RUTE E NOEMI, ENTRELAÇADAS POR UM AMOR ALTRUISTA
ESBOÇO DO ESTUDO
I – A PROPOSTA DE
NOEMI
1. Uma crise em
família
2. Tirando força
da fraqueza
3. Sem manipulação
emocional
II – A CONVICÇÃO
AMOROSA DE RUTE
1. Uma amizade
provada e aprovada
2. Amizade na
adversidade
3. Um amor prático
III – A CONVICÇÃO
DA MULHER: “O TEU DEUS É O MEU DEUS”
1.Uma fé fervorosa
2.Uma fé que
inspira
3. Sensibilidade
sob liderança
TEXTO BÍBLICO:
“Disse,
porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde
quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu;
o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS.” (Rt
1.16)
VERDADE
PRÁTICA
Amar uns aos
outros sem nada exigir em troca evidencia que DEUS está em nós e nos une em
relacionamentos fortes e duradouros.
LEITURAS BÍBLICAS
Hb 11.32-34 Tirando
força da fraqueza, batalhando e se esforçando
Pv 20.11 Quando
a manipulação sutil se manifesta desde a infância
Pv 17.17 Quando
um amigo é mais chegado que um irmão
Mt 6.19-21; 1
Tm 6.17-19; Tg 5.1-6 A situação do rico diante da Palavra de DEUS
Tt 2.3-5 O
papel das mulheres mais velhas na orientação das mais novas
Lc 24.1-10; Jo
20.11-18 As mulheres como testemunhas no ministério de JESUS
LEITURA BÍBLICA DO CONTEXTO - Rute 1.6-8; 14-19
6 - Então, se
levantou ela com as suas noras e voltou dos campos de Moabe, porquanto, na
terra de Moabe, ouviu que o Senhor tinha visitado o seu povo,
dando-lhe pão.
7 - Pelo que saiu
do lugar onde estivera, e as suas duas noras, com ela. E, indo elas caminhando,
para voltarem para a terra de Judá,
8 - disse Noemi às
suas duas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor
use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo.
14 - Então, levantaram a sua voz e tornaram a chorar; e Órfã beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela.
15 - Pelo que disse: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após a tua cunhada.
16 - Disse, porém,
Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que
tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu
povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS.
17 - Onde quer que
morreres, morrerei eu e ali serei sepultada; me faça assim o Senhor
e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de
ti.
18 - Vendo ela,
pois, que de todo estava resolvida para ir com ela, deixou de lhe falar nisso.
19 - Assim,
pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando
elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não
é esta Noemi?
INTRODUÇÃO
Neste
Estudo, exploraremos o tema "Rute e Noemi:
entrelaçadas pelo amor", destacando o valor de uma amizade em Deus
e a maturidade da vida cristã. A história de Rute e Noemi começa em meio a uma
crise familiar, da qual emerge uma bela amizade. Essa relação não só culmina na
chegada do rei Davi, mas também integra a linhagem de Jesus no Novo Testamento.
O amor que entrelaça Rute e Noemi está profundamente conectado ao advento do
nosso Salvador. Assim, a amizade entre elas não se limita ao contexto de Davi,
mas também prefigura a vinda do Rei Jesus.
I.
A PROPOSTA DE NOEMI
1.
Uma crise em família
Para
compreender o valor e o significado dos atos de Noemi, é crucial considerar as
circunstâncias de sua vida. Noemi, cujo nome
significa "agradável", enfrentou uma série de tragédias que
transformaram sua vida de maneira drástica.
O
principal provedor da casa, seu marido Elimeleque, cujo nome em hebraico
significa "Meu Deus é Rei", faleceu. Após a morte de Elimeleque, seus
filhos, Malom e Quiliom, se tornaram os novos responsáveis pela família. No
entanto, os nomes de Malom ("doença") e Quiliom
("definhamento") sugerem que eles possivelmente sofriam de problemas
de saúde desde o nascimento, o que poderia ter contribuído para suas mortes
prematuras. Ambos se casaram com mulheres moabitas: Malom
com Rute, cujo nome significa "amizade", e Quiliom com Órfã, que
significa "pescoço". Tragicamente, ambos os filhos de Noemi morreram,
deixando viúvas Rute e Órfã.
