terça-feira, 28 de janeiro de 2025
RECONCILIADOS COM CRISTO
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CRISTO É A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS
CRISTO É A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS
TEXTO BÍBLICO
“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos
fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio.” (Ef
2.14)
VERDADE
PRÁTICA
Ao morrer na Cruz do
Calvário, CRISTO reconciliou os eleitos desfazendo a inimizade entre DEUS e os
homens.
PONTO
CENTRAL - Foi na cruz que CRISTO desfez a inimizade entre DEUS e os
homens.
INTRODUÇÃO:
Deve-se tomar o cuidado nesta lição de colocar Judeus que
aceitaram a JESUS como Salvador e Senhor e Gentios que assim também fizeram. A
separação entre ambos foi removida por JESUS CRISTO na cruz, pois DEUS encerrou
a todos debaixo do pecado para usar de misericórdia com todos. todos agora são
pecadores precisando de um salvador, não existe privilégios para quem não
aceita a JESUS e os privilégios são os mesmos para quem aceita a JESUS CRISTO
como único salvador e Senhor.
Cristo: A Ponte para a Reconciliação com Deus
A
necessidade da reconciliação
A
Bíblia nos ensina que, por causa do pecado, houve uma separação entre Deus e a
humanidade. Essa separação nos impede de ter um relacionamento íntimo e pleno
com o Criador. É como se houvesse um muro impenetrável entre nós.
A
solução divina: Jesus Cristo
Deus,
em seu infinito amor, providenciou um caminho para restaurar essa relação:
Jesus Cristo. Através da vida, morte e ressurreição de Jesus, a barreira entre
Deus e o homem foi derrubada.
- A
morte de Cristo: Na
cruz, Jesus levou sobre si os nossos pecados, pagando a dívida que
tínhamos. Sua morte foi um ato de amor sacrificial, que nos reconciliou
com Deus.
- A
ressurreição de Cristo:
A ressurreição de Jesus é a prova definitiva de que a morte não tem o
poder sobre Ele e que Ele venceu o pecado. Através da ressurreição, temos
a esperança da vida eterna.
Os benefícios da reconciliação
Ao
sermos reconciliados com Deus, experimentamos:
- Perdão: Todos os nossos pecados são perdoados
quando colocamos nossa fé em Jesus.
- Paz: A paz que excede todo entendimento
passa a habitar em nossos corações.
- Vida
eterna: Temos a
certeza de que, após a morte, estaremos para sempre com Deus.
- Um
novo relacionamento:
Passamos a ter um relacionamento pessoal e íntimo com Deus, como filhos
amados.
Como
experimentar a reconciliação
Para
experimentar essa reconciliação, é preciso:
- Reconhecer
o pecado: É preciso
admitir que somos pecadores e que precisamos de um salvador.
- Arrepender-se: Arrepender-se significa mudar de
atitude e voltar-se para Deus.
- Crer
em Jesus: É preciso
crer que Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou.
- Confiar
em Jesus: Devemos
confiar em Jesus como nosso único Salvador.
Em
resumo
Cristo
é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de
separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei
dos mandamentos, que consistia 1 em ordenanças, para criar em si
mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos
com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. 2 (Efésios
2:14-16)
Quanto mais o sangue de CRISTO, que, pelo ESPÍRITO eterno, se
ofereceu a si mesmo imaculado a DEUS, purificará a vossa consciência das obras
mortas, para servirdes ao DEUS vivo? Hebreus
9:14
mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem
sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo; hebreus 9:7
Porque CRISTO não entrou num santuário feito por mãos, figura do
verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face
de DEUS; nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo
sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio. Doutra maneira,
necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora,
na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo
sacrifício de si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez,
vindo, depois disso, o juízo, assim também CRISTO, oferecendo-se uma vez, para
tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o
esperam para a salvação. Hebreus
9:24-28
No
dia seguinte, João viu a JESUS, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo. João
1:29
Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão
uns com os outros, e o sangue de JESUS CRISTO, seu Filho, nos purifica de todo
pecado. 1 João 1:7
DEUS olha para nós via JESUS CRISTO e seu sacrifício na cruz.
No qual também estais circuncidados com a circuncisão não
feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de CRISTO.
Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias
de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Colossenses 2:11,16
Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por
aqueles que me não buscavam; a um povo que se não chamava do meu nome eu disse:
Eis-me aqui. Isaías 65:1
Porque DEUS encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de
usar de misericórdia para com todos. Rm
11.32
E o ESPÍRITO e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E
quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida. Ap 22:17
Situação
em Éfeso - Barreiras à comunhão ou parede de separação.
A
Igreja em Éfeso estava vivendo problemas de separação entre seus membros devido
ao número de judeus convertidos terem que conviver com o alto número de gentios
convertidos.
Enquanto
os judeus guardavam o sábado, a circuncisão, as festas judaicas tradicionais e
as leis dietéticas (tentavam seguir os 613 preceitos da Lei); os gentios, por
sua vez, nada disso incorporavam em seu novo viver na fé em JESUS CRISTO.
Havia
então essas barreiras de separação entre os dois povos dentro da Igreja.
Paulo
ensina que após a conversão não existem mais dois povos e sim um povo só - a
Igreja de JESUS CRISTO, cuja cabeça é CRISTO.
A
circuncisão ou qualquer outro rito não acrescenta nada ou invalida a salvação.
Somos salvos pela graça de DEUS, mediante a fé no sacrifício de JESUS.
As
barreiras, explica Paulo, foram retiradas por JESUS - cravadas na Cruz. Para
pertencermos ao povo de DEUS, herdarmos as promessas, estarmos em aliança com
DEUS, nada mais estava em evidência, senão a fé, pois somos justificados pela
fé ao ouvirmos o evangelho de nossa salvação (Ef 1.13). Todos herdamos a
promessa do ESPÍRITO SANTO morando em nós, nos tornando filhos de DEUS. A
barreira do pecado nos separava de DEUS, porém JESUS levou na cruz todos nossos
pecados, doenças, enfermidades e maldições (Is 53; Gl 3.13,14). Glória a DEUS,
não existem mais barreiras entre nós e DEUS e nem entre os salvos de todas as
tribos, etnias, raças, línguas e nações.
“vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de
CRISTO chegastes perto” (2.13).
Lembrando
que a carta seria lida pela igreja em Éfeso, mas também, pelas outras igrejas,
como hoje estamos lendo. Imagine a carta sendo lida em Jerusalém, berço do
judaísmo!
Paulo
era mesmo um homem de coragem. Por isso mesmo DEUS o chamou. Não temia a morte.
I – CRISTO
DESFEZ A INIMIZADE ENTRE OS HOMENS
O
exclusivismo religioso criou inimizade entre judeus e gentios. Nesse ponto
veremos o que CRISTO fez para dar fim a esse litígio entre os homens (2.14,15).
1. A parede de separação entre os homens.
A
parede de separação entre os judeus e os gentios na Igreja de Éfeso, por parte
dos judeus, consistia em estatutos, ordenanças; leis, mandamentos e festas
judaicas. A parede era formada principalmente por circuncisão, guarda do
sábado, leis dietéticas e festas judaicas, dos quais os gentios não praticavam.
