PROFETA MIQUEIAS
O
CHÃO NÃO É O TEU LUGAR
ESBOÇO BIBLICO: Miqueias 7: 8- Não te alegres, inimiga minha, a meu respeito; quando eu cair, levantar-me-ei; quando me sentar nas trevas, o Senhor será a minha luz.
TEXTO
BÍBLICO
“Eu, porém, esperarei no Senhor; esperei no Deus da minha
salvação; o meu Deus me ouvirá.” Miquéias
7.7
VERDADE
APLICADA
Somos
chamados a cumprir a missão de anunciar a Palavra de Deus no poder do Espírito
Santo, com amor e fidelidade ao Senhor.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar o
cenário da mensagem de Miqueias
Destacar a ganância e a insensibilidade do povo
Apresentar lições do livro de Miquéias para os dias de hoje
Estudo Bíblico: O Profeta Miqueias e Sua Importância
Miqueias
é o sexto dos doze profetas menores do Antigo Testamento. Seu nome, que
significa "Quem é como o Senhor?" (referenciado em Miqueias
7:18), já aponta para o caráter inigualável de Deus em perdoar e ter
misericórdia.
Quem
foi Miqueias?
- Origem: Era de Moréshet-Gate, uma pequena
vila no interior do Reino de Judá, o que o colocava em contato com a
realidade do povo camponês, frequentemente oprimido pelas classes altas de
Jerusalém e Samaria.
- Período: Profetizou durante os reinados de
Jotão, Acaz e Ezequias de Judá (aproximadamente 740 a 697 a.C.), sendo
contemporâneo de grandes profetas como Isaías, Amós e Oseias.
- Contexto: Foi uma época de prosperidade
econômica para alguns, mas de profunda corrupção espiritual e social, com
grande injustiça contra os pobres. O Reino do Norte (Israel) estava à
beira da destruição pela Assíria (o que ocorreu em 722 a.C.), e o Reino do
Sul (Judá) estava sob grande tensão e ameaça.
Estrutura
e Mensagem Principal do Livro
O
livro alterna profecias de juízo (disciplina) e de esperança
(restauração), podendo ser dividido em três ciclos principais:
- Capítulos
1-3: O Juízo Iminente:
Denúncia contra Samaria e Jerusalém, focando na idolatria, opressão social
e nos líderes corruptos (profetas, sacerdotes e chefes) que perverteram a
justiça.
- Capítulos
4-5: A Glória Futura e o Messias:
Mensagens de esperança sobre a restauração de Sião, o estabelecimento do
Reino de Deus e a profecia messiânica crucial.
- Capítulos
6-7: Chamado ao Arrependimento e a Misericórdia: Deus apresenta sua causa contra o
povo, chama ao arrependimento, e o livro conclui com uma oração de
confissão e certeza na misericórdia e no perdão de Deus.
A Importância Central do Livro de Miqueias
O
livro de Miqueias tem uma importância duradoura por três razões principais: sua
Ênfase Ética, sua Profecia Messiânica e sua Visão da Redenção.
1.
A Ênfase Ética: O Verdadeiro Culto a Deus
O
texto mais conhecido e de maior impacto ético de Miqueias é a resposta de Deus
à pergunta sobre o que Lhe agrada:
Miqueias
6:8:
"Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e o que é que o
Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a
misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?"
- Significado: Miqueias demonstra que o verdadeiro
culto a Deus não está em rituais vazios, sacrifícios caros ou formalidades
(6:6-7), mas sim em uma conduta de vida que reflete o caráter de
Deus:
- Justiça: Agir com retidão, especialmente em
relação aos mais vulneráveis.
- Misericórdia: Ter um coração compassivo, bondoso e
fiel.
- Humildade: Reconhecer a soberania de Deus e
andar em dependência d'Ele.
2.
A Profecia Messiânica
Miqueias
contém uma das profecias mais precisas sobre o nascimento de Jesus Cristo:
Miqueias
5:2:
"E tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os
milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens
são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade."
- Significado: Cerca de 700 anos antes do evento,
Miqueias não apenas prediz o nascimento do Messias, mas também especifica
o local (Belém Efrata) e atesta a natureza eterna do Rei que
viria. Essa profecia foi citada pelos sacerdotes e escribas ao Rei Herodes
para indicar onde o Cristo nasceria (Mateus 2:6), validando a inspiração e
a precisão das Escrituras.
3.
A Visão da Redenção e do Perdão
O
livro termina com uma poderosa declaração de esperança e uma oração que revela
o incomparável amor de Deus:
Miqueias
7:18-19:
"Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniquidade e se
esquece da transgressão do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira
para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós;
pisará as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas
do mar."
