EZEQUIEL O ATALAIA
O profeta Ezequiel é claramente designado por Deus com a função de Atalaia (ou sentinela/vigia) sobre a casa de Israel. Essa metáfora é central em seu ministério, conforme descrito nos capítulos 3 e 33 do livro de Ezequiel.
A
imagem do atalaia sobre os muros da cidade era de vital importância no mundo
antigo, e essa figura é usada para ilustrar a solene responsabilidade do
profeta.
O
Significado do Atalaia
- Vigília e Alerta: O atalaia ficava posicionado no ponto
mais alto da cidade (nos muros ou em uma torre) para ter uma visão ampla e
identificar perigos iminentes, como a aproximação de um exército inimigo. Sua principal função era tocar a
trombeta para alertar o povo, dando-lhes tempo para se preparar e buscar
refúgio.
- Responsabilidade
Pessoal: A segurança
de toda a comunidade dependia da vigilância e fidelidade do atalaia. Se
ele visse o perigo e não desse o aviso, e o povo fosse destruído, o
atalaia seria considerado responsável pela morte deles. Por outro lado, se
ele desse o aviso e o povo o ignorasse, o atalaia teria cumprido seu dever
e o sangue seria cobrado da própria negligência do povo.
Ezequiel como Atalaia de Israel
Deus transporta essa figura militar para o domínio espiritual e
moral:
- Comissão
Divina (Ezequiel 3:17
e 33:7):
“Filho do homem, eu o constituí por atalaia sobre a casa de
Israel; você, pois, ouvirá a palavra da minha boca e os avisará da minha
parte.” (Ezequiel 33:7, NAA)
- A Palavra de Deus como Trombeta: A "trombeta" de Ezequiel não
era de metal, mas a própria Palavra de Deus. Ele foi incumbido de
transmitir a mensagem divina de juízo e de arrependimento ao povo de
Israel.
- O Perigo Espiritual: O "inimigo" que se aproximava era o juízo de Deus
devido aos pecados e à iniquidade do povo. A advertência de Ezequiel era
um chamado ao arrependimento para que pudessem viver.
- A Condição para Viver: Se
o profeta avisasse o ímpio para que se convertesse do seu mau caminho e
este se arrependesse, o ímpio viveria. Se o ímpio não se convertesse,
morreria na sua maldade, mas Ezequiel teria salvado sua vida (Ezequiel
3:19; 33:9).
- A Responsabilidade do Silêncio: A passagem enfatiza severamente a
responsabilidade do profeta. Se Deus dissesse que o ímpio morreria e
Ezequiel não o avisasse, Deus consideraria o profeta responsável pela
morte do ímpio, pois o profeta não lhe deu a chance de se arrepender
(Ezequiel 33:8).
Legado
e Aplicação
O
papel de Ezequiel como atalaia é um poderoso lembrete sobre a natureza da vocação
profética:
- É um ofício de grande honra (falar em nome de Deus) e grave responsabilidade (prestar
contas pela mensagem).
- Requer fidelidade total à mensagem recebida de Deus, independentemente de ser popular ou
aceita pelo povo.
- Essa metáfora transcende o profeta individual e é
frequentemente aplicada à Igreja e
a todos os líderes espirituais que têm a responsabilidade de vigiar,
discernir os tempos e advertir o povo sobre o perigo do pecado e a
necessidade de se voltar para Deus.
1. ATALAIA
Deus
deu a Ezequiel uma incumbência sobremodo importante: atalaia (Ez.3:12-21).
Atalaia é um termo de origem árabe e significa torre de observação.
Designa qualquer lugar mais elevado ou ponto alto de onde se vigia. O termo também designa a pessoa que está encarregada de
vigiar determinada área. Neste caso, é sinônimo de sentinela ou vigia.
