava vivo. Adonias, sentindo-se rejeitado e sem entender a
direção de Deus, continuou a conspirar contra Salomão. Por causa da sua
traição, ele poderia ser morto. Mas, apavorado com a possibilidade de morrer,
correu para o Santuário e, chegando lá, "agarrou-se
às pontas do altar", lugar dos sacrifícios a Deus. Era um lugar em
que ninguém ousaria cometer uma violência. Por isso, Adonias "pegou das
pontas do altar". A simbologia desse altar é a misericórdia e a justiça de
Deus.
O altar, que tinha quatro pontas
(ou chifres) e era feito com madeira de cetim e coberto com cobre, ficava no
pátio onde eram feitos os sacrifícios. Foi nas pontas desse altar que Adonias,
no desespero para não morrer, agarrou-se. O texto da Bíblia, na versão Almeida
Revista e Corrigida, diz que Adonias foi "e pegou das pontas do
altar" (1Rs.1:50) e assim sua vida foi salva da morte.
Adonias tornou-se reincidente na
sua ambição pelo trono, mesmo tendo sido liberto da morte ao "agarrar-se nas pontas do altar". Logo em
seguida, continuou conspirando contra Salomão e acabou sendo morto
(1Rs.2:25,32).
Fazendo um paralelo entre essa
experiência do reino de Israel e a situação do rei Davi, enfermo e enfraquecido
no seu reino, com o contexto da igreja de Cristo hoje, ficaremos absortos
diante do que acontece. Líderes que envelhecem e perdem a força de governo na
igreja acabam criando situações de conflito para a sucessão pastoral. Nossos
líderes, às vezes, perdem a noção do seu papel na Igreja, e pessoas com
intenção egoísticas formam grupos que traem a confiança pastoral gerando
mal-estar no seio da igreja. Que o Senhor nos guarde dessas atitudes e que
nossos líderes saibam o tempo de passar o bastão para o seu legítimo sucessor.
Antes de morrer, Davi tomou duas
providências que visavam o futuro tanto de seu filho, Salomão, como de toda a
nação de Israel (1Rs.2:1-12):
Reuniu todo o povo e os homens do
governo para entregar a seu filho a autoridade real e explicar ao povo o que
estava acontecendo; e
· Aconselhou
Salomão a guardar a Lei de Moisés, andando nos caminhos de Deus, e livrar-se de
todos aqueles que representavam algum tipo de ameaça à unidade e à integridade
da nação de Israel. Certamente não queria que este cometesse os mesmos erros
que ele cometeu. Depois de aconselhar Salomão, Davi partiu a estar com o
Senhor, deixando um legado exemplar e basilar.
II. SALOMÃO BUSCA SABEDORIA
PARA REINAR
1. O novo rei
(1R.3:3,4). Morto Davi, Salomão tornou-se rei de Israel. Reinou
entre 970 e 930 a.C. Ele começou seu reinado com fé
no Senhor e amor a Ele. Procurou obedecer aos estatutos do Senhor e a lei de
Moisés (1Rs.3:3). Como uma demonstração de gratidão e de seu caráter
piedoso, ele foi a Gibeão para lá sacrificar ao Senhor, e sacrificou mil
holocaustos (1Rs.3:4). Ele demonstrou não estar preocupado em obter poder,
riquezas ou fama; ele buscou, antes de tudo, a presença de Deus. Procurou
também adquirir sabedoria para governar o seu povo com equidade e justiça. Foi
no reinado de Salomão que Israel chegou ao apogeu da sua glória. Sua época foi
marcada por justiça, paz, prosperidade e prestígio internacional.
2. Salomão pede sabedoria a
Deus (1Rs.3:5-14). Em Gibeão,
apareceu-lhe o Senhor de noite, em sonho, e disse-lhe: "[...] Pede
o que quiseres que te dê" (1Rs.3:5). Diante dessa
oportunidade inigualável, Salomão proferiu uma das mais belas orações da
Bíblia, uma oração que agradou a Deus. Ele orou pedindo sabedoria e um coração
entendido, isto é, capacidade para tomar decisões coerentes com a verdade revelada
na Lei de Moisés.
