Texto Bíblico: 2Timóteo 4:9-18
“Deus faz que o
solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os
rebeldes habitam em terra seca” (Sl 68:6)
A dor do abandono é uma das
experiências mais profundas e dolorosas da alma humana. Ela atinge a nossa
identidade, gera rejeição e traz a sensação de vulnerabilidade. –
As Dores do Abandono, refletimos sobre como o ser humano lida com a solidão
e como a palavra de Deus nos oferece consolo, direção e restauração.
1. O Exemplo Prático: Paulo em 2
Timóteo 4:9-18
Nesta passagem, vemos o apóstolo
Paulo no fim de sua vida, preso em Roma, enfrentando o frio, a iminência da
morte e, acima de tudo, a deserção de pessoas próximas:
- A dor da deserção (v. 10): "Demas, tendo amado o presente século, me
abandonou..." — A dor
do abandono é intensificada quando vem de quem caminhava ao nosso lado.
Demas preferiu as ilusões do mundo à fidelidade do reino.
- A solidão física (v. 11, 13): "Somente Lucas está comigo..." Paulo pede sua capa (para o frio) e os
livros/pergaminhos. Ele sentia a carência do aconchego humano e do
alimento espiritual e intelectual.
- A decepção na defesa jurídica (v. 16): "Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu
favor; antes, todos me abandonaram." Nos momentos em que Paulo mais precisou de
apoio institucional ou de amigos, encontrou o vazio.
2. A Resposta Espiritual: Como
Vencer o Abandono
Apesar de ser abandonado pelos
homens, o texto revela como Paulo não se deixou tomar pelo amargor:
- A Presença Inabalável do Senhor (v. 17):
"Mas o Senhor
esteve ao meu lado e me revestiu de forças..."
Homens podem falhar, amigos podem
partir, mas Deus permanece. A presença de Deus não apenas consola, mas
fortalece para continuar a jornada.
- Graça e Perdoador de Coração (v. 16):
Ao dizer "Que isso não lhes seja imputado", Paulo demonstra que venceu a dor do abandono
recusando guardar ressentimento.
- Propósito Mantido até o Fim (v. 17):
Mesmo abandonado, o objetivo de
Paulo continuava sendo pregar o evangelho para que todos os gentios ouvissem. O
propósito protege o coração da autopiedade.
3. O Diagnóstico Divino: Salmo
68:6
"Deus faz que
o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas
os rebeldes habitam em terra seca."
O Salmo traz uma promessa e um
alerta essencial para este estudo:
|
Condição |
Ação de Deus /
Consequência |
|
O Solitário |
Deus o acolhe e
insere em uma comunidade/família (a Igreja, a fé compartilhada). |
|
O Preso |
Deus liberta das
algemas da rejeição, da dor e do passado. |
|
O Rebelde |
Habita em terra
seca — a rebeldia e a recusa em perdoar/se conectar mantêm a pessoa no
deserto emocional. |
Aplicações Práticas para a Vida
- Reconheça a dor, mas não faça morada nela:
Sentir o baque do abandono é humano, mas permanecer na vitimização seca a
alma.
- Busque a família da fé:
Deus cuida dos solitários através de relacionamentos saudáveis no corpo de
Cristo.
- Lembre-se de Jesus: O
próprio Cristo experimentou o abandono supremo no calvário ("Deus meu, por que me desamparaste?")
para que nós nunca fôssemos abandonados por Deus.
Reflexão:
Os homens podem até nos deixar em
momentos difíceis, mas a presença do Senhor é a garantia de que nunca
estamos completamente sós. Quando nos firmamos nEle, a dor do abandono dá
lugar à força do propósito.
INTRODUÇÃO
Neste estudo falaremos das
aflições do justo; e tentar explicar por que passamos por aflições E o abandono
ocasiona na vida do servo de Deus. O abandono é uma das piores experiências
pelas quais um ser humano pode passar. Pense em um soldado sendo abandonado
para morrer em um campo de combate; ou um pastor, que depois de dedicar toda
sua vida à uma igreja, ser abandonado por ela na sua velhice; ou ainda um bebê
sendo deixado de lado por sua própria mãe. Pasmem, esses incidentes acontecem
com frequência e que não estão distantes de nós. Nem Jesus escapou do abandono;
antes de ser crucificado, foi deixado de lado por todos os seus discípulos. O
nosso consolo é saber que Deus não nos deixa só. O Senhor nos enviou o Espírito
Santo justamente para nos consolar e nos guiar em todas as coisas (João 14:16).