Estar de atalaia é uma expressão que indica o ato de estar de guarda, à
espreita, vigilante e com sentido a algo que possa estar para acontecer ou
alguém que possa estar se aproximando. A função do atalaia é descrita
em 2Samuel 18:24-27 e 2Reis 9:17-20, e melhor
ilustrada pela parábola de um militar posto como sentinela (Ez.33:2-6).
A
descrição que Deus fez de Ezequiel, como um atalaia sobre os muros da cidade,
mostra a natureza de seu ministério profético. O trabalho do atalaia era
perigoso; se falhasse em seu posto, tanto ele como a cidade inteira poderiam
ser destruídos. Sua segurança dependia da qualidade de seu trabalho. A responsabilidade de cada pessoa perante Deus é a parte
importantíssima da menagem de Ezequiel. Ele ensinou aos exilados que Deus
esperava obediência e adoração de cada um deles.
Como
naquela época, hoje é fácil nos esquecermos que Deus tem um interesse pessoal
em cada um de nós. Quando olhamos para os acontecimentos mundiais podemos
sentir-nos insignificantes ou pensar que existe um grande descontrole. Mas
saber que Deus tem o controle total, que Ele se importa e que está disposto a
ser conhecido por nós, pode dar um novo senso de propósito à nossa vida. Como medimos o nosso valor? Nós nos avaliamos por conta
de nossas realizações e de nosso potencial ou pelo fato de o Deus que nos
projetou e criou declarar que nós somos valiosos, que somos seus atalaias
defensores e guardadores dos Seus valores morais absolutos? Pense nisso!
2.
“O fim dos sete dias”
(Ez.3:16)
Antes
da destruição de Jerusalém, Ezequiel descreveu a sua visão da glória de
Deus e seu chamado (Ez.1:26-28). Nessa visão,
Ezequiel viu Deus retirando do Templo de Jerusalém a sua glória.
O
capítulo 1 traz a visão da glória de Deus entre os cativos. Primeiro, Ezequiel
vê um vento tempestuoso vindo do Norte. Em seguida, surgem quatro seres vindo
do Norte. Em seguida, surgem quatro seres viventes, cada um com quatro rostos
(homem, leão, boi e águia), quatro asas, pernas retas e mãos sob as asas. As
criaturas simbolizam os atributos divinos visíveis na criação: majestade,
poder, rapidez e sabedoria. Muitas nações se esquecem do Deus entronizado muito
além do firmamento. Adoram os atributos criativos em vez de prestar culto ao
Criador. Segundo alguns estudiosos, os quatro
rostos mencionados na visão são associados tradicionalmente aos quatro retratos
de Cristo nos quatro evangelhos: Mateus – leão (Cristo como Rei); Marcos - boi
(Cristo como Servo); Lucas – homem (Cristo como Homem perfeito); João – águia
(Cristo como Filho de Deus).
O
texto diz que “muito acima do firmamento [...]
havia algo semelhante a um trono” no qual o Senhor estava assentado. “Ao lado” de cada ser vivente, “havia uma roda”,
ou melhor, “uma roda” dentro de “uma roda” (talvez uma roda em ângulo reto e
outra como o giroscópio). A visão parece representar, portanto, uma
carruagem-trono com rodas na terra, uma plataforma apoiada sobre os quatro
seres viventes e, sobre a plataforma, o trono de Deus. Esta visão retrata Deus
em sua glória vindo do Norte para julgar Jerusalém, fazendo dos babilônios seus
agentes de juízo (cf. Ez.43:3). Ao ver esta visão, Ezequiel ficou sem forças
durante sete dias. Mas, “ao fim de sete dias, veio
a palavra do SENHOR” a Ezequiel (Ez.3:16). O fim dos sete dias deve ter
sido o tempo que ele esperou para recuperar suas forças depois do impacto da
visão da glória de Deus (Ez.1:28; 3:14).
