terça-feira, 26 de agosto de 2025

A VERDADEIRA ADORAÇÃO

 

A VERDADEIRA ADORAÇÃO

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).

 

Texto Bíblico: Joao 4:5-7,9,10,19-24

5.Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José.

6.E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta.

7.Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.

9.Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?

10.Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.

19.Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.

20.Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.

21.Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.

22.Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.

23.Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

24.Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.

 

A passagem bíblica de Jesus e a mulher de Samaria, narrada em João 4:1-42, é um dos encontros mais ricos e significativos do Novo Testamento. Ela vai muito além de uma simples conversa, sendo um exemplo poderoso de como Jesus quebra barreiras sociais, religiosas e de gênero para oferecer salvação e vida eterna.

O Contexto da Época

Para entender a profundidade desse encontro, é essencial conhecer o contexto. Havia uma profunda inimizade entre judeus e samaritanos. Os samaritanos eram vistos pelos judeus como impuros, uma mistura de povos que não seguiam a religião judaica de forma "correta". Além disso, a mulher em questão era de Samaria e tinha uma reputação questionável, tendo se casado e se divorciado várias vezes e vivendo com um homem que não era seu marido.

Jesus, no entanto, ignorou todas essas convenções. Ele estava viajando da Judeia para a Galileia e, em vez de fazer o desvio comum para evitar a Samaria, ele intencionalmente passou por lá. Cansado da viagem, ele se sentou perto de um poço em Sicar, conhecido como o poço de Jacó, e aguardou.

O Diálogo no Poço

A mulher de Samaria veio ao poço para buscar água na hora mais quente do dia, um horário incomum, talvez para evitar o contato com outras pessoas. Jesus, quebra o protocolo ao iniciar a conversa, pedindo a ela "dá-me de beber". A mulher, surpresa, questiona como um judeu poderia pedir algo a uma samaritana.

É a partir desse momento que a conversa se aprofunda, indo do físico para o espiritual.

  • A "Água Viva": Jesus oferece a ela algo muito mais valioso do que a água do poço. Ele fala sobre a "água viva", uma metáfora para a salvação e o Espírito Santo. Ele diz que quem bebe dessa água nunca mais terá sede. A mulher, a princípio, interpreta a fala de forma literal, mas Jesus a conduz a uma compreensão maior.
  • O Conhecimento de Jesus: Para provar que Ele é mais do que um simples viajante, Jesus demonstra ter um conhecimento sobrenatural sobre a vida dela. Ele revela que ela teve cinco maridos e que o homem com quem vivia não era seu marido. Em vez de julgá-la, ele a expõe para que ela reconheça sua necessidade de salvação.
  • A Adoração em Espírito e em Verdade: A mulher tenta desviar o assunto, questionando sobre o lugar correto de adoração. Jesus, então, faz uma das revelações mais importantes: a adoração a Deus não está ligada a um lugar físico (como Jerusalém ou o monte Gerizim), mas sim a uma atitude interior. Deus busca adoradores que o adorem "em espírito e em verdade". Essa frase resume a universalidade da fé em Cristo, que transcende barreiras geográficas, culturais ou religiosas.

O Reconhecimento e a Missão

Após essa profunda revelação, a mulher reconhece Jesus como o Messias. Deixando o seu pote, ela corre para a cidade, algo que alguém em sua posição social normalmente não faria, e convida o povo a ir ver o homem que "disse tudo o que eu tenho feito". Sua atitude, de alguém marginalizada, se torna um instrumento de evangelização.

O encontro transforma não apenas a vida da mulher, mas de toda a cidade. Muitos samaritanos creram em Jesus por causa do testemunho dela. Jesus permaneceu ali por dois dias, ensinando-os, e muitos outros creram não apenas por causa do que a mulher disse, mas porque eles mesmos o ouviram e reconheceram que ele era verdadeiramente o Salvador do mundo.

As Lições da Passagem

A história de Jesus e a mulher de Samaria é rica em ensinamentos, como:

  1. A quebra de barreiras: Jesus ignora as convenções sociais e religiosas da época para alcançar uma pessoa marginalizada. Ele nos ensina a não julgar as pessoas e a levar a mensagem de salvação a todos, independentemente de sua origem, status social ou passado.
  2. O amor incondicional: Jesus não condena a mulher por seu passado, mas a acolhe com amor e a oferece uma nova vida.
  3. A universalidade da salvação: A salvação não se restringe a um grupo ou lugar, mas é para todos que creem em Jesus.
  4. A importância do testemunho pessoal: A mulher de Samaria, após seu encontro com Jesus, se torna a primeira missionária a Samaria, mostrando que o testemunho pessoal de uma vida transformada é uma ferramenta poderosa para espalhar o evangelho.

 

INTRODUÇÃO

Adoração nem no Monte Gerizim (Samaria) e nem no Monte Moriá (Jerusalém), mas no interior, individual, íntima. Em espírito (só salvo que nasceu de novo e tem o ESPÍRITO SANTO morando em si) e em verdade. (Em CRISTO - JESUS que disse EU SOU A VERDADE).

A ADORAÇÃO A DEUS

Ne 8.5,6 “E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. E Esdras louvou o SENHOR, o grande DEUS; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! levantando as mãos; e inclinaram-se e adoraram o SENHOR, com o rosto em terra.”



A adoração consiste nos atos e atitudes que reverenciam e honram à majestade do grande DEUS do céu e da terra. Sendo assim, a adoração concentra-se em DEUS, e não no ser humano. No culto cristão, nós nos acercamos de DEUS em gratidão por aquilo que Ele tem feito por nós em CRISTO e através do ESPÍRITO SANTO. A adoração requer o exercício da fé e o reconhecimento de que Ele é nosso DEUS e Senhor.


I. O ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES

1. A necessidade de passar em Samaria

Em João 4:4, o apostolo João declara que “era-lhe necessário passar por Samaria”, indicando não apenas uma necessidade geográfica, mas, sobretudo, um propósito divino. Embora o caminho mais curto entre a Judeia e a Galileia passasse por Samaria, os judeus geralmente evitavam essa rota devido à rivalidade histórica e ao preconceito contra os samaritanos. No entanto, Jesus não estava sujeito a essas barreiras culturais; seu compromisso era com a vontade do Pai, e sua missão incluía alcançar aqueles que estavam à margem da sociedade, como a mulher samaritana.

Ao chegar a Sicar, junto à "fonte de Jacó" (João 4:6,7), Jesus encontra essa mulher e inicia um diálogo que transformaria sua vida. Esse encontro revela o caráter universal do evangelho, que rompe barreiras étnicas, sociais e religiosas. Além disso, o diálogo abordou um tema crucial: o verdadeiro lugar de adoração. Os samaritanos adoravam no Monte Gerizim, enquanto os judeus defendiam o templo de Jerusalém. No entanto, Jesus ensinou que a verdadeira adoração não está presa a locais físicos, mas deve ser feita "em espírito e em verdade" (João 4:23,24).

Dessa forma, ao "passar por Samaria", Jesus não apenas resgatou uma alma, mas revelou verdades profundas sobre a adoração e a inclusão no Reino de Deus. Esse evento demonstra que Deus busca adoradores genuínos, independentemente de sua origem ou condição, e que o evangelho é uma mensagem de salvação acessível a todos.

2. A necessidade do ser humano

O encontro entre Jesus e a mulher samaritana revela uma das verdades mais profundas da condição humana: a sede espiritual que somente Deus pode saciar. Esse evento não foi um acaso, mas parte do plano divino para demonstrar que todos, independentemente de sua história ou condição, necessitam de um encontro pessoal com Cristo.

Jesus, cansado da viagem, senta-se junto à fonte de Jacó na hora sexta (meio-dia), o momento mais quente do dia. Esse detalhe é significativo, pois sugere que a mulher samaritana evitava encontrar-se com outras pessoas, provavelmente devido ao estigma social que carregava. No entanto, aquele que é a Fonte da vida estava ali para transformar sua realidade. Quando Jesus lhe pede: "Dá-me de beber” (João 4:7), Ele não apenas inicia um diálogo, mas também cria uma ponte para revelar sua verdadeira identidade e oferecer a ela uma água incomparável: “uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:14).

A resposta da mulher demonstra sua incompreensão inicial, pois ela pensava apenas em termos naturais. Mas Jesus estava falando de algo muito maior: a vida abundante que vem da comunhão com Deus. A metáfora da água viva simboliza o Espírito Santo, que transforma o coração humano e supre sua necessidade mais profunda.

Dessa conversa surge uma lição essencial: toda pessoa, independentemente de sua cultura, passado ou situação, tem um vazio que apenas Deus pode preencher. Assim como Jesus aproveitou essa ocasião para revelar a verdade do evangelho, também devemos estar atentos às oportunidades para compartilhar essa “água da vida”, que satisfaz a sede da alma e conduz à vida eterna.