- Significado: Miqueias reafirma a esperança na
soberania e no amor de Deus, ensinando que, apesar do juízo merecido, o propósito
final de Deus é salvar e redimir aqueles que se arrependem,
demonstrando que Sua misericórdia é mais poderosa que Seu juízo.
Aplicação para Hoje
O livro de Miqueias nos desafia a refletir sobre:
- A
Autenticidade da Fé:
Nossa fé se manifesta mais em rituais ou em atitudes concretas de justiça
e misericórdia no dia a dia?
- A
Crítica à Corrupção:
A denúncia de Miqueias contra a injustiça social e a corrupção dos líderes
religiosos e políticos ainda ressoa em nossos dias, chamando a igreja a
ser voz em defesa dos oprimidos.
- A
Confiança na Esperança:
Em meio às dificuldades e ao juízo, a promessa do Messias e a certeza do
perdão de Deus nos dão esperança inabalável.
Gostaria
de se aprofundar em algum trecho específico do livro de Miqueias, como o
capítulo 6 ou a profecia de Belém?
TEXTOS DE REFERÊNCIA - MIQUÉIAS 1.1-3, 5
1- Palavra do Senhor, que veio a Miquéias,
morastita, nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, a qual ele viu
sobre Samaria e Jerusalém.
2- Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, em tua plenitude; e
seja o Senhor Jeová testemunha contra vós, o Senhor, desde o templo da sua
santidade.
3- Porque eis que o Senhor sai do seu lugar, e descerá, e andará sobre
as alturas da terra.
5- Tudo isto por causa da prevaricação de Jacó e dos pecados da casa de
Israel. Qual é a transgressão de Jacó? Não é Samaria? E quais os altos de Judá?
Não é Jerusalém?
LEITURAS
COMPLEMENTARES
SI 51.17 Deus não despreza um coração quebrantado.
Pv 17.5 Escarnecer do pobre é insultar o Criador.
Jo 1.8 A importância de testificar da luz, que é Cristo
2Co 5.20 O ministério da reconciliação.
Ef 2.7-8 A salvação é pela graça.
1ªPe 2.9 Geração eleita, sacerdócio real, nação santa.
MOTIVO
DE ORAÇÃO
Ore
a Deus por coragem para pregar contra o pecado e as injustiças que nos assolam.
ESBOÇO
DO ESTUDO
1-
O CENÁRIO DA MENSAGEM DO PROFETA MIQUÉIAS
1.1.
Conhecendo um pouco mais o profetas
1.2.
A mensagem do profeta
1.3.
Os falsos profetas
2-
A GANÂNCIA E A INSENSIBILIDADE
2.1.
A crise da integridade
2.2.
A verdadeira religião
2.3.
Juízo e esperança
3-
MIQUÉIAS PARA HOJE
3.1.
Esperança em meio à aflição
3.2.
Apelo à fidelidade e à justiça
3.3.
A esperança na misericórdia do Senhor
INTRODUÇÃO
A
profecia de Miquéias é uma denúncia contra o pecado, os falsos profetas, as
injustiças sociais e a corrupção, mas, também, contém palavras que revelam a
misericórdia de Deus.
PONTO
DE PARTIDA
Devemos
praticar a justiça e a misericórdia.
1-
O CENÁRIO DA MENSAGEM DO PROFETA MIQUÉIAS
A
opressão do povo assírio foi usada como instrumento de Deus para disciplinar o
povo de Israel; desta forma, as palavras proféticas de Miquéias ecoaram antes,
durante e um pouco após o ataque da Assíria. O primeiro versículo do livro
de Miquéias situa o leitor sobre a periocidade de seu ministério que foi
durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá [Mq 1.1].
1.1.
Conhecendo um pouco mais o profetas
Sabe-se
pouco a respeito da vida pessoal do profeta. Seu nome era Miquéias [Mq 1.1.];
lugar onde morava – morastita – Moresete-Gate [Mq 1.1,14]; a época em
que profetizou foi “nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” [Mq 1.1];
e sua mensagem foi dirigida para Samaria e Jerusalém [Mq 1.1]. O nome Miquéias
significa “Quem é como Jeová?”. Este nome era um nome muito comum à época e
pode ter as variações de Mica e Micaías. Segundo os estudiosos do Antigo
Testamento, o profeta Miquéias e o profeta Isaías foram contemporâneos e,
possivelmente, isso explique a semelhança entre seus textos [Is 2.2-4; Mq
4.1-3].
