FOGO ESTRANHO NO ALTAR
Nadabe e
Abiú morrem diante do Senhor
LEVÍTICO 10
1- Ora, Nadabe, e Abiú, filhos
de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele
deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele
não lhes ordenara.
2- Então saiu fogo de diante do
Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor.
"Mas Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu
incensário, puseram-lhe fogo, e sobre ele puseram incenso, e trouxeram fogo
estranho perante o Senhor, o que lhes não ordenara. Então saiu fogo de diante
do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor. E disse Moisés a Arão:
Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se cheguem
a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão guardou
silêncio."
🔥 O Que Era o "Fogo Estranho"
(Versículo 1)?
A
expressão "fogo estranho" ('esh zarah em hebraico) significa
algo estrangeiro, não autorizado, impróprio ou profano. Embora a
Bíblia não detalhe exatamente qual foi a transgressão, as principais
interpretações se concentram na desobediência às instruções divinas
sobre o ritual sacerdotal:
- Fonte
do Fogo Incorreta: O
fogo para o incensário (que simbolizava as orações do povo) deveria ser
tirado apenas do Altar do Holocausto, onde o fogo havia sido aceso
originalmente pelo próprio Deus (Lv 9:24). Nadabe e Abiú podem ter usado
fogo comum ou de outra fonte, desrespeitando a origem santa e contínua do
fogo no altar.
- Momento
ou Maneira Incorreta:
Eles podem ter oferecido o incenso em um momento não prescrito, ou de uma
forma diferente da ordenada, talvez até entrando no Santo dos Santos
(embora este fosse um privilégio exclusivo do Sumo Sacerdote, uma vez por
ano).
- Influência
de Álcool: O
versículo 9 de Levítico 10, que vem logo após a morte dos filhos de Arão,
proíbe os sacerdotes de beberem vinho ou bebida forte antes de entrarem na
Tenda do Encontro, sob pena de morte. Muitos comentaristas sugerem que
Nadabe e Abiú podem ter agido sob a influência de álcool, o que resultou
em negligência ou irreverência no serviço.
- Profanação
do Culto: Em
essência, o erro foi oferecer a Deus algo que Ele não havia pedido.
Foi um ato de adoração que se baseou na vontade humana (o
"fogo deles") e não na revelação divina (o "fogo de
Deus").
💥 O Julgamento e Seu Propósito (Versículos 2-3)
- A
Punição: O julgamento
foi imediato e severo: "saiu fogo de diante do Senhor e os
consumiu." O mesmo poder de Deus que havia descido para
santificar o Tabernáculo e aceitar o sacrifício (Lv 9:24) agora descia
para julgar a irreverência.
- A
Lição Principal:
Moisés resume o motivo do julgamento com as palavras de Deus: "Serei
santificado naqueles que se cheguem a mim, e serei glorificado diante de
todo o povo."
- Santificação: Deus deve ser tratado como Santo.
Aqueles que se aproximam d'Ele, especialmente no serviço sagrado, devem
fazê-lo com a mais profunda reverência e obediência.
- Glória: O propósito do Tabernáculo e do
sacerdócio era glorificar a Deus. A ação de Nadabe e Abiú teria desonrado
a Deus e profanado o culto, mostrando que Ele não tolera que se brinque
com Suas ordens, especialmente no início do sacerdócio de Israel, onde o
exemplo era crucial.
- A
Resposta de Arão: "Arão,
porém, guardou silêncio." Isso demonstra submissão à justiça e
soberania de Deus, apesar da dor imensa.
💡 Aplicações para Nossos Dias
O
"Fogo Estranho" continua sendo um conceito relevante para a adoração
e o serviço cristão hoje:
- A
Obediência é Fundamental:
A adoração aceitável não é sobre a sinceridade da nossa intenção,
mas sobre a obediência à Palavra de Deus. Oferecer "fogo
estranho" hoje pode significar tentar adorar ou servir a Deus de
maneiras que Ele nunca ordenou, baseadas em tradições, preferências
pessoais ou modismos, e não na Escritura.