3. O lugar de adoração a Deus

A conversa entre Jesus e a mulher samaritana avança para um tema fundamental: o verdadeiro local de adoração. A mulher, ao perceber que estava diante de alguém especial, traz à tona uma antiga controvérsia entre judeus e samaritanos sobre onde era o lugar correto para cultuar a Deus. Os samaritanos defendiam o Monte Gerizim como o local sagrado, enquanto os judeus afirmavam que apenas Jerusalém era o centro legítimo do culto.

A resposta de Jesus quebra paradigmas e introduz uma nova dimensão da adoração:

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” (João 4:23).

Com essa afirmação, Cristo ensina que o culto genuíno não depende de um espaço físico específico, mas sim da atitude interior do adorador. Deus não está restrito a templos ou montes; Ele busca corações sinceros que se aproximem d'Ele com devoção verdadeira.

Adorar "em espírito e em verdade” significa que a verdadeira adoração ocorre quando o nosso espírito está em sintonia com Deus, impulsionado pelo Espírito Santo, e quando essa adoração é fundamentada na verdade da Sua Palavra. Não se trata apenas de rituais exteriores, mas de um culto que nasce de um coração transformado e sincero.

Isto é crucial para compreendermos que a adoração transcende espaços religiosos e tradições. O verdadeiro culto acontece em qualquer lugar onde um coração quebrantado e sincero se volta para Deus. Mais do que um local sagrado, Deus deseja uma relação íntima com seus filhos, onde a adoração seja expressão de amor, fé e obediência genuína.

Sinopse I – O ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES

O encontro entre Jesus e a mulher samaritana, narrado em João 4, revela verdades profundas sobre a necessidade espiritual do ser humano e a essência da verdadeira adoração.

-Primeiramente, Jesus "tinha de passar por Samaria” (João 4:4), não por obrigação geográfica, mas por um propósito divino: transformar a vida daquela mulher e, por meio dela, impactar toda uma cidade. Esse encontro mostra que a graça de Deus alcança todas as pessoas, independentemente de barreiras culturais ou sociais.

Na conversa junto ao poço de Jacó, Jesus revela à mulher samaritana que Ele possui “água viva”, uma fonte que sacia completamente a sede espiritual (João 4:14). Isso ensina a primeira grande lição: toda pessoa tem uma necessidade profunda de Deus, ainda que não a reconheça de imediato. Somente Cristo pode preencher o vazio da alma humana.

 

II. O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

1. A adoração

O ensino de Jesus sobre a verdadeira adoração, no diálogo com a mulher samaritana, rompe paradigmas religiosos e redefine o significado do culto a Deus. Ao prometer a “água viva” (João 4:14), Cristo revela que a adoração genuína nasce de uma transformação interior operada pelo Espírito Santo. Esse ensinamento aponta para uma mudança radical na relação do ser humano com Deus: a adoração não está mais limitada a templos físicos, como Jerusalém ou o Monte Gerizim, mas acontece no coração dos verdadeiros adoradores.

Jesus declara que “Deus é Espírito” (João 4:24), enfatizando que Ele não pode ser confinado a um local específico. No Antigo Testamento, a presença divina estava especialmente associada ao Tabernáculo e, posteriormente, ao Templo de Jerusalém. Contudo, com a vinda de Cristo, inaugura-se uma nova realidade espiritual, onde cada crente se torna um verdadeiro templo do Espírito Santo (1Co.6:19). Assim, a adoração não depende de rituais exteriores, mas da comunhão íntima entre o adorador e Deus.

O conceito de adorar “em espírito e em verdade” implica que a adoração deve ser guiada pelo Espírito Santo e fundamentada na Palavra de Deus. Isso significa que não se trata apenas de emoções ou formalidades, mas de uma entrega sincera e consciente a Deus. Somente uma adoração movida pelo Espírito e alicerçada na verdade do Evangelho é aceitável diante do Senhor.

Portanto, o ensino de Jesus sobre a adoração nos leva a compreender que Deus não busca apenas práticas externas, mas corações rendidos a Ele. A verdadeira adoração não se limita a locais ou cerimônias, mas é um estilo de vida, um relacionamento vivo com Deus, baseado na fé, na obediência e na comunhão com o Espírito Santo.

2. Jesus é a verdadeira adoração

Ao perguntar a Jesus sobre o local correto da adoração (João 4:20,21), a mulher samaritana demonstrava uma preocupação comum entre judeus e samaritanos: qual seria o espaço legítimo para se render culto a Deus? No entanto, a resposta de Cristo revela que a adoração verdadeira não depende de um templo físico, mas está centrada n’Ele próprio. Jesus é o fundamento da adoração genuína, pois Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm.2:5).

Essa verdade se confirma plenamente na obra redentora de Cristo. O Calvário e o sepulcro vazio são símbolos poderosos desse evento central na história da salvação, mas o significado da cruz vai além de qualquer localização geográfica. A morte e ressurreição de Jesus inauguraram um novo e vivo caminho de acesso a Deus (Hb.10:19,20). Por meio de Sua obra, a verdadeira adoração tornou-se acessível a todos os povos, independentemente de sua origem ou cultura.

A Ceia do Senhor é um exemplo claro de como essa verdade transcende o espaço físico. Sempre que participamos da Santa Ceia, fazemos memória do sacrifício de Cristo, independentemente de onde estivermos (1Co.11:23-25). Isso reforça a ideia de que a adoração cristã não está presa a um lugar específico, mas está fundamentada na obra redentora de Jesus.

Portanto, Jesus não apenas ensina sobre a verdadeira adoração, mas Ele mesmo é o centro dela. Sua vida, morte e ressurreição são o motivo pelo qual os cristãos adoram. Assim, a verdadeira adoração é Cristocêntrica: não depende de rituais, tradições ou locais sagrados, mas de um relacionamento pessoal com o Salvador, que nos leva a glorificar a Deus em espírito e em verdade.

Sinopse II – O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO

Neste tópico, exploramos o ensino de Jesus sobre a verdadeira adoração, conforme revelado em Seu diálogo com a mulher samaritana. Primeiramente, aprendemos que a adoração genuína não está vinculada a um local específico, mas deve ser exercida "em espírito e em verdade" (João 4:24). Isso significa que a presença de Deus não se restringe a templos ou montes sagrados, mas se manifesta onde houver adoradores sinceros. A adoração verdadeira transcende rituais e formalismos e acontece no mais profundo do coração humano, sendo uma experiência espiritual transformadora.

Além disso, compreendemos que Jesus é a própria essência da adoração. Sua obra redentora no Calvário e Sua ressurreição são os fundamentos que tornam possível o acesso do ser humano a Deus. O sacrifício de Cristo eliminou barreiras geográficas e culturais, permitindo que todos, em qualquer lugar, possam render culto ao Pai. Essa verdade se reflete, por exemplo, na Ceia do Senhor, que mantém viva a memória da obra redentora de Cristo, independentemente do lugar onde é celebrada.

Portanto, Jesus nos ensina que a verdadeira adoração não se limita a um espaço físico ou a tradições humanas, mas é um ato espiritual centrado n’Ele, conduzindo-nos a uma comunhão autêntica com Deus.

III. A ADORAÇÃO BÍBLICA

1. O conceito bíblico de adoração

O conceito bíblico de adoração vai além de simples ritos religiosos ou práticas externas. Ele envolve uma atitude profunda de reverência e entrega total a Deus. No Antigo Testamento, a palavra hebraica “hishtaha wa” expressa essa ideia de prostrar-se diante do Senhor em temor reverente e admiração. Esse ato de submissão era um reconhecimento da soberania e majestade divinas.

No Novo Testamento, a adoração é descrita por dois termos gregos importantes: “latreia” e “proskuneô”. O primeiro (latreia) está relacionado ao serviço prestado a Deus, como uma vida devotada a Ele, indo além de simples expressões litúrgicas. Já “proskuneô”, utilizado no diálogo de Jesus com a mulher samaritana (João 4:20-26), enfatiza o gesto de se inclinar em adoração, demonstrando submissão e devoção ao Senhor.

Na língua portuguesa, o verbo "adorar" carrega a ideia de atribuir valor e honra a alguém. Quando aplicado a Deus, significa reconhecer Sua grandeza, render-se à Sua vontade e exaltá-lo por quem Ele é e pelo que faz. Essa compreensão amplia o conceito de adoração para além de cânticos ou cultos formais, revelando que a verdadeira adoração está ligada a uma vida de obediência e devoção sincera a Deus.

2. Adoração como ato de rendição a Deus

A adoração verdadeira não é apenas um ato externo, mas uma postura do coração que expressa total rendição e submissão ao Senhor. No Novo Testamento, o termo grego “proskuneô” carrega um significado profundo e simbólico, originalmente associado ao ato de "beijar", como um gesto de reverência e humildade. Esse termo remete à prática de prostrar-se diante de alguém em sinal de total entrega e reconhecimento de autoridade.

