O BOM PASTOR E OS PASTORES INFIÉIS
Este é um esboço de estudo bíblico preparado especialmente para pastores e líderes. O objetivo é revisitar a metáfora do Bom Pastor em João 10, trazendo-a para a realidade complexa do ministério no século XXI.
Estudo Bíblico: O Coração do
Bom Pastor no Ministério Atual
Texto Bíblico: João 10:1-18
1. A
Identidade: Pastor ou Mercenário?
(v. 11-13)
Jesus faz uma
distinção clara entre quem é dono e quem está apenas por um salário.
- O Mercenário: Foge quando vê o lobo
porque não se importa com as ovelhas (v. 13). No contexto atual, o
"lobo" pode ser a crise financeira da igreja, o esgotamento
emocional (burnout), ou críticas severas.
- Reflexão para o Pastor: Qual tem sido
sua motivação nos dias difíceis? O compromisso com o rebanho permanece
quando o "custo" pessoal se torna alto?
2. A
Intimidade: Conhecer e Ser Conhecido
(v. 14-15)
"Eu
conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem."
- O Desafio Atual: Em tempos de igrejas grandes e redes
sociais, é fácil o pastor se tornar uma "figura pública"
distante. No entanto, o pastoreio bíblico exige proximidade.
- A Aplicação: Pastorear não é apenas pregar para
uma multidão, mas conhecer o nome, a dor e a história de quem está no
banco.
Como
manter a essência do cuidado individual em um mundo que exige resultados e
números?
3. A Missão:
Vida em Abundância (v. 10)
O
ladrão vem para destruir, mas Jesus veio para que tenham vida.
- A Distorção: Muitas vezes, a pressão ministerial
foca no "fazer" (eventos, obras, metas) e esquece o
"ser". Vida em abundância deve começar na casa do pastor.
- O Cuidado Próprio: Um pastor exausto e sem vida
espiritual dificilmente conduzirá o rebanho a águas tranquilas.
4. O
Sacrifício: Dar a Vida (v.
17-18)
Jesus
diz que ninguém tira a vida dele; ele a dá espontaneamente.
- Liderança Servidora: O pastor atual é chamado a
"morrer" para o seu próprio ego, títulos e desejos de poder para
servir à comunidade.
- Equilíbrio Necessário: "Dar a vida" não significa
negligenciar a família ou a saúde física, mas sim ter um coração que
prioriza o Reino acima de interesses pessoais.
|
Desafio
Contemporâneo |
Atitude do
Bom Pastor |
|
Isolamento e
Solidão |
Buscar
"outros apriscos" (comunhão com outros pastores). |
|
Pressão Digital |
Focar na
"Voz" (Palavra) e não nos ruídos do mundo. |
|
Ativismo
Religioso |
Descansar no
pasto (priorizar o devocional e o lazer). |
Conclusão e Oração
Ser um
"subpastor" sob a autoridade do Supremo Pastor (1 Pedro 5:4) é um
privilégio, não um peso. O sucesso do ministério não é medido pelo tamanho do
rebanho, mas pela fidelidade à voz daquele que nos chamou.
Aqui
estão as perguntas para reflexão focadas na realidade do ministério pastoral
atual:
- O
"Lobo" Moderno:
Jesus diz que o mercenário foge quando vê o
lobo chegar. No seu contexto ministerial hoje, o que representa o
"lobo" (ex: polarização política, esgotamento emocional, pressão
das redes sociais)? Como podemos proteger o rebanho e a nós mesmos sem
fugir da responsabilidade?
- O
Conhecimento Pessoal:
No versículo 14, Jesus diz que conhece as Suas
ovelhas e é conhecido por elas. Com agendas tão ocupadas e o
crescimento das igrejas, como podemos evitar que o pastoreio se torne
impessoal e puramente administrativo?
- Voz
vs. Barulho: As ovelhas seguem o pastor porque conhecem a sua voz.
Como pastores, como temos discernido a voz do "Supremo Pastor"
em meio ao barulho das expectativas da congregação e das cobranças por
resultados?
- O
Limite do Sacrifício:
Jesus deu a vida pelas ovelhas de forma
voluntária. No ministério atual, como equilibrar o "dar a
vida" (sacrifício) com a necessidade bíblica de cuidar do seu próprio
corpo e da sua família (o seu primeiro rebanho)?