Essas perdas devastadoras marcaram profundamente Noemi, que
expressou seu sofrimento ao ponto de preferir ser chamada de Mara, que
significa "amargosa" (Rute
1:20). A transformação de Noemi, de "agradável" a
"amargosa", reflete a intensidade de sua dor e a profundidade da
crise que ela enfrentava. A sequência de desastres – a fome que os forçou a
sair de Belém, a morte do marido, e a morte dos filhos – criou um cenário de
desespero e desolação.
2.
Tirando força da fraqueza
Todas
as pessoas, inclusive os cristãos, enfrentam dias maus (Ec.7:14). A diferença
está em como reagimos nas tempestades da vida (Ef.6:13; Mt.7:24-27). Noemi,
apesar da imensa dor pela perda do marido e dos filhos, não se entregou à
autopiedade ou autocomiseração. Ao saber que Deus havia abençoado seu povo com
alimento, ela decidiu retornar a Belém, demonstrando uma força interior
admirável (Rt.1:6,7).
A
viagem de mais de 120 quilômetros entre Moabe e Belém era uma jornada árdua,
especialmente para uma mulher idosa. Noemi, no entanto, encontrou força na
fraqueza, enfrentando as montanhas e os desafios físicos (Hb.11:34). Essa
decisão exigia não apenas força física, mas também uma resiliência emocional e
espiritual significativa.
Se
Noemi tivesse se deixado paralisar pela dor e pela tristeza, nunca teria
empreendido essa jornada desafiadora. Sua ação nos mostra que, embora os
problemas da vida possam nos abater, não devemos permitir que eles nos
imobilizem (Pv.24:10).
Noemi
exemplifica como a fé e a determinação podem transformar a adversidade em um
caminho de esperança e renovação. Sua coragem e liderança, mesmo em momentos de
fraqueza, são um poderoso testemunho de como é possível tirar força da
fraqueza, encontrando renovação e propósito em Deus.
3.
Sem manipulação emocional
Quando
Noemi decidiu retornar a Belém, suas noras, Rute e Órfã, prontamente se
dispuseram a acompanhá-la. No entanto, no início da jornada, Noemi mostrou uma
profunda consideração e altruísmo ao liberar ambas para retornarem às casas de
seus pais (Rt.1:7,8; 2:11). Mesmo em sua avançada idade e situação difícil, Noemi
colocou as necessidades e o futuro de suas noras acima dos seus próprios
sentimentos e necessidades.
Ao
liberar Rute e Órfã, Noemi reconheceu que, de volta às suas origens, elas
teriam a oportunidade de casar novamente e constituir novas famílias
(Rt.1:8-13). Esta atitude de Noemi reflete uma aceitação madura e consciente de
sua própria condição pessoal, sem recorrer à manipulação emocional. Ela não
apelou aos sentimentos das noras para que permanecessem com ela, demonstrando
uma conduta ética e respeitosa que é fundamental para a construção de
relacionamentos saudáveis.
A
manipulação emocional é uma prática sutil e muitas vezes começa a se manifestar
desde a infância (Pv.20:11). No entanto, Noemi exemplificou que pessoas
emocional e espiritualmente saudáveis não recorrem a tais artifícios. Ao invés
de usar sua vulnerabilidade para influenciar suas noras, Noemi agiu com
integridade, permitindo-lhes a liberdade de escolha. Este comportamento
evidencia que o pecado não escolhe idade, e a integridade de caráter é uma
marca de maturidade espiritual.
Noemi,
ao agir sem manipulação emocional, não apenas preservou a dignidade e o
bem-estar de Rute e Órfã, mas também criou um ambiente onde a lealdade e o amor
genuíno puderam florescer. A decisão de Rute de permanecer com Noemi, apesar da
liberação oferecida, é um testemunho da força de um relacionamento construído
sobre bases sólidas de respeito e altruísmo.
II.
A CONVICÇÃO AMOROSA
1. Uma amizade provada e aprovada
A amizade entre Rute e Noemi é um exemplo profundo de lealdade e
amor genuíno. Quando Noemi, em seu altruísmo, sugeriu pela segunda vez que suas
noras retornassem às casas de seus pais, Órfã, embora triste, decidiu seguir o
conselho da sogra. Chorando, ela abraçou Noemi e voltou para seu povo,
mostrando que seu amor e força moral, embora sinceros, não eram tão profundos
quanto os de Rute (Rt.1:14).