- A
Santidade de Deus Exige Reverência: Embora tenhamos acesso direto a Deus através de Jesus
Cristo (que é o nosso Sumo Sacerdote e o Fogo Puro), não devemos perder a reverência
em nossa adoração. A familiaridade com Deus nunca deve levar à
irreverência.
- Adoração
Centrada em Deus: O
culto deve ser sempre centrado em agradar a Deus (glorificá-Lo) e
não em satisfazer ou entreter o homem. Qualquer culto que busca mais o
aplauso humano do que a aprovação divina corre o risco de ser "fogo
estranho".
- O
Único Caminho Aceitável:
O Novo Testamento ensina que a única maneira de nos aproximarmos de Deus é
através de Jesus Cristo (João 14:6). Qualquer "caminho"
de salvação ou aproximação de Deus que não seja por meio dos méritos de
Cristo é, em última análise, "fogo estranho".
Este episódio trágico estabeleceu um padrão: a Santidade de Deus é inegociável, e a obediência aos Seus mandamentos é o pré-requisito para o serviço e a adoração.
introdução
trataremos do
perigo de cultuarmos a Deus de maneira errada, ou seja, de levarmos “fogo estranho diante de Deus”, que consiste em
contrariar os mandamentos divinos quanto à adoração.
nem toda
adoração agrada a Deus; há
o perigo de trazermos “fogo estranho” diante do
altar e do trono do senhor (lv.10:1,2).
o livro de
levítico enfatiza que Deus é santo e exige santidade do seu
povo e de todos aqueles que são chamados para o seu serviço.
sem santidade
ninguém pode se aproximar dele,
atrair sua presença ou ver a sua manifestação no culto que oferecemos a ele.
nadabe e abiú,
filhos de arão, não atentaram para isso, e se apresentaram diante do altar do incenso de forma
irreverente e irresponsável. pecaram deliberadamente contra o senhor Deus
de israel.
o juízo do
senhor foi imediato: eles
morreram, não apenas fisicamente, também espiritualmente.
isto nos ensina
uma lição: não apenas
a adoração a falsos deuses é proibida, mas também a adoração
ao verdadeiro Deus de maneira errada (ml.1:7-10; os.6:4-6; am.5:21).
Deus exige santidade, pureza, reverência,
temor e tremor de cada um de seus adoradores, quando vão se apresentar
diante dele.
“Deus
não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”
(gl.6:7).
i. os
privilégios de nadabe e abiú
felizes são os
pais cujos filhos são ajuizados.
a bíblia
narra alguns filhos que deram trabalho aos seus pais: jacó
e esaú (gn.25:28); hofni e finéias (1sm.4:11); nadabe e abiú (lv.10:1,2).
trataremos, aqui,
a respeito dos filhos de arão, nadabe e abiú. eles eram filhos
privilegiados, de classe social nobre; tinham tudo o que
queriam, mas eram desprovidos de prudência e sobriedade.
vejamos, a seguir,
algumas particularidades acerca dos privilégios que tinham nadabe e abiú.
1. ascendência
levítica.
os levitas
foram escolhidos a
dedo por Deus. o próprio deus havia dito: “os
levitas serão meus” (nm.3:12).
ser levita era não somente pertencer a uma
classe social privilegiada em Israel, mas também ser honrado
por deus como exclusivo para a intermediação entre o povo e Deus.
nadabe e abiú
eram de ascendência levítica,
escolhidos para exerceram o ofício mais honroso de todo o Israel, o ofício
sacerdotal (nm.3:3; 28:1). nem os reis podiam exercê-lo (2cr.26:18).
todavia, lançaram
fora o dom que Deus lhes deu; apresentaram fogo estranho no altar,
banalizando o culto sagrado.
este episódio
oferece uma lição reflexiva ao povo de Deus da nova aliança.
precisamos ter
cuidado quando nos
pomos diante de deus para oferecer culto a ele.
não podemos
cultuar a Deus de qualquer maneira,
com indiferença e irreverência.
Deus exige
santidade, verdadeira reverência de seus ministros.
então, tomemos
cuidado para não nos apresentarmos diante do senhor com “fogo estranho”,
pois, o Deus que puniu a nadabe e abiú não morreu. Deus não se
deixa escarnecer; conscientizemo-nos disso.
