quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

A PROVISÃO DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

 


A PROVISÃO DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS

Texto Bíblico: Êxodo 16:1-15

“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1João 2:17).

A Bíblia é uma fonte rica de ensinamentos e exemplos sobre a Provisão de Deus em Tempos Difíceis, que é um tema central na fé cristã. Ela revela um Deus que é fiel, misericordioso e que cuida ativamente de Suas criaturas, especialmente de Seu povo, mesmo em meio à escassez, perseguição ou crise.

1. A Natureza de Deus como Provedor

A certeza da provisão em tempos difíceis está fundamentada no próprio caráter imutável de Deus:

  • Deus é Fiel: Sua provisão não depende das circunstâncias, mas da Sua fidelidade às Suas promessas.

“Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade!” (Lam 3:22-23)

  • Ele Sabe do que Precisamos: Jesus ensinou a não andarmos ansiosos, usando as aves do céu e os lírios do campo como exemplos do cuidado de Deus.

“Mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” (Mateus 6:32-33)

  • Ele é o Nosso Refúgio: Em meio à angústia, Deus é um porto seguro e uma fonte de força imediata.

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” (Salmo 46:1)

2. Exemplos Bíblicos Notáveis de Provisão

A Escritura registra inúmeros milagres de provisão em situações extremas:

Personagem / Situação

Passagem Chave

A Provisão de Deus

O que Ensina

O Povo de Israel no Deserto

Êxodo 16

Enviou o maná do céu para alimentar milhões e codornizes à tarde; a água brotou da rocha.

A provisão é diária, ensinando dependência e disciplina.

Elias e a Viúva de Sarepta

1 Reis 17:8-16

O azeite e a farinha da viúva, que tinha muito pouco, não acabaram durante a grande seca.

A provisão requer fé e obediência a Deus, muitas vezes através de meios improváveis.

Abraão e Isaque

Gênesis 22:1-14

No Monte Moriá, Deus proveu um cordeiro para o sacrifício no lugar de Isaque.

Deus é "Jeová Jireh" (O Senhor Proverá). Ele provê a saída no último momento de prova.

Eliseu e a Viúva do Azeite

2 Reis 4:1-7

Multiplicou o azeite em muitas vasilhas para que a viúva pudesse pagar a dívida e sustentar seus filhos.

A provisão de Deus é sobrenatural e suficiente para suprir a necessidade total.

 

3. O Chamado à Confiança e à Obediência

A provisão de Deus muitas vezes exige uma resposta de fé do crente:

  • Confiança Total: A ansiedade é vista como o oposto da confiança na provisão divina. A Bíblia exorta a lançar toda a ansiedade sobre Ele.

“Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” (1 Pedro 5:7)

  • Obediência e Justiça: Buscar primeiro o Reino de Deus é a condição para que "todas essas coisas" sejam acrescentadas (Mateus 6:33).

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento.” (Provérbios 3:5)

  • Perseverança: A dificuldade é um tempo de provação que leva ao crescimento da fé, sabendo que a tribulação é "leve e momentânea" em comparação com a glória futura.

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28)

Em suma, a Provisão de Deus na Bíblia não é apenas sobre o suprimento de necessidades materiais, mas é um testemunho de Sua fidelidade inabalável e um convite constante à total dependência de Seus filhos.

A Confiança em Deus é um dos pilares centrais da fé bíblica e é apresentada como a chave para uma vida de paz, força e direção, especialmente em meio às incertezas e dificuldades. É muito mais do que um sentimento; é uma escolha ativa de depender do caráter e das promessas de Deus.

 

1. O Fundamento da Confiança: O Caráter de Deus

A confiança bíblica é racional, pois se apoia em Quem Deus é:

  • Sua Fidelidade: Deus é imutável e sempre cumpre o que promete. A confiança está enraizada na certeza de que Ele não mente.

“Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?” (Números 23:19)

  • Sua Força e Poder: Ele é Onipotente e capaz de realizar o que é impossível para os seres humanos.

“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é o baluarte da minha vida; de quem terei medo?” (Salmo 27:1)

  • Seu Amor e Bondade: A certeza do Seu amor incondicional inspira a entrega total.

“O amor lança fora o medo.” (1 João 4:18)

2. A Expressão Prática da Confiança

A confiança não é passiva; ela se manifesta em ações e atitudes:

A. Renunciar à Própria Sabedoria

O maior inimigo da confiança em Deus é a autossuficiência e o apoio no próprio entendimento humano, que é limitado.

Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” (Provérbios 3:5-6)

B. Entregar as Preocupações (Lançar a Ansiedade)

Em tempos de dificuldade ou crise, a confiança se traduz em entregar a ansiedade a Deus, crendo que Ele está no controle e cuida de nós.

“Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” (1 Pedro 5:7)

C. Buscar a Deus Acima de Tudo

O Salmo 37:3-5 é uma poderosa fórmula de confiança que combina atitudes práticas:

  • “Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança.” (Confiança + Ação Justa)
  • Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.” (Foco na intimidade com Deus)
  • Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá.” (Entrega total)

 

3. Os Benefícios e Resultados da Confiança

A Bíblia promete bênçãos específicas para aqueles que confiam em Deus, especialmente em tempos de adversidade:

  • Paz Interior: A confiança traz uma estabilidade emocional que transcende as circunstâncias externas.

“Tu guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque ele confia em ti.” (Isaías 26:3)

  • Força na Dificuldade: A confiança se torna uma fonte de renovação de forças quando a própria força falha.

“Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças. Voarão alto como águias; correrão e não ficarão exaustos, andarão e não se cansarão.” (Isaías 40:31)

  • Vida Abundante e Protegida (Metafórica): O indivíduo confiante é comparado a uma árvore saudável, que não seca na estiagem.

“Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando vier o calor; as suas folhas serão sempre verdes...” (Jeremias 17:7-8)

INTRODUÇÃO

Não importa o tamanho e a extensão da crise que o povo de Deus venha enfrentar, Deus tem sempre a provisão para o seu povo. O Senhor supriu as necessidades dos israelitas durante quarenta anos no deserto. Supriu as necessidades do profeta Elias em Querite, enviando pão e carne, bem como em Sidom, por meio de uma viúva ultra necessitada, desafiando a lógica humana. Deus não mudou. Ele continua abençoando e suprindo as necessidades dos seus filhos. Mesmo vivendo em um mundo decaído, podemos contar com a proteção, provisão e cuidado do Pai Celeste. Em meio às crises nossa fé é fortalecida diante do agir de Deus provendo bênçãos ao seu povo.

I. PROVISÃO DIVINA EM UM MUNDO CAÓTICO


1. A provisão de Deus no deserto.
 O deserto não é um momento de dificuldades na vida do povo de Deus, não. O deserto é a trajetória do povo de Deus rumo à Terra PrometidaDeus guiou e sustentou seu povo durante a árdua jornada pelo deserto, a despeito da infidelidade, do pecado da murmuração e do pecado da idolatria. Durante quarenta anos o Senhor sustentou o seu povo no deserto. A provisão era diária. Todos os dias, com exceção do sábado, os israelitas recebiam o maná e codornizes para o seu sustento. Não faltou água, alimento, roupa e calçado até o dia em que chegaram à Terra Prometida. A fidelidade de Deus e seu amor, foram determinantes para que Ele cuidasse, dia a dia, dos descendentes de Abraão. Deus tem um compromisso com a sua Palavra, Ele vela para cumpri-la. Apesar de nossas fraquezas, Deus não nos deixa sozinhos em nossa jornada rumo à Pátria Celestial.

Após a milagrosa travessia do Mar Vermelho, Moisés conduziu o povo rumo ao Sinai. Mas, para chegar lá teve que parar em quatro localidades: Mara, Elim, Sim e Refidim. Em cada uma dessas localidades houve um expediente especial da parte de Deus ao povo hebreu.

Em Mara, após três dias de viagem, Deus fez a primeira prova da Fé do povo hebreu. Os hebreus estavam sedentos e exauridos pelo intenso calor do deserto, e após esses três dias de peregrinação, encontraram apenas águas amargas em Mara. As águas estavam impróprias e impotáveis para serem bebidas. Certamente, Deus estava provando a fé do seu povo recém-liberto da escravidão. Todavia, a Fé de Israel, mais uma vez, foi reprovada. O povo cometeu, pela segunda vez, o perigoso pecado da murmuração – “E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?” (Ex.15:24). Os hinos de louvores entoados pelo triunfo sobre o exército de Faraó no milagre do Mar Vermelho foram depressa substituídos pelas palavras de descontentamento. Em relação a Deus a murmuração é uma reclamação descabida. Quando você murmura, você está dizendo que Deus não está sendo suficiente. Por isso a murmuração em ralação a Deus é pecado.

Uma grande vitória como a travessia do Mar Vermelho proporcionou uma visão maravilhosa da Onipotência de Deus, mas não treinou a fé para os problemas mais corriqueiros, como a necessidade diária de comida e bebida. Às vezes, grandes experiências com Deus não são suficientes para curar o coração duro e queixoso.

