DEUS
CUMPRE AS SUAS PROMESSAS, QUE SÃO INFALÍVEIS
Texto
Bíblico: Salmos 102:25-27; 2Pedro 3:8-13
“Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que
se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o
confirmaria?” (Nm.23:19).
Salmo
102:
25.Desde
a antiguidade fundaste a terra; e os céus são obra das tuas mãos.
26.Eles
perecerão, mas tu permanecerás; todos eles, como uma veste, envelhecerão; como
roupa os mudarás, e ficarão mudados.
27.Mas
tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.
2Pedro
3:
8.Mas,
amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil
anos, como um dia.
9.O
Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é
longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos
venham a arrepender-se.
10.Mas
o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com
grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que
nela há se queimarão.
11.Havendo,
pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato
e piedade,
12.aguardando
e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se
desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13.Mas
nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita
a justiça.
Neste
Estudo, refletiremos sobre a infalibilidade das promessas de Deus, um tema
central que revela a essência do caráter divino. A Bíblia nos ensina que Deus é
imutável, ou seja, Ele não muda e é absolutamente fiel às Suas palavras. Desde
o Antigo Testamento até o Novo, vemos o cumprimento exato das promessas de
Deus, o que nos assegura que Ele jamais falha. Isso é um fundamento poderoso
para a nossa fé, pois sabemos que tudo o que Ele prometeu se cumprirá.
Estudaremos como essa verdade fortalece nosso relacionamento com Deus e nos dá
confiança para vivermos com esperança e segurança.
1.
A fidelidade de DEUS em suas promessas.
A
Fidelidade é uma das características de Deus mais citadas e enaltecidas na
Bíblia. Em muitas passagens podemos atestar o quanto Deus é fiel à Sua palavra,
nos deixando a lição de que Ele nunca falha, cumprindo tudo o que prometeu.
Essa virtude de Deus também traz conforto aos seus fiéis, pois Ele nunca deixa
de cumprir as Suas promessas para com seus filhos, mesmo em meio às
atribulações, atestando o quanto é infalível e confiável.
O que diz a BÍBLIA: “Agora estou prestes a ir
pelo caminho de toda a terra. Vocês sabem, lá no fundo do coração e da alma,
que nenhuma das boas promessas que o Senhor, o seu Deus, fez deixou de
cumprir-se. Todas se cumpriram; nenhuma delas falhou. Josué 23:14
Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também
viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também
nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si
mesmo. 2 Timóteo 2:11-13
O teu reino é reino eterno, e o teu domínio permanece de geração
em geração. O Senhor é fiel em todas as suas promessas e é bondoso em tudo o
que faz. Salmos 145:13
Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu
é fiel. Hebreus 10:23
Que importa se alguns deles foram infiéis? A sua
infidelidade anulará a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus
verdadeiro, e todo homem mentiroso. Como está escrito: "Para que sejas
justificado nas tuas palavras e prevaleças quando fores julgado". Romanos
3:3,4.
DEUS
cumpriu sua Promessa vaticinada pelo profeta Jeremias e usou ao rei Ciro para a
cumprir.
Porque
assim diz o Senhor: Certamente que, passados setenta anos na Babilônia, vos
visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a
este lugar. Jeremias 29:10
DEUS
é quem derruba o governo da Babilônia para Ciro assumir.
Acontecerá,
porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei da Babilônia,
e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos
caldeus; farei deles um deserto perpétuo. Jeremias 25:12
DEUS
escolhe Ciro para libertar seu povo e os ajudar a construir o templo em Jerusalém.