Um exemplo marcante dessa atitude é visto no relato da mulher pecadora em Lucas 7:37,38. Ela, movida por um profundo arrependimento e amor por Jesus, derramou lágrimas aos Seus pés, enxugando-os com os próprios cabelos e ungindo-os com perfume. Esse gesto não foi apenas uma demonstração de gratidão, mas um reconhecimento prático da superioridade e santidade de Cristo.

Dessa forma, adorar a Deus implica reconhecer nossa posição diante d’Ele, assumindo uma postura de humildade e reverência. Esse ato de rendição não se limita a um culto ou a expressões litúrgicas, mas deve ser refletido em uma vida de obediência, devoção e amor incondicional ao Senhor.

3. Adoração como ato de serviço a Deus

A verdadeira adoração não se limita a cânticos ou momentos devocionais, mas se manifesta em uma vida de serviço a Deus. No contexto bíblico, adorar e servir estão intimamente relacionados, pois o culto ao Senhor não é apenas um ato litúrgico, mas uma entrega prática e diária à Sua vontade. O apóstolo Paulo expressa essa verdade ao exortar os crentes a oferecerem suas vidas como um "sacrifício vivo, santo e agradável a Deus", o que constitui um culto racional (Rm.12:1).

Essa entrega total implica reconhecer que Deus tem soberania absoluta sobre todas as áreas da vida. Servir ao Senhor com fidelidade significa priorizá-lo em tudo, pois não podemos dividir nossa lealdade entre Deus e outras influências ou ambições (Mt.6:24). A adoração genuína exige exclusividade, comprometimento e disposição para obedecer à vontade de Deus.

Portanto, a adoração verdadeira se traduz em atitudes concretas, como amar o próximo, praticar a justiça, buscar a santidade e cumprir o propósito divino. Adorar a Deus é servi-lo de coração, em cada decisão, palavra e ação, vivendo de modo que nossa existência glorifique o Seu nome.

4. Uma experiência interior de adoração

A adoração verdadeira não se resume a atos externos ou rituais religiosos, mas nasce de uma experiência interior profunda com Deus. O Salmo 42 expressa a sede espiritual do ser humano pelo Criador, comparando-a à necessidade vital da água para a sobrevivência:

"A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?" (Sl.42:2).

Essa sede espiritual revela que o coração do homem só encontra plena satisfação na presença do Senhor.

A adoração autêntica não depende de circunstâncias externas, mas de um coração rendido a Deus. Jesus enfatizou essa verdade ao afirmar que o Pai busca adoradores que O adorem "em espírito e em verdade" (João 4:23,24), ou seja, com sinceridade, entrega e comunhão genuína. Essa adoração transcende locais físicos e formalidades religiosas, pois se manifesta no mais profundo do ser, onde a presença do Espírito Santo transforma e preenche a alma do crente.

Portanto, a experiência interior da adoração implica reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador, rendendo-lhe todo o nosso ser. A verdadeira adoração é um relacionamento vivo e pessoal com Deus, onde encontramos descanso, propósito e alegria na comunhão com Ele.

Sinopse III – A ADORAÇÃO BÍBLICA

A verdadeira adoração, conforme ensinada nas Escrituras, envolve não apenas atos exteriores, mas, principalmente, uma entrega interior a Deus.

-O conceito bíblico de adoração é expresso pelas palavras hishtaha wa” (hebraico), que denota temor reverente, e latreia” e “proskuneo” (grego), que indicam serviço e rendição ao Senhor. Dessa forma, adorar a Deus significa reconhecer Sua grandeza e exaltar Seu nome.

-A adoração também se manifesta como um ato de rendição total a Deus, refletindo humildade e submissão, como ilustrado no episódio da mulher pecadora (Lc.7:37,38). Além disso, ela está intimamente ligada ao serviço prestado ao Senhor, pois servir a Deus é um ato de adoração, conforme ensinado em Romanos 12:1 e Mateus 6:24.

-Por fim, a verdadeira adoração é uma experiência interior e profunda. Assim como o salmista expressa sede espiritual por Deus (Sl.42:2), o adorador genuíno encontra plenitude na comunhão com o Senhor. Essa adoração não se limita a um local específico, mas acontece em espírito e em verdade, promovendo uma conexão íntima e transformadora com Deus.

 

CONCLUSÃO

Diante deste estudo, aprendemos que a verdadeira adoração não está restrita a um local físico ou a rituais externos, mas é uma atitude do coração que reflete uma comunhão sincera com Deus. O encontro de Jesus com a mulher samaritana revela que o Pai busca adoradores que O adorem em espírito e em verdade (João 4:23,24), ou seja, com sinceridade e submissão à Sua vontade.

A adoração genuína envolve rendição total, serviço fiel e uma experiência interior profunda que transforma a vida do adorador. Adorar a Deus é reconhecê-Lo como Senhor absoluto, exaltá-Lo por Sua grandeza e viver em obediência a Ele. Que, à luz deste estudo, possamos oferecer ao Senhor uma adoração verdadeira, centrada n’Ele e expressa através de nossa vida em santidade e entrega.

 

 

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

O SILÊNCIO DE DEUS NA VIDA DE ABRAÃO

O SILÊNCIO DE DEUS NA VIDA DE ABRAÃO

ABRAÃO, O PAI DA FÉ

Texto Bíblico: Gênesis 12:1-10

 "Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia."(Hb 11.8).

INTRODUÇÃO

Abraão é amplamente conhecido como o Pai da Fé na Bíblia, um título que se baseia em sua vida de profunda confiança e obediência a Deus, mesmo diante de circunstâncias aparentemente impossíveis. Sua história, narrada no livro de Gênesis, é um modelo de como a fé se manifesta por meio de ações e confiança inabalável nas promessas divinas.

A Chamada e a Promessa

A jornada de fé de Abraão começou quando Deus o chamou, ainda conhecido como Abrão, para deixar sua terra natal, Ur dos Caldeus, e ir para uma terra que lhe seria mostrada. O chamado veio acompanhado de grandes promessas:

  • Uma grande nação: Deus prometeu fazer dele uma grande nação, e que através dele todas as famílias da Terra seriam abençoadas.
  • Terra e descendência: Foi-lhe prometida a posse da terra de Canaã e uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu.

A resposta de Abraão a essa promessa foi a obediência imediata. Ele partiu sem saber para onde ia, confiando apenas na palavra de Deus.

O Teste da Fé

A fé de Abraão foi testada em várias ocasiões. O maior desafio foi a promessa de um filho. Tanto ele quanto sua esposa, Sara, eram idosos e Sara era estéril. Ainda assim, Abraão acreditou que Deus cumpriria o que havia prometido. O apóstolo Paulo, em Romanos 4:18-22, destaca essa fé: "Ele, esperando contra a esperança, creu... não duvidou da promessa de Deus por incredulidade; mas foi fortificado na fé... estando plenamente convicto de que o que Ele havia prometido, também era poderoso para o cumprir."

Dessa fé inabalável nasceu Isaque, o filho da promessa. No entanto, o teste final e mais extremo veio quando Deus pediu a Abraão para sacrificar esse mesmo filho. Sem hesitar, Abraão se preparou para obedecer, pois acreditava que Deus poderia até mesmo ressuscitar Isaque dentre os mortos para cumprir Sua promessa. Sua obediência foi total. No último momento, Deus o impediu e proveu um carneiro para o sacrifício, reconhecendo sua fé e fidelidade.

O Legado

A fé de Abraão é o fundamento do relacionamento com Deus tanto para o povo judeu quanto para os cristãos. O Novo Testamento, especialmente na Epístola aos Romanos e aos Gálatas, utiliza Abraão como exemplo central para explicar que a justificação (ser declarado justo diante de Deus) não vem por meio de obras da lei, mas pela fé.

O título Pai da Fé não significa que ele foi o primeiro a crer em Deus, mas que sua vida serve como o arquétipo da fé verdadeira: uma confiança que leva à obediência, que persevera diante das adversidades e que se fundamenta não na capacidade humana, mas no caráter e no poder de Deus. A fé de Abraão é a raiz da qual se ramificam as promessas divinas que se cumprem em Jesus Cristo, o cumprimento final da promessa feita a ele de abençoar todas as nações.

O SILÊNCIO DE DEUS NA VIDA DE ABRAÃO

Quando o Céu se cala, foram 13 anos que Deus se calou após o nascimento de Ismael, este silêncio não foi um abandono, mas um tempo pedagógico em que Deus estava Ensinando Abraão a confiar totalmente Nele.

Sara entrega Agar a Abraão, e Nasce Ismael, Abraão tinha 86 anos de idade, Deus só voltou a falar com Abraão quando ele estava com 99 Anos.

São treze anos sem ouvir a Voz, Sem Direção e sem Revelação de Deus, pois Abraão tentou realizar a promessa por meios Humanos, ou seja, meios Carnais, sendo que a Promessa Era Espiritual, no silêncio Deus Revela dependência, pois Abraão perdeu as forças naturais, aos 99 anos seu corpo já não tinha respostas humanas para gerar filhos, o cumprimento da promessa só poderia vir de Deus.

