JESUS E A CONVERSÃO DA MULHER SAMARITANA
TEXTO BIBLICO
Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água,
para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la” João 4.15.
O
encontro de Jesus com a mulher samaritana, registrado no capítulo 4 do
Evangelho de João, é um dos episódios da Bíblia. Ele quebra barreiras sociais,
religiosas e de gênero, revelando a essência da missão de Jesus.
Aqui
estão os pontos principais para entender a profundidade desse diálogo:
1.
Quebrando Barreiras Invisíveis
No
contexto da época, a conversa de Jesus foi um ato de rebeldia santa. Ele
atravessou três fronteiras principais:
- Geográfica/Social: Judeus e samaritanos se detestavam
por questões teológicas e históricas. Os judeus geralmente evitavam passar
por Samaria.
- Gênero: Não era comum ou bem-visto um mestre
judeu falar publicamente com uma mulher desconhecida.
- Moral: A mulher era uma marginalizada dentro
de sua própria comunidade (estava no poço ao meio-dia, o horário mais
quente, provavelmente para evitar o julgamento das outras mulheres).
2.
A Estratégia do "Dá-me de beber"
Jesus
inicia o contato demonstrando vulnerabilidade. Ao pedir água, ele se
coloca em um nível de igualdade humana, desarmando a mulher.
"Como,
sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" (João
4:9)
A
partir de uma necessidade física (sede), Jesus a conduz para uma necessidade
espiritual, apresentando o conceito da "Água Viva": quem dela
beber, jamais terá sede.
3.
A Verdadeira Adoração
Quando
a conversa toca em feridas pessoais (os cinco maridos dela), a mulher tenta
desviar o assunto para uma polêmica religiosa: onde é o lugar certo para
adorar?
A
resposta de Jesus é um pilar do cristianismo:
- Deus não
está preso a templos ou montanhas.
- A
adoração deve ser em espírito e em verdade.
- O foco
mudou de onde para o quem e como.
4.
A Revelação do Messias
Este
é um dos raros momentos nos Evangelhos em que Jesus declara abertamente sua
identidade antes da crucificação. Quando ela menciona o Messias, Ele responde:
"Eu
o sou, eu que falo contigo."
5.
O Resultado: De Rejeitada a Missionária
O
impacto foi tão grande que a mulher abandonou seu cântaro e correu à cidade
para anunciar Jesus. Ela, que se escondia das pessoas, tornou-se a primeira
evangelista de Samaria, levando muitos a crerem.
Resumo
Teológico
|
Elemento |
Significado |
|
O Poço |
Simboliza
a busca humana por satisfação em coisas temporárias. |
|
A Água Viva |
Simboliza
o Espírito Santo e a vida eterna que só Cristo oferece. |
|
O Cântaro Esquecido |
Representa
o abandono do passado para seguir uma nova vida. |
Introdução
JESUS
deixou Jerusalém porque seus milagres estavam atraindo as pessoas do tipo
errado - espectadores curiosos que tinham do Reino um conceito errado.
Foi, portanto, para os distritos rurais, onde o povo tinha mais simplicidade e seriedade de coração. Ali ganhou muitos, que se converteram a Ele e aceitaram o batismo. Mais uma vez, porém, seu próprio sucesso fez periclitar o propósito do seu ministério. Os fariseus, ouvindo a notícia de que grandes multidões acorriam ao seu batismo, ficaram com inveja e alimentaram uma discussão entre os discípulos de JESUS e os de João Batista (cf. Jo 3.25; 4.1,2). JESUS, desejando evitar uma contenda com os fariseus, deixou a Judéia. Não havia finalidade em que ele se revelasse como Messias diante dos fariseus, porque, com suas mentes cheias de ideias preconcebidas, teriam entendido os seus ensinos de maneira errada. Era diante de pessoas de mente sincera e coração faminto como a mulher samaritana que JESUS se sentia livre para revelar-se, em vez de entrar em controvérsias teológicas com os fariseus.