Após passar por Elim, um verdadeiro oásis no deserto (Êx.15:27), Moisés conduziu o povo pelo “deserto de Sim” (Êx.16:1). Nessa localidade os hebreus vivenciaram pela primeira vez o milagre do maná e onde se maravilharam com o milagre das codornizes (Êx.16:1-21). Nesta localidade os israelitas sentiram fome e começaram a expressar de novo seus queixosos lamentos. Esquecendo-se da aflição no Egito, queriam voltar para onde tinham alimento em abundância. As queixas eram dirigidas contra Moisés, porém na realidade murmuravam contra o Senhor (Êx.16:8). Deus retribuiu-lhes o mal com o bem (2Tm.2:13); proveu codornizes e maná. A partir de então, o maná era fornecido diariamente, durante os quarenta anos de peregrinação no deserto (Êx.16:35); foi um fato completamente milagroso – “Eis que vos farei chover pão dos céus” (Êx.16:4). O maná caía todas as noites, juntamente com o orvalho. A ração diária era de um gômer (3,7 litros) por pessoa. Quanto às codornizes foram fornecidas somente uma vez mais na marcha através do deserto (Êx.11:31,32).

Com essa experiência no deserto de Sim Deus deseja ensinar a seu povo a confiar nele como provedor de seu sustento diário e a não se preocupar com o dia de amanhã. Deus provia cada vez para apenas um dia, exceto na véspera do sábado. Nunca falhou com seu povo nos quarenta anos de peregrinação.

O maná é um símbolo profético de Cristo, o Pão verdadeiro (João 6:32-35). Assim como o maná, Cristo, que veio do céu, tem de ser recolhido ou recebido cedo na vida (Êx.16:21; 2Co.6:2) e tem de ser comido ou recebido pela fé para tornar-se parte da pessoa que o come. O maná era branco e doce; da mesma maneira Cristo é doce e puro para a alma (Sl.34:8). Por sua vez, Cristo não dá vida a uma nação durante quarenta anos somente, mas a todos os que creem Ele dá a vida eterna.


2. A provisão de Deus para Elias em Querite (1Rs.17:1-6).
 Certa feita, Elias, impulsionado pelo Espírito de Deus, se apresenta diante do rei Acabe e declara que não haveria nem chuva nem orvalho enquanto o próprio profeta não o pedisse a Deus(1Rs.17:1). O contexto de 1Reis 17 e 18 nos mostra claramente que Deus, na sua soberania, determinou a seca sobre Israel para corrigir o rei e o povo da sua teimosa idolatria e para revelar que somente Deus é o provedor de todas as coisas, que só Ele é quem tem o domínio sobre a natureza que Ele mesmo criou. Agora Deus mostraria seu poder retendo a chuva e permitindo que a fome fizesse os israelitas pensarem melhor na pessoa a quem sua fé era direcionada.

Deus reteve a chuva durante três anos e meio (Lc.4:25; Tg.5:17). Esse juízo humilhava Baal, pois seus adoradores criam que ele controlava a chuva e que era responsável pela abundância nas colheitas. A falta de chuva resultaria em crise econômica, que acabaria por tratar do orgulho, da arrogância e da idolatria nacional, que chegava a creditar sua prosperidade aos falsos deuses.

Deus sempre quis e quer dialogar com o homem, mas a persistência no pecado tem levado o ser humano a sofrer diversas consequências e pesados juízos divinos. Deus não se deixa escarnecer e tudo o que o homem semear, isto também ceifará (Gl.6:7). Em Israel, os que adoravam a Baal criam que ele era o deus que mandava chuvas e colheitas abundantes. Assim, quando Elias se colocou na presença de Acabe e disse-lhe que não choveria por vários anos, o rei ficou chocado. Baal tinha muitos sacerdotes os quais não poderiam trazer chuvas. Elias confrontou corajosamente o homem que levara seu povo ao mal, e falou-lhe de um poder muito maior do que o de qualquer deus pagão: o Senhor Deus de Israel. Quando a rebelião e as heresias estavam em seu nível mais alto no meio do povo, o Senhor não respondia somente com palavras, mas com ações severas.

O anúncio da seca deu início ao conflito entre Deus e Baal. Assim que a batalha foi consolidada, Elias recebeu ordens do Senhor para que se isolasse junto ao ribeiro de Querite - provavelmente situado na região de Gileade -, durante o período da seca; ali, Deus milagrosamente proveria seu alimento através dos meios mais improváveis (1Rs.17:3,5,6).