A
parede de separação entre os judeus e os gentios na Igreja de Éfeso, por parte
dos gentios, consistia em saberem que não precisavam seguir as ordenanças
judaicas, mas eram cobrados diariamente por isso. Veja a decisão do concílio de
Jerusalém sobre o assunto e quais suas exigências:
Na
verdade, pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO e a nós não vos impor mais encargo
algum, senão estas coisas necessárias: Que vos
abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne
sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos
vá. Atos 15:28,29
Talvez
Paulo tenha usado o termo "parede de separação" em referência ao muro
chamado Soreg que separava os gentios dos judeus na adoração, no templo em
Jerusalém.
O Templo de Jerusalém é o nome dado ao principal centro de culto do povo de
Israel, onde se realizavam as diversas ofertas e sacrifícios. Situava-se no
cume do Monte Moriá (também chamado Monte do Templo), no leste da cidade de
Jerusalém. A edificação possuía vários átrios. O átrio dos gentios (os
não-judeus) rodeava todo o santuário e era acessível também aos judeus. Havia
também o Soreg, que era uma parede baixa em volta do templo, formado uma área
sagrada que nenhum gentio podia pisar. Havia o átrio das mulheres e também o
átrio de Israel. Este era exclusivamente para judeus jovens e adultos do sexo
masculino. Era grande e aberto, enquanto o átrio das mulheres era estreito,
coberto e rodeado de colunas. Acima do piso do átrio de Israel havia um espaço
reservado exclusivamente aos sacerdotes.
Paulo
corrige tudo isto isentando os gentios de viverem presos às ordenanças judaicas
e deseja que os judeus também sejam, libertos para a Liberdade que há em
CRISTO. Todos agora são Igreja e não necessitam mais destas coisas para serem
filhos de DEUS.
no
qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo
do corpo da carne: a circuncisão de CRISTO. Sepultados com ele no batismo, nele
também ressuscitastes pela fé no poder de DEUS, que o ressuscitou dos mortos.
E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne,
vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo
riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma
maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E,
despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou
em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por
causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das
coisas futuras, mas o corpo é de CRISTO. Colossenses 2:11-17
Lembrando
que a carta seria lida pela igreja em Éfeso, mas também, pelas outras igrejas,
como hoje estamos lendo. Imagine a carta sendo lida em Jerusalém, berço do
judaísmo!
Paulo
era mesmo um homem de coragem. Por isso mesmo DEUS o chamou. Não temia a morte.
2.
A derrubada da parede da separação.
“à parede de separação que estava no meio” (2.14b).
A igreja em Éfeso deveria se portar como corpo de CRISTO, onde a Liberdade no
ESPÍRITO SANTO deveria prevalecer. Todos agora eram filhos de DEUS, iguais em
promessa e aliança. Não havia mais diferença entre eles já que os judeus foram
condenados por não conseguirem cumprir a lei e os gentios estavam na mesma
condenação, pois nunca obedeceram a DEUS.
Eram agora iguais, pois, agora, nenhuma condenação
há para os que estão em CRISTO JESUS, que não andam segundo a carne, mas
segundo o espírito. Romanos 8:1
Não havia mais privilégios para os judeus e nem condenação para os gentios.
Todos estavam em CRISTO na Igreja em Éfeso, portanto, todos eram salvos e
co-herdeiros das promessas.
Assim, os gentios não eram mais forasteiros, mas da
família de DEUS, com livre acesso à presença do Pai (2.18) e, pelo sangue de CRISTO, com livre entrada no santuário
de DEUS (Hb 10.19).
Antes eram dois povos, mas agora, são um povo só.
Lembrando que a carta seria lida pela igreja em Éfeso, mas também, pelas outras
igrejas, como hoje estamos lendo. Imagine a carta sendo lida em Jerusalém,
berço do judaísmo!
Paulo
era mesmo um homem de coragem. Por isso mesmo DEUS o chamou. Não temia a morte.
3. O conceito da lei dos mandamentos.
Não
há divisão da lei por parte de DEUS, são 613 preceitos escritos no Antigo
Testamento, Desse número, 365 são mandamentos negativos, proibições
(mitzvot taaseh) e 248 são prescrições, mandamentos positivos (mitzvot aseh).
Dentre esses preceitos encontramos a lei civil que diz respeito ao israelita
como cidadão, a lei moral como padrão de conduta, mas não como meio de salvação
(2.8,9) e a lei cerimonial referindo-se a “circuncisão”, “sacrifícios”, “comida
e bebida”, “dias de festas, lua nova e sábados” (Cl 2.11,16). Esses ritos
identificavam a posição do povo judeu diante de DEUS e demonstrava a
hostilidade deles para com os gentios.
Qualquer
um que deixasse de cumprir um só dos mandamentos já estava condenado.
E,
se alguma pessoa pecar e fizer contra algum de todos os mandamentos do Senhor o
que se não deve fazer, ainda que o não soubesse, contudo, será ela culpada e
levará a sua iniquidade. Levítico 5:17
Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto
se tornou culpado de todos.
Tiago 2:10
Se
alguém desejar se justificar pela lei e não pela fé, já está condenado.
Separados estais de CRISTO, vós os que vos justificais pela lei;
da graça tendes caído. Gál 5:4
Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS por nosso
Senhor JESUS CRISTO; Romanos
5:1
De
que depende a lei e os profetas segundo JESUS?
Mestre,
qual é o grande mandamento da lei? E JESUS disse-lhe: Amarás o Senhor, teu
DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, amarás o
teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os
profetas. Mateus 22:36-40
4. A revogação da lei dos mandamentos.
Quando JESUS
cumpre toda a lei, a lei perde seu objetivo que é mostrar que o homem necessita
de um salvador por não cumprir a lei. A velha aliança não foi capaz de salvar o
homem, pois exigia a guarda da lei, portanto foi necessária uma nova Aliança,
agora baseada na fé e não nas obras.
Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um
melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas. Porque, se aquele
primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo.
Hebreus 8:6,7
Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora,
o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar. Hebreus
8:13
JESUS colocou todos debaixo da mesma exigência para a entrada na graça de DEUS.
A fé.
A Igreja de JESUS é formada por judeus e gentios que ouviram o evangelho e
creram nele. A fé foi o instrumento de entrada na graça de DEUS, a salvação em
CRISTO.
Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com
DEUS por nosso Senhor JESUS CRISTO; pelo qual também temos entrada pela fé a
esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de
DEUS. Romanos 5:1,2
em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o
evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o
ESPÍRITO SANTO da promessa; Efésios 1:13
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e
isso não vem de vós; é dom de DEUS. Efésios 2:8
A eliminação das
barreiras que dividiam judeus e gentios se deu pela revogação da “lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças”
(2.15b). Essa revelação não contradiz o que JESUS disse: “não vim para revogar, mas cumprir a lei” (Mt 5.17
– NAA). Visto que, ao entregar seu corpo para ser crucificado, CRISTO cumpriu a
Lei oferecendo-se como sacrifício em favor de ambos os povos (Hb 7.27). Desse
modo, a revogação aqui aludida é a da lei cerimonial, que resultava em
separação entre judeus e gentios. O ato de CRISTO, oferecido a DEUS em cheiro
suave, aboliu a necessidade dessas ordenanças ritualísticas e assim a inimizade
foi desfeita (5.2).