2. ascendência
araônica.
somente os
ascendentes da família de arão (da
família de coate, um dos três filhos de Levi – gn.46:8,11) tornou-se a família
sacerdotal.
nadabe e abiú eram filhos do sumo sacerdote arão;
portanto, sucessores imediatos do pai nesse glorioso ministério (nm.3:10).
“e
estes são os nomes dos filhos de arão: o primogênito, nadabe; depois, abiú, Eleazar
e Itamar. estes são os nomes dos filhos de arão, dos sacerdotes ungidos, cujas
mãos foram sagradas para administrar o sacerdócio” (nm.3:3).
eles pertenciam
a nobreza da sociedade israelita.
a nobreza era constituída não apenas
pelos descendentes reais, ministros de estado e chefes
militares, mas igualmente pela classe sacerdotal.
aliás, os
levitas do altar eram considerados, em virtude de seu ofício, mais
nobres do que os próprios nobres.
nesse
contexto, nadabe e abiú, por serem filhos do sumo sacerdote
arão, encontravam-se no topo social de israel.
eles tinham
conhecimento em primeira mão sobre a santidade de Deus como poucos homens já
tiveram, e pelo menos por
um tempo, seguiram a deus de todo o coração (lv.8:36).
mas, em algum
momento crucial, nadabe e
abiú escolheram tratar com indiferença as claras instruções de
Deus, e a consequência desse pecado foi drástica,
instantânea; foi algo que chocou a todo o povo de Israel de sua época.
3.
participantes da glória de Deus.
por ter uma
posição privilegiada, eles
viram bem de perto a manifestação da gloria de Deus, juntamente com
moisés, arão e setenta anciãos (êx.24:9-11):
“e
subiram moisés e arão, nadabe e abiú, e setenta dos anciãos de Israel, e viram
o deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como uma obra de pedra de safira
e como o parecer do céu na sua claridade. porém ele não estendeu a sua mão
sobre os escolhidos dos filhos de Israel; mas viram a deus, e comeram, e
beberam”.
eles nasceram no Egito,
mas foram testemunhas oculares dos atos portentosos de
Deus no êxodo.
além de
presenciarem a manifestação da glória divina, nadabe e abiú foram testemunhas oculares da aliança que
o senhor firmara com os filhos de Israel (cf. êx.24:8).
conquanto
tivessem usufruído de tão singular privilégio, não se comportaram diante do senhor como
mandava o manual levítico.
eles resolveram, por conta própria, oferecer
ao senhor um comportamento fora do padrão estabelecido por Deus.
corremos o
risco de cometer o mesmo erro desses dois sacerdotes, quando tratamos a justiça e a
santidade de Deus de forma leviana.
é bom nos
conscientizarmos de que, entre o povo de Deus, ter uma posição social elevada e
destacada posição eclesiástica não significa nada diante de Deus.
o fator mais
importante é ter uma vida de íntima comunhão com deus e adorá-lo com temor e tremor.
a recomendação da palavra de Deus é enfática:
“de
tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus e guarda os seus mandamentos;
porque este é o dever de todo homem” (ec.12:13).
“servi
ao senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor” (sl.2:11).
FOGO ESTRANHO
NO ALTAR
no capítulo 8
de levítico estudamos
a impressionante cerimônia de consagração dos sacerdotes, que durou
sete dias; a cerimônia foi encerrada com uma festa de sacrifício
(lv.cap.9).
o ponto
culminante daquela
festa foi a manifestação da glória do senhor no meio do seu
povo (lv.9:23).
nesta gloriosa
festa “o fogo saiu de diante do senhor e
consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo
todo o povo, jubilou e caiu sobre as suas faces” (lv.9:24).
entretanto, logo em seguida a esta
gloriosa festa de consagração dos sacerdotes, em que a glória do senhor se fez
presente de modo visível, e mal os sacerdotes tinham iniciado as suas funções
sagradas, um ato de sacrilégio foi perpetrado pelos sacerdotes, os
filhos de arão.
veja o que o
texto sagrado diz:
“e
os filhos de arão, nadabe e abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram
neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a
face do senhor, o que lhes não ordenara. então, saiu fogo de diante do senhor e
os consumiu; e morreram perante o senhor” (lv.10:1,2).
nadabe e abiú tinham sido claramente proibidos
de oferecer “fogo estranho” diante do senhor (êx.30:7-9).