- Outras
Ovelhas: Jesus
menciona que tem "outras ovelhas que não
são deste apriscou" (v. 16). Como o nosso ministério local tem
olhado para fora das paredes da igreja para buscar os perdidos e os
marginalizados?
” Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10:11).
Ezequiel 34:
1.E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2.Filho do homem, profetiza contra os
pastores de Israel; profetiza e diz aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Aí
dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os
pastores as ovelhas?
3.Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e
degolais o cevado; mas não apascentam as ovelhas.
4.A fraca não fortalecestes, e a doente não
curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a
perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
5.Assim, se espalharam, por não haver
pastor, e ficaram para pasto de todas as feras do campo, porquanto se
espalharam.
6.As minhas ovelhas andam desgarradas por
todos os montes e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andam
espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procure, nem quem as
busque.
7.Portanto, ó
pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
8.Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, visto que as
minhas ovelhas foram entregues à rapina e vieram a servir de pasto a todas as
feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuram as minhas
ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas,
9. portanto, ó
pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
10.Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu estou
contra os pastores e demandarei as minhas ovelhas da sua mão; e eles deixarão
de apascentar as ovelhas e não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as
minhas ovelhas da sua boca, e lhes não servirão mais de pasto.
11.Porque assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu, eu mesmo, procurarei as minhas ovelhas e as
buscarei.
12.Como o pastor busca o seu rebanho, no dia
em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas
ovelhas; e as farei voltar de todos os lugares por onde andam espalhadas no dia
de nuvens e de escuridão.
INTRODUÇÃO
Dando continuidade ao estudo no livro de Ezequiel,
a mensagem do profeta Ezequiel a respeito dos pastores de Israel. Na época, os líderes do povo de Deus, principalmente os reis, sacerdotes, anciãos e os profetas, eram considerados como pastores. Eles foram extremamente negligentes e irresponsáveis na conduta moral e espiritual do povo de Judá. Eles perderam o senso de responsabilidade diante de Deus e fizeram com que as ovelhas (o povo de Judá) ficassem sem orientação. Quando os líderes são contaminados, o rebanho segue pelo mesmo caminho. Citamos como exemplo o rei Manasses que aproveitou a liderança que tinha e conduziu o povo à idolatria, e esta idolatria resultou no exílio de Israel, pois o povo não a abandonou, apesar de Deus ter dado tempo para que se arrependesse, mas o povo não queria ouvir a voz do Senhor, preferindo o engano dos falsos profetas (Jr.23:9-12). Os líderes eram movidos pela avareza e usavam o poder, que lhes fora conferido pelo Senhor, para legislar em causa própria. Deixavam-se subornar (Jr.22:17), extorquiam dinheiro das pessoas (Jr.22:17) e defraudavam o próximo para obter vantagens (Jr.22:13,14). O direito e a justiça não eram estabelecidos, e o povo cada vez mais se atolava no lamaçal do pecado. Deus foi enfático em seu julgamento dos maus pastores de Judá: "Aí dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! ... comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. ... as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque" (Ez.34:2-6).
I.
SOBRE O REBANHO
1.
Ovelhas
As
ovelhas são um tipo de mamífero quadrúpede (de quatro patas) e herbívoros,
pertencentes à família Bovidae e à ordem Artiodactyla (mamíferos
ungulados com um número par de dedos nas patas). Algumas espécies de
ovelhas são domesticadas e podem ser encontradas na maioria dos países. Já as
espécies selvagens vivem apenas em locais restritos. Alguns estudiosos
acreditam que as ovelhas foram domesticadas há mais de cinco mil anos, na região
que compreende o atual Iraque. O macho da ovelha
recebe o nome de carneiro, já o seu filhote é chamado
de cordeiro.
-Características
das ovelhas: Possuem
chifres permanentes, curtos e um pouco menos curvados em relação aos chifres do
carneiro. Seu corpo mede cerca de 1,5 metro de comprimento. No entanto, o
tamanho do comprimento está associado à sua utilização, uma vez que ovelhas
utilizadas para fins específicos possuem mais de 1,5 m. São animais ruminantes
(aqueles que precisam dos dentes pontiagudos superiores) e possuem a formação
de quatro câmaras no estômago. Seu peso pode variar de 75 kg a 200 kg; possuem
um focinho comprido e estreito, e uma pele coberta com lã fina e macia. Sua
expectativa de vida é de 20 anos.