II – PELA PAZ, CRISTO FEZ UM “NOVO HOMEM”
A partir da expiação na cruz, a paz foi proclamada e de ambos os povos, judeus e gentios, CRISTO fez uma nova humanidade (2.14-17).
1.
O conceito bíblico de paz.
De
forma geral, a paz é a descrição de boas relações (At 24.2,3), do fim de um
conflito (Lc 14.32), do estado de tranquilidade (1 Rs 4.24).
PAZ - (Strong português) - שלום shalowm ou שׂלם shalom - Hebraico
1) completo, saúde, bem-estar, paz
1a) totalidade (em número)
1b) segurança, saúde (no corpo)
1c) bem-estar, saúde, prosperidade
1d) paz, sossego, tranqüilidade, contentamento
1e) paz, amizade
1e1) referindo-se às relações humanas
1e2) com DEUS especialmente no relacionamento proveniente da aliança
1f) paz (referindo-se a guerra)
1g) paz (como adjetivo)
PAZ - (Strong português) - ειρηνη eirene
- Grego
1) estado de tranqüilidade nacional
1a) ausência da devastação e destruição da guerra
2) paz entre os indivíduos, i.e., harmonia, concórdia
3) segurança, seguridade, prosperidade, felicidade (pois paz e harmonia fazem e
mantêm as coisas seguras e prósperas)
Representada
no AT hebraico principalmente pela raiz substantiva shalom,
e no NT grego pela raiz do substantivo eirene. Esta palavra tem uma grande
variedade de significados tanto no AT quanto no NT. A ideia geral de bem-estar
(Is 48.18) engloba a maioria das nuanças, dando a dimensão da tradução mais
geral e aceitável como “paz".
O bem-estar, a saúde, e a prosperidade de alguém em alguma situação, também
merecem a designação de paz. Assim como no progresso de alguém em uma viagem ou
partida (Êx 4.18), e em geral na maneira de viver (Is 38.16,17; 1 Co 7.15) e
morrer (Gn 15.15; 2 Rs 22.20) com tranquilidade. Prosperidade econômica e
segurança (Salmos 147.14; Jr 29.11; Lc 11.21), saúde ecológica (Lv 26,4-6; Zc
8.12), segurança política e militar (2 Rs 20.19; Ec 3.8), e livramento das
perseguições (Act 9.31) são todos aspectos de paz.
2. CRISTO é o motivo da nossa paz.
A
morte de JESUS na cruz desfez a inimizade dos Efésios que eram gentios com DEUS
e com os judeus também convertidos, tornando possível a reconciliação entre
ambos e, promovendo assim, a paz na Igreja (Cl 1.20).
Esta paz é uma das qualidades espirituais do Fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22), TAMBÉM É UMA CARACTERÍSTICA DO
REINO DE DEUS (porque o Reino de DEUS não é comido
nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO. Romanos
14:17) - Esta paz não é humana é um milagre realizado por JESUS. CRISTO “é a nossa paz” (2.14b). Só temos esta paz em
CRISTO, fora de CRISTO temos inimizade tanto com DEUS quando com nossos irmãos.
O
ESPÍRITO SANTO trabalha como a massa de cimento, unindo as pedras ponte agudas
da construção do edifício de DEUS. Pedras possuem arestas que ao se tocarem se
machucam, se cortam. O ESPÍRITO SANTO é quem nos ajusta no corpo de CRISTO para
que o amor prevaleça. JESUS CRISTO nos proporcionou esta paz.
Porque
nós somos cooperadores de DEUS; vós sois lavoura de DEUS e edifício de DEUS. 1
Coríntios 3:9
vós
também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo,
para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a DEUS, por JESUS CRISTO.
1 Pedro 2:5
E a paz de DEUS, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em CRISTO JESUS. Filipenses 4:7
A palavra ocorre na saudação e no cumprimento geral, “A paz seja contigo”, e é equivalente à nossa pergunta geral, “Como vai você?” (Gn 43.23; Jz 19,20). Também é usada onde a realidade está presente (1 Sm 1,17), e onde há uma esperança falsa ou vâ (Salmos 28.3), especialmente nas palavras dos falsos profetas (Jr 6.14; 8.11; Ez 13.10, 16). Com o poder da realidade, é o cumprimento usual do Senhor ressurrecto (Jo 20.19,21,26) e a saudação de abertura e/ou encerramento dos escritores das epístolas apostólicas (todos exceto Tiago e 1 João).
3. A nova humanidade formada pela paz.
JESUS
levou a parede de separação, levou as inimizades, levou a necessidade de guarda
da lei e de preceitos diversos (613). A salvação é pela graça, mediante a fé.
Somos justificados pela fé em JESUS e em seu sacrifício por nós e em nossos
lugares.
CRISTO
uniu os povos que outrora se hostilizavam, para criar “em
si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz” (2.15c). Essa unidade
não foi o resultado de algum acordo firmado entre os homens. Ela foi realizada
“em si mesmo”, ou seja, o único modo possível era “em CRISTO” e “por meio de
CRISTO”. A partir desse ato surge uma nova humanidade: a Igreja, “onde não há circuncisão e nem incircuncisão” (Cl
3.11). Foi CRISTO quem criou esse novo povo “fazendo
a paz” (2.15c). Nele, as desigualdades foram eliminadas, a acepção de
pessoas desfeita, a etnia e a classe social desapareceram (Rm 2.11; Gl 3.28).
A
paz também é usada para designar relacionamentos interpessoais (Gen 26.29; Js
9.15). Ela pode referir-se às relações entre homens (Prov 16.7) ou nações (1 Rs
5.12). Pode designar as boas relações que existiram (Jz 4.17; Act 24.2), ou que
estão prestes a existir; o cessar da hostilidade ou guerra baseado na rendição
de uma parte, como no caso dos gibeonitas com Josué (Js 10.1; cf. 2 Sm 10.19; 1
Cr 19.19; Lc 14.32); e o estado de tranqüilidade e prosperidade que prevalece
(1 Rs 4.24) ou pelo qual se ora (Salmos 122.6-9; Act 12.20).
Tanto
o AT como o NT indicam que o Messias prometido, chamado de Príncipe da Paz (Is
9.6), trará uma paz universal (Ez 34.25; 37.26) e pessoal (Is 53.5). Seu
nascimento é anunciação em termos de paz na terra e boa vontade para com os
homens (Lc 2.14). Suas aparições após sua ressurreição trazem o anúncio do
poder de sua morte e ressurreição (Jo 20.19,21,26). Através da morte de CRISTO,
a hostilidade e a barreira entre DEUS e o homem foi removida, de forma que Ele,
que é nossa paz, traz a aliança da paz aos homens e faz a paz com DEUS através
do sangue que derramou em sua cruz (Cl 1.20; Ef 2.11-22). Esta mesma obra
também remove as barreiras entre judeus e gentios, e na comunidade da graça e
da paz, a Igreja faz de todos os homens em CRISTO, pela fé, um novo homem que
habita em paz (Ef 2.14-16). Esta dupla face da realidade da paz com DEUS (Rm
5.1) e com outros homens requer uma resposta correspondente.