Rute,
em contraste, demonstrou uma firmeza e uma devoção inabaláveis. Quando Noemi
insistiu que ela seguisse o exemplo de Órfã, Rute revelou a profundidade de seu
compromisso e amor por sua sogra, além de uma clara declaração de fé no Deus de
Israel (Rt.1:15,16). Suas palavras são um testemunho poderoso: “Aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares
à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt.1:16).
Esta declaração não apenas afirmava sua lealdade a Noemi, mas também sua
decisão de abraçar a fé e a cultura de Israel.
A
firmeza de Rute foi um reflexo do caráter de Noemi, que, em sua dor e
vulnerabilidade, agiu com altruísmo e integridade. A amizade entre elas foi
forjada em meio a adversidades e provações intensas, mas, ao invés de se
enfraquecer, ela se fortaleceu. A insistência de Noemi para que Rute tomasse
sua própria decisão extraiu a verdade do coração de Rute, revelando uma
convicção amorosa que transcendeu laços familiares e culturais.
As
verdadeiras amizades, como a de Rute e Noemi, são testadas e aprovadas nas
dificuldades. Elas resistem às mais intensas provas, mostrando que o amor
genuíno e a lealdade não se abalam facilmente. Rute se destacou não apenas como
uma nora devotada, mas como uma amiga fiel que, diante das adversidades,
escolheu permanecer ao lado de Noemi, compartilhando suas dores e esperanças.
Esta amizade é um exemplo eterno de como os laços de amor e fé podem superar
qualquer desafio, provando-se verdadeiros e duradouros.
2.
Amizade na adversidade
Salomão
escreveu: “O amigo ama em todos os momentos; é um
irmão na adversidade” (Pv.17:17). Rute exemplificou essa verdade de
maneira notável, mostrando disposição para enfrentar qualquer dificuldade ao
lado de sua sogra viúva e idosa. Suas palavras,
“onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu” e “onde quer que morreres, morrerei eu” (Rt.1:16,17),
revelam um nível profundo amizade, companheirismo e comprometimento.
Rute
não apenas fez promessas; ela as transformou em ações concretas ao longo de sua
vida. Ao escolher permanecer com Noemi, Rute demonstrou uma amizade que
transcende as circunstâncias e os desafios, provando-se leal em tempos de
adversidade. Sua decisão de deixar sua terra natal e adotar a fé e os costumes
de Israel destaca seu altruísmo e a profundidade de seu amor.
Essa
amizade na adversidade contrasta fortemente com o individualismo prevalente em
nossos dias. Em uma época onde os relacionamentos muitas vezes são superficiais
e centrados no interesse próprio, o exemplo de Rute nos desafia a reavaliar a
qualidade de nossas próprias relações. Somos convidados a refletir sobre o
nível de comprometimento e lealdade que temos com nossos amigos e familiares.
Rute
nos ensina que amizades verdadeiras não são meras alianças de conveniência, mas
sim laços que resistem às dificuldades e provações. Em vez de buscar o que é
mais fácil ou conveniente, somos chamados a cultivar relacionamentos baseados
em amor genuíno e sacrifício mútuo. A história de Rute e Noemi nos inspira a
ser amigos que amam em todos os momentos, especialmente na adversidade, e a
valorizar as conexões profundas que enriquecem e dão sentido às nossas vidas.
3.
Um amor prático
Ao
chegar a Belém, Rute não se permitiu ser paralisada por expectativas
irrealistas ou pela tristeza de sua situação. Demonstrando um amor prático e
resoluto, ela se prontificou a realizar um trabalho humilde e penoso: juntar
espigas caídas nas plantações durante a colheita (Rt.2:2). Este trabalho,
instituído nos dias de Moisés, era reservado aos pobres e necessitados
(Lv.19:9,10; 23:22; Dt.24:19).
A
atitude de Rute reflete um princípio fundamental da Palavra de Deus: os ricos
devem compartilhar suas riquezas e ajudar os necessitados (Mt.6:19-21;
1Tm.6:17-19; Tg.5:1-6), mas os pobres também têm a responsabilidade de
trabalhar para garantir seu sustento, quando fisicamente capazes (Gn.3:19;
2Ts.3:10-13). Rute exemplificou este princípio ao trabalhar diligentemente nos
campos de Boaz. Seu esforço e dedicação impressionaram o chefe dos
trabalhadores (Rt.2:7).