“E
disse Salomão: De grande beneficência usaste tu com teu servo Davi, meu
pai, como também ele andou contigo em verdade, e em justiça, e em retidão de
coração, perante a tua face; e guardaste-lhe esta grande beneficência e lhe
deste um filho que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia. Agora,
pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu
pai; e sou ainda menino pequeno, nem sei como sair, nem como entrar. E teu
servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, que nem se pode contar,
nem numerar, pela sua multidão. A teu servo, pois, dá um coração entendido para
julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; por que
quem poderia julgar a este teu tão grande povo?” (1Rs.3:6-9).
Com esse pedido, Salomão
demonstrou reconhecer três verdades importantíssimas: (a) ele era humanamente
incapaz de governar Israel; (b) seu sucesso dependia única e exclusivamente do
favor de Deus e; (c) o povo de Israel não era propriedade sua, e sim do próprio
Jeová, Deus de Israel.
Deus se agradou de seu pedido
(1Rs.3:10) e atendeu sua oração (1Rs.3:11-14). Todavia, o dom da sabedoria que
Deus deu a Salomão não era uma garantia de que ele sempre andaria em retidão.
Por essa razão, Deus acentuou que a vida longa de Salomão dependeria de “andares nos meus caminhos” (1Rs.3:14).
Posteriormente, a infidelidade de Salomão impediu a realização integral da
vontade de Deus na sua vida (1Rs.11:1-8).
3. O desejo de construir um
Templo para Deus (2Sm.7:1-3). Davi desejou construir o Templo - “E
sucedeu que, estando o rei Davi em sua casa, e que o Senhor lhe tinha dado
descanso de todos os seus inimigos em redor; disse o rei ao profeta Natã: ora,
olha, eu moro em casa de cedros e a Arca de Deus mora dentro de cortinas...”
(2Sm.7:1-2).
Porém, Deus não permitiu que
Davi construísse o Templo - “Mas sucedeu, na mesma noite, que a
palavra do Senhor veio a Natã, dizendo: vai e dize a Davi meu servo: Assim diz
o Senhor: Tu me não edificarás uma casa para morar...” (1Cr.17:3-4).
Motivo: Davi havia
matado muita gente em batalhas – “... Por isso você não construirá um
templo em honra do meu nome, pois derramou muito sangue na terra, diante de
mim” (1Cr.22:8).
Por decisão de Deus, Salomão
construiria o Templo. Disse Deus a Davi - “E há de ser que, quando forem
cumpridos os teus dias, para ires a teus pais, suscitarei a tua semente depois
de ti, a qual será dos teus filhos, e confirmarei o seu reino. Este me
edificará casa; e eu confirmarei o seu Reino” (1Cr.17:11). Coube,
pois, a Salomão a bênção e o privilégio de construir o primeiro, o mais rico, e
o mais belo dos Templos (cf.1Reis 5 a 8 e 2Cr.2 a 7). Construir um Templo era
uma necessidade e iria contribuir para a união das famílias e o fortalecimento
do reino de Israel.
III. SABEDORIA PARA EDIFICAR O
TEMPLO
1. Salomão faz aliança com
Hirão (1Rs.5:1-12). Salomão não quer saber de guerras, quer
alianças; seu reino é de paz. Ele fez aliança com Hirão, o rei gentio de Tiro,
que controlava as amplas reservas de madeira do Líbano. Hirão havia mantido um
relacionamento amistoso com Davi, e desejava fazer o mesmo com Salomão.
Prontificou-se, portanto, a fornecer madeira para Salomão edificar o Templo
para o Senhor. Salomão enviaria trabalhadores ao norte do Líbano para ajudar a
cortar as árvores. As toras seriam levadas ao mar Mediterrâneo e transportadas
em jangadas até algum ponto próximo a cidade de Jope e, de lá, carregadas para
Jerusalém. Como pagamento pela madeira, Salomão forneceria mantimentos à casa
de Hirão de ano em ano.
2. A construção do Templo. A
construção foi realizada em sete anos e meio - entre o quarto até o décimo
primeiro ano do reinado de Salomão (1Rs.6:37,38). Davi passou para o seu filho
as plantas do Templo, conforme o Senhor lhe dera (1Cr.28:11-19). Todo o
material – como a prata, o ouro e as pedras preciosas -, o projeto, bem como
toda a liturgia da vida religiosa foram providenciados por Davi e entregues a
Salomão.