III – PELA CRUZ, RECONCILIADOS COM DEUS NUM CORPO
O ministério da reconciliação desfez a inimizade entre o homem e DEUS, bem como
entre os Efésios salvos e os judeus salvos desta comunidade, a Igreja de Éfeso.
Essas dádivas foram possíveis por causa do sacrifício de JESUS CRISTO na cruz.
1. CRISTO se fez maldição por nós.
JESUS
levou sobre ele nossos pecados, doenças, enfermidades e maldições.
Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as
nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de DEUS e
oprimido. mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas
iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas
pisaduras, fomos sarados.
Isaías 53:4,5
levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o
madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e
pelas suas feridas fostes sarados. 1
Pedro 2:24
CRISTO
nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está
escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13
Ser
condenado à morte de cruz era um sinal de maldição e de profunda humilhação (Hb
12.2). O réu era açoitado por um chicote de várias
tiras de couro, acompanhado de chumbo ou ossos nas pontas (Mc 15.15). Em seguida, era obrigado a carregar publicamente sua cruz
até o local da execução (Jo 19.7).
A cruz era escândalo para os judeus, pois era vergonhoso ser morto como malfeitor, não entendiam o poder de DEUS de ressuscitar os mortos e loucura para os gentios, ou gregos, pois era para eles de pouca sabedoria morrer ao invés de viver como sábio, não entendiam a sabedoria de DEUS. (1 Co 1.23). Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de DEUS. 1 Coríntios 1:18
CRISTO nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13
Onde
Paulo foi buscar a maldição da cruz na Bíblia?
Não
foi por causa de costume romano a crucificação, mas por causa da ordem de DEUS
para crucificação. Só estavam cumprindo a Palavra de DEUS.
Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte,
e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no
madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é
maldito de DEUS; assim, não contaminarás a tua terra, que o Senhor, teu DEUS,
te dá em herança. Deuteronômio
21:22,23.
2. Reconciliados pela cruz de CRISTO.
O homem estava em inimizade contra DEUS devido ao pecado. Estava desligado de DEUS devido a barreira do pecado.
Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso
DEUS, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Isaías 59:2
Porquanto
a inclinação da carne é inimizade contra DEUS, pois não é sujeita à lei de
DEUS, nem, em verdade, o pode ser. Romanos
8:7
Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra
DEUS? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de
DEUS. Tiago 4:4
Foi
o sacrifício vicário de CRISTO na cruz e sua consequente vitória sobre a morte
que possibilitaram nossa reconciliação com DEUS e com os homens (Cl 1.20).
JESUS levou o que causava a inimizade, o pecado (Isaías 53:4,5; 1 Pedro 2:24),
tanto para judeus quanto para gentios, pois todos estavam encerrados debaixo do
pecado. Nessa perspectiva que CRISTO “é a nossa
paz” (2.14), que pela sua carne um novo homem foi criado “fazendo a paz”
(2.15) e que também “evangelizou a paz a vós”,
proclamando ao mundo as boas novas da cruz (2.17). A
mensagem da cruz apregoa a paz entre DEUS e os homens, isto é, o ministério da
reconciliação (2 Co 5.18-20).
Pois
quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos
que, tanto judeus como gregos (gentios), todos estão debaixo do pecado, Romanos
3:9
3. Reconciliados na cruz em um corpo.
O
apóstolo Paulo reforça que o propósito de CRISTO foi o de “reconciliar ambos [judeus e gentios] com DEUS em um
corpo” (2.16b) - a Igreja. A ênfase aqui recai sobre a inimizade
existente na vertical, isto é, entre os homens e DEUS, em primeiro lugar. No
versículo 14, o destaque era a inimizade horizontal, quer dizer, entre os
judeus e os gentios, em segundo lugar. Os judeus queriam obrigar os gentios a
guardarem a lei e seus 613 preceitos como se isso fosse garantia de salvação.
De forma que a reconciliação deve ser duplamente compreendida. As duas
inimizades foram desfeitas quando CRISTO levou nossos pecados no madeiro (1 Pe
2.24). A ira de DEUS, que por causa dos pecados estava sobre nós, foi cravada
na cruz (em JESUS que estava na cruz - Cl 2.13,14). Assim, a reconciliação foi concretizada pelo sacrifício de JESUS
na cruz, gerando um novo povo, num único corpo: a “família de DEUS”; a “Igreja
de CRISTO” (2.19; 3.6; 4.4; 5.23,30).
CONCLUSÃO
Em obediência ao plano divino, CRISTO cumpriu as demandas da lei na cruz. Em
seu sacrifício derrubou as barreiras e aboliu as ordenanças cerimoniais que
serviam de divisão. Por meio da paz conquistada no madeiro desfez a inimizade,
criou uma nova humanidade e a reconciliou com DEUS. A partir dela, formou um
novo povo: a Igreja, o Corpo de CRISTO, cuja cabeça é JESUS CRISTO.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
A ROCHA FERIDA - SIMBOLISMO E PROFUNDIDADE
A ROCHA FERIDA - SIMBOLISMO E PROFUNDIDADE
A rocha que deu água tanto em Refidim
quanto em Meribá tem um significado profundo e simbólico. O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 10:4, refere-se a Cristo como a "rocha
espiritual" que os seguiu e da qual todos beberam. Este ato de
ferir a rocha e de ela fornecer água é uma prefiguração de Cristo sendo ferido
na cruz para que possamos receber a "água viva" da vida eterna.
Assim como a água era essencial para a
sobrevivência física dos israelitas no deserto, Cristo é essencial para nossa
vida espiritual. Ele é a fonte de vida, que nos sustenta e revigora. A rocha
ferida é um lembrete do sacrifício de Jesus e de Sua provisão contínua para
nossas necessidades espirituais.
Passe um tempo hoje meditando no sacrifício
de Jesus e no que isso significa para você. Agradeça a Ele por ser a fonte de
vida e por Sua provisão constante. Considere como você pode compartilhar essa
"água viva" com aqueles ao seu redor que estão sedentos por esperança
e salvação.
Oração: Senhor Jesus, obrigado por ser a rocha da minha salvação e
por Teu sacrifício na cruz. Ajuda-me a valorizar sempre o dom da vida eterna
que me deste e a compartilhar essa esperança com outros. Que eu possa ser um
canal de Tua graça e amor para todos ao meu redor. Amém.
As Escrituras
1Coríntios10- 4 e beberam
todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os
acompanhava; e a pedra era Cristo.