“arão
queimará sobre ele [altar do incenso] o incenso aromático; cada manhã, quando
preparar as lâmpadas, o queimará. quando, ao crepúsculo da tarde, acender as
lâmpadas, o queimará; será incenso contínuo perante o senhor, pelas vossas
gerações. não oferecereis sobre ele incenso estranho...”.
todavia, nadabe
e abiú, não atentaram para o mandamento do senhor; rebelaram-se contra ele e
sua palavra.
eles, que deveriam
ensinar a lei de Deus, com essa atitude, negaram-se a levar a sério os
seus mandamentos.
o contexto
indica que nadabe e
abiú puseram nos seus incensários (isto é, queimador de incenso) carvões
em brasa de fonte estranha.
além disso,
oferecer incenso no altar tinha que ser feito exclusivamente pelo sumo
sacerdote (êx.30:7-9;
lv.16:11-13).
alguns
intérpretes sugerem
que nadabe e abiú fizeram isso sob o efeito de bebida alcóolica (lv.10:9,10).
foi um
contraste com a cena do capítulo nove.
- Ali, tudo foi feito "como o
senhor ordenou", e o resultado foi a manifestação da glória de Deus.
- Aqui, em
levítico 10:1,2, foi feita
o que o senhor não ordenou, e o resultado foi o juízo de Deus.
· apenas
cessou o eco do grito de glórias, aleluias e de louvores pela presença
visível e extraordinária do senhor, e já os elementos de um culto
corrompido estavam em evidência.
· apenas
a posição divina lhes havia sido atribuída, e já era
deliberadamente abandonada por negligência do mandamento divino.
· apenas
estes sacerdotes acabavam de serem consagrados e instalados, e já falhavam
gravemente no cumprimento das suas funções sacerdotais.
e em que
consistiu o pecado desses jovens?
eram falsos
sacerdotes? de modo
nenhum! eles eram filhos legítimos de arão - verdadeiros
membros da família sacerdotal -, sacerdotes devidamente ordenados.
eles profanaram
o recinto sagrado com
algum crime que ofendesse a moral? não existem provas de
que tivessem feito tais coisas.
na verdade, foi
este o seu pecado:
“...
trouxeram fogo estranho perante a face do senhor, o que lhes não
ordenara".
afastaram-se,
portanto, na sua adoração ao senhor,
da palavra de Deus que os havia claramente instruído acerca do
modo correto do seu culto que há pouco tempo fora estabelecido.
observe o
contraste:
- Nos
versículos finais do capítulo 9 lemos:
"...o
fogo saiu de diante do senhor e consumiu o holocausto e a gordura sobre o
altar" (lv.9:24).
aqui, o senhor
mostrava que aceitava um sacrifício verdadeiro.
- No
capítulo 10, porém, vemos o juízo de deus sobre os
sacerdotes desviados dos mandamentos de deus.
é uma dupla
ação do mesmo fogo:
- O
fogo do sacrifício verdadeiro subia como cheiro suave;
- O "fogo estranho" foi rejeitado como
uma abominação.
o senhor foi
glorificado no primeiro,
mas teria sido uma desonra aceitar o segundo.
a graça divina
aceitava e deleitava-se naquilo que era uma figura do precioso sacrifício de
cristo.
porém, a santidade
divina rejeitava o que era fruto da vontade corrompida do homem.
nadabe e abiú podiam pensar que uma espécie
de "fogo" era tão boa como a outra; porém, não era da sua
competência decidir nesse sentido.
deveriam ter
atuado segundo a palavra do senhor. mas, em lugar disso, agiram segundo a sua própria
vontade, e colheram os seus terríveis frutos.
não
se pode permitir que o homem introduza as suas ideias ou invenções no culto a Deus?
todos
os seus esforços só
podem ter como resultado a apresentação de "fogo estranho"
- incenso impuro - ou seja, um culto falso.
as suas
melhores tentativas não passam de uma abominação aos olhos de Deus.
segundo o pr. Claudionor
de Andrade, três
atitudes marcaram o ato leviano e inconsequente de nadabe
e abiú: ignoraram a Deus; impacientaram-se; e, sem qualquer
temor apresentaram fogo estranho no altar sagrado.
