sexta-feira, 7 de novembro de 2025

A CASA NA ROCHA OU NA AREIA


 

SUA CASA NA ROCHA OU NA AREIA

Estudo sobre a Parábola da Casa na Rocha e na Areia encontrada em Mateus 7:24-27.

O Contexto e a Mensagem Central

Esta parábola é a conclusão do Sermão da Montanha de Jesus, e serve como um chamado final à ação e obediência prática.

  • Mateus 7:24-25 (O Sábio Construtor):

"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as prática é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha."

  • Mateus 7:26-27 (O Tolo Construtor):

"Mas quem ouve estas minhas palavras e não as práticas é como um homem tolo que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu. E grande foi a sua queda."

A mensagem principal é clara: a verdadeira sabedoria e segurança vêm de ouvir os ensinamentos de Jesus e praticá-los na vida diária.

 

Elementos da Parábola e seus Significados

Elemento

Significado

Explicação

A Casa

A Vida de uma pessoa individual ou coletiva, como família/comunidade)

Representa a vida, a fé, as decisões e o destino eterno da pessoa.

Ouvir as Palavras de Jesus

Receber e ter acesso aos ensinos de Cristo (a Palavra de Deus).

É o ponto de partida comum aos dois construtores, mas insuficiente por si só.

Praticar as Palavras (Construir na Rocha)

Obediência e colocar os ensinos de Cristo em prática.

Jesus é a Rocha (o alicerce seguro) e os Seus ensinos, quando praticados, criam um fundamento sólido. O construtor é prudente (sábio) por pensar no futuro.

Não Praticar as Palavras (Construir na Areia)

Desobediência, superficialidade, falta de alicerce ou base em algo instável.

É o homem tolo (insensato) que se contenta com a facilidade ou aparência, ignorando a necessidade de um fundamento profundo.

A Chuva, Rios e Ventos

Adversidades e tempestades da vida (provas, tentações, crises, perseguições) e o Julgamento Final de Deus.

São as mesmas para ambos os construtores. O teste da vida revela a qualidade do alicerce.

A Casa que Permanece

Vida resistente às crises e Salvação no Julgamento.

A obediência assegura estabilidade, caráter e a permanência diante de Deus.

A Grande Queda

Vida que se arruína nas crises e Perdição no Julgamento.

A desobediência leva à ruína completa e irreparável.


Reflexão e Aplicação

A parábola enfatiza que não basta ter uma aparência exterior de religiosidade ou apenas ouvir a Palavra de Deus (como muitos que diziam "Senhor, Senhor" nos versículos anteriores, Mateus 7:21-23). O que realmente diferencia o destino das duas "casas" é o alicerce, ou seja, a prática efetiva dos mandamentos de Cristo.

  • A Rocha é, em última análise, o próprio Jesus Cristo e a obediência aos Seus ensinos. Ele é o único fundamento seguro (1 Coríntios 3:11).
  • A Areia representa tudo o que é inconstante ou temporário, como confiança em riquezas, opiniões humanas, emoções passageiras ou uma fé apenas teórica.

A escolha é entre a prudência (pensar no futuro e cavar fundo para o alicerce) e a insensatez (contentar-se com o fácil e superficial).

Construindo sobre a rocha

Quem não gostaria de ter uma casa com vista para o mar? Mas muitas casas de praia são construídas sobre a areia, sem um alicerce sólido. O resultado? As casas desabam facilmente. Toda casa precisa de um bom alicerce, e toda vida também.

Jesus - o bom alicerce

— Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as prática será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.


Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha. - Mateus 7:24-25

Sua vida é como uma casa. Você a constrói, passo a passo, e dedica tempo e esforço à construção. Na base de tudo aquilo que você faz estão as suas crenças e convicções, que precisam estar alicerçadas sobre alguma coisa.

Jesus é a rocha que pode sustentar sua vida. Ele é a verdade, a base sólida para a sua vida. Quando você vive de acordo com os ensinamentos de Jesus, você mostra que a sua fé está firmada n'Ele. A fé em Jesus molda toda a arquitetura de sua vida.

A solidez da casa reflete a solidez do alicerce. Quando você alicerça a sua fé em Jesus, a rocha, você encontra firmeza para superar as tempestades da vida. As dificuldades podem ser muito grandes, mas a casa não vai cair! Jesus segura a sua vida.

O alicerce errado

E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as práticas será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.


Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. -
Mateus 7:26-27

Todas as outras coisas deste mundo são como a areia: mudam e desaparecem. Pôr a sua fé nelas é loucura!

Riqueza, família, trabalho, amizades, saúde... são coisas boas, mas não são um alicerce sólido para a sua vida. Se você constrói a sua casa sobre elas, de um dia para o outro elas podem desaparecer e a sua vida vai desmoronar. Não são material para alicerce.

Não basta ouvir a Palavra de Deus. É preciso pô-la em prática. Quem ouve, mas não prática, mostra que não crê de verdade. O seu alicerce ainda está na areia, embora saiba que a rocha é melhor. E o resultado é trágico.

Alicerce a sua fé em Jesus e construa a sua vida sobre os Seus ensinamentos. Em Jesus, a sua vida está segura.

bíblica da Casa sobre a Rocha foi uma pequena parábola contada por Jesus no fim do Sermão da Montanha. Nela, Jesus chama a atenção para a importância de se ouvir e obedecer, colocando em prática os Seus ensinamentos.

Parábola da casa sobre a rocha - Mateus 7:24-29

²⁴ — Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.
²⁵ Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha.
²⁶ E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem história insensato que construiu a sua casa sobre a areia.
²⁷ Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
²⁸ Quando Jesus acabou A de proferir estas palavras, as multidões estavam maravilhadas com a sua doutrina,
²⁹ porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.

A parábola, registrada nos Evangelhos de Mateus e Lucas, nos ensina que a prova da obediência cristã é o cumprimento dos ensinamentos de Jesus. Não adianta ouvirmos sempre, conhecermos bem se, de fato, não agirmos conforme a Palavra de Deus.