Êxodo 17
Êxodo 17 narra
dois eventos importantes na jornada dos israelitas pelo deserto: o milagre da
água da rocha em Refidim e a batalha contra os amalequitas. Estes
acontecimentos revelam tanto as lutas contínuas dos israelitas como a contínua
provisão e proteção de Deus. Aqui estão os postos-chave de Êxodo 17:
1. Água da Rocha em Refidim (Êxodo 17:1-7): Os israelitas, mais uma
vez enfrentando escassez de água, discutem com Moisés e questionam por que ele
os tirou do Egito para morrer de sede no deserto. Moisés clama ao Senhor, e
Deus o instrui a golpear uma rocha específica em Horebe com seu cajado. Quando
Moisés obedece, água jorra da rocha, suprindo as necessidades do povo. O lugar é chamado
de Massá (que significa “prova”) e Meribá (que significa “disputa”) por
causa da contenciosidade dos israelitas e da prova do Senhor.
2. A Batalha Contra os Amalequitas (Êxodo 17:8-16): Os Amalequitas,
uma tribo nômade, atacam os Israelitas em Refidim. Moisés instrui Josué, seu
assistente, a selecionar homens para lutar contra os amalequitas, enquanto
Moisés, Arão e Hur sobem ao topo de uma colina. Enquanto Moisés erguer o seu
cajado, os israelitas prevalecerão na batalha, mas quando ele o abaixar, os
amalequitas ganharão vantagem. Arão e Hur apoiam Moisés levantando seus braços
e, com a ajuda deles, os israelitas derrotam os amalequitas. Deus instrui
Moisés a registrar a derrota dos amalequitas como um memorial, enfatizando que
Ele apagará a memória dos amalequitas de debaixo do céu.
Êxodo 17 apresenta vários temas e lições importantes:
1. Provisão e Teste: O episódio da água saindo da rocha ressalta a
provisão contínua de Deus para os israelitas, mesmo diante de suas queixas e
testes sobre Ele. Também destaca a importância da fé e da confiança na
capacidade de Deus prover.
2. Liderança Intercessora: Moisés serve como intercessor entre o
povo e Deus. Seu papel em golpear a rocha para produzir água e suas ações
durante a batalha contra os amalequitas demonstram sua liderança e dependência
de Deus.
3. Batalha e Vitória: A batalha contra os Amalequitas ilustra a
necessidade de ação militar no deserto e o papel da oração e da intervenção
divina na obtenção da vitória. Também enfatiza a importância da unidade e do
apoio dentro da comunidade.
4. Memorial e Lembrança: O registo da batalha como um memorial
serve como um lembrete da fidelidade de Deus e da dependência d’Ele dos
Israelitas, tanto em tempos de necessidade como em tempos de conflito.
5. Julgamento Divino: A declaração de Deus de que Ele apagará a
memória dos Amalequitas sublinha a Sua autoridade para julgar nações e povos
que se opõem ao Seu povo escolhido.
Êxodo 17 continua a revelar os desafios e o crescimento dos israelitas enquanto
viajavam pelo deserto. Destaca a sua dependência de Deus para sustento,
proteção e vitória. O capítulo também aponta Moisés como um líder e intercessor
significativo na comunidade e serve como um lembrete da importância da fé e da
unidade entre o povo de Deus.
Interpretação
17:1-7. Água
da rocha de Refidim.
Do planalto do Deserto de Sim, uma série de vales que levam diretamente ao
Monte Sinai. Um destes, o Wadi Refavid, há quem diga ser o vale de Refidim.
17:2. Contendeu. Criticou, Tentais, Experimentais. Era a
incredulidade que os levava a duvidar da fidelidade de Deus (v. 7).
17:6. Horebe. Usado nas Escrituras como termo intercambiável com
Sinai. Pode ter uma referência mais ampla, à cadeia de montanhas da qual o
Sinai é um dos picos. Em Refidim, então, Israel se aproximava do final de sua
viagem imediata. Ferirás a rocha. Uma explicação natural deste
milagre tem sido apresentado, dizendo-se que certas formações rochosas nesta
área são simplesmente uma fina camada de calcário que poderia se partir com o
golpe de uma vara, permitindo a água sair. O apóstolo Paulo nos diz que “a
pedra era Cristo” (I Co. 10:4). Sejam quais forem os meios que Deus usou, o
fato importante é que ficou manifesto aos israelitas que o seu auxílio vinha do
Senhor.
17:7. Massá. Provando (tentaram), do verbo usado em 17:2. Meribá,
Desavença, traduzido para “contendeu” no versículo 2.
17:8. Amaleque era uma tribo, ou grupo de nômades ferozes e
vorazes, tal como os beduínos de hoje. Embora descendessem de Esaú (Gn. 36:12),
não faziam parte da nação de Edom. De acordo com Dt. 25:18, atacaram Israel por
trás, assaltando covardemente os peregrinos “abatidos
e afadigados”. isto explica o severo juízo de Êx. 17:14.
17:9. Esta é a primeira vez que Josué aparece, destinado a ser o
grande sucessor de Moisés.
17:10. Hur. A tradição judia faz dele o marido de Miriã (Jos.
Antiq. III. 2:4).
17:11. Comentadores, antigos e modernos consideram quase
unanimemente este ato de Moisés como um ato de oração, Como tal, expressou uma
atitude de dependência de Deus que determinou o resultado da batalha, e serviu
para demonstrar a realidade desta dependência a todo o povo. “A batalha que
Israel enfrentou contra este inimigo possuía um significado típico em relação a
toda a futura história de Israel. Ela (Israel) não conquistaria apenas pela
espada, mas só alcançaria a vitória pelo poder de Deus, que viria do alto por
meio da oração” (KD).
17:17:13. Desbaratou. Dizimou, invalidou, prostrou.
17:15. Jeová-nissi. O Senhor é a
minha bandeira.
17:16. O Senhor jurou. Literalmente, uma mão sobre o trono de
Jeová. Algumas autoridades bíblicas preferem nes, “bandeira”, em vez
de kes, “trono” e traduzem assim, uma mão sobre a bandeira do Senhor
(R.S.V.); ou, juramos lealdade à bandeira do Eterno (Moffatt). Este deveria ter
sido um voto feito por Moisés e, assim, uma advertência ao povo de Israel de se
empenhar em cumprir o propósito de Deus (v. 14).
"Quando Moisés levantava as mãos, Israel prevalecia"Êx 17:11
Meribá significa contenda, murmuração. No livro de Êxodo, cap
17, é citado como sendo um lugar, situado no deserto de Sim, a caminho para o
monte Horebe.Também é chamado de Massá. Recebeu estes nomes, após terem
acampado ali os israelitas. O lugar é muito seco, sem fontes de água, por esse
motivo, "murmuraram e contenderam contra Moisés" (v.2)
O interessante, é que Meribá, fica também em Refidim: "Acamparam em Refidim; e não havia água para o povo beber" Ex 17:1. E qual o significado de Refidim? Refrigério. Um lugar, que deveria ser de descanso, nunca de contenda. Como de descanso, se não havia água? Deus, poderia fazer jorrar água de onde Ele bem entendesse: Do céu (em forma de chuva), das rochas (o lugar é pedregoso), do solo, enfim, água não seria problema para quem já havia aberto o mar, realizado sinais e maravilhas na terra do Egito, feito maná cair do céu. Mas... Os Israelitas, esqueceram cedo, quem era Deus. Murmuraram, reclamaram para Moisés, desejaram o Egito.