1. ignoraram a Deus.
ao adentrarem o
lugar santo, nadabe e abiú:
- Ignoraram a presença de Deus, pois o senhor encontrava-se não somente no tabernáculo
como em todo o arraial de Israel (êx.25:8; nm.14:14).
- Ignoraram os preceitos estabelecidos
para o culto ao senhor.
aos olhos de
nadabe e abiú, os
trabalhos que faziam no tabernáculo eram apenas um afazer
qualquer, uma rotina profissional.
lidar com a
casa de Deus ocasionava-lhes enfado,
estresse, canseira.
não serviam ao
senhor com alegria.
isso
não parece com os pastores de igrejas nos tempos atuais?
os
pastores precisam aprender com o episódio de nadabe e abiú.!!
o modus
operandi de Deus não é o mesmo, porém, o seu juízo é certo àqueles que negligenciam a sua obra,
que agem fora dos ditames da sua palavra.
“maldito
aquele que fizer a obra do senhor relaxadamente...” (jr.48:10).
2. impaciência
profana.
de acordo com
as instruções que o senhor,
através de moisés, transmitira aos filhos de Israel, somente o sumo
sacerdote estava autorizado a oferecer o incenso no altar do incenso.
veja novamente
o que Deus diz em êxodo 30:7-9 e levítico 16:12:
“e
arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando põe em
ordem as lâmpadas, o queimará. e, acendendo arão as lâmpadas à tarde, o
queimará; este será incenso contínuo perante o senhor pelas vossas gerações.
não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta; nem
tampouco derramareis sobre ele libações” (êx.30:7-9).
“tomará
também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do senhor, e os
seus punhos cheios de incenso aromático moído e o meterá dentro do véu” (lv.16:12).
todavia, nadabe e
abiú ignoraram este preceito. eles entraram no lugar sagrado e trouxeram
um fogo que não foi ordenado por Deus.
eles estavam
cientes de que apenas
o sumo sacerdote arão estava autorizado a
oferecer o incenso no altar de ouro, mas ignoraram esta regra
sacerdotal.
precipitaram-se
e não souberam esperar a hora de
se colocarem no altar, e assim profanaram o culto sagrado.
julgaram-se
acima das ordenanças e
estatutos do senhor.
lembremos que o
Deus que puniu nadabe e abiú não mudou (ml.3:6); sua
justiça continua inalterável.
3. apresentaram
fogo estranho ao senhor.
nadabe e
abiú demonstraram irreverência e presunção ao fazer o que bem
lhes parecia.
prestaram culto
a Deus de uma forma não autorizada por
ele.
eles acenderam
incenso com fogo que não veio do altar de cobre (lv.16:12), sem
autorização para fazer, incenso falso e no lugar errado.
não bastava ter
o incenso prescrito
pelo senhor; era imperioso ter igualmente a brasa certa,
para que deus fosse dignamente adorado (êx.30:9; lv.16:12).
se o incenso
era exclusivo, a brasa também o era (êx.30:37).
mas, pelo
contexto da narrativa sagrada, nadabe e abiú não estavam preocupados, nem com o
incenso nem com o fogo.
por isso, o
senhor fulminou-os diante do altar.
sim, eles foram
mortos devido à sua insolência, blasfêmia e sacrilégio.
a obra de Deus
é para ser feita como ele determina ou
a consequência será severa.
a obra é do
senhor e ele exige uma exatidão na sua obra.
alguém poderá
dizer que o castigo aplicado aos filhos de arão foi muito severo.
todavia, é bom
informar que os sacerdotes acabavam de ser investidos da autoridade sacerdotal
e de presenciar a glória de deus.
se no princípio de
suas atividades sacerdotais se descuidassem das instruções de Deus, que fariam
no futuro? sendo sacerdotes, deveriam ter sido mais responsáveis.
seu ato envolveu
toda a nação, pois eram seus representantes.
enfim, a nação de Israel
era muito jovem e acabava de ser inaugurada a dispensação do concerto
veterotestamentário.