-Comportamento
das ovelhas: Segundo
afirmam os profissionais que lidam diretamente com ovelhas, elas são animais
inteligentes, sensíveis e sociáveis. Elas conseguem facilmente identificar os
integrantes pertencentes ao seu grupo, além de serem capazes de distinguir as
várias expressões da face de outros animais do rebanho. Sua memória também é
muito boa, pois conseguem lembrar de acontecimentos ocorridos há dois
anos. Além disso, são animais dóceis que não possuem mecanismos de ataque.
Também são ágeis e adaptam-se facilmente aos locais que habitam. Um estudo
feito na Europa comprovou que as ovelhas são capazes de expressar emoções
visivelmente; por exemplo, quando estão estressadas mostram sinais de
depressão, assim como os seres humanos.
2.
Natureza
A
natureza da ovelha e sua relação com o pastor resultaram em diversas figuras
que ilustram o relacionamento entre Deus, o Sumo Pastor, e o seu povo
(Sl.23:1; 74:1; 100:3).
As
ovelhas são animais indefesos e medrosos, que se assustam facilmente e, na
ausência do pastor, se dispersam rapidamente (Zc.13.7). Poucos animais são
tão indefesos como as ovelhas. No caso de um acidente, somente o ser
humano pode socorrê-la; por isso, é necessária uma supervisão
constante. Com muita pouca defesa contra inimigos naturais, pouco senso de
direção e nenhuma capacidade para encontrar seu próprio alimento, as ovelhas
são muito dependentes do pastor para prover suas necessidades.
No
tempo em que não havia cercas, os proprietários de ovelhas tinham que ficar com
elas no deserto ou no campo, algumas vezes durante meses de uma só vez. O
pastor tinha que providenciar para as ovelhas tudo que elas não podiam
providenciar para si mesmas. Ele procurava pastos verdes onde pudessem
encontrar comida (1Cr.4:39,40) e as conduzia gentilmente para lá, sempre
cuidadoso com as que estavam com filhotes (Is.40:11). Ele as protegia até com
sua própria vida. O jovem Davi relatou a Saul como tinha arrancado um cordeiro
da boca de um leão (1Sm.17).
3.
O rebanho
Rebanho
são muitos animais da mesma espécie agrupados e controlados pelo homem. No
sentido metafórico, é o agrupamento de pessoas unidas por um mesmo vínculo. No
Antigo Testamento, metaforicamente, o povo de Israel, por desfrutar do
relacionamento pactual com Deus (Is.40:11), era considerado como rebanho
(Nm.27:17). Diversas vezes Israel era visto como ovelhas sem pastor
(1Rs.22:17; Jr.23:1, 50:6; Ez.34:10; 1Pd.2:25). Na Nova Aliança, o povo de
Deus, a Igreja, também é identificada como rebanho (Mt.26:31; Atos 20:28;
cf.1Pd.5:2,3). A nossa sobrevivência espiritual equilibrada depende
essencialmente da orientação do Sumo Pastor, Jesus Cristo.
4.
Os pastores
O
pastor é aquele que cuida das ovelhas. No período do Antigo Testamento, todos
os que tinham responsabilidades de liderança, como os profetas, os sacerdotes e
os reis, eram considerados pastores do povo de Israel. Quanto ao Rei, a sua
missão era aconselhar e guiar o povo de Deus (1Sm.9:16; ler Dt.17:14-20).
Quanto ao Sacerdote, sua missão era santificar o povo, oferecer sacrifícios
pelo povo e interceder pelos transgressores (Hb.5:1-3; ler Lv.10:8-11; 16;
21:1-24). Quanto ao Profeta, sua missão era preservar o conhecimento e
manifestar a vontade do único e verdadeiro Deus (Ez.2:1-10; ler Dt.18:20-22).
Os bons pastores cuidavam das “ovelhas” do Senhor; os maus pastores, os
pastores infiéis, porém, maltratavam as “ovelhas” do Senhor, as exploravam para
beneficiarem a si próprio. Deus os condenou por isso.
Na
Nova Aliança, os líderes das igrejas locais são considerados pastores. O
"Supremo Pastor" (1Pd.5:4; Hb.13:20) requer dos mesmos amor e cuidado
pelas Suas “ovelhas” (João 21:15-17). Também, precisam defender o “rebanho”
(Tito 1:9-11), precisam alimentar as “ovelhas” labutando na palavra e no ensino
(1Tm.5:17), e precisam conduzir o “rebanho” sendo exemplos para ele (1P.5:3).
