UM MILAGRE NA CASA DA VIUVA
Eliseu
aumenta o azeite da viúva
2-
Perguntou-lhe Eliseu: Que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa. E ela
disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
O Contexto da Crise
A história começa com o
falecimento de um dos profetas (um dos "filhos dos profetas"). Ele
era um homem temente a Deus, mas deixou sua esposa em uma situação de extrema
vulnerabilidade.
- A Dívida: Naquela época e
cultura, se alguém morria sem pagar suas dívidas, os credores podiam levar
os filhos do devedor como escravos para saldar o valor devido (conforme
permitido em Levítico 25:39-40).
- O Desespero: A
viúva não enfrentava apenas o luto pela perda do marido, mas a ameaça
iminente de perder seus dois únicos filhos para a escravidão.
A Pergunta Estratégica de Eliseu
"Que te hei de
fazer? Dize-me o que tens em casa."
- O princípio do ponto de partida:
Eliseu faz a mulher olhar para o que já estava em suas mãos.
- A resposta dela: "Tua serva não tem nada em casa, senão uma
botija de azeite." No
desespero, a tendência humana é focar no que falta. A viúva achava que não
tinha nada, mas esqueceu que tinha uma botija de azeite — um pequeno jarro
usado para fins cotidianos, como cozinhar ou ungir.
O Milagre da Multiplicação
O profeta então instrui a mulher
a agir pela fé com o pouco que tinha:
- Pedir emprestado:
Ela deveria ir aos vizinhos e recolher vasilhas vazias, e não poucas.
- Isolamento: Entrar em casa com
seus filhos e fechar a porta.
- A Ação: Derramar o azeite de
sua única botija em todas as vasilhas recolhidas.
O milagre aconteceu à medida que
ela agia. O azeite só parou de correr quando todas as vasilhas estiveram
cheias, porque não havia mais recipientes. Com o lucro da venda do azeite, ela
conseguiu pagar todas as suas dívidas e ainda restou o suficiente para o
sustento de sua família.
Lições Práticas para Nós
- Deus usa o que você tem: Ele
não pediu algo que ela não possuía. Ele pegou o único recurso que restava
e o multiplicou. Deus abençoa o nosso ponto de partida, por menor que
seja.
- A importância da ação (Fé
com obras): O azeite não se multiplicou enquanto as vasilhas estavam
vazias e paradas na estante. O milagre exigiu o movimento da fé — ir atrás
de vasilhas e começar a derramar.
- Provisão além da dívida: A
graça de Deus não apenas resolveu o problema imediato (a dívida e a
liberdade dos filhos), mas também garantiu o futuro deles.
Qual área da sua vida hoje parece
estar "vazia", mas na qual Deus pode estar te pedindo para olhar para
o pouco que você já tem?
Texto Bíblico: 2 Reis 4:1-7
1- Ora uma
dentre as mulheres dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: Meu
marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora
acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos.
2- Perguntou-lhe Eliseu: Que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3- Disse-lhe ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
4- Depois entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos; deita azeite em todas essas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.
5- Então ela se apartou dele. Depois, fechada a porta sobre si e sobre seus filhos, estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia.
6- Cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Chega-me ainda uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. Então o azeite parou.