quem
diz de Ciro: É meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; dizendo também a
Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te. Isaías 44:28
Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela sua
mão direita, para abater as nações diante de sua face; eu soltarei os lombos
dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão. Eu
irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortos; quebrarei as portas de
bronze e despedaçarei os ferrolhos de ferro. E te darei os tesouros das
escuridades e as riquezas encobertas, para que possas saber que eu sou o
Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome. Por amor de meu servo
Jacó e de Israel, meu eleito, eu a ti te chamarei pelo teu nome; pus-te o teu
sobrenome, ainda que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, e não há outro; fora
de mim, não há deus; eu te cingirei, ainda que tu me não conheças. Para que se
saiba desde o nascente do sol e desde o poente que fora de mim não há outro; eu
sou o Senhor, e não há outro. Isaías
45:1-6
2. DEUS renova suas promessas de benção
|
1. Características
das Promessas de DEUS |
|
|
Não falham |
1Rs 8:56 |
|
Garantidas pelo poder
divino |
Rm 4:21 |
|
Fundamentadas em CRISTO |
2Co 1:20; 7:1 |
|
De valor infinito |
2Pe 1:4 |
|
Culminam na vida eterna |
1Jo 2:25 |
|
2. Promessas de DEUS para o aflito (Jó 11:16) |
|
|
Dias mais alegres |
Sl 30:5 |
|
Livramento |
Sl 34:19; 34:20 |
|
Cuidado divino na enfermidade |
Sl 41:3; 50:15; 94:12; 138:7 |
|
Consolo na presença de DEUS |
Is 43:2 |
|
Lar eterno |
Jo 14:1,2 |
|
Tudo contribui para o bem do crente |
Rm 8:28; 2Co 4:17 |
|
Suficiência da graça divina |
2Co 12:9 |
|
Comunhão nos sofrimentos de CRISTO |
1Pe 4:12; 4:13 |
|
Participação na companhia dos redimidos |
Ap 7:13,14 |
|
Livramento final da tristeza e da dor |
Ap 21:4 |
|
Libertação |
Prometida aos crentes 2Co 1:10; 2Tm 4:18; Hb 2:15; 2Pe 2:9 |
Por mais incrível que pareça também DEUS promete Aflições, por
que será? Vejamos:
|
Aflições |
Com frequência, são bênçãos disfarçadas 2Co 4:17; Hb 12:11; Ap 7:14 |
|
Provenientes de DEUS |
|
|
De ministros e profetas: Ez 24:18; 1Co 4:11; 2Co 6:5; 11:23;
12:7; 1Ts 3:3. |
|
|
Algumas vezes são prolongadas: Sl 6:3; 13:1; 35:17; 79:5; 80:4;
89:46; 90:13; 94:3; |
|
|
Os verdadeiros crentes não desanimam nas tribulações |
|
|
Cálice do sofrimento, dele bebem os santos: Sl 73:10; 80:5;
102:9; Mt 20:22; 26:39; Jo 18:11. |
|
|
Sua influência purificadora Vida, provada; Provas espirituais. |
|
|
Castigo, uma característica do amor do Pai |
|
3. Promessas de DEUS para os crentes |
|
|
Provisões para o corpo |
Sl 37:3 |
|
Bênçãos sem limite |
Mc 9:23 |
|
Resposta à oração |
Mc 11:24 |
|
Remoção de obstáculos |
Lc 17:6 |
|
Adoção divina |
Jo 1:12 |
|
Vida eterna |
Jo 3:14,15, 24 |
|
Plenitude espiritual |
Jo 6:35, 11:26 |
|
Luz espiritual |
Jo 12:46 |
|
Poder para o serviço |
Jo 14:12 |
|
Salvação |
Rm 1:16; 1Pe 2:6 |
|
|
Fé; Salvação; Confiar em DEUS. |
|
4. Promessas de DEUS ao humilde |
|
|
Ao humilde |
Sl 138:6; Is 66:2; Lc 9:48; Lc 14:11; Tg 4:6; 1Pe 5:5 |
|
|
Humildade; Exaltação |
|
5. Promessas de DEUS ao generoso |
|
|
Ao generoso |
Sl 41:1; Pv 3:9; Pv 3:10; Pv 11:25; Pv 22:9; Pv 28:27; Ec 11:1; Is 58:10; Lc 6:38; Lc 14:14; 2Co 9:7 |
|
|
Benevolência; Promessas de abundância. |
|
6. Promessas de DEUS ao obediente |
|
|
Ao obediente |