Rute
não se limitou a professar seu amor por Noemi; ela o demonstrou através de
ações concretas. Diariamente, ela recolhia espigas com esforço e dedicação,
garantindo o sustento para si e para sua sogra. Ao final de cada dia, levava
tudo para Noemi, demonstrando cuidado e responsabilidade (Rt.2:17,18).
Esta
abordagem prática do amor é um poderoso testemunho de fé em ação. Rute não
apenas falava sobre seu amor e devoção; ela vivia esses sentimentos através de
seu trabalho árduo e sua disposição em enfrentar dificuldades. A Bíblia nos instrui a amar não apenas com palavras, mas
com ações e em verdade (1João 3:18).
Rute
exemplifica essa instrução de maneira excepcional. Sua história nos desafia a
refletir sobre como expressamos nosso amor e cuidado pelos outros em nossas
vidas diárias. Em um mundo onde as palavras podem ser vazias e as promessas
quebradas, Rute nos mostra que o verdadeiro amor é prático, sacrificial e
dedicado, evidenciado através de ações concretas e consistentes.
III.
A CONVICÇÃO DA MULHER: “O TEU DEUS É O MEU DEUS”
1. Uma fé fervorosa
Rute
é um exemplo notável de fé fervorosa. Sua declaração convicta a Noemi, "o teu Deus é o meu Deus" (Rt.1:16),
revela sua profunda devoção ao Deus de Israel. Esta devoção não era
superficial, mas enraizada em uma decisão consciente de buscar refúgio no Deus
de Israel (Rt.2:12).
A
fé de Rute era prática e visível. Ela demonstrou um compromisso inabalável com
Noemi e uma confiança plena no Deus de Israel. Esta fé a levou a agir com
diligência e a seguir princípios éticos elevados, mesmo em circunstâncias
difíceis. Rute não se deixou levar pelo desespero ou pela tentação de buscar
soluções fáceis. Em vez disso, sua vida refletia uma firme confiança em Deus e
uma disposição para trabalhar arduamente e viver com integridade (Rute 3:10).
Sua dedicação e comportamento exemplar lhe conferiram uma excelente reputação, a ponto de Boaz declarar: "Toda a cidade do meu
povo sabe que és mulher virtuosa" (Rt.3:11).
O
exemplo de Rute nos ensina que a fé verdadeira não é apenas uma questão de
palavras, mas de ações concretas que refletem uma profunda devoção a Deus. Em
um mundo frequentemente marcado por superficialidade e compromissos frágeis,
Rute nos desafia a viver nossa fé com fervor, integridade e determinação. Sua
história é um testemunho de como a fé fervorosa pode transformar vidas e
inspirar aqueles ao nosso redor, mostrando que a verdadeira devoção a Deus se
manifesta em todas as áreas da nossa vida.
2.
Uma fé que inspira
A
fé de Rute foi profundamente inspirada pela vida e crença de sua sogra, Noemi.
Quando Rute se referiu ao Deus de Noemi como seu próprio Deus, ela estava dando
um poderoso testemunho de sua fé (Rt.1:16). Este testemunho não surgiu no
vácuo; foi nutrido pelo exemplo de Noemi, que, apesar das adversidades, manteve
sua fé e devoção a Deus.
Em
todos os tempos, as mulheres mais velhas desempenham um papel crucial na
resistência aos ventos da superficialidade espiritual. Sua missão é ser
piedosas, dedicadas a Deus e à família, mesmo diante das pressões de uma
sociedade que frequentemente valoriza o materialismo e a superficialidade.
Através de suas vidas e exemplos, elas têm a capacidade de inspirar e ensinar
as mulheres mais jovens, conforme orientado em Tito 2:3-5- “Semelhantemente, as mulheres mais velhas devem viver
de modo digno. Não devem ser caluniadoras, nem beber vinho em excesso; antes,
devem ensinar o que é bom. Devem instruir as mulheres mais jovens a amar o
marido e os filhos, a viver com sabedoria e pureza, a trabalhar no lar, a
fazer o bem e a ser submissas ao marido. Assim, não envergonharão a palavra de
Deus” (NVT).
Noemi
exemplificou esse papel ao viver de maneira que refletia sua fé em Deus, mesmo
nas circunstâncias mais difíceis. Sua integridade, sabedoria e dedicação não
passaram despercebidas a Rute, que escolheu seguir o Deus de Noemi e adotar um
estilo de vida fundamentado na fé e na moralidade.