Este trecho, bem como o que estudamos no capítulo anterior, são exemplos dos ensinamentos de CRISTO sobre o poder regenerador do ESPÍRITO SANTO. agora, estudaremos seu encontro com uma mulher samaritana. Ele era um membro da sociedade que desfrutava de grande respeito; ela, uma mulher proscrita. Ela, era um homem da mais severa moralidade; ela, uma mulher vivendo no pecado. Ele era um culto ensinador de Israel; ela, uma analfabeta das classes inferiores. Ambos têm a mesma necessidade - a transformação espiritual para entrar no Reino de DEUS.
Este trecho descreve os passos mediante os quais o supremo Conquistador de almas conseguiu a conversão da mulher samaritana.
I – Conseguindo a Atenção (Jo 4.5-9)
“Foi, pois a uma cidade, de Samaria, chamada Sicar, junto da
herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó.
JESUS, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto
quase a hora sexta”. Esta
menção do cansaço de JESUS é a evidência de que, quando compartilhou da
natureza
humana, o fez com toda seriedade: realmente tomou sobre si nossa natureza, e
experimentou todas as limitações e fraquezas a que a carne humana está sujeita
(menos as que são fruto direto do nosso pecado).
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt
11.28) foi dito por aquele que sabia como é a dor de músculos cansados e
latejantes.
“Veio uma mulher de Samaria tirar água; disse-lhe JESUS: Dá-me
de beber”. O propósito do
Senhor era levar a mulher necessitada à água espiritual que satisfaz a sede da
alma; assim, fez seu primeiro contato com ela ao pedir água. Ele de que tomar a
iniciativa, porque a mulher, de si mesma, não teria falado com Ele
primeiro.
Existiam quatro barreiras que impediriam semelhante conversação, e que o Senhor
primeiramente teria de romper. 1) A barreira do sexo. Os próprios discípulos
ficaram atônitos ao ver CRISTO agir contrariamente às bem conhecidas atitudes
de sua época, falando assim a uma mulher em público (v. 27).
Geralmente,
os preconceitos dos rabinos proibiam que as mulheres recebessem educação
superior. 2) A barreira da nacionalidade. Não havia comunicação entre os judeus
e os samaritanos. 3) A barreira do caráter moral. A mulher samaritana
sabia
que nenhum rabino judeu chegaria perto de uma pecadora como ela. 4) A barreira
da ignorância.
No
decurso da conversação, foram rompidas todas as barreiras. A mulher recebeu
novos horizontes para a sua vida, seu caráter foi transformado, e sua alma,
iluminada.
Note
a habilidade do Senhor em abrir caminho para esta conversação. Pediu um favor
da parte dela, fazendo-a sentir- se, por um momento, em condições de
superioridade. Mediante um apelo à simpatia da mulher, criou ambiente
apropriado para conversar sobre assuntos espirituais.
Foi
uma grande surpresa para a mulher quando a pessoa junto à fonte - que ela
reconheceu como sendo um judeu, fez um pedido a uma mulher samaritana de sua
condição. “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber
a mim, que sou samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os
samaritanos)”. Embora JESUS, como Messias, viesse da tribo de Judá,
nunca se chamou “Filho de Israel”; sempre é chamado de “Filho do homem”, da
humanidade inteira. Não havia lugar em sua mente e em seu coração para o
preconceito.
II – Despertando o Interesse (Jo 4.10-14)
1.
O desafio surpreendente.
A
mulher samaritana aproveitou para se rir um pouco daquele judeu que, segundo
pensava, fora forçado a mostrar franqueza e amabilidade por causa da intensa
sede que sentia, e de não ter condições de conseguir água. Surpreendeu-se, no
entanto, por Ele não se mostrar embaraçado; pelo contrário, suas palavras é que
a deixaram intrigada: “Se tu conheceras o dom de
DEUS, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria
água viva.”