Êx 20:6; 23:22; Dt 4:40; 11:27; 1Rs 11:38; Is 1:19; Mc 3:35; Lc 11:28; Jo 7:17; 14:23. |
|
|
Obediência; Bênçãos. |
|
7. Promessas de DEUS ao arrependido |
|
|
Ao arrependido |
Sl 34:18; Jr 3:22; Jl 2:13; Mq 7:18; Lc 6:21; Lc 15:7; At
2:38; At 3:19 |
|
|
Arrependimento; Volta para DEUS; Perdão; Restauração. |
|
8. Promessas de DEUS ao pobre (Jó 5:15) |
|
|
Proteção divina |
Sl 12:5,6; 68:10; 69:33; 109:3; 140:12; Is 11:4 |
|
Providência protetora |
Is 25:4 |
|
Resposta à oração |
Is 41:17 |
|
Herança celestial |
Tg 2:5 |
|
|
Viúvas e órfãos |
|
|
|
|
Aos que buscam |
Dt 4:29; 2Cr 7:14; Pv 8:17; Jr 29:13; Lc 11:9; Lc 18:7; Jo
14:14 |
|
|
Oração; Buscar a DEUS. |
|
10. Promessas aos tentados |
|
|
Poder para pisar forças malignas |
Lc 10:19 |
|
Segurança por meio da intercessão de CRISTO |
Lc 22:31; Lc 22:32 |
|
Poder para esmagar Satanás |
Rm 16:20 |
|
Provisão de um meio de escape |
1Co 10:13 |
|
Ajuda na hora da prova |
Hb 2:18 |
|
Vitória final |
Tg 4:7; 1Jo 4:4; Ap 3:10 |
|
Entronização com CRISTO |
Ap 3:21 |
|
|
Tentação. |
|
11. Promessas especiais aos obreiros |
|
|
Especiais aos obreiros |
Dn 12:3; Mc 9:41; Rm 2:10; 1Co 3:14; 1Co 15:58; Hb 6:10; Tg
1:25 |
|
|
Recompensas dos fiéis; ganhadores de almas. |
Assim
como DEUS cumpriu, no passado, as promessas feitas aos patriarcas e a outros
personagens bíblicos, bem como ao povo de Israel, ele há de cumprir também as
promessas feitas os salvos e à Igreja de maneira geral.
I.
DEUS É INFALÍVEL
1.
A infalibilidade de Deus
A
infalibilidade de Deus é uma característica central de Sua natureza, que aponta
para Sua incapacidade de errar ou falhar. No Salmo 102:25-27, o salmista
destaca o contraste entre a criação, que é transitória e sujeita à mudança, e o
Criador, que permanece o mesmo para sempre. Essa imutabilidade reflete a
perfeição absoluta de Deus, cuja fidelidade e justiça são inabaláveis. Ele
nunca falha em cumprir Suas promessas e propósitos. Toda a Escritura confirma
que, desde o início da história, Deus sempre manteve Suas promessas. Sua
infalibilidade nos dá a certeza de que podemos confiar nele incondicionalmente,
porque Suas palavras e Suas promessas jamais serão frustradas.
Cito
três exemplos bíblicos que demonstram a infalibilidade de Deus em Suas
promessas:
a) A
promessa de Deus a Abraão (Gênesis 12:1-3; 21:1,2). Deus prometeu a Abraão que ele seria
pai de uma grande nação, apesar de sua idade avançada e da esterilidade de
Sara. Apesar das circunstâncias desfavoráveis, Deus cumpriu Sua promessa, e
Isaque nasceu. Isso demonstra que Deus não falha, mesmo quando os obstáculos
parecem insuperáveis.
b) A
libertação de Israel do Egito (Êxodo 3:7-10; 12:41). Deus prometeu a Moisés que libertaria
os israelitas da escravidão no Egito. Apesar da resistência de Faraó e das
inúmeras dificuldades, na cosmovisão humana, Deus cumpriu fielmente Sua
promessa, guiando o povo para fora do Egito após 430 anos de escravidão. Isso
mostra que, quando Deus promete libertação, Ele é fiel para cumprir.
c) A
vinda do Messias (Isaías 7:14; Mateus 1:22,23). No Antigo Testamento, Deus prometeu a
vinda do Salvador, o Messias, através de profecias como Isaías 7:14, que
menciona o nascimento de uma criança chamada Emanuel. No Novo Testamento, essa
promessa foi cumprida com o nascimento de Jesus Cristo, conforme registrado em
Mateus 1:22,23. A vinda de Cristo confirma a infalibilidade de Deus em Suas
promessas de redenção e salvação para a humanidade.