I. O ABANDONO FAMILIAR
O comportamento humano é
construído sobre os alicerces lançados na família. Entretanto, a cada dia fica
mais difícil encontrar famílias saudáveis. É comum famílias desestruturadas que
não cuidam dos seus próprios integrantes, não lhes suprindo as mais básicas
necessidades. Muitas das vezes abandonam seus entes queridos nos momentos em
que mais precisam de amparo. Paulo adverte que “se
alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé
e é pior do que o infiel” (1Tm 5:8).
Este tópico da nossa lição fala
em especial de três situações de abandono na família:
1. Na doença. A
sentença divina sobre o homem, por causa do seu pecado, atingiu diretamente a
questão da saúde. A terra foi maldita e, como algo maldito, traria
infelicidade, incômodo e aborrecimento para o homem (ler Gn 3:17). A natureza
passou a colaborar para um crescente desequilíbrio do organismo humano,
desequilíbrio que levaria, mais cedo ou mais tarde, à extinção da atividade,
com a degeneração do organismo, que estaria fadado a se desfazer, voltando a
ser pó, o mesmo pó que o Senhor havia tomado para formar o homem. Ninguém,
portanto, está imune às doenças, nem mesmo os filhos de Deus.
Quando a doença chega, todos
precisamos de ajuda das pessoas da família. Mas, infelizmente, o que se tem
visto é o abandono nesses momentos mais necessários; abandonam o doente à
própria sorte, demonstrando assim uma atitude impiedosa e anticristã, uma verdadeira
ausência de amor a Deus e ao seu próximo. Uma pessoa que não demonstra amor ao
seu próximo, que vê, como amará a Deus que nunca viu? (1João 4:20).
2. No vício. O Diabo
sempre teve interesse em devorar o ser humano através de seus ardis (1Pe 5:8). As drogas de um modo geral têm sido usadas por Satanás
para destruir o ser humano, tanto jovem, adolescentes, adultos, as famílias
constituídas. O desejo dele é a preservação da humanidade fora dos planos da
salvação de Deus.
Muitos não suportam uma pessoa
viciada conviver no seu mesmo ambiente social, por isso a abandonam à própria
sorte, o que faz ainda mais piorar a vida dessa pessoa. Sem direção e
desamparada, a pessoa viciada perde a noção de certo e errado e, para satisfazer
o vício, é capaz de roubar e até matar. Alguns chegam até o suicídio, por se
sentirem sozinhos e abandonados pelos amigos e pelos da família.
Lidar com viciado não é fácil,
mas é nessa hora que a família precisa fazer-se presente e estar unida para
ajudá-lo a livrar-se dos vícios. Todavia, a pessoa drogada deve aceitar,
incondicionalmente, a mão amiga, quando esta oferece ajuda a qualquer custo.
Um dos maiores problemas a ser
vencido, para a pessoa que usa qualquer substância química, é a dificuldade de
amar o próximo, pois o amor ao seu ego, faz com que a pessoa fique cega para as
pessoas que estão ao seu redor. Para ela só existe sua satisfação, custe o que
custar e para quem custar. Desta forma, a pessoa dependente química ofende
muito aqueles que a amam e deve se arrepender, pedindo a Deus que a lave com
Seu precioso sangue, e também deve pedir perdão às pessoas ofendidas, que foram
roubadas e que as deixaram sem dormir de preocupação, ferindo-as,
humilhando-as, e deixando-as sem esperança em suas vidas pessoais devido a sua
situação.
3. Na terceira idade. A
chamada terceira idade é talvez o momento em que as pessoas mais precisam de
assistência por parte dos seus familiares, em razão do esmaecimento das forças,
com as consequentes doenças. Em nossa sociedade, muitas vezes, os idosos são
desprezados; algumas famílias chegam a desampará-los por completo, colocando-os
em casas de repouso ou asilos, sem nenhuma assistência familiar. A Bíblia
relata que os mais velhos devem ser respeitados e ouvidos pelos mais novos (Js
23:1-2; Lm 5:12,14; Lv 19:12; Ex 20:12). O mandamento do Senhor de honrar o pai
e a mãe continua válido para os dias atuais (Ef 6:1-3).
II. O ABANDONO EM SITUAÇÕES
DIFÍCEIS
Existem muitas situações difíceis
pelas quais podemos sofrer as consequências do abandono em nossa vida. Dentre
elas o comentarista da lição destaca:
1. O Abandono no
desemprego. O desemprego é um dos fatores
mais drásticos que uma pessoa pode passar, principalmente aqueles que tem
família para sustentar e com débitos pendentes de liquidação. Geralmente,
nessas horas até mesmo aqueles que se diziam amigos desaparecem; até os familiares
fogem, pois temem emprestar dinheiro e ouvir as lamentações do desempregado. A
Bíblia ensina a amar o próximo e ajudá-lo nos momentos de necessidade (ver Lc
10:25-37). Creio que se formos fiéis ao Senhor ele não nos abandonará nesse
momento difícil. Está escrito que “o Senhor não
desampara os seus santos” (Sl 37:28).
2. Da amizade. A Bíblia
nos mostra exemplos de amizade verdadeira, sincera e desinteressada, como a de
Davi e Jônatas (1Sm 18:1), ou a de Rute e Noemi (Rt 1:8-18). É o desejo de
todos nós ter uma amizade como essa. Mas é frequente as pessoas serem traídas
por aqueles que pareciam grandes amigos. Até Paulo sentiu a dor do abandono de
seus amigos mais chegados (cf 2Tm 4:16). Ele sentiu de perto o peso do abandono
da amizade, num momento em que mais precisava de uma mão amiga. Já perto do fim
da sua vida, preso em Roma, Paulo reclama a Timóteo do abandono de seus irmãos
mais próximos. O texto básico desta Aula (2Tm 4:9-18) mostra claramente os
sentimentos de tristeza e abandono que tomaram conta de Paulo nesse momento
difícil. Paulo sabia que estava chegando perto do fim de sua vida, e pede a
Timóteo que vá vê-lo depressa. Mais do que precisar da companhia de Timóteo,
Paulo queria lhe ministrar um último ensinamento: mostrar a Timóteo como um
cristão deveria morrer por sua fé. Em seguida, Paulo esclarece o porquê está
sozinho: Demas o havia desamparado, amando as coisas do mundo; Crescente, Tito
e Tíquico também estavam longe, provavelmente pregando o Evangelho; apenas
Lucas tinha ficado com ele. E por isso Paulo pede a Timóteo que tome a Marcos e
vá vê-lo (convém notar que este é o mesmo João Marcos, sobrinho de Barnabé, que
Paulo recusou anos antes como companheiro, porque ele os tinha abandonado na
viagem, mas agora ele era útil, e Paulo o reconheceu). Paulo relata a Timóteo o
problema que teve com Alexandre, o latoeiro (provavelmente o mesmo blasfemador
citado em 1Tm 1:20), para que Timóteo guarde-se dele. Paulo termina o relato
dizendo que ninguém o assistiu em sua defesa, mas ele sentiu a presença do
Senhor o amparando – “Ninguém me assistiu na
minha primeira defesa; antes, todos me desampararam. Que isto não seja imputado” (2Tm 4:16). Nota-se que Paulo se recusou a ficar
amargurado por essa experiência. Sua oração pelos que o abandonaram é
semelhante à oração de Estevão por seus assassinos: “Senhor,
não lhes imputes este pecado” (At 7:60).
A Bíblia nos adverte a não
abandonar o amigo – “Não abandones o teu amigo... (Pv 27:10). Devemos
ser fiéis, leais e amorosos – “Em todo tempo ama
o amigo...” (Pv 17:17).
3. Da igreja. É dito
por muitos que a igreja é a extensão do lar, da família. Um dos muitos modos de
referir-se à igreja é como família de Deus. Entende-se que a família vive de
relacionamentos, logo, como espaço para relacionamentos, precisa proporcionar
um ambiente propício a que seus membros possam relacionar-se saudavelmente. Nós
somos membros uns dos outros, então, devemos cuidar uns dos outros.
Infelizmente, há igrejas que se esquecem de seus membros, não os visitam, não
oram por eles e não lhes tratam as feridas. Até mesmo os missionários muitas
vezes estão abandonados pelas igrejas que os enviaram, passando por diversas
necessidades. Jesus disse que os falsos cristãos seriam caracterizados
justamente pelo desamor e desprezo em relação aos desvalidos (Mt 25:31-46).
É hora de acordarmos para este
problema; a igreja precisa tratar as carências dos seus membros. Somos um só
corpo (1Co 12:12); se um membro padece, todo o corpo padece (1Co 12:26-27).
Devemos cuidar e zelar uns dos outros, para que a igreja de Cristo desfrute
perfeita saúde. Deus deseja que Seus filhos vivam em comunhão uns com os outros
(Sl 133) e que os desvalidos, desfavorecidos e vitimados pela vida encontrem
apoio, atenção e ajuda em Sua casa (Tg 1:27). Convém lembrar que Deus usa os
crentes para consolar outros crentes, como fez com Tito em relação à Paulo (2Co
7:6).
III. O DEUS QUE NÃO ABANDONA
Portanto, se a angústia bater no
seu coração, lembre-se que você pode invocar o Senhor. O Salmo 50:15 diz: "invoca-me no dia da angústia, eu te livrarei, e
tu me glorificarás". Foi assim que Ana alcançou a benção de ter
um Filho (1Sm 1). Foi assim que Moisés alcançou os milagres nas horas mais
difíceis. Foi assim que aconteceu com o cego de Jericó; ele gritava pedindo que
Jesus tirasse dele aquela angústia, a cegueira física: “Jesus
Filho de Davi, tem misericórdia de mim”; o Senhor atendeu o seu
pedido, ele foi curado, física e espiritualmente. Jairo também foi até Jesus
num momento de angústia, a sua filha estava morrendo; quando estava pedindo a
misericórdia do Senhor, recebe uma má notícia: “não
precisa mais incomodar o Mestre, ela [a criança] já morreu”. Em muitas
das vezes você vai encontrar pessoas que querem incentivar você a desistir, mas
não desista! Jairo mesmo recebendo a notícia da morte de sua filha confiou em
Jesus e alcançou a benção. Somente em Deus encontramos refúgio e fortaleza nos
momentos de angústia. Está escrito: “Deus é o
nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46:1).
É bom ressaltar que Deus nem
sempre nos livra “da” angústia, mas “na” angústia. Ele não é o Deus da previsão
e sim, da provisão. Não é o Deus da previdência e sim da providência. Ele não
age antes, mas também não se atrasa. Ele disse: “e
eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt
28:20).
Seja qual for as tuas angústias
ou problemas, continuem confiando em Deus. Ele nos livra “nos” problemas e
“nas” angústias – “Ele me invocará, e eu lhe
responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei”
(Sl 91:15).
2. O amigo. O
verdadeiro amigo é aquele que se dispõe a tomar a carga do outro, de colocar o
seu próprio destino juntamente ao do outro, de compartilhar as agruras, as
dificuldades e as adversidades. O amigo se conhece no momento das dificuldades,
não no momento das vitórias e das realizações. Como
diz Salomão, o amigo ama em todo o tempo (Pv 17:17a) e não pode
abandonar o seu amigo (Pv 27:10).
Ser amigo é algo muito profundo
e, em um modo geral, nunca teremos muitos amigos, pois é muito intensa a
intimidade do amigo. Esta intimidade faz com que tenhamos, quase sempre, poucos
amigos, mas não importa a quantidade, mas, sim, a qualidade desta amizade. Os
amigos de Paulo não eram muitos (Cl 4:11), mas o suficiente para que o apóstolo
não ficasse desamparado e prosseguisse o seu ministério.
Os amigos não são muitos, mas,
mais importante do que isto, é saber que o crente, além de ter os seus
indispensáveis amigos, tem um amigo que é mais chegado do que um irmão (Pv
18:24b), a saber, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Jesus chamou Seus discípulos
de amigos, em lugar de servos (João 15:15). Nós também temos esse privilégio.
Ele é o amigo fiel, que não nos abandona na hora da angústia.
Ao morrer em nosso lugar, Jesus
ofereceu a maior prova de amor e lealdade que um amigo pode dar (João 15:13).
Cristo morreu na cruz do Calvário para que hoje tivéssemos direito à vida
eterna. Para termos esse amigo fiel ao nosso lado, apenas precisamos aceitá-lo
como Salvador pessoal. Ele tomou sobre Si nossas enfermidades e nossas dores
(Is 53:4), inclusive as dores da discriminação e do abandono.
Abraão foi chamado
de “amigo de Deus” (2Cr 20:7; Is 41:8; Tg 2:23). O fato de Abraão ser
chamado de “amigo de Deus” já é suficiente para buscarmos seguir o seu
exemplo, já que, como servos do Senhor Jesus, também somos reputados como seus
amigos (João 15:15). Se Abrão é chamado amigo de Deus é porque tinha o mesmo
sentimento de Deus, tinha uma profunda comunhão com o Senhor. Comunhão é
o estado em que há uma comunidade de sentimentos, de propósitos, de ideias, ou
seja, os sentimentos, os propósitos e as ideias de Abrão e de Deus eram iguais,
eram idênticos, eram comuns. Disse Jesus: “Vós
sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”
(João 15:14).
3. A sua Igreja. A igreja
é um projeto exclusivamente divino, concebido, executado e sustentado por Deus.
É por isso que podemos ter a certeza, e a história tem demonstrado isto, que
nada pode destruir a Igreja. Durante estes quase dois mil anos em que a igreja
tem participado da história, muitos homens poderosos se levantaram contra a
Igreja, tentaram destrui-la e não foram poucas as vezes em que se proclamou que
a Igreja estava vencida. No entanto, todos estes homens passaram, mas a Igreja
se manteve de pé, vencedora, demonstrando que não se trata de obra humana, mas
de algo que é divino e contra o qual todos os poderes das trevas não têm podido
prevalecer. Jesus prometeu que estaria com a Igreja, sempre: “eis que eu estou convosco todos os dias, até à
consumação dos séculos” (Mt 28:20). Ao revelar o Seu mistério, isto é, a
Igreja, disse que a edificaria e que as portas do inferno não prevaleceriam
contra ela (Mt 16:18).
Jesus foi constituído Senhor
sobre todas as coisas (Mt 28:18; Rm 14:9) e não deixaria de sê-lo com relação à
sua Igreja, que Ele comprou com o seu próprio sangue (At 20:28). Tendo criado a
Igreja, nada mais natural que seja o seu Senhor, o seu Rei, o seu Governante.
Portanto, Jesus jamais abandona a Sua Igreja.
CONCLUSAO
Na época do profeta Isaias, o
povo de Israel experimentou grande sofrimento e, por isso, se sentiam
abandonado e esquecido por Deus. Mas Deus lhes deu a seguinte resposta: “Pode uma mulher esquecer-se também do filho que cria,
que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que está se
esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti” (Is 49:15). Esta
resposta de Deus é a garantia divina a todo crente que passar por períodos de
provação, ou até mesmo ser esquecido pelo seu ente querido. O amor de Deus por
nós é maior do que a afeição natural que uma mãe amorosa dedica a seus filhos.
Sua compaixão por nós nunca cessará, sejam quais forem as circunstâncias da
nossa vida. Ele zela por nós com grande amor e ternura, e estejamos convictos
de que Ele nunca nos abandonará. A evidência do grande amor de Deus é que Ele
nos gravou nas palmas das suas mãos, de tal maneira que nunca nos esquecerá. As
marcas dos cravos nas suas mãos, estão sempre diante dos seus olhos como
lembrança do grande amor que Ele tem por nós, e do seu cuidado. Portanto, ainda que a família e os amigos venham a
abandonar-nos, Deus sempre nos acolherá. Ele está sempre ao nosso lado. Amém!



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