7- Veio ela, pois, e o fez saber ao homem de Deus. Disse-lhe ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
INTRODUÇÃO
Milagre é toda alteração da natureza criada por Deus, feita pelo próprio Deus e para a glória de Deus! Neste estudo falaremos acerca do milagre ocorrido na casa de uma viúva de um dos profetas, que falecera e deixou uma grande dívida. Achando-se incapaz de saldar a dívida, enfrentou a possibilidade do credor tomar seus dois filhos para um período de escravidão. O texto em Levítico 25:39-42 determina que se o devedor não pudesse pagar a sua dívida, ele era obrigado a servir ao credor como escravo até o ano do jubileu. Deus, porém, interveio e concedeu-lhe a provisão suficiente para atender a necessidade urgente dela e de seus dois filhos. De acordo com o historiador Flavo Josefo, “a viúva desta história era a esposa de Obadias, o mordomo de Acabe em 1Reis 18. O motivo de a família estar endividada era que Obadias havia sustentado os 100 profetas do Senhor que ele escondera de Acabe e Jezabel”. Essa história é muito conhecida no meio cristão tradicional e é um exemplo importantíssimo de como a provisão de Deus funciona na nossa vida. O texto base que relata essa história está em 2Reis 4:1-7. Sem dúvida, esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas para aqueles que creem que para o Senhor não há causa impossível. Esse milagre nos ensina que a o pouco com Deus torna-se muito e a escassez pode converter-se em abundância. O Deus de Elizeu é também o nosso Deus. Ele é imutável - “Porque eu, o Senhor, não mudo...” (Ml 1:17). “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje e eternamente” (Hb 13:8) -, e mediante sua graça continua a alcançar os corações daqueles que estão desesperados por um milagre em sua casa.
I. A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE
Eliseu era compromissado com Deus, não com as tradições, por isso não se calou frente à injustiça, nem se deixou moldar pela teologia deturpada daqueles dias. Em seu ministério, mais do que no de qualquer outro profeta, a mulher foi valorizada e seus direitos respeitados. “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).
Foi naquele difícil contexto que a esposa de um seminarista ficou viúva. Como herança, o aprendiz de profeta deixou-lhe dois filhos para criar e uma dívida para saldar. Não havia pensão, não havia seguro de vida e não havia ninguém por ela. Por isso, não tardou surgirem os “abutres do lucro fácil”, ávidos por confiscar-lhe os filhos.
Não tendo a quem mais recorrer, a pobre viúva apelou ao profeta Eliseu, apesar de saber que este também não possuía recursos financeiros. Confiava que ele encontraria em Deus uma saída para a crise. Ela sabia que o profeta Eliseu era um homem de Deus, por isso recorreu a ele (2Rs 4:1). As Escrituras Sagradas mostram que o Senhor socorre o necessitado: “Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia...” (Is 25:4); “Porque o Senhor ouve os necessitados....” (Sl 69:33); “Cantai ao Senhor, louvai ao Senhor; pois livrou a alma do necessitado da mão dos malfeitores” (Jr 20:13); “Eu sou pobre necessitado; mas o Senhor cuida de mim; tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus” (Sl 40:17).
Os contemporâneos de Eliseu abusavam das crianças necessitadas, tolhendo-lhes o direito, o respeito e a dignidade. E os nossos contemporâneos, não têm feito o mesmo? Nossas crianças têm sido comercializadas; sua inocência tem dado lucro a muita gente; seu corpo angelical tornou-se um objeto de desejo; suas mãos delicadas se transformaram em “mão-de-obra barata”; a formação do caráter e personalidade de milhares de crianças inocentes e indefesas tem sido colocada à mercê de casais homossexuais, com educação moral e espiritual totalmente desviada do padrão judaico-cristão. Não podemos nos calar, nem fingir que tudo isso não acontece.
2. A misericórdia divina. Diante do clamor daquela viúva (1Rs 4:1), Eliseu ficou sensibilizado e não hesitou em atendê-la. Tal como Elias fizera em Sarepta (1Reis 17), usou do pouco que ela tinha para resolver o problema. Deus compadeceu-se daquela mulher sofredora e interveio na sua causa. O Senhor é compassivo, misericordioso e longânime – “Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus tem misericórdia” (Sl 116:5). “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3:22). Há grande suprimento para toda necessidade quando Deus intervém. Coloque tudo o que tem nas mãos de Deus e, ainda que seja pouco, se fará mais que suficiente.