Abraão teve que Esperar 13 anos em consequência de suas escolhas precipitada, Ismael era a prova viva e lembrança que não se pode ajudar à Deus, que se manifestou de forma poderosa “ Eu sou o Deus todo poderoso, anda na Minha presença e sê Perfeito”, pois o silêncio de Deus não significa ausência, quando Deus está trabalhando, moldando e  preparando o coração de Abraão para quando ele falar novamente sua voz seja transformadora e inconfundível , pois quando Deus está em silêncio, não significa que ele te abandonou, Ele está preparando Algo Maior, portanto espere o Tempo de Deus, pois os 13 anos de silêncio foi um intervalo entre a Promessa e o cumprimento  que mudou para Sempre a Vida de Abraão.  O QUE VOCE FAZ QUANDO O CÉU SE CALA?

I. A CHAMADA DE DEUS (Gn.12:1-3)

É o aconteci­mento mais importante do Antigo Testamento. A obra da redenção, que fora insinuada no jardim do Éden (Gn.3:15), teve início com a chamada de Abraão. Os primeiros onze capítulos do Gênesis demonstram que Deus se relacionava com a humanidade em geral, sem fazer distinção entre as raças. Tanto o mundo antediluviano como o da torre de Babel ressaltam que, a despeito do progresso material e do nascimento das civilizações, o homem fracassava moral e espiritualmente. Até aqui, o Senhor havia posto os olhos sobre diferentes indivíduos, que eram os meios apropriados para conservar a "semente da mulher" e o conhecimento de Deus. Agora ele muda seus métodos. Chama um homem para formar o povo escolhido mediante o qual realizaria a restauração da humanidade. Na realidade, a Bíblia declara que o "povo escolhido" não se refere somente à descendência carnal do patriarca, mas a todos quantos têm a mesma fé que Abraão tinha, isto é, ele é o pai espiritual de todos os crentes (Rm.4:16; Gl.3:7).

1. Um projeto divino. Deus chamou Abrão, não somente porque queria formar uma nação, mas porque Ele tinha um projeto, que estava em seu “coração” antes da fundação do mundo: a salvação do ser humano. A chamada de Abraão era a continuidade do cumprimento da promessa de Deus, no Éden, de redimir o homem e fazê-lo tornar à comunhão com seu Criador. Fracassada a comunidade única e seu governo humano, que, ao invés de promover a reconciliação com Deus, partiu para o desafio contra o Criador, Deus inicia o trabalho da formação de uma nação diferente das demais, onde manifestasse Seu amor e Seu poder.

Assim, a chamada de Abraão mostra-nos a soberania de Deus, ou seja, a supremacia de Deus sobre todas as coisas. Não havia, não há nem nunca haverá o que possa impedir a realização da vontade divina (Is.43:13).

É válido observar que foi Deus quem chamou Abrão e não o contrário. Esta é uma demonstração de que Deus sempre tomou a iniciativa, pelo Seu tão profundo amor, de procurar o homem, embora sempre tenha sido o homem quem tenha necessitado da presença de Deus. Deus é quem toma a iniciativa de formar uma nação para anunciar o Seu nome a todas as gentes. Este é o Deus a quem servimos: um Deus de amor que quer salvar o homem e, por isso, vai ao seu encontro. Como afirma o chamado “texto áureo da Bíblia”, Deus não somente amou o mundo, mas enviou o Seu Filho para nossa salvação (João 3:16). Portanto, a iniciativa para a salvação do homem é divina.

Com a morte de seu pai, Abrão, já com setenta e cinco anos de idade, começa a sua vida com Deus, vida esta que seria extremamente fecunda e que iniciaria o plano de Deus para a salvação do homem. A partir dele surgiria uma família que se tornaria um povo especial do qual, no tempo próprio, sairia o Salvador do mundo, Jesus Cristo, o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8). Desde a fundação do mundo Deus já tinha determinado que Cristo iria morrer como ovelha muda, na cruz do calvário, para pagar os pecados da humanidade. O Cordeiro morreu unicamente para pagar os nossos pecados (Is.53:4-7). Desde a fundação do mundo, Deus já sabia que o homem que Ele criaria iria pecar. Toda esta atitude de Deus foi por amor. Deus possui um amor pelo homem com uma intensidade tão ampla que é praticamente impossível compreendermos. O amor de Deus por nossas vidas é muito maior que toda dor que nós o proporcionamos. Deus nos amou antes mesmo de nós existirmos e continua a nos amar de forma inexplicável de forma incompreensível, de forma divina. Aleluia!

2. O desafio de acreditar no projeto divinoAbraão foi desafiado a crer e obedecer, embora não conhecesse todo o projeto que Deus tinha para sua vida e, por conseguinte, para toda a humanidade. Para que Abrão atendesse ao chamado de Deus, era necessário que ele saísse de sua terra, de sua parentela e da casa de seu pai. É indispensável, para quem quer servir a Deus, que se separe do mundo, que se desvincule totalmente do pecado e do mal, em que o mundo está imerso (1João 5:19). Não é possível alguém querer servir a Deus e não deixar o sistema de vida comprometido com o pecado e com a maldade. Nisto é que consiste a santificação, ou seja, a separação do crente do mundo. Para que Abrão pudesse servir a Deus, era necessário que ele abandonasse a idolatria de seu povo, de sua parentela e da casa de seu pai. Não seria possível que ele pudesse servir a Deus ainda sob os valores que haviam regido sua vida até ali. De igual forma, já que o Deus de Abrão é o nosso Deus, um Deus que não muda e Nele não se vê sombra de variação (Tg.1:17), para servirmos a Deus devemos sempre nos separar do pecado, estarmos no mundo, mas não sermos do mundo (João 17:11,15,16). Este é o primeiro passo e, por isso, devemos estar vigilantes com as ofertas de contemporização e de tolerância com o pecado que o diabo tem apresentado, incessantemente, aos servos do Senhor.

3. Deus chama Abrão, mas respeita o seu livre arbítrio. Embora Deus seja soberano e livre para tomar as Suas decisões, como, por exemplo, o fato de ter escolhido Abrão e não outra pessoa das milhares que existiam no mundo, vemos que Ele respeita, decididamente, a liberdade que deu ao homem, de forma que, embora tenha escolhido Abrão, não o forçou a que obedecesse ao Seu chamado, tendo Abrão decidido partir por sua livre e espontânea vontade. Esta é a grande diferença entre o filho de Deus e o filho do diabo, pois o adversário escraviza o homem, retira a sua liberdade, enquanto Deus sempre respeita o livre-arbítrio humano que, afinal de contas, é resultado da própria criação divina. O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e esta imagem e semelhança comporta a liberdade, o poder de decisão, como se vê claramente em Gênesis 2:16,17.

4. Um projeto para abençoar as nações. A promessa de Deus a Abraão e a sua benção sobre ele, estendem-se, não somente aos seus descendentes físicos (os judeus), como também a todos aqueles que com fé genuína (Gn.12:3) aceitarem e seguirem a Jesus Cristo, a verdadeira “posteridade” de Abraão (Gl.3:14,16). Todos os que são da fé como Abraão, são “filhos de Abraão” (Gl.3:7) e são abençoados juntamente com ele (Gl.3:9). Tornam-se posteridade de Abraão, herdeiros segundo a promessa (Gl.3:29), o que inclui o receber pela fé “a promessa do Espírito” em Cristo Jesus.

É bom afirmar que a chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, mas também uma cidade celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo não na terra, mas no Céu, uma cidade cujo artífice e construtor é o próprio Deus. A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial onde habitaria eternamente com Deus em justiça, alegria e paz (Hb.11:9,10,14-16). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino na terra (Hb.11:9,13). E nós, pertencentes à Igreja do Senhor, devemos pensar como Abraão. O apóstolo Paulo pensava assim, a ponto de afirmar aos crentes de Filipos:” Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp.3:20).

II. A PROVISÃO DE DEUS

1. Abraão sai da sua terra (Gn.12:4-8). Abrão foi considerado o pai da fé porque deixou sua casa, sua parentela, sua terra e foi para um lugar que ainda não lhe tinha sido revelado - para a terra que eu te mostrarei”. Deus não anunciou a Abrão qual seria essa terra, como também não nos anuncia como será a vida que viveremos neste mundo para sermos instrumento de Sua glória. O fato de não sabermos qual é essa terra, entretanto, é a essência de nossa fé. Somente poderemos ter fé se esperarmos algo, e se não soubermos o que é esse algo, pois se não houver esta esperança, não poderá haver fé (Rm.8:24). É por isso que as Escrituras dizem que andamos por fé e não por vista (2Co.5:7). Devemos, assim, rejeitar toda e qualquer atitude que exija que vejamos a bênção de Deus e a Sua presença a qualquer instante de nossas vidas, pois devemos agir como Abrão: ir, ainda que a terra não nos esteja ainda à vista, pois é nisto que consiste a fé: “o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem” (Hb.11:1).