Em Refidim:"Moisés, estamos cansados da viagem, quase chegando ao Horebe, com sede. Por aqui, não tem água. Não tem problema, temos um Deus que tudo pode. Vamos nos deitar e descansar. Confiando que teremos água para beber com estes manás, que colhemos pela manhã. Não estamos em condições de cantar e dançar para Deus, mas vamos louvá-lo baixinho com orações de gratidão". Que maravilha, seria! Já vejo as fontes de água, jorrando do solo!! Não! Os israelitas, foram ingratos! Se voltaram contra Deus e o líder enviado por Ele! Refidim deveria ficar na história!!Não Meribá!!!
"Provei-te nas águas de Meribá" Sl 80:7.
Somos tão falhos, pequenos,
quanta facilidade para esquecer, quanta dificuldade para lembrar. Quantas
vezes, já troquei Refidim por Meribá? Quando não conhecia a Deus, muitas vezes.
Deus, me fazendo mil coisas, mas, quando uma delas, não saia do meu agrado,
murmurava. Pobre de mim! Miserável homem que eu era! Concentrava minha vida nas
perdas, esquecia, as muitas bençãos. Mas, aleluia! Quando o amor de Deus entrou
em meu coração, percebi o quanto era infiel. Rejeito Meribá. Ainda que me doa.
Porque sei que O Deus que me transformou, é capaz de converter sequidão em rios
correntes. Sei, que Ele, nunca, jamais me esquecerá.
"Eis que os olhos do Senhor, estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua Misericórdia"Sl 33:18.
Há Batalha em Refidim- Foi em Refidim, que aconteceu a primeira guerra contra Israel. Os Amalequitas tentaram destrui-los: "Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim" (Êx 17:8). E o que fez Moisés? Murmurou, fugiu, reclamou: "Senhor, achas pouco não ter água, ainda mando-nos estes inimigos?" Não! Moisés, reuniu forças, organizou a batalha e foi para o cume do monte. Com as mãos levantadas para o céu, e a vara de Deus, em suas mãos: "Quando Moisés, levantava suas mãos, Israel prevalecia, quando abaixava as suas mãos Amaleque prevalecia" Êx 17: 11. Como explicar a atitude de Moisés? Mãos levantadas: louvor a Deus, fé, providência. Mãos para baixo: desânimo, murmuração.
Que nome Moisés deu
a Refidim? "Moisés, edificou um altar e chamou o seu nome: O Senhor é
minha bandeira" Êx 7:15. Aleluia! Um mesmo lugar pode trazer vitória ou
derrota. Alegria ou tristeza. Benção ou maldição. Os Amalequitas, representam
nossos inimigos. visíveis ou invisíveis. E Deus falou: "Porquanto jurou o
Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amaleque de geração em
geração"Êx:17:16. O que isto significa? Enquanto vivermos, enfrentaremos
"Amalequitas". A boa notícia, é que de mãos levantadas, eles não
prevalecerão contra nós. Ainda que por algum motivo, cheguemos a "baixar
as mãos". O importante, é não permanecer de "mãos abaixadas".
Venceremos, se não nomearmos Refidim de Meribá (com murmurações e
contendas). Mas, se em Refidim, edificarmos um altar "O Senhor é a minha bandeira". Amém.
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
A VINHA DE NABOTE - HERANÇA DO PAI
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A VINHA DE NABOTE - ABENÇOADA
Texto
Bíblico: 1Reis 21:1-5;15,15
“Não erreis: Deus não se
deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará” (Gl 6:7)
LEITURA BÍBLICA - 1 Reis 21.1-5;15,16
1
Reis 21.1-5 1- E
sucedeu, depois destas coisas, tendo Nabote, o jezreelita, uma vinha que em
Jezreel estava junto ao palácio de Acabe, rei de Samaria, 2- que Acabe
falou a Nabote, dizendo: Dá-me a tua vinha, para que me sirva de horta, pois
está vizinha, ao pé da minha casa; e te darei por ela outra vinha melhor
do que ela; ou, se parece bem aos teus olhos, dar-te-ei a sua valia em
dinheiro. 3- Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o SENHOR de que eu te
dê a herança de meus pais. 4- Então, Acabe veio desgostoso e indignado à
sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe falara, dizendo:
Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto,
e não comeu pão. 5- Porém, vindo a ele Jezabel, sua mulher, lhe disse:
Que há, que está tão desgostoso o teu espírito, e não comes pão?
1 Reis 21.15,16
15- E sucedeu que, ouvindo Jezabel que já fora apedrejado Nabote e
morrera, disse Jezabel a Acabe: Levanta-te e possui a vinha de Nabote, o
jezreelita, a qual ele te recusou dar por dinheiro; porque Nabote não vive, mas
é morto. 16- E sucedeu que, ouvindo Acabe que já Nabote era morto, Acabe
se levantou, para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para a possuir.
E
falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho,
então fareis passar a sua herança à sua filha.
E, se não tiver filha, então a
sua herança dareis a seus irmãos.
Porém, se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.
Se também seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança a seu parente,
àquele que lhe for o mais chegado da sua família, para que a possua; isto aos
filhos de Israel será por estatuto de direito, como o SENHOR ordenou a Moisés.
Números 27:8-11
E falarás aos
filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então fareis
passar a sua herança à sua filha.
E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a seus irmãos.
Porém, se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.
Se também seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança a seu parente,
àquele que lhe for o mais chegado da sua família, para que a possua; isto aos
filhos de Israel será por estatuto de direito, como o SENHOR ordenou a Moisés.
Números 27:8-11
Êxodo:-20.17
Não cobiçarás a casa do
teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua
serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
Romanos:-13.9-10
Pois isto: Não
adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro
mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é
o amor.
Números 27:8-11
E
falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho,
então fareis passar a sua herança à sua filha. E, se não tiver filha, então a
sua herança dareis a seus irmãos. Porém, se não tiver irmãos, então dareis a
sua herança aos irmãos de seu pai. Se também seu pai não tiver irmãos, então
dareis a sua herança a seu parente, àquele que lhe for o mais chegado da sua
família, para que a possua; isto aos filhos de Israel será por estatuto de
direito, como o SENHOR ordenou a Moisés.
Números
33:53 E tomareis a
terra em possessão, e nela habitareis; porquanto vos tenho dado esta terra,
para possuí-la.
Ezequiel
46:18 E o príncipe
não tomará nada da herança do povo por opressão, defraudando-os da sua
possessão; da sua própria possessão deixará herança a seus filhos, para que o
meu povo não seja separado, cada um da sua possessão.
Levítico
25:10 E santificareis
o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus
moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e
cada um à sua família.
Pergunta pertinente:
1 Reis 21:24
- Qual o mal que
viria sobre os filhos de Acabe e DEUS disse que enviaria só depois de sua
morte, porque Acabe se arrependeu?
Aquele que morrer
dos de Acabe, na cidade, os cães o comerão; e o que morrer no campo as aves do
céu o comerão.
NABOTE POSSUÍA FAMÍLIA?
SUA FAMÍLIA FOI APEDREJADA JUNTO DELE.