SUBSÍDIO 1.1
R.
N. Champlin: “O nome Miquéias vem de uma palavra hebraica que significa
“Quem é como Yaweh?”. O nome do autor do livro de Miquéias aparece na
Septuaginta como Michaías. A Vulgata Latina diz Michaeas. Ele foi o autor do
livro que figura em sexto lugar na disposição dos profetas menores, segundo o
nosso cânon do Antigo Testamento. No texto do cânon hebraico, aparece no “livro
dos doze profetas”; e, na Septuaginta, aparece em terceiro lugar entre esses
profetas. O seu livro é mencionado por Ben Siraque [Eclesiástico 48.10], de
maneira tal que fica confirmada a sua aceitação, desde tempos antigos, como
parte das Sagradas Escrituras do Antigo Testamento.”
1.2.
A mensagem do profeta
As
palavras proféticas de Miquéias se dirigiram às cidades de Samaria,
capital do reino do Norte, e Jerusalém, capital do reino do Sul. Suas palavras
foram de denúncias contra os habitantes e contra seus governantes. A época em
que o profeta viveu foi um período de corrupção e violência no reino de
Judá [Mq 7.2-4], A mensagem do profeta Miquéias era uma dura advertência
ao povo, pois havia rejeitado a Deus e Suas leis. O juízo de Deus era iminente
sobre os infiéis, no entanto Miquéias trazia consolo e esperança para uma
minoria que permaneceu fiel a Deus, para esses havia uma promessa de
restauração.
SUBSÍDIO 1.2
“Miquéias, Amós, Isaías e
Oséias são chamados profetas éticos, por causa da ênfase que deram à exigência
de conduta reta por parte dos adoradores de Jeová. Esta é uma característica
dos profetas dos séculos oitavo e sétimo antes de Cristo, e deve-se a três
fatores principais:
a) a deterioração do comportamento religioso dos hebreus;
b) as especulações sobre o caráter de Deus;
c) a evolução do conceito de justiça divina.”
1.3. Os falsos profetas
Em
meio a tanta apostasia, corrupção e violência, o esperado era que surgissem
também falsos profetas. Contra eles, Miquéias também dirigiu suas palavras
proféticas com coragem e ousadia: “…e os seus profetas adivinham por dinheiro;
e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós?
Nenhum mal nos sobrevirá” [Mq 3.11]. A liderança em geral aceitava subornos:
“Os seus chefes dão as sentenças por presentes, e os seus sacerdotes ensinam
por interesse” [Mq 3.11]. Tanto o povo quanto seus líderes civis e religiosos
caminhavam longe das leis e da justiça de Deus. Contra esse estado de coisas, o
profeta, como um arauto, anunciou a salvação [Mq 4-5]. Ele falou da destruição,
mas também anunciou a salvação.
SUBSÍDIO 1.3
“A verdade e o
juízo devem ser o compromisso de cada cidadão, principalmente daqueles que
exercem a autoridade [ Jó 29.14-17], Infelizmente, há casos em que o
pecado obscurece a visão de algumas pessoas, a ponto de inverter o padrão de
vida espiritual [2Tm 4.10; 2.4-5]. Como nos dias de Miquéias, temos presenciado
líderes que se distanciaram do propósito divino [ Ap 2.5].” Podemos conectar
Miquéias 3 com 2 Pedro 2, pois o apóstolo diz que como “houve
entre o povo falsos profetas…entre vós haverá também falsos doutores”.
EU
ENSINEI QUE:
O
remédio para uma sociedade adoecida moral, ética e espiritualmente é se voltar
para Deus em sincero e verdadeiro arrependimento.
2-
A GANÂNCIA E A INSENSIBILIDADE
A cobiça pelas
propriedades alheias predominava entre aqueles mais abastados, os governantes e
os líderes religiosos, uma vez que a riqueza era avaliada pela quantidade de
terras que se possuía. Para que tal objetivo fosse alcançado, não se importavam
em oprimir e defraudar seus compatriotas [Mq 2.1-2]
2.1. A crise da integridade
Como
já dito anteriormente, a crise ética, moral e espiritual permeava toda a
sociedade daquela época. Mesmo sendo o povo escolhido de Deus, há muito Israel
não escolhera mais o Senhor como Deus em suas vidas. Haviam adotado o estilo de
vida dos povos pagãos, bem como a corrupção dos mais influentes contra os mais
vulneráveis. Quando os camponeses encontravam dificuldade em produzir aquilo
que lhes era exigido para custear o alto estilo de vida das pessoas mais
abastadas e influentes, os proprietários de terras tomavam as suas propriedades
e posses, e subornavam os juízes, influenciando as decisões da justiça.