“Se
tu conheceras”. Há pessoas
que não percebem quantos poderes e oportunidades jazem escondidos ao nosso
redor. Por não reconhecermos quantas bênçãos se nos oferecem, perdemos milhares
delas! “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Os 4.6). A
mulher samaritana estava falando face a face com aquele que satisfaria a todos
os seus anseios de paz e de vida – e não o sabia. Há muitas pessoas que passam
pela vida bem perto daquilo que poderia revolucionar sua existência, e ficam
alheias à verdadeira bem-aventurança por falta de saber e de considerar. Em
dois assuntos, especificamente, faltava conhecimento à mulher.
1.1. Não conhecia o dom de DEUS, aquilo que DEUS queria graciosamente dar a ela.
A
pobre mulher nem esperava bênçãos da parte de DEUS. Desiludida, esgotada, sem
caráter, sem alegria, praticava a enfadonha rotina dos serviços diários. Ouvira
falar sobre DEUS, mas nem sequer sonhava que Ele estivesse disposto a entrar na
sua vida, fazendo com que sua existência valesse a pena.
A
água “viva” é a que flui ou que jorra de uma fonte - a água em movimento, em
contraste com a água parada (cf. Gn 26.19; Zc 14.8). Simboliza a vida divina
que flui mediante o contato com DEUS (Jr 2.13; Ap 7.17; 21.6; 22.1). Assim como
a água natural satisfaz a sede física, o ESPÍRITO SANTO satisfaz a alma que
anseia por DEUS (cf. Sl 42.1,2).
1.2.
A mulher não conhecia a identidade daquele que disse: “Dá-me de beber”.
A
vinda do Messias era a esperança dos samaritanos, e não somente dos judeus, e
ambas as nações tiraram encorajamento e forças desta promessa: suportavam os
males do presente, sustentados pela visão do futuro, que se centralizava ao
redor
da
Pessoa do Messias. Agora, o Messias estava falando com esta mulher sem que ela
o percebesse. Muitos são os que têm familiaridade com as palavras de JESUS,
ouvindo-as como se escutassem uma canção. Não são transformados, porém, porque
não se apercebem realmente de que as palavras que ouvem não
são
as de um mestre humano, e sim as do próprio Filho de DEUS. Oxalá soubessem quem
é o que lhes fala!
2. A pergunta feita com surpresa.
Refutando
a sugestão de ela ser ignorante quanto ao dom de DEUS, a mulher responde: “Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo;
onde, pois, tens a água da vida?” A resposta a esta pergunta se encontra
nos versículos 13 e 14. Quanto a ser acusada de ignorância sobre a Pessoa que
fala com ela, a mulher responde: “És tu maior do que o nosso Pai Jacó, que nos
deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?” Os
versículos 25 e 26 respondem à objeção da mulher. Como Nicodemos, objeta: “Como
pode suceder isto?” Quando se trata das coisas de DEUS, os que possuem boa
educação não têm vantagem sobre os iletrados.
Todos,
igualmente, precisam do “ESPÍRITO que provém de DEUS, para que pudéssemos
conhecer o que nos é dado gratuitamente por DEUS” (1 Co 2.12).
3. A comparação que ilumina.
JESUS
lança mão de uma comparação para esclarecer o significado das suas palavras: “Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas
aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu
lhe der se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna”. A
água natural é mencionada aqui como símbolo das fontes de prazer que há aqui na
terra, e que só proporcionam satisfação momentânea. A totalidade da vida humana
se compõe de desejos intermitentes que recebem apenas parcial satisfação:
anseios e saciedade, enfado e novos desejos fortes se seguem num círculo
vicioso. Realmente, nunca houve verdadeira satisfação para os desejos humanos;
a alma humana nunca se aquieta, senão em DEUS. As fontes da terra podem
oferecer satisfação temporária, mas é somente depois de o homem ter achado a
DEUS que ele pode declarar ter satisfação completa e eterna. JESUS ensina à
mulher que a água no poço de Jacó jaz sem vida ou movimento nas profundidades,
enquanto a água celestial que ele oferece, embora fique nas profundezas da
personalidade humana, não fica parada ali; vem brotando à superfície, revelando
sua presença aos outros, fluindo com mais e mais força até que, na vida do
porvir, o indivíduo recebe a plenitude desta bênção.