2 Reis 9:26
Por certo vi
ontem, à tarde, o sangue de Nabote e o sangue de seus filhos, diz o SENHOR; e
neste mesmo campo te retribuirei, diz o SENHOR. Agora, pois, toma-o e lança-o
neste campo, conforme a palavra do SENHOR.
Cuide bem de Sua Herança:
A Vinha De Nabote e a Horta de Satanás (I Reis 21:1-7)
A revelação bíblica nos mostra que existe uma guerra que é travada em nosso interior: a luta da carne x espírito. Nessa guerra, é necessário nos posicionarmos do lado correto para não sofrermos mais tarde. Também existe outra luta que é travada em nosso redor, pelas forças do mal que querem “roubar” nossa herança.
Nessa análise do trecho acima mencionado, o Senhor trouxe ao meu coração uma evidência de que estamos no território do inimigo, mesmo assim, podemos vencê-lo se conhecermos alguns princípios que o episódio de Nabote (I Re 21:1-7) nos ensina. Durante muito tempo o Senhor tem ministrado algumas verdades em meu coração sobre a vinha de Nabote e acredito que essas verdades são úteis para a Edificação do Edifício de Deus aqui na terra.
Esse
episódio não nos traz muita revelação sobre a vida de Nabote, quem era sua
família, qual era sua ocupação; apenas sabemos seu nome e a única coisa que ele
tinha: sua vinha, e que lição essa vinha tem a nos ensinar.
INTRODUÇÃO
trataremos a respeito da cobiça de Acabe. A cobiça é um desejo forte, constante e insaciável; ela pode levar o homem a pisar no seu próximo para subir na vida, chegando a roubar e matar. O mundo em que vivemos é orientado por um estilo de vida materialista, hedonista e pragmatista, todavia, o Evangelho demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano.
Existe o desejo legítimo e a cobiça. O primeiro refere-se ao suprimento das necessidades e, em alguns casos, um pouco mais, atingindo o nível do conforto; o segundo vai muito além, alcança o excesso e avança rumo ao proibido. Mas onde está a exata fronteira entre uma e outra coisa? É difícil dizer onde o desejo correto se transforma em cobiça, assim como não podemos determinar com certeza a exata quantidade de comida que alguém precisa consumir. Cada indivíduo é capaz de reconhecer que a sua necessidade foi suprida e seu apetite saciado. Depois disso, o desejo torna-se cobiça. Disse o sábio Salomão: “Se achaste mel, come somente o que te basta, para que porventura não te fartes dele, e venhas a vomitar” (Pv 25:16). Deus estabeleceu limites: Adão poderia comer do fruto de todas as árvores, exceto uma (Gn 2:16,17). Quando desejamos o que Deus proibiu, está caracterizada a cobiça. O décimo mandamento assevera: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Ex 20:17). Portanto, o direito do outro é um dos nossos limites.
I. O OBJETO DA COBIÇA DE ACABE
O objeto da cobiça do rei Acabe: a herança de Nabote. Acabe possuía riqueza e todo tipo de bens materiais, mas dirigiu seus olhos e sua cobiça à propriedade de subsistência de Nabote, seu vizinho. Seu desejo incontido desencadeou uma série de pecados: abuso de autoridade, acusação, falso testemunho, homicídio e roubo (1Rs 21). A proposta que Acabe fez a Nabote parecia justa, generosa e irrecusável, pois oferecia em troca uma outra vinha melhor, ou se desejasse, lhe daria em dinheiro o que ela valia. Acontece que o valor da vinha para Nabote ia para além das questões mercantilistas. Ele considerava aquela propriedade uma herança inegociável, e cuja venda implicaria em transgressão ao mandamento do Senhor (cf Lv 25:13-28 e Nm 36:7,9). Nabote procedeu corretamente; de acordo com o livro de Levitico, a terra pertencia ao Senhor (Lv 23:23). Assim sendo, Nabote não poderia vender aquilo que lhe fora dado como uma herança do Senhor. Diante da resposta e posicionamento de Nabote, a reação de Acabe foi de desgosto e indignação, pois o seu capricho não fora alcançado, o que desencadeou no rei uma crise emocional (1Rs 21:4). Mas, Acabe queria aquela propriedade a qualquer custo; aquele espaço de terra, era o seu objeto de maior desejo. Por ser rei, imaginava que podia atropelar a lei de Deus e emplacar injustiça social. Para concretizar o seu intento, esse rei fraco e sem personalidade arquitetou, em conluio com sua impiedosa esposa Jezabel, uma das mais sórdidas tramas registradas nas páginas Sagradas: a morte do inocente Nabote. Mas, o juízo de Deus foi severo contra a casa de Acabe; veja isso no tópico IV abaixo.
Atualmente, muitos líderes e irmãos caprichosos, que não se contentam com aquilo que possuem, e que acham que seus desejos precisam ser atendidos e satisfeitos por todos, estão dominados pela cobiça. Tenhamos cuidado, pois a cobiça é abominação ao Senhor (Dt 7:25); é a raiz de todos os males ((Tg 4:15,15).
II. AS CAUSAS DA COBIÇA DE ACABE
A principal causa da cobiça de Acabe: o domínio incontrolado do “ter”, de “possuir”, aquilo que é do outro, neste caso a vinha de Nabote. Esta vinha era próxima ao palácio real, isto é, da casa de verão, e, aparentemente, Acabe, levado por um capricho, desejava transformá-la em um jardim.
Entendemos pelo texto sagrado que aquela propriedade fora passada a Nabote por herança: “Porém Nabote disse a Acabe: guarda-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais” (1Rs 21:3), o que fortalecia a convicção de Nabote de que ele não deveria vendê-la nem a trocar por outra propriedade. É provável que Nabote tenha sido criado naquele terreno, dedicando-se com seus pais ao cultivo de uvas. Se Nabote tivesse feita essa venda ou trocada por outra vinha, ele teria transgredido não só uma tradição, como também a sua consciência (cf Lv 25:23-28; Num 36:7ss). Acabe reconhecia isso; ele era cônscio de que Nabote estava religiosamente obrigado a conservar a posse de sua terra e que essa obrigação não poderia ser contrariada. Entretanto, ele ainda assim queria essa área; ele estava totalmente dominado pela cobiça, qual um viciado de drogas; somente a casa de verão não lhe satisfazia, queria agora construir uma horta ao lado dela para que seus desejos pudessem ser realizados; não se importava em quebrar o mandamento divino: “não cobiçarás” (Ex 20:17). Desta feita, o que fez Acabe diante da resposta negativa de seu súdito? Ficou entristecido, como uma criança mimada, e não quis se alimentar. O desejo despertado pela cobiça é tão poderoso que acaba por tornar-se ocupação única do cobiçoso. Acabe não desejava mais comer, ou fazer qualquer outra coisa (1Rs 2:4).