Lembre-se: após ouvirem o que Jesus ensinou, algumas pessoas colocam em prática, enquanto outras ignoram suas palavras. Embora ambas construam suas casas externamente, é a base interna que determinará o seu futuro.

Explicação bíblica da parábola da casa edificada sobre a rocha

Essa pequena parábola contada por Jesus, nos encoraja a viver uma vida de fé e obediência à Palavra de Deus. Quem ouve e segue os ensinamentos de Jesus constrói a vida numa base inabalável, enquanto quem ignora esses ensinamentos fica em terreno instável, e enfrentará consequências sérias.

A casa na rocha significa o fundamento de uma vida sólida - A pessoa que ouve as palavras de Jesus e as coloca em prática é como o prudente, que constrói sua casa sobre uma base forte e estável. Isso representa uma fé genuína, em total obediência aos ensinamentos de Jesus. Ele é a Rocha eterna. A vida construída sobre esse fundamento fiel resiste às tempestades e permanece firme para sempre.

A casa na areia diz respeito à base de uma vida frágil - A pessoa desinteressada pela Palavra de Jesus, pode até ouvi-la, mas não prática. É como o negligente que constrói sua casa sobre a areia, a sua fundação é frágil e incerta. Isso representa a falta de obediência às palavras de Jesus, que se resume numa fé superficial e numa vida sem compromisso com Deus. Quando as tempestades vêm, a vida construída sobre esse fundamento desaba.

Parábola da casa sobre a rocha em Lucas 6-46.49

⁴⁶ — Por que vocês me chamam "Senhor, Senhor!", e não fazem o que eu mando?
⁴⁷ Eu vou mostrar a vocês a quem é semelhante todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as prática.
⁴⁸ Esse é semelhante a um homem que, ao construir uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha. Quando veio a enchente, as águas bateram contra aquela casa e não a puderam abalar, por ter sido bem construída.
⁴⁹ Mas o que ouve e não prática é semelhante a um homem que construiu uma casa sobre a terra, sem alicerces, e, quando as águas bateram contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.

Ponha em prática tudo que você aprende com Jesus e veja a sua vida se firmar, tal como uma casa sobre uma rocha inabalável!

ESTUDO ROCHA OU AREIA?

• Jesus pregou as mensagens mais extraordinárias e transformadoras da história! 

• No memorável Sermão do Monte, Ele estabeleceu os alicerces do Reino de Deus. Jesus deixou muito claro quais são os valores, atitudes e mudanças que Ele espera de seus discípulos.

• Encerrando o seu maravilhoso sermão, Jesus apresenta claramente uma lista de duas possibilidades: porta estreita ou porta ampla, caminho apertado ou caminho largo, construir sobre a rocha ou sobre a areia.

• Nesse clima, hoje é dia de decisão! Cada pessoa presente está diante de Jesus e sendo chamada a se posicionar. Maduro ou novo na fé, antigo na célula ou chegando agora, todos estão agora diante de Jesus e ele nos convida a escolher:

Você vai construir sua casa na rocha ou na areia?

1. OUVIR E PRATICAR • Para fechar o Sermão do Monte com “chave de ouro”, Jesus utiliza uma ilustração forte e fantástica, a do homem prudente e do homem insensato, que constroem sobre a rocha ou sobre a areia. Ele quer deixar bem claro que cada um é o construtor de sua própria vida e de seu futuro. 

• Que cada um deve escolher entre apenas ouvi-lo ou ouvi-lo e praticar o que Ele ensinou. 

• Esta escolha determinará se o cristão será mais que feliz (bem-aventurado) ou se será apenas um cristão nominal, um falso seguidor, ainda que bem-intencionado. 

• Neste caso, será grande a nossa ruína (ou queda). Este ensino é crucial.  • Veja o texto novamente. Como Jesus define quem é homem prudente e quem é insensato?

• Através da ilustração de dois construtores que edificaram suas casas sobre a rocha ou sobre a areia, o Senhor quer mostrar a diferença entre o crente verdadeiro e o falso crente, o que vive o Evangelho, segue os valores do Reino e o que não vive. 

• Este último até conhece o Evangelho, provavelmente o admire, mas não vive como discípulo de Cristo. A intenção de Jesus é revelar que sempre haverá muitos que buscarão e desejarão apenas os benefícios e as bênçãos da salvação. 

Fazem uma declaração de fé, do tipo “Senhor, Senhor!”, mas param aí e se iludem pensando que só isto é suficiente.

• O propósito de Jesus é mostrar-nos a diferença entre a verdadeira e a falsa conversão, a diferença entre o discípulo e o crente somente na aparência, entre os nascidos de novo, que são filhos de Deus, e os que somente pensam que são. 

• Para isso, ele faz uma comparação dupla: há dois tipos de homens (prudente e insensato), com o mesmo desejo de construir uma casa, mas dois tipos de casa, na rocha ou na areia.

• Nesta ilustração de Jesus, a rocha é a prática da Palavra de Deus, é fazer a vontade do Pai.  

• Ambos estão edificando uma casa, um tipo de vida, porém um está edificando com base na Palavra de Deus, na prática do que tem aprendido, enquanto o outro edifica somente segundo o seu próprio entendimento. 

• Ambos os construtores ouvem a Palavra de Deus, mas apenas o prudente a prática.

• Portanto, ouvir é o primeiro passo, mas não é suficiente se não for acompanhado de uma disposição para praticar. 

• Fica evidente que o Senhor somente será rocha, alicerce salvador, para aqueles que levam a sério a sua Palavra.

• Neste sentido, a areia na qual o homem insensato edificou a sua casa aponta para uma vida cheia de conhecimento, de muito ouvir, mas sem uma prática consistente. 

• Fala de superficialidade, de gente que não tem alicerces profundos, sem realidade espiritual.  

• Fala de pessoas que semana após semana ouvem a Palavra, mas nunca mudam de comportamento. Não tem disposição forte para praticar o que já aprenderam. 

• Areia fala de conceitos humanos que muitos preferem seguir, ao invés da Palavra de Deus. 

• Construir a casa sobre a rocha, praticando a palavra de Deus, não significa ter que viver uma perfeição impecável. Mas significa que professar uma fé sem obras, como ensina Tiago (2:26), é enganar-se a si mesmo. 