II. A DINÂMICA DO
MILAGRE
1. Um pouco de azeite. Diante do clamor da viúva, o profeta Eliseu perguntou-lhe: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2Rs 4:2). Eliseu havia compreendido o que Deus podia fazer usando um simples vaso com azeite, a princípio insignificante, e então disse à mulher e a seus filhos para pedir emprestado aos vizinhos a maior quantidade de frascos vazios que pudessem (cf. 2Rs 4:3-5). O azeite era uma mercadoria muito apreciada em Israel, servindo como alimento, medicamento, cosmético, combustível e para fins religiosos. Aquela mulher demonstrou o seu calor por meio da fé e por meio de um especial empenho para vender rapidamente o produto e saldar suas dívidas.
Muitas vezes, nos sentimos como aquela viúva quando percebemos que o que nos resta parece algo absolutamente insignificante, de modo que nem cogitamos que aquilo possa ser usado por Deus a nosso favor. Contudo, essa história nos mostra que Deus tem poder para transformar em muito aquilo que nos parece pouco.
2. Uma fé obediente. A viúva e seus filhos olharam para todos os vasos cheios do azeite que viera de sua pequena botija. Eliseu disse para ela vender o azeite e pagar a dívida deixada por seu marido. Com o dinheiro que sobrasse, ela e seus filhos poderiam viver por muito tempo. Aquilo foi realmente um milagre! Deus trouxe àquela família Sua provisão de maneira extraordinária. A partir de um único vaso de azeite que a viúva possuía, Deus foi capaz de multiplicar a quantidade de óleo de modo a atender a necessidade urgente da família.
A fé que aquela mulher tinha no Senhor tornou possível que ela saísse daquela situação crítica; permitiu que ela apresentasse seu problema a Deus e confiasse nele para orientá-la no sentido de encontrar a solução. Deus também deseja que você creia e busque em Sua Palavra a orientação sobre o que esperar dele e sobre como agir com sabedoria nos momentos de escassez.
Um detalhe importante no texto é a ordem de Eliseu para a mulher: “fecha a porta” (2Rs 4:4). O que se percebe aqui é que o homem de Deus, Eliseu, não buscou notoriedade no milagre. Ele tinha plena certeza de que Deus era quem estava operando aquele grande milagre. Então a glória pertencia a Deus e não ao profeta. Segundo o pr. José Gonçalves, é possível que uma das causas da escassez de milagres hoje esteja na publicidade desenfreada. Deus quer privacidade, mas os homens gostam de notoriedade. Gostam de aparecer e vangloriar-se (Lc 12:15). Deixam a porta aberta para serem vistos!
3. Deus age com o que você tem. Quando o profeta Eliseu perguntou à viúva sobre o que ela tinha em casa, a resposta da mulher vem em um tom desanimador: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”. Ora, se para Deus o nada já é muita coisa, quanto mais uma botija de azeite. A provisão milagrosa lhe veio mediante o que ela já tinha: um vaso de azeite. A provisão foi dada na medida da fé que a mulher tinha e da sua capacidade de armazenamento. Deus usou o que ela possuía para multiplicar-lhe os recursos e realizar o milagre de que ela precisava. Para Deus operar um milagre a quantidade não faz nenhuma diferença. Vejamos:
· Moisés – tinha uma vara: “… e os filhos de Israel passaram pelo meio do mar em seco…” (Êx 14:16,21, 22).
· Sansão – tinha uma queixada de um jumento: “… e feriu com ela mil homens.” (Jz 15:15).
· Davi – tinha uma funda e cinco pedras: “E assim… prevaleceu contra o gigante filisteu…” (1Sm 17:40,50).
· A viúva de Sarepta – tinha farinha na panela e azeite na botija: “… e assim comeu ela… e a sua casa muitos dias” (1Rs 17:12,14,15).
· Elias – tinha uma capa: “… e passaram ambos (Elias e Eliseu) o rio Jordão em seco.” (2Rs 2:8).
· Os discípulos – tinham cinco pães e dois peixinhos: “… e deram de comer a quase cinco mil pessoas.” (Mc 6:37-44).
· O apóstolo Pedro – tinha unção e poder e disse ao paralítico: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta e anda.” (At 3:6).