Ao observar o estado em que se encontrava Acabe, Jezabel, sua mulher, procurou tomar conhecimento do que havia acontecido, o que lhe foi relatado pelo rei (1Rs 21.5-6). Diante do que ouviu, Jezabel, que já havia em outros episódios demonstrado a sua influência e força no reino, que tomava decisões sem pedir a aprovação do seu manipulável e omisso marido, possuidora de um temperamento difícil e cruel em suas deliberações, toma para si as dores de Acabe e declara: “governas tu, com efeito, sobre Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita” (1Rs 21:7). Jezabel se coloca aqui como aquela que satisfará a cobiça de Acabe. Uma esposa sábia não adota tal postura, antes, aconselha o seu marido sobre os princípios do contentamento. Enfim, o desejo exacerbado e maligno de Acabe resultou no assassinato do obediente Nabote, resultando assim na inobediência a outro mandamento da lei moral de Deus: “não matarás” (Ex 20:13).
III. O FRUTO DA COBIÇA
O fruto da cobiça de Acabe: assassinato do obediente Nabote. O pecado de Acabe envolveu várias pessoas, inclusive os anciãos e os nobres de Israel (1Rs 21:8), os quais sem temor e piedade coparticiparam do plano maligno da esposa de Acabe. Como Acabe não se apossou imediatamente da vinha de Nabote, Jezabel continuou com seu plano diabólico. Sem escrúpulos, sem temor a Deus, sem piedade e sem misericórdia, Jezabel articula um plano onde Nabote seria vitimado por uma terrível calúnia. Usando o nome e o sinete de seu marido, ela escreveu cartas aos anciãos e aos nobres da cidade e que habitavam com Nabote, onde dizia o seguinte: “Apregoai um jejum e trazei Nabote para a frente do povo. Fazei sentar defronte dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois, levai-o para fora e apedrejai-o, para que morra. Os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que nela habitavam fizeram como Jezabel lhes ordenara, segundo estava escrito nas cartas que lhes havia mandado. Apregoaram um jejum e trouxeram Nabote para a frente do povo. Então, vieram dois homens malignos, sentaram-se defronte dele e testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade e o apedrejaram, e morreu”.
“É interessante observar que o maligno plano de Jezabel se reveste de um caráter espiritual, com direito a proclamação de um jejum e com o argumento de que Nabote teria blasfemado contra Deus (e contra o rei). É possível “espiritualizar” até a cobiça. Em nome de Deus, e com a máscara da falsa espiritualidade, muitas barbáries e injustiças são realizadas sob a influência do “espírito de Jezabel”, muitas cobiças são alimentadas à custa da destruição de vidas, casamento e famílias” (pr. Altair Germano).
Nunca foi exposta a falsa acusação de blasfêmia levantada contra Nabote perante a assembleia dos anciãos e dos nobres. Este sincero israelita foi apedrejado de acordo com a lei (cf Lv 24:13-16), sob o testemunho de duas pessoas (falsas testemunhas, claro) que teriam presenciado a suposta ofensa (cf Dt 17:6,7). Com o assassinato de Nabote, acabe se apropriou indevidamente da sua vinha.
É curioso ver que pessoas malignas não adoram ao Senhor nem o temem, mas não se furtam de usar o nome do Senhor para perverter o juízo e cometer atrocidades. Mas lembremo-nos de que Deus não se deixa escarnecer nem deixa seu nome ser usado em vão.
IV. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA
A combinação de pecados relacionados à cobiça produz um veneno tão poderoso que ameaça de morte tanto as pessoas à sua volta como o próprio cobiçoso. O mundo "jaz no Maligno", e tem se tornado em "ninho" aconchegante para que o pecado cresça, venha à luz, e cause os males da destruição e da morte. Precisamos estar alertas para este fato. As consequências do pecado é a morte (Rm 6:23).
1. Julgamento divino. A cobiça do rei Acabe teve uma consequência ainda mais funesta do que toda a sua idolatria. Acabe e sua mulher Jezabel muito haviam irado o Senhor por causa da intensa idolatria e da quase substituição do Senhor por Baal como deus nacional do reino do norte. Entretanto, a morte de Nabote, planejada covardemente por Jezabel, motivada pela cobiça do rei Acabe, foi a “gota d’água” da ira de Deus. Por causa disto, Deus sentenciou toda a casa de Acabe à morte (1Rs 21; 2Rs 10:1-14). A sentença do julgamento de Acabe e Jezabel foi transmitida por Elias, o profeta: “Então, veio a palavra do SENHOR a Elias, o tisbita, dizendo: Levanta-te, desce para encontrar-te com Acabe, rei de Israel, que está em Samaria; eis que está na vinha de Nabote, onde tem descido para a possuir. E falar-lhe-ás, dizendo: Assim diz o SENHOR: Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o SENHOR: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo. E também acerca de Jezabel falou o SENHOR, dizendo: Os cães comerão Jezabel junto ao antemuro de Jezreel” (1Rs 21:18,19,23). Acabe ainda se recusou a admitir seu pecado contra Deus; em vez de fazê-lo, acusou Elias de ser seu inimigo (cf 1Rs 21:20). É quase impossível que os que se tornam cegos pela cobiça e pelo ódio, enxerguem seus próprios erros.
2. Arrependimento e morte. A sentença divina trouxe medo e condenação a Acabe: “Sucedeu, pois, que Acabe, ouvindo estas palavras, rasgou as suas vestes, e cobriu a sua carne de pano de saco, e jejuou; e dormia em cima de sacos e andava mansamente” (1Rs 21:27). Acabe foi mais perverso do que qualquer outro rei de Israel (1Rs 16:30; 21:25), mas quando se arrependeu com profunda humildade, Deus atentou para ele e prometeu que o castigo sobre a sua casa seria suspenso até uma outra ocasião – “Não viste que Acabe se humilha perante mim? Porquanto, pois, se humilha perante mim, não trarei este mal nos seus dias, mas nos dias de seu filho trarei este mal sobre a sua casa” (1Rs 21:29). O mesmo Senhor que foi misericordioso com ele deseja ser benigno conosco. Não importa quão perverso alguém seja; nunca é tarde demais para se humilhar, voltar-se a Deus e pedir-lhe perdão.
É bom ressaltar, porém, que, embora acabe tenha se arrependido de seus atos pecaminosos, as consequências foram inevitáveis. Acabe, Jezabel e toda a sua família foram eliminados, da mesma maneira como as dinastias anteriores foram rejeitadas por causa de seus pecados. Jezabel teve uma morte horrível na mesma cidade onde havia perpetrado seus crimes. O cobiçoso acabe e a cruel Jezabel receberam o prêmio da injustiça. Para ler sobre o cumprimento da sentença divina, veja 1Reis 22:38, onde os cães lamberam o sangue de Acabe, e 2Reis 9:30 a 10:28, onde Jezabel e o restante de sua família foram destruídos. “O pecado sempre tem seu alto custo!”.
CONCLUSÃO
Todo
ato de cobiça além de reprovado por Deus, será também duramente punido por Ele.
Assim como Nabote, os que são vitimados por causa de sua obediência a Deus, e
diante da cobiça alheia, são por Ele devidamente justificados e vingados.
Portanto, todos aqueles que de alguma maneira detém o poder e dele abusam para
realizar propósitos pessoais e até malignos, sofrerão consequências
desastrosas. De Deus ninguém zomba! A quem muito for dado muito será
cobrado. Pense nisso!
Inserir Estudos e matérias de sermões e estudos biblicos, sempre visando alcançar pessoas que buscam literaturas e palavras para crescimento espiritual.
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