Esses
exemplos demonstram que Deus é absolutamente fiel em cumprir Suas promessas,
independentemente do tempo ou das circunstâncias.
2.
Uma promessa infalível
A
promessa do retorno de Jesus Cristo, conforme descrito em 2Pedro 3, é um
exemplo poderoso da infalibilidade de Deus. O apóstolo Pedro responde a
preocupações da igreja sobre a aparente demora da vinda de Cristo, enfatizando
que Deus não está atrasado em cumprir Sua promessa. O tempo de Deus é distinto
do nosso: "Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um
dia" (2Pd.3:8). Esse ensinamento nos recorda que a percepção humana de
demora não se aplica a Deus, que age conforme Sua vontade soberana e eterna.
Pedro
deixa claro que a aparente demora do Senhor não indica uma falha ou
esquecimento de Sua promessa. Pelo contrário, a demora reflete a longanimidade
e paciência de Deus, que deseja que todos tenham oportunidade de arrependimento
e não pereçam (2Pd.3:9). Essa espera é uma expressão do amor de Deus, dando
tempo para que mais pessoas se voltem para Ele.
No
entanto, o apóstolo também adverte que o retorno de Cristo é inevitável e
ocorrerá de forma repentina e inesperada, "como um ladrão"
(2Pd.3:10). Essa promessa é infalível, e o cumprimento virá no tempo perfeito
de Deus. Quando o Senhor voltar, será para restaurar todas as coisas,
transformar a criação e estabelecer novos céus e nova terra (2Pd.3:13).
Portanto, essa certeza deve motivar os crentes a viverem em santidade e
expectativa, confiando plenamente na fidelidade de Deus.
A
promessa da vinda de Cristo é um lembrete de que Deus cumpre cada palavra, e
Seu plano redentor se cumprirá sem falha, no momento designado.
3.
A Palavra infalível de Deus
A
infalibilidade da Palavra de Deus é um fundamento essencial da fé cristã. Em
1Reis 8:56, Salomão, em seu discurso, expressa profunda gratidão ao Senhor por
ter cumprido todas as promessas feitas a Israel através de Moisés, ressaltando
que "nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras". Este
versículo sublinha a fidelidade de Deus em honrar cada promessa proferida,
demonstrando que Ele é zeloso e fiel para cumprir tudo o que prometeu.
A
Bíblia está repleta de exemplos de como Deus honrou Sua Palavra ao longo da
história, confirmando que Suas promessas são verdadeiras e imutáveis. Vejas os
exemplos do item 1 acima. O profeta Jeremias também afirma que o Senhor
"vela" para que Sua Palavra se cumprisse (Jeremias 1:12),
demonstrando Seu cuidado ativo em garantir que todas as Suas promessas se
realizem no tempo certo.
Assim,
a Palavra de Deus não é apenas um conjunto de escrituras, mas uma fonte viva de
promessas infalíveis que têm poder para transformar vidas, trazer esperança,
consolo e direção. É por meio dela que conhecemos os planos de Deus, e podemos
confiar plenamente que, seja qual for a circunstância, a Palavra do Senhor
permanece firme e inalterada. Ele não esquece nem falha em uma só de Suas
promessas.
Deus
é verdadeiramente fiel. Em Números 23:19 está escrito: “Deus não é homem, para
que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e
não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?”. Este texto nos assegura que
Deus não mente nem se arrepende, destacando Sua total integridade e a certeza
de que tudo o que Ele promete será cumprido. Esta passagem sublinha a diferença
entre Deus e o ser humano, reafirmando que quando Deus fala, Ele age, e quando
Ele promete, Ele cumpre.