Algumas verdades podem ser tiradas desta ação obediente de Abrão:

a) Abrão saiu da sua terra, mas não de qualquer maneira, mas “como o Senhor lhe tinha dito” (Gn.12:4)Eis o segredo da vitória do servo de Deus: fazer O que Senhor determinou, mas também COMO o Senhor determinou. Somente podemos afirmar que somos servos de Deus se, além de termos uma vida que agrade a Deus, termos, também, uma forma agradável a Deus, ou seja, fazermos como Ele determinou. Eis a razão pela qual o apóstolo Paulo disse que não devemos nos conformar com este mundo (Rm.12:1), ou seja, não podemos ter a forma, o jeito, a maneira, o modo deste mundo, mas sermos diferentes também na forma. Abrão teve vitória porque fez como Deus mandou. Verdade é que Abrão não agiu exatamente como Deus ordenou, porque as Escrituras informam que, ao partir, foi Ló com ele (Gn.12:4), e esta desconformidade a ordem de Deus iria trazer a Abrão sérias consequências. Aprendamos, pois, com Abrão e façamos como o Senhor ordenar. Foi o próprio Jesus quem disse que bem-aventurado é o servo que, quando vier o Senhor, achá-lo servindo “assim” (Mt.24:46).

b) Abraão era rico, mas não pôs o seu coração nas riquezas deste mundo. Davi, que viveu centenas de anos depois de Abraão, disse: “Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração(Sl.62:10). E foi isto que Abraão fez. É interessante notar que, ao partir Abrão de Harã para a terra de Canaã, sem saber que esta era a terra que Deus lhe prometeria dar, Abrão saiu com sua mulher, com Ló, com seus servos e sua fazenda, dando a entender que tinha tido prosperidade material durante o tempo em que viveu em Ur e em Harã. Mais uma demonstração de que o objetivo do servo de Deus não é obter prosperidade material, mas, sim, a de atender ao chamado de Deus. Abrão é apontado, sempre, pelos teólogos da prosperidade como um exemplo do acerto de sua teologia. Ledo engano! Muito pelo contrário, a vida de Abrão, que, espiritualmente, se inicia pela sua chamada, mostra que a prosperidade material, embora seja uma dádiva de Deus, é algo irrelevante no serviço espiritual do crente.

c) As promessas de Deus serão cumpridas, mesmo que as circunstâncias preguem o contrário. Abrão passou por Canaã, foi até Siquém, até ao carvalho de Moré e observou que a terra ali era habitada pelos cananeus. Ou seja, aos olhos humanos, não era aquela a terra que Deus lhe mostraria, uma vez que se tratava de uma terra ocupada pelos descendentes de Cão (filho de Noé), ou seja, uma terra que, a princípio, Deus havia destinado para outros que não os descendentes de Sem. Entretanto, nosso Deus é um Deus que não permite que os Seus servos fiquem confundidos ou desorientados. A Bíblia afirma que Deus apareceu a Abrão e lhe mostrou que aquela era a terra que Ele daria à sua semente (Gn.12:7). Profunda promessa está a de Abrão, vez que Abrão não tinha sequer um filho, que dirá uma semente. A terra estava habitada pelos cananeus, como fez questão de enfatizar o texto bíblico, mas Deus afirma a Abrão que aquela terra, já habitada, seria ocupada pela sua semente, algo até então inexistente e sem qualquer perspectiva de vir a existir. Este é o nosso Deus! Ele faz as coisas que não são existirem, como também o contrário. Deus tem lhe prometido coisas que não existem e que as circunstâncias demonstram não ser possível existir? Olhe para a experiência de Abraão e acrescente a sua fé, pois o nosso Deus é o Deus do impossível e tudo que prometeu fará (Jr.1:12; Mt.24:35).

d) Abrão passou por Canaã, foi até Siquém e ali edificou um altar ao SENHOR. O altar é uma presença constante na vida de Abrão. Em Siquém, Deus lhe apareceu e reafirmou suas promessas. Ao ter tido a presença de Deus, ali edificou um altar ao Senhor. Se Abrão é chamado amigo de Deus é porque tinha o mesmo sentimento de Deus, tinha uma profunda comunhão com o Senhor. Comunhão é o estado em que há uma comunidade de sentimentos, de propósitos, de ideias, ou seja, os sentimentos, os propósitos e as ideias de Abrão e de Deus eram iguais, eram idênticos, eram comuns.

Abrão adorou ao Senhor, edificou um altar ao Deus que lhe aparecera. Temos tido este mesmo comportamento? Temos adorado a Deus com nossa vida, que é o nosso altar nos dias de hoje? Quando Deus Se revela a nós nos cultos, no cotidiano, temos-lhe correspondido construindo um altar nas nossas ações, nos nossos pensamentos, na nossa vida? Se somos “filhos de Abraão”, devemos ter a mesma conduta do patriarca. Mas lembre-se, como diz o conhecido cântico, “em altar quebrado, não se oferece sacrifício a Deus”! Pense nisso!

e) Abraão buscou ainda mais intensificar sua comunhão com Deus: se dirigiu a Betel (Gn.12:8). Após ter edificado um altar a Deus, Abrão, certamente movido pelo Espírito de Deus, já que se encontrava em perfeita sintonia com a vontade divina, não ficou em Siquém, mas se moveu dali para a montanha à banda do oriente de Betel, que não tinha ainda este nome (seria mais tarde Jacó, neto de Abraão, que daria este nome ao lugar, até então conhecido como Luz – Gn.28:19). Em Betel, Abrão invocou o nome do Senhor e edificou um novo altar, mostrando a sua comunhão com Deus. Aqui, Abrão ensina-nos que não basta esperarmos Deus falar conosco. Mesmo estando em comunhão com Ele, torna-se necessário invocá-lo, ou seja, buscá-lo. Embora a iniciativa da salvação do homem seja divina, há uma parte humana de esforço e constância na busca da presença de Deus. Precisamos, por isso, sempre estarmos em atitude de busca da presença de Deus, seja através da oração, do jejum, da consagração, do louvor, da leitura e meditação de Sua Palavra. O homem que, verdadeiramente, serve a Deus, sabe que não é autossuficiente, que depende da misericórdia do Senhor e de uma constante aproximação de Deus. Como disse o salmista Asafe, para mim, bom é aproximar-me de Deus (Sl.73:28). É com preocupação que vemos que muitos crentes somente se lembram de buscar a Deus quando vão aos cultos e isto uma vez por semana (e olhe lá!). Devemos buscar a Deus a todo tempo, a todo instante. Conscientize-se disso!

f) Em Betel, Abraão armou sua tenda (Gn.12:8). A tenda é outro elemento que encontramos na vida de Abrão. Observe que Abraão não construiu um império, mas apenas armou sua tenda. A tenda simboliza o desprendimento de Abrão em relação a este mundo. Ele era peregrino na terra, mesmo tendo promessas de Deus de domínio sobre essa mesma terra. Da mesma forma, nós, crentes em Cristo, somos peregrinos nesta terra (1Pd.2:11), não é aqui a nossa morada nem o nosso descanso (Mq.2:10). Será que temos este mesmo desprendimento que tinha Abrão ou o adversário já tem conseguido fazer com que finquemos raízes nas coisas deste mundo e nas coisas desta vida? Qual é o nosso propósito, caminhar para o Céu e desfrutar do que Deus aqui nos traz, mas sem nos prendermos a isto, armando sempre a nossa tenda segundo o movimento do Espírito ou querermos Cristo apenas para as coisas desta vida, vez que a elas estamos presos e arraigados? Lembre-se: quem espera em Cristo só nesta vida é o mais miserável de todos os homens (1Co.15:19).

2. Abraão enfrenta problemas e provas em Canaã (Gn.12:9,10). Deus tinha uma promessa na vida de Abraão, mas isso não impediu que ele enfrentasse problemas e provações. O crente fiel também enfrenta crises e provações. Veja, a seguir, três provas, dentre muitas que Abrão enfrentou em sua jornada.

- A primeira prova à qual Deus submeteu a Abraão foi a separação de sua pátria e de sua família. Tinha de voltar as costas para a idolatria a fim de poder ter comunhão com Deus. A vida de fé começa com a obediência e a separação. "Ou nossa fé nos separa do mundo, ou o mundo nos separa de nossa fé". Abraão saiu, sem saber para onde ia (Hb.11:8). Tinha de confiar incondicionalmente no Senhor.

Abrão chegou à terra que Deus lhe havia indicado. Agora vivia como estrangeiro e peregrino, viajando de um lugar para outro. Nunca foi dono de um metro quadrado de terra, a não ser o local de sua sepultura. Siquém, a encruzilhada da Palestina, situada a 50 km ao norte de Jerusalém, foi sua primeira parada. Depois chegou ao carvalho de Moré, considerado centro de adivinhação e idolatria. Ali Deus apareceu a Abraão, assegurando-lhe de novo sua presença e confirmando-lhe que sua descendência herdaria Canaã. Assim Deus o recompensou por sua obediência. Abraão respondeu construindo um altar e oferecendo culto público ao Senhor. Aonde quer que fosse, levantava sua tenda e edificava um altar. De modo que Abraão tinha comunhão com Deus, e ao mesmo tempo testificava perante o mundo.