Quando o Templo ficou todo
pronto, Salomão convocou todo o Israel para uma grande festa de dedicação. Ele
convocou os principais líderes do povo e todo o povo, e ordenou o translado da
Arca da Aliança para o Templo. No dia do cortejo, que foi feito com grande
pompa, em que todos os sacerdotes e levitas cantavam salmos e o povo festejava,
foi imolado um imenso número de ovelhas e bois em sacrifício.
Na nova Aliança, não há
mais uma obrigatoriedade do templo para que haja a manifestação da presença de
Deus, pois agora o corpo do salvo é o templo do Espírito Santo, conforme diz o
apóstolo Paulo: “Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito
Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo
e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co.6:19,20).
Sendo, portanto, o corpo do
salvo, templo, é algo que é sagrado, algo que se encontra dedicado para o
serviço de Deus. Nosso corpo é morada do Espírito Santo, é a Sua habitação.
Sendo assim, devemos manter o nosso corpo em perfeita santidade, porque Deus é
santo.
Não só não podemos usar nosso
corpo como instrumento do pecado, porque isto é comportamento de quem não
alcançou a salvação (Rm.6:12,13), como também devemos ter o corpo pronto para
ser oferecido em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto
racional (Rm.12:1).
Assim, quando Paulo nos afirma
que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, está nos dizendo que o corpo deve
ser uma parte do homem que deve ser destinada a agradar ao Senhor. O corpo é um
local onde devemos adorar a Deus, um lugar onde devemos demonstrar a pureza de
nosso interior, um lugar que deve demonstrar o perdão dos nossos pecados, um
lugar onde tudo o que façamos tenha por objetivo agradar a Deus. Muito ao
contrário dos que defendem a falsa doutrina de que “Deus só quer o
coração", o que a Bíblia nos ensina, através desta figura, é que o corpo é
o lugar em que devemos adorar a Deus, ou seja, servi-lo. É através do corpo que
comprovaremos se, realmente, fomos santificados, fomos perdoados, fomos
purificados e se, realmente, estamos agradando a Deus.
3. A Arca da Aliança.
A
Arca da Aliança representava a presença de Deus entre o seu povo. Salomão
trouxe-a do Tabernáculo antigo para o local onde ela haveria de ficar, no
santuário do Templo, de forma definitiva (2Cr.5:2-7). Ela foi colocada no local
chamado de Santo dos Santos, sendo que aí somente uma vez por ano era permitida
a entrada do sumo sacerdote.
Depois que os sacerdotes saíram
do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor (2Cr.5:11-14). Os sacerdotes
não puderam ficar de pé, para ministrar, tamanha era a glória de Deus naquele
lugar. “Então, disse Salomão: O SENHOR tem dito que habitaria nas trevas. E eu
te tenho edificado uma casa para morada e um lugar para a tua eterna habitação.
Então, o rei virou o rosto e abençoou a toda a congregação de Israel, e toda a
congregação de Israel estava em pé” (2Cr.6:1-3). Depois de um breve discurso
(2Cr.6:1-11), Salomão se dirigiu a Deus, com uma das mais belas orações da
Bíblia (2Cr.6:14-42).
Depois da dedicação do Templo, o
Senhor apareceu mais uma vez a Salomão e ordenou que ele obedecesse à Lei e
conduzisse o povo à obediência, com a promessa de que, sob estas condições, os
olhos do Senhor estariam sempre sobre aquele lugar, mas caso Israel
desobedecesse, seria submetido à severa disciplina (1Rs.9:1-9; 2Cr.7:11-22). O
Templo era muito grande e muito bonito, conforme contam as Sagradas Escrituras.
Com o passar do tempo, ele se tornou o referencial maior para o povo de Israel.
Infelizmente, o Templo de Salomão foi destruído no ano 586 a.C., pelos
exércitos da Babilônia, quando, então, o Reino do Sul foi levado cativo.
CONCLUSÃO
A Bíblia não oferece respostas
específicas para as inúmeras questões que surgem ao longo da vida; não resolve
os problemas de forma explícita, mas nos fornece os princípios gerais.
Precisamos de sabedoria para aplicá-los aos desafios da vida diária. Durante o
reinado de Salomão, a riqueza e o poder de Israel foram incomparáveis. Os
quarenta anos do seu reinado foram de glória crescente para Israel. Deus também
deseja dar a todos nós sabedoria para vivermos uma vida santa e vencer as
crises que surgirem em sua caminhada. “E, se
algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente
e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada” (Tg.1:5). "Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem o
conhecimento e o entendimento" (Pv.2:6)