Para cumprir tudo isto, eles precisam conhecer o “rebanho”, fazendo um esforço
para conhecer cada “ovelha” pelo nome e ser conhecido por elas. Eles precisam
ter cuidado para que nenhuma se perca; se uma estiver faltando (não apenas à
assembleia, mas à fidelidade diária), eles precisam estar prontos a ir e
encontrá-la para que possam admoestar as insubmissas, consolar as desanimadas, amparar
as fracas, e ser longânimes para com todas (1Tes.5:14). Eles deverão estar
dispostos a sacrificar até suas vidas por elas (1Ts.2:8). O bom pastor e
despenseiro, age dessa maneira!
II.
SOBRE OS PASTORES INFIÉIS
1.
O pastor de ovelhas
Tenda
em vista a vulnerabilidade que a ovelha apresenta por natureza, o pastor tem a
obrigação de cuidar dela, alimentá-la, guiá-la e protegê-la dos predadores. Foi
isso que Davi, como bom pastor, fez quando pastoreava o rebanho de seu pai
(cf.1Sm.17). A parábola da ovelha desgarrada revela esse dever do pastor
(Lc.15:4-6). Observe que nessa parábola a ovelha não foi perdida, ela se
desgarrou do rebanho; ela foi atraída por novos horizontes, novas pastagens,
novas aventuras, e afastou-se do convívio das outras ovelhas. Certamente não
notara o risco de cair no abismo, nem de perder o rumo nos desertos, nem mesmo
a possibilidade de ser apanhada por um animal predador.
A
ovelha é um animal frágil, teimoso, indefeso, míope, que não consegue
defender-se. Para estar segura, precisa do cuidado do pastor e da companhia das
outras ovelhas. Na parábola, o pastor não desistiu da ovelha que desgarrou e se
perdeu; não desistiu dela nem a culpou por sua fuga inconsequente. Antes,
deixou as demais em segurança, procurou-a pelas montanhas escarpadas e valados
profundos, e encontrou-a em situação desesperadora. Não podendo ela andar, o
pastor a tomou no colo. Em vez de sacrificá-la, o pastor alegrou-se em
encontrá-la e festejou sua reintegração ao rebanho. É assim que Deus faz
conosco - Ele não abdica do direito que tem de nos tomar para si e nos manter
em sua presença.
Em
termos eclesiásticos, pastor é aquele que supervisiona o “rebanho”; ou melhor,
ele é um mordomo do Senhor, por isso deve guardar cada uma das “ovelhas” que
lhe confiou o Sumo Pastor; sua função principal é conduzir as “ovelhas” ao
Senhor Jesus. Como bem diz o reverendo Hernandes Dias Lopes, ser pastor é estar
disposto a investir a vida na vida dos outros sem receber o devido
reconhecimento. Ser pastor é amar sem esperar a recompensa, é dar sem esperar
receber de volta. Ser pastor é saber que o seu galardão não lhe é dado aqui,
mas no Céu.
Nenhuma
posição na terra deveria seduzir o coração de um pastor a desviar-se do seu
foco ministerial. Ser embaixador de Deus é melhor do que ser embaixador da
nação mais poderosa da Terra. Charles Spurgeon dizia para os seus alunos: "Filhos, se a rainha da Inglaterra vos convidar para
serdes embaixadores em qualquer lugar do mundo, não vos rebaixeis de posto,
deixando de serdes embaixadores do Céu”. Hoje, vemos muitos pastores
deixando o ministério para serem vereadores, deputados ou senadores da
República. Trocam o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas.
Isso é um equívoco e uma troca infeliz. Muito embora a vocação civil também seja
uma digna vocação, aquele que Deus chamou para o ministério não deve desviar
sua atenção com outros afazeres, ainda que dentre os mais nobres. Foi assim que
ocorreu com os “pastores”, os líderes de Israel, contemporâneos de Ezequiel;
eles se desviaram de suas funções.
Veja
o que Deus diz através do profeta Ezequiel contra os pastores infiéis de
Israel, isto é, seus reis, sacerdotes e profetas: “Filho do homem, profetiza
contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor
Jeová: Aí dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não
apascentarão os pastores as ovelhas?” (Ez.34:2,3).