Israel precisava
aprender que
Deus é santo e que
o homem não pode fazer a sua própria vontade e continuar a agradar-lhe.
a igreja primitiva
teve de aprender a mesma lição no caso de Ananias e safira (atos 5:1-11).
o episódio de
nadabe e abiú é exemplo solene para termos muito cuidado para não mudar nenhuma
coisa que Deus ordenou.
hoje,
infelizmente, muitos que se dizem adoradores apresentam culto estranho
diante do senhor. imaginam que Deus está recebendo tal culto.
então por que o juízo
de Deus não vem sobres esses adoradores que oferecem tal culto,
como caiu sobre nadabe e abiú?
porque Deus
está em cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados (2co.5:19).
portanto, não é
porque o culto seja aceitável, mas porque Deus é misericordioso e
longânime.
contudo,
aproxima-se rapidamente o dia em que o “fogo
estranho” será apagado para sempre:
- Quando o trono de Deus não será mais insultado pelas
nuvens do “incenso” impuro ascendendo de adoradores impuros.
-
Quando tudo
que é adulterado será abolido;
- Quando todo o
universo será como um vasto e magnificente templo, no qual o verdadeiro deus, pai, filho e
espírito santo, será adorado pelos séculos dos séculos por verdadeiros e santos
adoradores.
luto no santo
ministério
os cadáveres de
nadabe e abiú foram removidos do tabernáculo por Misael e elsafã, filhos
de Uriel, tio de arão (cf.lv.10:4).
eles os levaram
para fora do arraial.
após isso, moisés
instruiu arão e seus outros dois filhos (Eleazar e Itamar) a não ficarem de
luto, mas a permanecer dentro do tabernáculo enquanto toda a casa de Israel
lamentava o derramamento da ira de Deus.
“e moisés disse a arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: não
descobrireis as vossas cabeças, nem rasgareis vossas vestes, para que não
morrais, nem venha grande indignação sobre toda a congregação; mas vossos
irmãos, toda a casa de Israel, lamentem este incêndio que o senhor acendeu. nem
saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está
sobre vós o azeite da unção do senhor. e fizeram conforme a palavra de moisés”
(lv.10:6,7).
"arão
calou-se" (lv.10:3).
a
maneira como arão recebeu o duro golpe da justiça divina foi uma coisa
extraordinariamente impressionante e tocante.
era uma cena
solene. os seus dois filhos mortos a seu lado - mortos pelo fogo do juízo
divino.
- Há pouco tempo
(lv.cap.8) arão tinha visto os seus filhos revestidos com as suas
vestes de glória e beleza - lavados, ornados e ungidos.
- Arão tinha
estado com eles perante o senhor,
para serem consagrados ao ministério sacerdotal.
- Arão tinha
oferecido, em
companhia deles, os sacrifícios determinados.
- Nadabe e abiú
tinham visto os raios da glória divina irradiando
da coluna de nuvem (sinal da presença de deus).
- Tinham visto
cair o fogo do senhor sobre
o sacrifício e consumi-lo.
- Tinham ouvido
irromper da
congregação, prostrada em adoração, as exclamações de júbilo.
tudo
isto arão acabava de passar ante seus olhos. mas, agora, os seus dois filhos
jaziam a seu lado nas garras da morte.
o fogo do
senhor, que pouco antes fora
alimentado por um sacrifício aceitável, tinha, agora, caído em juízo sobre
eles.
o que arão
podia dizer? nada.
simplesmente "arão calou-se”.
arão, sem
dúvida, sentiu que as próprias colunas da sua casa foram sacudidas pelo trovão do
juízo divino; e, portanto, só podia permanecer em silêncio
sepulcral diante daquela cena aterrorizadora.
ele só tinha de
se comportar à semelhança do salmista: “emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o
fizeste" (sl.39:9).
ainda que a mão de Deus pudesse parecer
muito pesada, arão só tinha que curvar a cabeça, em temor
silencioso e reverente aquiescência.