Este
relacionamento intergeracional é fundamental para a transmissão de valores
espirituais e morais. As mulheres mais velhas, ao viverem suas vidas com fé
fervorosa e autenticidade, oferecem às mais jovens um modelo a seguir. Elas
mostram que a verdadeira beleza e valor residem na piedade e no serviço a Deus
e à família.
A
fé de Rute, inspirada por Noemi, nos lembra que nosso testemunho e exemplo
podem ter um impacto profundo e duradouro na vida de outros. Ao resistir às
pressões mundanas e manter uma devoção sincera a Deus, as mulheres mais velhas
podem inspirar as novas gerações a viverem com fé, integridade e amor. Desta
forma, a chama da fé é passada adiante, iluminando o caminho para as futuras
gerações.
3.
Sensibilidade sob liderança
As
Escrituras destacam a profunda sensibilidade espiritual das mulheres, como
evidenciado nos relatos de Lucas e João, de terem sido as primeiras a
testemunhar e crer na ressurreição de Jesus (Lc.24:1-10; João 20:11-18). Este
exemplo ressalta o extraordinário potencial feminino para discernir e responder
à obra de Deus (Lc.8:1-3).
É
de grande valor quando esse potencial feminino é reconhecido e cultivado sob
uma liderança séria e responsável; uma liderança que orienta o trabalho das
mulheres, protegendo-as de exploração ou manipulação em sua fé (Fp.4:3;
Rm.16:12; Mc.12:38-40; 2Tm.3:6,7).
Quando
as mulheres são capacitadas e encorajadas a exercer sua sensibilidade
espiritual em um ambiente seguro e de apoio, elas podem desempenhar um papel
significativo no avanço do Reino de Deus e na edificação da Igreja Local. Sua
perspectiva única e sensibilidade espiritual trazem uma riqueza incomparável à
vida da igreja e à missão do evangelho.
No
entanto, é importante que essa liderança seja séria e responsável, garantindo
que as mulheres sejam respeitadas e valorizadas por sua contribuição, e não
exploradas ou subestimadas. O apoio e encorajamento mútuo entre líderes e
membros da igreja são essenciais para cultivar um ambiente onde todos possam
crescer e florescer em sua fé e serviço a Deus.
Ao
reconhecer e promover a sensibilidade espiritual das mulheres sob uma liderança
responsável, a igreja pode experimentar uma maior plenitude e diversidade no
cumprimento de sua missão. As mulheres são preciosas colaboradoras no Reino de
Deus, e seu potencial e sensibilidade espiritual devem ser valorizados e
cultivados em todos os aspectos da vida da igreja.
CONCLUSÃO
A
história de Rute e Noemi nos oferece um poderoso testemunho do poder
transformador do amor, da fé e da amizade em meio às adversidades da vida. Por
meio do relacionamento profundo entre essas duas mulheres, somos lembrados da
importância da lealdade, do comprometimento e da solidariedade em nossas
jornadas individuais e comunitárias.
Rute,
com sua fé fervorosa e amor prático, demonstrou como a devoção a Deus e aos
outros podem guiar nossas escolhas e ações, mesmo em meio às circunstâncias
mais desafiadoras. Noemi, por sua vez, personifica a força e a resiliência que
podem surgir da amizade e do apoio mútuo.
Além
disso, esta Lição nos chama a refletir sobre o papel essencial das mulheres na
história da redenção e na vida da igreja. Desde os tempos bíblicos até os dias
atuais, as mulheres têm desempenhado um papel fundamental como testemunhas da
fé, agentes de transformação e colaboradoras no ministério do evangelho.
Portanto,
ao contemplarmos a história de Rute e Noemi, somos desafiados a cultivar
relacionamentos fundamentados no amor e na confiança mútua, a valorizar o
potencial e a sensibilidade espiritual das mulheres em nossa Igreja Local, e a
buscar alicerçar nossas vidas no firme fundamento da fé em Deus e no
compromisso com o bem-estar uns dos outros.
Que
possamos aprender com o exemplo de Rute e Noemi, e que o amor, a amizade e a fé
que as uniram continuem a inspirar e fortalecer nossos próprios relacionamentos
e caminhadas espirituais, hoje e sempre, com um
AMOR ALTRUISTA.

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