Antes
de morrer, Josué, já em idade avançada, declarou: “E eis aqui eu vou, hoje,
pelo caminho de toda a terra; e vós bem sabeis, com todo o vosso coração e com
toda a vossa alma que nem uma só palavra caiu de todas as boas palavras que
falou de vós o Senhor, vosso Deus; todas vos sobrevieram, nem delas caiu uma só
palavra” (Js.23:14). Aqui, Josué relembra ao povo de Israel que nenhuma
palavra de Deus falhou; tudo o que Ele prometeu se cumpriu, fortalecendo a fé
do povo na infalibilidade das promessas divinas. Josué 21:45 reafirma esse
testemunho ao dizer que "nenhuma promessa
falhou de todas as boas palavras que o Senhor havia falado à casa de Israel;
tudo se cumpriu".
Essas
passagens demonstram que, ao longo da história, Deus foi fiel em cumprir cada
uma de Suas promessas para o Seu povo. Isso nos encoraja a confiar plenamente
em Deus e em Sua Palavra, sabendo que Ele é fiel e que podemos contar com Sua
imutável fidelidade, hoje e sempre.
II.
DEUS NÃO MENTE NEM SE ARREPENDE
1.
Deus não mente nem se arrepende
Em
Números 23:19 lemos que Deus “não mente” nem “se
arrepende”. Esta afirmação é uma declaração fundamental sobre o caráter
divino, destacando sua absoluta veracidade e fidelidade. No contexto do
capítulo 23 de Números, Balaão, profeta convocado por Balaque para amaldiçoar
Israel, não conseguiu ir contra a vontade de Deus. Mesmo sob pressão, ele
declarou a imutabilidade e a retidão de Deus. Balaque queria que Balaão
amaldiçoasse o povo, mas a mensagem de Deus era clara: Ele havia decidido
abençoar Israel, e nenhuma interferência humana ou desejo contrário poderia mudar
isso - “Eis que recebi mandado de abençoar; pois
ele tem abençoado, e eu não o posso revogar” (Nm.23:20).
Essa
passagem revela que Deus não age como os homens, que podem mudar de opinião,
arrepender-se ou ceder à pressão. Sua palavra é firme e inabalável. Quando Ele
promete, Ele cumpre, pois Sua natureza é imutável. Isso é uma garantia para os
crentes, pois podemos confiar totalmente nas promessas de Deus, sabendo que Ele
jamais faltará com a verdade ou mudará Seu plano eterno. Esse conceito
fortalece a fé, já que serve como um pilar de segurança e confiança no
relacionamento com Deus.
2.
Deus se arrependeu?
Em
Gênesis 6:6, na ARC, está escrito:
” Então, arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem
sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração. E disse
o Senhor: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o
homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de
os haver feito”.
A
expressão “arrependeu-se o Senhor” neste
texto e “me arrependo” em Gênesis 6:7, e que
afirma que Deus "pesou-lhe em seu
coração" (Gênesis 6:6) por ter criado a humanidade, pode ser
confusa se interpretada de forma literal, à luz de outras passagens que afirmam
que Deus "não mente nem se arrepende" (Nm.23:19).
Para compreendê-la adequadamente, é importante entender a diferença entre o
arrependimento humano e o arrependimento divino.
No
sentido humano, arrependimento implica uma mudança de pensamento ou de planos
devido a um erro ou falha. No entanto, quando a
Bíblia fala que Deus "se arrependeu", não devemos interpretar isso
como se Ele tivesse cometido um erro ou que estivesse incerto sobre suas ações,
mas sim como uma maneira antropomórfica (usando termos humanos para
descrever ações divinas) de expressar o profundo pesar de Deus diante do pecado
e da corrupção da humanidade.
Em
Gênesis 6, o "arrependimento" de Deus reflete Seu desagrado e
tristeza pela degradação moral da humanidade. Isso mostra que o mal e a
injustiça afetam profundamente o coração de Deus. Ele, que criou tudo para ser
bom e perfeito, viu a humanidade se desviar completamente de seu propósito
original. Esse arrependimento é uma expressão emocional de Deus diante da
rebelião humana, mas não implica que Ele tenha errado ou que Seus planos
estivessem falhos.