- A segunda prova: a fome (Gn.12:10-20). Abraão era um homem que estava em plena comunhão com o Senhor, que crescia espiritualmente, pois Deus estava se revelando a ele gradativamente. Entretanto, quando havia esta comunhão e está crescente intimidade entre Abrão e Deus, surge um sério problema na vida do patriarca: a fome. Dizem as Escrituras, em Gn.12:10, que havia fome naquela terra. Era uma situação muito difícil e ameaçadora. Estava em terra estranha, habitada por gente que não era boa, sem residência fixa, com uma promessa de que aquela terra seria dada à sua semente, sendo que nem um filho sequer Abrão tinha e, agora, vê-se ameaçado o seu patrimônio. Devido à fome, Abraão tomou a decisão de ir para o Egito. Na Bíblia, o Egito é símbolo do mundo. A fartura que existia no Egito era semelhante a fartura do mundo, ilusória.

O fato de Deus não ter impedido que Abrão sofresse as consequências da fome sobre a terra de Canaã é mais um episódio que desmente os teólogos da prosperidade, que, desde os tempos do patriarca Jó, propalam que o servo de Deus jamais pode passar por dificuldades econômico-financeiras. Deus é o dono de todo o ouro e de toda a prata, não há dúvida alguma sobre isto, mas está muito mais interessado em que aprendamos a depender dele inteiramente, a termos comunhão com Ele do que venhamos a ter riquezas e abundância de bens nesta vida, correndo, inclusive, o risco de nos apegarmos a estas coisas e, por conta disto, a exemplo do mancebo de qualidade (Mt.19:16-22), virmos a perder a nossa salvação.

Para que Abrão pudesse continuar crescendo espiritualmente, necessário se fazia que viesse a lição da dependência também nos assuntos materiais. Mas, lamentavelmente, Abrão não aprendera, ainda, esta lição. Sobrevindo a dificuldade econômico-financeira, não invocou a Deus, como fizera em Betel, nem esperou que o Senhor lhe aparecesse, como fizera em Siquém, mas decidiu “descer para o Egito”, então o país mais promissor do mundo, que começava a se apresentar como nova potência mundial, onde a abundante água do rio Nilo, o maior rio do mundo, não permitia que houvesse dificuldades econômico-financeiras. Era uma decisão acertadíssima do ponto-de-vista humano, uma grande demonstração de sabedoria e inteligência humana, mas um verdadeiro desastre sob o aspecto espiritual. Com efeito, Deus não participou dessa decisão, Abrão decidiu ir para uma terra que não era a mostrada nem a prometida por Deus e, ainda mais, sem consultar ao Senhor.

Deus não lhe havia ordenado sair da Palestina. No Egito, por pouco não perdeu sua esposa, pois, com medo, mentiu dizendo que Sara era sua irmã (ainda que houvesse um elemento de verdade no que disse - ver Gênesis 20:12). Em nossa jornada, também somos passíveis de cometer erros. Mas não temos mais prazer no pecado. Abraão não duvidou por incredulidade das grandes promessas, porém tropeçou nas pequenas coisas. Até a escrava egípcia Hagar e o aumento de gados obtidos no Egito lhe causaram problemas mais tarde. Aprendeu quão perigoso é afastar-se de Deus.

“Descer ao Egito” passou a ser, por causa disto, uma expressão metafórica para toda decisão humana sem a orientação e a direção divinas. Passou a significar uma atitude de comprometimento com os valores humanos, com os princípios deste mundo, sem qualquer preocupação com a vontade divina. Infelizmente, muitos são os crentes que estavam caminhando muito bem com o Senhor e, por uma dificuldade ou outra, acabam resolvendo “descer ao Egito”. Não nos iludamos com a abundância material, com o caráter promissor ou com a hospitalidade e boa aparência do Egito. O Egito é o mundo e nele não há o essencial, o fundamental para a vida de qualquer crente, a saber, a presença, a direção e a aprovação de Deus.

- A terceira prova: a esterilidade de Sara. 

Deus prometeu que Abraão teria uma família numerosa, porém ele já estava com 99 anos e Sara com 89 anos e ainda era estéril (Gn.17:1), e não tinha herdeiros. Esperar o tempo de Deus nem sempre é fácil. As Escrituras Sagradas afirmam que a "esperança demorada enfraquece o coração..." (Pv.13:12). Ao ouvir a promessa de que Sara daria à luz um filho, Abraão riu-se; e o riso de Abraão seria secundado pelo riso de Sara (Gn.18:12). O riso de Abraão pôs em dúvida a capacidade geradora de si mesmo e de sua esposa - Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? E disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de teu rosto! E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque...” (Gn.17:17-19).

Parecia inacreditável que Abraão e Sara, em idade avançada (99 e 89 anos, respectivamente – Gn 17:1) - ainda mais, Sara era estéril (Gn.11:30) -, pudessem ter um filho. Mas, Deus disse a Abraão: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?" (Gn.18:14). Deus queria que eles soubessem que o cumprimento da promessa não seria o resultado de esforços humanos, mas da pura graça, um milagre.

Abraão, o homem considerado justo devido a sua fé, teve problemas para acreditar na promessa de Deus. No entanto, a despeito de suas dúvidas, Abraão obedeceu aos mandamentos de Deus (Gn.17:22-27). Mesmo as pessoas de grande fé podem passar por momentos de dúvida. Todavia, sabemos que o Senhor vela pela Sua Palavra para a cumprir (Jr.1:12). Ele é fiel.

III. AS PROMESSAS DE DEUS NA VIDA DE ABRAÃO

1. "Far-te-ei uma grande nação e abençoar-te-ei". Depois de muito tempo habitando em Harã, Deus chamou Abrão e fez-lhe a seguinte promessa: Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção” (Gn.12:1-2).

Já habitando em Canaã e após o seu retorno do Egito, Deus fez com ele uma aliança ou pacto:

“Depois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão. Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para a herdares. E disse ele: Senhor JEOVÁ, como saberei que hei de herdá-la? E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, e uma rola, e um pombinho. E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. E, pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caíram sobre ele. E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão; e eis um forno de fumaça e uma tocha de fogo que passou por aquelas metades. Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates; e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o perizeu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu” (Gn.15:1,7-12,17-21).

Esta aliança, conhecida como aliança abraâmica, continha três cláusulas principais: (a) uma terra para Abrão e seus descendentes, o povo de Israel; (b) uma semente ou descendência física de Abrão; e (c) uma bênção de amplitude mundial (Gn.12:1-3). Para que não houvesse dúvida a respeito do que Ele estabelecera, o Senhor fez com que Abrão dormisse em sono profundo, para que o próprio Deus se tornasse o único signatário daquele pacto. Ainda que o Senhor tenha sido o único signatário ativo a passar por entre as metades dos animais cortados, fica evidente, todavia, que Abraão obedeceu ao Senhor durante a sua vida: “porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis” (Gn.26:5).

Obedecer a Deus pode representar um desafio para algumas pessoas, mas quem confia obedece. A obediência e a confiança em Deus nos fazem vencer as adversidades. Muitos querem as promessas do Pai, mas não querem trilhar o caminho da obediência. Mas devemos nos lembrar de que a desobediência é pecado e nos impede de recebermos as bênçãos divinas.

Abraão foi grandemente abençoado com riquezas (Gn.13:2), mas a maior bênção na vida de Abraão foi ele ter experimentado um relacionamento íntimo com Deus, a ponto de ter sido chamado amigo de Deus. Não há nada melhor do que uma vida de comunhão e intimidade com Deus!

Após 430 anos no Egito (Ex.12:40,41), sob a liderança de Moisés, Deus retira os hebreus do Egito, em cerca de 1446 a.C (cf. 1Rs.6:1); e sob a liderança de Josué, Deus concretiza a promessa feita a Abraão.

2. "Engrandecerei o teu nome" (Gn.12:2).  No antigo Oriente Próximo, um nome não era meramente um rótulo, mas a revelação do caráter. Assim um grande nome acarreta não só fama, mas alta estima social como um homem de caráter superior. O Senhor cumpriu fielmente a sua promessa. O nome do patriarca Abraão é reverenciado no judaísmo e no cristianismo. Dele descendem dois povos: árabes e judeus. Se Deus prometeu algo a você, não importa o quanto tenha que esperar, Ele vai cumprir. Vivemos em uma sociedade imediatista, onde as pessoas acham que esperar é perder tempo. Mas na vida espiritual, tudo acontece no tempo de Deus. Abraão confiou, obedeceu e foi honrado pelo Senhor.