SUBSÍDIO 2.1
““Ai daqueles que
no seu leito maquinam iniquidades” [Mq 2.1]. No primeiro capítulo o
pecado do povo eleito refere-se ao pecado de Samaria que se alastrou até
Jerusalém [Mq 1.9]. A injustiça dos que detém o poder [Is 5.8, 14] permeia todo
o capítulo dois. Os poderosos são acusados de explorarem os pobres, violentando
seus lares e oprimindo os humildes [Mq 2.1, 4],
“Têm poder em suas mãos” [Mq 2.1] Qual poder? Certamente o poder
econômico, que compra os “outros poderes”, abrindo assim caminho para agirem
soberbamente, satisfazendo sua insaciável vontade de possuir [Pv 14.34; 29.2].” PENSE NISSO !!!!!!
2.2. A verdadeira religião
Diante
de todo o quadro até agora visto, seria coisa muito difícil retomar a vida com
Deus? Seria possível para aquele povo fazer um concerto com Deus? Miquéias
clamou por um arrependimento sincero, ele anunciou o juízo iminente, que seria
enviado pelo Senhor. Chamou o povo de Deus a agir com justiça, a amar a
misericórdia e a andar humildemente com Deus. O próprio profeta deu a receita
do que seria a verdadeira religião diante de Deus: “Agradar-se-á
o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu
primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da
minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede
de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes
humildemente com o teu Deus?” [Mq 6.7-8]. Há nas palavras de Miquéias o
encorajamento necessário a todos que genuinamente desejam servir a Deus.
SUBSÍDIOS 2.2
“Ele denuncia os falsos
profetas, os líderes desonestos e os sacerdotes ímpios que enganavam o povo e o
conduziam ao pecado, ao invés de direcioná-los a uma vida mais próxima de Deus.
Por mais que se pratique de forma correta os rituais que a Lei ordena, esses
rituais não podem ser suficientes se o coração do povo mantinha seus pecados.
Deus estava irado com Samaria e Jerusalém, pois o povo não o adorava de
coração. Isso não significa que Deus abomina rituais. Ele mesmo prescreveu em
Levítico a liturgia e as festas religiosas. O que deixou Deus irado foi o povo
imaginar que seguindo corretamente os rituais, estariam isentos de uma vida de
fé e das obrigações sociais da Lei quanto ao auxílio dos pobres [Mq 6.7-8]. O
profeta deixa claro o desejo de Deus para os israelitas, numa referência que
serve também para a Igreja do Senhor: a prática da justiça, o amor à bondade e
o andar de forma não soberba diante de nossos pares e do próprio Deus.”
2.3.
Juízo e esperança
O
profeta advertiu que os assírios dominariam o povo de Israel e isso seria tão
devastador, que quem observasse não entenderia como um povo escolhido por Deus
estava naquela situação ou diria que Deus retirou o Seu favor deles. Miquéias
interpreta a invasão assíria como julgamento de Deus contra Jerusalém. Eles não
somente perderiam tudo, como também seriam entregues nas mãos de um povo
terrível e cruel. Contudo, Miquéias não anunciou somente o juízo de Deus, ele
também profere palavras de esperança e salvação. Ele mostrou também um caminho
de esperança, pois Deus é justo para salvar o inocente e o que se converte dos
seus maus caminhos.
SUBSÍDIO
2.3
Ao
longo do Antigo Testamento, em vários momentos do povo de Deus, vemos o Senhor
enviando castigo por causa dos pecados de Israel. Porém, também é atestado que
tais momentos não significavam que o Senhor rejeitara Israel para sempre. “Antes mesmo de acontecerem os juízos sobre Samaria e Jerusalém, vemos Deus
demonstrando o amor pelo seu povo ao anunciar sua restauração [Mq 4.6-7].”
EU ENSINEI QUE:
A nossa comunhão com Deus deve se revelar na maneira como
tratamos outras pessoas.
3- MIQUÉIAS PARA HOJE
A
profecia de Miquéias, apesar de ter sido direcionada ao povo de Jerusalém e
Judá, aborda temas que nunca deixaram de existir em todas as sociedades em
todos os tempos. Ele denunciou os pecados, a corrupção, as injustiças e os
falsos profetas. Apesar de Miquéias ter anunciado o iminente juízo de Deus,
também profetizou esperança e restauração mediante o arrependimento e
a misericórdia de Deus.