O
chamado de Ezequiel para deixar o conforto de seu lar e pregar ao seu povo
exilado foi uma interrupção inoportuna. Ezequiel percebeu que a mão e Deus
estava sobre ele, e sentiu uma compulsão divina irresistível, mas seu espírito
se amargurou com a tarefa inglória à sua frente. Felizmente para ele próprio e
para o povo, Ezequiel não começou a pregar de imediato, mas se assentou por uma
semana inteira no meio do povo aflito. Essa experiência lhe permitiu
compreender com mais clareza as provações intensas e as necessidades prementes
dos exilados. O pregador capaz de ver a vida com os olhos de seu povo pode
ajudar as pessoas a quem ministra e prover a liderança de que tanto precisam.
3.
A expressão “filho do homem”
(Ez.3:17a)
Deus não se dirige ao profeta pelo seu nome, mas como “filho do
homem”. Esta expressão
importante ocorre 93 vezes no livro de Ezequiel. Com estas palavras Deus coloca
o profeta em seu devido lugar diante da majestade que contemplou na visão. Segundo estudiosos mais experientes, a expressão “filho
do homem” é um hebraísmo que enfatiza a insignificância de Ezequiel ou sua mera
humanidade. “Filho de” quer dizer “participante da natureza de“, que, combinado
com “Adam”, “homem”, indica um simples “ser humano”. No plural, é uma
expressão comum para “humanidade”. Isso faz lembrar a natureza humana
fragilizada e pecadora ao passo que Deus é o Senhor da glória. Somente o Senhor
Jesus usava esse título se referindo a si mesmo nos quatro Evangelhos a partir
de Mateus 8:20. O termo é usado no Novo Testamento cerca de 88 vezes, sendo 33
apenas em Mateus.
Mas,
em referência a Jesus, o que significa a referida expressão? A Bíblia não diz
que Jesus era o Filho de Deus? Então como Jesus também poderia ser Filho do
Homem? O primeiro significado para o termo "Filho do Homem" é usado
em referência à profecia de Daniel 7:13-14 - "Eu estava olhando nas minhas
visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do
Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado
domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as
línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu
reino jamais será destruído". O termo "Filho do Homem" era um
título Messiânico. Jesus é o único a quem foi dado domínio, glória e o reino. Quando
Jesus usou esse termo em referência a Si mesmo, Ele estava atribuindo a
profecia do “Filho do Homem” a Si mesmo. Ele estava proclamando ser o Messias.
Os judeus daquela época com certeza estariam bem familiarizados com o termo e a
quem se referia.
O
segundo significado para o termo "Filho do Homem" é que Jesus
realmente era um ser humano. Deus chamou o profeta Ezequiel de "filho do
homem" 93 vezes. Deus estava simplesmente chamando Ezequiel de um ser
humano. Um filho do homem é um homem. Jesus era 100% Deus (João 1:1; 1João
5:20), mas Ele também era um ser humano (João 1:14). 1João 4:2 nos diz:
"Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que
Jesus Cristo veio em carne é de Deus". Sim, Jesus era o Filho de Deus –
Ele era Deus em Sua essência. Sim, Jesus também era o Filho do Homem – Ele era
um ser humano em Sua essência. Em resumo, a frase "Filho do Homem"
indica que Jesus é o Messias e que Ele é um ser humano.
4.
O “atalaia sobre a casa de Israel”
(Ez.3:17b)
“Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e
tu da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte”. Como ocorreu com o Filho do Homem, o
grande antítipo de Ezequiel, o profeta foi comissionado a ir à “casa de Israel”
(Ez.3:4). De maneira geral, ele precisava profetizar a todo o povo de Israel,
mais especificamente “aos do cativeiro” (Ez.3:11).
Ezequiel foi nomeado “atalaia”, responsável por proclamar a
Palavra de Deus e advertir o povo solenemente. Deus sabia, de antemão, que os
filhos de Israel, no exílio, continuariam na sua rebelião (Ez.3:7). Ezequiel enfrentaria um povo
obstinado, mas Deus o tornaria ainda mais obstinado em relação à menagem divina
que ele iria transmitir do que o povo era contra ela. Eles eram duros como a
pederneira, mas Ezequiel seria “como diamante [...]
mais forte do que a pederneira” (Ez.3:9; cf. Jr.17:1). Ele não devia
temê-los por causa dos seus olhares de pederneira, não importava a sua
rebeldia. Maior era Aquele que estava com Ezequiel do que aqueles que seriam
contra ele.