· A mulher do profeta – tinha apenas uma botija de azeite. E foi a partir desta botija de azeite que Deus operou o milagre: “E sucedeu que, todos os vasos foram cheios…” (2Rs 4:2,6,7).
O milagre, portanto, depende do que se têm. O que é que você tem em casa? Diante da pergunta, você poderia responder: “Não tenho nada”. Não seja tão pessimista para enxergar o quão é suficiente para Deus para fazer um grande milagre através daquilo que você considera não ser nada. Um martelo é suficiente para transformar você num homem de grandes negócios. Deus irá operar o milagre em sua vida a partir do que você tem. Se nada oferecemos a Deus, Ele nada terá para usar. Mas Ele pode usar o pouco que temos e transformá-lo em muito. “Sem fé é impossível agradar a Deus”.
Nós podemos nem ter tudo, e, contudo, podemos ter conosco alguma coisa que Deus é capaz de abençoar abundantemente - “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef 3:20).
Não perca a esperança! “O pouco pode ser transformado em muito se for colocado nas mãos do Senhor e por Ele abençoado” (Mc 6:30-44). Creia!
III. OS INSTRUMENTOS DO
MILAGRE: OBEDIÊNCIA, FÉ E AÇÃO
“Então, disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos. Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio. Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia” (2Rs 4:3-5). A mulher obedeceu à orientação do servo de Deus, usando o que ela tinha em suas mãos, e o milagre da multiplicação do azeite aconteceu. A orientação do profeta Eliseu foi simples e objetiva:
1. “...pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos”. Às vezes temos que fazer algo que esteja ao nosso alcance para receber o que Deus nos quer dar.
2. “...fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos...”. A mulher devia fechar a porta, ficar a sós com seus filhos e trabalhar. Nem sempre as bênçãos de Deus acontecem no meio de muita gente. Neste sentido, Jesus orientou assim: “Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (Mt 6:6).
3. “...fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia”. A mulher foi ajudada por seus filhos. A participação de nossos filhos na obra de Deus é a resposta às orações e à orientação dos pais. Isso é uma bênção!
4. A viúva recebeu mais do precisava - “...E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou “(2Rs 4:6). A viúva recebeu do Senhor mais do que pedira. Seu pedido fora apenas que seus filhos ficassem livres de viver na escravidão. Mas em sua pobreza, ela ainda tinha muitas outras necessidades. Deus Se dispôs a suprir essas necessidades. Ele constantemente dá aos seres humanos bênçãos muito maiores do que eles pedem para si mesmos.
5. “vivei do resto” (2Rs 4:7). O milagre da multiplicação do azeite, além de resolver o problema da dívida deixada pelo marido, proveu o sustento dela e dos filhos por muito tempo. Às vezes Deus quer dar bênçãos duradouras e a pessoa quer apenas as temporárias. Salvação é bênção duradoura. Cura de alguma enfermidade é temporária.
Portanto, precisamos agir com fé, pois a fé sem obras, sem atitudes, sem ação, é morta. A mulher pegou as vasilhas e começou a enchê-las a partir da botija de azeite que ela tinha em sua casa. Ela foi quem encheu as vasilhas e não o profeta. Este somente deu a orientação. Da mesma forma, Deus nos orienta, conforme as nossas forças e os nossos recursos, a agirmos e buscarmos a solução para os nossos problemas. Mas, nós é que devemos que correr atrás, que buscar, que agir.
Prezado irmão e amigo, você está aguardando no Senhor algum milagre em sua casa, em sua vida? Você tem passado por provações na vida semelhante às desta viúva? Você é temente a Deus como essa viúva? Você tem buscado em Deus a solução de seus problemas ou apenas tem comentado com os outros o que você está passando? Faça como a viúva em comento: seja obediente aos mandamentos de Deus, tenha fé e aja com ousadia e determinação.