3.1. Esperança em meio à aflição
O
profeta, em meio ao caos em que se encontrava, profere palavras de esperança em
meio à aflição: “Eu, porém, esperarei no Senhor;
esperei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.” [Mq 7.7].
Miquéias encontrou em Deus a solução para os males que o afligiam. O profeta
confiou no juízo e na misericórdia de Deus e sabia que tudo estava sob Seu
controle. Essa certeza traz a Miquéias a força necessária para continuar sua
missão, ainda que não houvesse qualquer sinal de mudança daquele cenário, pois,
por todos os lados havia pecado, deuses estranhos e injustiças.
SUBSÍDIO 3.1
“A
despeito da impiedade generalizada (v. 2), a despeito da opressão política (v.
3), a despeito da desagregação da família (w. 5-6), ele (Miquéias) olhará para
Iavé, o Deus da aliança (cf. Js 24.14-15). Deus está presente, e Miquéias
confiará, por mais que ele pareça “ausente”. “Esperarei” indica que sua
confiança está no Deus que salva. Miquéias observa o futuro para ver Deus
intervir. Desde o capítulo 2, isso tem sido uma constante em sua profecia. O
mesmo conceito aparece com frequência nos Salmos (cf. especialmente SI 38.15;
42.5; 130.5). Aqui, como em outras passagens, Miquéias depende totalmente de
Deus para a salvação.”
3.2. Apelo à fidelidade e à justiça
Deus
quer que Seu povo viva à altura dos padrões morais e éticos que Ele traçou. Nos
dias de Miquéias, muitos deixaram de viver à altura dos altos padrões divinos.
Deus os havia livrado da escravidão egípcia e os estabelecera como nação.
Convocou-os a ser uma sociedade exemplar que atraísse para Ele outras nações
[Dt 4.5-6], No entanto, eles exploraram os pobres e se dedicaram com egoísmo à
busca de suas próprias vantagens. Rebelaram-se contra a autoridade de
Deus e rejeitaram os seus profetas.
SUBSÍDIO 3.2
Hernandes
Dias Lopes (Miqueias: a justiça e a misericórdia de Deus): “A mensagem de Miquéias vem ao encontro da criminalidade
nas ruas e, ao mesmo tempo, denuncia os poderosos sobre a injustiça que os
povos de hoje passam e sofrem por não haver quem os defenda. Os homens
poderosos continuam arrogantes como na época de Miquéias, mudaram apenas as
épocas, mas a injustiça prossegue sendo praticada.”
3.3. A esperança na misericórdia do Senhor
Miquéias
apontou os pecados de Israel e Judá como sendo a idolatria [Mq 1.5-9], a
exploração dos mais pobres [Mq 2.1-2-3.1-3] e a falsa religiosidade [Mq 3.5-7].
Eles sofreriam o julgamento de Deus e o cativeiro seria o seu destino [Mq 2.10;
6.9-16], Tanto o reino do norte quanto o reino do sul experimentaram o
cativeiro. O reino do norte foi destruído, mas Judá, reino do sul, não foi
exterminado. A nação não seria exterminada totalmente. Assim como o profeta
denunciou o pecado, ele também anuncia a misericórdia de Deus àqueles que O
buscam com o coração arrependido [Mq 7.18].
SUBSÍDIO 3.3
“Junto com a restauração do rei davídico,
Miquéias também profetizou uma reversão na sorte de Jerusalém. Miquéias
advertiu que esta cidade, escolhida por Davi como capital e local do templo do
Senhor, seria sujeita ao sítio [Mq 5.1] e reduzida a entulhos [Mq 3.12], Ele
personificou a cidade em sua humilhação como uma mulher em trabalho de parto,
estorcendo-se em agonia para dar à luz [M q4.9-10]. Da perspectiva do exílio,
Jerusalém personificada reconhece a justiça do castigo de Deus e prevê o dia da
justificação e restauração [Mq 7.8-12], Utilizando a imagem de Miquéias 4.9-10,
o profeta comparou a volta do povo exilado em Sião a dar à luz [Mq 5.3]. No
futuro, o Senhor livraria Jerusalém dos que a atacavam [Mq 4.11-13].”
EU ENSINE! QUE:
A misericórdia de Deus prevalece sobre a Sua ira quando o Seu
povo se arrepende dos seus maus caminhos.
CONCLUSÃO
A
mensagem de Miquéias ensina o segredo para aqueles que desejam permanecer
firmes apesar das circunstâncias – o segredo é manter os olhos fixos em Deus e
não nas circunstâncias.


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