• Embora alguém possa dizer “Senhor, Senhor”, para Jesus estas palavras não terão qualquer sentido enquanto eu não O tiver como seu Senhor, enquanto não decidir obedecê-Lo. 

• A verdadeira fé sempre se manifesta no estilo de vida daquele que a possui (Josué 1:68; João 8:31-32; 1 João 1:6 e 2:4). 2. OS TESTES DE UMA BOA CONSTRUÇÃO

• Nesta ilustração de Jesus, Ele mostra que essas edificações foram testadas. • Normalmente, não há como distinguir uma boa casa de uma ruim pela aparência, porque o problema é de base e de fundação, que não se vê por fora. 

• Alguém pode ir aos cultos da igreja, frequentar a célula, cantar músicas de louvor e não ser crente.  • Mas porque Deus não deseja que sejamos enganados, a palavra de Jesus nos mostra que um teste virá sobre a vida de todo aquele que diz servir a Deus. 

• Apenas o teste de uma tempestade, de uma inundação ou de uma ventania revelará a verdade. 

• Segundo M. L. Jones, Jesus indica três tipos de testes que o crente enfrentará:

1. As chuvas, que significam tribulações que vem de vez em quando, em alguns períodos da nossa vida, para nos testar. Podem ser enfermidades, perdas, desapontamentos, algo que sai errado em nossa vida, sermos abandonados por alguém ou qualquer súbita mudança nas circunstâncias. Chuva fala de algo que sempre vem, que não pode ser evitado, como uma tristeza, a velhice, algum infortúnio profissional. São testes que Deus permite para checar a nossa realidade, que sondam e testam as profundezas de nossa alma.

2. As inundações, que representam o mundo, com sua força e sua qualidade mundana de viver, que sempre bate à nossa porta, chocando com toda a força de suas águas e querendo nos arrastar para o seu caminho. Todos nós temos dificuldades de enfrentar o mundo (1 João 2:16) que tenta nos arrastar à força através de perseguições e ataques ou sutilmente através do mundanismo e da atracão sedutora.

3. Os ventos, que são ataques bem definidos de Satanás. Ele pode lançar dúvidas, mentiras, bombardear com pensamentos imundos e malignos, transformar-se em anjo de luz para enganar. O diabo lança ataques violentos tentando derrubar a nossa casa. Em Efésios 6, Paulo ensina que resistimos ao diabo nos preparando com toda a armadura de Deus. E Jesus disse a mesma coisa, afirmando que só ficamos de pé se tivermos sólido alicerce. Deus permite que venham pressões com o propósito de testar a estrutura da casa espiritual. Os que estão edificando a sua vida em cima da obediência não podem ser abalados (Salmo 125:1).

• A vida cristã é um caminho, um processo. E em cada etapa desse processo, Deus espera a nossa resposta e nosso posicionamento. Portanto, os testes são necessários para nos checar e nos fazer avançar.

• Se os homens vierem contra nós, devemos amá-los, abençoá-los e orar por eles. Se o diabo vier nos atacar, devemos resistir, não retroceder, e ele fugirá de nós. 

• Se quisermos ser homens e mulheres de Deus, aprovados e qualificados, precisamos alinhar nossa vida à palavra de Deus, ouvindo e praticando.

CONCLUSÃO

• Ouvir a palavra sem praticá-la é enganar-se a si mesmo. É como construir na areia, não irá permanecer de pé; é como olhar no espelho, ver a roupa suja e não fazer nada. 

• Ouvir a Palavra e não praticar é ter uma falsa religião. O fim é engano, é tragédia. Mas, quem ouve, deseja praticar, se esforça e obedece a Palavra é bem-sucedido em tudo quanto faz (Josué́ 1:6-8).

Ter fé é confiar que a vontade de Deus é melhor do que a nossa vontade. A porta estreita, o caminho apertado e a casa na rocha são a melhor decisão que podemos tomar. 

• Conhecer e obedecer a vontade de Deus nos dará um futuro incomparavelmente melhor do que permanecer na porta ampla, no caminho largo e a casa na areia.

• Deus nos ama e tem o melhor para cada um de nós. A grande questão é se vamos confiar nele a ponto de nos tornar verdadeiros discípulos de Jesus. Como dissemos, estamos diante de Jesus agora. Ele chama cada um de nós a tomar uma posição, agora mesmo. 

Ponha em prática tudo que você aprende com Jesus e veja a sua vida se firmar, tal como uma casa sobre uma rocha inabalável!

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

DAVI SUA VOCAÇÃO E UNÇÃO

 


DAVI SUA VOCAÇÃO E UNÇÃO

A chamada, vocação e unção de Davi na Bíblia são eventos centrais em sua história e marcam o início de sua trajetória como o maior rei de Israel e ancestral do Messias.

O Chamado e a Vocação

O chamado de Davi por Deus é relatado principalmente em 1 Samuel 16.

  • Contexto da Escolha: Deus havia rejeitado Saul como rei por sua desobediência e instruiu o profeta Samuel a ir à casa de Jessé, em Belém, para ungir um de seus filhos como o novo rei (1 Samuel 16:1).
  • A Escolha Divina: Ao ver os filhos mais velhos de Jessé, Samuel se impressionou com a aparência e a estatura de Eliabe, mas Deus o corrigiu com uma das passagens mais famosas sobre o chamado:

"Não atentes para a sua aparência nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como o homem vê. O homem vê o exterior, mas o SENHOR vê o coração." (1 Samuel 16:7)

  • Davi, o Escolhido: Após Jessé apresentar sete de seus filhos, e nenhum ser o escolhido, Samuel perguntou se havia mais algum. Davi, o mais novo, estava no campo, cuidando das ovelhas (1 Samuel 16:11).
  • Humildade e Fiel no Pequeno: O fato de Davi ter sido chamado enquanto exercia a função humilde de pastor de ovelhas, e a Bíblia o descrever como ruivo, de belos olhos e boa aparência (1 Samuel 16:12), destaca que Deus o escolheu não por sua posição ou aparência, mas por seu coração. Ele era um homem "segundo o coração de Deus" (Atos 13:22). Sua vocação inicial como pastor preparou-o para liderar o povo de Israel, comparado a um rebanho.