3. "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn.12:3). Havia bênçãos dadas a Abraão e aos seus descendentes que eram de caráter puramente pessoal e nacional; diziam respeito unicamente aos descendentes de Abraão como povo de Deus. Por outro lado, havia aquelas bênçãos de caráter universal e espiritual que apontavam para um futuro distante. Quando Deus diz a Abraão, por exemplo, que “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn.12:3), referia-se à salvação que viria a ser oferecida, gratuitamente, a todos os povos através da pessoa bendita de Jesus Cristo (Gl.3:8). Com respeito à promessa, afirmou o Senhor Jesus: “Abraão viu o meu dia e se alegrou” (João 8:56). Por conseguinte, a bênção da salvação não era apenas para a posteridade de Abraão, mas também para todos os povos. O mesmo se pode dizer acerca do derramamento do Espírito Santo. A promessa, embora feita a Israel, acha-se disponível a todos os que recebem a Jesus como salvador (Jl.2:28-31; cf. Atos 2:39).

CONCLUSÃO:

Abraão é o exemplo de um homem que serviu a Deus com sinceridade e fidelidade, apesar de todas as adversidades de seu tempo. É um exemplo de obediência ao Deus único e verdadeiro, contra toda a idolatria e politeísmos vigentes ao seu tempo, que viveu exclusivamente pela fé em seu Deus, mostrando assim como é possível ao homem, apesar de todas as dificuldades dos nossos dias, servir a Deus e obter dele a confirmação pela nossa confiança em Suas promessas, promessas que não falham nem jamais falharão. Entretanto, apesar desta proeminência e deste testemunho que perpassam os séculos, a Bíblia não nos deixa de mostrar que Abraão, como todo ser humano, é imperfeito e teve suas falhas e titubeios, entretanto, que não o impediram de se concertar com o seu Deus, que sempre é misericordioso e está pronto a perdoar, bem como de alcançar a salvação eterna.

 


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

SE A SUA PRESENÇA NÃO FOR COMIGO...


SE A SUA PRESENÇA NÃO FOR COMIGO...

Texto Bíblico: “Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar”. Êxodo 33:15

Moisés exige a presença de Deus no Livro de Êxodo, capítulo 33, quando o povo de Israel, após a rebelião do bezerro de ouro, não poderia mais contar com a guia e proteção direta de Deus para entrar na Terra Prometida. Moisés intercede, argumentando que a graça de Deus sobre ele é demonstrada por Sua presença entre eles e que, sem Ela, o povo seria separado de todos os outros, implorando a Deus que não os abandonasse e que a Sua presença os acompanhasse. 

Contexto da Passagem (Êxodo 33) 

  • A Ira de Deus:

Após a idolatria do povo com o bezerro de ouro, Deus fica indignado e decide não mais acompanhar o povo de Israel para a Terra Prometida, planejando enviar apenas um anjo para guiá-los.

  • A Tenda da Congregação:

Deus ordena que a Tenda da Congregação, que servia de local de encontro com Ele, seja armada fora do acampamento, pois o Senhor não estaria mais no meio do povo.

A Intercessão de Moisés

  1. 1. O Pedido pela Presença Divina:

Moisés, sentindo a ameaça de perder a direção e a proteção de Deus, faz um pedido humilde e profundo: "Se a tua presença não for comigo, não nos faças subir daqui". Ele entende que a presença de Deus não é apenas um acompanhamento, mas a garantia de direção, proteção e vitória. 

  1. 2. Demonstração de Favor:

Moisés lembra a Deus que o conhecimento que Deus tem dele, por nome, e a aprovação que lhe é dada, são sinais de que Deus está com o seu povo, e que essa presença é a única forma de separá-los de todas as outras nações, mostrando quem é Deus. 

  1. 3. O Desejo de Ver a Glória de Deus:

No mesmo contexto, Moisés também pede a Deus para ver a Sua glória, um pedido ousado que demonstra a profundidade de seu relacionamento com o Senhor. 

  1. 4. A Resposta e o Pacto:

Deus concorda em manifestar a Sua bondade diante de Moisés e proclamar o Seu nome, mostrando a Sua misericórdia. Deus também protege Moisés da Sua santidade ao passá-lo numa fenda da rocha e mostrar-lhe apenas as suas "costas", pois ninguém pode ver o Seu rosto e viver. 

Significado e Lições

  • Importância da Presença de Deus:

A passagem enfatiza que a presença de Deus é mais valiosa do que qualquer destino ou conquista; o caminho se torna pleno e abençoado somente quando Deus está presente. 

  • Intercessão e Misericórdia:

Moisés demonstra o seu amor e lealdade a Deus, intercedendo pelo povo, mesmo que este tenha pecado. 

  • Humildade e Confiança:

A resposta de Deus mostra a Sua misericórdia e a Sua vontade de estar com Seu povo, através de uma experiência limitada da Sua glória, para proteger Moisés e reafirmar o Seu pacto. 

MOISÉS - Confiança na presença de DEUS - (Dt 20.1-20)

Sempre é uma boa ideia ter um plano de batalha se você pretende liderar um exército na guerra. Moisés possuía um plano devastador para o exército de Israel, um conjunto de instruções que vinha diretamente do alto, de fato, das alturas.

Imagine a confiança que um comandante podia transmitir às suas tropas sabendo que não perderia a batalha. Foi exatamente esse tipo de garantia que DEUS proporcionou a Moisés e ao povo de Israel.

Quão admirável isso não devia ter parecido! Pois, no tempo quando DEUS anunciou os planos de batalha, os hebreus nem sequer haviam se estabelecido na terra própria; estavam sozinhos para determinarem uma linha de defesa. Além disso, o Senhor garantiu ao seu povo que enfrentariam forças militares muito mais poderosas do que as deles. Porém DEUS lhes assegurou que nada tinham a temer enquanto relembrassem que ele permaneceria com eles sempre assim, como esteve desde que haviam saído do Egito.

 Hoje, líderes podem apoiar-se na mesma promessa que deu coragem a Moisés: "O Senhor, vosso DEUS, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar" (Dt 20.4; cf. Hb 13.5-6). E assim DEUS nos dá a mesma palavra dita a Moisés: "Não... temerás" (Dt 20.1).

 VISÃO DUPLA: MOISÉS CAPACITA O POVO PARA VER O FUTURO SOB DOIS ÂNGULOS - (Dt 27.1—28.68)

A maioria dos israelitas que se preparava para entrar na Terra Prometida tinha se criado no deserto e não tinha visto os milagres acontecidos no Egito. Moisés reconheceu que essa geração precisava de nova inspiração; e, assim, lhe forneceu visão do seu futuro. Moisés sabia que a prosperidade deles dependia muito mais de uma condição espiritual sadia do que de bravura militar. Por isso, os exortou a crescerem no conhecimento do Senhor, a confiarem na natureza santa de DEUS e a obedecerem aos seus mandamentos.

A visão projetada por Moisés naquele dia parecia muito diferente de qualquer coisa que a maioria dos líderes tem comunicado desde então. Ele projetou uma visão de como a vida seria se o povo obedecesse plenamente a DEUS. Disse-lhes que usufruiriam de bênçãos e frutos além do necessário. Receberiam o favor de nações vizinhas e gozariam de grande prosperidade. Ficariam saudáveis e fortes.

Mas Moisés também projetou uma visão de como a vida podia ficar se deixassem de obedecer. Poucos líderes fazem isso! Desde então, o povo podia ver claramente as bênçãos da obediência e as maldições da desobediência. Moisés descreveu graficamente ambas em seu discurso.

Introdução: O livro de Êxodo não destaca somente um tempo quando Deus livra os Israelitas cativos da escravidão no Egito; mas em todo o livro vemos de forma distinta a presença de Deus.

No texto base desta palavra, Moisés estava em um período de crise. Ele subira ao monte a fim de estar com o Senhor, e recebera as tábuas da lei.

Ao voltar para o povo, este havia levantado um bezerro de ouro para adorar. Com a saída de Moisés, eles não conseguiam mais buscar o Deus Invisível, queriam algo que pudessem tocar, ver.

Ele vê aquele bezerro e o destrói. Naquele momento, o Senhor diz a Moisés que faria que eles subissem em paz para a terra que prometera àquele povo, porém O Senhor não estaria mais no meio deles.

Então Moisés faz essa oração: “Se a Tua presença não vai comigo, não me faça subir deste lugar”.

Sabe o que isto significava? Moisés estava dizendo: “Se o Senhor não estiver comigo, não quero terra que mana leite e mel, não quero a prosperidade deste lugar. Se o Senhor não estiver no nosso meio, de nada vale nada disto”.

 E o Senhor atendeu a oração de Moisés. Esteve com ele, e mostrou toda a sua bondade a Moisés.

Qual tem sido a nossa postura? Queremos a terra que mana leite e mel ou queremos o Senhor? Deseja as bênçãos que Deus pode nos dar ou desejamos o Senhor das bênçãos?

A presença de Deus é essencial em nossa vida. Ela é uma realidade que devemos cantar e crer de todo o nosso coração. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento há pelo menos três sentidos básicos e essenciais utilizados para indicar a presença de Deus na Bíblia.