Nota-se
que as palavras do Senhor dirigidas aos líderes de Israel são de condenação
absoluta desde o começo: "Ai dos pastores de Israel". Aqueles homens
achavam que as posições que ocupavam eram tão dignificadas que os tornavam,
automaticamente, isentos e imunes a toda e qualquer forma de crítica. Não
entendiam que as posições que ocupavam, bem como as funções executadas por
eles, realmente, não os isentavam de ter que admitir seus erros, de ter que
confessar seus pecados e de sofrer as graves consequências dos juízos de Deus,
caso não se arrependessem. Estas palavras, realmente duras da parte do Senhor,
são motivadas pelo fato de que os pastores não são "donos" do rebanho
de Deus, e por este motivo não podem tratar o rebanho de Deus de qualquer maneira
e de forma abusiva. Pastores, como diz o apóstolo Pedro, não passam de
cooperadores submetidos ao Senhor Jesus, que o Supremo Pastor (ver 1Pd.5:4).
2.
O que os governantes faziam (Ez.34:2,3)?
“2. Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel;
profetiza e diz aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Aí dos pastores de
Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?
3.Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentam
as ovelhas”.
Os
“pastores” de Israel, ou seja, os líderes, tinham a obrigação de cuidar do
“rebanho do Senhor”, porém, foram infiéis à missão que Deus lhes entregou;
maltratavam, em vez de cuidarem das “ovelhas” do Senhor. Deus ficou furioso com
esses pastores infiéis e pedia-lhes severas contas pelo sofrimento que
infligiam às “ovelhas” que lhes confiou.
O
profeta Ezequiel acusa os pastores de estarem cuidando de si mesmos em vez de
estarem cuidando das ovelhas: "Ai dos
pastores que se apascentam a si mesmos!". Como se não fosse terrível o bastante ignorarem
as necessidades das “ovelhas” por estarem por demais ocupados consigo mesmos,
esses “pastores” ainda tratavam as “ovelhas” com extrema brutalidade, pois o
profeta, metaforicamente, diz: “Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e
degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas" e "dominais sobre
elas com rigor e dureza". O interesse daqueles “pastores” estava muito
mais nos benefícios materiais que poderiam receber das “ovelhas” - carne, gordura,
lã, do que nos benefícios espirituais que poderiam e deveriam repartir no
cuidado do “rebanho”. Para Ezequiel, o interesse daqueles ‘pastores” não estava
centrado no chamado de Deus e no pastoreio, e sim no poder e no controle que
exerciam sobre as “ovelhas”. Deus se indignou com esses “pastores” que não
respeitavam as “ovelhas” que lhes foram confiadas; não as respeitavam porque
não as amavam. Também o profeta Jeremias os exortou:
“1. Ai dos pastores que destroem e dispersam as
ovelhas do meu pasto, diz o Senhor. 2. Portanto, assim diz o Senhor, o
Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes
as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes;
eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor. 3. E eu
mesmo recolherei o resto das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as
tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão e se
multiplicarão. 4. E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca
mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor” (Jr 23:1-4).
Preste
atenção nos verbos que Jeremias usa para descrever a conduta desses infiéis “pastores”: “destruir”, “dispersar”,
“afugentar” e “não cuidar”. Bons pastores devem juntar, alimentar,
cuidar, guiar e proteger, mas os “pastores” de Israel faziam tudo ao contrário.
Uma
coisa marcante que a gente percebe é a maneira que Deus fala do rebanho - Ele o
descreve como “o meu povo”, “as ovelhas do meu pasto” e “as minhas ovelhas”. A
linguagem de Deus mostra o problema raiz do comportamento errado dos líderes -
eles não amavam o povo como Deus o amava. Para eles, ser pastor era uma posição
de destaque, honra e privilégio. Para Deus, porém, ser “pastor” era uma posição
de responsabilidade, sacrifício, abnegação e amor. Atualmente, ainda há muitos
que olham para o cargo de pastor como uma posição de honra a ser cobiçada.
Buscam o destaque e desejam a honra diante dos homens. Ao invés de agir
humildemente como pastores no rebanho local (veja 1Pd.5:1-3), apresentam-se em
todo lugar com o “título” de pastor. Em outras palavras, “amam o primeiro lugar
nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e
o serem chamados mestres pelos homens” (Mt.23:6-7). Tais pastores não cuidam do
rebanho como deveriam.
3.
O que os governantes não faziam (Ez.34:4,8)?
“A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a
quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não
buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, visto que as minhas ovelhas foram
entregues à rapina e vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por
falta de pastor, e os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se
apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas”.