A Unção de Davi

A unção com óleo era um ato simbólico que separava e consagrava uma pessoa para um ofício específico, como profeta, sacerdote ou, no caso de Davi, rei.

  • A Unção em Belém (1ª Unção):
    • Quando Davi chegou, Deus disse a Samuel: "Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo." (1 Samuel 16:12).
    • Samuel pegou o chifre de azeite e o ungiu no meio de seus irmãos.
    • Consequência Imediata: "E, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi." (1 Samuel 16:13). Esta unção não apenas o designou, mas também o capacitou com o Espírito para a grande obra.
  • A Jornada até o Trono: A unção inicial não o levou imediatamente ao trono. Ele precisou passar por um longo período de provação e preparo: serviu a Saul (tocando harpa e como escudeiro), enfrentou Golias, e foi perseguido por Saul por muitos anos. A unção de Samuel marcou o propósito, mas as provações moldaram o caráter.
  • As Unções Reais (2ª e 3ª Unções): Davi foi ungido rei um total de três vezes:
    1. Por Samuel (1 Samuel 16:13): Para ser rei (unção profética).
    2. Pelos homens de Judá (2 Samuel 2:4): Para ser rei apenas sobre a tribo de Judá.
    3. Pelos anciãos de Israel (2 Samuel 5:3): Para ser rei sobre todo o Israel.

 Significado Teológico

A história da vocação e unção de Davi é fundamental porque:

  • O Coração é o Foco: Ensina que Deus valoriza a atitude interior e a fidelidade (coração segundo o dele) acima da aparência, linhagem ou talentos humanos.
  • Capacitação Divina: A unção com o Espírito Santo conferiu a Davi a capacidade de cumprir o chamado, transformando o humilde pastor em um guerreiro, músico (salmista) e líder.
  • A Linhagem Messiânica: Davi é o ponto central da promessa de Deus de uma descendência real eterna (2 Samuel 7:12-16). Jesus Cristo é frequentemente chamado de o "Filho de Davi" no Novo Testamento, cumprindo a promessa de um rei eterno que viria de sua linhagem.

I. AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE DAVI FOI CHAMADO

1. Em meio a uma crise espiritual.

2. A gravidade da crise.

II. A NATUREZA DA VOCAÇÃO DE DAVI

1. Um desígnio divino.

2. A resposta humana.

III. O PROPÓSITO DA VOCAÇÃO DE DAVI

1. Abençoar a nação judaica.

2. Abençoar a humanidade.

SINTESE

Nada está fora do controle de DEUS.

TEXTO BÍBLICO

"Porém, agora, não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração e já lhe tem ordenado o Senhor que seja chefe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou" (1 Sm 13.14).

VERDADE PRÁTICA

A vocação de Davi atendeu ao propósito divino de preservar o povo escolhido e a linhagem real do Messias.

LEITURA BÍBLICA - 1Sm 16.1, 3, 10-13

1-Então, disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche o teu vaso de azeite e vem; enviar-te-ei a Jessé, o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.

 3-E convidarás Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser.

10-Assim, fez passar Jessé os seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O Senhor não tem escolhido estes. 11-Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os jovens? E disse: Ainda falta o menor, e eis que apascenta as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Envia e manda-o chamar, porquanto não nos assentaremos em roda da mesa até que ele venha aqui. 12-Então, mandou em busca dele e o trouxe (e era ruivo, e formoso de semblante, e de boa presença). E disse o Senhor: Levanta-te e unge-o, porque este mesmo é. 13-Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o ESPÍRITO do Senhor se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá.

DAVI, O MAIOR REI DE ISRAEL

Seu lugar na história.

Davi é uma das figuras mais preeminentes da história do mundo e também entre as personagens da Bíblia. É o mais famoso antepassado de CRISTO. JESUS
não é chamado “Filho de Abraão” ou “Filho de Jacó”, mas “Filho de Davi”.


Seu caráter.

Sua vida foi uma mescla de bem e mal. Apesar de repleta de feitos nobres, altas aspirações e grandes conquistas, foi manchada por pecados terríveis.
Nenhuma personagem da Bíblia ilustra mais plenamente a escala moral da natureza humana. É difícil conceber que o homem que escreveu o salmo 23 fizesse o que fez a Urias. Mas o ESPÍRITO da época em que ele viveu deve ser considerado e também as tentações relacionadas com o poder quase ilimitado.

Nos primeiros anos de sua vida, ele é mencionado como o homem segundo o coração de DEUS, 1Sm 13:14. Isso realmente era verdade, quando se dispunha a guardar os mandamentos divinos. Pode ser dito a seu favor que nunca se tornou idólatra e foi leal ao Senhor no testemunho e na adoração.

O fato de que a maior parte de sua vida, unida à sua genialidade, foi de notável espiritualidade, apesar de nem sempre consistente, explica o lugar elevado que ocupa nas Escrituras.


A característica marcante de Davi: seu caráter polivalente

1. Na juventude, foi atleta, 1Sm 17:34-36.

2. Foi grande músico. Sua reputação era tal que tocava perante o rei Saul, 1Sm 16:14-23.
3. Seu talento poético era da mais alta categoria. Escreveu algumas das maiores obras-primas da literatura espiritual. Nenhuma poesia é tão utilizada quanto os salmos de Davi.
4. General competente, conduziu com grande êxito suas campanhas militares.
5. É considerado, em geral, o maior rei de Israel. Demonstrou sabedoria fora do comum na administração do governo.

   

Sinopse de sua carreira (v. tb. 4325)

I. Seus primeiros anos

1. Passou-os na fazenda de seu pai, perto de Belém; era o caçula de oito filhos, 1Sm 16:10,11.
2. Como pastor, mostrou grande valor ao proteger o rebanho, 1Sm 17:34-36.
3. DEUS escolheu-o sucessor do rei Saul; foi ungido humildemente pelo profeta Samuel, 1Sm 16:12,13.