Elias obedeceu a ordem de Deus. A obediência nos faz experimentar a provisão de Deus em tempos de crise. Quem está em desobediência dificilmente desfrutará da provisão divina. A obediência de Elias o preservou em segurança das mãos de Jezabel nos anos de seca, e o preparou para os próximos desafios que iria enfrentar para que o povo retornasse aos caminhos do Senhor.

Enquanto havia água no ribeiro, Elias passou a ser alimentado por corvos, que lhe traziam pão e carne pela manhã e pela noite (1Rs.17:6). Como diz o apóstolo Paulo, “…Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias, e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, e Deus escolheu as coisas vis deste mundo e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante Ele(1Co.1:27-29).

Como poderia Elias ser alimentado por corvos, animais que são conhecidos por serem decompositores, ou seja, que se alimentam daquilo que está apodrecendo, daquilo que está se desfazendo, e num momento em que passou a haver escassez de alimentos? Como ser alimentado por um animal tão asqueroso, tão repugnante? Entretanto, como disse o Senhor, havia sido dada uma ordem aos corvos para alimentar o profeta e, ante a ordem divina, não há como haver recusa. Elias, toda manhã e toda noite, era servido pelos corvos, que, pontualmente, cumpriam a ordem do Senhor. Deus, assim, mostrava, duas vezes ao dia, ao profeta que estava no controle de todas as coisas, que toda a natureza estava sob as Suas ordens. Glórias a Deus!

Dia após dia, Elias era alimentado pelos corvos, mas a seca que anunciara já era uma realidade. Por isso, dia após dia, as águas do ribeiro de Querite iam minguando, até o momento em que o ribeiro secou. Deus continuava a agir na vida de Elias, demonstrando que tinha o controle da situação. Os corvos vinham lhe trazer comida, mas o ribeiro se secava, em cumprimento à palavra do profeta, que falara em nome do Senhor. Deus tem compromisso com a Sua Palavra (Jr.1:12) e não a invalidará, ainda que isto representasse a proteção e o sustento dos Seus servos fiéis. Deus não precisa invalidar a Sua Palavra para guardar os Seus. Elias experimentou a provisão de Deus.

3. A provisão de Deus para Elias em Sarepta (1Rs.17:8-16). Quando o ribeiro secou, Deus, então, mandou que o profeta fosse para Sarepta, cidade pertencente a Sidom, pois o Senhor havia ordenado a uma viúva que sustentasse o profeta (1Rs.17:9). Vemos, aqui, que Deus, depois de mostrar que tinha controle sobre a natureza, estava agora a mostrar ao profeta que também era o controlador da humanidade e das estruturas sociais. Além do mais, tratava-se de uma viúva e as viúvas, geralmente, eram pessoas necessitadas, que se encontram entre os mais desprovidos de recursos econômico-financeiros, que viviam da caridade pública. Entretanto, este Deus que escolhe as coisas loucas para confundir as sábias, fez com que o profeta passasse a ser sustentado, na terra de Sidom, por uma viúva miserável. Essa situação foi bastante pedagógica ao profeta. A cada instante, Elias aprendia o significado do seu próprio nome: “Javé é Deus”.

A lógica de Deus se contrapõe à lógica humana. O texto bíblico diz que a situação daquela mulher viúva era tão crítica, que ela estava prestes a preparar a sua última refeição e aguardar, com o único filho, a morte. Então, por que Deus enviou o profeta à viúva de Sarepta, que estava vivendo um momento de dificuldade e escassez muito maior que a experimentada por ele? A lógica de Deus se contrapõe à lógica humana. Deus não pensa como o homem, não considera as saídas e soluções que imaginamos, nem se prende ao que vemos e supomos ser o melhor para nós nas situações pelas quais passamos. Está escrito: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55:8). Quando, em meio a uma gigantesca necessidade, Deus nos coloca diante de alguém com uma necessidade maior ainda e afirma que de tal pessoa virá a ajuda, é porque o milagre está sendo preparado, o milagre da dependência total do Senhor.

Ao chegar à casa da viúva, Elias lhe pede água e pão. A mulher respondeu que não tinha pão. Em sua casa, havia apenas um punhado de farinha e um pouco de azeite. Então, o profeta desafia aquela mulher a assar primeiro um pão para ele. A mulher acreditou na palavra do profeta. Para ver a provisão divina é preciso crer. A provisão de Deus veio para Elias e para viúva que o acolheu. A farinha e o azeite da mulher não se acabaram até o dia em que as chuvas voltaram a cair. Este é o nosso Deus. Ele está no controle de todo o reino da Natureza.  Portanto, “Só o Senhor é Deus!”. Aleluia!!


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