A
fonte fica no indivíduo. O prazer do mundano depende das coisas externas; a
Fonte da satisfação do cristão está dentro dele, independe das circunstâncias.
A vida eterna, no Evangelho de João, é vinculada à fé em JESUS (Jo 3); provém
da
ação
de comer da sua carne e beber do seu sangue (Jo 6); é dádiva direta da parte dele.
(Jo 10; 17). Neste capítulo, é considerada como resultado da vida do ESPÍRITO
no homem, o fruto da vida espiritual, que é diferente da vida humana em
qualidade, permanência e maturidade.
III – A Consciência da Necessidade (Jo 4.15-18)
1.
O pedido urgente.
“Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que eu não
mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.” A mulher ainda não havia percebido o âmago do ensino de JESUS.
Nem sequer sonhava que Ele, falando sobre “água”, queria dizer algo diferente
daquilo que ela carregava no seu cântaro. Ela ainda não percebera nada além dos
seus desejos físicos e de suas necessidades diárias. Começou a sentir a
convicção de que aquele estranho talvez a pudesse livrar da sua vida exaustiva
de ter de caminhar até o poço com seu cântaro pesado. Seria um alívio ter a
água bem à mão! Embora não tivesse compreendido o inteiro significado do dom
prometido, entendeu, pelo menos, que se lhe oferecia uma grande vantagem - e
seu desejo foi despertado.
2. Uma declaração perscrutadora.
Agora,
JESUS leva a mulher a dar um passo adiante, despertando seu sentimento de
necessidade espiritual. Faz com que ela se recorde de sua vergonhosa vida de
pecados para que, esquecendo- se da água do poço de Jacó, tenha sede daquilo
que a aliviaria da sua vergonha e miséria.
“Disse-lhe JESUS: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu, e
disse: Não tenho marido; porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é
teu marido; isto disseste com verdade”.
JESUS
trata do assunto do pecado a fim de que a mulher veja a causa da sua
infelicidade. A nova vida deve começar com base na veracidade e na honestidade.
O passado tem que ser enfrentado, por mais desagradável que seja, e o lixo da
vida anterior deve ser varrido para longe.
IV
– CRISTO Revela a Si Mesmo (Jo 4.19-29)
1.
A expressão de perplexidade.
A
mulher, atônita diante do discernimento de JESUS, exclama: “Senhor, vejo que és
profeta”, e passa a levantar um problema religioso, da controvérsia entre os
samaritanos e judeus: “Nossos pais adoravam neste
monte [Gerizim] e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” A
pergunta surgiu não somente do desejo de desviar o problema do pecado dela para
o campo de generalidades teológicas, como também de um real desejo de saber
como procurar comunhão com DEUS e se erguer acima da sua baixa situação moral.
Aproveitou a presença de um profeta para esclarecer suas dúvidas. JESUS, em
resposta, mostrou que a verdadeira adoração é matéria de atitudes certas, e não
do lugar certo; não se trata de onde, e sim de como.
2. CRISTO revelado.
Cheia
de alegria pelas verdades que ouve, a mulher se lembra do que se lhe contou
acerca de um grande Mestre que haveria de vir, enviado da parte de DEUS: “Eu sei que o Messias (que se chama o CRISTO) vem;
quando ele vier, nos anunciará tudo. JESUS disse-lhe: Eu o sou, eu que falo
contigo”. JESUS não podia se revelar abertamente aos fariseus porque
estes não percebiam as próprias carências espirituais. No entanto, sempre
estava disposto a se fazer conhecido a todos aqueles que sentissem necessidade dele
(cf. Mt 11.25-27).
CRISTO
sempre se revela àqueles que amam a sua vinda. Foi assim que se revelou aos
primeiros discípulos (Jo 1), e a Nicodemos (Jo 3.13; 9.35-38).