Outra
triste constatação que o profeta descreve é a de que os “pastores” estavam
negligenciando por completo suas responsabilidades, mesmo as mais básicas. O
profeta diz: “A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada
não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não
buscastes”. Era uma situação terrível! Por que estes “pastores” agiam desta
maneira? Além da absoluta falta de interesse verdadeiro pelas “ovelhas”, eles
agiam desta maneira em parte por ignorância e em parte por desídia. Isto está
subjacente nos referidos textos. Diziam eles: “deixa o rebanho pra lá; o
rebanho só me interessa pelo que posso conseguir dele, o resto é realmente
irrelevante”. Pensavam e agiam assim porque sabiam que o povo os tinha em alta
estima e ninguém ia realmente querer peitá-los por serem “ungidos”. O resultado
direto deste descaso e ignorância não demoraria a ser sentido.
Ovelhas
sem cuidados pastorais e maltratadas tendem a se espalhar, por não haver
pastor, e acabam por tornar-se pasto para todas as feras do campo. Este é o
triste fim de todas as situações de abuso espiritual que encontramos, mesmo nos
dias de hoje: “ovelhas” dispersas, abandonadas e sendo devoradas por todos os
tipos de "feras". O profeta constata, em nome do Deus-Pastor de
Israel, está triste realidade ao dizer: “As minhas
ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro”. Ovelhas
abusadas só conseguem resistir até certo ponto; algumas chegam mesmo a morrer
dentro do próprio redil - a comunidade local que, na Nova Aliança, chamamos de
igreja local. Outras, não aguentando mais os abusos, preferem abandonar o
redil. As palavras de Ezequiel estão repletas de desconsolo neste quesito: "as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a
terra, sem haver quem as procure ou quem as busque" (Ez.34:6).
Todavia,
Deus tratou e tratará com firmeza aqueles que não viverem à altura dos
compromissos assumidos como pastores e servos a serviço do povo de Deus. Ele
diz: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o
Senhor” (Jr.23:1). Porque somos ovelhas do pasto do Senhor, e Ele se mostra
aborrecido quando Suas “ovelhas” são maltratadas por aqueles que deveriam
realmente cuidar delas.
4.
As ovelhas dispersas (Ez.34:5,6)
“5. Assim, se espalharam, por não haver pastor, e ficaram para
pasto de todas as feras do campo, porquanto se espalharam. 6. As minhas ovelhas
andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro; sim, as minhas
ovelhas andam espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procure,
nem quem as busque”.
Ezequiel
dirige esses oráculos divinos à casa de Judá, mas a mensagem diz respeito a
todos os filhos Israel, até mesmo os dispersos pelos assírios (Ez.34:6). Por
falta de cuidado dos “pastores”, as consequências foram desesperadoras – as
“ovelhas” foram espalhadas e desgarradas. Trata-se de uma alusão ao cativeiro,
sendo a dispersão do povo de Deus decorrente da omissão dos líderes, ou, nas
palavras do profeta, “por não haver pastor”.
E ninguém dá atenção nem faz nada para corrigir esse cenário.
Essa
linguagem de dispersão do povo aparece também na visão do profeta Micaías, em
1Reis 22:17. No Evangelho de Mateus, Jesus se depara com uma situação análoga:
“ao ver as multidões, Jesus se compadeceu delas, porque estavam aflitas e
exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt.9:36). Nas palavras do pr.
Esequias Soares, as funções pastoris são contrastadas no evangelho de João com
as ações de mercenários: “o mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem
as ovelhas, vê o lobo chegando, abandona as ovelhas e foge; então o lobo as
arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não se importa
com as ovelhas” (João 10:12,13).
Com
a expressão “minhas ovelhas”, Deus identifica-se com elas, as quais não são
propriedades dos pastores das igrejas locais. O uso deste possessivo demonstra
o cuidado e a preocupação do Sumo Pastor para com as Suas “ovelhas”. O referido
possessivo aparece também em Ezequiel 34:8,10,11,12,15,17,19,22,25,31). Diz o
Senhor: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto!”
(Jr.23:1).
III.
SOBRE O BOM PASTOR
1.
A reação divina contra os maus pastores (Ez.34:10-12)
“10.
Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu estou contra os pastores e demandarei as
minhas ovelhas da sua mão; e eles deixarão de apascentar as ovelhas e não se
apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e lhes
não servirão mais de pasto. 11.Porque assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu, eu
mesmo, procurarei as minhas ovelhas e as buscarei. 12.Como o pastor busca o seu
rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei
as minhas ovelhas; e as farei voltar de todos os lugares por onde andam
espalhadas no dia de nuvens e de escuridão”.