Além
disso, o "arrependimento" divino está ligado ao cumprimento de Seus
propósitos justos e santos. No caso de Gênesis 6, a decisão de trazer o dilúvio
foi uma resposta justa à corrupção total da humanidade, que contrastava com o
propósito de Deus para a criação. Deus não mudou em Seu caráter ou em Sua
essência, mas a forma como Ele trataria aquela geração específica se alterou
devido à resposta do homem ao pecado.
Podemos
entender que, enquanto Deus é imutável em Sua natureza e em Seu propósito
redentor, Ele também interage com Sua criação de forma dinâmica e relacional,
respondendo ao comportamento humano. O pesar que Ele demonstrou em Gênesis 6 é
um reflexo de Sua santidade e justiça, que não tolera o pecado, mas também de
Seu amor, que sente a dor da separação causada pela maldade humana.
Portanto,
quando a Bíblia fala sobre o arrependimento de Deus, devemos entender que é uma
linguagem figurativa usada para comunicar a profunda tristeza de Deus em
relação ao pecado e Sua disposição em agir de acordo com a Sua justiça. Isso
não contradiz Sua infalibilidade ou imutabilidade, mas revela Sua
relacionalidade e o compromisso de levar adiante Seus propósitos eternos de
justiça e redenção.
3.
Uma aparente contradição
Enfatizando
mais o que foi falado acima, em Números 23:19 lemos que Deus “não se
arrepende”. Em Gênesis 6:6 lemos que Deus “se arrependeu” (Gn.6:6). A aparente
contradição entre estes textos é uma questão que pode ser resolvida com uma
compreensão mais profunda do uso de linguagem figurativa nas Escrituras e da
natureza de Deus. Esse fenômeno, como citado pelo pr. Elinaldo Renovato, é
conhecido na teologia como "antropopatismo", que consiste em atribuir
emoções ou características humanas a Deus para comunicar uma ideia ou verdade
de forma acessível ao entendimento humano.
Em
Números 23:19, o texto enfatiza a imutabilidade de Deus em relação ao
cumprimento de Suas promessas e à Sua natureza. Balaão, o profeta, declara que
Deus, ao contrário dos homens, “não mente nem se arrepende”, no sentido de que
Ele não muda de opinião ou falha em Seus propósitos. Este versículo reflete a
confiança que podemos ter na fidelidade de Deus para realizar tudo o que Ele
diz, pois Sua palavra é infalível e imutável.
Já
em Gênesis 6:6, lemos que Deus "se arrependeu" de ter criado o ser
humano devido à corrupção extrema e à maldade da humanidade. Nesse contexto, o
arrependimento não significa que Deus tenha cometido um erro ou que esteja
revisando Seus planos como os seres humanos fazem. O arrependimento de Deus em
Gênesis, como foi afirmado no item 2 acima, deve ser entendido como uma
expressão de pesar e tristeza divina diante da depravação da criação. O texto
revela o profundo impacto emocional que a corrupção humana teve sobre Deus, que
ao observar a maldade generalizada, decidiu trazer o dilúvio como um ato de
juízo.
O
uso do termo "arrependimento" neste caso é antropopático, ou seja,
utiliza uma linguagem emocional humana para descrever o desagrado de Deus em
termos que os leitores podem compreender. Este tipo de expressão não deve ser
interpretado literalmente, como se Deus estivesse sujeito às mesmas limitações
humanas. Em vez disso, revela que Deus, embora seja perfeito e imutável,
responde de forma justa e relacional às ações humanas, demonstrando tanto Sua
justiça quanto Seu amor.
A "contradição" entre os textos, portanto, é apenas
aparente. Quando a Bíblia afirma que Deus "não se arrepende", está
falando sobre Sua fidelidade, imutabilidade e infalibilidade em relação às Suas
promessas e ao Seu caráter. Quando
a Escritura fala que Deus "se arrependeu", está descrevendo, de forma
figurativa, Sua resposta emocional e justa diante do pecado humano. O
arrependimento de Deus, nesse sentido, não é uma mudança de Sua natureza, mas
uma expressão de Sua santidade e reação diante da condição moral da humanidade.