II. Seu serviço sob o comando de Saul

1. Torna-se harpista do rei, 1Sm 16:14-23

Nota: A ordem cronológica dos acontecimentos durante esse período não está determinada com exatidão.

2. Depois de algum tempo na corte, retorna ao campo, 17:15.

3. Ainda jovem, aparece como campeão de Israel e mata o gigante Golias, o que resulta em grande vitória para o povo de DEUS, 1Sm 17:25-53.

4. A façanha histórica ganha a admiração de Jônatas, filho do rei, mas os louvores que o povo lhe rende despertam o ódio de Saul, 1Sm 18:1-9.

5. Logo Davi se vê forçado a fugir para salvar a vida, cap. 19.

III. Davi como fugitivo



Esse é um período escuro de sua carreira. Perseguido pelo rei Saul, vive a perigosa vida de fugitivo. Mas há momentos de esplendor em meio a esse obscuro panorama.
1. A intercessão magnânima de Jônatas assegura a Davi a restauração temporária da graça do rei, 19:4-7.

2. Generosidade de Davi ao poupar duas vezes a vida de Saul, 1Sm 24:1-15; 26:1-20.

IV. Davi como rei

1. Após a morte de Saul, a tribo de Judá unge Davi rei, e ele reina sete anos em Hebrom, 2Sm 5:1-5.

2. Após a morte de Isbosete, Davi converte-se em rei de todo o Israel, 2Sm 5:3.

Acontecimentos notáveis em seus últimos anos:


a
. Toma Jerusalém e a estabelece como capital, 2Sm 5:7.
b. Leva a arca para Jerusalém, 2Sm 6:1-11; 1Cr 15:1-29.
c. As vitórias militares e a expansão do reino, 2Sm 8 e 10.
d. Seu pecado contra Urias, 2Sm 11 e 12.
e. Seu arrependimento (v. Sl 51).
f. A rebelião de Absalão contra o pai, 2Sm 15, 16, 17, 18.
g. Preparativos para a construção do Templo, 1Cr 22:5,14; 29:2.

 V. Seus últimos dias

1. Nomeia Salomão seu sucessor, 1Rs 1:11-39.
2. Instruções solenes a Salomão, 1Rs 2:1-9.
3. Sua morte, 1Cr 29:26-28.

Morreu numa boa velhice, cheio de dias, riquezas e honra. Salomão, seu filho, reinou em seu lugar.
 

SAUL E DAVI – IGUAIS - DIFERENTES 

DEUS de Israel – absolutamente soberano está no controle...

Escolheu nossos antepassados fazendo aliança com Israel. Fez Israel crescer enquanto estava no Egito. Outro rei subiu ao poder no Egito e era cruel com eles, e DEUS os tirou de lá. DEUS não os esqueceu. Após os libertar. DEUS continuou a cuidar deles, apesar de seus pecados e rebelião.& 19 Ele destruiu sete nações em Canaã e deu a terra delas como herança a seu povo. 20 Tudo isso levou cerca de quatrocentos e cinquenta anos. “Depois disso, ele lhes deu juízes até o tempo do profeta Samuel. At 13 Como havia anunciado (Dt 7.1) destruiu sete nações malignas que sacrificavam crianças. Durou aproximadamente 450 anos (400 Egito + 40 deserto + 10 processo de entrar na terra). Depois disso começou o período dos juízes que eram libertadores levantados por DEUS, e o último foi Samuel.

& Então o povo pediu um rei, e DEUS lhes deu Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, que reinou quarenta anos. At 13.21 Pediram a Samuel um rei, rejeitando a Samuel e a DEUS 1Sm 8.5

Saul e Saulo (Paulo), ambos eram Benjamitas. Saul era orgulhoso, egocêntrico e desobediente, e então foi tirado após 40 anos. Após DEUS o tirar

& Depois de rejeitar Saul, levantou-lhes Davi como rei, sobre quem testemunhou: Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração; ele fará tudo o que for da minha vontade’. At 13.22 DEUS rejeitou Saul por sua rebeldia, e se levantou em seu lugar, Davi, totalmente diferente de Saul.

Davi = segundo meu coração. Como pode um homem segundo o coração de DEUS ser adultero, covarde, assassino?

Segundo o coração não significa ser perfeito, mas ver seus pecados e os reconhecer e tratar diante de DEUS.

A importância de Davi, é que ele estabelece a linhagem de JESUS. O Messias seria seu descendente, e cumpriria a promessa da Sua vinda.

1- SAUL E DAVI - QUASE IGUAIS


SAUL

DAVI

Saul era jovem e belo. Entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele - I Samuel 9.2

Davi era formoso e de boa aparência – I Samuel 16.12,18

Saul, filho responsável, foi buscar as jumentas do pai.

I Samuel 9.3-4

Davi, pastor zeloso, apascentava as ovelhas do pai.

I Samuel 16.11 – I Samuel 16.19 – I Samuel 17. 15

DEUS escolheu Saul para reinar em Israel, em resposta ao pedido do povo - I Samuel 9.17

DEUS escolheu Davi para reinar em Israel. Escolha Sua própria.

I Samuel 16. 12

Saul, preocupado, procurava as jumentas do pai, porém o Senhor já havia preparado o vaso de azeite para ungi-lo rei de Israel - I Sm 9.15-16 – I Sm 10.1.

Davi estava no campo (apascentava as ovelhas do pai), porém o vaso de azeite estava preparado para ungi-lo rei de Israel. I Samuel 16.11 - I Samuel 16.13- Salmo 89.20

Saul reconhecia que sua tribo era a menor de Israel.

I Samuel 9.21-Samuel lembra a Saul que ele era pequeno

I Samuel 15.17

Davi era o menor da casa de seu pai Jessé.

I Samuel 16.11 – I Samuel 17.14

Samuel derramou azeite sobre Saul – I Sm 10.1

Samuel derramou azeite sobre Davi – I Sm 16.13

O ESPÍRITO de DEUS era sobre Saul– I Samuel 10.6-10

O ESPÍRITO de DEUS era sobre Davi - I Samuel 16.13

Saul cobiçou o rebanho amalequita- I Samuel 15.3,9

Davi cobiçou Batseba, mulher de Urias - II Samuel 11.2-4

Saul reinou 40 anos – Atos 13.21

Davi reinou 40 anos – II Samuel 5.4 –I Reis 2.11 –

I Crônicas 29.27

 

2- SAUL E DAVI - DIFERENTES

 

SAUL

DAVI

No momento de assumir o trono e enfrentar a guerra, Saul escondeu-se entre as bagagens, porém o Senhor o achou

I Samuel 10.21-22.

No momento da guerra, Davi deixou a bagagem na mão do guarda, ficando livre para a peleja – I Samuel 17.22.

No momento da guerra, Saul não passou segurança aos angustiados homens de Israel e o povo fugiu para as cavernas, e espinhais e penhascos, fortificações e covas.  

I Samuel 13.6

Davi enfrentou o inimigo para defender as cidades de Queila e Ziclague - I Sm. 23.1-5 e I Samuel 30.1-21

DEUS rejeitou Saul como rei - I Samuel 13.14

DEUS escolheu Davi como rei – I Samuel 16. 1

Saul era oprimido por um ESPÍRITO mau – I Samuel 16.14

I Samuel 16.23

Saul era oprimido por um ESPÍRITO mau, porém Davi tocava a harpa, trazendo-lhe alívio. I Samuel. 16.23. Davi era cheio do ESPÍRITO SANTO.

Na hora da batalha contra os filisteus, Saul não estava junto ao povo, que tremia de medo. I Samuel 13. 6-7

Na hora da batalha, Davi confortou a congregação, declarando que do Senhor é a guerra- I Samuel 17.47.

Saul foi rejeitado por DEUS por desobediência e impaciência (não esperou o sacerdote Samuel em Gilgal, para oferecer o sacrifício de holocausto),

I Samuel 13.8-14 – Conferir I Samuel 10.8

Davi esperou com paciência no Senhor. Mesmo ungido rei de Israel, continuou cuidando das ovelhas de seu pai.

I Samuel 16.13 – I Samuel 17.12-22 - Salmo 40. 1-3

DEUS arrependeu-se de ter ungido Saul como rei, rejeitando-o no 2º ano de seu reinado.

I Samuel 13.1,13-14 I Samuel 5.11– I Samuel 15.26

DEUS achou Davi, varão conforme o Seu coração.

I Samuel 13.14 - Atos 13.22 - Salmo 89.20  

Salmo 101.6

Diante do gigante Golias, Saul demonstrou medo e fraqueza

I Samuel 17.33.

Davi, jovem valente e destemido para a guerra, enfrentou o gigante Golias e o venceu- I Samuel 16.18 – 17.32.

Saul confiou nas armas e armaduras feitas pelo homem.

I Samuel 17.38

Davi foi contra o gigante Golias em nome do Senhor dos Exércitos, recusando as armas e armaduras feitas pelo homem – I Samuel 17.39, 45.

Saul perseguiu Davi– I Samuel 24.2 – I Samuel 26.1-2

Davi perdoou Saul – I Samuel 24.4 – I Samuel 24. 6-10 –

I Samuel 26.8-18

Fim de Saul: Clamou a DEUS, e Ele não lhe respondeu.

I Samuel 28.6

Últimas palavras de Davi: O ESPÍRITO do Senhor falou por mim - II Samuel 23.1-3

Saul não guardou a palavra do Senhor, nem buscou o Seu socorro (consultou-se com uma feiticeira). Morreu por causa destas transgressões.  I Samuel 28.7 – I Crônicas 10.13-14

Davi confessou o seu pecado e buscou socorro em DEUS Salmo 57.1-2 – 62.1-2 - Salmo 142 – Salmo 51.1-12

Derrotado por seus inimigos, Saul morreu com seus três filhos e toda sua casa, menos Mefibosete. I Crônicas 10.6

Davi morreu e foi sucedido no trono por seu filho Salomão

I Reis 1.32-39 - I Reis 2.12 - I Crônicas 23.1 - I Crônicas 29.23

Os filhos de Saul morreram sem nenhuma honra

I Samuel 31.8-9

O Senhor magnificou a Salomão, filho de Davi.

I Crônicas 29.25

Morte trágica de Saul e seus 3 filhos (Saul morreu por sua arma) - I Samuel 31.1-10 - I Crônicas 10.1-14

Davi teve uma morte tranquila – I Crônicas 29.27-28

Saul e seus filhos foram queimados e seus ossos sepultados debaixo de um arvoredo – I Samuel 31.12-13

Davi dormiu com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi –

I Reis 2.10 – Ver cidade de Davi em II Samuel 5.7 e 9

Saul encerrou o seu reinado, não buscando ao Senhor.

I Crônicas 10.13-14

Porque, na verdade, tendo Davi, no seu tempo, servido conforme a vontade de DEUS... Atos 13.36

Davi demonstrou ter coração quebrantado, misericordioso e bondoso: exumou os ossos de Saul e de Jônatas, (enterrando-os na terra de Benjamim, na sepultura de quis, seu pai) e ordenou que se ajuntassem os ossos dos enforcados.

 

II Samuel 21.12-14

12- Então, foi Davi e tomou os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas, seu filho, dos moradores de Jabes-Gileade, os quais os furtaram da rua de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, quando os filisteus feriram a Saul em Gilboa. 13- E fez subir dali os ossos de Saul e os ossos de Jônatas, seu filho; e ajuntaram também os ossos dos enforcados. 14- Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas, seu filho, na terra de Benjamim, em Zela, na sepultura de Quis, seu pai, e fizeram tudo o que o rei ordenara; e, depois disso, DEUS se aplacou para com a terra.

 Mateus 5.7

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

Davi teve oportunidade para se vingar de Saul (matá-lo), porém, não fez por temor a DEUS.

Leia I Samuel capítulo 24 e capítulo 26

 Ninguém se esconde do olhar de DEUS - Leia Salmo 139

 Provérbios. 15.3 Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.

 Apocalipse 2.18 E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de DEUS, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente.