Os
“pastores” de Israel falharam como despenseiros do “rebanho” do Senhor, e as ovelhas se dispersaram,
deixando-as à mercê dos lobos devoradores. Mas o Sumo Pastor de Israel,
prometeu assumir o comando de seu “rebanho” disperso em toda parte do mundo; ou
seja, todo o povo de Israel disperso pelo mundo inteiro – as dez tribos do
Norte e as tribos do Sul – o Senhor os fará retornar à Sua terra prometida
(Ez.34:12), e será seu Pastor e governará sobre elas durante o milênio. Veja o
que o Bom Pastor fará, segundo a profecia de Ezequiel: “Eu
as procurarei e buscarei” (Ez.34:11); “Eu as livrarei” (Ez.34:12); “Eu as
tirarei”, “Eu as congregarei”; “Eu as introduzirei na sua terra”
(Ez.34:13); “Eu as apascentarei” (Ez.34:14); “Eu as
farei repousar” (Ez.34:15); “Eu ligarei a quebrada”; “Eu fortalecerei a
enferma” (Ez.34:11). São profecias de esperança para o povo de Deus; sem
dúvida, é a mais sublime esperança para o povo de Israel.
Veja
que o retrato do pastor que busca as ovelhas desgarradas em Ezequiel 34:12
prefigura de forma notável a parábola da ovelha perdida de Lucas 15:1-7, para a
qual, sem dúvida, Jesus se baseou nessa passagem de Ezequiel. Nessa linguagem
metafórica, há um retrato tanto do animal quanto do ser humano, mais
especificamente dos crentes no dia a dia. Essa são algumas das razões de Deus
nos tratar como ovelhas. O pr. Ezequias Soares argumenta que “Deus promete
buscar as suas ovelhas na dispersão, “no dia de nuvens e densas trevas”
(Ez.34:12). A expressão está relacionada ao imaginário do julgamento no “Dia do
SENHOR” (Ez.30:3; Jl.2:2; Sf.1:15), um Dia de vingança e libertação, mas também
do aparecimento de Deus, como no Êxodo, para livrar Israel (Is.24:7; Sl.97:2).
Dessa forma, a mensagem pode se referir tanto ao retorno escatológico dos
judeus dispersos pelo mundo quanto ao fim do cativeiro babilônico”.
2.
Jesus, o bom Pastor
O
Messias Jesus nos é apresentado no livro de Salmos como o bom Pastor que dá a
vida pelas ovelhas (Sl.22), como o grande Pastor que vive para as ovelhas
(Sl.23) e como o supremo Pastor que voltará para as ovelhas (Sl.24). No
Evangelho de João, capítulo 10, Jesus se apresenta como o bom Pastor que dá a
vida pelas suas ovelhas - “Eu sou o bom pastor. O
bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10:11);
“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim”
(João 10:14). O sentido básico da palavra “bom” (gr. kalos) é “maravilhoso”.
Esta palavra, aqui, indica o caráter excelente do bom Pastor Jesus. Ele
corresponde a um ideal tanto em caráter como em sua obra. Ele é único em sua
categoria. O autor aos Hebreus, no capítulo 13, versículo 20, nos fala que o
Jesus ressurreto dentre os mortos é o grande pastor das ovelhas, aquele que nos
aperfeiçoa em todo o bem para cumprirmos a vontade de Deus. E o apóstolo Pedro,
em sua primeira Epístola, capítulo 5, versículo 4, fala-nos do supremo Pastor
que se manifestará para dar às suas ovelhas a imarcescível coroa da glória.
Como bem argumenta o pr. Esequias Soares, “assim como Yahweh vai trazer de
todas as nações os judeus dispersos para a terra de seus antepassados, o que já
está acontecendo, em Israel, no Oriente Médio, da mesma forma o Senhor Jesus
está congregando, de todas as nações, as ovelhas para o seu redil (João 10:16).
3.
O pastor cristão
O pastor cristão é aquele que é “despenseiro” do “rebanho” do
Senhor Jesus; ele é mordomo das coisas santas de Deus. O Senhor Jesus concedeu
pastores à igreja (Ef.4:11) para o aperfeiçoamento dos crentes e a edificação
do Corpo de Cristo. A principal obrigação do pastor cristão é pastorear. Mas, o
que é pastorear?
a) é alimentar o rebanho de Deus com a Palavra de Deus.