Em
resumo, não há contradição entre os textos, mas sim uma distinção na forma como
Deus age em relação às Suas promessas e à resposta ao pecado. Deus é imutável
em Sua essência e caráter, mas interage de maneira relacional e dinâmica com o
mundo, reagindo de acordo com Sua justiça e amor.
III.
AS INFALÍVEIS PROMESSAS DE DEUS
1.
Um plano glorioso
A
questão das infalíveis promessas de Deus é profundamente enriquecida quando
consideramos o plano de redenção divino que transcende o tempo e a história. O
conceito de um "plano glorioso" revela a profundidade e a magnitude
da sabedoria e da soberania de Deus em relação à salvação da humanidade.
A
queda do ser humano, conforme narrado em Gênesis, não foi um evento imprevisto
para Deus. Pelo contrário, o plano de salvação já estava preestabelecido antes
da fundação do mundo. Isso é evidenciado em Apocalipse 13:8, onde se faz
referência ao "Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo".
Esta expressão sublinha que a redenção através de Cristo não é uma reação a uma
contingência imprevista, mas sim uma parte essencial e predestinada do plano
divino desde o princípio.
Deus,
em Sua onisciência e soberania, tinha um plano glorioso para a redenção da
humanidade desde antes da criação. Efésios 1:11,12 nos revela que esse plano
foi formulado segundo o "conselho da sua
vontade". A palavra "conselho" sugere que o plano de Deus
é resultado de uma decisão deliberada e sábia, tomada dentro da perfeita
harmonia da Trindade. Esse plano é caracterizado por Sua intenção de glorificar
a Si mesmo e de beneficiar os crentes por meio da salvação oferecida por
Cristo.
João
1:1-4 apresenta Jesus como o Verbo eterno, que estava com Deus e era Deus, e
que, por meio d’Ele, tudo foi criado. Isso confirma que Jesus não é apenas o
meio da redenção, mas o próprio plano de Deus encarnado. Ele é a manifestação
do plano divino e a realização de Sua promessa de salvação.
A
promessa de redenção é revelada primeiramente em Gênesis 3:15, onde Deus
anuncia a futura vitória sobre o mal através da descendência da mulher, uma
referência profética a Cristo. Essa promessa é reafirmada em João 3:16, onde é
descrito o amor de Deus pela humanidade, proporcionando a salvação através do
sacrifício de Seu Filho. A vida eterna oferecida a todos que creem em Jesus é o
cumprimento final do plano de Deus.
A
infalibilidade das promessas de Deus é, portanto, sustentada pela certeza de
que Seu plano de redenção, formulado desde a fundação do mundo, é irrevogável e
absoluto. Não há falhas ou surpresas no plano divino; tudo está perfeitamente
orquestrado para cumprir Seus propósitos eternos. Isso proporciona aos crentes
uma profunda segurança e esperança, pois sabem que estão alinhados com a
vontade soberana de Deus, que é perfeita e imutável.
Portanto,
o plano glorioso de Deus, que se desdobra através da história e culmina na obra
redentora de Cristo, é a base das Suas promessas infalíveis. Cada promessa é um
reflexo da Sua fidelidade, soberania e amor imutável, que garante que o que Ele
disse, Ele cumprirá.
2.
A eternidade
Juntamente com o seu plano de salvação, Deus promete a vida
eterna (1João 2:24,25). Esta
gloriosa promessa é uma confirmação de que fomos criados para uma existência
que transcende a temporariedade da vida terrena e não para a queda e a
finitude.
Desde
a criação, o plano de Deus para a humanidade envolvia uma existência eterna em
Sua presença. Em Gênesis 1:26,27, vemos que Deus criou o ser humano à Sua
imagem e semelhança, com a intenção de desfrutar de um relacionamento eterno
com Ele. O pecado trouxe a morte e a separação de Deus, mas essa não era a
intenção original de Deus. Em vez disso, a eternidade com Deus foi o propósito
de criação.
A
promessa de vida eterna é reafirmada nas Escrituras como uma garantia para
todos os que creem em Jesus Cristo. Em 1João 2:24,25, o apóstolo João escreve
sobre a importância de permanecer na doutrina de Cristo, pois é assim que se
obtém a vida eterna prometida por Deus. Esta vida eterna não é apenas uma
extensão da vida terrena, mas uma nova qualidade de vida, uma existência plena
na presença de Deus, livre das limitações e do sofrimento que caracterizam a
vida atual.