Davi escreveu 73 salmos - quase a metade do saltério todo, isso nos mostra a intimidade e o desejo de louvar e adorar a DEUS.

Um rei ocupado em tantos afazeres ainda achava tempo e um bom tempo para se dedicar a escrever uma tão preciosa obra que sempre está à disposição de todos os cristãos pelo mundo todo, edificando, consolando, exortando a tantos quantos desses maravilhosos salmos se aproxima com reverência, sabendo que a inspiração para os escrever saiu diretamente da sabedoria de DEUS.

A NATUREZA DO CONCERTO COM DAVI.

(1) Embora a palavra “concerto” não ocorra literalmente em 2Sm 7, é evidente que DEUS estava estabelecendo um concerto com Davi. Em Sl 89.3,4, por exemplo, DEUS diz: “Fiz um concerto com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração” (ver também Sl 89.34-36). A promessa de que o trono do povo de DEUS seria estabelecido para sempre através da descendência de Davi é exatamente a mesma que DEUS fez a Davi em 2Sm 7 (note-se especialmente no v. 14). Além disso, posteriormente em 2Samuel, o próprio Davi faz referência ao “concerto eterno” que DEUS fez com ele (2Sm 23.5), sem dúvida aludindo a 2Sm 7.

(2) Os mesmos dois princípios que operam noutros concertos do AT também estão em evidência aqui: apenas DEUS estabelecia as promessas e os deveres do seu concerto e esperava que do lado humano houvesse o aceite com fé obediente:

(a) Nesse concerto de DEUS com Davi, Ele fez uma promessa de cumprimento imediato, que era estabelecer o reino do filho de Davi, Salomão, o qual edificaria uma casa para o Senhor, i.e., o templo (2Sm 7.11-13).

(b) Ao mesmo tempo, a promessa de DEUS de que a casa ou dinastia de Davi duraria para sempre sobre os israelitas estava condicionada à fiel obediência de Davi e dos seus descendentes. Noutras palavras, esse concerto era eterno somente no sentido de DEUS ter sempre um descendente de Davi no trono em Jerusalém, desde que os governantes de Judá permanecessem em obediência e fidelidade a Ele.

(3) Durante os quatro séculos seguintes, a linhagem de Davi permaneceu ininterrupta no trono de Judá. Quando, porém, os reis de Judá, especialmente Manassés e aqueles que reinaram depois do rei Josias, rebelaram-se continuamente contra DEUS ao adorarem ídolos e desobedecerem à sua lei, DEUS, por fim, os impediu de ocuparem o trono. Permitiu que o rei Nabucodonosor de Babilônia invadisse a terra de Judá, sitiasse a cidade de Jerusalém e, finalmente, destruísse a cidade juntamente com seu templo (2Rs 25; 2Cr 36). Agora, o povo de DEUS estava, pela primeira vez desde a escravidão no Egito, sob o domínio de governantes estrangeiros.


JESUS CRISTO EM RELAÇÃO A ESTE CONCERTO. Havia, porém, um aspecto do concerto de DEUS com Davi que era incondicional — que o reino de Davi seria por fim estabelecido para sempre.

(1) A culminância da promessa de DEUS era que da linhagem de Davi viria um descendente que seria o Rei messiânico e eterno. Este Rei dominaria sobre os fiéis em Israel e sobre todas as nações (cf. Is 9.6,7; 11.1, 10; Mq 5.2,4). Sairia da cidade de Belém (Mq 5.2,4), e seu governo se estenderia até os confins da terra (Zc 9.10). Ele seria chamado: “O SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23.5,6) e consumaria a redenção do pecado (Zc 13.1). O cumprimento da promessa davídica teve início com o nascimento de JESUS CRISTO, anunciado pelo anjo Gabriel a Maria, uma piedosa descendente da família de Davi (Lc 1.30-33; cf. At 2.29-35).

(2) Essa promessa foi um desdobramento do concerto feito em Gn 3.15, que predisse a derrota de Satanás através de um descendente de Eva (Gn 3.15); foi um prosseguimento do concerto feito com Abraão e seus descendentes.

(3) O cumprimento dessa promessa abrangia a ressurreição de CRISTO dentre os mortos e sua exaltação à destra de DEUS no céu (At 2.29-33), de onde Ele agora governa como Rei dos reis e Senhor dos senhores. A primeira missão de CRISTO como o Senhor exaltado foi o derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre o seu povo (At 1.8; 2.4, 33).

 (4) O régio governo de CRISTO caracteriza-se por um chamamento, dirigido a todas as pessoas, no sentido de largarem o pecado e o mundo perverso, aceitarem CRISTO como Senhor e Salvador e receberem o ESPÍRITO SANTO (At 2.32-40).

(5) O reino eterno de CRISTO inclui:

(a) seu atual domínio sobre o reino de DEUS e sua primazia sobre a igreja,

(b) seu futuro reino Milenial sobre as nações (Ap 2.26,27; 20.4) e

(c) seu reino eterno nos novos céus e na nova terra (Ap 21 — 22).

 

UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DE DAVI.

INTRODUÇÃO:

Os acontecimentos que vamos considerar através do estudo desta lição nos trarão uma visão mais ampla do interesse de DEUS pelo bem-estar do seu povo quando ordenou ao profeta que tomasse as devidas providências para ungir um outro rei para Israel, porquanto o seu povo estava atravessando dias difíceis em virtude do. mau comportamento do rei Saul. 

DEUS usou a capacidade de Davi, aperfeiçoando-a e dando a ele condições para ocupar o trono, porém, somente depois de fazê-lo passar por uma série de experiências é que foi possível ao jovem pastorzinho tornar-se um ousado e valente monarca. 


I. O SIGNIFICADO DA UNÇÃO 

Ungir, no sentido literal, significa untar com óleo ou substância gordurosa. 
O simbolismo da unção. DEUS determinou que fossem ungidos aqueles a quem ele chamou para o Seu serviço. 


A unção simbolizava consagração. separação. a transmissão de autoridade. força e honra. 