Assim,
Ezequiel foi constituído, por Deus, “atalaia” para profetizar aos “filhos de
Israel” (Ez.2:3-7). Apesar da grande responsabilidade de Ezequiel, o Senhor o
calou e o fez esperar pelas oportunidades que ele próprio havia preparado.
Também precisamos ser sensíveis à orientação divina ao testemunhar a mensagem
de Deus. Por vezes, devemos nos manter calados; porém, a maioria de nós se cala
quando deveria falar de Cristo.
SOBRE
A RESPONSABILIDADE
A
responsabilidade do profeta como atalaia sobre Israel se assemelha a do
cristão, na qualidade de mensageiro das Boas-Novas de Cristo; sua mensagem
alcança todas as pessoas indistintamente.
1.
A responsabilidade do cristão
(Ez.3:18)
A
responsabilidade de Ezequiel era muito grande. Quando o Senhor revelou a ele o
importante ofício que tinha de cumprir, não podia hesitar e nem temer. Ele
devia ser uma sentinela, um atalaia sobre os interesses de muitos,
advertindo-os (Ez.3:17). Habacuque também foi um atalaia (Hb.2:1), bem como
Isaias (Is.56:10) e Jeremias (Jr.6:17), mas eles foram principalmente vigias
sobre o destino de Israel, como um todo. Ezequiel, de forma semelhante, foi um
vigia sobre a nação, mas a incumbência dada a ele era particularmente advertir
indivíduos, do povo de Israel do exílio. Se Ezequiel não cumprisse esta missão,
e o indivíduo morresse, sendo ele ímpio, esse homem sofreia as consequências da
sua maldade, e Ezequiel seria culpado do seu sangue (Ez.3:18) – “Quando eu
disser ao ímpio: Certamente morrerás; não o avisando tu, não falando para
avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vida, aquele
ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei”. Mas,
se Ezequiel advertisse o indivíduo, o profeta não seria responsável, mesmo se
esse indivíduo continuasse obstinadamente no seu pecado (Ez.3:19).
Semelhantemente
é a responsabilidade do crente em Cristo; ele deve anunciar o Evangelho para
todos os ímpios e fazer discípulos para Cristo; é a Grande Comissão de Cristo
(Mt.28:19,20). Se o atalaia não avisar o ímpio sobre o seu mau caminho e o
perigo em que ele se encontra, certamente, o ímpio vai perecer sem Deus (João
3:16), e o mensageiro será cobrado diante de Deus (Ez.3:18; 33:8). O
apóstolo Paulo era tão cônscio dessa responsabilidade que temeu não a cumprir.
Por isso, escreveu: “ai de mim se não anunciar o evangelho” (1Co.9:16). E o
crente não precisa ser um profeta nem mesmo um evangelista, só precisa se
levantar e entregar um folheto ao pobre pecador, e o principal trabalho o
Espírito Santo fará, que é convencer o pecador do seu estado pecaminoso, da
justiça e do juízo (João 16:8). Também o crente em Cristo deve ter a grande
responsabilidade de permanecer fiel, orando e vigiando para, quando for tentado
ou provado, não se desviar da verdade, dos caminhos do Senhor. Ezequiel deixa
claro que se um crente se desviar e morrer em seu pecado, as “suas justiças que
praticara não virão em memória” (Ez.3:20).
2.
A responsabilidade do ímpio
(Ez.3:19,27)
O
crente tem a responsabilidade de pregar o evangelho, mas se o pecador rejeitar
Cristo como único Senhor e suficiente Salvador, tal rejeição testificará contra
ele no Dia do Juízo final (Ap.20:15). Está escrito: “Quem crer e for batizado
será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mc.16:16). Uma pessoa pode
ser salva sem o batismo, como foi o ladrão que se arrependeu na cruz, mas
jamais alguém pode ser salvo sem crer em Jesus. É a descrença e não a ausência
do batismo a razão da condenação. É a rejeição de Cristo que traz a condenação
eterna. Jesus foi claro, quando disse: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida
eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas
sobre ele permanece a ira de Deus (João 3:36). Por isso, Deus queria tanto que
Ezequiel fosse insistente em sua mensagem de advertência ao povo desviado de
Judá, que estava no exílio.
3.
A extensão da nossa responsabilidade
(Ez.3:20)
Como
relatamos nos itens anteriores, os crentes em Cristo têm responsabilidades
importantes para desempenhar, principalmente no que tange à Grande Comissão de
Cristo – pregar e fazer discípulos -, mas esta
responsabilidade se estende para outras plataformas como, por exemplo, procurar
trazer de volta a “ovelha” perdida. Muitos dos que creem em Cristo, em sua
jornada cristã enfrentam tempestades, desertos impiedosos, tentações,
provações, e por causa disso se desviam do caminho e desgarram do “rebanho”. Quando
isto ocorre, o crente, que é detentor de uma maturidade firme, tem a
responsabilidade de alertar ao desviado sobre a importância de retornar
novamente ao caminho, antes que a sua cerviz se cauterize, o que poderá
acarretar numa irreversível apostasia (Hb.6:6). A nossa responsabilidade,
portanto, não é somente com o pecador incrédulo, mas também com as ovelhas que
se desgarraram do rebanho (Lc.15:4-6), e também com aqueles que estão na
Igreja, mas estão fracos na fé. Deus se alegra quando o crente desviado volta à
Casa do Pai (Lc.15:11-32). Jesus mesmo afirmou que “haverá maior júbilo no céu
por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não
necessitam de arrependimento” (Lc.15:7). Portanto, é dever de todos nós cuidar
um dos outros na igreja local (1Co.12:25).
CONCLUSÃO
Vimos
nesta Aula a grande responsabilidade que Deus incumbiu ao profeta Ezequiel: ser
um atalaia para o povo do exilio babilônico. Deus se preocupou com isso porque
Ele queria que o povo fosse instruído e conscientizado do pecado cometido, e
porque Deus queria reparar o povo do seu caminho mau. Deus amava o seu povo
rebelde, mostrando seu desejo de salvá-lo. Ezequiel foi escolhido como atalaia
ou vigia para alertar o povo sobre os perigos do pecado. Sem a presença do
profeta, o povo ficaria desprotegido e propenso a não mais existir como nação
de Deus. O Senhor mandou o profeta pregar a Palavra, quer eles ouvissem ou
deixassem de ouvir (Ez.2:5,7). Certamente, Deus fez isso porque tinha feito uma
promessa a Abraão que faria dele uma grande nação, e nessa nação nasceria o
Redentor da humanidade. Ezequiel estava ali como atalaia para proteger o povo
de Deus de total desvio e do paganismo fatal.
Em
toda a história do mundo, as pessoas tiveram que se proteger de tribos e nações
vizinhas. Como parte de seu plano de proteção, eles construíam torres nas
muralhas das cidades e colocavam atalaias nas torres para vigiar inimigos que
se aproximassem. Se o povo ignorasse os atalaias, colocavam-se em grande risco.
Ao mesmo tempo, se os atalaias não cumprissem seu dever, toda a cidade poderia
ser destruída. Assim fez Deus com o seu povo, no que tange o aspecto espiritual
e moral. Ezequiel 33 compara os líderes de Israel a atalaias. Da mesma forma os
líderes de todos os níveis de governo da Igreja se preocupam tanto em ensinar
às pessoas e instá-las ao arrependimento. E é
assim que a Igreja deve fazer guiada pelo Espírito Santo. Amém?
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