3. Começa o serviço cristão.
A
mulher imediatamente tornou-se missionária do Profeta e Messias que acabara de
descobrir. “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro” -
mostrando que, na alegria de descobrir a Água Viva, esquecera-se da sua procura
pela água natural _ “e foi à cidade, e disse
àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito;
porventura não é este o CRISTO?” (cf. Jo 1.41). Nada mais natural do que
alguém que recebeu a Água Viva para beber levar outros à mesma Fonte.
V – Ensinamentos Práticos
1.
Fontes escondidas.
A
mulher samaritana não sabia que falava ao Messias, e que a poucos passos dela
estava a Fonte de Água Viva; mas sua ignorância não alterava a realidade dos
fatos. As águas do Rio Amazonas entram oceano adentro com tanta força que ainda
há água doce a grande distância da praia.
Certo
navio não tinha mais água potável a bordo, e os tripulantes, longe da terra
firme, fizeram sinal a outro navio, pedindo água. Demoraram muito tempo para
acreditarem na resposta: “Desçam os baldes no
oceano, porque é de água doce”.
Finalmente
experimentaram fazer isto e descobriram que realmente estavam cercados por água
doce. Nós também estamos cercados em todos os lados por DEUS, sustentados por
Ele e vivendo Nele, e tantas vezes não tomamos conhecimento deste fato,
deixando de lançar nossos baldes para recebermos a plenitude da sua graça. O
Senhor JESUS abriu os olhos da mulher samaritana para que ela enxergasse a
fonte das águas vivas, e fará o mesmo por nós. No cansaço, Ele nos mostrará uma
fonte de refrigério; na tristeza, uma fonte de consolação; a enfermidade, uma
fonte de cura; no desencorajamento, uma fonte de esperança (cf. Gn 21.1619; Êx
17.1-6; Nm 20.9-11; Is 43.19).
2. Sede da alma.
“Qualquer que beber desta água tornará a ter sede”. Se nos colocássemos de vigia numa esquina,
examinando o rosto de cada um dos inúmeros transeuntes, veríamos escrito nos
semblantes da maioria desassossego, descontentamento insatisfação. A maioria
das pessoas segundo parece, sofre a dor das ânsias não satisfeitas. Procurando
a satisfação que seus corações tanto reclamam, uns vão ao cinema, outros
procuram as drogas, outros procuram se esquecer dos problemas mediante vários
tipos de atividades febris. Se realmente soubessem ler seu próprio coração,
diriam, juntamente com o salmista: “A minha alma
tem sede de DEUS, do DEUS vivo” (Sl 42.2). O ESPÍRITO SANTO é a Água
Viva que satisfaz a alma, e JESUS CRISTO veio a este mundo para nos levar “para
as fontes das águas da vida” (Ap 7.17).
3. O ESPÍRITO que habita em nós.
Spurgeon
escreveu: “O poder do ESPÍRITO SANTO que habita em
nós é superior a todos os reveses, como um rio que não pode ser forçado a ficar
debaixo da terra, por mais que procuremos represá-lo... Quando o Senhor dá de
beber a nossas almas, das fontes que brotam da grande profundidade do seu
próprio amor eterno, quando nos dá a bênção de possuirmos em nosso íntimo um
princípio vital de graça, nosso ermo se regozija, e desabrocha em flores como a
roseira, e o deserto ao nosso redor não pode murchar o nosso crescimento verdejante;
nossa alma fica sendo um oásis, mesmo quando tudo ao nosso redor é secura
infrutífera.
CONCLUSÃO
Neste estudo, focamos nos ensinamentos práticos de JESUS acerca da adoração e, por consequência, discutimos a doutrina da Adoração Cristã. O capítulo 4 do Evangelho de João revela duas lições valiosas. A primeira é que todo ser humano possui uma necessidade a satisfazer: a necessidade de DEUS. A segunda é que, em JESUS, a verdadeira adoração surge como um movimento que se inicia no interior. Tudo isso resulta de uma experiência viva com JESUS CRISTO.

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