IV. O OBJETIVO DO MILAGRE
1. Uma resposta ao sofrimento. Conforme disse o pr. José Gonçalves, todos os milagres realizados por Eliseu deixam bem claro que eles ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento (2Rs 4:1-38;5:1-19; 6:1-7). O poder de Deus, manifestado através de Eliseu, aumentou o pequeno suprimento do azeite da viúva até uma quantidade que seria suficiente para saldar a dívida, e ainda sobrar para atender à sua família.
Jesus Cristo realizou inúmeros milagres. Ele libertava e curava porque se compadecia do sofrimento humano. Veja dois exemplos dos milagres de Jesus em resposta ao sofrimento do ser humano:
- Jesus se compadece de uma mulher enferma e a cura: “E ensinava no sábado, numa das sinagogas. E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. E impôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou e glorificava a Deus. E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi ou jumento e não o leva a beber água? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa?” (Lc 13:10-16).
- Cura de um leproso: “E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo” (Mc 1:40-42).
O milagre não tem por objetivo criar um espetáculo. Observe que os milagres não davam testemunho dos apóstolos e sim do Senhor Jesus e da sua mensagem. Somente os que buscam a própria gloria transformam os milagres em um show (é o que estamos vendo hoje em muitas igrejas). Para esses, Jesus tem um recado: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:22,23).
3. Mostrar aos homens que a salvação é feita mediante a fé. O milagre é uma forma perceptível de demonstração de que a fé é o meio pelo qual alguém obtém os benefícios da parte de Deus, notadamente o do estabelecimento de uma comunhão com Ele por meio do perdão dos pecados. O maior milagre do ministério de Jesus, qual seja, a ressurreição de Lázaro, é uma comprovação de que um dos intuitos dos milagres era despertar a fé salvadora no povo, pois as Escrituras registram que muitos creram que Jesus era o Messias ao verem Lázaro ressuscitado depois de quatro dias em que esteve sepultado (João 12:11,12).
4. Autenticar a mensagem de Cristo. Após sua ressurreição e subida aos Céus, seus discípulos deram prosseguimento à proclamação do Reino de Deus e, sem dúvida, os milagres tiveram uma participação ativa nessa proclamação. Marcos, ao fim do seu Evangelho, conta que quando os discípulos pregavam, o Senhor cooperava com eles realizando milagres e dando validade à pregação, pois o poder de Deus era demonstrado junto com as palavras - “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém” (Mc 16:20).
5. O cuidado com a supervalorização dos milagres. Conquanto Deus realize sinais e maravilhas através do seu povo santo, eles não devem nortear a vida do crente. Sinais e maravilhas são feitos pelo Senhor, que utiliza a instrumentalidade humana para esse fim, mas isso não significa que eles são o indicativo para a orientação de Deus às nossas vidas. Há pessoas que se colocam como reféns de milagres, como se estes fossem o marco regulatório para a vida cristã, e não tomam nenhuma postura ou atitude na vida se não virem milagres à sua volta. Tais pessoas precisam aprender a crer que os milagres são parte do Evangelho, mas que a Palavra de Deus é que deve nortear a vida do crente. Os sinais seguem aqueles que seguem a Palavra de Deus, e não os que creem seguem os milagres.
CONCLUSÃO
No benevolente milagre que Eliseu realizou na casa da viúva, vemos a lição de “muitos vasos...vazios”: (a) Havia um urgente senso de necessidade – 2Rs 4:1; (b) Foi usado o que estava disponível, um vaso de azeite - 2Rs 4:2; (c) A medida da fé e da expectativa tornou-se a medida da benção - 2Rs 4:4-6; (d) A necessidade foi atendida através da generosidade e do milagre de Deus - 2Rs 4:7.
“O Senhor é meu Pastor; de nada terei falta” (Sl 23:1, NVI). Deus, o Pastor do Salmo 23, é Aquele que detém todas as coisas em Suas mãos, e faz com que nada falte aos Seus. Restaura a saúde, proporciona tranquilidade, segurança, proteção, prosperidade e fartura. Sua bondade e fidelidade acompanham seus filhos por toda a vida. CREIA NISSO!


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