Não cabe a ele prover o alimento, mas oferecer o alimento. O alimento é a
Palavra. Reter a Palavra ao povo de Deus é um grave pecado. Infelizmente,
vivemos dias difíceis; dias em que é notório o abandono do ensino da Palavra de
Deus nas igrejas. Muitos dentre os crentes se dizem ser, como nos afirmam as
Escrituras, terão comichões nos ouvidos e não sofrerão mais a sã doutrina
(2Tm.4:3), ou seja, não quererão se dobrar aos ensinos da Palavra de Deus e os
distorcerão, a fim de poderem praticar os seus pecados, construindo para si
doutores que justifiquem seus pecados e iniquidades. São dias difíceis, mas
nós, que conhecemos a Palavra, que fomos ensinados na boa doutrina, sabendo que
estas coisas iriam mesmo acontecer, só devemos ser cautelosos e, sobretudo,
submissos aos ensinos do Senhor, pois o ensino da Palavra de Deus é essencial
para o crescimento espiritual do cristão.
b) é proteger o rebanho de Deus dos lobos vorazes.
Paulo alertou para o fato dos pastores estarem vigilantes para que os lobos
vorazes não penetrem no meio do rebanho. Jesus, também, fez o mesmo alerta: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós
disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt.7:15).
c) é apascentar o rebanho de Deus.
O pastor convive de perto com as ovelhas; leva-as para os pastos verdes as
famintas, leva às águas tranquilas as sedentas, atravessa os vales escuros
dando segurança à ovelha que está insegura e carrega a fraca no colo, resgata a
que caiu no abismo, disciplina aquela que põe em risco a vida do rebanho.
c.1. O pastor cristão apascenta o rebanho de Deus com
conhecimento.
O pastor é um estudioso. Ele
precisa conhecer a Palavra, alimentar-se da Palavra e pregar a Palavra. Aliás,
a recomendação de Paulo é que “[...] o bispo seja [...] apto para ensinar”
(1Tm.3:2). A vida do ministro está inseparavelmente vinculada ao ensino e à
observância da sã doutrina (1Tm.1:3,10; 4:6,16; 5:17; 6:1,3; 2Tm.4:2,3;
Tt.2:1,7,10). Paulo diz que devem ser considerados dignos de redobrados
honorários aqueles que se afadigam na Palavra(1Tm.5:17).
c.2. O pastor cristão apascenta o rebanho de Deus com
inteligência.
Isso significa apascentar o
rebanho de Deus com sabedoria e sensibilidade. Sabedoria é usar o conhecimento
para os melhores fins. Precisamos tratar as ovelhas de Deus com ternura. Paulo
diz que o pastor é como um pai e também como uma mãe (1Tess 2:7-12). O pastor
chora com os que choram e festeja com os que estão alegres. O pastor trata cada
ovelha de acordo com sua necessidade, com seu temperamento, com seu jeito
peculiar de ser. Ele é dócil com as crianças como foi Jesus, que as pegou no
colo. Ele trata os da sua idade como a irmãos e aos mais velhos como a pais.
Uma coisa é amar a pregação, outra coisa é amar as pessoas para quem pregamos.
Que
a profecia de Jeremias também se aplique em nossos dias - “E vos darei pastores segundo o meu coração, que vos
apascentem com conhecimento e com inteligência” (Jr.3:15).
CONCLUSÃO
O
bom pastor exerce o seu pastoreado com eficiência e zelo, cônscio de que é um
mordomo do Senhor Jesus. Paulo diz que aquele que aspira ao episcopado,
excelente obra almeja (1Tm.3:1). O pastoreado é uma obra, e uma obra excelente.
Não é uma obra para gente preguiçosa, mas uma obra que exige todo esforço, todo
empenho e todo zelo.
Os
obreiros infiéis são obreiros fraudulentos, gananciosos, avarentos e
enganadores; são amantes do dinheiro e estão embriagados pela sedução da
riqueza. Há pastores que mudam a mensagem para auferir lucros; pregam
prosperidade e enganam o povo com mensagens tendenciosas para abastecer a si
mesmos. Deus abominou as atitudes dos pastores infiéis de Israel e, certamente,
aborrece as atitudes mercenárias de inúmeros pastores dos dias de hoje que
ludibriam o rebanho com falsas mensagens e mentiras. Deus nos guarde!
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