"emudeci...
tu o fizeste", era
a atitude mais adequada diante do juízo divino.
que possamos
aprender a andar suavemente na presença divina e a pisar os átrios do senhor com os
“pés descalços” e espírito reverente.
veja, pelo texto
sagrado, que o juízo de Deus não devia abalar a atividade sacerdotal (lv.10:6,7).
os que estavam
fora, que estavam a
uma distância do santuário, que não estavam na posição de sacerdotes, podiam
"lamentar a morte de nadabe e abiú.
mas, quanto
a arão e seus filhos, deviam continuar no desempenho das suas santas funções,
como se nada tivesse acontecido.
sacerdotes
no santuário não deviam lamentar-se, mas adorar.
sacerdotes
no santuário não deviam chorar na presença da morte, mas curvar as cabeças
ungidas na presença da visitação divina.
"o
fogo do senhor" podia agir e fazer a sua obra de juízo, mas, a
um sacerdote, não interessava o que esse "fogo" tinha vindo
fazer:
- Se vinha para
expressar aprovação divina consumindo
o sacrifício ou o desagrado divino consumindo os que
ofereciam "fogo estranho". o sacerdote só tinha que
adorar.
o profeta Ezequiel foi chamado, nos seus dias,
para aprender esta lição. veja o que o texto sagrado afirma:
“e veio a mim a palavra do senhor, dizendo: filho do homem, eis
que tirarei de ti o desejo dos teus olhos de um golpe, mas não lamentarás, nem
chorarás, nem te correrão as lágrimas. refreia o teu gemido; não tomarás luto
por mortos; ata o teu turbante e coloca nos pés os teus sapatos; e não te
rebuçarás e o pão dos homens não comerás. e falei ao povo pela manhã, e à tarde
morreu minha mulher; e fiz pela manhã como se me deu ordem” (ez.24:15-18). Deus avisou a Ezequiel
que este perderia a esposa, a quem ele muito amava; contudo, ele
não deveria lamentar publicamente a sua morte, nem participar dos rituais
de luto.
Deus não
proibiu, com esta ordem,
que Ezequiel sentisse pena no seu íntimo pela perda da esposa.
o
fato de o profeta Ezequiel deixar de externar qualquer pesar servia de sinal aos
exilados de que a queda de Jerusalém e do templo seriam
tão devastadores que os judeus não conseguiriam expressar sua
tristeza de maneira comum.
a
obediência do profeta Ezequiel nessa
situação deve ter sido uma das suas tarefas mais difíceis como
profeta.
embora
sob grande tristeza por
causa da perda da sua esposa, tinha de continuar profetizando dia
após dia a um povo rebelde.
compartilhava
dos sofrimentos de Deus,
pois o próprio deus ficaria sem o seu povo, sua cidade e o seu templo, assim
como seu profeta fiel ficaria sem sua esposa querida.
ser
fiel a Deus pode significar um preço alto a pagar.
os
crentes da nova aliança, de
igual modo, são conclamados a compartilhar dos sofrimentos de
cristo.
CONCLUSÃO
este
fatídico juízo divino ocorrido ensina-nos quão grave é, à vista de Deus,
substituir as coisas sagradas pelas coisas carnais.
ao
longo da história da igreja os homens têm substituído o evangelho simples pela
tradição, o culto de coração pelos ritos, a revelação pelo racionalismo, o
evangelho da salvação pelo evangelho de boas obras, e o fogo do espírito santo
pelo fogo da paixão religiosa.
está na hora de parar com as liturgias bizarras, cultos
profanos, teologias permissivas e costumes que ferem a palavra de Deus.
se não atentarmos à santidade e à glória divinas, não
subsistiremos, pois o nosso Deus, embora seja conhecido pelo amor e bondade, é
também um fogo consumidor (is.30:27;
hb.12:29). PENSE NISSO!


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