II. O JOVEM UNGIDO REI 

DEUS quer usar um jovem ainda bem moço para ser o líder da nação, tinha ele certas qualidades na vida que poderiam fazer dele um rei. 


DEUS ordena a Samuel ungir a Davi. Samuel era Sacerdote, estava sendo perseguido por Saul, pois este sabia que DEUS já não era mais com ele. E não demorou e DEUS falou a Samuel que tinha um trabalho importante a realizar por seu intermédio. 


 ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.


1. A fase preparatória. Talvez Davi nem atinasse bem no que estava acontecendo e o que tinha pela frente. Contudo, com DEUS não tinha nada a temer, pois o Senhor era com ele. 
Muitos anos ainda se passaram até que fosse conduzido ao trono e nos anos que se sucederam foram um tempo de escola, Davi aprendeu muita coisa para sua vida adulta e para ser capaz de liderar seu país, precisava ser testado numa guerra desigual. Em razão da visão errada que Saul tinha de seu reinado seus inimigos começaram a atormentar Israel o povo de DEUS passou a viver escondido temendo a cada momento uma inesperada invasão do inimigo em seu território. 

a. Um menino contra Um Gigante.

b. Servindo na casa do rei. Não só de guerras vive um monarca, mas também de várias outras situações que da mesma forma requerem capacidade de quem lidera. 


DEUS estava preparando o inexperiente jovem para ocupar o trono e cuidar do povo, que era muito especial, assim, era necessário que ele amadurecesse para a função que deveria exercer. 
Dessa forma, também Davi teve oportunidade de ir conviver com o rei Saul em seu palácio (1 Sm 18.2).


c. Sofrendo perseguições. Davi conquistou a confiança e a amizade de todos no palácio.
O rei Saul o tinha como um valente e corajoso soldado e estava muito satisfeito em tê-lo no palácio. 

Até que um dia quando Davi voltava de uma batalha juntamente com o rei, o povo, alegre pela vitória, saiu às ruas cantando e elogiando os feitos do rei e destacando a participação de Davi na batalha. 

Entrou o ESPÍRITO de inveja no coração de Saul e dali por diante ele começou a dirigir uma série de ostensivas perseguições a Davi, prometendo mesmo tirar-lhe a vida, o que 'intentou por várias vezes (1 Sm 18.11; 19.10; 20.33; 24.2; 26.2). Todavia, em todas essas situações DEUS livrou Davi das mãos de Saul. 

O equilíbrio, a perseverança e a confiança com que Davi enfrentava as situações difíceis demonstram o quanto ele esperava e confiava em DEUS. 

Assim como DEUS cuidou de Davi, Ele cuida de cada um de nós. 


III. UM JOVEM FAZENDO PARTE DO PLANO DE DEUS 


Desde o Éden, por ocasião da queda do homem, DEUS revelou seu plano de redenção, o qual estava preparado antes da fundação do mundo (Ef 1.24) e colocou-o em prática, através dos tempos, chamando homens, separando uma nação, conquistando vitórias para o seu povo, até que tudo se cumprisse em seu Filho JESUS. 

Neste contexto vamos encontrar o jovem e simples pastorzinho decidido a mesmo sem saber o que DEUS pretendia fazer dele, ocupar-se em obedecer e seguir às ordens divinas. 
Da mesma forma, como antigamente DEUS usava jovens, como foi o caso de Davi; e crianças, como o caso de Samuel e da menina judia em casa de Naamã; e homens e mulheres avançados em idade, como o caso de Abraão e Sara, o Senhor continua usando aqueles que se dispõem a fazer a Sua vontade e a submeter-se ao seu querer. DEUS quer encontrar homens de coração puro e reto e de abnegada dedicação ao trabalho. 


Depois de todas as provas e estando já madurecido para ocupar a posição de rei, Davi foi chamado a ocupar o trono. 

O reinado de Israel estendeu grandemente suas fronteiras pelas conquistas obtidas e tornou-se uma nação verdadeiramente grande e respeitada por todas as nações vizinhas. 
 

1. Uma descendência abençoada. DEUS prometeu que abençoaria a descendência de Davi e cumpriu Sua promessa. 

Depois de Davi, veio a reinar seu filho Salomão, que foi o monarca mais sábio, mais poderoso e mais rico de Israel. Foi uma época abençoada, quando o povo passou por um período de paz e tranquilidade, sem guerras, e por esse motivo o grande e majestoso templo de Jerusalém pôde ser construído (1 Rs 6.11-13). 

A nação de Israel subsistiu a muitos ataques e até mesmo escravidão e exílio. DEUS preparou todas as coisas e tornou tudo aos seus lugares até que se cumprissem as profecias acerca da Casa de Davi (Jr 23.5; Mq 5.2,3). 


2. O ungido de DEUS. DEUS ungiu a Davi, isto é, separou-o para um trabalho especial, dotou-o das qualidades necessárias e encheu-o do ESPÍRITO SANTO e de poder para que ele tivesse condições de conquistar vitórias sem precedentes para o povo de Israel. Davi foi um rei segundo o coração de DEUS (1 Sm 13.14), o que nos faz entender que Davi não fazia a sua própria vontade, mas a do Senhor. 

Tudo isso foi deveras muito importante. Porém, precisamos compreender que era apenas a preparação para o maior acontecimento de todos os tempos na história. 
Um descendente de Davi, nasceria em Belém, cidade de Davi, e seria o Messias prometido, o Salvador do mundo, e este foi JESUS CRISTO, o Ungido de DEUS (ls 61.1,2; At 10.38). 

 

SINOPSE DO TÓPICO (1)

A vocação ou o chamado de Davi, por parte de DEUS, externou-se a partir da rejeição de Saul pelo Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (2)

Um dos princípios da vocação divina é a soberania de DEUS. Todavia, isso não significa que o Eterno não leve em conta a responsabilidade humana na realização de seus propósitos.

SINOPSE DO TÓPICO (3)

A vocação de Davi abrangia não somente a nação judaica, mas também a humanidade inteira, uma vez que DEUS escolheu Israel dentre os demais povos, a fim de que por meio dele realizasse o seu maravilhoso plano de salvação. 

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