 Em primeiro lugar, temos a presença geral e inescapável de Deus, (conhecida como a Sua Onipresença) como aquela que é descrita no Salmo 139.7-12

 “Para onde me ausentarei do teu Espírito? para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá. Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma cousa”.

 Um segundo sentido é o que podemos chamar de presença celestial de Deus. Em Eclesiastes 5.2 lemos:

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras”.

 "Céus" aqui é o lugar da habitação de Deus, às vezes denominado "alturas", "alturas dos céus" ou "céus dos céus". Este é o lugar onde habita a glória de Deus. A glória que há neste lugar, às vezes se manifesta em nosso meio!

 Um exemplo disso é quando há pessoas sendo curadas ou salvas por Jesus! Ou quando nós os crentes somos cheios do Espírito Santo.

 O terceiro sentido da presença de Deus refere-se àquela presença especial do Senhor com o seu povo para abençoá-lo à medida que temos comunhão com Deus e vivemos no centro da vontade de Deus!

Existe uma diferença marcante entre a presença de Deus propriamente dita e o estar na presença de Deus. Que Deus está no meio do seu povo para abençoá-lo é indiscutível. Entretanto, estar na presença de Deus é outra coisa.

 Eu posso afirmar com sinceridade e inteireza de coração que "Deus está aqui", mas isso não significa que necessariamente eu esteja na presença de Deus.

Isaías 29:13 “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu.”

Viver na presença de Deus dia a dia e fazer a Sua Vontade deve ser o ideal de todo cristão.

 O próprio Deus havia ordenado a Abraão: "Anda na minha presença e sê perfeito". (Gn.17:1). Aqui Deus revela a Abrão qual é o caminho da perfeição passa pelo andar na Sua Presença.

E, todo o que crê em Jesus e está buscando conhecê-lo mais, também recebe esta verdade, ou seja, a perfeição está em andar na presença de Deus!

 E ao estudarmos o livro do Êxodo como um todo, podemos destacar três benefícios da presença de DEUS na vida do seu povo.

 1- O PRIMEIRO BENEFÍCIO DA PRESENÇA DE DEUS É A LIBERDADE

Quando DEUS manifestou sua presença para seu povo no começo do livro seu objetivo era liberta-los da escravidão e da opressão do Faraó.

- A manifestação da presença de Deus para libertar o povo hebreu se deu em resposta ao seu clamor.

 Êxodo 3:7-9 diz:

7- Disse ainda o Senhor: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento;

8- Por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu.

9- Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo.

 - O que significava o Egito para os filhos de Israel?

 O Egito é usado na Bíblia como símbolo de escravidão, jugo e cativeiro deste mundo pecaminoso.

Existe tanta opressão e escravidão neste mundo, mais do que imaginamos.

Quantos são escravos do pecado, de seus instintos, de suas paixões e vícios. Pela sua própria força não conseguem se livrar dessas amarras.

Só mesmo a presença poderosa de Deus é que pode libertar as pessoas da escravidão do pecado, do diabo e do mundo.

O processo de retirada do povo israelita do Egito foi complicado, em vista da resistência do Faraó em autorizar a saída do povo.

Entenda algo importante aqui! O Egito (símbolo deste mundo) opera contra Deus sob as ordens de Faraó (símbolo de Satanás). É por isso que nós não podemos amar o mundo!

“É melhor ter o mundo inteiro contra você do que trocar a presença de Deus pelo amor do mundo”.

“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tiago 4:4

Ser amigo do mundo significa comportar-se da maneira que o mundo se comporta e ter os mesmos valores distorcidos que ele tem. O cristão precisa posicionar-se como servo de Deus e viver para Sua glória.

Deus enviou um total de 10 pragas ao Egito para que o povo fosse livre culminando com a morte dos primogênitos.

O ápice dessa trajetória ocorre diante do Mar Vermelho, quando Senhor fala com Moisés para tocar com o cajado no mar e ele se abre, para o povo passar, já que Faraó, mais uma vez, havia se arrependido e estava com seus soldados atrás, tentando alcançá-los para fazê-los voltar escravizados.

“Assim, o Senhor livrou Israel, naquele dia, da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. E viu Israel o grande poder que o Senhor exercitara contra os egípcios; e o povo temeu ao Senhor e confiou no Senhor e em Moisés, seu servo”. Êxodo 14:30,31

E assim também quando DEUS manifesta sua presença em nossas vidas, quando recebemos a JESUS o CRISTO, o filho de DEUS, Sua presença em nossa vida traz a libertação do domínio do pecado. Em CRISTO você é livre!

 2- O SEGUNDO BENEFÍCIO DA PRESENÇA DE DEUS É A DIREÇÃO

A presença de DEUS na vida do seu povo lá no Êxodo era uma presença que guiava, que dava propósito e direção, afinal, eles estavam caminhando para a terra que DEUS havia prometido para seus antepassados.

 Êxodo 13:21,22

21- O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.

22- Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.

A Bíblia diz que uma nuvem estava sobre o povo. A nuvem é um símbolo da presença de Deus. A ordem era clara: a nuvem se movia, o povo tinha que se mover também, a nuvem parava, o povo tem que parar também.

 Aquela geração aprendeu a ser dirigida pela nuvem da glória do Senhor.

Mas essa certamente não seria uma prática simples. Ser dirigido pela nuvem exigiria renunciar a coisas, pessoas, situações.

A geração da nuvem, que é aquela que quer ser dirigida pelo Espírito Santo aprende que precisa estar onde Deus quer que ela esteja.

O que faz um lugar bom ou ruim é a presença de Deus.

Lugares lindos podem se tornar terríveis sem a presença de Deus. Mas também lugares que aos olhos dos homens são terríveis podem se tornar o lugar da nossa maior bênção- A Presença de Deus!!!

Quando estamos fora da direção criamos problemas para nós, para nossa família, para nossa igreja etc.

Foi exatamente isso que aconteceu com o Profeta Jonas quando tomou uma direção oposta à vontade de Deus para a sua vida.

 “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti. O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no Senhor a misericórdia o cercará” (Salmos 32.8-10)

 As colunas de fogo e de nuvem de Deus hoje são diferentes hoje.

As colunas de fogo e de nuvem de Deus hoje podem ser vistas hoje nas páginas da Bíblia sob a orientação do Espírito Santo.

Como você tem relacionado seu dia a dia ao novo propósito e direção de vida que DEUS lhe tem dado através de JESUS?

3- TERCEIRO BENEFÍCIO DA PRESENÇA DE DEUS É O COMPROMISSO

A presença de DEUS que se manifesta na parte final do livro é a presença exigente.

DEUS liberta seu povo, dá direção e exige compromisso, isso fica claro através das leis e mandamentos que fazem parte da aliança que foi firmada entre DEUS e seu povo.

Êxodo 34:1,2

1- Então, disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.

2- E prepara-te para amanhã, para que subas, pela manhã, ao monte Sinai e ali te apresentes a mim no cimo do monte.

Deus exige de seu povo uma aliançaÊxodo 34:10-15

10- Então, disse: Eis que faço uma aliança; diante de todo o teu povo farei maravilhas que nunca se fizeram em toda a terra, nem entre nação alguma, de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do Senhor; porque coisa terrível é o que faço contigo.

11- Guarda o que eu te ordeno hoje: eis que lançarei fora da sua presença os amorreus, os cananeus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.

12- Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada.

13- Mas derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas e cortareis os seus postes-ídolos

14- (porque não adorarás outro deus; pois o nome do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele);

15- Para que não faças aliança com os moradores da terra; não suceda que, em se prostituindo eles com os deuses e lhes sacrificando, alguém te convide, e comas dos seus sacrifícios

A glória de Deus brilhava no rosto de Moisés! Êxodo 34:29

“Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele do seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele”.

E do mesmo modo você que tem a salvação por meio de JESUS necessita viver de maneira compromissada com ELE, através da obediência e dedicação à Sua palavra.

Quanto você tem comprometido da sua vida a JESUS?

CONCLUSÃO:

Hoje o Senhor te convida através da Ceia que Ele mesmo instituiu a renovar a sua aliança com Ele.

Jesus ao instituir a Ceia do Senhor disse (Mateus 26:28) “porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.”

O "Novo Testamento" significa literalmente a Nova Aliança, que se cumpre apenas na pessoa e obra de Jesus Cristo.

Jesus deixou bem claro aos que o seguiam que não bastava apenas simpatizar-se com ele ou segui-lo pelos milagres que operava, mas que era necessário aliança, e aliança no mais elevado e sagrado nível que os judeus conheciam: a aliança de sangue.

 


Postagens

A RAINHA VASTI DEPOSTA E A ASCENSÃO DE ESTER

  A RAINHA VASTI DEPOSTA E A ASCENSÃO DE ESTER Texto Bíblico:   Ester 1:10-12,16,17,19; 2:12-17 A narrativa de Ester é um dos relatos ...

Postagens Mais Visitadas