Jesus
Cristo é o garantidor da vida eterna. Em João 11:25,26, Jesus declara ser a
ressurreição e a vida, afirmando que aquele que crê n'Ele, mesmo que morra,
viverá. Cristo, por meio de Sua morte e ressurreição, abriu o caminho para a
eternidade. Sua ressurreição é a prova de que a vida eterna é uma realidade que
podemos esperar. Além disso, em 1Coríntios 15:54, Paulo fala sobre a
transformação do nosso corpo corruptível em incorruptível, indicando que a
eternidade envolve uma transformação física e espiritual, onde os crentes serão
revestidos de um corpo glorificado, adequado para a vida eterna.
A
promessa da vida eterna oferece uma esperança robusta para os crentes. Ela
assegura que, apesar das adversidades e da finitude da vida presente, há uma
garantia de um futuro eterno com Deus. A vinda de Cristo e a transformação
final dos corpos dos crentes são eventos esperados que culminarão na consumação
das promessas de Deus. A eternidade, então, é a plenitude do plano divino, uma
realidade que nos chama a viver com expectativa e fé, sabendo que a nossa
verdadeira e eterna morada está com Deus.
Em
resumo, a eternidade prometida por Deus é a culminação do Seu plano de
salvação. Ela reflete o desejo divino de que vivamos eternamente em Sua
presença, transformados e plenamente realizados. Cristo é o centro dessa
promessa, garantindo que, através d'Ele, alcançaremos a vida eterna e a
plenitude que Deus preparou para nós desde a fundação do mundo.
3.
Esperança forjada na promessa infalível de Deus
A
esperança humana, muitas vezes alimentada por avanços científicos e
tecnológicos, busca prolongar a vida e evitar as realidades inevitáveis do
envelhecimento e da morte. No entanto, a promessa infalível de Deus oferece uma
perspectiva de esperança que transcende as limitações naturais da vida humana.
A
busca por maior expectativa de vida tem levado a avanços significativos na
Medicina e na ciência, oferecendo melhorias na qualidade de vida e na
longevidade. Contudo, essas conquistas, embora valiosas, não podem alterar a
inevitabilidade do envelhecimento e da morte. A
finitude da vida é uma realidade que todos enfrentam, independentemente dos
avanços tecnológicos. A morte é uma consequência do pecado original, e a
própria Bíblia reconhece que “o salário do pecado é a morte” (Romanos
6:23).
Para
os que creem em Cristo, a esperança vai além das limitações naturais. A
promessa infalível de Deus, conforme revelada nas Escrituras, é uma fonte de
esperança que supera a morte e o envelhecimento. Em
Romanos 6:23, o apóstolo Paulo nos lembra que “o dom gratuito de Deus é a vida
eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Esta promessa não é afetada pelas
incertezas e limitações da vida terrena. Em vez disso, é uma garantia de uma
vida plena e eterna com Deus, que nos dá um propósito e uma perspectiva eterna.
A
salvação oferecida por Cristo não é apenas um escape da morte, mas uma nova
forma de viver com uma alegria duradoura. Em 1Coríntios 13:12, Paulo fala sobre
o dia em que conheceremos a Deus “como Ele nos conhece”. Esta promessa de uma
relação perfeita e íntima com Deus é uma fonte de alegria incomparável. A
esperança cristã é forjada na certeza de que, apesar das dificuldades e da
inevitabilidade da morte, temos uma herança eterna que não pode ser corrompida
ou desfeita.
CONCLUSÃO
Ao
longo deste Estudo refletimos sobre a imutabilidade e a infalibilidade das
promessas de Deus. Desde o Antigo Testamento até o Novo, a Bíblia nos revela
que Deus não falha em suas promessas. Seu plano glorioso de salvação, a
garantia da vida eterna e a esperança inabalável que Ele nos oferece demonstram
que Sua Palavra é firme e segura. Ele não mente, nem se arrepende, e tudo o que
prometeu será cumprido fielmente.


.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário